sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sarney está preocupado com os direitos individuais...

E como todos sabem, chegou a sexta-feira. Aquele dia maravilhoso da semana em que lemos o artigo semanal de José Sarney, publicado sempre na Folha de São Paulo. O autor de Brejal dos Guajas - aquele livro que, segundo Millôr, seria motivo para impeachment - resolveu externar suas preocupações com os direitos individuais.

É... Não deixa de ser interessante... Bom para quem gosta das coisas que o maranhense escreve, né? O que, confesso, não é o meu caso. Eu, vejam que coisa, prefiro não guardar o que Sarney tem a dizer acerca dos direitos individuais. Da mesma forma que jamais leria um texto de Lênin sobre a paz social. Questão de gosto mesmo. Abaixo transcrevo alguns trechos do artigo assinado pelo imortal senador, intercalados por intervenções minhas (íntegra aqui):

A TEORIZAÇÃO da arte da política começa com Aristóteles. Ele foi o primeiro a querer saber tudo sobre o seu tempo e como os homens faziam para gerir essa máquina do tempo. (...)

Acima algo que não passa de uma opinião pessoal dele. O senador quer ver o início da - como é mesmo? - "arte da política" em Aristóteles? Tudo bem... Eu, por outro lado, insisto que Platão já havia tratado do assunto no seu A República. Mas sigamos:
(...) Hitler tinha horror à política. Na tentativa de evitar a Guerra Mundial, um seu general disse que era chegada a hora da política e ele respondeu: "abomino a política". O ser autoritário é sempre amargurado com a política: o move a força como solução e, para alcançá-la, veste-se do ressentimento, da inveja, do puritanismo, como uma máscara para esconder a hipocrisia.

Devo dizer que concordo inteiramente com a assertiva grifada em negrito: "O ser autoritário é sempre amargurado com a política." E curioso como essa é uma verdade imutável, que se verifica em infindáveis reedições através dos tempos. Assim como Hitler foi um tirano amargurado com a política, hoje também é possível encontrar gente que subverte a ideia daquilo que é a política, subjugando-a com sua tirania.
(...) Foi Lênin quem aplicou como método as leis da guerra à política. Ele não a via como um instrumento democrático para a conquista do poder, mas como uma disputa cuja finalidade não era o jogo das ideias, e sim, como na guerra, uma luta entre inimigos não para vencer o adversário, mas exterminá-lo -e nisso toda crueldade devia ser usada. Daí o pensamento dele tão divulgado de que os fins justificam os meios. (...)

Devo dizer a vocês, leitores, que Sarney entendeu perfeitamente como funcionava a mente sociopata de Lênin. E digo mais: não é qualquer um que entende assim tão bem o legado do leninismo. Basta ver que, ainda hoje, muitas pessoas idolatram o assassino soviético, tratando-o como um verdadeiro herói. É preciso muita intimidade com a obra de Lênin para chegar a tal nível de compreensão... Parabéns ao ilustre escritor daquele livro onde a principal personagem era uma prostituta, cujos mamilos excitavam até os cães. Sigamos:
Hoje, com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde. O adversário deve ser morto pela tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação, qualquer que seja o método do vale-tudo, desde o insulto, a calúnia, até a invenção falsificada de provas.

Confesso que me perdi um pouco. Sarney está falando de algum caso específico? Alguém em especial teria sido vítima dessa tal "tortura moral"? Alguém conhecido? Quem, atualmente, está sendo vítima de insulto, calúnia e até de invenção falsificada de provas? Aliás, se me permitem o aparte, a expressão "invenção falsificada de provas" é mesmo fascinante! Uma dessas construções de vanguarda, que os leitores só terão o condão de compreender daqui a alguns séculos. Me pergunto: o que seria uma invenção verdadeira de provas? Mas, enfim... Continuemos:
Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?

Sarney estava preocupado quando redigiu essas linhas... Em especial com os tais direitos individuais e com o respeito pela pessoa humana, como ele mesmo escreveu. O que terá acontecido para deixá-lo assim? Não tenho ideia... Lendo com alguma rapidez os grande jornais do país não logrei encontrar nada que pudesse ser considerado calúnia ou - como era mesmo? - "invenção falsificada de provas"... Pelo contrário: todas as denúncias parecem incrivelmente verossímeis.

Notem que ele chega a lamentar a inexistência de uma "lei de responsabilidade da mídia", o que quer que seja isso. Aliás, lembrei de algo curioso: Lênin também queria uma lei assim na URSS! Sim, eu sei que é apenas uma coincidência, mas não me custa deixar aqui a lembrança...
Há alguns anos discutimos esses temas numa Conferência das Nações Unidas em Bilbao. Conclusão: saímos todos certos de que acabou a privacidade e os direitos individuais estão condenados a serem dinossauros de letras nas Constituições.

Nossa! E eu - ignorante que sou - pensava que "dinossauros de letras" eram apenas aqueles escritores ultrapassados, ruins mesmo, que se querem novos regionalistas da literatura brasileira, mas que, em verdade, não são mais do que rabiscadores ligeiros de um palavreado enfadonho. Vivendo e aprendendo, não é?

Mais uma vez me chamou a atenção essa preocupação dele com os tais direitos individuais... Sinceramente não sei o que aconteceu para tocar tão fundo a sensibilidade de Sarney. Vai ver ele ficou sabendo que o aparelho judiciário aqui do Amapá foi movimentado contra mim, a pedido do então Presidente do TRE, apenas em razão de uma opinião pessoal (vejam aqui e aqui)... Ou então descobriu que foram movidos mais de 100 processos contra jornalistas do Amapá, em 2006, a pedido da coligação da qual o próprio Sarney fazia parte (aqui). Vai saber... Só ele poderá nos dizer o que foi o catalizador desse sentimento de preocupação com os direitos individuais, não é?

Rápidas e rasteiras - 10.

1) A prova que não sou de direita.
A legião de demônios, vinda lá do submundo das ideias, vive aqui enchendo a nossa paciência. O argumento recorrente deles é o mesmo: "Você é conservador, direitista, feio e bobo!" Pois é, não sou... E não sou mesmo, juro! E agora descobri um jeito de provar isso. Tomemos o conceito clássico de direita, que se liga intimamente aos economicamente liberais. Pois bem, essa coisa de laissez faire nunca me seduziu. Deixar o mercado sem regulação nenhuma é um absurdo, sabiam? Eu, por exemplo, acho que o Estado deveria intervir com força para evitar que este livro custe mais do que este, este, este e este. Fui muito sutil?

2) Boa parte é boa parte. Não metade nem mais da metade.
Fiquei muito feliz hoje ao ler que o Rei da F1, Michael Schumacher, já voltou a treinar na Ferrari. Não que ele precisasse disso, né? Mas não faz mal dar uma aquecida... O legal é ver que a maioria das pessoas parece estar satisfeita com este (breve) retorno do alemão às pistas. Em que pese isso, boa parte ainda insiste em remoer algum ranço contra o heptacampeão... Uma parte insignificante perto do todo, é claro. Aliás, é bom que se diga que boa parte é só isso mesmo: boa parte. Não é metade, nem mais da metade, diferentemente do que me disse, certa vez, alguém cuja noção de matemática elementar é diretamente proporcional àquela de democracia...

3) Surge concorrência para Fábio de Melo. Ainda bem!
Li com especial felicidade esta notícia, dando conta de que Sua Santidade, o Papa Bento XVI, deve lançar um CD em breve. O disco, segundo consta, traria orações, meditações, leitura da bíblia e - vejam que coisa! - algumas canções tradicionais. O que eu acho? Ora, acho ótimo! Se aquele senhor que pede para ser chamado apenas de Fábio de Melo - abandonando o "rótulo" de Padre - pode cantar e falar o que bem entende em suas musiquetas de rodoviária do interior, por qual motivo o Santo Padre, verdadeiro e único sucessor de Pedro, não poderia dar um novo rumo à - se me permitem - "multimídia católica"? Os CDs de Melo, acreditem, eu os lanço à fogueira! Os do Papa, por outro lado, eu os ouço com atenção.

