segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ainda Silvio Tendler e a "moral" deles.

Ao longo do fim de semana, pensei seriamente em deixar de lado essa história do "menino do MEP". Não em respeito ao PT, a Lula ou a quem quer que fosse. Em respeito a mim mesmo. Afinal, discorrer sobre os "instintos mais primitivos" dessa gente pogreçista é um tanto aborrecedor.

Mas não posso deixar de falar sobre a mais nova loucura dita por Silvio Tandler, aquele cineasta que resolveu defender Lula, dizendo que a história do "menino do MEP" não passara de uma piada ingênua. Vocês sabem, né? Essa gente humanista, ávida por nos salvar da besta-fera capitalista e por criar o tal "outro mundo possível", adora fazer brincadeiras sobre ataques sexuais...

Abaixo transcrevo dois trechos de uma entrevista que Tandler concedeu nos últimos dias. O texto em questão eu o encontrei publicado no blog do Reinaldo Azevedo (link aqui):


“Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara… (...)

Começo com um comentário óbvio, só para irritar a petralhada: Quer dizer que "todos os dias o Lula sacaneava alguém"? Quer dizer que o sujeito era dado a piadinhas de cunho - se me permitem a construção - "estupratório"? Bom, ainda bem que ele não foi eleito, não é?! Naquele momento, o Brasil precisava muito de uma pessoa que dedicasse o tempo a analisar os problemas e apresentar soluções. Um vagabundo desocupado, dado a "sacanear" os outros, seria desastroso para o país.


Agora, uso o trecho grafado em vermelho acima para fazer uma pequena digressão. Os leitores tradicionais do blog sabem que costumo dizer que os americanos são melhores que nós. E melhores em tudo! Alguns - os mais bairristas - se aborrecem. Pura perda de tempo, afinal é a mais pura verdade. A prova? Bem, vejam lá o relato de Tandler, um intelequitual do pogreçismo nacional: "A vítima (...) era um marqueteiro americano" e "Lula inventou aquela história (...) para chocar o cara".

Que tal um rápido passeio, braços dados com a lógica? Vamos lá: Lula e seus macaquitos escolheram uma "brincadeira" acerca de um suposto crime sexual "apenas" para - como era mesmo? - "chocar" o americano, certo? Qual é a lição que tiramos disso? Simples: segundo a moral daquele visitante "gringo", semelhante conduta delituosa não seria aceitável. E os petralhas da vez estavam certos! Lá, onde eles são conservadores, moralistas e caretas, um candidato à Presidência não consegue se sustentar depois de sair por aí contando semelhante "piadinha". Já aqui... Perceberam? São melhores que nós! E em tudo!

Retornemos a Tandler, o defensor-mor de Lula. Vejam o que vai abaixo:

“E você acha que, se isso fosse, soasse, verdadeiro, todos nós não ficaríamos chocados? Todos ali da esquerda, com amigos presos, ex-presos e tudo mais, você acha que nós ouviríamos aquilo com tom de verdade, se assim fosse ou parecesse, e não reagiríamos, não ficaríamos chocados?”

Conseguiram captar todas as nuances do que vai acima? Sugiro que o trecho em questão seja salvo e guardado para a posteridade. Trata-se da prova cabal e conclusiva de que Antonio Gramsci, o terrorista italiano, tinha razão: a moral da canalha radical e revolucionária é mesmo diferente da nossa - que eles chamam de burguesa.

Quer dizer então que Tandler - este humanista! - ficariam chocado com a história, caso fosse verdadeira, porque ele é "da esquerda"? Mas não é fascinante?! Na moral de um direitista, suponho, o estupro de um companheiro de cela deve, provavelmente, ser admitido. É isso?! Que gente sórdida!

Há mais. A declaração do valente nos faz supor que, em sendo real a história da tentativa de abuso sexual, ele - e os demais integrantes "da esquerda" - ficariam revoltados porque tinham "amigos presos". Amigos estes, eu suponho, também "da esquerda". Hum... Se os presos - vítimas de tentativas de abuso - fossem "da direita", a coisa seria, pois, menos grave?

