sábado, 28 de fevereiro de 2009
Leiam abaixo:
Diogo Mainardi e a arte de desconstruir um idiota.
PCdoB tem um blogueiro. O nome dele é Ananindeua Borges. Ananindeua Borges ou Quatipuru Borges? Agora estou meio embananado. Só sei que ele tem o nome de uma cidade no interior do Pará. Abaetetuba Borges. Paragominas Borges.
Ulianópolis Borges apresenta-se como membro do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil. É como se alguém se apresentasse como membro do Terceiro Reich do Brasil. Na última semana, ele me citou em seu blog. O texto contaminou a internet, como um parasita transmissor de esquistossomose.
Parauapebas Borges disse o seguinte:
Karen Kupfer, da revista de fofocas Quem, publicou há poucos dias uma notinha reveladora: "Para comemorar o sucesso do programaSaia Justa, Suzana Villas Boas abriu sua casa para uma festança daquelas. A turma de convidados, que também era recebida por Arnaldo Jabor, marido de Suzana, reuniu políticos, artistas e jornalistas. O candidato José Serra, para quem Suzana presta assessoria, foi prestigiá-la".
E Parauapebas Borges concluiu acidamente:
O filhinho de papai Diogo Mainardi criou no início do mandato de Lula o seu tribunal macartista mainardiano, no qual promoveu abjeta cruzada contra alguns profissionais da imprensa. Será que o difamador travestido de jornalista fará barulho agora contra seus amiguinhos da TV Globo que gozam das intimidades demo-tucanas?
Itaituba Borges é jornalista. Sua principal fonte de informação: a revista Quem. Mais precisamente: um número da revista Quem de meados de 2002. A notinha, que, segundo ele, foi publicada "há poucos dias", na verdade é de sete anos atrás. De lá para cá, Suzana Villas Boas saiu doSaia Justa e da assessoria de José Serra. Ela também já se separou de Arnaldo Jabor. Arnaldo Jabor deve ter se casado umas sete vezes desde aquela festa.
Se Mocajuba Borges fosse menos parasitário e consultasse o arquivo de Veja.com, descobriria que o colunista que mais avacalhei em minha coluna (e também no Manhattan Connection) foi o próprio Arnaldo Jabor, condenado reiteradamente pelo tribunal macarthista mainardiano.
Depois de comentar a notinha de Quem, Oriximiná Borges comentou uma notinha de Hildegard Angel. O blogueiro do PCdoB é assim: só abre o jornal para ler a coluna social. Sorry, periferia, mas Oriximiná Borges é o Ibrahim Sued do maoísmo, o Bola Branca da Revolução Cultural. De acordo com ele, além de denunciar Arnaldo Jabor, eu deveria denunciar também Miriam Leitão, cujo cunhado é irmão de Edmar Moreira, deputado do DEM. Miriam Leitão é a melhor colunista de economia do país, mas, se Curralinho Borges fosse menos parasitário e consultasse o arquivo de Veja.com, leria o que escrevi sobre o ex-marido dela, Marcelo Netto, antigo assessor de imprensa de Antonio Palocci. Bujaru Borges poderia verificar igualmente o que escrevi sobre o filho dela.
A internet é como uma cidadezinha no interior do Pará, assolada por parasitas que proliferam nessas zonas insalubres do Terceiro Mundo. Quer um conselho? Cuidado com a água parada. Quer outro conselho? Use botas de borracha.
Ainda a liminar do TRT e o arranca-rabo de classes.
Mike está certo: as mentiras de Tarso Genro não podem passar em branco.
Caro Yashá. Uma coisa tem me preocupado e creio que um esclarecimento seu seria revelador. A fuga ocorrida nos últimos dias pelo boxeador cubano, para se juntar nos EUA ao seu amigo, também boxeador, também expulso do Brasil pelo sinistro da (in)justiça não demonstra a flagrante mentira do tal ministro? Mentiu e nada aconteceu. Há alguma democracia séria em que isso ocorra? Um ministro de Estado, do alto de seu cargo, usando suas prerrogativas para mentir à imprensa, ao parlamento, ao judiciário e à população! Sabendo que seriam perseguidos (como realmente foram) negou asilo. Não eram terroristas, não estavam fugindo por terem matado pessoas, não representavam perigo ou demérito ao nosso pais. E quando os devolveu ao paraíso socialista do coma andante colocou a vida deles conscientemente em risco. Nenhum veículo de comunicação esta cobrando um esclarecimento. Não seria o caso de se fazer uma comissão para ir até os Estados Unidos pedir esclarecimentos da conduta do governo brasileiro aos atletas? Sabe, digo essas coisas porque acabo acreditando que a legião vê os brasileiros como uma horda de palhaços estúpidos; se pode mentir sem nenhum pudor pois não haverá conseqüências. Conheço diversos petralhas que já dizem de peito erguido que o mensalão foi invenção da imprensa tucana. Será que isso se tornará verdade sendo repetido mil vezes? Abraço pro filhão.
As coisas importantes primeiro, mike: o filhão agradece. Está bem (muito!) e cresce a olhos vistos.
Sobre o caso dos atletas cubanos, devo admitir que o caro mike me pegou no pulo... A verdade é que eu havia decidido nem comentar o episódio, afinal tratar das peripécias de Tarso Genro - o Beccaria dos Pampas - e do seu escancarado filoterrorismo, acreditem, enche muito a paciência. Sim, eu sei que agi errado. Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.
Agradeço a mike por me enviar seu comentário inteligente e pertinente, que me trouxe de volta à razão. Afinal, depois de saber a que nível ridículo desceu o governo petralha, é verdadeiramente impossível fechar os olhos para as peripécias de Tarso Genro.
O caso dos atletas cubanos é muito grave. O governo brasileiro deveria ser denunciado à ONU, afinal entregou dois civis inocentes a uma ditadura sanguinária. Não acreditem em mim. Pesquisem as regras de Direito Internacional e poderão comprovar isso que estou dizendo agora.
Percebam o óbvio: os lutadores não queriam mais morar no "paraíso" socialista cubano. Por quê? Sei lá eu... Vai ver são idiotas e não conseguem perceber as vantagens de tanta igualdade e fraternidade, longe do nosso mundo burgês e capitalista... Mas o fato é que pediram asilo às autoridades brasileiras. Sim, ASILO!!! E o que fez o governo dozoperário e dozoprimido? Devolveu imediatamente os cubanos ao regime assassino dos Castro. E mais: sem sequer se dar ao trabalho de negar o pedido de asilo! Tarso Genro e seus miquinhos amestrados disseram que os cubanos nunca pediram para ficar no Brasil. Assim, como bem lembrado por mike, o Ministro da Justiça mentiu descaradamente para a imprensa, para as autoridades e para o mundo!
Mike perguntou em que outra democracia isso acontece impunemente. Eu respondo: em nenhuma democracia séria e consolidada! Só mesmo em países bananeiros que flertam abertamente com o terror e com ditadores sanguinários.
