sábado, 28 de fevereiro de 2009

Religiosos e cientistas vão ao STF contra o aborto de anencéfalos.

É sempre um risco atacar as bandeiras empunhadas pelo consenso politicamente correto que tomou de assalto as mentes do mundo. Mas aqui vou eu. Primeiro, os convido a ler a matéria abaixo, publicada no site do jornal O Globo:

Cientistas e religiosos foram nesta quinta-feira aos gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em busca de votos no julgamento que definirá se mulheres grávidas de fetos sem cérebro (anencéfalos) terão ou não direito a interromper a gestação. (...)

- Nossos argumentos têm embasamento ético, científico e da tradição cristã. Todas as pessoas, inclusive os anencéfalos, são dignas da misericórdia de Deus. A Constituição garante a inviolabilidade da vida humana e o Código Civil assegura o direito à vida desde a concepção - argumentou o assessor da Comissão Vida e Família da CNBB, padre Luiz Antônio Bento.

- Muita gente cheia de saúde não cuida da vida que vem surgindo, mesmo com defeito. É uma falta de humanidade, uma insensibilidade muito grande - completou o secretário-adjunto da CNBB, Adhemar Agostinho.

- O anencéfalo de forma alguma pode ser considerado um morto cerebral. Ele respira espontaneamente - disse a professora de Biologia da Universidade de Brasília (UnB) Lenise Garcia. (...)

Eu já escrevi no passado sobre minha posição acerca do aborto (em geral e no caso de anencefalia). Até havia pouco tempo, eu era favorável à descriminalização do aborto em geral. Isso mudou a partir do momento em que eu e minha esposa descobrimos a gravidez dela. Não é fácil explicar certas transformações que se operam no íntimo de cada um, mas o fato é que simplesmente passou a ser ética e moralmente inaceitável concordam com a interrupção de uma gravidez. Sim, caros, o tal milagre da vida existe mesmo...

No caso dos fetos anencéfalos, entendo que há um risco enorme em se permitir judicialmente o aborto. Assim como já dito alhures, eu torno a colocar a questão principal que me aflige: quem guardará os guardiões da vida humana?

Se o STF debatesse o aborto de anencéfalos sob a ótica do conflito de direitos, opondo o direito à vida do feto, aos direitos à saúde (inclusive psicológica) e à escolha da mãe, a coisa toda seria menos absurda. Entendam bem: ainda assim eu seria contra o aborto. Só penso que uma discussão jurídica sobre conflitos de direitos é própria de uma sociedade democrática onde funciona com autonomia uma Suprema Corte de justiça.

O problema é que os ministros estão propensos a discutir a questão a partir da definição do que é vida e de quando esta se inicia. E é aí que minha oposição se torna frontal e invencível. Perguntemos o óbvio: quem os juristas pensam que são para debater quando e como se dá a origem da vida? "Ah, mas a Igreja quer meter a colher no assunto.", dirão alguns pogreçistas. Sim, a Igreja opina. E só. Nada além. E digo mais: a Igreja fala aos seus fiéis. Um ateu, por exemplo, pode muito bem se lixar para o que Bento XVI pensa sobre isso ou aquilo, não é? Mas o STF é diferente. Ele não vai apenas opinar, mas decidir. Os ministros vão dizer quando a vida começa e em que condições MERECE continuar. Perdoem meu conservadorismo reacionário, mas isso é o mesmo que abrir a porta do inferno.

Hoje, com ares modernos, progressistas e politicamente corretos, o STF vai dizer que um feto anencéfalo simplesmente NÃO TEM O DIREITO DE CONTINUAR SEU CURSO ATÉ O NASCIMENTO. Eu já sei como o novo humanismo relativista vai tratar a coisa toda. A decisão será saudada como um avanço, afinal seria desumano obrigar uma mulher (e uma família inteira) a enfrentar uma gravidez que, sabidamente, viria a ser infrutífera.