4) O Brasil de Lula queria boicotar Cielo, o campeão da natação.
E sabem o que eu descobri hoje? Que o campeão Cesar Cielo, uma das maiores figuras do esporte brasileiro na atualidade, esteve muito perto de ser boicotado pelo governo petista de Lula! Sim, é verdade mesmo! Segundo o que foi dito pelo próprio campeão, seu patrocínio foi retirado porque ele deixou de visitar o presidente companhêro junto com uma delegação de atletas. E por que não foi? Será que Cielo é da oposição? Dazelite golpista e neoliberal? Que nada! Ele não foi porque estava treinando. Não é mesmo fascinante? Este é o país construído pelo lulo-petralhismo. Não quero nem imaginar como seria o tal "outro mundo possível" deles...

O combo eleitoral do politicamente correto.

Achei ótima a sacada do Reinaldão sobre o tal combo eleitoral que deveria ser apresentado aos brasileiros, reunindo, de uma só vez, todas as tais "minorias sociais". Vejam (íntegra aqui):

(...) Esse papo de que “chegou a vez das mulheres”, dos “negros” ou de sei lá quem faz supor que exista uma categoria naturalmente opressora, naturalmente íntima do poder, que deve ser desbancada. E que categoria seria essa? Bem, segundo entendo, é a do macho, branco e heterossexual, certo?

Por que não, então, um gay para suceder Lula? Branco ou preto? Esperem! Vamos fazer logo um “combo” de minorias. A candidata poderia ser mulher, negra e lésbica. E acho que a gente deve acumular experiências, incorporando qualidades de minorias passadas. Poderia ser mulher, negra, lésbica, meio analfabeta e eventualmente sem dedo. O “eneadactalismo” passaria a ser uma exigência para chegar ao topo.

E sabem o que é pior? A tal candidata já começaria a corrida eleitoral como favorita, independentemente de suas propostas concretas. Bastaria mesmo ser mulher, negra e lésbica para amealhar um bom punhado de votos.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Lula sobre o senado: "Não é problema meu."

Do G1, o portal de notícias da Globo.com:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (30), que não cabe a ele decidir sobre a permanência do presidente do Senado, José Sarney, no cargo.

“Não é problema meu. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado, nem votei no Sarney no Maranhão, nem votei no Temer, nem votei no Arthur Virgílio. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem que decidir se ele continua presidente do Senado é o Senado, não sou eu", afirmou Lula.

(...) “O Executivo depende muito das ações do Senado e não o Senado do Executivo. Todo mundo sabe que a paralisia do Congresso pode trazer problemas. Espero que agora com a cabeça fresca, depois de dez dias de férias, eles se reúnam como adultos que são, todos com mais de 35 anos, e se decidam a normalizar a situação do Senado.” (...)

Que tal um rápido exercício de imaginação? Pois bem, suponhamos que o autor da frase acima tivesse sido - sei lá... - FHC, o demônio neoliberal do pogreçismo bocó brasileiro. O que aconteceria? Ora, o mundo desabaria na cabeça do tucano. As oposições - PT in primis - estariam bradando contra o - como é mesmo? - "descaso" do Executivo com relação à crise política.

Pois é... Mas quem disse a asneira foi Lula, o presidente companhêro. Aquele que se elegeu para representar ozoperário e ozoprimido. Aquele que fez coisas nunca feitas "antes na história dessepaiz". E a este homem, ou melhor, a este mito, é dado transgredir todo e qualquer postulado ético e moral, não é mesmo?

A fala de Lula, creiam, seria motivo suficiente para um processo de impeachment. Em qualquer país minimamente civilizado do mundo o chefe do Executivo deve se portar com alguma decência e um pouco de decoro. Aqui, neste antro bolorento e fétido chamado Brasil, os porcos estão promovendo sua revolução dia após dia, de forma implacável. Subvertem os valores morais mais basilares e achincalham da justiça e da coisa pública.

E sabem o que é ainda mais assustador? Boa parte do eleitorado brasileiro deve aplaudir de pé as loucuras ditas por Lula. Devem pensar os símios: "Ele que tá certo! São tudo uns ladrão mesmo! Não é culpa dele!" Pois é, não é culpa - nem problema - dele mesmo. É culpa do povo estúpido e simiesco que o elegeu. Merecem, pois o legado de miséria e pequenez intelectual que ele está construindo.

P.S.: A ignorância de Lula é como sua desfaçatez: não conhece qualquer limite. Notaram que, segundo ele, Sarney foi eleito senador pelo Maranhão. Sim, está lá: "Não votei em Sarney no Maranhão." E não poderia tê-lo feito, estúpido! Nem se quizesse! Isso porque o imortal senador transferiu há muito seu domicílio eleitoral para o Amapá, de onde arrebanha os votos necessários à perpetuação senatorial. Até os moradores do Brejal dos Guajas sabem disso! Que país esse Lula preside? Ou melhor: em que mundo ele vive?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O RETORNO DO REI.

Michael Schumacher, o rei da Fórmula 1 moderna, o ícone de uma era onde o esporte conheceu seu nível mais alto, resolveu voltar. E nós, súditos, devemos externar nossa euforia e prestar nossas reverências a Sua Majestade.

Sim, eu sei que é apenas algo provisório, só enquanto durar o afastamento de Felipe Massa. E torço sinceramente para que o brasileiro se recupere logo, afinal ninguém merece ser privado daquilo que mais ama fazer.

Mas Schumacher é Schumacher! Que gosta de ciclismo sabe do que estou falando: o efeito é o mesmo proporcionado pelo americano Lance Armstrong, que voltou a competir neste ano. Para a maioria, que acompanha o tradicional futebol, seria como se Pelé voltasse aos gramados.

Seja bem vindo de volta, soberano! Faça-nos muito feliz. De novo!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Rápidas e rasteiras - 9 (acho que é "nove" mesmo...):

1) Esposa de Sarney quebrou o braço em casa... Em casa?!
Li há pouco que a "dona" Marly Sarney, esposa de José Sarney, aquele que, segundo Lula, não pode ser tratado como "uma pessoa comum", quebrou o braço enquanto estava em sua casa, no Maranhão. Êpa! Mas Sarney - que teve o bom gosto de escrever sobre uma prostituta cujos mamilos excitavam até os cães! - não é senador pelo Amapá? Sim, é! Então o domicílio eleitoral dele não fica no Amapá? Sim, fica! Devo, portanto, supor que ele vive no Amapá, enquanto sua amada esposa vive no Maranhão? Hum... Acho que não... Ora, só me resta então pensar que ele mora mesmo é no Maranhão e o Amapá só serve mesmo para elegê-lo. Ah, já ia esquecendo: Melhoras pra "dona" Marly... Nós, humildes eleitores, queremos que Sarney saia de onde está. Mas também queremos que o braço da consorte fique bom.

2) E o Amapá, heim? Que vergonha!
Ai, ai... Será que algum dia o Amapá vai deixar de envergonhar essepaiz? Não, acho que nunca. Não bastasse termo eleito o - como é mesmo? - escritor José Sarney - aquele que não sabe o que é ato secreto... - ainda mandamos pra Brasília gente da estirpe de Papaléo Paes e Gilvan Borges. Sim, eu sei que os leitores do blog não os conhecem, afinal a bancada daqui é, via de regra, politicamente insignificante. Do ponto de vista estritamente político, aliás, é mais válido ser vereador em São Paulo do que senador pelo Amapá. Mas sigamos: Papaléo Paes disse que não vai dar apoio a nenhuma representação contra José Sarney. Por quê? Bem, porque ele se sente orgulhoso tendo o imortal maranhense como seu presidente, no Senado. Sim, ele disse isso mesmo. Eu juro! E quanto a Gilvan? Bem, Gilvan é aquele que, ao comentar a contratação da mãe e da esposa, saiu-se com essa: "Uma me pariu e a outra dorme comigo." Precisa de mais alguma coisa? Ô nível! Parafraseando Jorge Bornhausen eu pergunto: será que algum dia vamos nos livrar dessa raça?

3) Nada melhor que ver os "éticos" defendendo Sarney e Severino.
Sabem qual é o meu esporte preferido? Apanhar um petralha em flagrante contradição. Sim, eu sei que não é difícil... Mas quem disse que eu queria dificuldade? Adiante: Todos os leitores conhecem, eu suponho, o colosso jornalístico chamado Paulo Henrique Amorim? Não?! Bem, não os culpo... O sujeito, que já passou pela Rede Globo, hoje se transformou numa espécie de lugar-tenente de Edir Macedo, o pregador que é Bispo da própria igreja (sim, em letras minúsculas mesmo!). Pois bem, Amorim é um desses "éticos" pogreçistas que defende Lula e suas presepadas políticas. Ele ainda acredita, diz, no governo dozoperário e dozoprimido. E sabem até onde ele vai a fim de defender o lulo-petralhismo? Até muito baixo! Sua mais recente estripulia retórica serviu para defender - creiam! - José Sarney, o autor de Brejal dos Guajas - aquele livro que, segundo Millôr, seria motivo para impeachment. E não foi só o maranhense, não! Amorim também defendeu Severino Cavalcanti. Haja coerência "ética", né?

