sábado, 5 de dezembro de 2009

A triste sina do Amapá.

Não. Eu não vou discorrer mais uma vez sobre as mazelas deste rincão pútrido e apequenado. Limitar-me-ei a transcrever o que vai abaixo, publicado por Ricardo Noblat:

Notável exemplo de como a Justiça entre nós tarda e... falha.
Decisão tomada hoje pela juíza da 10a Zona Eleitoral Sueli Pini condenou Roberto Góes (PDT), prefeito de Macapá, por abuso de poder político, assim como sua vice Helena Guerra. Os dois tiveram os mandatos cassados e se tornaram inelegíveis por três anos.
Calma: já, já eles conseguirão uma liminar para permanecer nos cargos. Foi assim das quatro vezes anteriores. A saber:
1a. cassação- 03/12/2008 - Antes mesmo de ser diplomado e empossado como prefeito, Góes teve seu registro de candidatura cassado pelo juiz da 10ª Zona Eleitoral de Macapá, Marconi Pimenta. A vice também. Os direitos políticos dos dois foram suspensos por três anos. Motivo: abuso do poder político e econômico e compra de votos.
2a. cassação - 12/12/2008 - O juiz da 10a Zona Eleitoral Marconi Pimenta cassou o registro da candidatura de Góes e suspendeu seus direitos políticos por três anos. Motivo: abuso do poder político e econômico e  captação ilícita de votos.
3a. cassação - 03/03/2009 – Trecho da sentença da juíza Sueli Pini da 10a Zona eleitoral de Macapá. “Os investigados se preparavam para praticar a famigerada distribuição de cestas básicas em troca de votos, o toma lá da cá, a vantagem pessoal de obter votos”.
4a. cassação – 05/08/2009 - Góes e sua vice foram condenados à perda do registro de candidatura, portanto aos mandatos, devido a compra de votos em troca de tickets combustível. A decisão foi proferida pela juiza Sueli Pini da 10a Zona eleitoral.

Agora voltem ao comecinho do texto, quando Noblat falou que eles conseguiriam rapidinho uma liminar para ficar no cargo. Viram? Pois bem, leiam o que vai abaixo - também publicado pelo conhecido blogueiro do O Globo:

Cinco vezes cassado por abuso de poder político e econômico, cinco vezes Roberto Góes, prefeito de Macapá, foi reconduzido ao cargo por meio de liminar. Foi o que aconteceu mais uma vez, segundo decisão do juiz  do Tribunal Eleitoral, Marco Miranda.

Agora, respondam: é realmente preciso dizer mais alguma coisa? Não creio... Ademais, se alguma complementação fosse realmente necessária, eu poderia apenas lembrar que o MM. Juiz Paulo Cesar do Vale Madeira pediu exoneração do cargo de juiz eleitoral "para fins de preservar" a própria imagem pública.

De fato, tudo já foi dito. Não é preciso que este escriba diga mais nada. Qualquer coisa que eu poderia dizer aqui, já foi dita, em passado recente. E pensar que a canalha, a escória do mundo, chegou a questionar minhas palavras. Gente nojenta!a

2 comentários:

Amapaense honesto disse...

O Brasil começa a ver a sujeira deste estado vagabundo!

Anônimo disse...

O Amapá é a vergonha do Brasil!