Não sei ao certo se estou conseguindo transmitir minha indignação ao escrever este texto. Insisto, pois, que leiam e releiam o que se escreveu sobre o caso. Como diria meu Presidente inculto preferido, nuncantesnessepaiz dois inocentes foram entregues às garras de uma ditadura assassina como o é aquela cubana.
Eu disse ao início que o Brasil deveria ser denunciado às Nações Unidas. Isso, porém, não vai acontecer. E por quê? Porque o pogreçismo internacional fecha os olhos para o regime tirano inaugurado mais de meio século atrás. Sabem como é... Os Castro são ditadores, mas são ditadores dessezengajádu, que querem construir o tal "outro mundo possível"... Aí, mata-se um aqui, persegue-se outro ali, mas tudo em nome da "causa"... Sendo assim póóóóódi.
O paralelo com o caso do italiano Cesare Battisti é inevitável. O terrorista italiano foi protegido, abraçado e amado por Tarso Genro e pelo governo Lula. E, não custa lembrar, o facínora foi condenado por um regime democrático à prisão perpétua por quatro assassinatos! Mesmo assim, ganhou asilo no Brasil... Já os cubanos, foram mandados para o paredon. E isso porque eram dois perigosos... atletas!
Eis aí. Assim funciona a moral maleável da canalha que se aboletou no poder. Eles têm princípios que se adequam a cada caso concreto, facilitando a relativização dos valores comuns e universais. É aquilo que eu convencionei chamar de dualética - uma para cada ocasião. O quem importa ao governo brasileiro a vida de dois jovens? Nada! Importante mesmo é a revolução! Vida, pois a revolução! E morte aos traidores dela!
Deve ter sido isso que Tarso Genro disse ao despachar os pugilistas de volta a Havana. Não se enganem: a gentalha filoterrorista que compõe o governo Lula - e que pretende eleger Dilma Rousseff como presidente - é a escória do mundo!
TRT decreta: quem entende de empresa é desembargador, não empresário.
O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas (SP), Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, decidiu nesta sexta (27) suspender até a próxima quinta-feira (dia 5) as demissões de 4,2 mil funcionários anunciadas no último dia 19 pela Embraer. (...)
Para 5 de março, está marcada uma audiência de conciliação e instrução entre representantes da empresa e dos trabalhadores. Se não houver acordo, o processo entra na pauta de dissídios coletivos e será julgado pelo TRT.
O pedido de liminar (decisão provisória) para que fossem suspensas as demissões foi feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, pela Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e pelas centrais Força Sindical e Conlutas.
(...) De acordo com o TRT, a suspensão vale para demissões sem justa causa efetuadas sob o argumento da crise econômica mundial. (...)
Para dizer a verdade, já até imagino a avalanche de comentários que a legião vai mandar quando ler este post. As costumeiras imprecações contra este escrevinhador também não tardarão a aparecer, afinal eles não se preocupam com questões concretas e de mérito. Querem apenas atacar as pessoas.
Antes que algum espertalhão resolva afirmar o contrário, esclareço que a notícia da demissão de tantas pessoas assim é triste e sofrida para todos nós. Nenhuma sociedade civilizada se regozija quando alguém perde seu emprego e a renda de onde tirava o sustento da própria família. Daí a querer estabelecer o pleno emprego - com estabilidade - por meio de liminar, vai uma grande diferença.
A decisão proferida pelo Presidente do TRT é irreal e, diga-se, absurda. A não ser que eu tenha perdido alguma coisa e o mercado de trabalho no Brasil tenha sido estatizado. Sabem o que eu faria se fosse presidente da Embraer? Contrataria o excelentíssimo magistrado para ser secretário-executivo da companhia. Afinal, ele deve entender tudo de mercado. Basta ver chegou ao ponto de rejeitar o argumento da crise mundial! Compreendo... Vai ver ele acha que tudo não passou de uma marolinha...
Imagino que a tal liminar deva estar preocupando muito os empresário agora. E, por conseguinte, fazendo a alegria do sindicalismo baderneiro que há no Brasil. O curioso, porém, é que, mantida tal aberração jurídica, a situação será inversa: são os trabalhadores que sofrerão as consequências. Explico: Se o judiciário realmente decidir quando e como uma empresa pode demitir seus empregados, presumo que as contratações passarão a ser feitas com muito mais ressalvas. Talvez até nem se repita uma expansão tão acentuada do emprego, como a que foi registrada ao longo dos últimos seis anos, durante o ciclo virtuoso da economia mundial. Por que contratar tantos se, em caso de crise mundial, seremos impedidos de prduzir?
Eu nem queria tocar nesta expressão, pois sei que causa urticária nos pogreçistas, mas o fato é que o - seja o que Deus quiser... - mercado possui regras próprias. A regulação que o Estado deve fazer é para minimizar os efeitos colaterais do funcionamentos dos negócios, sem chegar ao ponto de intervir no gerenciamento de uma companhia.
E, não. Ao contrário do que possam pensar os petralhas, o que foi escrito acima não faz de mim um neoliberal. Mas, isso sim, alguém com bom senso suficiente para ver que não se soluciona um problema ligando uma bomba relógio.
Israel: Kadima rejeita governo de unidade nacional e empurra Israel para a direita.
A líder do centrista e governista Kadima, Tzipi Livni, rejeitou nesta sexta-feira formar coalizão de governo com o líder do partido conservador Likud, Binyamin Netanyahu (...) A rejeição de Livni, a segunda nesta semana, deve forçar Netanyahu a conceder aos pedidos e exigências da base de extrema direita que lhe garantiria a maioria no Parlamento.
"Nossa reunião concluiu sem acordo sobre as questões essenciais", declarou Livni, depois de uma entrevista de uma hora e meia em Tel Aviv com Netanyahu. "Apoiarei o governo que se formar em caso de necessidade. Faremos uma oposição responsável. Apoiaremos para fazer frente às ameaças contra Israel quando for necessário", enfatizou.
(...) "Antes destas eleições, prometi trabalhar em favor da unidade e, em consequência, estava disposto a ir mais longe no terreno das concessões", acrescentou, afirmando que ofereceu ao Kadima dois dos três ministérios-chave de seu gabinete (Defesa, Relações Exteriores e Finanças).
A democracia, caros, tem dessas coisas. Mesmo tendo sido o partido mais votado individualmente, o Kadima não teria maioria para governar, pois o bloco moderado ficou menor do que o bloco mais conservador. Por isso Netanyahu e o Likud receberam a prerrogativa de formar o novo governo.
Aí começaram as surpresas. O ex-Premiê, de inopinado, passou a falar em um governo de unidade nacional, juntamente com o Kadima da atual chanceler Tzipi Livni. Com isso, Netanyahu esperava formar uma maioria ampla, sólida e moderada, capaz de permitir a condução de um governo duradouro em Israel, sem precisar recorrer ao apoio dos partidos ultra-ortodoxos da direita religiosa. A idéia, convenhamos, é ótima.