Vou além: o que impedirá que o aborto de anencéfalos seja apenas o começo - ou, como já disse outras vezes, que seja a fresta aberta na porta do inferno? Hoje, suportar a gestação de uma criança com anencefalia é considerado cruel para os pais. E deve ser mesmo. Mas qual a solução? Cancelar a gravidez? Como se fosse - sei lá... - o pedido em um restaurante? Os modernos humanistas acham mesmo que tudo seria assim tão fácil? E o que faremos no futuro, quando uma gravidez maculada pela síndrome de Down também for considerada um sofrimento para a família? Abortaremos também? Repito: Quem impedirá que a fresta de hoje se transforme na porta do inferno eugênico?

O que não me entra na cabeça é a facilidade com que a vida é relativizada pelos humanistas do século XXI. Notem que será considerado "desumano" manter a gravidez, mas não fazer o aborto. Será tido como um "avanço" a interrupção de uma gestação... A que ponto chegou o relativismo moral?! Nossa sociedade, tão empenhada em proteger o mico-leão e os ratos de laboratório, abre mão de dar garantias aos próprios filhos.

13 comentários:

Lucas Torres disse...

Entendi seu ponto, mas como fica o caso concreto dos fetos anencéfalos que não podem sobreviver depois de nascidos? Pelo que pude perceber, você critica o fudamento com base no qual o STF quer autorizar o aborto, adentrando na discussão sobre a origem e o fim da vida. Mas, se eles tratassem apenas de autorizar o aborto como forma de minimizar o sofrimento físico e psicológicos da família, penso que tudo seria mais aceitável, afinal não encontro justificativa para obrigar alguém a levar a termo uma gravidez condenada a não dar certo.

George disse...

Entendo como válida a sua preocupação, Yashá. Essa pergunta sobre quem guadará os guardiões é clássica e recorrente nas democracias. Também não me sinto confortável sabendo que os juízes vão decidir quando começa uma vida humana.
O problema é que faz parte do trabalho de uma corte de justiça debater questões como essa. Você, como bacharel em direito, sabe bem do que estou falando. Instado a se manifestar, o STF não pode se furtar de dizer o que pensa. E o que ele pensa, claro, pode nos assustar e nos contraria, mas deve ser aceito como parte do jogo democrático.

Fábio disse...

O que você está pretendendo? Se tornar o blogueiro mais reacionário do Brasil?! Está quase conseguindo.

Condenar o aborto já é prova bastante de intolerância típica da ultra-direita religiosa e conservadora financiada por Israel e pelo Vaticano. Agora, condenar o aborto em caso de anencefali só pode ser coisa mesmo de gente que vive na idade média! Ou melhor: na idade da pedra!

Quando você vai abrir seus olhos cegos para o iluminismo do mundo? Quando vai perceber que os velhos dogmas morais da religião foram superados pela modernidade e pelos avanços da ciência?

Só faltava mesmo querer obrigar uma família a sofrer esperando o nascimento de um filho que não teria chance nenhuma de vida! Por que? Só porque você e sua Igreja querem?

Anônimo disse...

Corta o papo furado e responde a pergunta que interessa: o aborto deveria ser permitido em caso de anencefalia?

Só isso importa ser discutido, como questão relevante de saúde pública. O resto é conversa inútil de quem pretende escapar da discussão apelando pra tal "moral e ética".

Morena Flor disse...

Yashá,

Desculpe, mas, mais uma vez, discordo de vc, agora sobre aborto de anencéfalos - e aborto em geral. Q eu saiba - por favor, me corrija se estiver errada, anencefalia é uma doença cuja probabilidade de bebês nascerem e sobreviverem praticamente inexiste. É uma questão bastante delicada e envolve sofrimento p/ todos os lados - afinal, uma mãe,juntamente com seus familiares, quer embalar seu filho e colocá-lo em um berço, não em um caixão. Penso sim, q obrigar uma mulher e sua família a uma gravidez sofrida assim é desumano. Se uma mulher não abortaria e levaria a gestação de anencéfalo até o final, direito dela de escolher. Mas se ela quiser interromper a gestação, melhor q ela tenha liberdade de decidir, afinal, será ela e sua família quem levarão o ônus de toda essa situação. Penso tb q pessoas q querem interromper gestações de anencéfalos, em sua maioria, não o fazem por "utilitarismo", o fazem pq sabem q será inútil continuar, dado q o feto não sobreviveria fora do ambiente materno - ele morrerá assim q nascer. Por isso, repito, prefiro q a decisão esteja nas mãos de QUEM está passando por isso, q não deve ser NADA fácil.

