sábado, 31 de outubro de 2009

Diogo Mainardi fala sobre a única forma de se derrotar o PT.

Abaixo o artigo escrito por Diogo Mainardi para a VEJA desta semana. O "Oráculo de Ipanema" está impagável, como sempre.

Eu tento sabotar o PT. Como é que se sabota o PT? Atualmente, só há um jeito: unindo José Serra e Aécio Neves, em 2010.
Sem Aécio Neves, José Serra perde. Sem José Serra, Aécio Neves perde. Eles sabem disso. O PT sabe disso. Aécio Neves pode até ser o melhor candidato presidencial. Mas o PSDB acabará apoiando a candidatura de José Serra, porque ele lidera - e lidera folgadamente - em todas as pesquisas eleitorais.
Com o único propósito de sabotar o PT - e de sabotar Lula, Dilma Rousseff, Franklin Martins -, amolei um monte de gente para tentar descobrir se José Serra e Aécio Neves realmente podem se tornar companheiros de chapa em 2010. O primeiro como candidato a presidente e o segundo como candidato a vice-presidente. Publicamente, eles negam essa possibilidade. José Serra diz que a disputa presidencial ainda está longe. E Aécio Neves responde que, se o PSDB escolher José Serra, ele pretende se candidatar ao Senado.
Mas a probabilidade de um acordo entre os dois é muito maior do que parece. Na última semana, o marqueteiro de José Serra e o marqueteiro de Aécio Neves se reuniram e trataram abertamente do assunto. Eu só soube disso - repito - porque amolei um monte de gente. O marqueteiro de José Serra fez um cálculo simples: para eleger seu candidato ao Palácio do Planalto, ele tem de ganhar em Minas Gerais. Se Aécio Neves se candidatar a vice-presidente, José Serra ganhará disparado. Se, por outro lado, Aécio Neves concorrer ao Senado, desinteressando-se da campanha presidencial, ganhará em Minas Gerais o candidato apoiado por Lula.
Aécio Neves tem de fazer um cálculo um tantinho mais complicado. O Senado oferece-lhe um caminho perfeitamente seguro. Mas, se José Serra acabar perdendo de Dilma Rousseff, ele poderá ser responsabilizado pela derrota. Para alguém como Aécio Neves, cujo maior atributo político é ser um aglutinador, nada pior do que rachar o próprio partido. Se Aécio Neves tomar o caminho oposto e aceitar ser companheiro de chapa de José Serra, sabotando os planos do PT, ele só terá a ganhar. Em primeiro lugar, porque isso garantirá o triunfo eleitoral de José Serra. Ele será o Lula do PSDB. Em segundo lugar, porque ele poderá ocupar, além do Palácio do Jaburu, um grande ministério da área social, cacifando sua candidatura presidencial em 2014, contra Lula, ou em 2018, contra o que restar do PT, se é que ainda restará algo.
Pronto: sabotei o PT. Agora só falta o PSDB sabotar o PSDB.

A volta de Zelaya e a derrota do bolivarianismo.

O melhor texto sobre o tal acordo entre Manuel Zelaya, o vagabundo que Hugo Chávez infiltrou em Honduras, e o governo constitucionalista de Roberto Micheletti foi escrito por Reinaldo Azevedo. Transcrevo abaixo or principais pontos, que mostra por que os bolivarianos foram completamente derrotados.


1) Criação de um governo de reconciliação.
O QUE SIGNIFICA -
Na proposta de Oscar Arias, o país seria governado por uma espécie de Junta dos Três Poderes. A forma ainda não está clara agora. Mas, na prática, significa reconhecer que Zelaya, se restituído, não tem condições de governar. Perceberam que o sujeito merece é camisa-de-força.
2) Não há anistia para ninguém. Os que cometeram crimes segundo as leis hondurenhas responderão por eles.
O QUE SIGNIFICA - O reconhecimento de que, em nenhum momento, houve quebra da ordem constitucional.
3) Reconhecimento das eleições presidenciais de 29 de novembro
O QUE SIGNIFICA -
Que o país segue a sua rotina, ou os EUA e OEA aceitariam eleições se considerassem que o país está sob as ordens de uma ditadura? Aliás, foi esse elemento que precipitou o acordo. Washington tinha deixado claro a Zelaya que estava disposto a reconhecer o pleito mesmo sem a sua restituição.
4) O Supremo Tribunal Eleitoral passará a ter autoridade sobre as Forças Armadas
O QUE SIGNIFICA -
Que Zelaya não vai mandar no governo e menos ainda nas Forças Armadas.
5) Criação de uma comissão para fazer cumprir o acordo
O QUE SIGNIFICA -
Que haverá um grupo para avaliar se as partes realmente cumprem o que assinaram. É prudente. Bolivariano sincero nasceu morto.
6) Formação de uma Comissão da Verdade para Investigar os fatos ocorridos ante, durate e depois de 28 de junho, data da deposição de ZeLaya.
O QUE SIGNIFICA -
Que os atos de Zelaya, anteriores à deposição, serão também investigadas. Implicitamente, significa que não se reconhece o que aconteceu no país como um “golpe”.
7) Solicitar à comunidade internacional que suspenda todas as sanções aplicadas ao país.
O QUE SIGNIFICA -
Que os hondurenhos devem cuidar de sua própria crise.
8  ) O Congresso decidirá a possível restituição de Manuel Zelaya depois de ouvir a Corte Suprema
O QUE SIGNIFICA -
Reconhecimento de que os Três Poderes, em Honduras, continuaram em funcionamento, mantendo a sua independência. O ponto concilia a exigência do grupo de Zelaya — restituição decidida pelo Congresso — e a do grupo de Micheletti: que fosse uma decisão da Justiça.
E a tal consulta popular?
Zelaya caiu porque queria fazer uma “consulta popular” sobre cláusula pétrea da Constituição. Observem que o acordo nem toca no assunto. Está acabado.  Ainda que venha a ser reinstalado na Presidência, será uma mera formalidade. Não terá o comando nem do governo nem das Forças Armadas.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Lula coloca apadrinhado de Sarney em tribunal. É a lama!

Vejam a pequena notícia abaixo, publicada na Folha de são Paulo:

O presidente nomeou para o Tribunal Regional Eleitoral o advogado José Carlos Sousa Silva. Além de presidir a Fundação Sarney, ele advoga para o grupo Mirante-que reúne TV, rádios e jornal da família do senador. Sousa negou influência dele na decisão: "Não tem nada disso". A assessoria de Sarney disse que ele não comentaria.

O que vai acima é um pequeno passo para o jornalismo, mas é uma voadora no senso democrático e cívico dessepaiz.

Falta o quê? De que forma o lulismo, aliado às piores figuras da vida pública brasileira, pode envergonhar o país e destruir as instituições democráticas? Alguém duvida, pois, que o PMDB - ao menos aquele "de Sarney" - estará de braços dados com Dilma, em 2010? E pensar que essa gente se apresenta como a vanguarda da mudança... Os arautos do "outro mundo possível"...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Venezuela de Chávez é aceita no Mercosul. Onde está a direita brasileira?

Como todos sabiam, o mico mandante venezuelano, Hugo Chávez, ganhou mais uma: a Venezuela, hoje uma ditadura em seu estado mais puro, foi aceita no Mercosul pelo parlamento brasileiro. Aliás, no Mercosul, não! Afinal, sabe-se, o Mercosul - aquele original - tinha uma cláusula democrática, instituída exatamente a fim de evitar - vejam que coisa! - que tiranias fossem aceitas. Assim, ao receber o caudilho de araque em seu colo, o Mercosul nega a sim mesmo. Nega sua razão de ser, suas origens. E se torna, pois, apenas um antro onde a gentalha se reúne a fim de promover seus convescotes imorais.

Mas isso tudo, como dito, era esperado. O objetivo deste post não é, pois, lamentar o resultado da votação feita no parlamento brasileiro. Mesmo porque, admita-se, a base de sustentação do lulismo limitou-se a ser coerente: o governo petralha sempre aceitou sentar à mesa junto com a escória do mundo! Aceitar a Venezuela no Mercosul é apenas um novo gesto de "coerência petista". Por isso não tenho a pretensão de discutir a votação em si. Quero chamar a atenção dos leitores para os nomes abaixo, dos parlamentares que participaram da sessão:

Votaram a favor do ingresso da Venezuela no Mercosul:
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
João Ribeiro (PR-TO)
João Pedro (PT-AM)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Flavio Torres (PDT-CE)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)

Votaram contra o ingresso da Venezuela no Mercosul:
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
José Agripino (DEM-RN)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Notaram o nome de Francisco Dornelles escondido lá no meio dos governistas? Pois é... Experimentem perguntar a todos os seus amigos esquerdistas qual é a orientação ideológica de Dornelles. Eles lhe dirão, sem sombra de dúvida, que é um "direitista"! Aqueles que quiserem pegar mais leve, falarão apenas em "conservador"; os mais radicais, vão cravar um "reacionário" no peito do pepista.

E aí o óbvio nos vem à cabeça: "Mas como diabos um "direitista, conservador e reacionário" poderia votar a favor de Hugo Chávez, um ditador - atenção agora! - comunista?! Que raio de "direitista" seria esse?! Bem, a resposta é que só poderia mesmo ser um "direitista" assim, com aspas...

O voto de Dornelles, um falso conservador cooptado pelo lulo-petralhismo, deixa evidente algo que sempre afirmei aqui no blog: não existe uma direita politicamente organizada no Brasil. Mais que isso: não existe nem nunca existiu! "E você acha isso ruim?", perguntaria o pogreçista mais assanhado. Se acho?! Acho péssimo! E notem: não acho péssimo porque sou - ou quero votar em um - direitista. Acho péssimo porque enfraquece o debate político-democrático. Digam aí: qual a democracia sólida do mundo que conseguiu prosperar sem que esquerda e direita fossem efetivamente representadas? Pois é...