Livni, porém, vem se mostrando irredutível. Não quer compor com os direitistas do Likud, por considerar o conservadorismo deles incompatível com as posições moderadas do Kadima. Com isso, ela se abstém de tomar responsabilidades em um futuro governo, mas empurra Israel para a direita, pois o futuro premiê jamais conserguirá maioria se não contar com os votos dos pequenos - e sectários - partidos religiosos.
Já mencionei que, fosse um israelense, escolheria o Kadima? Claro que já. Mas é sempre válido lembrar isso. Principalmente antes de escrever o que virá a seguir: os reacionários e direitistas de Israel foram os mais sensatos até agora. Foi o conservador Netanyahu quem propôs uma unidade nacional moderada, capaz de dispensar os ultra-ortodoxos (contrários ao processo de paz com os palestinos). Quem deu uma de radical e implodiu a iniciativa foram os moderados do Kadima.
O desfecho, a se confirmar, não deixa de ser um tanto triste. A afobação política do Kadima pode ser responsável por um retrocesso lastimável em Israel. Contudo, o resultado das negociações partidárias não deixa de ser uma bofetada moral no pogreçismo politicamente correto do mundo. Explico: tão logo foram divulgados os resultados da eleição, certa intelequitualidade se apressou em prever o armagedom. Segundo os çábios, a direita israelense - leia-se Netanyahu e Lieberman - seria dura, reacionária e acabaria com qualquer esperança de um governo moderado voltado para a paz. Passadas algumas semanas, o que se vê? Que as posições mais sóbrias e moderadas partiram dos... reacionários!
Qual o corolário de tudo isso? Que o pogreçismo politicamente correto estará sempre errado! Quando eles disserem "A", o certo será sempre "B". Acusaram Netanyahu de ser radical? Pois ele se comportou até agora como um moderado digno de fazer inveja ao alto escalão do Kadima.
Sobre o padre petista que foi suspenso.
Até esta quarta-feira (25), o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) dividia-se entre o exercício do mandato parlamentar e o sacerdócio.
Padre desde 1976, Couto celebrava missas aos sábados e domingos na paróquia de São José Operário, em João Pessoa. Porém...
Porém, Dom Aldo di Cillo Pagotto, arcebispo da Paraíba, cassou de Couto o direito de atuar como sacerdote da Igreja.
(...) A mão de ferro do arcebispo paraibano pesou sobre Luiz Couto depois que o deputado concedeu uma entrevista.
(...) Na boca de um deputado, as palavras de Couto soaram sensatas. Nos lábios de um padre, ecoaram polêmicas.
O deputado-padre declarou-se contrário ao celibato –"Não tem fundamentação bíblica. Deveria ser optativo"...
Manifestou-se a favor dos preservativos –"Defendo o uso da camisinha como uma questão de saúde pública..."
Atacou a discriminação aos homossexuais –"Devemos lutar no dia-a-dia contra o preconceito e a intolerância".
Não produziu nenhuma ofensa ao senso comum. Longe disso. Mas buliu com uma trinca de dogmas da Igreja.
O Vaticano, como se sabe, tem sólidas e divergentes posições sobre o casamento de padres, a contracepção e a união de seres humanos do mesmo sexo.
Para devolver ao deputado petista as atribuições de padre, Dom Aldo di Cillo Pagotto exige "retratação". Eis o que escreveu o arcebispo, em nota:
(...) Como deputado, Luiz Couto rendeu homenagens ao bom senso. Como padre, frangou um sábio mandamento de Carlos Heitor Cony.
Ex-seminarista, Cony ensinou: "Ser católico não é para quem quer, é para quem pode".
Devo admitir que comento o que vai acima com uma certa preguiça, afinal o trabalho de caçar e cassar os comentários que a legião vai rabiscar vai ser grande... Mas fazer o quê? Desafiar o senso comum virou uma constante neste blog.
Eu poderia ser ligeiro e dizer uma coisa óbvia: ninguém está na Igreja Católica porque é obrigado. Está porque quer. Assim, quem não pretende aceitar as regras da hierarquia Católica, pode simplesmente "pegar o banquinho e sair de mansinho". Simples, não? Criticar o Arcebispo por defender as regras e os dogmas da Igreja que ele representa é tão patético quanto questionar o estatuto do Flamengo por exigir que os candidatos a presidente sejam flamenguistas. Quer ser vascaíno? Que vá presidir o Vasco. Entenderam, não é?
Mas isso, já disse, seria muito ligeiro. Prefiro desconstruir o mito do "padre injustiçado" de forma mais categórica. Em primeiro lugar, é imprescindível lembrar que o sujeito, além de deputado, é um deputado petista. E daí? Ora, daí que ele empunha naturalmente as bandeiras próprias dos movimentos pogreçistas espalhado pelo país. Isso, creio, não segredo para ninguém. Todos sabemos que os petistas falam de ética, de igualdade e de justiça social com a mesma desenvoltura com que roubaram dinheiro público para financiar o mensalão. Adiante.
O padre petista declarou-se contrário ao celibato. Disse que não há fundamentação bíblica. Ora, isso é fácil de resolver: basta que ele se torne pastor! Sim, de fato não está na Bíblia a regra do celibato. Trata-se de uma norma da Igreja Católica, que deve ser obedecida por todos os seus membros. Santo Deus! Parece tão óbvio para mim. Eu não posso usar a piscina do clube dos funcionários do Bradesco, afinal não trabalho no banco. Da mesma forma, eles não podem usar a piscina do clube dos funcionários do banco Real. Assim, se o sujeito quer ser padre da Igreja Católica Apostólica Romana, deve observar as regras desta. Tão evidente quando dois-e-dois-são-quatro.
Sobre o uso da camisinha, nem há muito o que dizer. Quando algum pogreçistas do tipo intelequitual vem me apontar o dedo cobrando as tais "posições conservadoras" da Igreja que sigo - em especial sobre o uso da camisinha -, a coisa sempre se mostra muito divertida. Não raro, o valente - apoiado em sua lógica quadrúpede - diz coisas mais ou menos assim: "Se a Igreja recomendasse o uso da camisinha, haveria menos casos de gravidez indesejada e de contaminação por DST's". Eu, de braços dados com a boa e velha lógica cartesiana (a verdadeira!), respondo com uma indagação: Qual é a posição da Igreja sobre o sexo? Pois é... Isso sempre desarma os espertalhões.
O fato é que se todos seguissem o que diz a Igreja Católica, não haveria nenhum caso de gravidez indesejada, nem de DST, certo? Só que os moderninhos escolhem primeiro desobedecer a Igreja - e transam de qualquer jeito, com qualquer pessoa, a qualquer momento -, e, depois, obedecem-na ao deixar de lado a camisinha. Aí "pegou barriga" fica fácil colocar a culpa nos ensinamentos conservadores da Igreja, não é?
O padre petista considera o uso da camisinha como questão de saúde pública? Eu também! O que me intriga é outra coisa: por que diabos ele não foi ao cerne da questão? Qual é o cerne? Ora, o óbvio: faz-se cada vez mais sexo e sempre mais de modo irresponsável e inconsequênte. Por que ninguém discute quando e se é chegado o momento de - se me permitem - colocar "aquilo naquilo"? Sim, eu sei por quê. O pogreçismo politicamente correto considera isso muito careta, coisa de conservadores, reacionários, direitistas, feios, bobos e maus-feito-pica-paus.