E aborto está muito além da questão do "politicamente correto", de direita X esquerda. É algo q envolve relações humanas, abandono da grávida, preconceitos diversos contra mães solteiras,dentre muitas outras coisas. É uma questão super delicada e um problema de ordem social e mesmo cultural.

Posso não querer praticar aborto. Mas, assim como na questão da eutanásia, minhas crenças e idéias dizem respeito somente a MIM mesma. Os outros... Bem, são os outros.

Por isso sou a favor da descriminalização do aborto(até um certo período da gravidez, é claro). Quem é contra, não será obrigado a fazer, simplesmente, não faz e pronto. Quem quiser, vai fazer, paciência, mesmo ilegal, tem quem faça, por "N" motivos q fogem ao MEU controle, pq se trata da vida dos outros, não da minha. Como disse, é uma questão q envolve várias questões, como as já ilustradas acima por mim. Penso q a supressão ou a diminuição da prática do aborto passa por coisas, como, por ex, diminuição do preconceito contra mães solteiras, os homens assumirem, juntamente com as mulheres, a responsabilidade de assumir as crias, ao invés de simplesmente "dar no pé" qdo a mulher revela a gravidez(afinal, criar filho sozinha não é nada desejável à grande maioria das mulheres), apoio às mulheres q estão nessa situação, ao invés de ódio e preconceito, do uso do preservativo e outros ACs, maior abertura sobre o assunto - tanto em casa qto na sociedade em geral, e por aí vai.

Desculpe se escrevi demais.

Abraços. ;)

Morena Flor disse...

Ah, outra coisa, Yashá

Me lembrei de algo importante na questão do aborto: A questão da fidelidade conjugal e o sexo na adolescência, duas situações q, ao meu ver, são de grande importância p/ corroborar com o aborto.

A primeira q vou tratar, é sobre o sexo na adolescência. Ora, pessoas nessa fase ainda estão em desenvolvimento tanto psíquico e físico tb. Por isso, penso q a questão de distribuição de preservativos nas escolas deveriam estar acompanhadas por incentivo ao adolescente preterir o sexo por outras coisas, como estudo, realizações de objetivos profissionais, pessoais, dentre outros. Adolescente não deveria ser incentivado a fazer sexo, seria uma irresponsabilidade muito grande. Adolescente pensar em sexo? Inevitável, afinal, é nessa idade q começa a aflorar os instintos sexuais. Mas daí a incentivar a prática do sexo como se faz hj, na mídia e na sociedade em geral é uma verdadeira "roleta russa", podendo resultar em gravidez precoce, e/ou aborto.

Outra coisa, é q os pais precisam mais se abrir com o tema "sexo" com seus filhos, assim será mais fácil ajudá-los a administrar seus impulsos e desejos sexuais. Fechar os olhos em casa sobre o tema, não é, definitivamente, a solução - ainda mais hj em dia, qdo se respira sexo em tudo o q é lugar - na mídia, entre os colegas, etc.

Morena Flor disse...

