Esta postagem também ficará disponível na coluna da esquerda, na seção de "Especiais do blog".
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Caros, transcrevo abaixo a entrevista que concedi ao Gabriel Tatagiba, do blog Game Over. Confesso que a entrevista me agradou muito, porquanto trata de temas os mais diversos, permitindo que os leitores conheçam verdadeiramente um pouco mais o entrevistado. Mérito, claro, do Gabriel, que elaborou as questões.
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Caros, transcrevo abaixo a entrevista que concedi ao Gabriel Tatagiba, do blog Game Over. Confesso que a entrevista me agradou muito, porquanto trata de temas os mais diversos, permitindo que os leitores conheçam verdadeiramente um pouco mais o entrevistado. Mérito, claro, do Gabriel, que elaborou as questões.
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2010 segundo Yashá Gallazzi
Autor do blog Construindo o Pensamento responde ao Game Over:
1 - Você, no Brasil. é considerado de direita. Se falarmos das posições políticas da Europa e dos EUA, você seria "progressista" ou "conservador"?
Bom, não é que eu seja considerado de direita no Brasil. Sou considerado de direita por aquelas pessoas que definitivamente não têm qualquer noção do que significam os termos esquerda e direita – ou progressista e conservador. Perceba: eu não me considero de direita. Pelo contrário: guardo divergências profundas e inconciliáveis com o tradicional ideário conservador. Sou, por exemplo, contrário à pena de morte, bandeira carregada pela maior parte da direita mundial. Também não vejo com bons olhos as medidas excessivamente restritivas que alguns países da Europa estão impondo à imigração, outra bandeira da direita atual. Acho simplesmente que o que está sendo feito não resolve o problema e só concorre para criar a cultura do “ódio ao estrangeiro”. Falando a partir da ótica do mundo civilizado, eu diria que transito entre a social-democracia e o social-liberalismo. Mais especificamente, fico com aquilo que Anthony Giddens chamou de “Terceira Via” e que, no meu entender, juntou o que há de melhor naquelas duas concepções. Colocando em termos objetivos, digo que sou favorável a um Estado socialmente necessário e eficientemente regulador, que se ocupe de defesa externa, segurança pública, educação e saúde. E só! Mais que isso é exagero. Isso, modernamente, é até considerado bem mais próximo do progressismo do que do conservadorismo, como sabemos. Só que, além disso, empunho algumas bandeiras que o politicamente correto rechaça. Sou contra o aborto, contra as drogas e radicalmente a favor das liberdades individuais. Isso faz com que eu seja considerado conservador. Fazer o quê? Não tenho problemas quanto a isso.
2- Quem você acha que tem mais chances de vencer Dilma: Serra ou Aécio?
Serra, é claro. Reconheço que eleição não é matemática e lógica pura, mas aprendi que a lógica dificilmente está errada. Uma vantagem como a de Serra não pode ser ignorada ou desprezada. Assim como não se pode desconsiderar que, com Aécio na disputa, Dilma renasce das cinzas... Logo, acho que Serra consegue vencer com mais facilidade do que Aécio – sim, acho que qualquer um dos dois venceria o poste de Lula. Há, ainda, outro detalhe importante: Serra está politicamente pronto e é administrativamente o mais preparado de todos. Depois de oito anos do governo bonachão de Lula, o Brasil merece algo mais sóbrio e sério com o que contar. Para encerrar, destaco que não enxergo Dilma como a candidata a ser batida. A mais recente pesquisa do IBOPE chega a mostrar toda a fragilidade dela: já tem 40% de rejeição. Dilma é como Inês de Castro, aquela que foi sem nunca ter sido.
3- Você acha que a candidatura de Marina Silva ajudará ou atrapalhará a oposição?
De novo me socorro da lógica. E a lógica me diz que, por enquanto, Marina Silva só está atrapalhando os planos de Lula. Basta ver quem é que começou a atacar a – se me permite – “candidata da floresta”... Os blogueiros alinhados ao Planalto estão vilipendiando a imagem de Marina sem qualquer cerimônia, acusando-a inclusive de ser uma candidata criada pela... direita! Além disso, há a clara percepção de que a candidatura de Marina incidiria sobre a base eleitoral tradicionalmente ligada ao petismo. Os chamados “petistas históricos” debandariam para o colo dela, deixando na barra de Dilma só os “petistas fisiológicos”. A oposição, portanto, só tem a ganhar com a presença dela.
