quarta-feira, 29 de abril de 2009

Por uma Cuba livre dos tiranos!

A moça da imagem ao lado é Yoani Sánchez, editora do blog Generación Y, uma verdadeira trincheira de resistência democrática que ainda sobrevive na ilha dominada há mais de 50 anos pela ditadura dos Castro - a mais longeva da história atual.

Conheci o blog capitaneado por Yoani há poucos dias. Algo, admito, imperdoável. Ao que parece a internet do mundo já descobriu a moça e sua luta por democracia e liberdade, por meio de uma ferramenta moderna. Yoani foi perseguida, teve o blog retirado do ar e, atualmente, encontra-se impedida de deixar Cuba. Sim, é exatamente isso! A moça é refém em sua própria terra, prisioneira dos carrascos que trabalham para o regime assassino dos Castro.

Com muito orgulho - e algum atraso - o blog de Yoani entra na lista de links deste blog. Quem sempre prezou pela democracia e pelo seu sistema de liberdades individuais, não pode deixar de encampar a luta dessa valente moça.

Leiam sempre o Generación Y. Por meio dele poderemos conhecer, a apartir de dentro, as violências praticadas por um dos regimes mais cruéis que a humanidade já conheceu. E, quem sabe, quando Cuba ganhar a liberdade, fiquemos sabendo da notícia pelas palavras inteligentes de Yoani.

Mobilização pelo Brasil.

Navegando pela internet tive uma grata surpresa ao encontra este blog, formado por jovens que declaram apoio à candidatura de José Serra ao Planalto.

A Juventude Pró-Serra é formada, principalmente, pelos movimentos jovens dos três únicos partidos de oposição do país: PSDB, DEM e PPS. Mas não é só. Conta também com o suporte de muitas outras pessoas que reconhecem no governador de São Paulo - e na oposição - o único caminho para tirar o Brasil das mãos dos petralhas, que subvertem a ordem democrática e solapam as bases da nossa democracia e da nossa liberdade.

É auspicioso perceber que ainda há muita gente de bem que se mobiliza para que o Brasil dê certo. Melhor ainda é notar que os jovens estão vanguarda do Brasil democrático e ético, formado por gente responsável que trabalha e estuda, estuda e trabalha.

Os lulistas, agora valendo-se do tal efeito positivo que o câncer da mãe do PAC teria junto à opinião pública (nos dizeres de Marco Aurélio Garcia), podem até querer controlar para sempre o futuro do país. Mas não deixaremos que tenham vida fácil!

Pelo ralo...

Alguns (poucos) leitores me pedem um comentário sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, que manteve o atual prefeito de Macapá, Roberto Góes - primo do governador do Estado - no cargo.

Caros, tenham piedade de mim... Já escrevi aqui que não tenho mais qualquer gosto em escrever sobre este rincão esquecido por Deus e sobre suas mazelas políticas e sociais. Sim, eu sei que alguns dos que escreveram para o blog são moradores daqui, mas já há na internet material suficiente sobre o episódio. Qualquer comentário meu seria, creio, despiciendo.

A imagem ao lado, porém, ilustra com exatidão o que estou sentindo agora, depois de tomar conhecimento das últimas novidades políticas e institucionais deste estado miserável. Convenhamos: VEJA (edição nº 2110) foi perfeita em sua escolha.

Quem dera que na vida fosse simples assim... Quem dera que fosse suficiente puxar uma descarga para se ver livre de toda a escória do mundo... Infelizmente parece que a coisa não é tão fácil. Dificilmente vamos conseguir nos livrar deles...

Se Dilma desisitir, o PT quer Joaquim Barbosa, o ministro que ouve vozes.

Leiam o pequeno parágrafo que vai abaixo transcrito, surrupiado do Perspectiva Política, do meu amigo Bruno Kazuhiro:

Informações citadas pelo jornalista Claudio Humberto dão conta de que alguns petistas gostariam que, se Dilma tivesse que ser substituída na liderança da chapa governista que concorrerá à presidência, este substituto fosse o Ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal.

Eis aí... E ainda tem gente estúpida o bastante para escrever comentários aqui alegando que o ministro que ouve vozes não está travando uma batalha ideológica no STF. Santa paciência!

Para quem não sabe, Barbosa tem um longo histórico de militância junto aos companhêros da estrelinha. Não me surpreende que vejam nele um nome forte para a sucessão de Lula, afinal é sempre bom poder contar com gente do partido - em vez de se confiar a lunáticos como Ciro Gomes...

Quem não deve estar gostando nadinha disso é aquela grande otoridade do país, o dotô Protógenes. Lembram? O valente era, até há alguns dias, o grande herói nacional, inclusive mencionado como possível presidenciável. Depois do faniquito de Barbosa, ficou relegado ao segundo plano.

Que os pogreçistas não se desesperem! Ainda há a possibilidade de uma chapa conjunta entre Barbosa e Protógenes. Que tal? Diante de algo assim, o juízo final parece bem atraente.

A luta de "crasse" na Igreja. Os meliantes que pregam o marxismo na casa de Deus.

Do Estadao.com.br:

A missa de 1.º de Maio na Catedral da Sé, às 9 horas de sexta-feira, que deveria reunir trabalhadores e empresários em torno do altar, conforme o cardeal arcebispo d. Odilo Scherer prometeu no ano passado, será uma celebração classista, voltada só para os trabalhadores, porque a Pastoral Operária, da Arquidiocese de São Paulo, resistiu à mudança.

D. Odilo disse ontem ao Estado que pretendia convidar empresários porque, em sua opinião, deve haver harmonia entre capital e trabalho. "Não queremos trazer luta de classes para dentro da igreja, embora possa transparecer algum confronto nas manifestações que haverá, depois da missa, em praça pública", afirmou o cardeal. (...)

"Esta não é a nossa visão, porque para nós o 1.º de Maio sempre será o Dia do Trabalhador, dia de luto e de lutas", advertiu o metalúrgico aposentado Waldemar Rossi, militante da Pastoral Operária e um dos articuladores da manifestação. (...) "Os sindicatos e movimentos comprometidos com a luta por Justiça repudiam as atividades com caráter de conciliação com o empresariado, em conluio com o capital explorador", argumenta.

A Pastoral Operária sugeriu a d. Pedro Luiz Stringhini, bispo auxiliar que vai celebrar a missa em lugar de d. Odilo, alguns pontos que, na visão dos trabalhadores, devem ser refletidos na homilia da celebração da Catedral da Sé. "Que os ricos paguem pela crise que eles criaram, não nós", esta é a sugestão para uma análise sobre acumulação de riquezas, especulação financeira e distribuição de lucros com acionistas, desfalcando as empresas.

(...) D. Pedro Luiz informou que vai aproveitar essas sugestões na homilia, ao lado mensagens bíblicas e de uma referência a São José Operário, cuja festa a Igreja comemora no dia 1.º de maio. (...)

O que vai acima ilustra com perfeição uma das maiores chagas (como diria Bento XVI) da Igreja Católica brasileira. Entendo que não resta qualquer dúvida: há um braço marxista que exerce uma influência a cada dia mais forte dentro da casa de Deus, subvertendo seu ideal e seus ensinamentos. A matéria acima encerra dois vilipêndios monumentais, um de natureza religiosa e outro de natureza político-ideológica.

Heresia descarada.
Começo pelo que considero "mais fácil", mas nem por isso menos grave. Notaram que o tal Waldemar Rossi, o metalúrgico da pastoral operário, disse que sugeriu ao celebrante da missa alguns pontos a serem abordados na homilia? Mas em que mundo estamos?! Os comunistas não se contentam mais em invadir e aparelhar a casa de Deus. Querem agora pautar as palavras dos sacerdotes!

O pior de tudo é que o bispo em questão, dom Pedro Luiz Stringhini, disse que vai aproveitar as sugestões na homilia. E que sugestões foram essas? Ora, um rol clássico dos mais batidos chavões usados pelos revoluçonaros: acumulação de riquezas, especulação financeira, distribuição dos lucros e, claro, a cobrança para que os ricos paquem pela crise que supostamente teriam criado. Não é mesmo fascinante? Na próxima sexta-feira, quem for à missa na Catedral da Sé procurando se encontrar com Deus, desista. Ali só vai estar o velho Marx.

Propaganda comunista na Igreja de Cristo.
Mas não é só. Já mencionei no passado que alguns amigos criticam meu anticomunismo, que seria algo demodè. Segundo alguns, não há mais perigo comunista a ser combatido. É mesmo? E como explicar o que vai retratado na matéria acima transcrita? Não há margem para dúvidas: um aparelho sindical com clara conotação político-partidária está tomando de assalto a Igreja Católica para promover luta de crasse.

