Este texto é um tanto longo, mas imprescindível. Tenham paciência e vamos à luta.
A legião me cobra responsabilidade paterna.
Um post que escrevi sobre o Fórum Social Mundial rendeu - e ainda rende - vários comentários. A maioria, infelizmente, foi pro lixo, afinal não vejo motivo para tolerar em meu próprio blog palavras que não engrandecem o debate. Aliás, percebi algo interessante: muitos comentários chegam formando uma espécie de "corrente unitária de pensamento", inclusive proferindo os mesmos impropérios contra este escrevinhador. Não representam, assim, idéias de indivíduos, mas a ação organizada de uma legião - como os demônios. Mas já divago. Retomo.
A maioria dos comentários vieram do sul e do sudeste do país. Em seguida, alguns do nordeste. Percebi que poucos - muito poucos, mesmo - tentam sustentar a teoria de que o FSM é um evento de intelectuais destinado apenas à construção de um mundo melhor. Por outro lado, até aqueles que gostam do encontro admitem que lá acontecem coisas que nada têm de acadêmicas, pelo contrário.
O que mais me deixou curioso, porém, foram alguns comentários que tentaram apelar ao meu "senso de responsabilidade paterna", em especial dois - um vindo do nordeste e outro do sul. Não os publiquei porque recheados de impropérios os mais vulgares, mas traziam também um questionamento mais ou menos nestes moldes: "Lemos que você tem um filho. Deveria ter a cabeça mais aberta para as coisas diferentes do mundo e não ser tão reacionário." Hum... Será? Veremos.
Reacionário? Mas e as festas raves?
Socorri-me do dicionário. Lá encontrei a definição para reacionário (um adjetivo que os pogreçistas e revoluçonáros adoram proferir contra qualquer um que não comungue de suas idéias): deriva da palavra reação, que significa ato ou efeito de reagir; ação que resiste ou se opõe à outra; resistência. Feito isso eu pensei, meditei e concluí que sou, sim reacionário em determinadas ocasiões, afinal reajo frontalmente a algumas ações que, creio, contribuem apenas para deteriorar o modelo de mundo em que acredito. Mas retornarei a este ponto logo mais. Interrompo o raciocínio para propor um pequeno exercício de imaginação:
Como alguém que se tornou pai há pouco tempo, eu sei que farei o possível e o impossível para afastar meu filho das drogas. Sim, sou aquele tipo de gente "careta" que não gosta dos entorpecentes... Fazer o quê? Assim, vou impedir peremptoriamente que meu filho frequente festas rave, afinal todos sabemos que ali há drogas as mais diversas e em abundância. Sim, eu sei que há também pessoas não dadas ao vício em tais festas. Gente até muito boa e que poderia proporcionar grandes amizades ao meu menino. Mas isso não retira o fato de que continuariam a existir as drogas e os traficantes, não é? Assim, eu não permito ao meu filho que participe de uma rave, porque o mal ali existente suplanta - e muito - o bem.
Mas e o Fórum?
E o que isso tem a ver com o Fórum Social Mundial? Ora, sabe-se que ali também são comuns as bebidas alcoólicas e as drogas, principalmente nos tais alojamentos coletivos e nos acampamentos da juventude. Aliás, o "clima de woodstock" nem pretende ser disfarçado, pois representa parte da ação contestatória ao modo de vida tradicional. Sou eu quem diz isso? Não. São os fatos - e os demonstrarei a seguir. Logo, aplicando a mesma lógica concernente às raves - e eu sou aborrecidamente lógico, admito - meu filho não vai ao FSM, porque as supostas "boas experiências" que ele poderia vivenciar lá não minimizam os riscos da convivência com práticas que eu considero deletérias e criminosas. Estou errado? Pode ser. Mas cada um educa sua prole como bem entende, não?
O outro mundo deles desmistificado com fatos.