Negacionismo: Vaticano exige retratação pública do bispo Williamson.
O Vaticano disse nesta sexta-feira (27) que o pedido de desculpas feito no dia anterior pelo bispo tradicionalista que negou a magnitude do Holocausto é insuficiente.
A Santa Sé disse que ainda espera uma "retratação pública e completa" da posição defendida pelo britânico Richard Williamson.
O perdão foi pedido em uma carta, depois do regresso de Williamson à Inglaterra, ocorrido na quarta-feira. (...)
"A todas as almas que ficaram honestamente escandalizadas pelo que eu disse, ante Deus, lhes peço perdão" diz ele na carta. (...)
Williamson nunca teve boa vontade para com a cúpula da Igreja Católica, considerada muito "liberal e mundana" pelos integrantes da ordem lefebrviana. Por isso demorou tanto a se desculpar perante o Santo Padre. O fez, imagino, para tentar por um fim às repercussões negativas que suas palavras temerárias provocaram.
Como as declarações iniciais do bispo foram feitas em rede de televisão, é justo que o Vaticano não se dê por satisfeito com a carta apresentada ontem. É, sim, necessária uma retratação pública de Williamson, que não pode tardar.
Enfim, como já mencionado, o bispo deu uma de estúpido, ao passo que o Vaticano chamou a situação à ordem, em nome da decência. Mesmo assim, não faltarão pogreçistas para acusar Bento XVI e a Igreja Católica. Eles adoram fazer isso.
Religiosos e cientistas vão ao STF contra o aborto de anencéfalos.
Cientistas e religiosos foram nesta quinta-feira aos gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em busca de votos no julgamento que definirá se mulheres grávidas de fetos sem cérebro (anencéfalos) terão ou não direito a interromper a gestação. (...)
- Nossos argumentos têm embasamento ético, científico e da tradição cristã. Todas as pessoas, inclusive os anencéfalos, são dignas da misericórdia de Deus. A Constituição garante a inviolabilidade da vida humana e o Código Civil assegura o direito à vida desde a concepção - argumentou o assessor da Comissão Vida e Família da CNBB, padre Luiz Antônio Bento.
- Muita gente cheia de saúde não cuida da vida que vem surgindo, mesmo com defeito. É uma falta de humanidade, uma insensibilidade muito grande - completou o secretário-adjunto da CNBB, Adhemar Agostinho.
- O anencéfalo de forma alguma pode ser considerado um morto cerebral. Ele respira espontaneamente - disse a professora de Biologia da Universidade de Brasília (UnB) Lenise Garcia. (...)
No caso dos fetos anencéfalos, entendo que há um risco enorme em se permitir judicialmente o aborto. Assim como já dito alhures, eu torno a colocar a questão principal que me aflige: quem guardará os guardiões da vida humana?
Se o STF debatesse o aborto de anencéfalos sob a ótica do conflito de direitos, opondo o direito à vida do feto, aos direitos à saúde (inclusive psicológica) e à escolha da mãe, a coisa toda seria menos absurda. Entendam bem: ainda assim eu seria contra o aborto. Só penso que uma discussão jurídica sobre conflitos de direitos é própria de uma sociedade democrática onde funciona com autonomia uma Suprema Corte de justiça.
O problema é que os ministros estão propensos a discutir a questão a partir da definição do que é vida e de quando esta se inicia. E é aí que minha oposição se torna frontal e invencível. Perguntemos o óbvio: quem os juristas pensam que são para debater quando e como se dá a origem da vida? "Ah, mas a Igreja quer meter a colher no assunto.", dirão alguns pogreçistas. Sim, a Igreja opina. E só. Nada além. E digo mais: a Igreja fala aos seus fiéis. Um ateu, por exemplo, pode muito bem se lixar para o que Bento XVI pensa sobre isso ou aquilo, não é? Mas o STF é diferente. Ele não vai apenas opinar, mas decidir. Os ministros vão dizer quando a vida começa e em que condições MERECE continuar. Perdoem meu conservadorismo reacionário, mas isso é o mesmo que abrir a porta do inferno.
Hoje, com ares modernos, progressistas e politicamente corretos, o STF vai dizer que um feto anencéfalo simplesmente NÃO TEM O DIREITO DE CONTINUAR SEU CURSO ATÉ O NASCIMENTO. Eu já sei como o novo humanismo relativista vai tratar a coisa toda. A decisão será saudada como um avanço, afinal seria desumano obrigar uma mulher (e uma família inteira) a enfrentar uma gravidez que, sabidamente, viria a ser infrutífera.
Vou além: o que impedirá que o aborto de anencéfalos seja apenas o começo - ou, como já disse outras vezes, que seja a fresta aberta na porta do inferno? Hoje, suportar a gestação de uma criança com anencefalia é considerado cruel para os pais. E deve ser mesmo. Mas qual a solução? Cancelar a gravidez? Como se fosse - sei lá... - o pedido em um restaurante? Os modernos humanistas acham mesmo que tudo seria assim tão fácil? E o que faremos no futuro, quando uma gravidez maculada pela síndrome de Down também for considerada um sofrimento para a família? Abortaremos também? Repito: Quem impedirá que a fresta de hoje se transforme na porta do inferno eugênico?
O que não me entra na cabeça é a facilidade com que a vida é relativizada pelos humanistas do século XXI. Notem que será considerado "desumano" manter a gravidez, mas não fazer o aborto. Será tido como um "avanço" a interrupção de uma gestação... A que ponto chegou o relativismo moral?! Nossa sociedade, tão empenhada em proteger o mico-leão e os ratos de laboratório, abre mão de dar garantias aos próprios filhos.
O barato do senador maranhense.
Apesar de muito esforço, não consegui perceber nenhum "barato" ao imaginar o sujeito, no crepúsculo da vida, vestido à moda carnavalesca. Também não me ocorre nenhuma imagem dele dançando todo serelepe em alguma avenida do samba.
Lembrei que também escrevi um texto sobre a festa do ziriguidum, do balacobaco e do telecoteco. Critiquei a paixão que os brasileiros sentem por um evento que pode ser resumido em barulho e corpos suarentos. Recebi vários comentários criticando meu suposto "preconceito". Fui acusado de não gostar do povo e de sua cultura. Pois é... Tem gente nessepaiz que considera o carnaval uma manifestação cultural.
Como ficam, agora, os amantes do tal "povo" ao se deparar com o velho senador na avenida? Eu, sortudo que sou, ganhei mais um argumento para reforçar minha opinião: quero mais é distância do ziriguidum!
Se é bom para o maranhense, só pode ser ruim para o Brasil. Simples assim.
ATENÇÃO!!! Governador do Amapá decreta: eu não sou mais macapaense.