Percebam a gravidade da coisa toda: a tal pastoral operária manda descaradamente no arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer! Este queria convidas também os empresários para a celebração, mas sua ideia foi vetada pelos sociopatas do marxismo! OS COMUNISTAS DECIDEM QUEM PODE ENTRAR EM UMA IGREJA CATÓLICA! E DECIDEM TAMBÉM QUEM FICA DE FORA!

Nas palavras dos vagabundos hereges, a missa deve ser uma "celebração classista", o que quer que isso signifique. Assim, apenas a crasse dozoperário poderá estar presente. Assim, terão espaço livre para bradar contra azelite que explora ozoprimido e uspóbri, dando asas às suas elocubrações conspiratórias que deveriam conduzir o mundo a um amanhã glorioso, onde o homem não seria mais explorado pelo homem. Isso, claro, sem mencionar que a utopia deles só pode ser realizada com a implementação de um regime sanguinário cujo tripé é a morte, a miséria e o terror.

Não estou certo de ter conseguido traduzir em palavras a exata indignação que me assola neste momento. A ESCÓRIA DO MUNDO, AQUELES QUE DEFENDEM O PIOR E MAIS VIOLENTO REGIME QUE A HUMANIDADE JÁ CONHECEU, TOMOU DE ASSALTO A CASA DE DEUS E - O QUE É MAIS GRAVE! - CERCOU-A DE BARRICADAS, DECIDINDO QUEM ENTRA E QUEM FICA DE FORA. É um ultraje para todo católico? Não! É um ultraje para todo cristão? Também não! É um ultraje contra toda pessoa honrada e de bem que há na face da terra!

Devemos expulsar essa gente da casa de Deus e mandá-la de volta para o profundo e escuro inferno de onde saiu.

O horror apoiado pelo governo brasileiro.

Como dito ontem, este blog fará oposição frontal à vinda do fascista Ahmadinejad ao Brasil. Os "nossos" terroristas já são mais que suficiente. Não queremos receber a escória do mundo!

O problema é que o governo - dito progressista - do PT e de Lula vai receber o tirano de braços abertos. Não haverá protesto da UNE, da CUT, do MST nem de nenhum outro "braço armado" do petismo. Afinal, a moral dessa gente é mesmo inexplicável. Fosse o demônio aposentado, George Bush, a visitar o país, haveria uma enormidade de manifestações por parte da turma do tal "outro mundo possível". Por que silenciam frente à presença de uma das figuras mais aterradoras do mundo? Simples: porque Ahmadinejad, na cabeça doente do pogreçismo, luta contra o imperialismo americano.

Contra essa conivência despudorada com a tirania e a opressão, o blog Construindo o pensamento sente-se na obrigação de servir trincheira democrática. Vamos dizer "NÃO" ao fascista ilsâmico que financia o terrorismo!

Querem saber que tipo de políticas o governo iraniano pratica? Querem saber como funciona a justiça deles? Querem saber, enfim, quais práticas abjetas são apoiadas por Lula e seus companhêros? Pois então olhem as imagens contidas nos slides abaixo, que encontrei no site da Juventude Judaica organizada.

ADVERTÊNCIA: As imagens são fortes!

Irã
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Leiam abaixo:

1) FORA ASSASSINO! O Brasil rejeita o fascista Ahmadinejad;
2) Ayres Britto defende o fim da constituição e a vitória de uma "democracia em menor extensão";
3) Vergonha! Dom Tomás Balduíno escreve carta a Fernando Lugo para pedir que "continue assim";
4) A violência deve ser combatida sempre! Não importa qual seja a "causa";
5) Doença de campanha: Marco Aurélio Garcia e a arte de comemorar uma tragédia;
6) Doença de campanha: Lula e as prioridades;
7) Dilma, a vencedora. Ou: a arte de criar mitos;
8) Ditadura na América Latina: Rafael Correa é reeleito no Equador;
9) Joaquim Barbosa e os processos que esperam julgamento;
10) Está na VEJA: Oligarquia Sarney condena ao atraso perpétuo;
11) Reinaldo Azevedo e as tais "veias abertas da América Latina";
12) Diogo Mainardi: "Vamos deixar o Brasil!";
13) Barbosa, o ministro pop;
14) Gilmar Mendes quer destruir o "Judiciário de Barbosa". E faz muito bem!;
15) Artigo para o Perspectiva Política: "A luta de classes no STF e a tal 'voz das ruas'";
16) Finalmente! CNA vai pedir impeachment de Ana Júlia Carepa;
17) Ciro Gomes e a arte de não ter decoro algum;
18) O adeus do Coronel. Honras militares ao guerreiro.

terça-feira, 28 de abril de 2009

FORA ASSASSINO!

Este blog tomou conhecimento da campanha promovida pela Juventude Judaica Organizada contra a presença do presidente do Irã, Ahmadinejad, no Brasil. O sujeito, todos sabemos, é um dos maiores financiadores do terrorismo islâmico que existe no mundo e já falou publicamente que seu maior desejo é varrer uma outra nação do mapa.

Gente assim não representa nada de bom para o Brasil. Por isso deve ser repelida frontalmente. O inferno é realmente o único lugar adequado para esse fascista!

Darei todo o apoio às manifestações que vão surgir contra a presença do assassino racista no Brasil. Este é um blog careta, conservador, reacionário, e mau feito pica-pau. Portanto, combatemos sempre tudo o que diz respeito ao terrorismo!

Caçar o inimigo, encontrar o inimigo e matar o inimigo!

Ayres Brito defende o fim da constituição e a vitória de uma democracia em "menor extensão".

Abaixo transcrevo trechos de um artigo assinado pelo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, publicado na Folha de São Paulo do último domingo. A íntegra, caso interesse, está aqui. Trata-se de um monumento à ignorância jurídica e à falta de lógica. A coisa é, saibam, bem mais grave do que parece: um ministro da mais alta corte de justiça do país defendeu abertamente o vilipêndio às normas constitucionais! Vamos ao texto:

O TRIBUNAL Superior Eleitoral confirmou, nos dois últimos julgamentos de governador estadual, a tese que adotou nos processos dos ex-governadores Flamarion Portela (RR) e Mão Santa (PI). Tese que se traduz no seguinte: anulados os votos do candidato que, no segundo turno, obteve o primeiro lugar para a chefia do Poder Executivo, nem por isso é de se concluir pela automática nulidade da eleição como um todo.

Ele está começando o discurso mais esdrúxulo que já li em toda a minha vida! Estejam atentos para não perder nenhum detalhe. Sigamos.

É como dizer: nem sempre se varre do mapa jurídico o pleito por inteiro se os votos do primeiro colocado no segundo turno vêm a ser anulados por motivo de ofensa à ordem jurídica.

E o que quer dizer esse "nem sempre"? Algumas vezes sim e outras não? E quem decide isso? O ilustre ministro? A votação popular, então, não vale mais efetivamente nada, não é? Mas ainda há mais.

Daqui se deduz que eleição popular é uma coisa e, outra, votação de cada candidato.

Pois é... E quem escreveu a loucura acima foi o presidente da mais alta corte eleitoral do país... Nem Hamlet seria capaz de dar asas a tamanha contradição, creiam. Sabem qual a melhor forma de se rebater os argumentos pedestres de alguém? Usar a lógica. Querem ver? Se eleição popular é algo apartado da votação de cada candidato, pode-se concluir que esta nada tem a ver com aquela. Viram que coisa brilhante?!

Dando-se que o desfazimento judicial de uma determinada votação não implica, fatalmente, o desfazimento de toda a eleição. Vai-se um anel e os dedos podem ficar.

O que o ministro diz, em resumo, é o seguinte: já que não podemos garantir uma eleição democrática e limpa, melhor ficarmos com uma eleição indireta, feita no TSE. Eu repito: nunca li nada tão absurdo! O pior ainda vai chegar, creiam.

É que a anulação dos votos de quem foi judicialmente afastado do páreo não deve contaminar, em princípio, a computação dos votos de quem os obteve sem mácula jurídica.

Sim, tudo muito lindo. Mas vamos ao óbvio: quem nos garante - ou melhor, quem garante ao ministro - que o segundo colocado, declarado vencedor pelo TSE, não teve os votos maculados também? Pois é, dois minutos de lógica são suficientes para vencer um debate contra qualquer estúpido.

(...) Pois bem, para afastar essa contaminação da parte sadia do pleito, a fórmula jurídica é a do aproveitamento democrático do rescaldo da eleição.