4- Que conselhos você daria para o PSDB se tornar mais "orgânico", como o PT?
Primeiro deixo claro que não sou tucano. Há uma enormidade de coisas que me separam do ideal proposto pelo PSDB, em que pese algumas convergências. Ambos somos, por exemplo, favoráveis ao parlamentarismo e a um Estado regulador. Mas não consigo aceitar alguns comportamentos cheios de empáfia dos tucanos, que resistem em jogar o jogo da política. Ainda assim, se eu tivesse que dar um conselho ao PSDB, diria que eles nunca – jamais! - devem tentar imitar o PT. Em nada! Há que se tentar ser sempre diferente dos petistas, sob todos os aspectos. Acredite: não há nada de positivo a se imitar no PT. Nem mesmo a tão propalada “disciplina partidária” do petismo merece destaque, porquanto só serve para ilustrar o tal “centralismo democrático” de molde soviético, que tanto mal causa à democracia.
5 - Você acha que o Brasil precisa democratizar a escolha dos candidatos, como é nos EUA?
É uma questão interessante, mas de difícil resposta. Perceba: claro que imitar os EUA seria muito bom. O processo de escolha deles é mais aprimorado que o nosso, onde o povo fica apartado dos movimentos partidários. Aliás, o Brasil precisaria que a sociedade se aproximasse mais dos seus partidos, perdendo o medo de se identificar com essa ou aquela legenda. Isso só faria bem ao processo democrático. Mas retomo. Não acredito que algo tão tradicional como as prévias americanas pudesse ser assimilado aqui. Não pôde sê-lo nem na Europa, cuja tradição democrática é maior que a nossa. Cada realidade é diferente da outra, sendo difícil incutir num povo como o nosso a tradição eleitoral americana.
6 - Qual alternativa política você vê para as práticas fisiológicas do governo federal e do Congresso?
A curto prazo, seria preciso investir na instituição da cláusula de barreira, da fidelidade partidária (aquela verdadeira, não esse arremedo que fizeram aqui) e a redução drástica dos postos a serem ocupados politicamente pelo Poder Executivo. A longo prazo, me ocuparia da redução do número de parlamentares, instituição do voto distrital, desburocratização da lei eleitoral e, por fim, criação do parlamentarismo. O último ponto seria o principal e qualquer reforma que não o abarque será apenas um paliativo. No parlamentarismo há a relação ideal de forças, pois uma crise no Congresso derruba o Executivo, ao mesmo tempo em que uma crise de governo derruba o Parlamento. Cria-se uma simbiose de gestão que, na prática, enterra a simbiose escusa tão própria da política nacional. No mais, a história não pode estar errada. Basta ver que as maiores democracias do mundo são todas parlamentaristas, exceção feita apenas à Americana, onde há um presidencialismo sui generis – diferente de qualquer outro.
7 - Você acha que falta no Brasil partidos e políticos de "direita" (porém, não-fisiológicos), sejam liberais ou conservadores?
Sem dúvida! E, uma vez mais, me socorro da história: não há uma só democracia sólida no mundo que tenha evoluído sem a presença de partidos tidos como de direita. Isso porque o contraditório, o debate de ideias, é necessário ao processo democrático. E vou além: um partido verdadeiramente conservador poderia se destacar muito no Brasil. Basta ver que a maioria da população defende, por exemplo, a restrição ao aborto, a proibição das drogas, a pena de morte e a redução da maioridade penal. Essa é uma parcela – muito considerável – do povo que está órfã de representação política. Dá pra imaginar a evolução democrática de uma sociedade onde um sujeito contrário ao aborto e às drogas, por exemplo, tenha que escolher entre PT e PSDB? Qualquer voto dele não será jamais verdadeiro. Será apenas de ocasião.
8 - Como avalia o governo Obama?