Eu mencionei fatos, não foi? Vamos a eles. Abaixo transcrevo uma matéria sobre o tal acampamento da juventude, publicada no portal Carta Maior. Para quem não sabe, trata-se de um site amplamente de esquerda (aquela radical, mesmo), portanto não poderia haver cobertura mais favorável ao FSM, não é? Ao texto:
A liberalidade dos comportamentos, o gestual agressivo de uns poucos, o figurino inusual de outros tantos, o cheiro de fumaça e incenso no ar, pouca roupa, tatuagens de dragão e borboleta, camisetas de algodão e jeans, saias com estampas orientais, ícones revolucionários já absorvidos pelo mercado fashion, negros e loiras ostentando dreadlocks (que não nasceu com os hastafaris, mas entre antigos povos da Índia), índios tatuando brancos, e estudantes, muitos estudantes num trotoir incessante que parece sem destino. É mais ou menos isso o que vê um primeiro olhar lançado sobre o Acampamento Intercontinental da Juventude do Fórum Social de Belém. A impressão woodstockiana é inevitável. Como no festival hippie de quarenta anos atrás, os acampados de Belém bradam palavras de ordem contra a guerra, ainda defendem (e alguns mais corajosos exercitam) o amor livre e criticam o capitalismo. (...)
Para além da "bichogrilagem", o acampamento abriga debates sobre temas importantes como direitos humanos, quilombolas, indígenas, reforma urbana, mulheres, saúde, economia solidária, internet, democracia participativa, energia e educação. “Um laboratório de práticas socialmente transformadoras cujo objetivo é a produção de referências simbólicas comuns” (...)
(...) Visivelmente espantado com a gritaria dos estudantes de outro matiz, a UJS do PCdoB, William Akay, 23 anos, indígena do povo Wai-Wai e morador da aldeia Mapuera às margens do rio Trombeta (divisa entre Pará e Amazonas), diz que não está gostando do Fórum: “Parece que índio não pode viver como qualquer outro povo, tem que viver como bicho”, reclama diante do permanente assédio de brancos que, sem pedir licença, postam-se ao seu lado para tirar fotografias. “Não somos animais de um zoológico. Eu ainda consigo dizer que não quero, mas eles (apontando para outros jovens índios de seu povo), não sabem falar português e não podem fazer nada”.
A secundarista Raísa Rosa, 17 anos, também não pode fazer nada quando, na marcha de abertura do Fórum, foi assaltada por dois homens que lhe roubaram a bolsa com todos os documentos, algum dinheiro e a máquina fotográfica. (...) O assalto fez com que você ficasse com uma impressão ruim do Fórum?, pergunta o repórter. “Claro que não. Isto aqui é uma mostra do mundo e eu adoro o mundo”.
Nem todos, entretanto, conseguem decifrar o espírito do acampamento. É o caso do auxiliar de escritório belenense César Raimundo Gomes, 18 anos, que confessa não ter “nenhuma identificação com aquilo lá”. O rapazote vai mais longe: “Sugiro que os jovens de Belém se mantenham afastados da UFRA”. UFRA é sigla que designa a Universidade Federal Rural da Amazônia, cujo campus abriga o Acampamento.
(...) É possível encontrar Coca-Cola “o líquido negro do imperialismo”, mas disfarçada e servida em sacos de plástico transparente (“para pensar que é suco de açaí”, confessa uma vendedora ambulante) com direito a canudinho. (...) Há críticas também ao trânsito na rodovia de acesso e temores com a segurança já que boatos sobre assaltos e até estupros circulam de boca em boca. (...)
O que vai acima é, repito, o retrato - como dizer? - "bonzinho" do Fórum. E, mesmo assim, já encontro uma série de coisas que confirma os meus preconceitos. "Cheiro de fumaça"? "Pouca roupa"? "Gestual agressivo"? "Exercício do amor livre"? Em nome de que diversidade cultural alguém deve achar um lugar assim próprio de ser frequentado? Eu não! Ainda mais quando se tem notícia de que ocorrem assaltos e estupros! Eu me acho no direito de perguntar: que tipo de gente há ali? Apesar disso, o mais grave é a moral depravada de algumas figuras que lá estão, sob o pretexto de mudar o mundo. Leram o relato do jovem índio? Pois é... Para os construtores do "outro mundo poçíveu" índio só é bom se for dessezengajádu. Os pogreçistas não querem saber de índio que gosta de escola, computador e internet. Querem é guardar de lembrança as fotos com os tais "povos da floresta". Como alguém pode sair engrandecido intelectualmente depois de conviver com gente assim?