4) Obama sem ter o que fazer na Casa Branca.
Mudando um pouco de assunto, que tal falarmos de Hussein, o Presidente-de-ébano? Aliás, o Cristo negro me lembra muito Inês... Por quê? Bem, ambos foram sem nunca ter efetivamente sido... O fato é que descobri por que o Messias de Illinois anda fazendo tanta besteira. No fundo, eu sabia que alguém com o currículo acadêmico dele não poderia cabar se tornando um bolivariano assim, do dia pra noite... A explicação? Bem, cabeça vazia é oficina do diabo... Hussein, aquele que deveria salvar o mundo, está sem ter o que fazer! E por que isso? Porque bloquearam o Twitter na Casa Branca. Tadinho do Husseinzinho... Logo ele, que está na Top 10 dos "tuiteiros" mundialmente mais seguidos... Morro de dó! Agora entendo porque ele resolveu pedir ajuda à China para deter... Irã e Coreia do Norte! Entenderam? O sujeito quer que os chineses ajudem uzamericânu a vencer os aliados dos... chineses! Ai, ai... Liguem o Twitter dele de novo, por favor! Pelo menos assim ele fica ocupado com coisas inofensivas...

domingo, 26 de julho de 2009

O Tour e a lenda.

Acima o pódio final do Tour de France. O campeão, Alberto Contador, aparece com a tradicional maillot jaune - a camisa amarela -, ladeado por Andy Schleck (de branco, à esquerda) e pela lenda esportiva que é o americano Lance Armstrong (à direita).


Já na segunda imagem é possível ver a altimetria da penúltima etapa do Tour, que decidiu a classificação final. Os atletas tiveram que escalar o mítico Mont Ventoux, nada menos que 20 Km de subida dura e absolutamente desgastante.


Lance Armstrong, heptacampeão do Tour e, neste 2009, terceiro colocado na Classificação Final. Isso aos 38 anos, depois de quatro anos de aposentadoria e tendo fraturado o ombro há cerca de 100 dias. FANTÁSTICO!


Vive Le Tour!!!
Sim, eu sei que os posts andaram rareando nos últimos dias. Mas, como sempre, há uma boa explicação para isso: eu estive acompanhando os momentos decisivo do Tour de France, a Copa do Mundo do ciclismo. E não me decepcionei: esta edição da Volta foi sem dúvida a melhor dos últimos anos. Arrisco-me a dizer que foi a melhor desde 2005, quando Lance Armstrong venceu pela sétima vez a disputa mela camisa amarela.

Este ano, não teve pra ninguém: o espanhol Alberto Contador esteve impecável. Ele escalou as montanhas do Tour como ninguém (a subida até Verbier foi impressionante!) e ainda se destacou vencendo a prova de contrarrelógio individual, na qual sequer era favorito. Uma prova de força indiscutível e absolutamente fora do comum. Coisa de um gênio do esporte, que tem potencial - e tempo suficiente - para se tornar uma nova lenda. Nunca é demais lembrar que Contador já venceu todas as três grande Voltas ciclísticas: o Giro d'Italia, a Vuelta a España e, é claro, o Tour de France (este último duas vezes). Não há dúvidas: Contador já está na história do ciclismo!

Mas é impossível deixar de aplaudir, reverenciar e se emocionar com o desempenho de Lance Armstrong. Sim, eu sou fã dele. Sim, eu queria que ele tivesse conseguido a vitória. Mas como não considerar uma vitória o resultador final obtido pelo americano? Ele acabou em terceiro lugar no geral, à frente de vários ciclistas muito mais jovens e considerados até favoritos aos título. Armstrong desbancou, por exemplo, a jovem revelação Bradley Wiggins, dez anos mais jovem, o campeão de 2008, Carlos Sastre, além do atual vencedor do Giro d'Italia, Dennis Menchov. Não é coisa pouca, não! O americano, mesmo sem conseguir o seu oitavo título, fez um retorno às competições digno de um verdadeiro Rei do Tour.

Agora só me resta esperar pelo próximo ano, quando a disputa deverá ser ainda mais acirrada. Além do espanhol Alberto Contador, em grande forma e sempre favorito, o Tour ainda terá mais uma vez Lance Armstrong, agora em uma equipe própria e, tudo indica, muito mais forte. Não bastasse isso, os mesmos favoritos deste anos também devem marcar presença. Além dos já experientes Cadel Evans, Carlos Sastre e Dennis Menchov, ainda teremos os garotos Andy Schleck e Bradley Wiggins. Isso sem falar na volta dos italianos Ivan Basso e Riccardo Riccó. Vai sair faísca! Pena que ainda falte tanto tempo...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Não voto em quem defende Sarney! E você?

A imagem acima é o símbolo de uma interessante campanha criada pelo meu amigo Bruno Kazuhiro, editor do blog Perspectiva Política. Com a inteligência de sempre, Bruno nos conclama a não votar, em 2010, nos políticos aliados do senador maranhense José Sarney, a fim de enfraquecer a base de sustentação política do autor de Marimbondos de fogo. Não preciso dizer que conrdo integralmente com ele, afinal a presença de Sarney no Senado Federal, creio, não engrandece em nada o Brasil. Abaixo transcrevo o texto da campanha, que também pode ser lido aqui. Divulguem a iniciativa e usem o banner! Se não servir para dinamitar os apoios políticos do imortal, ao menos teremos aporrinhado um pouco a paciência dele.

O Perspectiva Política é um blog que age, desde o ano passado, na blogosfera política brasileira. No início, buscava seu espaço e tentava se consolidar. Hoje, mais maduro, com centenas de leitores diários, se propõe a iniciar um importante movimento.

Trata-se da Campanha Não Voto Em Quem Defende Sarney!

A ideia é a seguinte: Utilizar o maior poder de barganha do cidadão de bem, o voto, para conseguirmos obter o que a maioria do povo brasileiro quer, ou seja, que José Sarney deixe a Presidência do Senado.

Obviamente, Sarney não é o único culpado pela desmoralização da política brasileira e seu afastamento não significaria nem de longe uma vitória final, porém, já seria representativo, além de ilustrar o poder da mobilização da população e, especificamente, dos internautas politizados.

Enfim, a pergunta que será feita por todos é: E como faremos isso?

Muito simples, meus caros. Nós afirmaremos que não votaremos em ninguém que defender Sarney.

Acontece que os aliados de Sarney calcularam e perceberam que o Senador dispõe do apoio de pouco mais da metade dos integrantes do Senado. Sendo assim, se conseguirmos pressionar os respectivos senadores de nossos estados, estes, preocupados com a necessidade de se reelegerem, ou de elegerem um aliado, para a Casa alta do Legislativo, terão receio das consequências e cederão.

Resumindo, é isso. É muito simples, mas pode ser muito eficaz.

Espalhemos essa mensagem. Divulguemos esta Campanha.

Tenhamos o “Fora Sarney”! E também o “Fora aliados de Sarney”!

Quem defende Sarney é leniente, é incentivador da impunidade, é cúmplice do caciquismo, é partícipe da imoralidade.

Esse é o pensamento que temos que ter. Os políticos honestos não só empreendem boas atitudes. Eles se levantam contra as más.

Aqueles que não se comportarem assim, não merecerão nossos votos.

Nós temos a chave para retirar Sarney da Presidência do Senado!

Eu não voto em quem defende Sarney! E você?

Estadão mostra influência de Sarney junto ao Judiciário.