A falta de uma direita política no país permite que as esquerdas continuem mentindo para a sociedade, acusando partidos como o PSDB e o DEM - que de direitistas não têm nada - de serem - vejam o absurdo! - "neoliberais"! Sim, liberal, conservador e reacionário já é pouco para os esquerdopatas. Agora eles querem acusar os adversários de "neoliberais", fazendo referência a um modelo econômico que nunca foi colocado em prática em lugar nenhum do mundo! Nem na Inglaterra de Thatcher. Nem nos EUA de Reagan.


E tudo isso, caros, em um país majoritariamente conservador... Êpa, conservador, eu disse?! Sim, isso mesmo! Experimentem perguntar aos brasileiros o que pensam acerca da descriminação das drogas, do aborto, da pena de morte, das ações do MST e da redução da maioridade penal... Imaginem: vivemos em um país onde a maioria absoluta dos eleitores não conta com nenhuma força política para representá-la! Como esperar que uma nação assim se desenvolva? Estamos, em verdade, condenados para sempre.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

João Pereira Coutinho fala de Saramago, o lunático.

Sabem aquela "inveja boa" que a gente sente quando se depara com algo bonito, grandioso mesmo, feito por outra pessoa? É como estar diante da Capela Sistina, olhar aquela maravilha e dizer: "Nossa, como eu queria ter pintado isso!" Pois é essa "inveja boa" que eu estou sentindo agora, ao terminar de ler este texto de João Pereira Coutinho, publicado na Folha de São Paulo. Eu queria muito ter escrito isso! Deliciem-se:

O ATEÍSMO de Saramago faz lembrar uma história. Um dia perguntaram a Kingsley Amis por que motivo ele não acreditava em Deus. Amis fez cara de enfado e, razoavelmente sóbrio, explicou: "Não é bem não acreditar em Deus; é mais detestá-lO".
Tal como Amis, Saramago não descrê em Deus; ele simplesmente detesta-O com uma força só comparável à devoção dos verdadeiramente fanáticos. Nos seus livros "heréticos", o Mal não está apenas na religião tradicional e organizada. O Mal está na fonte. Leiam "O Evangelho Segundo Jesus Cristo": Deus é o vilão, não Jesus. Pelo contrário: Jesus só merece a empatia do autor, que descreve o destino daquele homem, condenado a sofrer às mãos do Pai, com verdadeira caridade "cristã".
Deus, como sempre, é o supremo criminoso. A atitude é profundamente religiosa. E Saramago é, ironia, a criatura mais religiosa da literatura contemporânea. Não somos religiosos apenas porque amamos Deus. Somos religiosos até quando O detestamos: o nosso ódio, como Graham Greene mostrou no magistral "Fim de Caso", é também uma forma de afirmação. De afirmação pela negação. "Eu sou o espírito que nega!", exclama Mefistófeles ao dr. Fausto.
Saramago também. É por isso que Saramago e os fanáticos religiosos que ele tanto critica falam a mesma linguagem. Ainda que habitem pontos opostos do diálogo. Essa atitude está novamente presente no último romance, "Caim". Em termos literários, a narrativa é pobre e, sobretudo nas descrições sexuais, vulgar e risível. Razão tinha o escritor português Francisco José Viegas quando dizia há tempos que os lusos trepavam mal na literatura.
"Caim" revisita a história bíblica do irmão que mata o irmão. Por inveja? Por maldade? Saramago tem uma opinião diferente: porque Deus é caprichoso e, aceitando as ofertas de Abel, recusa as de Caim.
O Deus de Saramago é assim: uma caricatura das divindades pagãs. É um Deus colérico, mesquinho, traiçoeiro, cruel. E, em matéria de onipotência e onisciência, uma verdadeira anedota: ele não pode tudo, ele não sabe tudo. Ele é deus, sim, mas com minúscula. Ou, nas palavras do autor, um "filho da puta".
Esse rol de vícios é desfiado em "Caim" com uma infantilidade raramente vista na literatura. Depois de matar Abel por culpa exclusiva do divino, o inocente Caim vai viajando pelo Antigo Testamento como testemunha dos crimes de Deus.
Os episódios são escolhidos com precisão cirúrgica: temos o sacrifício de Isaac por Abraão, evitado "in extremis" por Caim, prova definitiva de que Caim é bom e Deus é mau. Tão mau que, por ciúmes, destrói a Torre de Babel; permite a crueldade infanticida em Sodoma e Gomorra; tortura Job; e submerge o mundo no episódio da arca de Noé, momento final que permitirá a Caim exterminar as criaturas e confrontar-se diretamente com o Criador.
Para Saramago, Caim é uma espécie de bolchevique "avant la lettre", um terrorista disposto a combater e a sabotar um sistema absurdo e demencial. Uma visão dessas só é possível na cabeça maniqueísta de um fanático.
Mas Saramago não assume apenas as vestes do fanatismo ateu. Ele partilha com os fanáticos religiosos o mesmo tipo de interpretação literalista dos textos sacros, incapaz de ver neles qualquer dimensão alegórica, metafórica ou evolutiva. Disse "evolutiva"? Reafirmo. O Antigo Testamento só será compreensível se o lermos como um todo. Porque só a leitura do todo permite cartografar a evolução da própria ideia de Deus: um longo processo de composição milenar que, sobretudo com as contribuições dos grandes profetas entre os séculos 6 e 8 a.C., oferece uma visão do divino que é o oposto da visão iletrada, maniqueísta e literalista de Saramago. Uma visão que seria complementada pelo Novo Testamento.
E Caim? Um mero executor de um crime autorizado e até precipitado por Deus? Não vale a pena tentar explicar que é impossível discutir Caim sem discutir primeiro o arcano problema do Mal. Mas é possível dizer que o problema do Mal é indissociável da liberdade constitutiva dos homens.
Para Saramago, o livre-arbítrio não existe. O que existe é a velha visão determinista que apresenta os homens como meros joguetes das forças inexoráveis da história. E, como joguetes, obviamente absolvidos de qualquer ato ou crime.
Enganam-se aqueles que afirmam que a ideologia política de Saramago deve ser separada da sua criação literária. Em Saramago, ideologia e literatura cumprem o mesmo papel. Doutrinar.

Você confia na Dilma?

Dilma Rousseff, a ex-terrorista e ex-sequestradora que o PT quer transformar em Presidente dessepaiz, indagada sobre suas constantes viagens junto com Lula, disse o seguinte à Folha de São Paulo:

Para Dilma, esse tipo de crítica revela o preconceito da oposição contra as mulheres. "É preconceito contra a mulher. Eu posso ir para a cozinha, cozinhar os projetos por quatro anos. Agora, na hora de servir, não posso nem ver?", questionou. "Eu participei direta ou diretamente da elaboração de todos os projetos do PAC. E eu não posso olhar? Eu não posso participar da inauguração?"

Dúvida: quem diabos falou pra ela que ela pode ir para a cozinha, cozinhar o que quer que seja?! Eu não teria coragem de comer nada que tivesse sido feito pelas mãos sujas dessa mulher! E vocês?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Uma verdade inconveniente: o usuário é culpado pela matança decorrente do tráfico.



Digam o que quiserem os fãs de Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha e Luis Nassif, mas a capa de VEJA desta semana merece entrar para a história! Poucas vezes um veículo jornalístico conseguiu, com uma imagem, sintetizar tão bem um estado de coisas, uma realidade sócio-política. A ilustração acima, caros, vale por um tradado de sociologia.

É despiciendo discorrer sobre os eventos deploráveis vividos no Rio de Janeiro, na última semana. Todos fomos bombardeados de notícias ao longo de dias, inclusive ouvindo "especialistas" os mais diversos, cada um senhor de uma teoria revolucionária, capaz de colocar um ponto final no cruento estado das coisas. O debate, porém, sempre acaba girando em torno daquilo que realmente é o cerne da questão: a descriminação das drogas. Como os leitores devem saber, há argumentos sólidos para defender ambas as teses. Indico este post, do Fábio Marton, lá no Not Tupy, caso queiram ler algo favorável à liberação das drogas. E este, do Reinaldo Azevedo, para ler algo a favor da proibição.

O histórico deste escriba não deixa dúvidas: sou frontalmente contra qualquer descriminação das drogas, sejam elas leves, pesadas, em pequenas quantidades ou às toneladas. As razões? Bem, as óbvias: 1) Os bandidos que se dedicam, hoje, ao tráfico, não vão escolher viver de trabalho honesto quando houver a descriminação. Vão, isso sim, encontrar outro nicho criminoso no qual prosperar; 2) O resto do mundo, pelo que se sabe, não vai descriminar as drogas. Assim, o Brasil se tornaria apenas uma espécie de paraíso dos drogados de todo o mundo, uma espécie de zona franca dos entorpecentes; 3) O flagelo social decorrente da explosão do cosumo que se seguiria à descriminação das drogas seria deletério para o país.

Há argumentos que se contrapõem àqueles alinhavados acima? Claro. Da mesma forma que os há para reforçá-los. Trata-se, cada vez mais, de uma questão de alinhamento ideológico, de ética mesmo. E, como tal, é necessário que o ser humano tenha coragem de fazer uma escolha: ficar com os imperativos morais categóricos, ou se deixar seduzir pelo consenso politicamente correto. Mas quero me ater ao papel do dito "usuário": vítima ou algoz? Respondo.

Posso sintetizar a questão chamando ao debate o argumento do célebre "Capitão Nascimento", no filme "Tropa de Elite" - não por acaso, demonizado pelo pogreçismo nacional: como bem asseverou o policial, em cena famosa daquela obra, é o usuário que provoca a guerra entre o Estado e o tráfico. É o usuário que provoca a guerra entre facções rivais de traficante. É o usuário que mata, por vias oblíquas, os moradores inocentes, presos entre fogos cruzados.