Com todo respeito, senhor ministro, aproveitar rescaldo é coisa de restaurante de quinta. Percebam como o TSE pretende amordaçar a democracia e colocar o eleitora na posição de refém das vontades de sete ministros: eles decidem o que é sadio e o que é doente. Falemos do caso do Maranhão, a título de exemplo: alguém acredita que todas as diatribes eventualmente praticas por Jackson Lago foram mesmo piores que aquelas cometidas pelos Sarney? Pois é...

(...) Noutros termos, com o banimento do primeiro colocado no segundo turno, retorna-se ao quadro eleitoral de colocações do primeiro turno para ver se, nele, o candidato remanescente do segundo turno recebeu mais da metade dos votos válidos. Caso haja recebido, será proclamado eleito.

Acima está embutida a maior trapaça jurídica da história do Brasil! O que o presidente do TSE sugere é partir de uma realidade eleitoral única (a do segundo turno) e, depois, analisar um segundo cenário completamente diferente (o do segundo turno). Caros, todos sabemos que o segundo turno é uma eleição completamente nova. Tanto é assim que os dois contendores entram na disputa com zero votos, sem trazer consigo o montante que amealharam no primeiro escrutínio. Apesar disso, o TSE pretende transformar em nulos os votos dados, no segundo turno, ao cassado e, depois, contabilizá-los no cenário do primeiro. Trata-se de uma invenção pura e simples, sem qualquer apoio constitucional, legal, jurídico ou lógico! E, se ao povo fosse dado compreender isso, certamente não haveria também apoio popular. Já me alongo, mas é impossível deixar de notar: o TSE está inventando um monstro jurídico apenas para roubar o lugar do eleitor!

Ora, esse retorno à situação do primeiro turno, para ungir o candidato ali majoritariamente sufragado, não deixa de ser uma solução democrática. Uma solução democrática em menor extensão, é verdade, mas conciliada com o princípio igualmente constitucional da legitimidade ética.

Aqui o próprio Ayres Britto mostra o absurdo de sua tese. O que seria uma solução democrática em "menor extensão"? Nada! Não existe meia democracia, ministro. Ou ela existe de forma plena, ou temos a barbárie. E é esta última que o senhor está defendendo abertamente a partir do seu assento no TSE!

(...) Ninguém vai ocupar o lugar do candidato cassado no segundo turno sem ter sido destinatário da maioria dos votos válidos no primeiro turno. O contrário importaria a contrafação democrática de proclamar eleito quem foi rejeitado pelas urnas em duas sucessivas oportunidades: no primeiro e no segundo turno.

Uma pinóia! A decisão do TSE já é uma "contrafação democrática", homem! É impressionante o tipo de contorcionismo retórico que um estúpido precisa fazer a fim de tentar garantir a prevalência de suas opiniões moribundas. Percebam: Roseana Sarney foi rejeitada pelas urnas tanto no primeiro quanto no segundo turnos. Mesmo assim o TSE declarou-a vencedora. O que isso quer dizer? Que se fez uma macaquice jurídica para justificar um entendimento pedestre e vagabundo, indigno de gente que se senta na mais alta corte eleitoral do pais.

De se ver, portanto, que os dois turnos de votação não se apartam de todo. Isso pela decisiva razão de que o próprio segundo turno não é uma eleição estalando de nova.

Mais lógica? Vamos lá: se o segundo turno não é uma eleição nova, nem se aparta do primeiro, por que os dois vencedores do primeiro escrutínio não levam consigo os percentuais obtidos para a o segundo? Pois é...

(...) Primeiro turno, vimos, sempre disponível para operar como solução final da frustração do segundo. Coisas do Direito.

Hum... Lembram da última vez em que a expressão "solução final" foi empregada? É, daí se podem extrair as referência que norteiam Ayres Britto... E o que dizer do tal "coisas de direito"? Digam lá: isso parece argumento que se apresente para respaldar uma tese séria? Vejam, eu posso sustentar que é perfeitamente possível que o super-homem voe, afinal isso é coisa de Metrópolis...

Enfim, o que se tem na jurisprudência do TSE é a preservação da convivência possível entre o princípio da majoritariedade democrática e o da legitimidade ética.

Em resumo, o TSE não dá importância à democracia e às suas regras basilares. Importante mesmo é a tal "legitimidade ética", o que quer que venha a ser esse lixo! Por que isso não cheira bem? Porque sempre que as regras da ordem democrática foram subvertidas em nome de uma suposta legitimidade - quem sabe seja aquela que vem da "voz das ruas"... - o resultado foi o terror. Hitler gozava de legitimidade. Stálin também. E Mussolini e Saddan idem. É a essa gente que o TSE pretende se igualar?

Fórmula jurídica particularmente estimulante para quem, classificado em segundo lugar na eleição, tem a possibilidade de ascender ao primeiro sem a via-crúcis de uma nova competição eleitoral. De um penoso começar tudo de novo.

Querem ver a nada sutil diferença entre quem abraça e defende a democracia e a escória do mundo? Aí vai: os democratas não consideram uma competição eleitoral como sendo uma via crucis! Isso é coisa de quem não respeita o sistema de liberdades individuais! De quem prefere subverter a vontade popular e surrupiar o lugar do eleitor. Coisa de gente pequena, que envergonha o país!

Já do ângulo de quem foi judicialmente cassado, é fórmula que o penaliza por modo exemplar. Inicialmente, pelo seu rebaixamento de primeiro lugar para o rés do chão. Para o nada jurídico. Depois, pelo desdouro de ver o seu principal opositor (justamente ele) a lhe tomar o posto de primeiro colocado na eleição. Modelo melhor é matéria que fica no aguardo do Poder Legislativo Federal.

Não poderia haver clímax melhor para o conjunto de asneiras rabiscado por Ayres Britto. O que ele defende, caros, não poderia mesmo ser democrático, pois se resume a uma mera vingança pessoal. E isso não está oculto, pelo contrário! Vai explícito acima, quando ele fala na tal lição que o TSE pretende passar aos cassados. O interesse do povo que rejeitou o segundo colocado em uma eleição? Ah, o povo que se dane, não é ministro! O importante mesmo é mostrar ao vencedor quem manda! E quem manda é a turma da toga, não é? Ridículo!

Alguns dizem que sou muito pessimista com relação ao Brasil. Não sou. Jamais poderia ser. O Brasil nos surpreende sempre. Para pior, é claro. Em qual outra corte de justiça seria possível encontra alguém falando em usar o poder jurídico para aplicar lições a quem quer que fosse? Os tribunais, aprendi, existem para fazer valer a Constituição e as leis que garantem a ordem democrática. Não para criar democracias de "menor extensão". Isso é coisa que só acontece em países bananeiros e rastaqueras como este.

E depois é o Gilmar Mendes quem estaria destruindo a justiça do país...

Bispo brasileiro escreve carta a Lugo para lhe dar os "parabéns" e pedir que "continue assim".

O que vai abaixo é uma carta escrita pelo bispo dom Tomás Balduíno ao fornicador do Paraguai, Fernando Lugo. Trata-se de um emaranhado de besteiras e incoerências tais que destruir os argumentos ali articulados torna-se até embaraçante. O brasileiro, creiam, chega a saudar a atitude do pai dos pobres paraguaio. Mas não acreditem em mim! Leiam o que o espécime escreveu, intercalado com comentário meus:

Caro Amigo Presidente Fernando Lugo, Acompanhei as notícias que levaram ao conhecimento público o seu relacionamento com uma mulher e o nascimento de um filho. A mídia brasileira repercutiu seguidamente o fato, fazendo coro, de bom grado, com os membros paraguaios do Partido Colorado, destacando-se o congressista Víctor Bogado, que se arvorou em seu juiz e o apedrejou.

Notem que o roteiro clássico já começa a ser armado. A mídia, esse grande satã do mundo, já aparece como um dos culpados. O que falta? Ora, uzamericânu e, é claro, FHC. Adiante.

Chegou até mim também uma parte da comunicação da Conferência Episcopal do Paraguai pedindo "perdão pelos pecados da Igreja" católica, numa implícita referência a você.

Como estamos em uma época onde a inversão dos valores éticos e morais se tornou regra, cumpre ressaltar o seguinte: a Conferência Episcopal do Paraguai agiu corretamente! Quem está errado é Fernando Lugo, o sedutor paraguaio. E, é claro, Balduíno.

Não posso deixar de me manifestar neste seu caso.

Ah, poderia sim, caro bispo. Há coisas muito mais importantes demandando a atenção dos bispos brasileiros, para que se perca tempo com a falta de controle de Lugo sobre o seu baixo-ventre.