Outros reacionários.
Estou sendo paranóico e exagerado? Talvez. Mas acho que não estou só nessa. Vejam o que o economista
Rodrigo Constantino fala sobre o Fórum (íntegra
aqui):
No seu livro sobre as multidões, Gustave Le Bon tenta definir o que seria uma massa de pessoas, sob o ponto de vista psicológico. Vou deixar a definição a cargo do autor original: "Uma massa é como um selvagem; não está preparada para admitir que algo possa ficar entre seu desejo e a realização deste desejo. Ela forma um único ser e fica sujeita à lei de unidade mental das massas. No caso de tudo pertencer ao campo dos sentimentos, o mais eminente dos homens dificilmente supera o padrão dos indivíduos mais ordinários. Eles não podem nunca realizar atos que demandem elevado grau de inteligência. Em massas, é a estupidez, não a inteligência, que é acumulada. O sentimento de responsabilidade que sempre controla os indivíduos desaparece completamente. Todo sentimento e ato são contagiosos. O homem desce diversos degraus na escada da civilização. Isoladamente, ele pode ser um indivíduo; na massa, ele é um bárbaro, isto é, uma criatura agindo por instinto."Não há como ler tal definição e não pensar nas criaturas que compõem o Fórum Social Mundial. Junto àquela multidão de milhares de pessoas, encontramos de tudo, uma verdadeira Torre de Babel.
(...) Desde jovens drogados, tentando reviver o Woodstock, passando por líderes de movimentos revolucionários e chegando até economistas teoricamente renomados, todos repetem as mesmas coisas. (...)
(...) Não existe soluções práticas propostas, não existe debate lógico e imparcial. Os opositores não são convidados para debater. (...)
(...) Clamam por liberdade de expressão ao lado de tiranos que suprimem tal liberdade em seus quintais. Se intitulam pacifistas enquanto jogam coquetéis Molotov em policiais. Chamam Bush de terrorista enquanto apóiam o ex-ditador genocida do Iraque. (...)
Só mais uma opinião reacionária? Quem sabe... Mas eis que encontro em uma edição da VEJA de 2003 (número 1788) a seguinte frase, dita por um participante do Fórum: "ABAIXO A REPRESSÃO, TODO MUNDO PELADÃO!" Ah, cumpre informar que o dito cujo proferiu tal lema - recheado de valores de progresso, igualdade e fraternidade - enquanto várias pessoas corriam nuas por Porto Alegre. Digam lá: um tipo de gente assim não é animalesca? Não é vagabunda? Não é a escória do mundo? É isso, ou então há uma verdadeira e irreversível inversão de valores nestepaiz.
Mas há excessões.
Um comentário vindo de Campinas disse algo mais ou menos assim: "Eu vou ao FSM, mas não participo da baderna. Até discordo dela, pois acredito que deturpa o sentido primordial do evento. Você não pode generalizar!"
Concordo plenamente. Tanto que não generalizei nada. Vejam, caros, quando alguém diz que "a polícia é corrupta", ou que "os deputados são lenientes", ou ainda que "os jovens são alienados", deve ser tido como um generalizador ligeiro? Claro que não. São forças de expressão que buscam retratar indignação diante de uma conduta específica que diminui todos nós, como cidadãos e seres humanos. Eu, por exemplo, não me sinto pessoalmete atingido quando ouço que "os servidores públicos são ineficientes", porque sei que a crítica não se dirige a mim, o indivíduo. Mas trata de um comportamento coletivo específico.
No mais, é despiciendo dizer que não citei "A", "B" ou "C". Muito menos acusei os estudantes do Recife, ou - sei lá eu... - de Santa Catarina de qualquer coisa. Minhas críticas foram diretas para aquelas pessoas - animalescas e vagabundas - que se deslocam até o FSM para aventuras sexuais, etílicas e afins. Tratei do determinado tipo de gente que precisa ser advertido a manter suas roupas no corpo. Difícil compreender isso? Só se o objetivo do leitor for deturpar o texto - coisa que a legião faz com frequência.
O que diz Reinaldo Azevedo.
