sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Obama, o Nobel e Inês de Castro.

Do portal de notícias do UOL (íntegra aqui):

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, venceu o prêmio Nobel da Paz por seus esforços para reduzir os estoques de armas nucleares e por seu trabalho pela paz mundial.

Primeiro presidente americano de origem africana, Obama também trabalhou para reiniciar o estagnado processo de paz no Oriente Médio desde que assumiu o cargo, em janeiro deste ano.

O secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, ligou para Obama acordando-o com a notícia. "O presidente ficou lisonjeado por ser escolhido pelo comitê", afirmou o representante.

O comitê também citou os "esforços extraordinários" de Obama para "fortalecer a diplomacia e a cooperação entre os povos". O prêmio no valor de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhões) será entregue em Oslo, a capital da Noruega, em 10 de dezembro.

O anúncio causou surpresa. Além de Obama, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, era um dos candidatos, mas ambos não eram tidos como favoritos.

Obama é o terceiro presidente americano em exercício a receber o prêmio Nobel da Paz, depois de Theodore Roosevelt (1901-1909), agraciado em 1906, e de Woodrow Wilson (1913-1921), vencedor em 1919. Além disso, Jimmy Carter recebeu o Nobel da Paz de 2002, 20 anos depois de seu mandato (1977-1980).

(...) Ao conceder o Nobel da Paz ao "visionário" Obama este ano, o comitê pretende "reforçar" a diplomacia e as instituições internacionais e enviar um "sinal claro" ao mundo, explicou Jagland, na entrevista coletiva posterior ao anúncio do inesperado ganhador.

(...) O Comitê Nobel ressaltou, em sua decisão unânime, que a visão de um mundo livre de armas nucleares de Obama "estimulou poderosamente as negociações de controle e desarmamento". (...)

Tão logo tomei conhecimento na notícia acima, troquei algumas breves palavras com um amigo, via e-mail. Ele, com algum otimismo, se apressou em me apontar o lado positivo da escolha do Presidente-de-ébano para o Nobel da Paz: "Pelo menos não ganhou a tal senadora amiga de Chávez." É, olhando por esse lado...

Agora, falando sério, não dá para levar a decisão do comitê a sério. Digam aí: o que é Barack Obama? Qual é sua grande obra? Qual a marca indelével do governo desse sujeito, que foi alçado ao posto de novo messias pelo pogreçismo politicamente correto? Leiam novamente a matéria e notem as justificativas apresentadas: Obama foi escolhido em razão de seus discursos, suas promessas. Melhor ainda: foi escolhido em razão dos sentimentos que desperta. E as realizações concretas? Bem, ficam em segunda plano...

Tá, eu sei que esse prêmio Nobel não tem lá muita importância prática. Afinal, como levar a sério algo que já premiou a Igreja do aquecimento global dos últimos dias - na pessoa de Al Gore -, Gorbatchev e Jimmy Carter. Aliás, não deixa de ser interessante notar que Carter e Obama, além de terem recebido o Nobel, também são, muito possivelmente, os dois Presidentes americanos que mais decepcionaram...

O comitê falou nos tais "esforços de Obama em busca do desarmamento e da paz mundial". Hum... Corrijam-se se eu estiver errado, mas desde que Obama assumiu as mais perigosas e sanguinárias tiranias do mundo resolveram recrudescer ainda mais. A Coreia do Norte, por exemplo, já andou testando mísseis de longo alcance, igual ao Irão do fascista Ahmadinejad. Isso para não mencionar os vários terrorismos islâmicos e bolivarianos que resolveram colocar as patinhas de fora. Foi só Obama assumir para que os chavistas dessem um golpe na América Latina...

A verdade é que Obama é a grande Inês de Castro da política mundial. O Cristo negro é aquele que foi sem nunca ter sido... Ao premiar Obama, o comitê não celebrou obras, conquistas ou realizações. O que fez foi admitir que o gosth writer de Obama é mesmo muito bom, afinal o Presidente americano venceu em razão daquilo que disse e que prometeu. Ou foi isso, ou a organização do Nobel pensou em dar a ele uma consolação depois da perda das Olimpíadas...

O episódio todo só reforça o imenso ridículo que acomete o mundo. Obama, o sujeito que escreveu duas biografias, mas não apresentou um único projeto de lei, é oficialmente reconhecido como um sujeito que atuou mundialmente em favor da paz. E isso por quê? Bem, por duas razões fundamentais: 1) ele encarna o sentimento antiamericano mais rasteiro, principalmente quando discursa pedindo perdão em nome dos EUA, ao mesmo tempo em que promete amanhãs gloriosos; e 2) ele sucedeu o próprio demônio, jórji dábliu búxi, acusado pelo consenso politicamente correto de todos os males do mundo.

Convenhamos: a vitória do messias negro era deveras previsível...

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