O meu candidato ao Planalto, em 2010, é José Serra. Por quê? Bem, basicamente porque acredito que ele seja o sujeito que reúne as melhores condições para vencer o lulo-petralhismo. Mas não é só. Serra também é o mais preparado intelectualmente para dirigir o país, coisa que não pode ser desprezada, principalmente depois de oito anos de cultuação da ignorância.
O principal, talvez, seja outro fator: o Brasil precisa desesperadamente de um Estadista. Para sanear o desastre que nos será legado pelos mensaleiros petistas, só mesmo alguém cujos valores éticos e morais sejam, acima de tudo, claros e inegociáveis. Serra me parece ser essa pessoa. E o discurso dele, ontem, diante do Presidente de Israel, Shimon Peres, confirma isso. Vejam abaixo alguns trechos:
(...) Quero expressar alguns dos meus sentimentos e convicções pessoais suscitados por sua visita, presidente Shimon Peres, à sede do governo de São Paulo.
1 - Tenho enorme admiração por Israel. A terra que abriga relíquias sagradas de três religiões mantém vivo o que eu ousaria chamar de um milagre dos homens: o regime democrático.
2 - Quem nega o Holocausto dos judeus agride de modo indelével a memória de um povo. E agride toda a humanidade.
3 - O estado de Israel foi criado para que, dos escombros do horror, florescesse, como floresceu, a esperança de paz e segurança para o povo judeu. Ao nascer, Israel mostrou logo que não era uma promessa a mais, e sim um fato. Não é uma peça negociável e permutável no concerto das nações. Cumpriu-se, com justiça, um destino. Falta agora que se cumpra a paz.
4 - Paradoxalmente, a história de Israel é, a um só tempo, muito curta e muito longa, confundindo-se com os tempos imemoriais, quando a humanidade começou a plasmar valores éticos que ainda hoje nos guiam. De sua história recente, lembro da penosa decisão de Ben Gurion, no começo do começo de Israel, de afundar o navio Altalena, carregado de armas, porque radicais do seu próprio povo haviam feito a opção errada pelo confronto, e não pelo entendimento. Ben Gurion demonstrou ali que queria, de verdade, a paz. E, empregando o termo “navio” como uma metáfora, observo, senhor presidente: “Aqueles que querem a paz têm de ter a coragem de afundar o próprio navio do terror”.
5. Entendo que o terrorismo significa a negação da política, e aqueles que o praticam ou promovem não são nossos interlocutores: têm de ser duramente combatidos.
6 - Acreditamos na coexistência pacífica dos povos; acreditamos que Israel e seus vizinhos árabes podem trilhar o caminho da paz; apoiamos, como apóia a maioria dos israelenses, a criação de um estado palestino desde que garantida a segurança de Israel. E, por isso mesmo, entendemos que só acontecerá o melhor se o terreno dos confrontos e das diferenças for a política. Para que possamos reconhecer o “outro”, é preciso que este “outro” também nos reconheça.
7 - Exatamente por isso, e porque é preciso reconhecer o outro para ser, por sua vez, reconhecido, quero prestar aqui um tributo a V. Excia., presidente Peres, pela coragem de elogiar publicamente o espírito democrático e a disposição para negociar de Mahamoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, e pelo apelo que tem feito para que ele não renuncie a candidatar-se à reeleição.
8 - O Brasil foi um ator relevante na criação do Estado de Israel. Sob a presidência de Oswaldo Aranha, a 49ª Sessão da 2ª Assembléia-Geral da ONU aprovou, no dia 29 de novembro de 1947, a partilha da Palestina com o povo judeu. Não há circunstância que abale o que é um traço do nosso povo: a defesa da paz e do direito que têm os povos de conduzir o próprio destino. Esteja certo, pois, de que a população brasileira reconhece o direito que Israel tem de viver em paz e em segurança. Não vive em paz quem está inseguro; não vive seguro quem não está em paz. Não pode haver segurança onde não há paz. Mas não pode haver paz onde não há segurança. (…)
Se o Brasil for mesmo uma terra de sorte, esse sujeito será eleito Presidente daqui a um ano.


3 comentários:
Olá, amigo. Obrigada pela visita no blog.
A minha crítica não tinha a ver com o texto sobre a Yoani. Era uma crítica de visão política. A "direita individualista que não se interessa pelo mundo" que você escreve na apresentação do seu blog, é justamente a que você apóia (PSDB).
Apesar de entender as diferentes visões políticas, não entendo jamais, por exemplo, como alguém após esses quase 8 anos de governo LULA escreve que o "Brasil precisa de um estadista"!!!!
Jamais na história desse país vivemos o que estamos vivendo hoje. Lula é o melhor presidente que já tivemos, líder mundial. Nossos números e realizações não mentem.
Mas, no mais, era só por isso!
; )
Abçs e bom domingo!!!
Não voto em Serra. Ele não consegue me convencer e sua administração frente a saúde e a educação tem sido desastrosa.
Chamar Lula de estadista também é uma piada. Lula é apenas um político rasteiro que deixa seu país correr riscos desnecessários em nome da aliança política que o mantém no poder.
Os números da economia estão bons. Mas, o "estadista", pára por aí. Uma nação não é só feita de economia.
Quanto a ser um líder mundial, isso só pode ser piada. O Brasil foi condenado por vários tribunais de direitos humanos por apoiar ditadores, genocidas e terroristas que Lula teima em chamar de democratas (só porque foram eleitos pelo voto). "O Cara" soa hoje muito mais como uma galhofa do que como um elogio.
A fala de Serra engrandece a democracia e restaura (um pouco) a civilidade brasileira.
Interessante que ele tenha feito um discurso tão grandioso justamente agora, que o PSDB parece disposto a trocá-lo por um playboy namorador.
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