(...) Sou impelido sobretudo pelo que eu conheço da sua trajetória, pelo que eu venho acompanhando e refletindo sobre o grande significado de sua providencial subida à Presidência da República do Paraguai, carregado pelo povo pobre do seu País, tornando esta Nação uma das auspiciosas referências do processo de libertação do nosso Continente.

Sentiram o cheiro de queimado? Pois é, eu também. Sempre que um pogreçista pensa, a cabeça do sujeito fede. Não vou nem implicar com as falhas redacionais do homem, afinal não esperava que ele fosse bom nisso. Mas se referir ao Paraguai como "esta nação" é imperdoável. A menos, é claro, que Balduíno estivesse no Paraguai quando redigiu as mal traçadas linhas. Mas sigamos. Notem a trapaça intelectual do sujeito: ele começa a falar das supostas virtudes de Lugo, a fim de minimizar, em seguida, suas estripulias carnais. Percebam o velho truque do redentor dozoprimido sendo empregado novamente. Essa gente não se emenda mesmo.

E minha manifestação, depois ter ponderado com alguns irmãos e irmãs, é em primeiro lugar para dar-lhe os parabéns, fazendo eco à declaração do meu amigo e bispo Mons. Mário Melano Medina, seu compatriota, pelo seu ato de "valentia e sinceridade" ao reconhecer a criança.

Viram? A primeira coisa que Balduíno faz é parabenizar o fornicador paraguaio! É inacreditável! Sabem o que ele chama de "valentia e sinceridade"? O único caminho decente que restou a Lugo: o reconhecimento do filho depois de estourado o escândalo. Não é fascinante? Ah, já ia esquecendo! Lugo só reconheceu o filho depois de eleito, quando a opinião pública do Paraguai, majoritariamente católica, não poderia mais fazê-lo perder a cadeira. E isso é chamado de valentia pelo "nosso" bispo! Essa gente é mesmo ridícula! Nem uma mísera palavra sobre todos os anos em que Lugo ficou caladinho, escondendo sua farra.

(...) Continue assim, caro Irmão, coerente com a inspiração evangélica, ao testemunhar, com clarividência e humanidade, o inestimável valor do relacionamento entre o homem e a mulher.

Trocando em miúdos temos o seguinte: Balduíno incentiva as condutas sexuais de Lugo e, mais que isso, roga ao Don Juan paraguaio que continue "testemunhando" o valor do relacionamento entre o homem e a mulher. Eu, careta que sou, pergunto: Mas Lugo não era bispo? Não fizera voto de castidade? Sobre isso, nem uma mísera linha? Nada?!

Os bispos paraguaios fizeram um ato público de pedido de perdão. (...) pelo discurso que ouvi do Sr. Arcebispo de Assunção no Te Deum" de sua posse como Presidente do Paraguai, receio que este pedido de perdão não se refira às omissões da Igreja com relação aos poderosos da política e ao sofrimento do povo durante os anos de tirania do governo paraguaio.

Pois é... O risco de se ficar fanático pelo marxismo é justamente enxergar luta di craçe em todas as coisas. Não, os bispos não pediram perdão pela tal tirania dos poderosos. E por que não? Ora, porque não era isso que estava em debate! O que se discutia era a falta de controle de Lugo sobre seus instintos mais primitivos, como diria Roberto Jefferson. Esconder a falta de ética e de moral de Lugo com a alegação de que, um dia, no passado, a Igreja teria silenciado diante de uma suposta tirania dos poderosos é coisa de gente trapaceira! Gente que mente!

O risco de uma declaração apressada e ingênua da Igreja é desta declaração se somar com a onda da mídia e com o bloco de forças da elite de oposição que, ficam sempre à espreita de qualquer chance de desestabilização do seu governo, mesmo sob a capa do moralismo mais hipócrita.

Eis aí mais um chavão sempre presente nos discursos dos revoluçonaros: a tal culpa dazelite. Ai, ai... Essa gente é tão previsível, não? E por que o moralismo seria hipócrita? Que tal uma pergunta direta a Balduíno: Lugo teve filhos enquanto era bispo? Teve! Ele os reconheceu voluntariamente, ou os deixou ao léu? Bingo! Quem é o hipócrita?

Dou-lhe também os parabéns sobretudo porque o vejo disposto a continuar sua caminhada de luta com seu povo e a enfrentar as dificuldades atuais do seu governo, inclusive esta última. (...)

Sim, sim. Parabéns aqui, parabéns ali. Tudo muito lindo. O importante, como visto, é dar prosseguimento ao tal processo de libertação dazamérica. Essa gente me enoja!

O Senhor Jesus, que apareceu aos discípulos ressuscitado e chagado, esteja ao seu lado, o acompanhe, o ilumine, o faça sempre forte e corajoso diante destas e de outras dificuldades que certamente advirão na sua caminhada a serviço do seu admirável Povo.

Suponho que quando se refere a "outras dificuldades que certamente advirão", Balduíno esteja fazendo referência aos demais filhos de Lugo, que começam a aparecer na mídia. Pois é, os iguais se conhecem bem...

Vamos ver se consigo ilustrar bem o meu ponto de vista: Lugo cometeu uma séria trapaça moral e ética, mostrando-se um sujeito vagabundo da pior espécie. E, não! Não digo isso apenas porque ele quebrou o voto de castidade e teve um filho enquanto era bispo. A falta moral de Lugo foi abandonar à própria sorte todas crianças que gerou - e, consta, são muitas! Isso mostra o que é essa gente rastaquera que se pretende na vanguarda do tal "outro mundo possível".

Mesmo diante disso, Balduíno não vê nenhum erro por parte do paraguaio. Culpa apenas a mídia e azelite, afinal o objetivo seria - vejam que maravilha! - prejudicar o andamento de um governo libertador, voltado para uzpóbri. Eis aí o bastião moral que os move: nada é errado, desde que o objetivo final seja preservado. Traduzindo: os fins justificam os meios. Balduíno, noto, acaba de comprovar publicamente que se tornou um legítimo marxista-leninista.

A violência deve ser combatida sempre! Não importa de qual lado parta.

No último domingo, o Fantástico fez uma matéria sobre os conflitos de terra no sul do Pará, dando especial enfoque ao caso da invasão à fazenda pertencente ao grande Hasmodeu do país, Daniel Dantas. Trata-se de um serviço jornalístico que tenta afetar alguma imparcialidade, ao mesmo tempo em que cai no colo dos clichês próprios da agenda pogreçista. Vejam abaixo alguns trechos da matéria:

Os repórteres do Fantástico desembarcam na região mais explosiva do Brasil. Cenário de disputas que, dos anos 70 para cá, já mataram 800 brasileiros. A situação é tão tensa que o Pará é o único estado com um comando especial para conflitos agrários. Mas muitas vezes nem isso basta. (...) (...) No dia 18 de abril, sem-terra e seguranças da fazenda Espírito Santo se enfrentaram. Uma equipe da TV Liberal, afiliada da TV Globo no Pará, registrou o confronto. O grupo do MST avançou em direção às casas de funcionários da agropecuária. Quebraram o carro que era usado para bloquear a passagem. Houve tiroteio e oito pessoas ficaram feridas. Os sem-terra que participaram da ação vivem em dois acampamentos ao longo da rodovia P-A 150, que liga Xinguara a Eldorado dos Carajás. (...) “É inegável pelas imagens que havia pelo menos três armas. Do outro lado havia um arsenal muito mais poderoso, e depois, tomando conta dos fatos, as armas que aparecem do lado dos trabalhadores são armas dos posseiros. Que no momento, que estão acampados no acampamento ao lado, se envolveram também no conflito”, comenta Charles Trocate, Coordenação Nacional do MST no Pará. Hoje, na Fazenda Espírito Santo, quem abre a porteira são os sem-terra. Logo na entrada, montaram uma barricada com sacos de areia. O carro destruído pelos sem-terra está no mesmo lugar. Várias empresas fazem escolta armada da sede da fazenda, administrada pela Agropecuária Santa Bárbara, que tem como um dos sócios o banqueiro Daniel Dantas. Mesmo com os seguranças, o gerente pediu proteção policial e só anda de carro blindado. “Eles estão fazendo terror aqui, vivem ameaçando, matam gado toda noite. Dão um tiro e correm, depois quem é MST, quem deu tiro? Não tem CPF, nem documento nenhum”, diz Boller. O gerente da fazenda acusa o frei Henri pelas invasões em Xinguara. (...) Frei Henri des Roziers é o coordenador da comissão pastoral da terra na cidade. Francês, ele está no Brasil há 30 anos. Admite que apoia o MST, mas nega ser o mandante das invasões. “Responsável pela invasão, certamente não. Nós assessoramos, fazemos a defesa dessas organizações, por exemplo, entre outras organizações, a do MST, para poder conseguir fazer avançar a reforma agrária e conseguir seus direitos a terra”, defende-se o frei. (...) “Há um conflito, mais trabalhadores vão ser vítima desse conflito, porque mais ocupações vão ocorrer na região. Não vai sobrar latifúndio nem para fazer remédio na nossa região”, avisa Trocate.