Não há um só lugar na face da terra em que descriminar o uso de drogas tenha produzido efeitos positivos. O exemplo clássico de tal medida é a Holanda, que se tornou uma espécie de zona de baixo meretrício da Europa. Todo aquele glamour que existia ao se programar uma viagem para Amsterdã, ou Rotterdã, acabou. Os europeus não querem mais saber de um lugar onde você pode ser preso por acender um Marlboro, ao mesmo tempo em que o vizinho de mesa cheira uma esbranquiçada carreira de cocaína. Os índices sociais e econômicos da Holanda despencaram nos últimos anos, o que está levando o próprio povo de lá a tomar uma direção diametralmente oposta, caminhando para escolher uma coalizão mais conservadora nas eleições vindouras. Uma das bandeiras principais? Acabar com o livre-mercado dos entorpecentes.

Mas e a repressão? Deu certo? Ora, sempre que foi feita de forma séria e decidida, sim. Há outro caso emblemático: Nova York. Rudolph Giuliani, o sujeito que eu queria ver concorrendo à Presidência dos EUA pelos Republicanos, debelou o tráfico - e a criminalidade como um todo - naquele estado por meio do programa mundialmente conhecido como "Tolerância Zero". Em que consistia? Ora, está evidente, não? Polícia nas ruas, leis mais duras, fim de benefícios carcerários, ocupação das áreas tradicionalmente dominadas pelos bandidos e proteção ostensiva à população. Simplificando, é o popular: caçar o inimigo, encontrar o inimigo e matar o inimigo. E funcionou? Sim! Muito! Nova York é uma das cidades mais seguras dos Estados Unidos e antros como o Central Park, antes tomados pelos traficantes, está limpo de novo.

A verdade é que não há alternativa: apenas a mão forte do Estado, por meio de seu aparelho de segurança e repressão, pode colocar fim ao flagelo do tráfico e do crime. Permitir que a "classe média descolada e politizada" continue puxando seu baseado, ou acendendo seu cachimbo de crack, não pode ter nenhum efeito positivo, porquanto estimula um comércio que é sabidamente deletério. O sujeito quer defender a paz, o "outro mundo possível" e dar um tapinha? Que o faça. Mas deve fazer sabendo as consequências dos seus atos, ou seja, que toda nota de dez, vinte ou cinquenta reais dele é usada para comprar as armas que são entregues a crianças. É usada para comprar o arsenal militar que foi empregado para abater um helicóptero da polícia.

A hipocrisia precisa acabar. Não é mais possível que essa gente abespinhada, que faz passeatas e protestos contra os mortos nas favelas, seja a mesma que financia os crimes hediondos praticados pelos animais que tomaram os morros cariocas. Animais, eu disse? Sim, isso mesmo! Por isso defendo que sejam caçados! E, não! Isso não é discurso "conservador, reacionário e de direita". É discurso óbvio, lógico. Defender a linha dura contra a bandidagem - e quam a financia - não é fazer vista grossa para os tais problemas sociais. Pelo contrário: a polícia nas ruas poderia resolver boa parte das mazelas que assolam o Brasil. Experimentem perguntar para os moradores das favelas o que eles acham: pobre não gosta de maconheiro, traficante e bandido. Quem gosta desses tipos é o pogreçismo intelequitual, ávido por algumas carreiras de cocaína e por umas pedrinhas de crack.

Ou o Estado reaje com firmeza de uma vez por todas, ou será a barbárie. A tolerância zero com o crime é o único caminho que resta. Mariano Beltrame, Secretário de Segurança do Rio, disse que a derrubada do helicóptero da PM foi o "nosso 11 de setembro". Sendo assim, só me resta lamentar, pois não temos um Bush para caçar o inimigo, encontrar o inimigo e matar o inimigo.

Principal partido de oposição da Itália elege seu novo (velho) líder.


Do portal de notícias do Uol:

O novo secretário nacional do principal partido da oposição da Itália, o Partido Democrata (PD), é Pier Luigi Bersani, que venceu as eleições primárias de hoje com mais de 50% dos votos, segundo Dario Franceschini, o antigo secretário-geral, em roda de imprensa.

(...) Pier Luigi Bersani, de 59 anos, apoiado pelo ex-primeiro-ministro Massimo D'Alema, é o responsável pelo departamento de Economia do partido e foi ministro da Indústria, Transporte e Desenvolvimento Econômico nos Governos de Romano Prodi, D'Alema e Amato, além de ser um dos artífices do nascimento do PD.

(...) Quase dois milhões de pessoas acudiram hoje às urnas, entre filiados do partido e cidadãos italianos ou estrangeiros com permissão de residência na Itália que tenham pagado apenas dois euros para votar, segundo o PD, para estimular a afluência de eleitores nas eleições primárias.

(...) O novo secretário-geral do PD considera que a continuidade do projeto da L'Ulivo, a coalizão de centro-esquerda da qual nasceu o PD, é necessária para o partido.

(...) A tradicional instabilidade da política na Itália decidiu em 2007 às duas principais formações de centro-esquerda italianas a criar um único e sólido agrupamento reformista: o PD.

O Partido Democrata assinou sua ata de nascimento em 14 de outubro de 2007, quando Walter Veltroni foi eleito secretário-geral em processo de primárias no qual participaram entre 3,3 e 3,5 milhões de eleitores.

Mas nas legislativas realizadas em abril de 2008, às que o PD se apresentou em coligação com "Itália dos Valores", os resultados foram decepcionantes para o novo partido da esquerda italiana.

O novo partido de Silvio Berlusconi, "O Povo das Liberdades", e seus parceiros obtiveram 46,81% dos votos e 344 deputados, enquanto o PD e seus aliados alcançaram 37,54% e 246 cadeiras no Congresso.

Povera Italia... É a primeira coisa que me vem à cabeça: pobre Itália...

O Partito Democratico, criado há coisa de dois anos, surgiu como uma centelha de esperança de modernização da política italiana, refém há décadas de personagens obtusos e envelhecidos - seja do ponto de vista etário, seja do ideológico. Quando ficou evidente que os dois principais partidos de oposição a Berlusconi - La Margherita e Democratici di Sinistra - iriam mesmo se fundir em um novo movimento, moderado e reformista, surgiu a esperança de uma renovação verdadeira na Itália, mesmo para aqueles que eram eleitores do outro pólo, aquele chefiado pela direita e, mais especificamente, por Silvio Berlusconi.

Mas a sanha da velha esquerda, aquela órfã do Muro de Berlim, colocou tudo abaixo. Nas eleições gerais de 2008, o PD foi derrotado pela direita e por Berlusconi, mas, ainda assim, o resultado final está longe de ser considerado desastroso. Ainda mais quando se analisa o veredicto das urnas sob a ótica do longo prazo: o novo partido de centro-esquerda, desacompanhado dos velhor partidos da esquerda radical (os socialistas e comunistas) conseguiu se firmar como segunda força da política italiana. E isso em sua primeira eleição! Mas foi pouco para os velhos líderes, originários, principalmente do Partido Comunista Italiano - dentre os quais, Massimo D'Alema. Essa gente ultrapassada já desistiu há muito de qualquer objetivo sério: quer apenas vencer Berlusconi nas urnas. Governar depois? Ah, eles não se importam com isso.

Assim, Walter Veltroni, um líder jovem (para os padrões italianos) e moderno, foi defenetrado da liderança do PD, que entrou em colapso e fez reviver, em seu seio, as milhares de correntes próprias da esquerda radical. Os herdeiros do socialismo/comunismo, derrotados pelo ideário fundador do PD, foram trazidos de volta à vida e, de um dia para o outro, começaram a surgir movimentos os mais idiotas: os no global, os neocomunistas, os libertadores do socialismo, os soldados do comunismo, e tantos outros. A proposta de renovação e oxigenação do PD, nos moldes do que Tony Blair fez no Reino Unido, com o Labour, foi sepultada.

Veltroni caiu e, imediatamente, o antigo establishment socialista/comunista tomou as estruturas do PD de assalto. D'Alema, neste aspecto, pode ser comparado a uma espécie de José Dirceu da política italiana: mesmo fora dos holofotes é ele que manda na burocracia partidária. Por isso conseguiu, com muita desenvoltura e facilidade, colocar Pier Luigi Bersani na chefia do partido. Quem é Bersani? Ora, um Berzoini italiano, para continuar na linha de comparação feita antes...

Com o resultado das primárias de ontem, o PD se condenou à morte, por escolher o retorno à estratégia moribunda que destruiu a centro-esquerda italiana. Abandonou-se, assim, o debate de ideias e a escolha de uma agenda de reformas, para ficar, pela enésima vez, se concentrando apenas em vencer Berlusconi. Eu pergunto: e o que farão quando - e se - chegarem lá? Como vão governar a Itália, se o partido está perenemente corrompido e dividido entre movimentos os mais incompatíveis? Não é de se estranhar que a direita tenha ganhado força, afinal Berlusconi pode oferecer aos eleitores algo que a oposição de esquerda jamais poderá: uma coalizão sólida e unida.

Povera Italia... Presa entre Berlusconi e a direita tresloucada, e a esquerda caquética, herdeira do socialismo/comunismo. Não estranharei se, em um futuro próximo, alguma liderança alternativa, apartada daqueles dois pólos, surgir e arrebatar os eleitores... Basta, para tanto, apresentar um plano de governo sério e mostrar, de uma vez por todas, que política não se resume a pessoas velhas e ideologias mais velhas ainda.

Prefeito do PT é apanhado com crack. Entendi! Por isso querem a descriminar o uso...


Leiam o que vai abaixo (íntegra aqui):

O prefeito de Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), João Carlos da Aparecida (PT), 45 anos, foi flagrado pela polícia, na manhã deste domingo (25) ontem, no Bairro Bonfim, Região Noroeste da capital, com três porções de crack. À polícia, ele contou que estaria usando a droga na companhia de um travesti.

Há sete meses, o prefeito foi abordado nas imediações do Aglomerado Pedreira Prado Lopes (PPL) suspeito de comprar entorpecentes usando o carro oficial da prefeitura. Na época, ele alegou ter sido vítima de armação arquitetada por adversários políticos.