Do Estadão:

Num dos diálogos gravados pela Polícia Federal durante a Operação Boi Barrica, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), telefona para avisar o filho Fernando Sarney sobre o andamento de um dos recursos apresentados pelos advogados da família ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para ter acesso aos autos da investigação. Sarney orienta o filho a procurar um “amigo”, que poderia ajudar. Em várias conversas interceptadas pela PF com autorização judicial, os Sarney demonstram intimidade com integrantes do Poder Judiciário. “O processo foi distribuído, o novo, para o Gallotti (ministro Paulo Gallotti, então relator do processo)”, diz Sarney a Fernando. Em seguida, o pai manda que o filho procure o tal “amigo” para tratar do assunto: “Se pudesse falar com o teu amigo pra dar uma palavrinha, tá?” Precavido, o filho sugere um encontro pessoal. “É, mas isso eu tenho que fazer pessoalmente. Pegar um avião e ir aí (a Brasília) segunda, né?” Sarney manda Fernando resolver por telefone mesmo. A conversa ocorreu em 28 de março de 2008. Na data, um dos advogados da família, Eduardo Ferrão, dera entrada, no STJ, com o segundo recurso para tentar ter acesso ao inquérito que deu origem à Operação Boi Barrica. Obteve êxito. Em 9 de abril, o ministro Paulo Gallotti, hoje aposentado, concedeu liminar que deu ao advogado direito de vista de um dos inquéritos da operação. Em dezembro de 2007, em substituição a Gallotti, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho já havia autorizado a consulta a outro procedimento. Cada pedido dos investigadores à Justiça Federal do Maranhão era autuado com um número diferente. Como em toda investigação sigilosa, os números eram mantidos em segredo. Não adiantava. Os advogados de Fernando logo descobriam e impetravam recursos para ter acesso à apuração. Não foi só uma vez que Sarney apareceu nos telefonemas tratando da investigação. Em pelo menos três diálogos, ele demonstra preocupação com o inquérito. Em agosto, quando a Polícia Federal e o Ministério Público levaram à Justiça Federal do Maranhão o pedido de prisão de Fernando, o monitoramento revelou movimentos dos Sarney que, para investigadores, demonstram que foram alertados. Num dos diálogos, o próprio Sarney pediu a Fernando que viajasse, com urgência, a Brasília.

Intimidade de Sarney junto a integrantes do Judiciário? Não me diga... Essa é nova para mim. Total surpresa, mesmo! Estou boquiaberto...

Jamais eu teria imaginado que o ilustre maranhense - aquele que escreveu sobre uma prostituta, cujos mamilos excitavam até os cães - pudesse ter qualquer tipo de intimidade com algum douto membro do Judiciário. Afinal trata-se de um Poder tão sério e honesto, não é mesmo? Tão imparcial e isento que, pensei, estaria acima de coisas mundanas e rasteiras como as referidas intimidades... Ainda mais quando se tem mente que os excelentíssimos membros de tão egrégio Poder são - como é mesmo? - tão eminentes, não é mesmo? Conheço até algumas pessoas - vejam que coisa! - que os consideram "a personificação das instituições"...

Cada coisa que a gente fica sabendo... Como se não bastasse tudo o que a imprensa já noticiou sobre Sarney, agora vem essa história de "intimidade com integrantes do Judiciário"... Meu mundo caiu! Nunca teria imaginado isso!

Berlusconi, o devasso, é melhor que Sarney.

Encontrei o ótimo texto abaixo transcrito no blog Perspectiva Política, do querido amigo Bruno Kazuhiro. Trata-se de um escrito do jornalista Ricardo Noblat, onde as peripécias do imortal senador José Sarney - o maranhense que se elegeu senador pelo Amapá - são comparadas às do Primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Leiam:

“O primeiro-ministro da Itália foi gravado acertando programa com uma prostituta.

O presidente do Senado brasileiro foi gravado acertando com um dos filhos emprego no Senado para o namorado da neta.

Berlusconi pagou a farra do seu bolso.

Sarney pagou com recursos públicos.

Berlusconi admite que não é santo.

Sarney acha que é vítima de uma perseguição porque apóia Lula.

Não se ouviu até aqui uma só palavra do presidente da Itália em defesa de Berlusconi.

Lula não perde uma chance de defender Sarney.”

O que vai acima, além de ser de uma inteligência espetacular, também veio bem a calhar... Eu sei que pode parecer inacreditável, mas nos últimos dias andei recebendo um punhado de comentários, vindos lá do submundo das ideias, voltados para a defesa do autor de Brejal dos Guajas, aquele livreto que, segundo Millôr, seria motivo para impeachment. Como já escrevi no passado, ser estúpido deve proporcionar algum prazer, ou não haveria tantos! Adiante.

Um dos idiotas úteis, que se presta a defender a prática da corrupção e do nepotismo, apontou o dedo para este escriba dizendo algo mais ou menos assim: "Você posa de defensor da moralidade e da ética para atacar o senador Sarney, mas não fala nada sobre as imundícies do Berlusconi, seu primeiro-ministro na moderna, evoluída e civilizada Itália."

Ai, ai... Bom, eis aí em cima o texto do Noblat, que fala tudo o que tem que ser dito a respeito, não? Berlusconi é um bufão que envergonha a tradição democrática da Itália? Claro que é! E eu sempre fui o primeiro a escrever isso aqui, basta que se procure nos arquivos do blog. Mas não me peçam para traçar um paralelo, igualando o que se faz na Itália aos desmandos abjetos que se verificam nessepaiz. Não farei isso nunca! E sabem por quê? Porque o primeiro mundo é melhor que o Brasil! E melhor em tudo!

Berlusconi, com todos os seus defeitos - e são muitos! -, não conseguiria ser tão ruim para o Brasil como alguns políticos tupiniquins o são. Querem um exemplo curto e grosso? Pois bem: o italiano, assim como Lula, também não é lá muito afeito ao estudo e aos livros. Ainda assim, consegue encadear as palavras de forma lógica em qualquer discurso. Ah, e sem errar os plural!

Querem igualar esta pocilga ao mundo civilizado? Pois o façam! Mas longe daqui! Eu, entreguista que sou (hehe), continuarei dizendo que eles são melhores do que nós! E melhores em tudo!

Sobre o fim do "mito Obama".

Reinaldo Azevedo escreveu uma excelente reflexão acerca da tal "era Obama". Como já escrito aqui, no passado, o sonho libertador do Presidente-de-ébano chegou ao fim antes do que os obamófilos esperavam. Basta ver as pesquisas de aprovação, que dão o Cristo havaiano tecnicamente empatado com o hasmodeu aposentado, George W. Bush. Abaixo reproduzo alguns trechos (íntegra aqui):

Em Honduras, a história ofereceu a Barack Obama, presidente dos EUA, a chance de começar a pôr termo ao chavismo sem derramar uma gota de sangue e sem a intervenção direta de Washington na política interna de um país aliado. Mas Barack Hussein não quis. Não quis porque parte de sua força — e do mito criado em torno de sua figura — deriva justamente do ódio que muita gente, mundo afora, devota aos EUA. Sim, os que odeiam o que aquele país representa — incluindo nativos — criaram a metafísica Obama. E agora Barack Hussein é um tanto refém dessas demandas antiamericanas, antiimperialistas, anti-Ocidente… Cada um chame como quiser. Mas o fato é que ele está pautado pela obsessão de ser visto como “confiável” por aqueles que odiavam em George W. Bush não apenas os seus erros e exageros, mas também os seus acertos. Odiavam George. W. Bush porque ele era presidente dos EUA, não porque fosse “republicano”, “reacionário”, “direitista” ou o que seja. Esses eram apenas rótulos que serviam para disfarçar a real natureza do rancor.

Sim, senhores! Barack Hussein é refém da necessidade de fazer o que Bush NÃO faria, mesmo que aquele, eventualmente, pudesse, ocupando a cadeira da Casa Branca, fazer a coisa certa. Quem age assim é escravo de expectativas alheias. Na verdade, por mais que se tente fazer do atual presidente dos EUA um evento singularíssimo, sinto dizer que ele não existe como indivíduo. É a construção de uma época, e essa personagem das circunstâncias se mostra mais disposto a ser conduzido por elas do que a conduzi-las. Não é um líder, é um liderado; não conduz, é conduzido.

(...) Em matéria de política externa, Obama é um garotinho assustado, de calças curtas. Alguém fala alto, e ele treme os lábios para tentar se explicar.

(...) A exemplo do que escrevi anteontem, se Barack Hussein ficar oito anos no poder — o que rezo para não acontecer —, o país que tem sido o principal fiador das democracias e que tem garantido a segurança do Ocidente estará de joelhos, justificando-se perante ditaduras, entendendo-lhes os motivos, condescendendo com as ruas “razões”.