É preciso iniciar dizendo o óbvio: o MST não tem mais nenhum interesse por qualquer pauta ligada à reforma agrária. Se é que um dia teve... Atualmente, a organização comandada pelo stalinista João Pedro Stédille tem uma agenda muito mais ampla e que não guarda qualquer relação com a questão agrária. O MST quer, sim, uma revolução de molde soviético no Brasil. Suas bandeiras incluem absurdos como a moratória da dívida, o fim do banco central, a ruptura com os Estados Unidos e o fim da propriedade privada. Dito isso, vamos começar a estudar as nuances contidas na matéria cima transcrita, a fim de evidenciar por completo a natureza do MST.

Não há como deixar de lado um particular importante: a fazenda invadida pertence a um grupo que inclui, também, o grande satã do Brasil: Daniel Dantas. Vocês sabem: o dotô Protógenes criou a moeda Dantas de culpabilidade criminal. Qualquer delito cometido será sempre minimizado quando o objetivo do criminoso for atacar o tal "banqueiro-bandido". Assim, mesmo sabendo que aquela otoridade grampeou metade do país e vilipendiou as garantias constitucionais, nada pode ser feito, afinal o objetido dele era capturar Dantas. O mesmo, suponho, vai ser aplicado à ação criminosa do MST: invadiram uma propriedade privada, usaram armas de fogo em situação ilegal e mantiveram pessoas em cárcere privado. Tudo isso, em uma situação normal, seria crime. Mas, no caso em tele, deve ser relativizado, afinal a fazendo era de Dantas...

Eis aí o truque! Foi apanhado dirigindo acima do limite de velocidade? Diga resoluto: Estava perseguindo Daniel Dantas! Foi flagrado estuprando uma moça? Defenda-se: Pensei que era a irmã de Daniel Dantas! Prestem bastante atenção: a moeda Dantas de culpabilidade criminal é o maior legado das presepadas que Protógenes aprontou! Nunca - repito: nunca! - o país vai se ver livre disso. Prossigo.

Chamo especial atenção para a última fala registrada na reportágem. Notem que o sujeito - que deu a entrevista vestindo uma bela camisa de Che Guevara - fala sem titubear: Vão morrer mais sem-terra, porque mais ocupações vão ocorrer. Sou só eu, ou qualquer um percebe o quão macabro é o raciocínio dele? Quem torna barata a carne dos integrantes do MST são os próprios mentores do movimento, que insistem em alimentar ambições revolucionárias em pleno século XXI!

Por que me referi à camiseta do sujeito? Porque ilustra bem o ponto inicial do texto: a "luta" deles não é pela terra, mas pelo poder. Querem uma revolução e de moldes soviéticos, apenas isso. Que outra razão explica a ocupação de ferrovias, postos de pedágio e repartições públicas? Por acaso querem plantar e morar sobre os trilhos dos trens? Claro que não! Isso é, sim, terrorismo! E deve ser tratado como tal.

Agora a parte mais importante do texto: não defendo a violência praticada por nenhum dos lados. Aliás, não defendo violência alguma! Defendo, isso sim, a democracia e seu sistema de liberdades individuais. Se há jagunços contratados por grileiros e outros bandidos a fim de matar pessoas ligadas ao MST, devem ser presos, processados e condenados! É isso que defendo! Da mesma forma, se há gente que busca defender uma agenda socialista por meio da agressão formal à ordem democrática, também deve ser contida, combatida e punida.

Viram? É tão simples ser a favor da democracia pura e simplesmentes.

Doença de campanha: a arte de comemorar uma tragédia.

Leiam a frase abaixo:

"(...) isso deve ter impactado muito bem na opinião pública do País"

A tirada é de Marco Aurélio Garcia, aquele filoterrorista que adora cantar as glórias do socialismo bolivariano de Chávez. O "isso" que ele mencionou, caso não saibam, é o câncer linfático diagnosticado na ministra Dilma Rousseff, a tal "mãe do PAC".

Sim, vocês não leram errado: o valente está COMEMORANDO o impacto positivo que a doença da ministra causou na opinião pública. Essa é a moral deles! Essa é a natureza pedestre e vagabunda que a canalha tem!

Garcia, sabemos, é um mestre na arte de comemorar tragédias. Lembram do "top-top", feito em rede nacional para comemorar uma notícia supostamente favorável ao governo Lula - e isso em cima de cerca de 200 cadáveres? Pois é, agora Garcia está apenas confirmando sua pequenez, ao saudar como algo positivo uma tragédia pessoal.

Não se enganem, pois o que vai asseguir deve ficar para a história do país: os aliados do governo Lula foram os únicos a fazer uso eleitoral de um câncer!

Doença de campanha: Lula e as prioridades.

Falando de campanha eleitoral antecipada e exploração eleitoreira de uma doença, vejam o que vai abaixo, dito por Lula:

“A prioridade zero é cuidar da saúde dela. Ela tem que se cuidar, porque com essas coisas a gente não brinca. E a segundo prioridade, até para superar a doença, é trabalhar, enfiar a cabeça nesse PAC 24 horas por dia".

Olhem, nem vou discorrer sobre as tais propriedades curativas que o PAC teria... Acho desnecessário - e, confesso, aborrecido. Notem que o tal PAC, que nem saiu do papel ainda, poderia ajudar a curar o câncer!

Mas isso, como disse, fica de lado. Chamo a atenção para outro "detalhe": a prioridade um, segundo Lula, é cuidar de Dilma. A dois é trabalhar no PAC. Mas eu pergunto: E a prioridade um?!

Cada país tem o governo que merece, não é?

Dilma, a vencedora. Ou: a arte de criar mitos.

Sim, os humanistas de um lado só, aqueles que querem salvar o mundo a qualquer preço - nem que seja preciso abater milhares e milhares de opositores a fim de conseguir isso -, já começaram a criar o mais novo mito da política nacional: o da mulher vencedora. Do que estou falando? Vejam o que vai abaixo, publicado na coluna de Kennedy Alencar, na Folha Online:

A revelação de que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) faz um tratamento contra câncer linfático muda significativamente o debate e as articulações políticas para a sucessão presidencial de 2010. Aumentou o grau de imponderabilidade, mas é possível vislumbrar alguns cenários.

(...) Nesse sentido, tende a crescer a simpatia pela eventual candidatura de Dilma pelo PT. Ela já enfrentou outros momentos complicados em sua vida, prisão e tortura durante a ditadura militar, por exemplo. É uma lutadora, o que não deve ser desprezado. Uma Dilma curada e "santificada", digamos assim, poderia virar a favorita na sucessão.

(...) Por último, votos de plena recuperação para a ministra, que mostrou no último ano, após aquele episódio do dossiê anti-FHC elaborado na Casa Civil, que tem credenciais políticas e pessoais para presidir o Brasil. Mulher com uma biografia cinematográfica, Dilma é uma boa pessoa e uma grande revelação da política brasileira. Boa sorte, ministra!

Sim, eu sei que o colunista em questão é um fã declarado do petismo. Já foi, inclusive, assessor da turma da estrelinha. Mas não deixa de ser interessante analisar o que está oculto nas entrelinhas de seu texto.

Por que a doença de Dilma deveria "mudar significativamente o debate"? O fato de ter câncer torna a ministra mais cheia de qualidades pessoais? Não creio... Mas Alencar não tem dúvidas! Vejam como ele lembra o tal "passado glorioso" de Dilma para reforçar a tese de que ela seria "uma lutadora". E isso por quê? Ora, porque venceu a prisão, a tortura e a ditadura militar. Convenhamos: para alguém tão forte, um câncer vira coisa pouca, não?

Mas o trecho mais pedestre da coluna ainda estava por vir. Notem que, segundo o colunista, Dilma teria provado, por meio do episódio do dossiê contra FHC e Ruth Cardoso, que tem credenciais políticas e pessoais para presidir o país. Sim, é isso mesmo! Segundo o sujeito, o cometimento de um desmedido abuso de poder seria suficiente para que Dilma se tornasse presidente. Não é mesmo fascinante?