O prefeito foi abordado dentro de seu carro particular, um Fiat Uno, em frente ao número 8 da Rua Gama, por volta das 11 horas. Militares do Batalhão Rotam chegaram ao local depois de uma denúncia anônima. “Ele contou que estava desde a noite de sábado (24) usando droga e fazendo programa com o travesti”, disse o cabo Washington Gonçalves. O suposto travesti ainda não foi localizado.

Ao ser abordado, João Carlos tentou fugir. “Apesar de calmo, estava sonolento e falando coisas sem nexo”, contou o militar. (...)


Impressionante como essa gente é aborrecidamente previsível... Do que estou falando? Bem, lembram deste post aqui, onde comentei o apoio de Tarso Genro - o Beccaria dos Pampas - e do PT à proposta que acaba com a pena de prisão para o chamado "pequeno traficante"? Pois é... Juntem a isso o fato de que o PT - e o pogreçismo como um todo - sempre foram simpáticos à ideia de não punir o dito "usuário", tanto que fizeram aprovar, no Brasil, a tal "nova lei de tóxicos", que acabou com a pena de prisão para qualquer vagabundo apanhado - como foi o ilustre Prefeito - com drogas. Fica tudo claro, não? O que essa gente quer é apenas a liberdade para se drogar livremente, sem esbarrar com a polícia!

E, não! Este não é um discurso conservador. É um discurso lógico e objetivo, apenas isso. Olhem com atenção a foto do sujeito, lá no alto. Ela dá uma perfeita noção do que se pode esperar dele... Além do gosto pelas drogas - e das mais pesadas e deletérias! -, o sujeito também é adepto de certos - se me permitem... - "ronaldismos"... Ou, para agradar ao politicamente correto, mostra gosto por experiências sexuais - vá lá... - "alternativas"...

Preconceito? Que nada! Sindo é asco, mesmo! Nojo só de pensar que essa gente é aquela que se arvora a mudar o mundo, nos guiando a todos rumo ao amanhã glorioso. São eles que todo ano, naquele Fórum Social onde drogas correm soltas, estufam o peito para falar no tal "outro mundo possível". No caso do tal prefeito, suponho que a utopia faça referência a pedras de crack distribuídas livremente, além de - bem... - "moças dotadas de um apêndice"...

Fico cada vez mais convencido de que a amoralidade dessa gentalha é - notem o paradoxo - infinita... O que seria do mundo sem nossos - dos "burgueses" - imperativos morais e éticos, capazes de nos levar a ler a notícia acima e dizer, sem sombra de dúvida, que se trata de algo nojento e absurdo? Nós, conservadores, reacionários, bobos e maus feito pica-paus já sabemos: quando um pogreçista vier com aquele discurso rastaquera sobre a descriminação das drogas, é só apontar o dedo na cara dele e dizer: "Para fazer livremente as porcarias que aquele prefeito do PT fazia, né? Não, obrigado!"

Parlamentares do Brasil acusam blogueira cubana de conspiração.

Li hoje que o Grupo de Parlamentares Brasil-Cuba, formado por 160 deputados e senadores, denunciou a blogueira cubana Yoani Sánchez por conspiração contra a - segurem o vômito! - "revolução".

Sim, o ridículo dessa gente não conhece mesmo qualquer limite... Sabem qual foi a primeira coisa que pensei? O seguinte: Como diabos é possível que exista um grupo de PARLAMENTARES BRASILEIROS encarregados de defender a ditadura mais duradoura da Terra?! Quem os elegeu? Foram os comunistas de Fidel Castro? Ou foram cidadãos brasileiros decentes, que trabalham e estudam? Alô, eleitorado brasileiro! Fiquem espertos com seus representantes. Pode ser que eles não digam isso nas campanhas, mas estão ROUBANDO os votos dos cidadãos brasileiros a fim de GASTAR O DINHEIRO PÚBLICO fazendo a DEFESA DE UMA TIRANIA!

Que tal uma continha rápida? Pois bem, há pouco mais de 500 deputados e 81 senadores em Brasília. Arredondando o pacote, temos cerca de 600 parlamentares ao todo. Desses, nada menos que 160 estão lá apenas para dar apoio político a um REGIME ASSASSINO! Pode parece coisa sem importância, mas é mais de um sexto dos deputados e senadores eleitos pelos brasileiros e sustentados com o dinheiro dos nossos impostos! Não sei vocês, mas eu, reacionário, conservador e apreciador de um bom suco de laranja, não tolero tal absurdo.

"Ah, mas eles não têm importância prática nenhuma. Você está se pegando em coisas pequenas." É mesmo? Bem, imaginemos que houvesse um grupo parlamentar no Brasil encarregado de defender e propagandear as maravilhas do nacional-socialismo hitlerista... Pois é... O mundo desabaria sobre as cabeças dos sujeitos, não é? E eu acho muito bom isso! Só pergunto: se é inaceitável ter parlamentares brasileiros defendendo Hitler o nazismo, por que cargas d'água deveríamos aceitar tê-los defendendo Castro e o comunismo?

Não! Este blog não tem ditadores de estimação, nem à direita, nem à esquerda. Quero mais é que todos vão para o mais profundo dos infernos! Junto com a gentalha sórdida e simiesca que se presta a emprestar apoio à pocilga ideológica marxista, responsável pela maior pilha de cadáveres que a humanidade já viu.

E Yoani? Bem, é uma resistente! Uma mulher de fibra, coragem e princípios, cujo maior pecado é - pasmem! - desejar uma vida livre para si e para sua família. Vocês sabem, né? Quem adora Castro e o comunismo não tolera a liberdade.

Leiam abaixo:

domingo, 25 de outubro de 2009

Gestão de Cabral prende menos no Rio de Janeiro. E criminalidade cresce.

Do Estadão Online (íntegra aqui):

Uma comparação de números brutos de segurança pública de 32 meses do atual governo do Rio com dados de igual período da administração passada indica contradições entre a política de confronto com o crime, propalada pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), e os resultados reais. O levantamento, feito pelo Estado no site do Instituto de Segurança Pública (ISP), mostra que nesta gestão as polícias fizeram 33,56% menos apreensões de armas, 13,87% menos de drogas e 20,2% menos prisões em comparação com a anterior, de Rosinha Garotinho (PMDB), criticada por sua política e resultados na área de segurança.
 
Na outra ponta, subiram roubos a ônibus (53,91%) e a transeuntes (183,1%). O atual governo, porém, diz que homicídios e roubos de veículos caem e lembra que os dados de apreensão de drogas não são por peso.

A comparação mostra que, no governo Cabral, foram apreendidas 26.706 armas, ante 40.198 no período correspondente da gestão anterior. Por mês, isso significou recuo nas médias de 1.256,18 para 834,56 armas apreendidas. Em drogas, o número de apreensões caiu de 31.803 para 27.390. A diminuição nas prisões foi de 58.706, em 32 meses da gestão passada, para 46.840 no governo atual. Mensalmente, o recuo na média foi de 1.834,56 para 1.463,75 suspeitos presos. Ou seja, a cada mês do governo Rosinha (janeiro de 2003 a agosto de 2005), foram recolhidas 421,62 armas ilegais a mais e acabaram presas 370,8 pessoas também a mais, na comparação com período equivalente do governo Cabral. (...)

Qual a surpresa? Só mesmo os pogreçistas politicamente corretos é que acreditam na paz social por meio de conversas, batuques em latas, passeatas e abaixo-assinados. O resto do mundo, aquele sério - que "eles" chamam de conservador e reacionário - sabe do óbvio: segurança pública se faz com polícia e - ATENÇÃO AGORA! - MUITAS PRISÕES!!!

Foi o que aconteceu em Nova York, no mandato do Republicano Rudolph Giuliani. Não há segredo: quer menos crimes? Tire os criminosos das ruas. "Ah, mas a violêncioa é culpa dos problemas sociais.", diz a máquina de mentiras do pogreçismo. É? Então por que todo pobre não se torna bandido? Em vez disso, temos que os pobres querem segurança, inclusive com uma polícia que funciona e tira os bandidos das ruas. Simples assim.

Eleições do Uruguai: presos entre dois velhos caquéticos.

Do Estadão Online (íntegra aqui):

Um ex-guerrilheiro tupamaro, um ex-presidente da república que tenta voltar ao poder 20 anos depois de sua primeira eleição e um jovem com pouca experiência política que é filho de um ex-ditador são os três principais candidatos à sucessão presidencial do socialista moderado Tabaré Vázquez. Nesse clima de retorno ao passado, 2,5 milhões de uruguaios vão neste domingo às urnas para eleger o novo presidente. Os colégios eleitorais já abriram no país e fecharão suas portas às 19h30 local (mesmo horário de Brasília), com a possibilidade de ampliar o horário para até uma hora a mais.

O ex-guerrilheiro é José Pepe Mujica, da coalizão governista Frente Ampla, que tem 44% das intenções de voto, segundo pesquisa da consultoria Factum. O ex-presidente é o liberal Luis Alberto Lacalle, candidato do Partido Nacional, também conhecido como Partido Branco. Ele tem 31% das intenções de voto. O filho do ex-ditador é Pedro Bordaberry, que no início desta década foi ministro do Turismo e concorre pelo Partido Colorado, tendo 12% das intenções de voto. (...)

Que situaçãozinha sem vergonha essa do Uruguai... Não invejo em nada nossos vizinhos: estão presos entre dois velhos caquéticos, cujas ideologias estão absolutamente moribundas. Que escolha fazer? Ah, é uma pergunta dificílima. Penso, inclusive, que não há escolha possível. Não sei o que farão os uruguaios, mas eu, tivesse que votar, ficaria em casa.

O revolucionário geriátrico é mais um tentáculo do bolivarianismo chavista, que tenta, cada vez mais, espalhar seus tentáculos por toda a América Latina. Me pergunto: aquele sujeito não tem família? Não tem filhos e netos para chegar nele e dizer: "Tenha senso do ridículo e fique em casa, com os pés pra cima." Defender o marxismo e o comunismo naquela idade só pode ser sinal de que a hora chegou...