O que me enoja é notar que essa mentira estúpida da superioridade moral das esquerdas se assenta numa ideologia responsável por criar a maior e mais eficiente máquina de matar que a humanidade já conheceu. Sabem qual é o legado que a utopia de Tandler deixou para o mundo? Uma pilha com mais de 100 milhões de cadáveres! Convenhamos: quem é condescendente com o assassinato em massa, bem que poderia sê-lo, também, com o estupro...

Finalizo mostrando mais um particular encontrado no discurso do sujeito. Segundo Tandler, ele e os demais eram "da esquerda". Perceberam? Não é DE esquerda, mas DA esquerda. "Ah, Yashá. E daí?" Daí que essa gente revela a natureza sórdida do seu pensamento vagabundo: não existe indivíduo, ser humano, pessoa. O que existe é "O Partido". E todo o resto, por conseguinte, existe para "O Partido" e dentro "d'O Partido". Por isso Tandler era DA esquerda. Não foi um engano retórico, um mero tropeço nas palavras. Foi a confissão de um método.

Quem aceita fazer parte de um mundo onde a individualidade do ser deve ser destruída, a fim de permitir que todos sejam "d'O Partido" - assim como Tandler era DA esquerda -, está condescendendo com o fim das liberdades individuais e, portanto, ajudando a implodir a viga-mestra da civilização. Aquele que faz algo assim, acreditem, pode condescender também com o assassinato em massa e com o estupro. Desde, é claro, que seja em nome da "causa".

Honduras dá lição de democracia ao mundo. E o Brasil bolivariano sai derrotado.

Vejam o que vai abaixo, publicado na Folha Online (íntegra aqui):

O candidato do opositor Partido Nacional, Porfirio Lobo, se declarou o vencedor das eleições deste domingo em Honduras e prometeu um governo de unidade nacional. O presidente deposto, Manuel Zelaya, que havia convocado um boicote, chamou a votação de "mentira" --apoiado pela maioria da América Latina, que disse não reconhecer o pleito.

Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral, com 61,89% dos votos contados, Lobo tinha 55,9% dos votos, contra 38,6% do rival Elvin Santos, do Partido Liberal --que reconheceu a derrota.
Contrariando a alegação dos zelayistas de que houve um grande boicote de 70% dos eleitores, o TSE afirmou que a participação chega a 61,3% (quase 10% a mais que em 2005).

Ah, eu quero ver como os lulo-petralhas bolivarianos vão conseguir negar o óbvio. Querem fatos? Vamos a eles:

1) Mais de 60% dos eleitores de Honduras foram às urnas, defender a democracia do país. Se isso não é reconhecer a legitimidade da eleição - e de quem a convocou -, o que mais seria? A abstenção foi alta? Depende... Para um país onde o voto NÃO é obrigatório, diria que alta mesmo foi a afluência dos eleitores.

2) Roberto Micheletti cumpriu tudo aquilo que prometera ao longo do seu mandato-tampão. Convocou eleições, afastou-se do cargo e abdicou de disputar o pleito. Depois de algo assim, ainda haverá algum idiota capaz de dizer que o sujeito era um ditador?

3) Notaram que o candidato derrotado, Elvin Santos, reconheceu a derrota? Se isso não for a prova cabal de uma demcoracia, não sei mais o que dizer!

"Ah, mas a América Latina não reconhece!", bradam os cães bolivarianos. É mesmo? E daí? O que diabos é a América Latina?! Hoje, em sua maioria, não passa de um convescote de vagabundos protoditadores e filoterroristas, interessados em solapar a democracia! Os Estados Unidos reconhecerão o pleito? Obama diz que sim. Então, dane-se o resto!

E o Brasil? Bem, Celso Amorim, Lula e toda a canalha amiga das FARC e do Foro de São Paulo deram com os burros n'água! Essa gente asnal só poderia se declarar vitoriosa se o vagabundo chamado Manuel Zelaya fosse restituído ao poder e, uma vez lá, pudesse convocar seu referendo golpista. Como não conseguiram, foram derrotados!