Hoje, porém, me vi obrigado a voltar ao tema. E o faço com enorme satisfação, para contar a todos que, a partir de hoje, não sou mais macapaense. Como assim? É, devo dizer que também não sei explicar direito. Mas foi o Governador do estado quem decidiu. E se decidiu, está decidido! Do que diabos estou falando? Explico:
Há algum tempo começou a correr a voz de que o Governador do Amapá, Waldez Góes, estaria sofrendo de hepatite. Poucos dias atrás a notícia foi confirmada pelo próprio, em entrevista televisiva. Segundo consta, o Governador tratou de confortar a população dizendo, mais ou menos, que hepatite não é lá tão grave. Seria grave, ao que parece, no centro-sul do Brasil, mas no norte seria até mesmo normal. Foi além: indagou quem foi o macapaense que nunca "pegou" uma dengue, uma malária, ou uma hepatite.
Hum... Eu nasci em Macapá, logo, sou macapaense. Também sei que nunca contraí dengue, malária, ou hepatite. Considerando isso, juntamente às declarações do Governador, posso deduzir que não sou macapaense.
Perfeito! Ganhei o dia! Finalmente rompi o último fio que ainda me ligava a este rincão esquecido por Deus. Delenda Amapá!
Leiam abaixo:
2) Uribe perde uma oportunidade histórica;
3) E a popularidade de Obama continua caindo. Será o fim do mito?;
4) Leitor manda um questionamento sobre a guerra contra o terror;
5) Um primata tenta aparecer no blog;
6) Ainda o carnaval: a arte de confundir alhos com bugalhos;
7) O presidente firuleiro;
8) O ziriguidum, o balacobaco e o telecoteco;
9) O filoterrorista obamófilo;
10) Israel - 2: O reacionário Netanyahu fala em governo de unidade nacional;
11) Israel - 1: Mais um tribunal desses que ninguém conhece;
12) O choque de realidade: cai apoio a Barack Obama;
13) Sarney critica revista da Inglaterra. Eu, é claro, fico com os ingleses;
14) O "caso Paula Oliveira" e a mente doentia de alguns.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O comentário de um fronteiriço.
Insider e eu concordamos em alguns pontos e, como é natural, divergimos em outros tantos. Uma das questões levantadas pelo leitor dizia respeito à necessidade de incluir mais os palestinos na sociedade israelense. Respondi que, a meu aviso, isso já acontece até além do esperado, afinal há partidos árabes - e até mesmo pró-Hamas - que disputam as eleições parlamentares em Israel.
Mas por que trato disso agora? Porque recebi um comentário assinado por alguém que só pode ser um fronteiriço. Difícil explicar as asneiras que passaram pela cabeça do sujeito. Leiam vocês mesmos:
Curioso o blogueiro. Ele pega o fato de existirem partidos árabes em Israel para alegar que os árabes estão inseridos naquele estado. mas de que adianta existir o partido se ele não é votado pelo povo, devido à propaganda de Israel?
Entenderam? Mas que tipo de lunático está solto por aí?! Santo Deus! Para o sujeito não basta que Israel aceite partidos árabes nas eleições. Que nada! Ele só estaria satisfeito se os partidos árabes fossem votados pelo povo. Não é fantástico?!
Eu, de braços dados com a lógica, pergunto: existem partidos israelenses em Gaza? Claro que não! Mas há, como dito, partidos árabes em Israel. Portanto, é fácil concluir qual é a democracia civilizada e qual é a sociedade sob o jugo do terror...
Suponho que o raciossímio abestalhado dessa gente exija que os companhêros do PT permaneçam aboletados na máquina pública, mesmo em caso de vitória do PSDB, em 2010. Afinal, não basta que existam petistas no Brasil. É necessário que eles estejam no governo. Que gente mais idiota!
Uribe perde uma oportunidade histórica.
SÃO PREOCUPANTES os sinais, agora mais frequentes, de que o presidente da Colômbia pretende despenhar-se na aventura do terceiro mandato. Álvaro Uribe estimulou tais especulações pelo menos três vezes nos últimos dias: em sua mais recente visita ao Brasil; numa conversa, pouco depois, com integrantes de sua coalizão de governo, cujo teor foi convenientemente "vazado" à imprensa; e ao parabenizar o desafeto Hugo Chávez pela vitória no referendo que permite a reeleição ilimitada de governantes na Venezuela. O caminho para a terceira candidatura consecutiva do presidente colombiano já foi aberto. A proposta de realização de um referendo sobre o tema foi aprovada na Câmara. Em razão de desentendimentos na base governista, entretanto, decidiu-se que a nova regra, caso endossada pela maioria dos eleitores, valeria apenas a partir de 2014. Ainda assim, nada impede que o Senado reveja esse cronograma, em benefício de Uribe. Discute-se, inclusive, a possibilidade de instituir o terceiro mandato por emenda à Constituição, dispensando a consulta popular. Seria, de todo modo, uma reforma feita de afogadilho, pois o pleito presidencial está marcado para maio do ano que vem. O partidários de um terceiro mandato para Uribe afirmam que esse é o único meio de não colocar a perder as conquistas que catapultaram a popularidade presidencial. Trata-se apenas de um pretexto -nenhum candidato vai se eleger na Colômbia sem endossar as linhas de governo consagradas sob Uribe, em especial na segurança pública e no combate à guerrilha. Um dos presidentes mais populares da América do Sul, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, Álvaro Uribe daria um exemplo importante à região -de apreço pelas regras do jogo democrático, que não dispensam a alternância no poder- se exorcizasse a tentação continuísta.
Sabem qual é a melhor parte de se ter amigos inteligentes? É que eles nos ajudam a pensar e a aprimorar as próprias idéias.
A notícia acima me foi mandada por e-mail por um querido amigo, obamófilo de primeira hora, como uma espécie de "resposta" aos últimos dois posts em que tratei da queda na popularidade do Presidente-de-ébano. Junto com o texto da Folha, recebi também um comentário mais ou menos assim: "E sobre o golpe do seu querido Uribe? Nada?!"
Meu interlocutor, já o disse, é pessoa muito inteligente. Sabe, portanto, que não endosso qualquer tipo de golpe contra a democracia - mesmo porque já conversamos a respeito no passado. Contudo, os movimentos nada velados de Álvaro Uribe em busco de um terceiro mandato são muito graves e não podem ser ignorados.
Eu nunca apoiei a pretensão continuísta do colombiano, basta ver o que escrevi aqui, há cerca de um ano. Lembram dos meus princípios aborrecidamente iguais? Pois é, terceiro mandato é golpe! Sempre! Não importa quem o queira. Simples, não?
Aliás, tudo é sempre muito simples quando se abraça a democracia e os princípios informadores do seu sistema de liberdades individuais. Percebam: quem precisa fazer contorcionismo ideológico e verbal são os fãs de Hugo Chávez, pois condenam a pretensão continuísta de Uribe, ao mesmo tempo em que apoiam a perpetuação do caudilho na Venezuela. Eu, reacionário que sou, sou contra a continuidade dos dois.