Se, por um lado, a esquerda Uruguaia é patética, a dita direita não fica atrás. O ex-Presidente, diga-se, é um conservador geriátrico, mais preocupado com seu patrimônio pessoal do que com a política. O discurso dele não guarda qualquer proximidade com o tradicional liberalismo. Ao contrário: ele promete mão forte do Estado na economia, a fim de sair da crise. Uma piada.

Pobre Uruguai. Abandonado ao seu triste futuro: entre um bolivariano e um caudilho bananeiro.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ATENÇÃO, BRASIL! PT Convoca terroristas para redigir programa de Dilma.

Leiam primeiro o que vai abaixo, publicado na Folha Online:

O PT convidou o MST e outros movimentos sociais para discutir o governo Lula e colaborar com a campanha e o programa de governo de Dilma Rousseff (Casa Civil) em 2010.
(...) João Paulo Rodrigues, um de seus principais líderes, dividirá amanhã uma mesa de debates com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e o presidente da CUT, Artur Henrique. Dilma também estará no evento, em uma mesa separada.
(...) segundo o secretário de Movimentos Populares do partido, Renato Simões, “o PT nunca deixou de apoiar o MST, mesmo que faça algumas críticas”. (...)
O líder João Paulo Rodrigues diz que os militantes do PT sempre foram aliados do MST na “luta pela reforma agrária”. (...)

Sim, vocês entenderam direito. Em resumo, o PT pretende convidar os terroristas do MST para participar da elaboração do programa de governo de Dilma Rousseff. Agora, diante do que vai acima, vejam as fotos abaixo:







O que se vê são os humanistas arregimentados por João Pedro Stédille, exercitando sua atividade preferida: a construção do tal "outro mundo possível". Como? Bem, como sempre essa gente agiu ao longo da história: espalhando o terror!

Não é preciso ser um gênio da teoria política para perceber o óbvio: a oposição está com um riquíssimo material de campanha nas mãos. Digam aí: qual vocês acham que seria o efeito de mostrar, todo santo dia, no horário eleitoral, os vagabundos de Stédille destruindo o patrimônio público e privado pelo Brasil a fora? E mais: encerrar com chave de ouro evidenciando o vínculo fraterno que há entre os terroristas do MST e o PT. Eu aposto meu fígado que Dilma não chegaria nem no segundo turno!

O problema é que temos uma oposição muito - como é mesmo? - "responsável e propositiva"... Eu, que sou conservador e reacionário - e adoro suco de laranja! -, preferia uma oposição que tivesse mais vontade de fazer... oposição!

Sejamos claros: o PT quer apoiar o MST? Acha que a "causa" dos terroristas é nobre e respeitável? Então tem de arcar com as consequências! Quais? Bem, aposto que a maioria esmagadora dos brasileiros não aprova a destruição dos patrimônios público e privado... É chegada a hora de a oposição mostrar ao país os desmandos do MST, inclusive estampando as imagens do seu "arranca-rabo de classes".

Stédille disse, certa vez, que o objetivo maior do MST é criar uma sociedade socialista no Brasil - onde não haverá nem papel higiênico, nem banho de chuveiro... Pois bem, cumpre à oposição perguntar se os brasileiros querem isso. E mais: deixando claro que o MST conta com a simpatia, o apoio e a cumplicidade do PT, de Lula e, também, de Dilma.

O pogreçismo não adora uma dialética, um debate? Então que se faça o debate! Duvido que eles possa vencer.

Rápidas e rasteiras. Ou melhor: ligeiríssimas.


Algumas notinhas muito ligeiras de hoje:

1) Governo quer livrar o "pequeno traficante".
Li no O Globo que o Beccaria dos Pampas, Tarso Genro, resolveu apoiar o fim da pena de prisão para os chamados "pequenos traficantes". O melhor, porém, ainda estava por vir: o valente afirmou que, deixando de lado os "pequenos", o Estado poderia se concentrar nos - como foi mesmo que ele falou? - "peixes grandes". É... Há quem acredite... Eu, que sou um tanto cético, acho que eles nunca conseguirão deter os grande, afinal já abriram mão até de pegar os pequenos... Na verdade, o que essa gente pogreçista e moderna quer é só uma coisa: ter liberdade para ir lá na esquina e comprar seu baseado de cada dia. Simples assim.

2) Pagode bolivariano.
Vocês sabem que minhas restruições ao bolivarianismo são ideológicas, não é? Pois a partir de hoje são, também, musicais. Explico: o vereador-pagodeiro conhecido (conhecido?!) como Netinho de Paula vai fazer campanha para Evo Morales. É o novo estágio da "revolução bolivariana": o pagode companhêro. Convenhamos: Netinho e Evo são mesmo "camaradas de armas", este agarrado nas pistolas, ao passo que aquele, à viola... Ah, quase esqueci! Se você, leitor conservador, reacionário, elitista e mau feito pica-pau também não conhecia Netinho de Paula, vale lembrar que ele é mais um pogreçista que pretende construir o tal "outro mundo possível" na base da porrada. A começar pela esposa, se for necessário. Essa gente se merece!

3) Obama, um fenômeno de impopularidade.
Como diria meu presidente iletrado preferido, nuncantez na história do mundo um mito ruiu tão rapidamente. A aprovação dos americanos ao Presidente-de-ébano, Hussein Obama, está, hoje, em míseros 53%. "Ah, mas ainda é mais da metade!" Sim, é. Mas por quanto tempo mais? Pouco, eu imagino... Afinal, vocês lembram, o Cristo havaiano contava com cerca de 90% de aprovação há coisa de poucos meses atrás. O que aconteceu para mudar isso? Bem, o óbvio: o homem Obama está destruindo o mito Obama. Como afirmou um leitor do blog, "Yes, we QUEM?"

4) Informações quentinhas do nosso agente da CIA.
Não deixem de ler este post, escrito pelo sempre sagaz Angelo da CIA. Ele mostra a consolidação de um movimento cada vez mais evidente na política americana "pós-Obama": o crescimento de forças conservadoras à direita dos Republicanos. Como exemplo ele cita o crescimento vertiginoso de Doug Hoffman, do ainda desconhecido "Partido Conservador", na disputa pelo 23º distrito de Nova York. O da CIA conclui com uma consideração muito interessante: será que um dos grandes legados da tal "era Obama" será o crescimento do conservadorismo na América? Não deixaria de irônico, principalmente depois que o pogreçismo politicamente correto do mundo cantou aos quatro ventos o fim dos reacionários e conservadores, ao término do governo Bush. Ora, Bush uma pinóia! Quem está dando fôlego aos conservadores dos Estados Unidos é... Obama!

Os valentes que protegem o terrorismo.




Este blog, sabidamente reacionário, conservador e fã de laranjas, não pode deixar de publicar os nomes dos valentes brasileiros que decidiram proteger os terroristas do MST, retirando suas assinaturas da CPI destinada a investigar os atos daqueles derrubadores de frutas cítricas. Vejam:







  1. Aelton Freitas (PR-MG)
  2. Antonio Cruz (PP-MS)
  3. Charles Lucena (PTB-PE)
  4. Dr. Nechar (PP-SP)
  5. Eduardo da Fonte (PP-PE)
  6. Fernando Chiarelli (PDT-SP)
  7. Francisco Rossi (PMDB-SP)
  8. Geraldo Thadeu (PPS-MG)
  9. João Carlos Bacelar (PR-BA)
  10. João Magalhães (PMDB-MG)
  11. Jurandil Juarez (PMDB-AP)
  12. Leo Alcântara (PR-CE)
  13. Luciano Castro (PR-RR)
  14. Marcelo Teixeira (PR-CE)
  15. Marcio Reinaldo Moreira (PP-MG)
  16. Tonha Magalhães (PR-BA)
  17. Vilson Covatti (PP-RS)
  18. Vinícius Carvalho (PTdoB-RJ)
  19. Wellington Roberto (PR-PB
Sugiro a todos os leitores que gostam de um bom suquinho de laranja, que guardem os nomes acima. E, em 2010, lembrem-se de algo simples: quem defende o terrorismo não pode representar o povo brasileiro!

Chávez e o banho. Ou: qual o problema dessa gente com a higiene?


Todos leram acerca das - se me permitem - "recomendações higiênicas" feitas pelo mico mandante da Venezuela, Hugo Chávez? Segundo o valente, um verdadeiro comunista pode se banhar em apenas três minutos. Mais que isso, ele diz, seria desperdício de água e energia, algo típico da "burguesia". O caudilho conclui afirmando que os tais três minutos de chuveiro seriam mais que suficientes, já que ele, pessoalmente, se banha assim e - atenção agora! - não cheira mal. Hum... Duvido muito disso...

Fico cá me perguntando: qual o problema que essa gente tem com os banhos, os perfumes e a higiene em geral? Não é só Chávez, não. Assim, de bate-pronto, cosigo me lembrar da barba bolorenta de Marx e, para ficar em algo mais, atual, nos cabelos desgrenhados de Luciana Genro. Isso pra não mencionar aqueles revolucionários fajutos que encontramos nas universidades. Podem escrever: quanto mais de esquerda o sujeito for, mais sujo e desarrumado ele se estará. Será que eles acreditan verdadeiramente que a limpeza é um hábito pequeno-burguês, criado pela tal "grande mídia conservadora e de direita"?

O melhor comentário a respeito foi feito por Reinaldo Azevedo, em seu blog: "O socialismo é assim: começa prometendo a salvação da humanidade e termina proibindo o banho e o papel higiênico." Eis aquela que, possivelmente, é a melhor síntese da ideologia da pocilga. Assim, lembrem-se: o tal "outro mundo possível" deles pode até ser igualitário, livre e fraterno... Mas também é fedorento demais!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ainda Bush e a busca dos "pogreçistas" por um demônio para chamar de seu.