(...) Obama, com efeito, já é aquele que foi sem nunca ter sido. Se Honduras resistir, terá sido só pela sua coragem. Se sucumbir, terá sido pela covardia de Barack Hussein — ou, na hipótese menos generosa, pela sua conivência com o bolivarianismo. Este senhor nunca será muito mais do que o chefe de uma ONG. É uma pena que a ONG da hora é a tal América. (...)

Leiam abaixo:

1) MUITO GRAVE: Gravações ligam José Sarney aos atos secretos;
2) O legado do Congresso da UNE: são bárbaros, nojentos e vagabundos;
3) Lula pede que o MPF pense na biografia dos "homens incomuns";
4) O Amapá torna a envergonhar o Brasil;
5) A popularidade de Hussein, o Presidente-de-ébano, é a mesma do demônio aposentado, jórji dábliu búxi;
6) Sarney, a CBF e o escândalo do dia;
7) Macaquices bolivarianas: Zelaya queria fraudar a consulta popular;
8) Sarney, "moderno e atrasado";
9) Polícia Federal indicia filho de Sarney;
10) Lula e Collor: o retrato fiel do lulismo dessepaiz;
11) Mais uma casa não contabilizada de José Sarney;
12) Evo Morales tenta me agradar;
13) Rápidas e rasteiras - 8;

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A coisa está ficando muito séria! Gravações ligam Sarney aos atos secretos.

Do Estadão Online. Leiam com muita atenção (íntegra aqui):

Uma sequencia de diálogos gravados pela Polícia Federal com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, revela a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado e amarra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos. Em uma das conversas, o empresário Fernando Sarney, filho do parlamentar, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.
Em conversa com o filho, alvo da investigação, Sarney caiu na interceptação. Segundo a gravação, o senador se compromete a falar com Agaciel para sacramentar a nomeação. O namorado da neta foi nomeado oito dias depois, por ato secreto. Segundo a PF, a mobilização da família começa na tarde de 30 de março de 2008, quando a neta do senador liga para o pai, indagando se não dava "pro Henrique (seu namorado) entrar na vaga". Bernardo Brandão Cavalcanti Gomes, irmão de Bia por parte de mãe, acabara de pedir demissão do Senado, onde estava desde 2003. "Podemos trabalhar isso, sim", respondeu Fernando à filha. Já na primeira conversa, Fernando demonstra conhecer o caminho para efetivar a nomeação. "Amanhã de manhã cedo tu tem que me ligar, pra eu falar com Agaciel", diz. (...) No diálogo, pai e filha tratam da vaga como se fosse propriedade da família. Fernando cumpre o prometido. No dia seguinte, diz: "Já falei com o Agaciel. Peça ao Bernardo pra procurar o Agaciel." E passa a relatar a conversa com o diretor-geral. "Eu disse: mas pelo menos, ô Agaciel, segura a vaga." Segundo Fernando, Agaciel lhe pediu que conversasse sobre o assunto com Sarney, porque a nomeação dependia, formalmente, da chancela de Garibaldi Alves (PMDB-RN), à época presidente do Senado. "Eu vou falar com o papai ou mesmo com o Garibaldi amanhã aí em Brasília, quando eu for, amanhã ou depois, pessoalmente, porque é o único jeito de resolver." Fernando finaliza o telefonema dando uma orientação à filha - ao pedir para levarem a Agaciel o currículo do namorado de Bia, ele pede para informar: "Ó, a pessoa que o Fernando quer botar é essa aqui." Foram quatro dias de troca de telefonemas até o assunto ser resolvido. No terceiro dia, Bia liga para Fernando. Diz que o irmão, de saída do Senado, já tinha ido até Agaciel, conforme orientação do pai. O ex-diretor não ficara com o currículo do namorado, repetindo o discurso de que era preciso, primeiro, autorização de Garibaldi. SARNEY EM CENA Fernando recorre, então, a um atalho: "Vai lá em casa hoje à noitinha, e entrega pro ajudante de ordem do seu avô, ou o Picollo ou o Aluísio, o currículo do Henrique", orienta. A neta entende que era preciso de uma mãozinha do avô. Ainda naquele dia, após a visita à casa do avô para levar o currículo, Bia telefona novamente para o pai. "Falei com vovô", diz. Em seguida, relata ao pai que Sarney mostrara contrariedade por não ter sido avisado com antecedência sobre a demissão de Bernardo: "Ele falou assim: Ah, você tinha que ter falado antes pra eu já agilizar." No dia seguinte, 2 de abril de 2008, quarta-feira, Fernando pega o telefone e liga para um dos ajudantes de ordem de Sarney, Aluísio Mendes Filho, e explica a situação. Ele queria que o pai desse a ordem a Agaciel para efetivar a nomeação. A explicação de Fernando é o resumo de uma confissão do nepotismo: "O irmão da Bia, quando papai era presidente do Senado, eu arrumei um emprego pra ele lá. Ele agora tá saindo e eu liguei pro Agaciel pra ver a possibilidade de botar o namorado da Bia lá, porque me ajuda, viu, é uma forma e tal de dar uma força pra mim. E o irmão tá saindo, é uma vaga que podia ser nossa." No fim, ele diz o que faltava para a nomeação: "Uma ligação de papai pro Agaciel." Menos de uma hora depois, o próprio Sarney liga para o filho. "Olha, você não tinha me falado o negócio da Bia", protesta. Na visão do senador, a demissão não deveria ter sido solicitada até que a nomeação do namorado de Bia estivesse resolvida. "Mas ele (Bernardo) entrou logo com um pedido de demissão", reclama. Sarney pergunta: "Já falou com Agaciel?" Recebe uma resposta afirmativa e promete interceder. "Tá bom. Eu vou falar com ele." NOMEAÇÃO A conversa entre pai e filho se deu às 10h32 de 2 de abril, segundo a PF. No dia 10 do mesmo mês, foi assinado o ato que nomeou Henrique, namorado de Bia, para assessor parlamentar 3, com salário de R$ 2,7 mil. (...) O caso da nomeação do namorado da neta de Sarney não é único. Desde que o Estado revelou, em junho, a existência de centenas de atos editados secretamente pelo Senado para esconder nomeações de parentes de senadores e outras decisões impopulares, apareceram vários familiares e agregados do presidente do Senado pendurados na folha de pagamento da Casa. A lista inclui, por exemplo, irmão, cunhada, sobrinhas e neto de Sarney.

Sabem qual é a primeira coisa que me veio à cabeça depois de ler o que vai acima? O seguinte trecho do discurso pronunciado por José Sarney, dia 16/06/2009, para responder às denúncias acerca da edição de atos secretos no Senado Federal. Disse o maranhense: "Eu não sei o que é ato secreto. Aqui, ninguém sabe o que é ato secreto." Depois da excelente matéria produzida pelo Estadão, que mostra com riqueza de detalhes cenas de nepotismo explícito, só me resta dizer: Senador Sarney, eis os atos secretos. Atos secretos, eis o Senador Sarney.

Pronto, todos devidamente apresentados. Feitas as mesuras de estilo, passemos ao próximo ponto: Esse maranhense não é mesmo "um fofo" - como bem salientou a jornalista Lúcia Hippolito? Francamente...

E agora? Vai dizer que não sabia de nada? Vai dizer que nunca ficou sabendo que uma sua neta, movida apenas pelo altruísmo mais nobre, tentou conseguir emprego pro namorado - que, estou certo, é pessoa da mais alta inteligência e da maior competência? Vai dizer que tudo não passa de - como é mesmo? - "conspiração dazelite midiática"? Estou deveras curiosos...

E os defensores do sujeito - que, nunca é demais lembrar, mudou de domicílio eleitoral para ganhar uma vaga no Senado a partir do Amapá? Ainda vão conseguir encontrar argumentos para tecer elogios ao imortal? Em especial, me vem a lembrança de um estúpido inigualável, para quem a literatura produzida por Sarney merece ser comparada àquela de Machado de Assis... O sujeito, saibam, quase vai às lágrimas toda vez que alguém critica o Presidente do Senado. Ele fica RE-VOL-TA-DO!!! E aí? Vai subir nas tamancas agora? Vai falar grosso? Bem, falar grosso ele não vai, né?