E já que me acusam de ser reacionário, cito os escritos daquele que talvez seja o reacionário mais odiado pelo pogreçismo do Brasil: Reinaldo Azevedo. Sobre a distribuição de 600 MIL CAMISINHAS no Acampamento da Juventude, o blogueiro diz o seguinte:
(...) Muitos estão tratando com certa ironia ou contraposição essa história de distribuir 600 mil camisinhas no Fórum Social Mundial... Bobagem, gente! Façamos campanha para que dobrem o número. Conforta-me saber que estão sendo criadas algumas barreiras para que essa gente se reproduza. Imaginem um baby boom entre freqüentadores do Fórum Social Mundial. Na América Latina, seria aquela profusão de remelentinhos com nomes de sotaque nativista ou apelando a elementos da Mãe Natureza. Arghhh...
(...) Esse negócio de fórum é pra isso mesmo, gente. Desde quando eu estava na faculdade. Desde quando as pessoas fazem fóruns... Havia um encontro de comunicação que tinha uma sigla qualquer, nem lembro direito. Sei que a gente fazia um trocadilho e virava “Comequem”. "Você vai ao Comequem neste ano?" A diferença, naqueles “loucos” (???) anos 80, com a ditadura já a meio-pau, é que nós mesmos arcávamos com as despesas de nossas aventuras “intrafemurais”, para usar uma expressão do escritor mineiro Autran Dourado. Hoje em dia, os governos fornecem a cama, a camisinha — se preciso, até o companheiro ou a companheira... Lula vai dar R$ 143 milhões para essa comilança.
(...) Convenham: usando o preservativo, essa turma estará fazendo coisa mais útil.
(...) Bom é ser do Fórum Social Mundial. O dinheiro público é devidamente usado para comer, beber e comer. (...)
Não é só. Azevdo também acerta quando diz o que segue:
(...) Você deve estar curioso para saber que diabo vem a ser “Abya Yala”. Ah, gente: é “América Latina” na língua da etnia “Kuna”, que habitava (habita ainda? Sei lá eu...) o Panamá e a Colômbia. Abya Ayala vivia em paz antes de Colombo vir perturbar nosso sossego com a Pinta, a Nina e a Santa Maria. Pô, aqueles povos poderiam estar até hoje oferecendo suas virgens a deuses nativos, autóctones... Em vez disso, vieram os europeus com aquelas complicações da Trindade, do Três em Um, com o Filho sendo Pai de si mesmo... Ganhamos uma teologia mais complexa e o sucrilho, mas e a felicidade eterna? Esses representantes de Abya Ayala estão no Fórum Social Mundial de Belém — que custou aos cofres públicos quase R$ 100 milhões. A atividade mais importante do evento é a distribuição de 600 mil camisinhas para a Dança do Acasalamento no Jurassic Park. É prevista para hoje a presença de Lula, que estará acompanhado de democratas como Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa. A delegação brasileira inclui ainda 13 ministros de estado. Na tragédia de Santa Catarina, que me lembre, foram apenas dois. (...)
Pois é... Parece que eu sou mesmo reacionário. Isso porque reajo frontalmente quando vejo dinheiro público empregado em um convescote entre ditadores, terroristas e um bando de gente que está mais preocupada em exercitar o amor livre do que realizar qualquer outra atividade... Perdoem-me os pogreçistas, mas não vejo nada auspicioso para o futuro do mundo nisso.
E se o Fórum fosse de direita?
Aliás, estou convencido de a maioria das críticas a mim dirigidas são resultado de hipocrisia pura e simples. Querem a prova? Lá vai: imaginemos que alguns grupos de extrema-direita se juntassem em um Fórum da catiguria. Movimentos fascistas, nazistas, homofóbicos e outros tão ou mais abjetos, incluindo jovens que montariam acampamento durante o evento. Vamos além e suponhamos que o governo federal - com o nosso dinheiro - decidisse injetar a bagatela de R$ 100 milhões para ajudar a turma da direita em suas atividades, além, é claro, de fornecer camisinhas a dar com pau (se me permitem o gracejo). Durante o Fórum, seriam ouvidos expoentes intelectuais versados em temas como o assassinato de homossexuais, judeus e outras minorias, além de entusiastas da tortura e das prisões ilegais. Isso para não mencionar as aclamações a assassinos como Hitler e Mussolini. Mas ainda não terminei. Que tal acrescentar que os jovens nazistas e fascistas se drogam, bebem, praticam sexo livre e cometem crimes tais como furtos e estupros durante o evento? Diante de tudo isso, o que a opinião pública e a sociedade em geral diriam? Vamos, gente. Não é preciso pensar muito. Claro que o mundo desabaria na cabeça deles e do governo. E é agora que quero bastante atenção ao que vou escrever: ACHO MUITO JUSTO QUE UM EVENTO ASSIM NÃO FOSSE ACEITO PELA SOCIEDADE!
