terça-feira, 29 de setembro de 2009

Chalita, o novo lulista, elogia Ciro e critica Serra.

Da Folha Online. Comento em seguida.

O vereador Gabriel Chalita (SP) se filiou hoje ao PSB sinalizando que sua plataforma na campanha eleitoral de 2010 será a educação. Ele elogiou os professores e criticou a gestão do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na educação. Chalita deixou o PSDB com críticas ao grupo ligado a Serra.

"Nenhuma obra supera a da educação. Eu respeito os professores. Não coloco a culpa neles pelos fracassos na sala de aula e sim nos maus gestores", disse Chalita ao criticar a gestão Serra na educação.

Chalita aproveitou para afagar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), desafeto político de Serra. Ciro e Serra são pré-candidatos à Presidência.

"O PSDB foi minha casa por mais de 20 anos e foi lá que conheci Ciro Gomes, um homem correto e corajoso...", afirmou o vereador.

Em resposta, Ciro se disse fã de Chalita. "É um privilégio trabalhar ao seu lado. Sou seu fã à distância, de longa data."

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) disse que Chalita era corajoso por mudar de partido. "Para nós é uma grande alegria [sua filiação]. Você é referência na educação, na ética, na tolerância com a diversidade da sociedade."

Chalita, por sua vez, agradeceu ao PSB pelo espaço que o partido deu a ele. O vereador deve tentar uma vaga no Senado em 2010.

Serra minimizou as críticas de Chalita. "Nem sei se [a opinião] vale ou não vale [para o Chalita]. Não estou nem aí", disse o tucano ontem ao ser questionado se a opinião de não responder a baixarias valeria para o vereador.

Ao sair do PSDB, Chalita fez críticas a Serra. "Na condição de vereador mais votado do Brasil, eu queria pelo menos ter sido respeitado pelo partido. Eu não fazia parte da Executiva nem do Diretório. Nunca me reuni com o governador Serra. Fui tratado de uma forma preconceituosa no PSDB."


Ai, ai... Esse é o lulismo em seu estado puro, meus caros. E pensar que ainda há gente capaz de se surpreender com a recente - como direi? - "conversão" de Chalita, o vereador da autoajuda... Ora, mas se até gente como Sarney, Calheiros, Maluf e Collor já se bandeou para o lado petralha, por que a opção de Chalita causaria assombro? Não, não causa. Na verdade, a retórica e o - vá lá... - "pensamento" de Chalita finalmente encontrou seu lugar.

Chalita, caso alguém não se lembre, é aquele sujeito que parece escrever livros com a mesma facilidade com que respira. Ou melhor: com que vai ao banheiro, atender ao chamado da natureza, para ficar em uma metáfora mais condizente com sua - se me permitem - "obra". Ele também é o miguxo do peito daquele senhor chamado Fábio de Melo, que andou pedindo para não ser mais chamado de Padre... Compreendo: a designação católica deve atrapalhar a construção daquela personagem baseada no moço bonitinho, charmoso e com voz de falsete. Mas já me desviei... Voltemos a Chalita.

Minha restrição à - se me dão licença... - "literatura" de Chalita não tem nada de ideológica. É que o sujeito escreve mal mesmo. Simples assim. Os leitores mais assíduos do blog sabem, por exemplo, que não tenho simpatia pelas coisas exotéricas que Paulo Coelho costuma rabiscar. Pois bem, Chalita é uma espécie de Paulo Coelho piorado. Falta ao vereador um tanto do glamour que o mundo empresta ao já imortal Coelho, que, verdade seja dita, escreve melhor que o miguxo do ex-Padre-atual-cantor-gatão.

E pensar que ele elogia Ciro Gomes - o "oligarquinha da mamãe"... O tem como um "homem correto e corajoso". É, não deixa de ser verdade... É preciso, pois, muita coragem para chamar o eleitor de burro em rede nacional. Também não é para qualquer um dizer que o Ministério Público, uma instituição permanente da República, é do - bem... - "baralho"... Agora, sobre a retidão moral de Ciro... Bem, digamos que eu me sentiria mais seguro estando ao lado da "Flora", aquela psicopata interpretada, há algum tempo, por Patrícia Pillar...