Acabou! A única razão para que o tal maranhense ainda esteja de pé, ativo na vida pública brasileira é o fato de estarmos no... Brasil! Em qualquer país minimamente civilizado, o sujeito já teria sido levado a renunciar. Com muita probabilidade estaria respondendo a uma infinidade de ações judiciais. Mas aqui... Ah, vocês sabem: não existe pecado abaixo da Linha do Equador, não é mesmo? Eu aposto o meu fígado que Sarney consegue se eleger de novo - caso decida concorrer, em 2014. E sabem por quê? Porque estamos condenados a ser apenas um lixo moral de país!

São bárbaros, nojentos e vagabundos!

Do Correio Braziliense. Tentem ler até o final sem vomitar...

Garrafas de bebidas alcoólicas, preservativos, drogas e muito lixo. Nada disso combina com escola. Mas, a uma semana do retorno das aulas, foi esse o cenário encontrado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal nos 10 centros de ensino usados pelos mais de 6 mil universitários que ficaram hospedados na cidade em virtude do Congresso da União Nacional dos Estudantes (1)(UNE), entre quarta-feira da semana passada e domingo. “A gente viu uns jovens tomando banho na horta das crianças e eles ainda fizeram as necessidades em cima das plantações, lamentou a diretora do Centro de Ensino Fundamental 01, do Lago Norte, Claudia Regina Justino Fernandes.

A horta tinha sido preparada em seis meses de trabalho com os alunos de 1ª a 6ª série do ensino fundamental. E agora, de acordo com Cláudia, com a volta às aulas, o monitor responsável pela horta, Leandro Nunes, vai ter que replantar tudo. (...) Cláudia conta ainda que esse foi apenas um dos problemas da presença dos estudantes na escola. (...) Muitos tomaram banhos nus no pátio da escola e constrangeram os funcionários e vizinhos. Além disso, nunca vi tanta sujeira. E a escola estava pronta para a volta às aulas”, lamenta.

Problema semelhante ocorreu na Escola Classe do Varjão. Lá, estudam crianças de cinco a 12 anos. “Foi uma pena ver tudo sujo e alguns projetos danificados. As plantas do Ciência em Foco, por exemplo, foram todas destruídas”, conta o servidor administrativo Éder da Silva. Ele chegou a chamar os coordenadores da escola quando notou que havia consumo de drogas no ambiente. “Escola não é para isso”, completa.

“Isso ocorreu em todas as escolas que eles usaram. Foi lamentável e preocupante porque deu para ver que eles não valorizam o patrimônio público”, observa a funcionária da Regional de Ensino de Brasília responsável pela acomodação dos alunos da UNE, Isabelmille Costa Militão Carneiro. (...)

Não foi o que ocorreu, por exemplo, no Setor Leste, na Asa Sul. Lá, os alunos também tomaram banho de mangueira nus no pátio para surpresa da diretora, Ana Lúcia Marques. Ela chegou a chamar a polícia por causa da baderna.

E antão? Conseguiram conter os engulhos? Tarefa hercúlea, não é mesmo? O que posso dizer? Essa gente é a escória do mundo! Mas isso, caros, é algo sabido, não é mesmo? Eu mesmo já falei a respeito desses convescotes promovidos pelo tal "movimento estudantil" quando do Fórum Social Mundial. No último dia 25 de janeiro, escrevi o que vai abaixo, que pode perfeitamente ser aplicado ao caso atual (íntegra aqui):

"(...) Sabem como é, né? Um ortodoxo como eu - "conservador", "bobo" e mau que nem um pica-pau - acredita que uma academia é feita para estudar, não para proporcionar comas alcoólicos. Careta, né?

"Ah, mas o Fórum não é só isso." Não? Será? Bom, pode até ser que tenha alguma atividade onde as pessoas estejam sóbrias. Mas o simples fato de existir baderna, creio, já desqualifica o todo. Digam lá: que valor tem uma carta de princípios assinado por uma delegação de estudantes que se dedicou apenas a sexo, drogas e... mais sexo? Em ambientes assim, as laranjas podres estragam as demais, inapelavelmente. (...)"

Na ocasião, comentei a iniciativa do governo federal de distribuir camisinhas aos "jovens engajados" que foram a Belém:

"(...) São 600 MIL PRESERVATIVOS! Que tal uma continha básica de matemática - dessas que a turminha de revoluçunáros não sabe fazer, posto que são pródigos em fugir das escolas? Então lá vai: 600 mil para 20 mil jovens significa que cada um terá 30 preservativos para usar! Alguém ainda acredita que vai sobrar algum tempo pra debater o futuro do mundo? Santo Deus! E essa gentalha seria o futuro e a esperança de todos nós? Vade retro! (...)"

Agora, verdade seja dita: a melhor coisa que o governo petista fez foi dar uma forcinha para que essa turma não se reproduzisse, não é? Lendo novamente a matéria acima, do Correio Braziliense, lembro que essa aversão que a gentalha tem com relação às roupas não é nova. Na época do tal Fórum, escrevi o que segue:

"(...) Que tipo de animal precisa ser avisado de que não pode beber nem consumir outras drogas dentro de uma escola? Que tipo de gente vagabunda precisa ser advertida para não circular de roupas íntimas em uma escola? Falemos francamente: são a escória do mundo!

Ah, antes que eu esqueça! O governo Lula, possivelmente o mais corrupto da história do Brasil, dará 150 milhões de reais aos animos do Fórum Social Mundial. Sim, 150 milhões para "fomentar os debates" e, é claro, otras cositas mas... Quem sabe coisas um tanto mais eróticas, que requeiram o uso das 600 mil camisinhas que o Estado está colocando à disposição dos pogreçistas do sexo... (...)"

Pois é... E pensar que naquela ocasião, nos idos de janeiro passado, uma verdadeira legião de demônios baixou aqui no blog para me acusando de ser - como é mesmo que eles dizem? - "reacionário". E tudo porque - vejam que mimo! - que tive a "audácia" de criticar os baderneiros. Não é mesmo fascinante? Lembro até de um símio que veio defender o irmãozinho, tão comportadinho, que foi ao Fórum mas teria permanecido longe da balbúrdia... É, pode ser, né? Há gente de bem em todo lugar, não é mesmo? Mas eu me pergunto: será que ele foi ao congresso da UNE também? Hum...

E pensar que ainda tem gente que considera essa manada o futuro do Brasil. Pobre Brasil! Eu não confiaria neles nem para decidir qual marca de camisinha usar - mesmo porque duvido que lancem mão delas na "hora H"...

Ah, já ia esquecendo! Claro que o encontro da UNE não foi só um bacanal tresloucado, desses que o pogreçismo considera apenas uma etapa na formação da juventude. Nada disso! A gentalha também promoveu atos políticos. O principal deles foi uma marcha criticando a CPI da Petrobrás. Claro! Como esperar que eles aceitem investigar aqueles que sustentam suas orgias? O que foi mesmo que eu escrevi ao início? Lembrei: são a escória do mundo!

E aos revoltadinhos que tentarem baixar aqui para defender essa Woodstock filomarxista eu aviso logo: SUMAM! Seus rabiscos não terão espaço algum aqui! Este blog tem um lado, como eu já fiz questão de repetir um milhão de vezes: aquele que considera que a academia é um lugar de estudo, não de orgias. E eu sei perfeitamente que nestes tempos "modernos", onde impera a tal da "mente aberta", isso pode ser considerado "de direita, conservador e atrasado". Sem problema, pois não dou a menor pelota para os consensos do politicamente correto. Querem defender gente que não sabe se portar com compostura, não sabe usar roupas e que defeca sobre hortas de crianças? Querem vender a ideia de que usar drogas em um congresso estudantil pe bom porque "abre a mente"? Que o façam! Mas longe do meu blog! Aqui somos daquela burguesia que ainda dá certo valor ao asseio...

Lula pede que MPF pense na biografia dos "homens incomuns".

O cinismo de Lula, o presidente dozoperário e dozoprimido é mesmo qualquer coisa de fantasioso. Vejam o que ele falou durante a solenidade de posse do novo Procurador-Geral da República (da Folha Online):

Ao dar posse ao novo procurador-geral da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que jamais fez um pedido pessoal ao Ministério Público e jamais colocará um "alfinete" para atrapalhar qualquer investigação. O presidente alertou que é preciso preservar a instituição para que não ocorra o "castramento" da liberdade do Ministério Público.