Mas há mais. Vejam abaixo alguns trechos do artigo assinado por Fernando Rodrigues, para a Folha de São Paulo (íntegra aqui):

(...) Logo os políticos entenderam a necessidade de tratar publicamente de assuntos relacionados à saúde pessoal. (...) A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, seguiu exatamente esse roteiro republicano ao falar didaticamente sobre seu câncer no sistema linfático. (...) É ocioso especular aqui como será a recuperação da ministra ou sobre sua disposição para a empreitada da eleição presidencial de 2010. Mas é nítido que Dilma teve anteontem talvez o seu melhor desempenho público em uma entrevista coletiva desde a sua chegada ao poder em Brasília. (...) Nada a dizer sobre o desfecho da eleição. Mas Dilma, por enquanto, está saindo politicamente maior do que entrou.

Eis aí. É a isso que o lulismo nos levou: o câncer é tratado como categoria de pensamento, como virtude eleitora. Não sou eu quem diz isso, mas os fatos. Vejam: depois de falar sobre sua doença, Dilma ficou politicamente maior.

Aliás, não deixa de ser emblemática a expressão "roteiro republicano". Não sabia que havia qualquer coisa de republicano em falar sobre um câncer. Mas com o petismo, sabemos, tudo muda.

Ah, claro! Se antes da doença já seria considerado machismo criticar a mãe do PAC, imaginem como serão tratados os opositores agora, que ela é uma mulher valente e destemida, lutando pela vida. Nossa oposição, tão mansa e subserviente, vai aprender a ficar, de uma vez por todas, caladinha...

Rafael Correa é reeleito: confirmada mais uma ditadura na América Latina.

Do portal de notícias do UOL:

Rafael Correa vencerá novamente a corrida pela Presidência do Equador, desta vez já no primeiro turno, segundo os primeiros dados oficiais divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Com 16,2% da apuração completada, Correa, líder do Movimento Aliança País, tem 50,2% dos votos válidos, enquanto seu concorrente mais direto, o ex-militar e ex-presidente Lúcio Gutiérrez, aparece com 30,4%. O terceiro colocado é Alvaro Noboa, com 11,3%. Os outros cinco candidatos somam 8% dos votos.

Para que Correa seja eleito no primeiro turno, ele precisa ter a maioria absoluta dos votos válidos ou 40% dos votos com uma diferença de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado.
As pesquisas de boca-de-urna já previam para Correa uma vitória entre 54% e 56% dos votos, enquanto Gutiérrez receberia de 19% a 31%.

(...) Após tomar conhecimento dos resultados extraoficiais das pesquisas, Correa se abraçou com um grupo de seus correligionários e autoridades de seu governo em Guayaquil, cidade portuária onde nasceu o presidente.

"Minhas primeiras palavras são de profundo agradecimento ao povo equatoriano dentro e fora da pátria (...) por essa vitória esmagadora", disse Correa em entrevista à imprensa. (...)

Eis aí mais um triunfo de um pupilo do mico mandante venezuelano, Hugo Chávez. Correa quer, assim como o caudilho da Venezuela, o tal socialismo bolivariano, o que quer que tal estrovenga signifique. Aliás, gostaria que algum entusiasta do chavismo - que é o regime implementado por Correa, no Equador - me explicasse o que viria a ser o tal socialismo bolivariano. Caso não saibam, Bolívar - aquele que disse que a única coisa a fazer na América Latina era emigrar... - nunca foi contemporâneo do socialismo...

Com o resultado eleitoral do Equador, a América Latina confirma sua vocação caudilhesca. Basta que surja um populista falando em resolver uzprobremaçoçial e defender ozoprimido contra azelite e pronto: imediatamente está criado o desejo de justissa çoçial na cabeça das pessoas. Pouco importa que esse modelo totalitário solape o sistema de liberdades democráticas. Isso, sabemos, é coisa pouca para essa gente. O que eles querem mesmo é acreditar no horizonte maravilhos, onde todos serão irmãos e ão haverá mais a tal exploração do homem pelo homem.

E assim caminha a América Latina. Caminhano e cantano e seguino a canção...

Depois de ouvir a "voz das ruas", Barbosa poderia dar andamento aos processos que esperam seu julgamento.

Vejam que coisa mais curiosa é a vida. No blog do Josias de Souza, encontrei uma informação deveras interessante. Sim, como sempre a gentalha pogreçista vai ficar ouriçada, mas não posso fazer nada a respeito. Vamos lá:

Sabem quem é o ministro do STF com mais processos pendentes de julgamento? Não? Dou uma dica: é alguém que provavelmente não tem muito tempo para trabalhar, pois precisa se dedicar a ouvir sempre a tal "voz das ruas"... Bingo! Estou falando do novo ídolo do país, Joaquim Barbosa. E sabem quantas ações o homem está deixando em repouso, sobre sua mesa? A bagatela de 17.207 processos! Não é mesmo fascinante?! Que tipo de país pode endeusar alguém que perde a compostura na mais alta corte de justiça, ao mesmo tempo em que deixa um pouco de lado sua atividade fim - de julgador?

Vivemos em uma época tão estranha, onde os valores básicos estão de tal modo invertidos, que dizer o que vai acima será considerado racismo, fascismo e até direitismo. Quem criticar o ministro Barbosa, agora, será sempre visto como parte dazelite que não ouve "a voz das ruas". Uma lástima!

Ah! Já ia esquecendo! Sabem qual é o ministro que tem menos processos pendentes de julgamento (2.723)? Sim, é isso mesmo que estão pensando: Gilmar Mendes! Que coisa, não? Parece que o presidente do STF - vejam que absurdo! - se ocupa com o julgamento das ações que recebe, fazendo valer o grande salário que lhe é pago pelos brasileiros. Em outras palavras: trabalha em vez de ficar ouvindo a tal "voz das ruas".

Retomada.

Caros, estou devendo um pouco de atenção ao blog, eu sei. Os últimos dias foram muito puxados, seja do ponto de vista profissional, como do pessoal.

Hoje retomo os trabalhos e publico alguns textos que estavam no forno. Há coisas interessantes a serem debatidas, como as fornicações do pai dos pobres do Paraguai, Fernando Lugo e as estripulias lógicas e jurídicas do TSE, que insiste em subverter a vontade dos eleitores.

Ao trabalho.

domingo, 26 de abril de 2009

VEJA comprova: Oligarquia Sarney condena ao atraso.

Da VEJA desta semana, acerca de um velho conhecido da política nacional:

A população do Maranhão está outra vez sob velha direção. Roseana Sarney, herdeira da mais antiga oligarquia política vigente no país, assumiu o governo do estado pela terceira vez. Ela não voltou ao poder nos braços do povo, mas por determinação da Justiça. O Tribunal Superior Eleitoral entendeu que Jackson Lago, que ocupava o cargo de governador, cometeu inúmeros abusos durante a campanha eleitoral de 2006 e cassou-lhe o mandato. Roseana ficou com a vaga porque foi a segunda colocada na eleição. Depois de tomar posse, prometeu cortar gastos, moralizar a administração pública e trabalhar duro para melhorar a vida das pessoas. Seria ótimo, se não soasse como piada várias vezes recontada. O clã Sarney manda e desmanda no Maranhão há cinquenta anos. Dos treze últimos governadores, apenas dois – incluindo Lago – foram eleitos fora de sua órbita de influência. Apesar de hoje ser senador pelo Amapá, José Sarney continua dando as cartas no estado. O resultado desse domínio é visível a olho nu: a família Sarney está milionária, mas o Maranhão lidera o ranking brasileiro de subdesenvolvimento.

O ciclo dos Sarney começou em 1955, quando José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, então com 25 anos, foi eleito deputado federal. Ele adotou como sobrenome o nome do pai, Sarney Costa, que era desembargador, pois todos o conheciam como "Zé do Sarney". Jovem, afeito à literatura e ligado a rodas intelectuais, vendia a ideia de que poderia oxigenar a caquética política maranhense, comandada havia vinte anos por Victorino Freire, um dos muitos coronéis do Nordeste. Sarney conseguiu se eleger governador pela primeira vez em 1965. Quando assumiu, fez o exato oposto do que havia prometidoe o Maranhão apenas trocou de coronel. Daí para a frente, ele nunca mais largou o osso. No regime militar, consolidou sua liderança e solapou a oposição local. Na democracia, chegou à Presidência da República por meio de um golpe – dessa vez do destino, com a morte de Tancredo Neves. Nas administrações federais que se seguiram, manteve a coerência. Ou seja, se há governo, é a favor. Agora, aos 79 anos, voltou a ser presidente do Senado. É um patriarca sem outono à vista.

