Neste texto, concluo nossa pequena cruzada contra os que decidiram deturpar e vilipendiar os imperativos éticos e morais decorrentes da tradição judaico-cristã. Tais postulados, já disse, foram responsáveis por unir o ocidente e permitiram o florescimento da nossa grandiosa civilização. O texto, admito, é um pouco longo. Mas, creio, vale a pena.
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Eles odeiam a moral cristã.
Desde sempre as chamadas utopias coletivistas tentaram abater a Igreja Católica. Aliás, a coisa é até um tanto mais complicada: eles se levantam contra toda a concepção ética e moral que, ao longo da história, moldou a civilização ocidental.
Tomemos, por exemplo, o comunismo - mãe de todos os coletivismos totalitários. Marx se tornou célebre ao dizer que "a religião é o ópio do povo", pois o tal "outro mundo possível" deles não seria livre da exploração e, portanto, das desigualdades sociais. Sendo assim, seria desnecessário professar uma fé que fala em redenção, salvação e sacrifício, pois toda a salvação possível seria concedida pelo Partido. Desnecessário dizer que o velho barbudo quebrou a cara espalhafatosamente. Recentemente, o Papa Bento XVI, analisando o marxismo, disse: "Marx errou porque a fé está dentro do homem, faz parte dele. Não pode, pois ser extirpada por determinação externa de nenhuma força terrena." Mas por que Marx precisava destruir a Igreja? Bem, porque ela diria aos fiéis que o trabalhador não pode matar o dono da fábrica a fim de conseguir uma vida melhor...
Hoje, o consenso politicamente correto tomou o mundo e substituiu o marxismo. Eles continuam querendo revolucionar nossas vidas, mas agora pretendem fazer isso espalhando seus tentáculos por todos os segmentos sociais possíveis e imagináveis. Por isso o pogreçismo adotou as tais "minorias", transformando-as em uma maioria ditatorial e disforme. Suas bandeiras? Bem, todas... Eles defendem qualquer coisa que vá de encontro à moral e à ética tradicionais do ocidente, agindo no sentido de minar as estruturas da nossa sociedade. Por quê? Ora, porque eles têm medo do homem livre! Livre, eu disse? Sim. Afinal, convenhamos, é mais livre aquele que escolhe acreditar no dogma da Cruz, do que aquele que abraça O Manifesto Comunista e o transforma numa espécie de Bíblia...
O marxismo dentro da Igreja é como o demônio dentro do paraíso.
Num dos posts abaixo, comentei a participação de Dilma Rousseff no Círio de Nazaré, em Belém. Trata-se de uma heresia! Um atentado praticado ostensivamente contra a Igreja de Cristo, que fundou uma congregação embasada no amor ao próximo. É ultrajante ver seu legado sendo usado por gente que professa uma ideologia cujo símbolo maior é uma pilha com mais de 100 milhões de mortos!
Dilma, não é segredo, militou durante anos em um grupo da extrema-esquerda denominado
VAR-Palmares. O que eles faziam lá? Ora, planejavam o tal "outro mundo possível". Como? Bem, dentre outras coisas,
matando inocentes! "Ah, mas isso faz muito tempo..." Sim, faz. Mas eu pergunto: ela se arrependeu? Ela se desculpou publicamente? Não! E não fez nada disso por uma razão bem simples:
acredita que o terrorismo, o sequestro e o assassinato são mesmo a melhor maneira de mudar o mundo!
Reinaldo Azevedo, há alguns dias atrás, esculpiu uma frase brilhante em seu blog. Disse que o braço marxista da Igreja Católica trocou o crucifixo, que é eterno, pela foice e pelo martelo, que são apenas velhos. É exatamente o que acontece no Brasil há bastante tempo. O mais curioso, contudo, é que não deve existir um braço marxista na Igreja de Cristo! E isso por uma razão bem simples: as duas coisas são absolutamente incompatíveis!
Por isso o Vaticano, há décadas, editou o Decretum contra communismum, que explica porque aqueles que aderem ao comunismo incorrem, ipso facto, em excomunhão. Os dispositivos são absolutamente claros e incontroversos: "1) É lícito se inscrever em um partido comunista? Não." Simples assim. É algo ortodoxo e duro? Sem dúvida. Mas eu pergunto: como ser diferente quando se lida com a escória do mundo?
Quando a tolerância ameaça a integridade.
Se o braço marxista contamina a Igreja Católica por um lado, o sincretista faz o mesmo a partir de outro fronte. O - como direi? - "moderno catolicismo" decidiu, ao que parece, se sentir culpado pela grandiosidade da história e do legado da Igreja que foi fundada pelo próprio Cristo. É como se eles pensassem: "Bom, somos a maior, mais famosa e mais seguida religião. Vamos despertar algumas antipatias nos rivais. Por que então não abrir as portas para a diversidade, a fim de alargar os horizontes?" E eis que, repentinamente, passamos a encontrar baianas jogando "água de cheiro" nas portas da Igreja; dançarinos de marabaixo rodeando imagens sagradas; símbolos, entidades e ícones de culturas as mais diversas imiscuídos ao altar de Cristo.