(...) Lula cobrou cautela e lisura nas investigações para evitar a condenação de inocentes. "Jamais farei um pedido pessoal ou colocarei um alfinete para atrapalhar uma investigação. O Ministério Público tem o direito de agir com a máxima seriedade. Agora, tem que pensar não apenas na biografia de quem está investigando, mas na de quem também está sendo investigado. Porque não temos o direito de cometer erros no Brasil porque, dependendo da carga de manchete da imprensa, a pessoa já esta condenada. Por isso o Ministério Público precisa trabalhar com a maior lisura", afirmou. (...)

A canalhice do lulo-petralhismo não conhece mesmo qualquer limite! O que Lula fez, sem meias palavras, foi repetir aquele entendimento estúpido e espúrio segundo o qual a igualdade perante à lei deve ser solapada, a fim de proteger os aliados do Partido. Lembram? O apedeuta disse, não faz muito tempo, que José Sarney, o autor de Brejal dos Guajas, não poderia ser tratado como um "homem comum"... Em outras palavras, ele diz agora a mesma coisa: o MPF deve prestar atenção para resguardar a biografia dos incomuns.

Essa gente que se aboletou no pode a partir de 2003, aliando-se com a escória da política nacional, é mesmo abjeta ao extremo! Se algum dia o PT possuíu uma reputação, Lula cuidou de acabar com ela por inteiro!

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Amapá torna a envergonhar o Brasil.

O que vai abaixo foi publicado na Folha de São Paulo de hoje (íntegra aqui):

O senador Gilvam Borges (PMDB-AP), afilhado político do senador José Sarney (PMDB-AP) e com assento no Conselho de Ética do Senado, destina toda a sua cota da verba indenizatória de R$ 15 mil mensais para alugar uma fábrica de toldos na periferia de Macapá. O dono da microempresa é filiado ao PMDB, partido presidido por Gilvam no Estado. Gilvam informa todo mês ao Senado que a verba custeia o "aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a ele". O reembolso dos R$ 15 mil é feito mediante a apresentação de um único recibo, emitido pelo técnico em edificações José Emílio Silva dos Santos. Por ordem de Gilvam, desde janeiro o Senado destinou R$ 90 mil à conta bancária de Santos. Em 2008, depósitos no mesmo valor autorizados por Gilvam somaram R$ 180 mil. A Folha localizou em Macapá, na semana passada, o responsável pelo aluguel. Santos é o proprietário da uma pequena fábrica chamada Paratoldo. Trata-se de um sobrado na periferia de Macapá sem indicação de que se trate de um escritório político. No térreo funciona a fábrica -estava funcionando nas duas vezes em que a reportagem esteve no local. A Paratoldo contribuiu, em 2006, com R$ 2.300 para o comitê financeiro único do PMDB no Amapá. O comitê ajudou a reeleger Sarney. Santos alegou à Folha que aluga salas para "reuniões políticas" do senador que, segundo ele, ocorreriam "toda semana", no segundo andar da empresa. Ele admitiu que assina os recibos como aluguel e outras despesas, mas afirmou que, na prática, o dinheiro é também usado como uma espécie de salário para bancar viagens que faz com o senador pelo Estado. Os gastos do prédio com energia teriam ficado entre R$ 3.600 e R$ 3.800 no mês passado. Santos contou ainda que, com o dinheiro, também "terceiriza" serviços, contratando funcionários para o senador. (...) Questionada sobre o aluguel do "escritório" em Macapá, a assessoria informou que o senador "arredonda" o valor e que a despesa se encaixa na rubrica da verba indenizatória. (...) O dinheiro pode ser usado para "as despesas da locação, da taxa de condomínio, das contas de água, de telefone e de energia elétrica, e com o IPTU concernente ao imóvel locado". Na semana passada, o mercado imobiliário de Macapá, com 359 mil habitantes, não tinha nenhum prédio com aluguel de R$ 15 mil mensais. (...) Em Macapá, Gilvam controla pelo menos dois amplos prédios, as sedes da rádio Antena 1 FM e da TV Tucuju (Rede TV!), que pertencem à sua família. Segundo políticos ouvidos pela Folha, Gilvam faz suas reuniões políticas na sede da rádio, à beira do rio Amazonas.

Os leitores, eu presumo, talvez não saibam quem é essa figura. Não os culpo. A ninguém deve ser exigido conhecer a trupe que saiu aqui deste rincão bolorento de onde escrevo. Já basta ter que conviver com José Sarney, que só está no Senado Federal por culpa dos eleitores daqui.

Para ajudar a todos, lembro que Gilvan Borges é o mesmo sujeito que afirmou, à VEJA, não usar cuecas. Sim, acreditem: é esse tipo de gente que está servindo de arrimo ao imortal senador Sarney, aquele que escreveu sobre uma prostituta cujos mamilos excitavam até mesmo os cães.

Se caso ainda não conseguiram lembra da figura, dou outra dica: Gilvan Borges também é aquele que justificou a contratação de sua mulher e de sua mãe dizendo: "Uma me pariu e a outra dorme comigo". Entendem o que quero dizer quando afirmo que só mesmo um ataque nuclear pode salvar o Amapá?

Eis aí, retratada com riqueza de detalhes, mais uma peripécia da classe política local. Eis mais um aliado do autor de Marimbondos de fogo apanhado em situação embaraçosa. Não sinto indignação alguma, pois as mazelas políticas e sociais do Amapá não me surpreendem em nada. São, já percebi, algo natural, congênito... Como o fenômeno da pororoca. Não vai mudar nunca, não vai acabar nunca. Sinto, isso sim, uma pena terrível da imprensa - aquela séria, como a Folha, o Estadão e O Globo - e da Polícia Federal. Isso porque, se decidiram mesmo apurar a enorme quantidade de denúncias concernentes a este buraco, não terão tempo para mais nada!

P.S.: Eu costumo escrever aqui que um certo intelequitual, diplomado e dado a afetar alguma sabedoria, tem por hábito defender o senador José Sarney com unhas e dentes, tal qual uma onça defende sua cria. Pobre daquele que se atreve a criticar o ilustre escritor brasileiro diante do sujeito, que imediatamente sobe nas tamancas e fala grosso (bem, grosso mesmo ele não fala...). Pois bem, ele também nutre especial simpatia pelo aliado de Sarney, Gilvan Borges. É a sina do símio: estar sempre errado, tal qual os estúpidos!

Sabem qual é a popularidade do Cristo negro? A mesma do demônio aposentado...

Da Folha Online:

A popularidade do presidente americano, Barack Obama, seis meses após assumir a Casa Branca está igual ao índice registrado por seu antecessor, o republicano George W. Bush, com o mesmo tempo de governo, segundo uma pesquisa publicada nesta terça-feira pelo jornal "USA Today".

Seis meses após a posse, 55% dos entrevistados aprovam seu governo, segundo esta pesquisa do instituto Gallup. Na mesma época de seu mandato, em 2001, Bush tinha 56% de opiniões favoráveis.

De acordo com o estudo, os americanos reprovam em primeiro lugar a política econômica conduzida por Obama para combater a crise. A reforma do sistema de saúde desejada pelo presidente também é questionada por 50% dos americanos. (...)

Sim, já está posto há bastante tempo que este escriba - bem como este blog - nunca morreram de amores pelo obamismo. O fascínio que esse tal de Hussein, o Presidente-de-ébano, causou nas multidões ao redor do mundo não me contaminou. Graças a Deus, aliás! Eu nunca me senti confortável no meio do pensamento de manada...

Mas, devo confessar, nunca imaginei que o charme e o "sorrisão matador" (by Pedro Bial) do Cristo de Illinois iriam se acabar tão rápido... Pois é... Como é mesmo que aquele assessor do Bill Clinton dizia? "É a economia, estúpido!" E é mesmo... Difícil ficar com os olhos marejados e a vista perdida no horizonte utópico enquanto o bolso está vazio.

E eu fico aqui pensando: se depois de apenas seis meses o Messias negro já está empatado com o demônio de pijamas, com qual índice de aprovação ele vai deixar o cargo, no final do segundo mandato? Melhor ainda: será que ele consegue um segundo mandato se as coisas continuarem assim?

