Em Honduras, a história ofereceu a Barack Obama, presidente dos EUA, a chance de começar a pôr termo ao chavismo sem derramar uma gota de sangue e sem a intervenção direta de Washington na política interna de um país aliado. Mas Barack Hussein não quis. Não quis porque parte de sua força — e do mito criado em torno de sua figura — deriva justamente do ódio que muita gente, mundo afora, devota aos EUA. Sim, os que odeiam o que aquele país representa — incluindo nativos — criaram a metafísica Obama. E agora Barack Hussein é um tanto refém dessas demandas antiamericanas, antiimperialistas, anti-Ocidente… Cada um chame como quiser. Mas o fato é que ele está pautado pela obsessão de ser visto como “confiável” por aqueles que odiavam em George W. Bush não apenas os seus erros e exageros, mas também os seus acertos. Odiavam George. W. Bush porque ele era presidente dos EUA, não porque fosse “republicano”, “reacionário”, “direitista” ou o que seja. Esses eram apenas rótulos que serviam para disfarçar a real natureza do rancor.
Sim, senhores! Barack Hussein é refém da necessidade de fazer o que Bush NÃO faria, mesmo que aquele, eventualmente, pudesse, ocupando a cadeira da Casa Branca, fazer a coisa certa. Quem age assim é escravo de expectativas alheias. Na verdade, por mais que se tente fazer do atual presidente dos EUA um evento singularíssimo, sinto dizer que ele não existe como indivíduo. É a construção de uma época, e essa personagem das circunstâncias se mostra mais disposto a ser conduzido por elas do que a conduzi-las. Não é um líder, é um liderado; não conduz, é conduzido.
(...) Em matéria de política externa, Obama é um garotinho assustado, de calças curtas. Alguém fala alto, e ele treme os lábios para tentar se explicar.
(...) A exemplo do que escrevi anteontem, se Barack Hussein ficar oito anos no poder — o que rezo para não acontecer —, o país que tem sido o principal fiador das democracias e que tem garantido a segurança do Ocidente estará de joelhos, justificando-se perante ditaduras, entendendo-lhes os motivos, condescendendo com as ruas “razões”.
(...) Obama, com efeito, já é aquele que foi sem nunca ter sido. Se Honduras resistir, terá sido só pela sua coragem. Se sucumbir, terá sido pela covardia de Barack Hussein — ou, na hipótese menos generosa, pela sua conivência com o bolivarianismo. Este senhor nunca será muito mais do que o chefe de uma ONG. É uma pena que a ONG da hora é a tal América. (...)
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Já foi tarde!
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