Não conheço o Governador José Serra nem de vista, mas arrisco-me a dizer que a saída de Chalita do PSDB não diminui em nada a gestão daquele. Antes: a eleva. Por quê? Bem, alguém que quer chegar à Presidência não pode andar em más companhias, não é? E ficar ao lado de Chalita e do seu miguxo, Fábio de Melo, o maior sedutor da paróquia (com trocadilho!), não soma lá muitos votos... Deixemos, pois, Chalita entre seus iguais: aqueles cuja moral se presta a perdoar Sarney e os mensaleiros, ao mesmo tempo em que condena aqueles que defendem a vida dos bebês.

Ah, quase esqueci! Sabem como Ciro, o marido da "Flora", respondeu as - vá lá... - "gentilezas" de Chalita? Bem, disse que o miguxo do ex-padre-atual-gostosão teria a força necessária para "desestabilizar os conservadores". Êpa! Nunca me senti tão conservador como depois de ler tal frase! Não vamos deixar que isso aconteça, né? Tenho certeza que os paulistas vão ter o cuidado de deixar o iscritô sem mandato, para que possa se dedicar a trocar afagos, cartas e músicas com o cantor da batina (ele ainda usa batina?).

2 comentários:

Mike Osoviskh disse...

Caro Yashá.

Desculpe os possíveis crimes cometido contra o idioma, mas ao ler seu artigo no blog não pude deixar de escrever para perguntar;
Quanto foi chalita?

Há atitudes de nossos homens públicos aparentemente inexplicáveis. Na falta de argumentos claros ou fatos concretos o senso comum da venalidade invade nosso espírito e nos perguntamos automaticamente; “quanto foi?”
Pensei nisso ao ver a conversão improvável e inexplicável de um dos xodós da imprensa, e que por incrível que pareça não era da base aliada do governo lula. Não era.
E sem nenhuma ironia, chiste, maldade, sem querer alegar venalidade pergunto ; Quanto foi, Gabriel chalita?
Não, não digo isso, repito, imaginando que influências monetárias tenham pesado. Trinta moedas não pagam o preço da danação eterna.
Quero, de uma vez por todas, retirar o peso negativo dessa frase. O uso corrente fez com que a imaginássemos somente ligada a questões de dinheiro, e portanto pergunto, de uma vez por todas e pensando em outros termos o quanto foi de afinidade política o uniu ao PSB? O quanto foi de afinidade intelectual e convergência aos pontos de vista o uniu ao educado e singular Ciro Gomes?
Agora que faz parte da base alida, qual o apelo? O quanto foi de afinidade ideológica ao uni-lo a José Dirceu, que o ministério público chama de chefe de quadrilha do mensalão?
Vamos chalita, fale a verdade. O quanto foi?
O quanto foi de amor aos oprimidos o uniu ao caçador de caseiros, Antonio Palocci?
O quanto foi de amor as artes e a dança te fez fazer par com a dançarina principal do corpo de balé petista, Ângela gadamin?
Pode dizer, chalita, quanto foi?
Quanto foi de amor as letras colocou-o ao lado de imortais como Sarney e Collor, expoentes maiores de nossa cultura?
Pode dizer, ninguém, vai ousar te censurar. Quanto foi?
O quanto de amor a verdade e a transparência deve ter pesado em sua decisão de estar junto da doutora Dilma, em um primeiro ou segundo turno,. Ela, diplomada tantas vezes que até perdeu-se a conta?
O quanto foi de respeito a os princípios democráticos a uni-lo a turma do foro são Paulo e a ao democrata Hugo chaves, protetor-mor da democracia e da liberdade, e caminhando lado a lado com democracias como a do Sudão e Irã?
Vamos chalita, cale a boca de todos seus críticos. Não deixe a população pensar que você é apenas mais um desses políticos brasileiros que agem conforme o preço ou a conveniência.
Diga a todos, em alto e em bom tom o quanto foi...

olegario disse...

Yashá,

Padre Fábio de Melo não usa batina há tempos.
No seu closet só tem lugar prá xampu, creme e máscara facial.
Além do mais ele usa botox.
Mas não vamos negar: Ele é linnnndooo!!

Forte abraço.

Olegario.