Enquanto isso, o inverno não tem fim no Maranhão, apesar do clima cálido. O inverno da perpetuação da miséria. "Sarney e seus aliados vendem a ideia de que só eles poderão, um dia, levar o progresso ao Maranhão. Para alimentarem a ilusão, usam a ‘política da migalha’, que se baseia na concessão de pequenos benefícios para a população, sem que nada avance de verdade", diz o historiador Wagner Cabral da Costa, professor da Universidade Federal do Maranhão. Cinco décadas dos Sarney no poder e o estado exibe 21,5% de analfabetos, 87% de domicílios sem acesso à rede de saneamento e 65% das pessoas dependentes de ajuda governamental para sobreviver. A primeira estação de tratamento de esgoto só foi inaugurada em 2001. Dos vinte municípios brasileiros com pior colocação no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento Humano, oito estão no Maranhão. O mais pobre deles, Centro do Guilherme, se fosse um país, estaria posicionado internacionalmente entre o Quênia e o Haiti.

Roseana Sarney já governou o Maranhão entre 1995 e 2002. Confrontada com o quadro de calamidade, ela disse a VEJA: "Questiono esses indicadores negativos. Eles só apareceram quando eu tentei me candidatar a presidente, em 2001. Eu só vejo o Maranhão crescer. Aqui, não há nem quem seja tão rico nem quem seja tão pobre. Não há o milionário nem o miserável". Dito assim, parece a Suécia social-democrata. Há cinco meses, Roseana sabe que precisa se submeter a uma cirurgia para retirar um coágulo de 6,4 centímetros do cérebro. O prazo para a cirurgia já expirou, era no fim de março, mas ela adiou a intervenção quando soube da possibilidade de assumir o governo. "Não foi por sede de poder, mas por responsabilidade. E eu estava nervosa com essa história toda, não podia operar a cabeça", afirma. Agora que se diz mais tranquila, ela vai se licenciar do cargo para realizar a cirurgia.

Antes de se afastar, Roseana quer deixar sua equipe de governo montada. Está trabalhando rápido. Em menos de dez dias, já entupiu a máquina pública de apaniguados. O novo secretário de Saúde, por exemplo, é Ricardo Murad, seu cunhado. A titular da Secretaria da Mulher, Paulinha Lobão, é nora do ministro Edison Lobão, principal aliado dos Sarney. (...)

Os Sarney fazem jus a uma tradição secular. Em 1654, o padre Antonio Vieira proferiu em São Luís um de seus mais ácidos sermões. Ele atribuiu ao M de Maranhão algumas qualidades que permanecem inabaláveis: M de murmurar, M de motejar, M de maldizer, M de malsinar, M de mexericar e, sobretudo, M de mentir: mentir com as palavras, mentir com as obras, mentir com os pensamentos. Por ironia, um dos locais da capital maranhense que mais receberam pregações de Vieira, o convento das Mercês, edifício de enorme importância histórica, foi tomado pelos Sarney. O local, com 6 500 metros quadrados, viu-se transformado em museu do chefe do clã, com fotos, cartas, objetos pessoais e todo tipo de quinquilharia que possa remeter ao culto do Augusto do Maranhão.

O autoelogio, aliás, é uma compulsão familiar. Apesar de ser proibido colocar nomes de pessoas vivas em obras, ruas ou praças, no Maranhão só dá Sarney. O nome está em avenidas, pontes, hospitais, escolas, bairros, na sede dos tribunais de Contas e de Justiça e até na rodoviária. Se considerado o estado todo, são mais de 400 homenagens a Sarney e seus parentes. O caso mais esdrúxulo é o de Fernanda Sarney, a netinha do ex-presidente, que, aos 6 anos, viu seu nome ser usado para batizar uma escola recém-inaugurada na cidade de Bom Jardim. Como diria Orson Welles, tudo é verdade. (...)

Considero despiciendos quaisquer comentários ulteriores a respeito. A matéria acima é esclarecedora e completa, capaz de fazer um retrato fiel de uma das páginas mais negras da história dessepaiz. Em outras palavras, digo que não se poderia esperar muito mesmo de alguém que imagina uma prostituta capaz de excitar até mesmo os cães... E pensar que isso é considerado literatura, no país onde já viveram gênios como Castro Alves e Machado de Assis.

Há uma outra coisa na qual estou pensando: há uma augusta figura aqui no estado de onde escrevo que parece nutrir uma verdadeira devoção pelo senador. Não falo apenas do respeito e da deferência institucional. Que nada! Falo de adoração pessoal mesmo! O sujeito, cheio de méritos e de poder, chega a fazer contorcionismo mentais para acusar qualquer um que ouse criticar o maranhense. Fale-se da mãe dele, mas não se toque no nome de Sarney. Ou o moço fica POS-SU-Í-DO!!!

Não, eu não vou dizer de quem se trata. Já escrevi aqui, no passado: a escória do mundo e a canalha mais abjeta não vai aparecer no meu blog! É o meu CARMA, lembram? Pois então, será que ele vai escrever para a VEJA, reclamando da matéria? Será que vai tentar se reunir com os editores da revista, para demonstrar toda a sua indignação estúpida e servil? Claro que não! E por quê? Ora, porque é fácil ser valente do alto de um pedestal rastaquera encrustado em um rincão pútrido como este. É fácil proteger os ídolos se valendo de recursos que só estão à mão nos feudos particulares de uns e outros. Difícil mesmo é sustentar qualquer discurso em defesa do tal senador diante de dois minutos da boa e velha lógica. Mas quem disse que a canalha é lógica? Ela não é sequer inteligente! Lembrem-se: estamos falando dos seres que rastejam no último degrau da cadeia alimentar...

Para que tenham uma ideia, eu já presenciei pessoalmente o sujeito afirmar que escritos muito mais - como direi? - "amenos" deveriam ser censurados. Já o ouvi dizer que quem escreve contra o maranhense deveria ser processado e condenado! O que dirá sobre a matéria da VEJA? Como dito, não dirá nada. Porque só é corajoso quando protegido pela estrutura viciada na qual vegeta. Já o imagino, de pijamas, abraçado às páginas amassadas da revista, chorando copiosamente em razão do que foi escrito acerca do ídolo. Pobre diabo!

Reinaldo Azevedo e as tais "veias abertas".

Abaixo reproduzo aqueles que considero os principais pontos do ótimo artigo de Reinaldo Azevdo, publicado na VEJA desta semana. Leiam com atenção, pois as linhas redigidas pelo colunista encerram lições deveras importantes.

Alguns equívocos já nascem póstumos. (...) É o caso de As Veias Abertas da América Latina. O livro do uruguaio Eduardo Galeano (1940), publicado em 1971, é sucesso nos Estados Unidos desde que o ditador da Venezuela, Hugo Chávez, presenteou com um exemplar o presidente americano, Barack Obama. (...)

As Veias Abertas é um livro errado desde as primeiras letras: "Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países se especializam em ganhar, e outro em que se especializam em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta".

Fotos dos chefes de estado presentes à cúpula evidenciam o erro: quase não há brancos – "europeus" – ali. Resultado certamente de muita dor e de muita luta, as Américas são governadas por mestiços. A mistura de europeus e índios foi "amaciada pelo óleo da mediação africana", como diria o brasileiro Gilberto Freyre em Casa-Grande & Senzala. Galeano, branco e de olhos azuis, só vê exploração, sangue e miséria.

(...) Observem que a América Latina aparece sob o signo da derrota desde o alvorecer. Para o autor, os EUA são os continuadores da espoliação espanhola e portuguesa. E como ele estabelece o liame entre o mercantilismo, a expansão capitalista dos séculos XVIII e XIX e a potência imperial do século XX? Não estabelece! Devemos acreditar que alguns países nascem do lado errado da força. No trecho citado, Galeano fala em "divisão internacional do trabalho" no Renascimento! Até um marxista simpático às suas lamúrias deve se constranger com a bobagem.

Mas por que o livro ainda enfeitiça as esquerdas? Galeano, um jornalista com ambições literárias, conseguiu reunir uma formidável coleção de clichês da luta do opressor contra o oprimido – eu não inverti os termos, não. Um suposto paradoxo marca suas análises: se há países bons no lado mau da divisão internacional do trabalho – e também o contrário –, a história da América Latina é uma sucessão de confrontos entre homens bons invariavelmente derrotados, e vice-versa. A condição de vítima, na política, é um lugar disputado porque confere licença para uma luta que dispensa pruridos morais.