Subscrevo inteiramente o editorial transcrito ao início. Acho que Uribe estará atirando ao vento uma oportunidade histórica de consolidar a democracia e suas instituições, se insistir em conseguir um novo mandato. Popular que é, deveria investir em fazer seu sucessor, voltando, se fosse o caso, no futuro. Tudo dentro das regras do jogo. Atacar o ordenamento estabelecido em causa própria é golpe! E todo golpe deve ser rejeitado.
Caso a pretensão de Uribe se confirme, a América Latina estará dando mais um passo em direção ao retrocesso. Estará confirmada falta de tradição democrática que, temo, acabará se tornando uma constante neste continente bananeiro.
Eu aprovo o governo de Uribe e sua política de enfrentamento ao terrorismo. E, por isso, espero que ele volte à razão e desista de vilipendiar a democracia e seu sistema de liberdades. Porém, caso insista no caminho caudilhesco, não me resta senão reafirmar meu repúdio. E isso, caros, é fácil: basta ter valores e princípios fortes e claros. Eu, preso às minhas convicções, não tenho ditadores de estimação. Diferentemente da gentalha - se me permitem - filomarxista.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Será mesmo o fim do mito? Mas já?!
A taxa de aprovação à gestão de Barack Obama é declinante, informa o Gallup.
Pesquisa divulgada nesta terça (24) revela que o índice caiu para 59%.
Era de 70% em janeiro, mês da posse. Na última sexta (20), batera em 63%.
(...) Ou seja: por ora, aumentam mais as dúvidas em relação a Obama do que as críticas.
A pesquisa veio à luz no mesmo dia em que o presidente discursou no Congresso (foto).
(...) Vai ficando claro que a aprovação ao trabalho de Obama, ainda alta, não pode ser confundida com resignação. (...)
Pois é... No último dia 20, escrevi este post sobre a queda na popularidade do Cristo de Illinois. Parece que há mesmo uma tendência decrescente nos índices de aprovação de Obama, não é?
Sim, sim. Eu sei que a aprovação do Presidente-de-ébano ainda está nas nuvens, mas não deixa de ser interessante que o mito obâmico tenha perdido mais de 10% de sua popularidade em apenas um mês. É isso mesmo: um mês! Em tom de sátira eu proponho novamente a mesma questão já levantada no passado: a ser mantida essa média, como estará a aprovação de Obama daqui a um ano?
Aos obamófilos mais apressados eu peço calma. Eu não estou torcendo contra o Messias. Mesmo porque não sou nada idiota. Notem: só mesmo os paspalhos antiamericanos torcem contra os Estados Unidos. Eu, cá com meus botões, quero mais é que eles se recuperem logo da crise e confirmem sua condição de grande potência do mundo, afinal não vislumbro um futuro muito auspicioso a partir de uma eventual derrocada dos maiores fiadores das democracias ocidentais. O que faço é apenas observar de forma objetiva a desconstrução de um mito criado pelo pogreçismo politicamente correto, afinal Obama nunca foi um homem, mas um movimento, um conjunto de sonhos e esperanças (já estou com os olhos marejados e o olhar perdido no horizonte...).
Os americanos, acostumados que estão com a democracia, suas instituições e seu sistema de liberdades individuais, perceberam rápido que Obama não salvaria o mundo com seu olhar jovial e sua retórica mudancista. E sem isso, sinto dizer, sobra pouca coisa. O Obama real, aquele que não tem plano de gerenciamento algum para a crise e para a luta contra o terror, é, convenham, bem menos atraente que o mito apresentado durante a campanha. Então, bastava ao Messias falar mal de Bush (o satã aposentado) e de "tudo isso que tá aí". Mas como agir agora que a eleição foi vencida? Pois é... Ele não sabia.
Exagero em minhas críticas ao Presidente-de-ébano? Será mesmo? Vejamos: desde que tomou posse Obama formou sua equipe de governo com base em três eixos distintos: 1) A equipe dos Clinton, descaradamente copiada do governo de Bill e da assessoria de Hillary - incluída a própria Senadora; 2) Nomes Republicanos de peso, principalmente nas pastas ligadas à segurança - vide a manutenção do grande falcão Robert Gates; e 3) Amigos e conhecidos do próprio Obama, no mais das vezes desconhecidos do grande público e sem maior traquejo político.
Pergunto: a qual dos grupos acima referidos pertenciam os assessores de Obama que foram apanhados com problemas judiciais, éticos e morais? Bingo! Os políticos do primeiro escalão que acabaram abandonando o barco de Obama foram exatamente aqueles pertencentes à "cota de Obama". E mais: quem o Cristo nomeou para o lugar dos seus amigos corruptos que foram afastados? Republicanos! Todos eles! Qual o corolário disso: a reserva moral e ética do governo Obama é composta por Republicanos! Não é fascinante?!
Não, eu não pretendo enaltecer os Republicanos. Quero apenas mostrar aquilo que já havia dito à época da campanha eleitoral: Obama não tem plano de governo nem equipe de trabalho. Obama era apenas um sonho, um coletivo de aspirações planetárias de transformação. E isso, caros, não é o bastante.
Por isso a popularidade dele cai. E cai com consistência, afinal os americanos não precisam de um mito do "oprimido que conseguiu vencer". Precisam, antes, de respostas práticas e objetivas - como todo o resto do mundo também. Lá, os mitos são desfeitos e os Presidentes são cobrados por suas ações efetivas. Sim, vocês adivinharam: são melhores que nós. E melhores em tudo!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Um questionamento sobre a guerra contra o terror.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
E um primata tenta aparecer no blog.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Confundindo alhos com bugalhos.
O presidente firuleiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia desde segunda-feira que a Embraer anunciaria uma grande demissão no seu quadro de pessoal.
Anteontem, quando a empresa de aviação oficializou o corte de 4.200 funcionários, Lula se disse indignado, segundo relato do presidente da CUT, Artur Henrique, e comunicou que convocaria uma reunião com ministros para tentar reverter as demissões. (...)
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
O ziriguidum, o balacobaco e o telecoteco.
Aqui no blog, não é segredo, já me chamaram de reacionário. Eu me debrucei sobre a questão e verifiquei que, de fato, sob uma certa ótica, posso ser mesmo. E acho que meu - se me permitem - reacionarismo atinge até mesmo a tal "festa do povo". Sim, como vocês já devem ter percebido, não sou lá muito fã do ziriguidum, do balacobaco e do telecoteco. Aliás, muito barulho normalmente me aborrece muito, razão por que passo sempre ao largo de qualquer festa onde o limite máximo de decibéis é desrespeitado.
"Mas o carnaval não é só uma festa. É uma manifestação cultural.", dirão alguns. Sério? Puxa... Meus valores estão mesmo ficando defasados neste mundo de tantas modernices. Percebam: reacionário que sou, prefiro muito mais me agarrar à cultura que emana de um bom livro, ou de uma grande peça teatral. Bateção desenfreada de tambores, aliada à exibição de corpos desnudos e suarentos, admito, não me seduz nem um pouco. Aliás, já se passaram mais de 500 anos desde que os portugueses desembarcaram aqui pela primeira vez, mas ainda não aprendemos a cobrir nossas vergonhas. Pelo contrário: nós as exibimos! E ainda achamos isso um "traço cultural".