Continuando o meu raciocínio, venho explanar sobre a fidelidade conjugal. E pq coloquei sobre ela? Pq uma parte importante dos abortos q se pratica é justamente causada pela falta desse quesito super importante depois do amor. Infidelidade traz em seu bojo, muitas vezes, gravidezes "bastardas" q, não raro, resultam em abortos. Como cônjuges q traem não querem ser descobertos - nem acabar o relacionamento - recorrem ao expediente do aborto p/ encobrir seus erros - e o possível "escândalo" advindo desse tipo de situação. Homens casados q traem e engravidam outras mulheres e mulheres casadas q traem e engravidam de outros homens, não raro, se envolvem em situações como aborto, pelas quais não precisariam passar se tão somente, se conservassem fiéis aos respectivos conjuges. Uma aventura pode custar MUITO CARO p/ quem embarca nela, daí ser importante uma reflexão bastante profunda sobre se vale a pena correr riscos - inclusive de engravidar alguém ou de alguém e abortar p/ esconder o erro, ou ainda destruir a família - só por causa de algumas noites de prazer com outras pessoas. Claro q qualquer pessoa pode abortar, inclusive gente casada e grávida do próprio marido. Mas, mitigada a infidelidade, penso q, com certeza, contribuiria p/ a diminuição do índice de abortos provocados.

(mais uma vez, desculpa se escrevi demais, tô "inspirada" hj, hehehehe)

;)

Yashá Gallazzi disse...

Caros, respondo a todos de maneira geral e breve.

Primeiro, aproveito que discordaram deste escrevinhador para jogar uma verdade na cara da legião: quem disse que não publico as divergências? Publico sim. Inclusive as críticas. Basta que sejam civilizadas e escritas por gente que se equilibre sobre duas pernas apenas, se é que me entendem. Experimentem imaginar a enormidade de pichações que a legião escreveu - e continua escrevendo - no blog, sobre os últimos textos aqui publicados. Está sendo uma verdadeira cruzada caçar e cassar todos. Mas já me desviei do principal.

Começo por você, Flor, que se desculpou por discordar de mim. Cara, você não precisa fazê-lo. Pode discordar quanto quiser. Nós, democratas, aceitamos a divergência de bom grado. E eu, claro, sei que não se escreve o que eu escrevi sem que muitas críticas surjam em seguida. Faz parte. É do jogo.

O fato é que nossa discordância me parece evidente e pontual: sou contra o abordo, ao passo que você é a favor. Pelo que entendi, isso vale no caso da anencefalia, bem como nos demais tipos de aborto. Sem problema. Nada mais comum do que encontrar divergências em um tema tão espinhoso.

Portanto, não há muito a ser dito. Sinto apenas a necessidade de deixar claro - se ainda for necessário - que entendo perfeitamente a dificuldade psicológica e humana que deve ser conviver com uma gravidez de um feto anencéfalo. Deve ser uma tortura até mesmo desumana para os pais. E note: eu nunca disse o contrário. E também não sou ligeiro a ponto de condenar quem quer que seja, afinal cada um é dotado de liberdade para fazer suas escolhas, não?

O que eu não aceito - e aí reside nossa discordância - é a tese segundo a qual o caráter desumano da gravidez de anencéfalo se combate por meio do aborto. Faço até uma digressão ética e moral: em que momento nossa sociedade passou a aceitar o aborto como remédio para o que é desumano? E veja: eu falo do aborto, mas poderia ser a eutanásia ou mesmo a pena de morte, defendida pelos que querem colocar um fim nas desumanidades praticadas pelos bandidos.

Eis aí. De resto, não precisa se desculpar por escrever muito. Como vê, é um vício deste escriba também.

Yashá Gallazzi disse...

Os demais comentário publicados até agora, noto, me perguntam como fica a coisa na prática; como o STF deve agir diante da demanda jurídica que tem para resolver.
Bom, eu poderia ser simplório e dizer: problema deles lá. Mas não farei isso.
Eu critico essa história de um grupo de juízes decidir o que é vida, quando começa e quando termina. Simplesmente acho que eles não podem fazer isso. Precisam julgar? Que o façam com base em outros pressupostos, como as tais consequências psicológicas desumanas que uma gravidez de anencéfalo traz para as famílias.
Simples assim.

Augusto Cesar disse...