Posso dizer que já acabou. Está morto, só falta alguém enterrá-lo. Na época das eleições primárias, defendi a candidatura de Hillary Clinton, como se pode comprovar por meio dos arquivos do meu blog (Construindo o pensamento). Desde aquela fase, passei a torcer o nariz para Obama e toda a áurea mística que certo progressismo mundial criou ao redor dele. Nunca gostei dessa coisa salvacionista, onde se tenta transformar homem em Messias. Com a derrota da ex-primeira dama, brinquei no blog dizendo que, fosse americano, ficaria em casa, sem votar em nenhum dos dois. Mas Obama me fez mudar de ideia! Sua campanha e sua retórica despertaram em mim o senso cívico e eu decidi “votar”... em McCain! O ridículo de Obama é tão evidente que se torna até um tanto constrangedor apontá-lo... O sujeito alimentou o misticismo que se formou em torno do seu nome, dando vazão a promessas as mais absurdas! Em um discurso ele chegou a dizer que neste ano o mundo pararia de se aquecer, e que os mares parariam de subir! É um megalômano! Só que ele não contava com algo óbvio: o choque de realidade. O “homem Obama” está se encarregando de destruir, dia após dia, o “mito Obama”. Não é sem motivo que a popularidade dele despencou e já chega perigosamente perto daquela obtida por Bush – que foi (é) considerado o grande demônio do mundo. Isso ocorre porque a América é preconceituosa? Bobagem! Fosse assim, o havaiano nem teria sido eleito. Ocorre porque ele é um elegante e sedutor vazio de ideias. Basta ver que a área econômica e social do governo Obama foi entregue aos Clinton, ao passo que aquela militar e de segurança foi entregue aos Republicanos. Quem era a equipe de Obama? Qual era sua agenda de reformas? Para alguém que pretendia obmrear com Kennedy e Lincoln, Obama corre o sério risco de ser um novo Carter.
9 - Obrigado pela entrevista
Devo dizer que o prazer é inteiramente meu. Agradeço pela oportunidade e pela deferência, também em nome dos leitores do blog que mantenho – o Construindo o pensamento -, e daqueles que me acompanham no blog Perspectiva Política, do qual sou colunista semanal. Espero que minhas intervenções possam estar à altura das expectativas e contribuam para o debate político. Mais uma vez, obrigado.
Autor do blog Construindo o Pensamento responde ao Game Over:
1 - Você, no Brasil. é considerado de direita. Se falarmos das posições políticas da Europa e dos EUA, você seria "progressista" ou "conservador"?
Bom, não é que eu seja considerado de direita no Brasil. Sou considerado de direita por aquelas pessoas que definitivamente não têm qualquer noção do que significam os termos esquerda e direita – ou progressista e conservador. Perceba: eu não me considero de direita. Pelo contrário: guardo divergências profundas e inconciliáveis com o tradicional ideário conservador. Sou, por exemplo, contrário à pena de morte, bandeira carregada pela maior parte da direita mundial. Também não vejo com bons olhos as medidas excessivamente restritivas que alguns países da Europa estão impondo à imigração, outra bandeira da direita atual. Acho simplesmente que o que está sendo feito não resolve o problema e só concorre para criar a cultura do “ódio ao estrangeiro”. Falando a partir da ótica do mundo civilizado, eu diria que transito entre a social-democracia e o social-liberalismo. Mais especificamente, fico com aquilo que Anthony Giddens chamou de “Terceira Via” e que, no meu entender, juntou o que há de melhor naquelas duas concepções. Colocando em termos objetivos, digo que sou favorável a um Estado socialmente necessário e eficientemente regulador, que se ocupe de defesa externa, segurança pública, educação e saúde. E só! Mais que isso é exagero. Isso, modernamente, é até considerado bem mais próximo do progressismo do que do conservadorismo, como sabemos. Só que, além disso, empunho algumas bandeiras que o politicamente correto rechaça. Sou contra o aborto, contra as drogas e radicalmente a favor das liberdades individuais. Isso faz com que eu seja considerado conservador. Fazer o quê? Não tenho problemas quanto a isso.
2- Quem você acha que tem mais chances de vencer Dilma: Serra ou Aécio?
Serra, é claro. Reconheço que eleição não é matemática e lógica pura, mas aprendi que a lógica dificilmente está errada. Uma vantagem como a de Serra não pode ser ignorada ou desprezada. Assim como não se pode desconsiderar que, com Aécio na disputa, Dilma renasce das cinzas... Logo, acho que Serra consegue vencer com mais facilidade do que Aécio – sim, acho que qualquer um dos dois venceria o poste de Lula. Há, ainda, outro detalhe importante: Serra está politicamente pronto e é administrativamente o mais preparado de todos. Depois de oito anos do governo bonachão de Lula, o Brasil merece algo mais sóbrio e sério com o que contar. Para encerrar, destaco que não enxergo Dilma como a candidata a ser batida. A mais recente pesquisa do IBOPE chega a mostrar toda a fragilidade dela: já tem 40% de rejeição. Dilma é como Inês de Castro, aquela que foi sem nunca ter sido.