A foto acima foi tirada durante uma manifestação realizada contra Bush, em Montreal. Êpa! Contra Bush?! [pausa para reler a matéria do G1] Sim, contra Bush! Ora, mas o sujeito não deixou a presidência dos Estados Unidos? Não foi - como é mesmo? - "defenestrado" pelo Presidente-de-ébano, o Cristo negro chamado Hussein Obama? Então por que diabos o ainda é alvo de protestos? Bem, porque historicamente o pogreçismo não consegue viver sem um demônio para chamar de seu...

Notem que curiosa a foto em questão: enquanto os humanistas e idealistas do tal "outro mundo possível" se ocupam em acender fogueiras medievais, um "tiozão", desses revolucionários geriátricos, cantarola alguma coisa com seu violão woodstockiano. Sabem como é: essa gente atearia fogo aos adversários políticos sem qualquer cerimônia, mas "sem perder a ternura jamais"... O que será que o sujeito cantarolava naquele cenário nada bucólico? Vai ver era aquela música chatérrima do Vandre, que os pogreçistas só sabem entoar no gerúndio ("caminhano e cantano e seguino canção..."); ou então "Imagine", de John Lennon... Essa gente me cansa.

Mas por que esse ódio tresloucado contra Bush, que não é rigorosamente mais nada? Ah, claro! Tem a história das guerras, do imperialismo, do conservadorismo... Vai ver esses humanistas da fogueira estão chateados porque Bush insistiu tanto em exportar os valores ocidentais para algumas tiranias do Oriente Médio, a fim de evitar que as tais "culturas alternativas" continuassem praticando barbaridades como esta. Não pensei que fosse dizer isso tão cedo, mas essa gentalha do "outro mundo possível" está me fazendo sentir saudades de Bush!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ibope mostra Serra crescendo e Ciro em queda.

Da Folha de São Paulo, por Mônica Bergamo (íntegra, para assinantes, aqui):

O PSDB encomendou pesquisa ao Ibope que mostra José Serra (PSDB) retornando ao patamar de 41%, contra 35% da pesquisa anterior feita pelo instituto, que mostrava o tucano em queda. No campo governista, uma oscilação simbólica: Dilma Rousseff (PT-RS), com 17% (tinha 15%), volta a aparecer na frente de Ciro Gomes, com 16% (tinha 17%). Marina Silva (PV-AC) tem 9%.

Bom, suponho que o jornalismo com groovin, representado principalmente por Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha e Luis Nassif, deva estar começando a colocar o rabinho entre as pernas...

Em primeiro lugar, parece evidente que dona Dilma, a ex-terrorista e ex-sequestradora, já era. Sim, todos sabemos que Lula é um grande eleitor, mas não se pode imaginar que alguém tão antipático como a mãe do PAC consiga se eleger apenas graças à unção do apedeuta. Não consegue! E os números mostram isso.

Ciro, o oligarquinha da mamãe, começa a ser destruído pela máquina petista. Petista, eu disse? Sim, isso mesmo. Ora, nunca foi segredo para ninguém que Lula não quer Ciro concorrendo contra sua eleita. Assim, tratou de arrastar o marido da Flora para São Paulo, a fim de mantê-lo sob estrita vigilância. É bem o estilo "Poderoso Chefão" de Lula: "Os amigos perto e os inimigos mais perto ainda."

Marina, a Rainha Elfa dos povos da floresta, não decola. E mais: qualquer chance que ela pudesse ter de crescer dentro da classe média será rapidamente dinamitada pelo apoio de Heloísa Helena. Afinal, todos sabemos que a "burguesia conservadora e reacionária" não quer saber do discurso revolucionário tresloucado.

A nota conclusiva é tão importante quanto óbvia: o PSDB só perde a eleição de 2010 para ele mesmo. Isso, porém, não é reconfortante, afinal a capacidade que os tucanos têm de perder um pleito ganho é embaraçante... Hoje mesmo os jornais já estão tomados pela briguinha tola entre Serra e Aécio... O que eu acho? Ora, o lógico: Serra tem mais que o dobro dos votos do mineiro, razão por que deve assumir de vez sua condição de líder da oposição e de candidato à sucessão de Lula. Simples assim.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dilma, Lula e a prova do crime.



A foto acima equivale à mala de dinheiro do mensalão. É o mesmo que a cueca recheada de dólares, do assessor, do irmão daquele outro petista. É a agenda de Lina Vieira... A imagem acima é a prova do crime cometido reiteradamente por Lula e Dilma Rousseff, aqueles que decidiram estuprar a democracia e as leis vigentes.

Ontem, a atual mãe do PAC - que é ex-terrorista e ex-sequestradora - estava em Araraquara, interior de São Paulo, inaugurando um estádio de futebol. Tudo - como é mesmo? - "parte da rotina normal de governo", dirá algum petralha. Pois é... Inclusive dar eco à ideia que pretende ver dona Dilma como uma espécie de terceiro mandato de Lula. Campanha eleitoral antecipada? Ah, que nada! Vai ver isso é mais uma armação da grande imprensa golpista, conservadora, preconceituosa e de direita, não é?

Uribe Presidente!

Calma, petralhada! Não precisam ficar ouriçados. Como todos sabem, este blog criticou desde sempre toda e qualquer pretensão continuísta do colombiano Álvaro Uribe. E isso mesmo afirmando abertamente o respeito e a admiração que se tem, aqui, pelo Presidente colombiano.

O fato é que eu, acusado tantas vezes de ser conservador e reacionário, não me deixo contaminar pela dualética pogreçista. Tenho uma única moral, que permanecerá aborrecidamente a mesma por todo o sempre. Quem faz contorcionismo retórico e mental a fim de defender suas posições ideológicas é a gentalha do "outro mundo possível", que condena Uribe ao mesmo tempo em que dá apoio a Chávez e a Fidel. Aqui, não! Adiante.

Transcrevo abaixo um excelente texto publicado pelo Coronel lá no Coturno Noturno. Ele sugere, de forma muito sagaz, que Uribe deve buscar, sim, o terceiro mandato. MAS NÃO NA COLÔMBIA! Como assim? Bem, o Coronel defende que Uribe ganhe seu terceiro mandato aqui, no Brasil! E com o Presidente constitucionalista de Honduras, Roberto Micheletti, de vice. O que acharam? Bem, possi dizer que adorei a ideia. Ao texto dele:

As Forças Aéreas de Honduras, em plena crise política, derrubaram mais uma "avioneta" venezuelana carregada de cocaína. As Forças Aéreas da Colômbia, que enfrentam uma guerrilha armada até os dentes há mais de 40 anos, mataram mais de 100 narcoterroristas no último mês. As Forças de Segurança do Lula, do Tarso e do Cabral assistiram um helicóptero da Polícia ser derrubado por traficantes, em plena Rio 2009, ainda em festa pela Rio 2016, para a qual os três citados prometeram mundos e fundos, especialmente fundos, muitos fundos. Ontem Lula mudou repentinamente de idéia e disse que "temos que respeitar a soberania dos países". E aprovou as bases americanas na Colômbia que lutam, justamente, contra o tráfico da cocaína e das armas que alimentam os morros do Rio, com comprovadas ligações com as FARC. Se as FARC não tivessem o apoio institucional de Lula e da sua diplomacia, que nega definir este exército de assassinos como "terrorista", talvez houvesse menos violência e menos tráfico de drogas no Brasil. Ontem Uribe conseguiu o que parecia impossível, com a sua conversa lógica e macia. Não "gustaria" a Uribe buscar o seu terceiro mandato aqui no Brasil, com Micheletti de vice? É de líderes assim que estamos precisando.

Gilmar Mendes fala sobre a campanha antecipada de Lula e Dilma. E ele está certo!

Do O Globo Online (íntegra aqui):

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse nesta segunda-feira que as viagens da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para visitar obras do PAC devem ser examinadas pela Justiça Eleitoral. Para ele, muitos atos ditos como de governo têm características de antecipação de campanha política - Dilma é a candidata de Lula e do PT à Presidência em 2010. O ministro não quis fazer juízo de valor sobre eventuais irregularidades nas ações do governo federal, mas disse que nem a pessoa mais ingênua acredita que se trata de fiscalização de obras.

- É uma questão que terá de ser examinada. Muito do que está se fazendo, sorteios, entrega de brindes, tem característica de campanha - disse Gilmar ao GLOBO nesta segunda-feira.

(...) - Estão testando a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral. É uma situação que, se se tornar repetida e sistêmica, há de merecer reflexão. É uma viagem feita com recursos públicos. Nem o mais cândido dos ingênuos acredita que isso é uma fiscalização de obras. Não se tinha visto até então a ministra Dilma fiscalizar obras. A questão tem que ser discutida. (...)

Sim, eu sei que o pogreçismo nacional - em especial o lulo-petralhismo - não suporta o ministro Gilmar Mendes. Mas isso, para mim, não quer dizer absolutamente nada. Aliás, corrijo-me: quer dizer, sim! Se essa gentalha não gosta de Mendes, eu gosto! No presente caso, ademais, ele está absolutamente correto em suas considerações. Como estava no passado, ao censurar o dotô Protógenes Queiroz, aquele que queria estuprar a Constituição "burguesa" a fim de fazer justissa cás pópria mão - e que hoje se sente confortável ao lado de um gigante moral como Paulinho da Força...

O desrespeito reiterado e vulgar de Lula e Dilma à legislação eleitoral é vexatório. Trata-se de um bolivarianismo tipicamente terceiro-mundista e bananeiro, onde as instituições e as leis democráticas são subjugadas em benefício dos interesses do "Partido".

Sim, o TSE deve agir! E as oposições também, diga-se. Afinal, convenhamos, o interesse maior em se livrar do petismo é deles. Ou pelo menos deveria ser...