Estou exagerando? Não creio. Experimentem navegar pelos sites de notícias do exterior nos próximos dias. Não há outra época do ano em que se fale tanto do brasil. As mulheres daqui, isso é certo, estarão expostas em fotos as mais reveladoras, ilustrando para o mundo "o que o Brasil tem de melhor". E ainda nos queixamos quando os gringos fazem turismo sexual... Mas se somos nós mesmos que propagandeamos a mercadoria!
Não há como escapar da pecha terceiro-mundista e rastaquera, afinal nossos principais produtos de exportação são: 1) O futebol; 2) A nudez; e 3) A miséria. Em que crescemos como nação ao glamurizar a exibição desnuda das mulheres daqui? Em que nos tornamos mais desenvolvidos lutando para que uma festa onde se prega o amor (?) sem compromisso e o cosumo de álcool seja vista mundo a fora como símbolo de nossa cultura? Penso que seria mais produtivo tentar vender no exterior as obras de Machado ou Graciliano...
Não. Eu não estou tentando posar de intelectual certinho. Estou apenas admitindo que a festança barulhenta que se inicia (oficialmente) hoje não me engrandece em nada - assim como não engrandece estepaiz. Isso para não mencionar a situação pobre e ridícula do estado de onde escrevo (o rincão inominável), onde o povo se vangloria de ter "o maior bloco de sujos do norte do país". Pois é... Como sou um careta que gosta de ficar limpinho, eu passo longe deles.
Mas não adianta mesmo tentar fugir do ziriguidum, do balacobaco e do telecoteco. Eles estão por toda parte - exatamente como o futebol, a nudez e a miséria. Assim, me sinto satisfeito com a perspectiva de degustar um bom livro e de continuar escrevendo no blog.
Sei que é real a hipótese de eu me encontrar só, afinal a maioria dos brasileiros, é fato, gosta da tal "festa do povo". Não há problema. Qualquer alternativa é melhor que cair na folia.
O filoterrorista obamófilo.
O rodapé biográfico do artigo diz que o cientista político e doutor escreveu, dentre outros, o seguinte livro: "Glob(AL): Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada". Não. Assim como vocês eu também não tenho idéia do que venha a ser o tal "biopoder". Vai ver é a visão de raios-X do Superman; ou capacidade que Spiderman tem de subir pelas paredes. Mas de uma coisa tenho certeza: sempre que algum intelequitual junta na mesma frase as palavras globalização, América Latina e luta, sei que vem muita retórica marxista e revoluçonara por aí.
As loucuras do sujeito vão abaixo transcritas. Intercaladas com comentários meus, é claro. Vocês ficarão maravilhados ao notar que ele recorre ao Presidente-de-ébano para emprestar apoio ao terrorista italiano. Uma maravilha! Fosse um - como é mesmo? - "reacionário" a fazer isso e o mundo desabaria sobre o infeliz. Como é um pogreçista, o texto ganha as páginas dos jornais. E essa seria a tal "grande mídia golpista, reacionária, conservadora e de direita"...
OS CRIMES atribuídos a Cesare Battisti datam de mais de 30 anos. Mas são tratados como se tivessem acontecido ontem.
Estou enganado ou o sujeito pretende, por uma via oblíqua, dizer que o terrorismo de Battisti é menos grave agora que o tempo passou? Só para provocar, eu pergunto: e as torturas do regime militar, então? Também aconteceram há bastante tempo, mas Tarso Genro age como se fossem mais recentes... Calma, a lógica (?) pedestre do homem só começou a ser revelada.
Apareceu até um pequeno pelotão de supostos finos conhecedores da realidade italiana para sustentar que seus "crimes" não seriam políticos, pois a Itália seria então, como hoje é, uma democracia; que a repressão à luta armada da década de 1970, esquerdista ou direitista, teria sido feita dentro do marco da Constituição, sem leis especiais.
Notaram as aspas na palavra crimes? Sim, eu sei que notaram. O sujeito também sabe. Essa era a intenção dele, emprestar um ar menos grave àquela palavra. Tolinho... Escreve artigos como um adolescente escreve apontamentos em seu diário pessoal, fazendo uso de truques redacionais a fim de que uma palavra não diga aquilo que ela quer dizer. Aposto que ao falar do Hamas ele usa aspas na palavra terroristas...
(...) "Depois de 20 anos de fascismo, os italianos, em 1948, elegeram o modelo republicano. A partir daí a Itália passou a viver democraticamente", escreveu Wálter Maierovitch nesta Folha (7/2/2009). Ora, o referendo que escolheu a república data de 2 de junho de 1946. Ao mesmo tempo, antes do fascismo, a Itália já era uma democracia (monarquia constitucional), e Mussolini -aliás, como Hitler- chegou ao poder pelas vias e mecanismos daquela democracia.
Sim, o fascismo foi implementado por dentro dos instrumentos democráticos. Isso é tradicional em todo fascismo, aliás. Basta ver o que Hugo Chávez faz atualmente na Venezuela. Mas o melhor ainda está por vir. Leiam com atenção o início do parágrafo abaixo.
Mais importante: o "depois do fascismo" não foi fruto de eleições; foi uma conquista que passou pela guerra e pela luta armada. (...)
Em uma frase? Trata-se de uma mentira vagabunda! Simples assim. O fascismo caiu graças à mobilização popular? Claro. Aliás, foi fundamental para a Itália que, além dos extremistas de esquerda - companhêros ideológicos do intelequitual -, também as pessoas de bem, comprometidas com a democracia, também exigiram a queda do regime de Mussolini. Lembram do caso brasileiro? A democracia sucumbiu e os militares tomaram o poder porque não havia gente disposta a defender... a democracia! Quem se estava opondo ao golpe da direita? Ora, os que queriam o golpe da... esquerda! Isso existiu na Itália? Claro! Mas entre um grupo e o outro estavam os cidadãos que queriam a democracia. Logo, a queda do fascismo pode até ser atribuída, em parte, às pressões populares. Mas o "depois do fascismo", não. A República que nasceu a partir da queda de Mussolini tem suas raízem em um pacto democrático.
Cabe aqui perguntar: uma luta armada contra as ameaças do fascismo, na democracia dos anos 1920, não teria sido legítima?
E eu, reacionário como sempre, respondo que não! E por que não? Porque um totalitarismo jamais pode ser considerado melhor que o outro. Sabem o que a luta armada de Battisti queria? Derrubar o fascismo para instalar na Itália o... comunismo! Eu - vejam que careta! - mando as duas opções para o inferno! Quero mesmo é a democracia.
Não poderia ter conseguido evitar 20 anos de ditadura, os lutos da guerra e a vergonha das leis raciais e da deportação dos judeus italianos? Não teria faltado, na democracia italiana dos anos 1920, uma luta capaz de barrar o fascismo e assim consolidar a democracia mediante a sua renovação?