3- Você acha que a candidatura de Marina Silva ajudará ou atrapalhará a oposição?
De novo me socorro da lógica. E a lógica me diz que, por enquanto, Marina Silva só está atrapalhando os planos de Lula. Basta ver quem é que começou a atacar a – se me permite – “candidata da floresta”... Os blogueiros alinhados ao Planalto estão vilipendiando a imagem de Marina sem qualquer cerimônia, acusando-a inclusive de ser uma candidata criada pela... direita! Além disso, há a clara percepção de que a candidatura de Marina incidiria sobre a base eleitoral tradicionalmente ligada ao petismo. Os chamados “petistas históricos” debandariam para o colo dela, deixando na barra de Dilma só os “petistas fisiológicos”. A oposição, portanto, só tem a ganhar com a presença dela.
4- Que conselhos você daria para o PSDB se tornar mais "orgânico", como o PT?
Primeiro deixo claro que não sou tucano. Há uma enormidade de coisas que me separam do ideal proposto pelo PSDB, em que pese algumas convergências. Ambos somos, por exemplo, favoráveis ao parlamentarismo e a um Estado regulador. Mas não consigo aceitar alguns comportamentos cheios de empáfia dos tucanos, que resistem em jogar o jogo da política. Ainda assim, se eu tivesse que dar um conselho ao PSDB, diria que eles nunca – jamais! - devem tentar imitar o PT. Em nada! Há que se tentar ser sempre diferente dos petistas, sob todos os aspectos. Acredite: não há nada de positivo a se imitar no PT. Nem mesmo a tão propalada “disciplina partidária” do petismo merece destaque, porquanto só serve para ilustrar o tal “centralismo democrático” de molde soviético, que tanto mal causa à democracia.
5 - Você acha que o Brasil precisa democratizar a escolha dos candidatos, como é nos EUA?
É uma questão interessante, mas de difícil resposta. Perceba: claro que imitar os EUA seria muito bom. O processo de escolha deles é mais aprimorado que o nosso, onde o povo fica apartado dos movimentos partidários. Aliás, o Brasil precisaria que a sociedade se aproximasse mais dos seus partidos, perdendo o medo de se identificar com essa ou aquela legenda. Isso só faria bem ao processo democrático. Mas retomo. Não acredito que algo tão tradicional como as prévias americanas pudesse ser assimilado aqui. Não pôde sê-lo nem na Europa, cuja tradição democrática é maior que a nossa. Cada realidade é diferente da outra, sendo difícil incutir num povo como o nosso a tradição eleitoral americana.
6 - Qual alternativa política você vê para as práticas fisiológicas do governo federal e do Congresso?
A curto prazo, seria preciso investir na instituição da cláusula de barreira, da fidelidade partidária (aquela verdadeira, não esse arremedo que fizeram aqui) e a redução drástica dos postos a serem ocupados politicamente pelo Poder Executivo. A longo prazo, me ocuparia da redução do número de parlamentares, instituição do voto distrital, desburocratização da lei eleitoral e, por fim, criação do parlamentarismo. O último ponto seria o principal e qualquer reforma que não o abarque será apenas um paliativo. No parlamentarismo há a relação ideal de forças, pois uma crise no Congresso derruba o Executivo, ao mesmo tempo em que uma crise de governo derruba o Parlamento. Cria-se uma simbiose de gestão que, na prática, enterra a simbiose escusa tão própria da política nacional. No mais, a história não pode estar errada. Basta ver que as maiores democracias do mundo são todas parlamentaristas, exceção feita apenas à Americana, onde há um presidencialismo sui generis – diferente de qualquer outro.
7 - Você acha que falta no Brasil partidos e políticos de "direita" (porém, não-fisiológicos), sejam liberais ou conservadores?