Leiam abaixo:

1) Novo slogan de Hussein Obama: "Yes, we QUEM?"
2) Principais matérias da VEJA desta semana.
3) Rápidas e rasteiras.
4) Crise no Partido Democrata: Hillary se torna mais popular que Obama.
5) O fim da Cruzada: vencer os pagãos e restaurar os valores éticos e morais.
6) O assalto à casa de Deus - 3: A decadência.
7) O assalto à casa de Deus - 2: A perdição.
8) O assalto à casa de Deus - 1: A heresia.
9) A Cruzada: o início.
10) Por que não votar em Dilma, a ex-terrorista e ex-sequestradora.
11) Dia das crianças, Mafalda, Marx e a sopa.

domingo, 18 de outubro de 2009

Novo slogan.



Encerro o domingo transcrevendo aqui o comentário feito pelo leitor Daniel F. Silva, que resume à perfeição a realidade do governo Obama:

Yes, we quem?

O domingo por conta de VEJA.

Como bom conservador, reacionário e fã do tal PIG, não posso deixar de indicar aos leitores algumas matérias muito interessantes publicadasna VEJA desta semana. Divirtam-se:

A tara estatista da esquerdopatia nacional não tem fim. Valendo de um "laranja" bastante famoso - Eike Baptista, aquele que ficou famoso porque Luma de Oliveira, então sua mulher, teve um caso com um bombeiro -, o lulo-petralhismo pretende colocar suas garras sujas sobre uma empresa próspera, efiiente e que produz divisas para o país. Os brasileiros de bem, que abraçam a democracia e o sistema de liberdades individuais, devem repetir, uma vez mais, que a Vale é nossa, não do PT!

O Presidente-de-ébano encontrou o grande satã da atualidade. Osama? Que nada! O Talibã? Isso é coisa pouca. Bush? Ah, esse já foi. A besta-fera do Messias negro é a FOX, rede de televisão que vem mostrando ao público americano a fraude que é o mito salvacionista representado pelo Democrata. O que eu acho? Bem, eu adoro a FOX, hehe.

Sério: é mesmo preciso criticar, hoje, a - vá lá... - literatura de Saramago? Acredito que, depois de tantos livrecos rabiscados pelo sujeito, isso seja despiciendo... Não houvesse outro motivo, a birra do "portuga" com os sinais de pontuação já bastaria para condenar as loucuras que ele coloca no papel. É simplesmente impossível enfrentar um livro do sujeito sem um balão de oxigênio à mão. No seu mais novo - se me permitem - "romance", Saramago deixa de lado toda a modéstia e pretende - atenção agora! - acertar contas com... Deus! Humilde o velhote, não? Cobrar de Marx e Stalin os milhões de cadáveres que produziram? Que nada! A bronca do caquético é com o Senhor. Santa paciência...

Bom, eu ando de bicicleta... Mais que isso: adoro pedalar! Depois de ler a mais nova coluna do Diogo para a VEJA, descobri que a bicicleta é de... direita!!! Santo Deus! Serei mesmo um conservador?! Bom, repito o que já afirmei no passado: se bicicleta é de direita, pilates é de esquerda - pois o sujeito fica parado, esperando que o "aparelho" faça todo o esforço.

sábado, 17 de outubro de 2009

Rápidas e rasteiras (perdi a conta...)

1) A nossa Cruzada e os demônios.
Caros, agradeço enternecidamente os vários comentários que foram escritos a este post, onde escrevi sobre os males que atormentam a Santa Igreja de Cristo. Infelizmente, os demônios insistem em nos aborrecer... Não entendo por que essa gente não sai daqui. Podem estar certos que minha atenção está no nível máximo: não haverá lugar para eles entre nós! Assim, se quiserem fazer propaganda contra a Igreja Católica, que procurem os blogs lá do esgoto, onde a pocilga ideológica marxista ainda consegue alguma audiência.

2) Sai pra lá, encosto!
Por falar em comentário e em demônio, alguém aí sabe me dizer por que esse maluco resolveu pegar no meu pé? Eu, heim!

3) Quem mais gosta de Obama.
Li no blog do Da CIA: "Não há nada mais grato à vitória de Obama do que a direita americana." É aquilo que se pode chamar de "uma verdade inconveniente", hehe.

4) Um pouco de kriptonita.
Alguém aí sabe onde consigo um pouquinho da pedra verde? Só ela mesmo pra tirar de cena esse super-homem... Santo Deus! Falando sério: não me obriguem a escrever qualquer coisa sobre os trajes do caquético parlamentar... Não é certo fazer troça da debilidade mental de uma pessoa. Sem falar que aquilo nem pode ser considerado quebra de decoro, afinal o ex-marido da dona Marta é um inimputável... Mas é isso: as cuecas dos petistas, quando não estão cheias de dinheiro, estão cheias de vergonha.

5) Minha coluna no Perspectiva Política.
Já está no ar minha mais nova coluna semanal. Trato do Brasil petralha, do Itamaraty simiesco, de Celso Amorim e da ONU, a maior, mais cara e mais inútil ONG que jamais existiu. Vocês lerão, por exemplo, que a ONU sempre condenou a colonização europeia na África e deu apoio às "lutas de libertação". Em consequência, países como Congo deixaram de ser oprimidos pela cultura do velho mundo, passando a gozar a "liberdade" imposta por meio de estupros coletivos.

6) Eleições no Amapá.
Por fim, registro que alguns leitores me pediram para falar um pouco sobre os cenários eleitorais aqui do Amapá. Sério? Por que diabos isso poderia interessar a vocês? Alguém aí se interessa pelas eleições no - sei lá... - Uzbequistão? Então por que dar alguma importância a este rincão pútrido e bolorento? Ora, não tenho nada a dizer sobre o Amapá. Sarney continua senador por este estado? Sim. O atual governador continua chefiando o maior grupo político daqui? Sim. A ONU mandará observadores? Não. A OTAN mandará seu exército? Não. Então, caros, não tenho rigorosamente nada a dizer. A próxima eleição será exatamente como todas as demais: já sabemos quem vai vencer, como vai vencer e graças a quem vai vencer. Não temos por que perder tempo com isso.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Crise no Partido Democrata: Hillary se torna mais popular que Obama.


Quando li esta notícia, quase não pude acreditar. Trata-se de uma matéria do jornal italiano Il Corriere della Sera, que mostra uma espécie de - como direi? - "desconforto" no seio do Partido Democrata. Por quê? Bem, o título do post já diz tudo, não? O fato é que o messias negro, o Cristo de Illinois, o Presidente-de-ébano, Hussein Obama, é, hoje, menos popular que Hillary Clinton, sua Secretária de Estado.

Os números da pesquisa Gallup, que estão reacendendo a rivalidade das primarias eleitorais, não deixam margem para qualquer dúvida: Hillary conta com a aprovação de 62% dos americanos, enquanto Obama é aprovado por 56%. O dado mais interessante, porém, é aquele que emerge a partir da comparação entre a aprovação de ambos no último mês de janeiro: Hillary tinha 65%, foi para 62%. Obama, por sua vez, tinha fantásticos 78%, mas caiu para 56%. Mais um dado interessante? Vamos lá: Hillary é rejeitada por 34% dos entrevistados, ao passo que a rejeição de Obama alcança os 40%. Não tenham dúvida: acabou o mito do jovem, negro e idealista, que iria salvar o mundo.

Os números acima animaram os partidários da ex-senadora, levando-os até mesmo a ambicionar uma nova candidatura à Presidência dos Estados Unidos em 2012, quando ela teria que disputar a indicação do Partido Democrata contra... Obama! Já posso imaginar o riso debochado e o esfregar de mãos dos Republicanos...

Hillary, como é de se esperar, descarta perempetoriamente a hipótese de um confronto com Obama. Nem poderia ser diferente, principalmente por duas razões básicas: 1) O governo mal começou; e 2) Ela faz parte do gabinete de Obama, o que tornaria uma eventual candidatura algo bastante dúbio. Mas, convehamos: não deixa de ser mais uma pequena dor de cabeça para o salvador reencarnado, que, há coisa de poucos meses atrás, caminhava nas nuvens da popularidade extratosférica e era tratado pelo mundo como um mito. Será que o ego dele, acostumado aos afagos das massas, vai suportar algo assim? Pode parece uma coisa sem importância, mas dificilmente em algum outro lugar do mundo acontece algo parecido... Normalmente, o chefe do Executivo é - se me permitem - "o cara". Aparecer assim, escancaradamente atrás de um subalterno é embaraçante.

Não subestimo, porém, os obamófilos. Aposto até que vai aparecer alguém tentando me convencer de que os números da tal pesquisa ilustram, de alguma forma, a tal "mudança" que Obama está trazendo ao mundo. Ou isso, ou essa gente vai dizer que tudo não passa de um complô da tal mídia conservadora, preconceituosa e de direita...

Eu, cá com meus botões, vou sempre poder me orgulhar de ter acertado na mosca. Acertei quando desconfiei do messianismo de Obama desde o primeiro minuto. Acertei quando disse que a popularidade dele derreteria como gelo sob o sol. Acertei, ainda, ao afirmar que os eleitores Democratas - ou progressistas - se decepcionariam mais com ele do que os ditos conservadores. E, vocês verão, acertarei também a minha mais nova aposta: Obama não se reelege em 2012! Perde pra quem? Ah, pra qualquer um! Até Sarah Palin venceria o Cristo havaiano, podem escrever.

Aliás, se os Republicanos tivessem sido um pouquinho mais diligentes na escolha do candidato, em 2008, talvez nem estivessemos aqui, aturando Obama e seu salvacionismo demodè. Relento esta matéria, lembrei o quanto Condoleeza Rice esteve perto de ganhar a indicação do GOP... Aliás, arrisco-me a dizer que ela só não concorreu contra Obama porque não quis. Mas, digam aí: enquanto os Democratas posavam de modernos e vanguardistas, lutando para escolher entre seus dois símbolos eleitorais - "a mulher" e "o negro" -, os Republicanos, chamados de conservadores, reacionários e direitistas, poderiam ter apresentado, de uma só vez, uma mulher negra. Não tinha Obama que desse conta de algo assim, heim?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vencer os pagãos e restaurar os valores éticos e morais.


