Leiam com atenção o que vai abaixo, publicado no G1, o portal de notícias da Globo.com (íntegra aqui):
A Polícia Federal usou 150 agentes na Operação Caixa de Pandora, que investiga um esquema de repasse de dinheiro a aliados do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e apreendeu R$ 700 mil em dinheiro durante as buscas realizadas nesta sexta-feira (27) em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte. A PF fez buscas na residência oficial do governador, em casas e gabinetes de secretários do governo, de deputados distritais e em empresas.
(...) De acordo com o inquérito a que o G1 teve acesso, o suposto repasse de dinheiro aos aliados de Arruda era feito por meio de pelo menos quatro empresas que prestam serviço ao governo do DF. O documento não identifica todos os beneficiários do esquema –um secretário é citado por ter supostamente recebido R$ 34 mil de uma das empresas, que teve reconhecido um crédito a receber do governo de R$ 34 milhões.
(...) O secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, ex-delegado da Polícia Civil, concordou em colaborar com a PF, em troca de delação premiada. Ele teria gravado conversas com o próprio Arruda. O teor das gravações não foi divulgado.
A PF rastreia R$ 600 mil. Um dos repasses, de R$ 400 mil, teria sido recebido pelo secretário, que supostamente repassou o valor ao chefe da Casa Civil do DF. “O valor era dissipado em diversos pagamentos menores a pessoas ainda não identificadas”, diz o inquérito, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). (...)
Simples e direto: trata-se de algo gravíssimo! Algo que atenta contra a lei penal estabelecida e - o que é mais grave - contra o sistema democrático em si.
Não é preciso tergiversar muito para perceber que o tal esquema, a serem as coisas como está narrado acima, segue o mesmo modus operandi daquilo que o Brasil conheceu como mensalão, ou seja, a compra de apoio parlamentar por meio de repasses periódicos de dinheiro aos deputados.
Os leitores mais tradicionais do blog devem imaginar como a petralhada se comportou esta tarde. Na ânsia de esquecer o - vá lá... - "entrevero" havido entre Lula e o "menino do MEP", correram para me aborrecer: "E aí?! Vai proteger o DEM?!" Ou então: "Não vai falar nada sobre o mensalão do Arruda?!" Eu, heim...
Proteger o DEM? Por quê? Não sou filiado ao partido. Aliás, nem sei se condivido com os Democratas boa parte das diretrizes deles... Eu, não! Não tenho bandidos de estimação! Desta feita, quando algum político qualquer é apanhado estuprado a democracia, este blog sempre tratou de apontar os fatos, sem proteger quem quer que fosse. No mais, convenhamos, quem tem bandido de estimação são os petralhas, né?
Aliás, vejam que coisa curiosa: Os lulistas sempre negaram a existência do tal mensalão - aquele clássico, denunciado por Roberto Jefferson. Pois bem, para que o "caso Arruda" seja tratado como um mensalão, é necessário que se reconheça que houve, antes, um... mensalão! Não é fascinante?! Temos, assim, o seguinte corolário: se os lulistas quiserem atacar o mensalão de Arruda - ou DEM, como queiram -, devem, antes, reconhecer o mensalão petista.
Essas contradições acontecem porque essa gente costuma colocar em prática sua dualética. O que é isso? Bem, eles têm duas éticas: uma para quando são alvo, e outra para quando dão flecha. Eu, que não tenho cadáveres no armário, quero mais é que tudo seja apurado até o fim! E, em havendo mesmo provas concretas de ilegalidades, quero que Arruda, o DEM e quem quer que seja vá pros diabos! E pra cadeia também, é claro!
Mas, atenção agora! Defendo a apuração minuciosa deste caso, da mesma forma que defendi a apuração minuciosa do mensalão petista. E mais: Defendo punição severa para Arruda e para o DEM, da mesma forma que defendo punição severa para Lula e para o PT!
Sacaram a diferença entre este escriba e os lulo-petralhas? Eu posso defender cadeia para todo tipo de bandido, porque não protejo ideologicamente ninguém! Eles, não podem fazer isso.
1 comentários:
Espero que Arruda e sua gangue acabem na prisão. Bem ao lado de Dirceu.
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