Começo este post remetendo-os a uma matéria publicada na Folha de São Paulo de hoje:
A morte de uma adolescente de 17 anos atingida por uma bala perdida gerou uma sequência de protestos na favela de Heliópolis (zona sul de SP).
As manifestações dos moradores começaram na madrugada de ontem - com pneus e objetos queimados- e foram retomadas à noite, quando ao menos cinco ônibus e quatro carros foram incendiados.
Recebida a pedradas, a PM reagiu com balas de borracha e bombas de efeito moral. Duas pessoas e um capitão, atingido por tijolo na cabeça, ficaram feridos. Ao menos 21 foram detidos.
Ana Cristina de Macedo morreu no final da noite de anteontem durante uma perseguição da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano do Sul (na Grande São Paulo) a dois suspeitos de roubar um carro.
A perseguição prosseguiu quando os suspeitos entraram na cidade de São Paulo e se dirigiram à favela de Heliópolis.
Segundo a família, a adolescente, mãe de uma criança de um ano e oito meses, voltava da escola quando foi surpreendida pelo tiroteio. De acordo com Gorete Macedo, 46, tia da jovem, Ana tentou correr para uma viela.
O protesto da madrugada ocorreu pouco depois da meia-noite. O incêndio interrompeu o trânsito e a polícia dispersou os manifestantes cerca de 50 minutos depois. De acordo com moradores, um segundo confronto ocorreu por volta das 4h.
O terceiro e mais grave protesto teve início ontem por volta das 18h30. Moradores atearam fogo em quatro veículos.
Os manifestantes teriam tentado invadir um batalhão da Polícia Militar e escreveram a palavra "justiça" no asfalto. Em outros pontos da favela, alguns moradores atearam fogo em mais cinco ônibus.
Quando a PM chegou, pelo menos três carros policiais foram apedrejados. Moradores relatam que houve troca de tiros. Por volta das 20h, a Tropa de Choque iniciou uma varredura na favela.
Os confrontos cessaram por volta das 21h30. Após as 23h, a Tropa de Choque voltou a entrar na favela, com a notícia de uma nova barricada.
Segundo moradores, o principal motivo da revolta foi a suposta demora para a adolescente ser levada ao hospital vizinho. A garota só teria sido removida depois que policiais civis e militares chegaram.
"Minha sobrinha foi pega por dois guardas e jogada como se fosse um saco dentro do carro", disse a tia da adolescente.
Desde junho, esse foi o terceiro protesto em Heliópolis contra ações da polícia.
A perseguição que deu início ao conflito terminou com uma mulher presa. O outro suspeito conseguiu fugir.
Lá vou eu comprar briga com o consenso politicamente correto, mas fazer o quê? Sou assim mesmo... Primeiro vamos ao óbvio (que é, também, o mais fácil): A morte daquela jovem deve ser apurada com rigor pelas autoridades competentes. E os responsáveis - sejam bandidos ou agentes da lei - devem ser punidos com severidade. Isso, caros, é elementar. No Estado de direito democrático, nenhuma violação da lei pode ficar impune. Desta feita, quem concorreu para que aquela pobre inocente fosse morta deve arcar com o peso da reprimenda legal correspondente. É isso que nos dá as garantias próprias de uma sociedade civilizada. Adiante.
Agora, passo ao terreno mais - como direi? - espinhoso da questão. A notícia acima não deixa margem para qualquer dúvida: O terrorismo eleitora - com vistas na eleição de 2010 - já começou! E o jornalismo com groovin, especializado em santificar o lulo-petralhismo, já tratou de demonizar o governo paulista e o governador José Serra, atribuindo ao mandatário tucano a morte da garota. Nada mais baixo e covarde! Vamos logo ao que é lógico: para que o governo tucano fosse culpado pela morte da jovem, seria necessário demonstrar que seu assassinato fez parte de uma ação oficial de governo. Caso contrário, devemos encarar os fatos como são: trata-se de uma lastimável fatalidade.
O problema é que os braços milicianos do petismo estendem-se por toda a parte, como sabemos. Assim, fica fácil entender como um suposto "protesto de moradores" se transformou, na verdade, na ação de vândalos contra o Estado e a sociedade. E sim: a ação prejudicou - e muito! - a sociedade local. Basta ver que os marginais depredaram veículos próprios do transporte coletivo, coisa que se reflete diretamente sobre a comunidade.
Mas também atacaram o Estado, quando tentaram invadir uma guranição da PM. Ora, trata-se de uma conduta injustificável, que deve ser combatida com força pelo aparelho de segurança pública. Em primeiro lugar, há que se observar que ainda não se tem prova de que a jovem tenha morrido com um tiro dos agentes da lei. Em segundo lugar, nao foi a PM quem perseguiu os bandidos em Heliópolis, mas a Guarda Municipal de São Caetano. Por fim - e mais importante! -, é imprescindível ter em mente que nada justificaria um ataque aos órgãos de segurança do Estado! Nada! Quem atenta contra a segurança pública é terrorista! Simples assim.
Os moradores querem cobrar por justiça? Que o façam pela via legal. É isso que nos separa dos selvagens. Que nos faz evoluídos. Partir para a violência da vigança privada nos remete à sociedade primitiva, onde qualquer um detinha o monopólio da força.
Espero que o governo paulista investigue o caso e puna os responsáveis. E que continue combatendo os terroristas que pretendem solapar as bases da democracia, tanto nas ruas, como nos jornais.
