Como todos sabiam, o mico mandante venezuelano, Hugo Chávez, ganhou mais uma: a Venezuela, hoje uma ditadura em seu estado mais puro, foi aceita no Mercosul pelo parlamento brasileiro. Aliás, no Mercosul, não! Afinal, sabe-se, o Mercosul - aquele original - tinha uma cláusula democrática, instituída exatamente a fim de evitar - vejam que coisa! - que tiranias fossem aceitas. Assim, ao receber o caudilho de araque em seu colo, o Mercosul nega a sim mesmo. Nega sua razão de ser, suas origens. E se torna, pois, apenas um antro onde a gentalha se reúne a fim de promover seus convescotes imorais.
Mas isso tudo, como dito, era esperado. O objetivo deste post não é, pois, lamentar o resultado da votação feita no parlamento brasileiro. Mesmo porque, admita-se, a base de sustentação do lulismo limitou-se a ser coerente: o governo petralha sempre aceitou sentar à mesa junto com a escória do mundo! Aceitar a Venezuela no Mercosul é apenas um novo gesto de "coerência petista". Por isso não tenho a pretensão de discutir a votação em si. Quero chamar a atenção dos leitores para os nomes abaixo, dos parlamentares que participaram da sessão:
Votaram a favor do ingresso da Venezuela no Mercosul:
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
João Ribeiro (PR-TO)
João Pedro (PT-AM)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Flavio Torres (PDT-CE)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
João Ribeiro (PR-TO)
João Pedro (PT-AM)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Flavio Torres (PDT-CE)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Votaram contra o ingresso da Venezuela no Mercosul:
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
José Agripino (DEM-RN)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
José Agripino (DEM-RN)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Notaram o nome de Francisco Dornelles escondido lá no meio dos governistas? Pois é... Experimentem perguntar a todos os seus amigos esquerdistas qual é a orientação ideológica de Dornelles. Eles lhe dirão, sem sombra de dúvida, que é um "direitista"! Aqueles que quiserem pegar mais leve, falarão apenas em "conservador"; os mais radicais, vão cravar um "reacionário" no peito do pepista.
E aí o óbvio nos vem à cabeça: "Mas como diabos um "direitista, conservador e reacionário" poderia votar a favor de Hugo Chávez, um ditador - atenção agora! - comunista?! Que raio de "direitista" seria esse?! Bem, a resposta é que só poderia mesmo ser um "direitista" assim, com aspas...
O voto de Dornelles, um falso conservador cooptado pelo lulo-petralhismo, deixa evidente algo que sempre afirmei aqui no blog: não existe uma direita politicamente organizada no Brasil. Mais que isso: não existe nem nunca existiu! "E você acha isso ruim?", perguntaria o pogreçista mais assanhado. Se acho?! Acho péssimo! E notem: não acho péssimo porque sou - ou quero votar em um - direitista. Acho péssimo porque enfraquece o debate político-democrático. Digam aí: qual a democracia sólida do mundo que conseguiu prosperar sem que esquerda e direita fossem efetivamente representadas? Pois é...
A falta de uma direita política no país permite que as esquerdas continuem mentindo para a sociedade, acusando partidos como o PSDB e o DEM - que de direitistas não têm nada - de serem - vejam o absurdo! - "neoliberais"! Sim, liberal, conservador e reacionário já é pouco para os esquerdopatas. Agora eles querem acusar os adversários de "neoliberais", fazendo referência a um modelo econômico que nunca foi colocado em prática em lugar nenhum do mundo! Nem na Inglaterra de Thatcher. Nem nos EUA de Reagan.
E tudo isso, caros, em um país majoritariamente conservador... Êpa, conservador, eu disse?! Sim, isso mesmo! Experimentem perguntar aos brasileiros o que pensam acerca da descriminação das drogas, do aborto, da pena de morte, das ações do MST e da redução da maioridade penal... Imaginem: vivemos em um país onde a maioria absoluta dos eleitores não conta com nenhuma força política para representá-la! Como esperar que uma nação assim se desenvolva? Estamos, em verdade, condenados para sempre.
3 comentários:
Não existe nem nunca existiu.
Ainda vai negar que é de direita? Você AFIRMOU que o Brasil seria melhor se houvesse políticos verdadeiramente direitistas...
Na minha modesta opinião, trata-se de um dos melhores texto já publicados aqui. E possivelmente a melhor análise da realidade política nacional jamais escrita. Parabéns!
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