Ora, não me subestimem. Eu sei que ainda é muito cedo e que muita água ainda vai passar embaixo dessa ponte. Mas não deixa de ser surpreendente que Hussein, um mito planetário, esteja caindo na real. Ao que parece, os americanos estão mostrando por que têm a melhor e mais duradoura democracia que a humanidade já conheceu: eles sabem tratar seus governantes como pessoas comuns. Obama, ao longo da campanha, prometeu mundos e fundos aos eleitores. Para que se tenha uma ideia, ele chegou ao extremo de dizer que o mundo iria parar de se aquecer e que o nível dos mares pararia de subir! Coisa de santo! De Deus!

Mas eis que na prática a coisa se mostrou um tantinho diferente, não? Ficou evidente, por exemplo, que o plano econômico de Obama era o mais simplório possível e consistia apenas em assaltar o bolso dos cidadãos, aumentando impostos e elevando os gastos do Estado. Nos Estados Unidos, caros, a população aprendeu a viver sem depender do Estado. Logo, é bastante compreensível que não queira ver o Estado vivendo às suas custas. São mesmo melhores do que nós. E melhores em tudo!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sarney e o escândalo do dia.

E para não variar, a Folha de São Paulo publicou mais duas matérias interessantes, revelando os dois mais novos escândalos envolvendo o nome de José Sarney, aquele maranhense que veio se eleger senador aqui no Amapá. Aliás, este estadozinho rastaquera de onde escrevo parece destinado a envergonhar o Brasil, afinal não é só o imortal senador que ganhou as páginas dos diários noticiosos:

Fernando Sarney é diretor da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A entidade doou R$ 100 mil para a campanha de Roseana Sarney (PMDB-MA), irmã do empresário, ao governo em 2006.

O time dos beneficiados com doações da CBF, de mesmo valor, inclui Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gilvam Borges (PMDB-AP), dois fiéis sarneyzistas, em 2002.

O que vai acima foi publicano na seção "Painel do Leitor". Dizer mais o quê? Não bastasse Sarney, o Amapá contribuiu com mais um nome encontrado nas investigações: o de Gilvan Borges. Não sei se notaram, mas todos são diretamente ligados ao autor de Brejal dos Guajas, aquele livro que, segundo Millôr, seria motivo para impeachment. Mas, vocês sabem, pode ser tudo uma grande coincidência... Ou uma conspiração dazelite...

E sabem o que mais? A Polícia Federal resolveu investigar também algumas obras públicas aqui do Amapá... Olhem só:

A Polícia Federal abriu inquérito no dia 17 de junho para investigar a ampliação do aeroporto internacional de Macapá (AP), principal obra pela qual o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), trabalhou para viabilizar na capital do Estado que o elegeu (...)

Segundo a reportagem, a PF quer averiguar irregularidades detectadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). A ampliação parou após o tribunal descobrir problemas no contrato e na execução, entre eles, um sobrepreço de pelo menos R$ 17 milhões. Incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o empreendimento foi inicialmente orçado em R$ 112 milhões.

A Folha informa que a obra transformou-se em um imenso esqueleto de concreto, abandonado há mais de um ano, tomado pelo mato e, segundo auditoria, com sinais de deterioração. A ampliação foi um pedido pessoal do senador ao presidente Lula.

(...) Sarney informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as emendas para a ampliação do aeroporto de Macapá (AP) foram propostas pela bancada do Estado. (...)

Caros, estou com pena da Polícia Federal... Se ela realmente decidir entrar de cabeça aqui no Amapá, investigando todas as denúncias de fraude e corrupção que existem, não vai sobrar tempo pra mais nada! Lembram de coisas famosas como o escândalo nos Correios? Pois é, ficaria parecendo travessura de crianças se comparada com certas peripécias locais...

Mas ainda bem que a PF parece disposta a apurar os desmandos. Já é alguma coisa... Se bem que eu, cético que sou, continuo achando que só mesmo uma invasão americana poderia nos salvar. Aliás, nem isso... Hoje, só mesmo um ataque nuclear.

Macaquices bolivarianas: Zelaya queria fraudar a consulta popular.

Sabe o que é mais fascinante da tal "democracia bolivariana"? O fato de que qualquer um com dois neurônios é capaz de ver que não se trata de democracia coisa nenhuma! Vejam o que vai abaixo, publicado no blog do Reinaldo Azevedo:

O jornal espanhol ABC noticia a descoberta de computadores num prédio do Ministério do Interior que trazia arquivos com o resultado da consulta popular que Manuel Zelaya pretendia fazer no país. Vocês entenderam direito: a consulta não se realizou, mas eles já tinham o resultado — favorável ao governo deposto, é claro. Informa o jornal: “Um dos fiscais que participaram da operação realizada mostrou aos meios de comunicação uma ata eleitoral do Instituto Técnico Luis Bográn, de Tegucigalpa, em que se especifica o número de pessoas que participaram da mesa [de votação] 345, onde se contabilizaram 550 cédulas, das quais 450 eram votos a favor da proposta de Zelaya, 30 contra, 20 nulos e 30 brancos.”

Assim, sempre que os macaquitos bolivarianos falarem em "consultar o povo", ou em "ouvir a voz do povo", saibam que isso nada mais é do que fraudar descaradamente a vontade popular e a democracia! Essa é a revolução popular que essa corja filomarxista pretende implementar na América Latica, sob o jugo de Hugo Chávez, o mico mandante venezuelano. Mas ainda há mais - sempre do blog do Reinaldão:

Manuel Zelaya já havia mandado esculpir uma estátua e um busto de… Manuel Zelaya! Isto mesmo: ele já se preparava para instituir o culto à personalidade. (...) Pretendia colocar a sua estátua nos jardins do palácio presidencial, junto às daqueles que são considerados os fundadores da república hondurenha: entre o general José Trinidad Cabañas e Francisco Morazán e atrás de Dionisio de Herrera e José Cecilio del Valle, que aparecem sentados.

Sabem quem gostava dessa coisa abastardada chamada culto à personalidade? Stalin! Sim, é esse o modelo dessa canalha vagabunda que infesta esse continente de bananas: um assassino que matou a bagatela de 30 milhões de pessoas! São lixo! São a escória do mundo! E muito me preocupa perceber que os Estados Unidos do Presidente-de-ébano, Hussein, fiadores das democracias ocidentais, estejam sendo tão lenientes - ou seria leninientes? - com os macaquitos. Na verdade, eu me sentiria muito mais seguro de o Cristo havaiano desse apoio ao governo constitucional hondurenho, agindo para garantir que houvesse eleições livres o mais breve possível.

O ataque implacável.

Que etapa essa de ontem do Tour de France! Como já mencionei antes, sou um fã declarado do americano Lance Armstrong, heptacampeão da mais importante prova do ciclismo mundial.

Como tal, senti a aposentadoria dele, em 2005. E vibrei muito com o retorno, neste ano de 2009. Com 38 anos nas costas, vindo de uma aposentadoria de quase quatro anos e com um ombro operado e cheio de pinos, a lógica dizia que não se deveria esperar muito do americano. Mas a lógica não pedala nem escala montanhas.

E eis que o grande Lance está conseguindo acompanhar o ritmo dos melhores ciclistas, aparecendo em segundo lugar na classificação geral, um feito sem dúvida fantástico! Ambicionar a vitória? Bom, isso parece muito difícil... Principalmente depois de ontem, quando o espanhol Alberto Contador, o melhor da atualidade, desferiu um ataque fascinante e implacável na subida de Verbier. Sim, Lance consegue acompanhar os melhores, mas Contador está um patamar acima deles. O espanhol está voando!

Ontem, mostrou com uma facilidade embaraçante sua superioridade: olhou os demais competidores e começou a forçar o ritmo das pedaladas. E subiu, sempre forçando, sempre ganhando mais vantagem, como se a corrida estivesse no início. E venceu. De forma grandiosa e indiscutível, colocando cerca de um minuto e meio de vantagem sobre o americano.

Meu lado torcedor ficou um tanto entristecido... Seria uma epopeia acompanhar mais uma vitória de Lance Armstrong, agora depois de regressar da aposentadoria. Mas o ciclismo é força física e mental, atributos que, ficou claro, estão mais fortes em Contador. Lance foi um esportista de altíssimo nível ao comentar o resultado, confirmando que não conseguiu acompanhar o espanhol e dizendo que, a partir de agora, vai trabalhar para ajudá-lo a confirmar sua vitória neste Tour (eles são companheiros de equipe). Coisa de alguém que não é um simples atleta, mas um mito!