Diferença de valores.
Eis aí a diferença fundamental entre alguém que se deixa guiar pelos valores primordiais da democracia e da liberdade, e a escória do mundo. Eu rejeito os dois Fóruns, não só o da direita (que é, diga-se, hipotético). Já os pogreçistas e revoluçonáros só se opõem a um deles. O Fórum real, este que presta homenagens a ditadores como Chávez, Correa, Morales, Castro e a terroristas como Cesare Battisti é amplamente aceito e defendido como um lugar rico em experiências, e de importante diversidade cultural. Sabem o que isso comprova? A dualética dessa gente. Eles têm uma ética para cada ocasião, amoldando-se e subjugando os valores éticos a fim de possibilitar a construção do tal "outro mundo poçíveu".
Já rejeitamos o nazismo e o fascismo. Por que toleramos o comunismo?
E sabem por que um Fórum de todos os direitistas do mundo seria rejeitado? Porque a sociedade, acertadamente, já baniu experiências sanguinárias e vagabundas como o nazismo e o fascismo. E é muito bom que seja assim! O que não entendo é: por que ainda se defende coisas nojentas como o socialismo e o comunismo? E isso mesmo sabendo que o maior legado deixado ao mundo por tais ideologias foi uma pilha com cerca de 200 milhões de mortos. É essa a alternativa que os mudancistas do Fórum querem para este "mundo cruel e capitalista"? É isso que deveria ser respeitado como legítima manifestação de uma juventude supostamente comprometida com a transformação social? Às favas com essa besteira! Não há nada para se aprender naquele lugar, a não ser rebeldia barata e rastaquera, que se presta apenas a contestar uma escala de valores e um modo de vida que permite nossa própria liberdade.
Falo sem conhecer a realidade do Fórum e de seus participantes? Sim. Não é preciso provar o açúcar para saber que é doce, se é que me entendem... Mas os organizadores do convescote pogreçista conhecem bem a laia da "galerinha". E o que fizeram? Trataram de dizer que não se pode usar drogas nem andar em trajes íntimos dentro das escolas que servirão de alojamento. Diante disso, não estou certo em perguntar que tipo de vagabundo e de animal precisar ser advertido sobre coisas do gênero? Claro que estou! As pessoas normais (ou "burguesas, como queiram) sabem disso sem precisar ler cartaz nenhum. Alguém aí já leu uma advertência assim em hotéis, pousadas e congêneres? Não. E por quê? Porque é óbvio! Mas óbvio apenas quando se lida com gente decente e normal. E pessoas predispostas a ficarem seminuas e dopadas, desculpem-me, não são nada decentes.
Mas e o "CABUM"?
Um dos comentários acusou-me de fazer apologia da violência contra os "pobres jovens do FSM". A coisa é tão pedestre e curta que não merece qualquer resposta. Digo apenas que o senso de humor é uma característica própria do homo sapiens. Quem não entendeu a jocosidade do que estava ali escrito, temo, não entenderá mais nada.
Reacionário sim. Reajo contra aquilo que ameaça o mundo em que acredito.
Logo, concluo que a paternidade recente não me faz ter a mente mais aberta para com certas coisas. Nem passei a tolerar mais a gente que se presta a fazer apologia de ideologias assassinas e terroristas, isso quando não está usando as camisinhas dadas pelo governo. Pelo contrário, aliás: sou até mais reacionário agora, afinal reajo com ainda mais força contra tudo aquilo que pode me ameaçar e ameaçar o futuro do meu filho, como o outro mundo deles.