Assino embaixo de tudo o que o Yashá escreveu. Ele foi ao ponto, como sempre. Não se trata de atacar quem defende o aborto, ou escolhe fazê-lo. Se trata de mostrar, mais uma vez, que a ninguém é dado discutir o começo da vida de um ser humano!

Notívago disse...

Lendo o texto do Yashá eu não percebi qualquer tentativa de impor a todos os valores morais e éticos dele.
O problema é que o mundo todo já foi contaminado pelos valores "humanistas" do consenso politicamente correto. Por isso toda divergência que ataca o senso comum é logo repelida e atacada.
Reparem só: 1) Sou contra o aborto em geral; 2) Sou a favor do aborto de anencéfalos; 3) Acho que o Yashá está coberto de razão quando fala do perigo de se confiar a um grupo de juízes a função de estabelecer o início e o fim da vida humana.
Não há julgamentos no texto principal, assim como não os há aqui. Só mesmo debate democrático.

Anônimo disse...

Não faça retórica moral em cima da desgraça dos outros! Anencefalia é uma moléstia incurável cujo índice de óbitos chega aos 100%! Entendeu?! Não existe possibilidade de sobrevivência!
O que isso tem a ver com eugenia? Quem disse que o aborto de anencéfalos vai levar a uma política eugênica? Deixe de trapaça!

Morena Flor disse...

Oi! Ói eu aqui de volta!

Yashá,

Em primeiro lugar, agradeço pela resposta e pela democracia do seu blog! :)

"O fato é que nossa discordância me parece evidente e pontual: sou contra o abordo, ao passo que você é a favor. Pelo que entendi, isso vale no caso da anencefalia, bem como nos demais tipos de aborto".

Bem, não sou a favor do aborto, mas sim, de sua legalização, o q é bem diferente. Posso não querer o aborto p/ mim, não fazê-lo, mas ser a favor de legalizar o aborto p/ quem escolher fazê-lo, isso juntamente com uma grande abertura de debate sobre como evitá-lo e tb de como evitar situações que levem ao aborto - duas delas ilustrei acima, como sexo na adolescência e traição no casamento(podendo ser tb em qualquer relacionamento estável). São duas situações propensas ao aborto e q ajudaria muito se fossem devidamente estudadas por aqueles q, por ex, fazem campanhas sobre o assunto, e se fossem mais debatidas em casa, pelos pais com os filhos.

"Portanto, não há muito a ser dito. Sinto apenas a necessidade de deixar claro - se ainda for necessário - que entendo perfeitamente a dificuldade psicológica e humana que deve ser conviver com uma gravidez de um feto anencéfalo. Deve ser uma tortura até mesmo desumana para os pais. E note: eu nunca disse o contrário. E também não sou ligeiro a ponto de condenar quem quer que seja, afinal cada um é dotado de liberdade para fazer suas escolhas, não"?

Gostei de sua atitude, bem diferente de outros q jogariam pedras na vida alheia - muitas vezes tendo seus telhados de vidro.

;)

"O que eu não aceito - e aí reside nossa discordância - é a tese segundo a qual o caráter desumano da gravidez de anencéfalo se combate por meio do aborto".

Olha, não é q defenda q o combate disso seja o aborto, o q eu defendo é a livre escolha da mulher, seja ela escolhendo levar tal gravidez adiante ou não. Existem as q abortam e as q levam a gravidez a termo, e p/ contemplar a todas q escolhem, prefiro a legalização deste - embora não seja a favor do aborto em si.

Sobre a doença em si, até me questiono se aborto de anencéfalo seria realmente um "aborto", ou apenas a retirada de um feto inviável(ou já morto) - visto que a anencefalia é 100% fatal p/ os fetos/bebês portadores, que eu saiba e muitos deles, provavelmente, já estarão mortos nos ventres de suas mães.

"Eis aí. De resto, não precisa se desculpar por escrever muito. Como vê, é um vício deste escriba também".

Valeu, Obrigada Yashá!

Fico feliz de compartilhar idéias aqui no seu blog!

Abraços
:)