As Veias Abertas pretende fazer a síntese de quase 500 anos de "exploração" segundo a ótica do "explorado". O sangue latino-americano teria sustentado o fausto das metrópoles, trapacea-das, por sua vez, pelos ingleses, e continuaria, no mundo contemporâneo, a exportar os excedentes de capital para os países centrais. Leiam um trecho em que Galeano cita o economista brasileiro Celso Furtado:

"Celso Furtado adverte que os senhores feudais obtinham um excedente econômico da população por eles dominada e o utilizavam, de uma forma ou de outra, em suas próprias regiões, enquanto o objetivo principal dos espanhóis, que recebiam do rei minas, terras e indígenas na América, consistia em subtrair um excedente a fim de transferi-lo para a Europa (...) No fim das contas, em nosso tempo, a existência dos centros ricos do capitalismo não pode ser explicada sem a existência das periferias pobres e submetidas: umas e outras integram o mesmo sistema".

Não sei se notam a indiscreta simpatia pelo feudalismo... Karl Marx lhe daria umas boas chicotadas. Vejam como o mundo se torna fácil de explicar: os ricos existem porque existem os pobres, e a exploração destes faz aqueles. Era assim em 1500, era assim em 1971, é assim hoje – e Chávez pretende convencer Obama dessa verdade.

Falemos um pouco da mentalidade de uma época. A referência das esquerdas era o economista americano Paul Baran (1910-1964), um marxista para quem o subdesenvolvimento é um produto necessário do imperialismo, e a impossibilidade de o capitalismo se desenvolver nos países periféricos é um dado da equação, já que estão impedidos de ter mercado interno. Tornam-se variantes modernas das colônias de exploração do século XVI. Na sociologia e na política, um livro reflete esse espírito: O Colapso do Populismo no Brasil (1968), de Octávio Ianni, para quem a falência dos governos populistas, provada em 1964, demonstrava que o Brasil teria de escolher uma de duas opções: ou revolução ou subdesenvolvimento.

Os dois livros são quase contemporâneos de uma tese bastante conhecida, que sustenta o contrário: a possibilidade do desenvolvimento do capitalismo nas nações "dependentes". Seu autor? O sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que escreveu, em parceria com o chileno Enzo Faletto, o livro Dependência e Desenvolvimento na América Latina. O Brasil nem acabou nem fez a revolução socialista. Adivinhem quem estava com a razão. O mercado interno foi a principal força de sustentação do regime militar e é, hoje, um dos esteios da economia em plena crise global. Bingo!

Não foi só o tempo que se encarregou de evidenciar o erro de Baran e seguidores. Livros como o de Galeano e o de Ianni já nasciam velhos. Qual é a bobagem fatal do autor de As Veias Abertas? A suposição, a partir já de eventos da colonização (e ele fala como um asteca ou um inca, não um Galeano de olhos azuis...), de que o atraso é sempre obra do estrangeiro explorador. O Brasil é um exemplo de que a tese é falsa. O país rompe o século XIX como a maior economia das Américas. Entre 1800 e 1900, seu PIB passa a ser um décimo do PIB dos EUA. Obra legítima dos nativos. Fizemos e fazemos o nosso próprio atraso.

O livro de Galeano é uma coleção de lamúrias e desastres em busca de culpados. Pouco importa que os fatos desmintam a sua tese. Para as esquerdas, mais importante é a moral da história. Na de Galeano, o lobo, como sempre, come o cordeiro. Alguns líderes latino-americanos, a exemplo de Chávez, pretendem se fingir de cordeiros para "fincar os dentes na garganta" dos adversários. Galeano é o delírio herbívoro da esquerda carnívora.

Diogo Mainardi: "Vamos deixar o Brasil".

Abaixo transcrevo o artigo de Diogo Mainardi para a VEJA desta semana. Diogo está fenomenal, como sempre.

Depois de Iron Maiden, Simply Red e A-Ha, chegou a hora de Mahmoud Ahmadinejad atormentar o Brasil. Este é um ano particularmente penoso para todos nós.

Mahmoud Ahmadinejad desembarca no comecinho de maio. Ele foi convidado por Lula. Uma semana atrás, num congresso da ONU, o presidente iraniano acusou Israel de racismo. Dois dias mais tarde, voltou ao assunto, acusando Israel de praticar limpeza étnica e o assassinato em massa dos palestinos. Ele já anunciou qual é a sua proposta: eliminar Israel da face da Terra.

No congresso da ONU, em protesto contra o discurso de Mahmoud Ahmadinejad, os representantes europeus abandonaram a sala. Quem continuou lá? Os representantes brasileiros, enviados por Lula. No total, mais de trinta apaniguados do PT e ongueiros, do ministro Edson Santos ao pai de santo mangueirense Ivanir dos Santos. Quando Mahmoud Ahmadinejad chegar ao Brasil, podemos imitar os representantes europeus e abandonar o país por alguns dias. Ele deseja ir à Fiesp? A Fiesp estará fechada. Ele pretende conhecer a Praia de Copacabana? Copacabana estará deserta. Para recepcioná-lo, ele encontrará somente os apaniguados do PT e os ongueiros.

Se é para abandonar o país por alguns dias, nenhum lugar é melhor do que a Argentina. Em 1994, terroristas dinamitaram o prédio de um centro israelita em Buenos Aires. Foram assassinadas 85 pessoas. O relatório do Ministério Público argentino acusou as autoridades diplomáticas iranianas de montar uma rede de espionagem no país, que coordenou o atentado praticado por terroristas do Hezbollah. Os organizadores do atentado se refugiaram em território iraniano. A Interpol emitiu uma ordem de captura contra oito deles, mas Mahmoud Ahmadinejad e seu bando se recusaram a entregá-los. Atualmente, dois desses foragidos trabalham como assessores do guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei. A Argentina rejeita qualquer contato direto com o presidente iraniano, que protege os terroristas. É para lá que temos de ir.

Na última semana, o Itamaraty prometeu condenar publicamente as ideias negacionistas de Mahmoud Ahmadinejad durante sua passagem pelo Brasil. Lula poderia ganhar coragem e condenar também o programa nuclear iraniano. Mas ocorre o contrário: ele apoia o programa nuclear iraniano. O mesmo programa nuclear que, associado às ideias negacionistas de Mahmoud Ahmadinejad, torna especialmente alarmante sua promessa de eliminar Israel da face da Terra. Assim sendo, Lula poderia ao menos condenar algumas das práticas mais repelentes do estado iraniano: o apedrejamento de mulheres, os abusos contra as minorias religiosas, o assassinato de homossexuais, o encarceramento de políticos, a censura à imprensa. O que Lula fará quando se encontrar com Mahmoud Ahmadinejad? Simples: ele ficará sentado, calado, como um pai de santo mangueirense num congresso da ONU.

sábado, 25 de abril de 2009

Para o Brasil, bom mesmo é "ministro pop". Ou: o sucesso de quem subverte a ordem democrática.

O que vai abaixo foi publicado no blog do Josias de Souzab, e retrata o dia de Joaquim Barbosa, o novo ídolo do pogreçismo nacional:

Nesta sexta (24), Joaquim foi, ele próprio, ao meio-fio. Forrou o estômago numa casa tradicional do centro do Rio, o Bar do Luiz.

 

(...) Conta o repórter Lauro Jardim que, ao deixar o estabelecimento, Barbosa foi parado de mesa em mesa. Ouviu um “parabéns” aqui, um “muito bem” acolá.

 

A pé, desceu a Rua da Carioca. Foi ao encontro de um cafezinho. Na esquina com a Avenida Rio Branco, decidiu embarcar no carro oficial. Formou-se ao redor dele um pequeno tumulto.

 

As pessoas o cumprimentavam, apertavam-lhe a mão. Houve quem sacasse o celular para tirar fotos ao lado do ministro pop.


E tudo isso por quê? Por que ele teve a coragem de destratar publicamente um outro ministro da corte suprema? É isso? Não há mesmo como ter muitas esperanças quanto a essepaiz...

Quem era Barbosa ontem? Quantos eram os seus fãs? Quantos queriam fotos com ele? Por que, de um dia para o outro, o "primeiro ministro negro do STF" se tornou ídolo? Ora, porque abraçou descaradamente a agenda do pogreçismo politicamente correto e atacou aquele que a gentalha adotou como sendo o novo satã do país. Bastou se alinhar à turma que enaltece o dotô Protógenes e fala em uma luta di craçe que ninguém nunca viu, para que Barbosa fosse alçado ao posto de "ministro pop".

Corrijam-me se eu estiver errado, mas penso que em um país civilizado as pessoas pediriam para tirar fotos com quem lembra que justiça tem regras, para garantir a estabilidade democrática. Mas este, sinto, não me parece civilizado.