Tudo em nome da boa e moderna tolerância. Essa história não é nada nova... O pogreçismo - assim como o demônio - assume várias formas, todas igualmente sedutoras, a fim de cooptar o homem para o lado do mal. Assim, a Igreja Católica é chamada a abrir as portas aos seus inimigos, tudo para se mostrar magnânima, tolerante e moderna. Por isso grupelhos arrivistas como as tais "Católicas pelo direito de decidir" conseguem se dizer... católicas! Como assim?! Direito de decidir o quê? Quando uma vida pode seguir adiante e quando merece ser descartada? Isso condiz com a moral e a ética católicas? Mas elas estão lá, divulgando suas teses estapafúrdias, quase como que assumindo a posição de um contraponto ao Vaticano.
Essa mesma retórica empurra o governo americano a sentar à mesa com o fascismo islâmico, e pretende que Israel dialogue com os vagabundos do Hamas e do Hezbollah. Pouco importa que os bandidos encarnem o mal em seu estado puro: o pogreçismo mundial exige a tolerância e os braços aberto. Exige de quem? Ora, das vítimas. Segundo esse pensamento, os algozes são sempre oprimidos mal compreendidos, que merecem o direito de se expressar e reivindicar. Por isso as macaquices criminosas do MST devem ser - como é mesmo que eles dizem? - "analisadas a partir do contexto social".
Os charlatães que conspurcam o sagrado.
Aproximo-me da conclusão desta longa batalha, situando um pouco mais a discussão no âmbito do Amapá, de onde escrevo. Aqui, a diocese capitulou há bastante tempo, entregando a condução das paróquias a seitas as mais diversas. Chega-se ao absurdo de divulgar, por meio de folhetos inclusive, os dias e as horas em que haverá "missa da RCC", "missa da comunidade Shallon", ou "missa da canção nova". Missa católica mesmo, com os ritos do Missal Romano devidamente respeitos? Ah, isso não existe mais!
Nos últimos tempos, explodiu a moda das missas de cura. A maioria das paróquias tem a sua, em um determinado dia e horário, quando a casa de Deus é assaltada pela corrente neopentecostal do catolicismo. A "aeróbica de Jesus" toma conta da celebração, num festival de mãos que se agitam e corpos que balançam. Diferenciar aquilo que essa gente faz nas Igrejas de um baile qualquer é tarefa das mais hercúleas.
O curioso, porém, é ver
que todas essas práticas contrariam frontalmente as diretrizes do Vaticano. E daí? Bem, daí que a Igreja Católica é também apostólica e romana e conta com um pastor incumbido de zelar pelo rebanho de Cristo. Se alguém se pretende católico, sinto dizer, deve aceitar isso. Não se pode ser um católico pela metade. Se
o Papa diz que as missas de cura estão proibidas, é porque não podem ser feitas! Simples, não? Vejam o que diz o
decreto do Vaticano sobre o assunto:
"É absolutamente proibido inserir tais orações [as orações de cura] na celebração da Santa Missa(...)"
E se alguém insistir em posar de curandeiro diante dos fiéis, desrespeitando as diretrizes da Santa Sé? Bem, em tal caso o
decreto estipula o seguinte:
"A intervenção da autoridade do Bispo diocesano é obrigatória e necessária quando se verificarem abusos nas celebrações (...)"
Tudo claro como as águas de um riacho. O problema surge quando o Bispo e as demais autoridades diocesanas se rendem ao neopentecostalismo e assistem tudo passivamente. Os verdadeiros fiéis, aqueles que honram as tradições da Igreja e obedecem as diretrizes pastorais do Sumo Pontífice, são os únicos a sucumbir, cercados de todos os lados pelos detratores de Cristo.
O que esperar de uma diocese que aceita misturar o sagrado com o profano? Como justificar, por exemplo, o destque que o governador Waldez Góes e sua família receberam durante o Círio? Ou a exaltação que as autoridades clericais do Pará permitiram que se fizesse em torno de Dilma? Alguém já viu o primeiro-ministro da Itália carregando qualquer coisa para o altar durante uma missa no Vaticano? Claro que não! E por quê? Bem, lá a Igreja adota o necessário decoro...
Aqui, a casa de Deus foi tomada de assalto por vendilhões e traidores, que se ocupam apenas de deturpar a mensagem do Cristo, rasgando seus ensinamentos. Não importa que se chame ao altar a escória da sociedade, desde que mais alguns trocados sejam doados para construir algum salão paroquial. Não importa que as diretrizes do Santo Padre sejam desrespeitadas de forma grosseira e ultrajante, condescendendo com "missas de cura" e congêneres, desde que isso implique em aumento do número de fiéis e, consequentemente, de arrecadação.
São os verdadeiros vendedores de simonias travestidos de ministros do Senhor! São aqueles que, em vez de defender a fé católica, se ocupam de destroçá-la! O inferno é pouco para essa gentalha suja!