De novo a resposta é não. Se a luta armada de Battisti tivesse alcançado sucesso, não seria evitada uma ditadura de 20 anos. Seria criada uma ditadura muito pior, mais longa e mais sanguinária. "Mas você não pode saber isso", dirão alguns. Posso sim. Qualquer um pode. Basta ler os livros de história. Caros, não há perversidade humana que possa ser comparada ao legado de morte, miséria e terror deixado pelo comunismo. Assim, é preciso responder às trapaças do sujeito e deixar claro: o que os terroristas de Battisti queriam não era defender a democracia, mas institui uma ditadura deles.
Também nesta Folha (12/2/2009) podemos ler que, em 1948, a nova Carta Constitucional entrou em vigor e, a partir de então, "a Itália é uma República democrática". (...) [Pedro] Del Picchia ignora também que a Constituição democrática italiana sempre co-habitou com um emaranhado de leis e instituições fascistas: o Código Penal Rocco, o "concordato" entre Estado e Vaticano, o seguro-desemprego não-universal.
Como diria o Juvenal Antena, muita calma nessa hora! As leis que o intelequitual chama de fascistas eu chamo de conservadoras - vá lá, de direita. E, sim, há uma grande diferença entre as duas coisas. Querem ver? Alguém em sã consciência pode afirmar que o governo de Churchill foi fascista? Claro que não. Mas foi, sem dúvida, conservador. O mesmo vale para os anos Thatcher e Reagan. O artigo pretende apenas fazer uma trapaça retórica - e intelectual - para induzir o leitor em erro. Ora, uma lei que não universaliza o seguro-desemprego pode ser considerada de direita, conservadora, feia e boba, mas nunca fascista. O problema é que essa gente simplesmente não consegue parar de mentir! Nem por um mísero segundo!
Já com esses poucos elementos, podemos ver que as dimensões formais da democracia italiana foram consolidadas pelas lutas dos que as conquistaram, defenderam e renovaram, com risco da própria vida -fosse contra os fascistas, os ocupantes nazistas ou as forças de polícia dos governos da Democracia Cristiana (...)
Mentiras, mentiras e mais mentiras. A democracia italiana - esqueçam essa patacoada de "dimensões formais" - resistiu apesar dos tais "lutadores sociais". Isso porque essa gente queria derrubar o fascismo, o nazismo e a Democracia Cristã, mas para implantar uma nova ditadura que, como já mencionado, seria ainda mais cruel e assassina.
(...) A Guerra Fria, no entanto, era uma só! A potência da democracia -nos ensinam os grandes constitucionalistas- não está na obediência, mas no direito à revolta.
Nossa! Imagino que uma frase como essa acima deve causar até arrepios na juventude revoluçonara. Não é sem motivo que Nelson Rodrigues se dirigia aos jovens pedindo que... envelhecessem! Eu desafio o sujeito a me apontar um - basta um só! - "grande constitucionalista" que endosse as besteiras que ele escreveu. Não há nenhum, creiam. E como eu sei? Ora, porque o que vai acima é exatamente o oposto da definição de democracia. Ainda outro dia, ao tratar do referendo na Venezuela, eu lembrei que a democracia é tão importante que merece ser protegida do próprio povo.
Para afirmar a Constituição, "foram necessários protestos e luta, nas ruas e nos tribunais, por meio de uma guerra civil e da desobediência civil". Não é um slogan de Battisti, mas um discurso Barack Obama na Filadélfia (18/3/2007), na trilha de Thomas Jefferson.
Entenderam o truque do sujeito? Ele pesca uma frase de Obama - o redentor do mundo - e a usa para - pasmem! - legitimar o terrorismo! Obama estava certo ao dizer o que disse? Sim, naquele contexto estava. O Presidente americano se referiu às guerras pela independência e de secessão, além da luta social contra a segregação racial. Foi mesmo necessário muito protesto e mobilização para fazer valer aquilo que já estava previsto na Constituição americana pelos founding fathers. Mas notem: não foi necessário terrorismo! Eis aí a diferença entre os americanos e os bandidos de Battisti - e do intelequitual.
Hoje mesmo, os direitos dos trabalhadores estrangeiros na Itália não são protegidos pela Constituição formal, mas dependem das ruas, quer dizer, da capacidade de mobilização social, por exemplo, contra ou a favor a nova lei que obriga os médicos italianos a denunciar os imigrantes ilegais.
Sim, mobilização social é necessária - e justa - em qualquer tempo e em toda parte do mundo. Mas terrorismo, não! Mais uma vez o sujeito tenta fazer uma trapaça intelectual para enganar os leitores. A mentira, sabemos, é a tática preferida dessa gente.
Os erros políticos da luta armada na Itália dos anos 1970 não cancelam a evidência de que o conteúdo democrático da democracia dependia e depende da vitalidade dos movimentos.
Estou curioso: o que seriam os "erros políticos da luta armada"? Será que o homem está falando dos cadáveres deixados por Battisti e sua turma? Acho que sim. Engraçado que eles não aprendem mesmo... Ainda hoje, por exemplo, chamam as tragédias da URSS e da China de "erros", mesmo estando evidente que confabulam sobre ua pilha de 100 milhões de cadáveres. A moral deles é mesmo diferente da nossa (a moral burguesa). Aliás, o português deles também é. O que diabos significa "conteúdo democrático da democracia"?
A repressão dos movimentos significou o enfraquecimento da democracia italiana e o desaparecimento da esquerda: a xenofobia no poder!
Primeiro digo o óbvio: o homem está mentindo de novo - e vou demonstrar isso adiante. Todavia, suponhamos que a tal "repressão dos movimentos" tivesse mesmo acarretado "o desaparecimento da esquerda". Qual o corolário disso? Que o sujeito prefere tolerar o terror só para que continue existindo esquerda! Lixo, lixo e mais lixo! Contudo, eu disse que ele mentiu. E mentiu porque a esquerda não desapareceu na Itália, pelo contrário. Há esquerda - a moderada e reformista - no parlamento -, bem como aquela radical - nas ruas. Os partidos revoluçonaros, aliás, continuam tomando conta dos sindicatos italianos, mais atuantes do que nunca.
Fechar as feridas da década de 1970, reconhecer a dimensão política daqueles eventos e, portanto, a do caso Battisti é fundamental para o futuro da democracia, na Itália e alhures.
A mente dessa gente filoterrorista é mesmo uma coisa fascinante. Notaram a premissa do sujeito? Segundo ele, é necessário aceitar o terrorismo - só aquele de esquerda, é claro - de Battisti para consolidar o futuro da democracia. Essa lógica (?) simiesca é responsável pela enorme inversão de valores éticos e morais que se vê por todo o mundo, afinal o homem - e isso está claro como o dia - defende abertamente que o terrorismo faz parte das manifestações sociais e, sempre que tiver "uma causa humanitária", deve ser entendido como legítimo.
Um texto repleto de mentiras só poderia mesmo desaguar na mais explícita e desavergonhada defesa do terror. Isso, sabemos, é próprio da índole deles. Mentem com a mesma facilidade com que matam, lembram? E, no mais das vezes, fazem as duas coisas com igual desenvoltura.