A morte de uma adolescente de 17 anos atingida por uma bala perdida gerou uma sequência de protestos na favela de Heliópolis (zona sul de SP).
As manifestações dos moradores começaram na madrugada de ontem - com pneus e objetos queimados- e foram retomadas à noite, quando ao menos cinco ônibus e quatro carros foram incendiados.
Recebida a pedradas, a PM reagiu com balas de borracha e bombas de efeito moral. Duas pessoas e um capitão, atingido por tijolo na cabeça, ficaram feridos. Ao menos 21 foram detidos.
Ana Cristina de Macedo morreu no final da noite de anteontem durante uma perseguição da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano do Sul (na Grande São Paulo) a dois suspeitos de roubar um carro.
A perseguição prosseguiu quando os suspeitos entraram na cidade de São Paulo e se dirigiram à favela de Heliópolis.
Segundo a família, a adolescente, mãe de uma criança de um ano e oito meses, voltava da escola quando foi surpreendida pelo tiroteio. De acordo com Gorete Macedo, 46, tia da jovem, Ana tentou correr para uma viela.
O protesto da madrugada ocorreu pouco depois da meia-noite. O incêndio interrompeu o trânsito e a polícia dispersou os manifestantes cerca de 50 minutos depois. De acordo com moradores, um segundo confronto ocorreu por volta das 4h.
O terceiro e mais grave protesto teve início ontem por volta das 18h30. Moradores atearam fogo em quatro veículos.
Os manifestantes teriam tentado invadir um batalhão da Polícia Militar e escreveram a palavra "justiça" no asfalto. Em outros pontos da favela, alguns moradores atearam fogo em mais cinco ônibus.
Quando a PM chegou, pelo menos três carros policiais foram apedrejados. Moradores relatam que houve troca de tiros. Por volta das 20h, a Tropa de Choque iniciou uma varredura na favela.
Os confrontos cessaram por volta das 21h30. Após as 23h, a Tropa de Choque voltou a entrar na favela, com a notícia de uma nova barricada.
Segundo moradores, o principal motivo da revolta foi a suposta demora para a adolescente ser levada ao hospital vizinho. A garota só teria sido removida depois que policiais civis e militares chegaram.
"Minha sobrinha foi pega por dois guardas e jogada como se fosse um saco dentro do carro", disse a tia da adolescente.
Desde junho, esse foi o terceiro protesto em Heliópolis contra ações da polícia.
A perseguição que deu início ao conflito terminou com uma mulher presa. O outro suspeito conseguiu fugir.
Lá vou eu comprar briga com o consenso politicamente correto, mas fazer o quê? Sou assim mesmo... Primeiro vamos ao óbvio (que é, também, o mais fácil): A morte daquela jovem deve ser apurada com rigor pelas autoridades competentes. E os responsáveis - sejam bandidos ou agentes da lei - devem ser punidos com severidade. Isso, caros, é elementar. No Estado de direito democrático, nenhuma violação da lei pode ficar impune. Desta feita, quem concorreu para que aquela pobre inocente fosse morta deve arcar com o peso da reprimenda legal correspondente. É isso que nos dá as garantias próprias de uma sociedade civilizada. Adiante.
Agora, passo ao terreno mais - como direi? - espinhoso da questão. A notícia acima não deixa margem para qualquer dúvida: O terrorismo eleitora - com vistas na eleição de 2010 - já começou! E o jornalismo com groovin, especializado em santificar o lulo-petralhismo, já tratou de demonizar o governo paulista e o governador José Serra, atribuindo ao mandatário tucano a morte da garota. Nada mais baixo e covarde! Vamos logo ao que é lógico: para que o governo tucano fosse culpado pela morte da jovem, seria necessário demonstrar que seu assassinato fez parte de uma ação oficial de governo. Caso contrário, devemos encarar os fatos como são: trata-se de uma lastimável fatalidade.
O problema é que os braços milicianos do petismo estendem-se por toda a parte, como sabemos. Assim, fica fácil entender como um suposto "protesto de moradores" se transformou, na verdade, na ação de vândalos contra o Estado e a sociedade. E sim: a ação prejudicou - e muito! - a sociedade local. Basta ver que os marginais depredaram veículos próprios do transporte coletivo, coisa que se reflete diretamente sobre a comunidade.
Mas também atacaram o Estado, quando tentaram invadir uma guranição da PM. Ora, trata-se de uma conduta injustificável, que deve ser combatida com força pelo aparelho de segurança pública. Em primeiro lugar, há que se observar que ainda não se tem prova de que a jovem tenha morrido com um tiro dos agentes da lei. Em segundo lugar, nao foi a PM quem perseguiu os bandidos em Heliópolis, mas a Guarda Municipal de São Caetano. Por fim - e mais importante! -, é imprescindível ter em mente que nada justificaria um ataque aos órgãos de segurança do Estado! Nada! Quem atenta contra a segurança pública é terrorista! Simples assim.
Os moradores querem cobrar por justiça? Que o façam pela via legal. É isso que nos separa dos selvagens. Que nos faz evoluídos. Partir para a violência da vigança privada nos remete à sociedade primitiva, onde qualquer um detinha o monopólio da força.
Espero que o governo paulista investigue o caso e puna os responsáveis. E que continue combatendo os terroristas que pretendem solapar as bases da democracia, tanto nas ruas, como nos jornais.
3 comentários:
Direto ao ponto, como sempre. Muito bom!
Defende abertamente que a repressão do estado mate os cidadãos. Isso não é fascismo?
Que texto é esse?! Somos todos reacionários agora?
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