Sem dúvida! E, uma vez mais, me socorro da história: não há uma só democracia sólida no mundo que tenha evoluído sem a presença de partidos tidos como de direita. Isso porque o contraditório, o debate de ideias, é necessário ao processo democrático. E vou além: um partido verdadeiramente conservador poderia se destacar muito no Brasil. Basta ver que a maioria da população defende, por exemplo, a restrição ao aborto, a proibição das drogas, a pena de morte e a redução da maioridade penal. Essa é uma parcela – muito considerável – do povo que está órfã de representação política. Dá pra imaginar a evolução democrática de uma sociedade onde um sujeito contrário ao aborto e às drogas, por exemplo, tenha que escolher entre PT e PSDB? Qualquer voto dele não será jamais verdadeiro. Será apenas de ocasião.
8 - Como avalia o governo Obama?
Posso dizer que já acabou. Está morto, só falta alguém enterrá-lo. Na época das eleições primárias, defendi a candidatura de Hillary Clinton, como se pode comprovar por meio dos arquivos do meu blog (Construindo o pensamento). Desde aquela fase, passei a torcer o nariz para Obama e toda a áurea mística que certo progressismo mundial criou ao redor dele. Nunca gostei dessa coisa salvacionista, onde se tenta transformar homem em Messias. Com a derrota da ex-primeira dama, brinquei no blog dizendo que, fosse americano, ficaria em casa, sem votar em nenhum dos dois. Mas Obama me fez mudar de ideia! Sua campanha e sua retórica despertaram em mim o senso cívico e eu decidi “votar”... em McCain! O ridículo de Obama é tão evidente que se torna até um tanto constrangedor apontá-lo... O sujeito alimentou o misticismo que se formou em torno do seu nome, dando vazão a promessas as mais absurdas! Em um discurso ele chegou a dizer que neste ano o mundo pararia de se aquecer, e que os mares parariam de subir! É um megalômano! Só que ele não contava com algo óbvio: o choque de realidade. O “homem Obama” está se encarregando de destruir, dia após dia, o “mito Obama”. Não é sem motivo que a popularidade dele despencou e já chega perigosamente perto daquela obtida por Bush – que foi (é) considerado o grande demônio do mundo. Isso ocorre porque a América é preconceituosa? Bobagem! Fosse assim, o havaiano nem teria sido eleito. Ocorre porque ele é um elegante e sedutor vazio de ideias. Basta ver que a área econômica e social do governo Obama foi entregue aos Clinton, ao passo que aquela militar e de segurança foi entregue aos Republicanos. Quem era a equipe de Obama? Qual era sua agenda de reformas? Para alguém que pretendia obmrear com Kennedy e Lincoln, Obama corre o sério risco de ser um novo Carter.
9 - Obrigado pela entrevista
Devo dizer que o prazer é inteiramente meu. Agradeço pela oportunidade e pela deferência, também em nome dos leitores do blog que mantenho – o Construindo o pensamento -, e daqueles que me acompanham no blog Perspectiva Política, do qual sou colunista semanal. Espero que minhas intervenções possam estar à altura das expectativas e contribuam para o debate político. Mais uma vez, obrigado.
7 comentários:
A quarta resposta me agradou bastante pois eu imaginava a disciplina partidária um mérito do PT. Não tinha visto por esse angulo que você colocou. Mas de qualquer forma o personalismo e falta de ideologia é um probelma real do PSDB e da maioria dos partidos brasileiros.
Muito boa entrevista, parabéns!
Quanto a sua opção política da chamada terceira via, você acha que ela é possível de ser implantada? Não seria um tanto utópica quanto é por exemplo o comunismo ou a própria democracia?
Eu particularmente tenho simpatia pela monarquia e se possível que fosse mesclada ao parlamentarismo. Acredito que não há nada melhor para representar a unidade de um país como a monarquia. Não sei se ela seria aplicável ao Brasil atual com as dificuldades que enfrentamos, mas não acredito em nenhuma outra forma de governo como possível de ser realizada mantendo a sua forma teórica.
Muito boa a entrevista, amigo. Parabéns. Endosso todas as suas colocações.
Parabéns pela entrevista!
Parabéns mesmo! Ficou muito boa a entrevista.
P.S.: Tá, o Obama está mesmo sendo uma decepção. Mas comparar com o Carter é demais...
Se diz contra o aborto e pede a criação de um partido de direita no Brasil, fingindo que PSDB e DEM não tem passado misturado com a ditadura militar. E ainda não quer posar de conservador?! Fala sério!
Otima entrevista
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