Neste texto, concluo nossa pequena cruzada contra os que decidiram deturpar e vilipendiar os imperativos éticos e morais decorrentes da tradição judaico-cristã. Tais postulados, já disse, foram responsáveis por unir o ocidente e permitiram o florescimento da nossa grandiosa civilização. O texto, admito, é um pouco longo. Mas, creio, vale a pena.
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Eles odeiam a moral cristã.
Desde sempre as chamadas utopias coletivistas tentaram abater a Igreja Católica. Aliás, a coisa é até um tanto mais complicada: eles se levantam contra toda a concepção ética e moral que, ao longo da história, moldou a civilização ocidental.

Tomemos, por exemplo, o comunismo - mãe de todos os coletivismos totalitários. Marx se tornou célebre ao dizer que "a religião é o ópio do povo", pois o tal "outro mundo possível" deles não seria livre da exploração e, portanto, das desigualdades sociais. Sendo assim, seria desnecessário professar uma fé que fala em redenção, salvação e sacrifício, pois toda a salvação possível seria concedida pelo Partido. Desnecessário dizer que o velho barbudo quebrou a cara espalhafatosamente. Recentemente, o Papa Bento XVI, analisando o marxismo, disse: "Marx errou porque a fé está dentro do homem, faz parte dele. Não pode, pois ser extirpada por determinação externa de nenhuma força terrena." Mas por que Marx precisava destruir a Igreja? Bem, porque ela diria aos fiéis que o trabalhador não pode matar o dono da fábrica a fim de conseguir uma vida melhor...

Hoje, o consenso politicamente correto tomou o mundo e substituiu o marxismo. Eles continuam querendo revolucionar nossas vidas, mas agora pretendem fazer isso espalhando seus tentáculos por todos os segmentos sociais possíveis e imagináveis. Por isso o pogreçismo adotou as tais "minorias", transformando-as em uma maioria ditatorial e disforme. Suas bandeiras? Bem, todas... Eles defendem qualquer coisa que vá de encontro à moral e à ética tradicionais do ocidente, agindo no sentido de minar as estruturas da nossa sociedade. Por quê? Ora, porque eles têm medo do homem livre! Livre, eu disse? Sim. Afinal, convenhamos, é mais livre aquele que escolhe acreditar no dogma da Cruz, do que aquele que abraça O Manifesto Comunista e o transforma numa espécie de Bíblia...

O marxismo dentro da Igreja é como o demônio dentro do paraíso.
Num dos posts abaixo, comentei a participação de Dilma Rousseff no Círio de Nazaré, em Belém. Trata-se de uma heresia! Um atentado praticado ostensivamente contra a Igreja de Cristo, que fundou uma congregação embasada no amor ao próximo. É ultrajante ver seu legado sendo usado por gente que professa uma ideologia cujo símbolo maior é uma pilha com mais de 100 milhões de mortos!

Dilma, não é segredo, militou durante anos em um grupo da extrema-esquerda denominado VAR-Palmares. O que eles faziam lá? Ora, planejavam o tal "outro mundo possível". Como? Bem, dentre outras coisas, matando inocentes! "Ah, mas isso faz muito tempo..." Sim, faz. Mas eu pergunto: ela se arrependeu? Ela se desculpou publicamente? Não! E não fez nada disso por uma razão bem simples: acredita que o terrorismo, o sequestro e o assassinato são mesmo a melhor maneira de mudar o mundo!

Reinaldo Azevedo, há alguns dias atrás, esculpiu uma frase brilhante em seu blog. Disse que o braço marxista da Igreja Católica trocou o crucifixo, que é eterno, pela foice e pelo martelo, que são apenas velhos. É exatamente o que acontece no Brasil há bastante tempo. O mais curioso, contudo, é que não deve existir um braço marxista na Igreja de Cristo! E isso por uma razão bem simples: as duas coisas são absolutamente incompatíveis!

Por isso o Vaticano, há décadas, editou o Decretum contra communismum, que explica porque aqueles que aderem ao comunismo incorrem, ipso facto, em excomunhão. Os dispositivos são absolutamente claros e incontroversos: "1) É lícito se inscrever em um partido comunista? Não." Simples assim. É algo ortodoxo e duro? Sem dúvida. Mas eu pergunto: como ser diferente quando se lida com a escória do mundo?

Quando a tolerância ameaça a integridade.
Se o braço marxista contamina a Igreja Católica por um lado, o sincretista faz o mesmo a partir de outro fronte. O - como direi? - "moderno catolicismo" decidiu, ao que parece, se sentir culpado pela grandiosidade da história e do legado da Igreja que foi fundada pelo próprio Cristo. É como se eles pensassem: "Bom, somos a maior, mais famosa e mais seguida religião. Vamos despertar algumas antipatias nos rivais. Por que então não abrir as portas para a diversidade, a fim de alargar os horizontes?" E eis que, repentinamente, passamos a encontrar baianas jogando "água de cheiro" nas portas da Igreja; dançarinos de marabaixo rodeando imagens sagradas; símbolos, entidades e ícones de culturas as mais diversas imiscuídos ao altar de Cristo.

Tudo em nome da boa e moderna tolerância. Essa história não é nada nova... O pogreçismo - assim como o demônio - assume várias formas, todas igualmente sedutoras, a fim de cooptar o homem para o lado do mal. Assim, a Igreja Católica é chamada a abrir as portas aos seus inimigos, tudo para se mostrar magnânima, tolerante e moderna. Por isso grupelhos arrivistas como as tais "Católicas pelo direito de decidir" conseguem se dizer... católicas! Como assim?! Direito de decidir o quê? Quando uma vida pode seguir adiante e quando merece ser descartada? Isso condiz com a moral e a ética católicas? Mas elas estão lá, divulgando suas teses estapafúrdias, quase como que assumindo a posição de um contraponto ao Vaticano.

Essa mesma retórica empurra o governo americano a sentar à mesa com o fascismo islâmico, e pretende que Israel dialogue com os vagabundos do Hamas e do Hezbollah. Pouco importa que os bandidos encarnem o mal em seu estado puro: o pogreçismo mundial exige a tolerância e os braços aberto. Exige de quem? Ora, das vítimas. Segundo esse pensamento, os algozes são sempre oprimidos mal compreendidos, que merecem o direito de se expressar e reivindicar. Por isso as macaquices criminosas do MST devem ser - como é mesmo que eles dizem? - "analisadas a partir do contexto social".

Os charlatães que conspurcam o sagrado.
Aproximo-me da conclusão desta longa batalha, situando um pouco mais a discussão no âmbito do Amapá, de onde escrevo. Aqui, a diocese capitulou há bastante tempo, entregando a condução das paróquias a seitas as mais diversas. Chega-se ao absurdo de divulgar, por meio de folhetos inclusive, os dias e as horas em que haverá "missa da RCC", "missa da comunidade Shallon", ou "missa da canção nova". Missa católica mesmo, com os ritos do Missal Romano devidamente respeitos? Ah, isso não existe mais!

Nos últimos tempos, explodiu a moda das missas de cura. A maioria das paróquias tem a sua, em um determinado dia e horário, quando a casa de Deus é assaltada pela corrente neopentecostal do catolicismo. A "aeróbica de Jesus" toma conta da celebração, num festival de mãos que se agitam e corpos que balançam. Diferenciar aquilo que essa gente faz nas Igrejas de um baile qualquer é tarefa das mais hercúleas.

O curioso, porém, é ver que todas essas práticas contrariam frontalmente as diretrizes do Vaticano. E daí? Bem, daí que a Igreja Católica é também apostólica e romana e conta com um pastor incumbido de zelar pelo rebanho de Cristo. Se alguém se pretende católico, sinto dizer, deve aceitar isso. Não se pode ser um católico pela metade. Se o Papa diz que as missas de cura estão proibidas, é porque não podem ser feitas! Simples, não? Vejam o que diz o decreto do Vaticano sobre o assunto:

"É absolutamente proibido inserir tais orações [as orações de cura] na celebração da Santa Missa(...)"

E se alguém insistir em posar de curandeiro diante dos fiéis, desrespeitando as diretrizes da Santa Sé? Bem, em tal caso o decreto estipula o seguinte:

"A intervenção da autoridade do Bispo diocesano é obrigatória e necessária quando se verificarem abusos nas celebrações (...)"

Tudo claro como as águas de um riacho. O problema surge quando o Bispo e as demais autoridades diocesanas se rendem ao neopentecostalismo e assistem tudo passivamente. Os verdadeiros fiéis, aqueles que honram as tradições da Igreja e obedecem as diretrizes pastorais do Sumo Pontífice, são os únicos a sucumbir, cercados de todos os lados pelos detratores de Cristo.

O que esperar de uma diocese que aceita misturar o sagrado com o profano? Como justificar, por exemplo, o destque que o governador Waldez Góes e sua família receberam durante o Círio? Ou a exaltação que as autoridades clericais do Pará permitiram que se fizesse em torno de Dilma? Alguém já viu o primeiro-ministro da Itália carregando qualquer coisa para o altar durante uma missa no Vaticano? Claro que não! E por quê? Bem, lá a Igreja adota o necessário decoro...

Aqui, a casa de Deus foi tomada de assalto por vendilhões e traidores, que se ocupam apenas de deturpar a mensagem do Cristo, rasgando seus ensinamentos. Não importa que se chame ao altar a escória da sociedade, desde que mais alguns trocados sejam doados para construir algum salão paroquial. Não importa que as diretrizes do Santo Padre sejam desrespeitadas de forma grosseira e ultrajante, condescendendo com "missas de cura" e congêneres, desde que isso implique em aumento do número de fiéis e, consequentemente, de arrecadação.

São os verdadeiros vendedores de simonias travestidos de ministros do Senhor! São aqueles que, em vez de defender a fé católica, se ocupam de destroçá-la! O inferno é pouco para essa gentalha suja!