domingo, 25 de outubro de 2009

Eleições do Uruguai: presos entre dois velhos caquéticos.

Do Estadão Online (íntegra aqui):

Um ex-guerrilheiro tupamaro, um ex-presidente da república que tenta voltar ao poder 20 anos depois de sua primeira eleição e um jovem com pouca experiência política que é filho de um ex-ditador são os três principais candidatos à sucessão presidencial do socialista moderado Tabaré Vázquez. Nesse clima de retorno ao passado, 2,5 milhões de uruguaios vão neste domingo às urnas para eleger o novo presidente. Os colégios eleitorais já abriram no país e fecharão suas portas às 19h30 local (mesmo horário de Brasília), com a possibilidade de ampliar o horário para até uma hora a mais.

O ex-guerrilheiro é José Pepe Mujica, da coalizão governista Frente Ampla, que tem 44% das intenções de voto, segundo pesquisa da consultoria Factum. O ex-presidente é o liberal Luis Alberto Lacalle, candidato do Partido Nacional, também conhecido como Partido Branco. Ele tem 31% das intenções de voto. O filho do ex-ditador é Pedro Bordaberry, que no início desta década foi ministro do Turismo e concorre pelo Partido Colorado, tendo 12% das intenções de voto. (...)

Que situaçãozinha sem vergonha essa do Uruguai... Não invejo em nada nossos vizinhos: estão presos entre dois velhos caquéticos, cujas ideologias estão absolutamente moribundas. Que escolha fazer? Ah, é uma pergunta dificílima. Penso, inclusive, que não há escolha possível. Não sei o que farão os uruguaios, mas eu, tivesse que votar, ficaria em casa.

O revolucionário geriátrico é mais um tentáculo do bolivarianismo chavista, que tenta, cada vez mais, espalhar seus tentáculos por toda a América Latina. Me pergunto: aquele sujeito não tem família? Não tem filhos e netos para chegar nele e dizer: "Tenha senso do ridículo e fique em casa, com os pés pra cima." Defender o marxismo e o comunismo naquela idade só pode ser sinal de que a hora chegou...

Se, por um lado, a esquerda Uruguaia é patética, a dita direita não fica atrás. O ex-Presidente, diga-se, é um conservador geriátrico, mais preocupado com seu patrimônio pessoal do que com a política. O discurso dele não guarda qualquer proximidade com o tradicional liberalismo. Ao contrário: ele promete mão forte do Estado na economia, a fim de sair da crise. Uma piada.

Pobre Uruguai. Abandonado ao seu triste futuro: entre um bolivariano e um caudilho bananeiro.

2 comentários:

Arthurius Maximus disse...

É o populismo e seu mal resultado em ação.

Bruno Kazuhiro disse...

Situalção complicada no Uruguai realmente. Não sei quem é pior...