Ao que parece o dia hoje está coalhado de notícias estranhas. O que vai abaixo foi publicado no O Globo. Para facilitar a compreensão, divido a matéria em duas partes:
PRIMEIRA PARTE:
A Polícia Federal omitiu do relatório final da Operação Castelo de Areia as siglas de três partidos: PT, PTB e PV. Segundo reportagem do "Jornal Nacional", da Rede Globo, os nomes dos partidos que ficaram de fora do relatório estão em uma conversa por e-mail ocorrida em novembro do ano passado entre Fernando Dias Gomes, diretor da Camargo Corrêa, e Luiz Henrique Maia Bezerra, representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entidade tida pela polícia como intermediária entre a construtora e políticos.
(...) No e-mail enviado pelo diretor da Camargo Corrêa ao representante da Fiesp, são cobrados recibos pendentes das seguintes doações: PSDB (comitê financeiro de São José dos Campos - R$ 25 mil), PSDB (R$ 50 mil), PT (diretório regional - R$ 25 mil), PTB (comitê financeiro municipal - R$ 25 mil) e PV (comitê financeiro municipal - R$ 25 mil).
(...) No entanto, o documento da PF que embasou os pedidos de prisão decretados pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal, Fausto De Sanctis, não cita PT, PTB e PV como possíveis beneficiários do esquema descoberto na operação. Ao justificar a omissão, a Polícia Federal alegou que esses três partidos foram citados num contexto em que se fala sobre recibos de doações, o que teria levado ao entendimento de que seriam repasses dentro da lei.
"É impossível afirmar só com os dados atuais a ilegalidade dessas operações", escreveu o delegado Otávio Russo, que assina o relatório final.
SEGUNDA PARTE:
(...) A polícia também omitiu uma palavra na transcrição de um diálogo de dois diretores da empreiteira interceptado pela Justiça. A transcrição informa: "Tem aquela pasta de eleições, a relação inclusive...a colaboração oficial". Um verbo não foi transcrito na frase: "a colaboração foi oficial". (...)
Não se enganem: o que vai acima é muito grave e comprova de forma irrefutável o emprego do aparelho policial do Estado para fazer terrorismo. Ao que parece, o Estado policialesco idealizado por Thomaz Bastos, executado por Tarso Genro - o Beccaria dos Pampas - e simbolizado pelo dotô Protógenes Queiroz está aí, comprovado.
Notem o início da matéria, que tomei a liberdade de chamar de "Primeira Parte". Não há margem para interpretações: a Polícia Federal decidiu deliberadamente excluir do relatório final as informações que comprometem o PT! Diante de algo assim, nunca é demais lembrar que o PT, de Lula, governa o Estado brasileiro - ou deveria fazê-lo... -, do qual a Polícia Federal é uma insituição de grande relevância. Trocando em miúdos temos o seguinte: O APARELHO POLICIAL DO ESTADO FOI UTILIZADO PARA PROTEGER O PARTIDO DO GOVERNO. Mais que isso: HÁ ELEMENTOS SUFICIENTES PARA SE DEDUZIR QUE A PF FOI USADA PARA ATACAR OS PARTIDOS QUE FAZEM OPOSIÇÃO AO PT!
Caros, eu sei que posso soar um tanto alarmista, mas não me importo: Estamos a um passo da ditadura! Não deixa de ser irônico que isso tudo seja revelado neste 31 de março, quando o pogreçismo nacional (PT em primeiro lugar) rola lágrimas ao lembrar da ditadura militar de 1964...
O mais curioso, porém, é a justificativa da Polícia para a exclusão do PT: não haveria elementos suficientes para garantir que as doações feitas à turma da estrelinha eram ilegais. Bom, se é assim, me vejo obrigado a fazer a pergunta inevitável: por que os tais elementos - fragéis para incriminar o petismo - foram considerados bons o bastantes para incriminar a oposição ao governo Lula? Percebam: a coisa toda é tão absurda que não resiste a dois minutos de confronto com argumentos lógicos.
Mas ainda há a "Segunda Parte" da matéria. Ali, sem meias palavras, se diz - ATENÇÃO! - que A POLÍCIA FEDERAL OMITIU INFORMAÇÕES IMPORTANTES DO SEU RELATÓRIO FINAL! Isso, caros, só pode ser chamado de crime!
E notem: a PF não omitiu uma parte irrelevante da conversa grampeada. Que nada! Omitiu exatamente o trecho que - pasmem! - falava da legalidade das doações efetuadas aos partidos investigados!
Definitivamente, o Brasil não pode ser considerado um país sério. Alguém aí consegue imaginar isso acontecendo com - sei lá... - a Scotland Yard? Ou com o FBI? Não, né? E por que não? Porque onde o a civilização já chegou a democracia e suas instituições são respeitadas pela sociedade e, o que é mais importante, pelo Estado. Por outro lado, em grotões pútridos como essepaiz, a canalha toma o poder de assalto e estupra a democracia e suas instituições. O resultado disso? Os outros serão sempre melhores que nós. E melhores em tudo!
6 comentários:
Estamos mesmo à beira de um regime policialesco e totalitário. E pensar que ainda tem gente boba o suficiente pra elogiar e enaltecer os feitos (criminosos!) do senhor delegado...
Que tipo de país tem uma polícia capaz de omitir informações cruciais de documentos oficiais, só para beneficiar o governo e atacar a oposição?
E como fica se os acusados comprovarem mesmo que as doações foram legais? Vamos aceitar que o Estado de direito seja subvertido e o inocente tenha que provar que não é culpado, em vez de o acusador demonstrar o que alega?
Quer saber por que os lementos são suficientes para acusar a oposição, mas não para acusar o PT? Ora, porque essa polícia que está aí foi criada e comandada pelo petismo! E se presta a fazer política partidária, em vez de zelar pelo cumprimentos das leis.
O mais interessante é que as vítimas continuam sendo tratadas como culpados, enquanto os bandidos ficam soltos, vangloriando-se de suas ilegalidades justiceiras nos blogs dos mãos peludas...
O Yashá insiste em compara o Brasil com um país sério. Desista, amigo! Não somos e nunca seremos. Num país sério, o delegado do caso estaria afastado e o diretor da polícia provavelmente seria exonerado do cargo. Afinal, estamos falando de uma operação em que informações foram deliberadamente omitidas, para causar prejuízo político a alguns e beneficiar outros.
Alguma surpresa? Quem comanda a PF? É o Tarso Genro, um leninista de primeira hora. Como se surpreender vendo que ele emprega os métodos soviéticos de aparelhamento do Estado e de intimidação?
A PF não é nada mais que o retrato fiel de uma politização suja e criminosa que os petralhas comandaram.
Uma lástima!
"Quem comanda a PF? É o Tarso Genro, um leninista de primeira hora."
Ele não é trotskista, George?
E antes que perguntem: eu não estou defendendo o Tarso Genro. Só coloquei uma dúvida mesmo.
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