Agora, consolidada a democracia hondurenha, espero sinceramente que o governo democrático, constitucional e legítimo de Pepe Lobo Coloque o pé na porta da embaixada brasileira e prenda o vagabundo chamado Zelaya! E se o Brasil se colocar no meio? Que coloquem os macaquitos bolivarianos de Lula no chão, também! Simples assim.

sábado, 28 de novembro de 2009

VEJA e aquele que pode ser o "menino do MEP".

A VEJA desta semana, mostrando por que é a melhor revista do país - e uma das melhores do mundo -, cuidou de averiguar a história do "menino do MEP", divulgada ontem, em artigo na Folha, por Cesar Benjamin. Leiam o que vai abaixo (link aqui):

A um mês da estréia de Lula, o Filho do Brasil, surge um depoimento que contrasta fortemente com o filme de contornos hagiográficos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sexta-feira passada, o jornal Folha de S.Paulo publicou um artigo que deixou de olhos arregalados todos os que o leram. Intitulado “Os filhos do Brasil”, o texto é assinado por César Benjamin, um dos mais célebres militantes da esquerda brasileira.
(…)
[Lula] passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos trinta dias em que ficara detido. Chamava-o de ‘menino do MEP’
(…)
Por liderar greves no ABC paulista, Lula passou 31 dias preso no Dops, em São Paulo, em 1980, com outros sindicalistas. VEJA ouviu cinco de seus ex-companheiros de cela. Nenhum deles forneceu qualquer elemento que confirme a história de Benjamin. Eles se recordam, porém, de que havia na mesma cela um militante do Movimento de Emancipação do Proletariado (MEP). “Tinha um rapaz com a gente que se dizia do MEP. Tinha uns 30 anos, era magro, moreno claro. Eu não o conhecia do movimento sindical”, diz José Cicote, ex-deputado federal. “Quem estava lá e não era muito do nosso grupo era um tal João”, lembra Djalma Bom, ex-vice-prefeito de São Bernardo do Campo. “Eu me lembro do João: além de sindicalista, ele era do MEP mesmo”, conta Expedito Soares, ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O João em questão é João Batista dos Santos, ex-metalúrgico que morou e militou em São Bernardo. Há cerca de três anos, ganhou uma indenização da Comissão de Anistia e foi viver em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Por meio do amigo Manoel Anísio Gomes, João declarou a VEJA: “Isso tudo é um mar de lama. Não vou falar com a imprensa. Quem fez a acusação que a comprove”.

Não! O tal João Batista, que seria o "menino do MEP", NÃO NEGOU A HISTÓRIA contada por Cesar Benjamin e confirmada por Silvio Tandler! Só os lulo-petralhas, mentirosos como sempre, podem enveredar por tal seara.

Vejam lá: a única declaração que João Batista teria fornecido - "teria" porque feita de forma oblíqua, por meio de terceira pessoa - foi: "Isso tudo é um mar de lama (...) Quem fez a acusação que a comprove." Ora, onde está a negativa?! O que é um mar de lama? A história do Benjamin? A tentativa de estupro? A repercussão que a coisa ganhou na internet?

Quanto à exigência de provas, nada a dizer. Concordo inteiramente com isso. Acho que Benjamin precisa ser chamado a esclarecer os fatos, afinal seu relato envolve o atual Presidente da República. Quem está querendo deixar o assunto morrer não sou eu, mas o Palácio do Planalto. De minha parte as coisas estão muito claras: alguém cometeu um crime! Resta saber quem foi.

Cineasta ligado a Lula dá nova versão para o caso do "menino do MEP".

No post abaixo, há a nota à impresa publicada por Paulo de Tarso, dono da Matisse, acerca da história sobre Lula e o "menino do MEP". Segundo o publicitário, Cesar Benjamin teria inventado a história toda e Lula, por conseguinte, nunca teria mencionado a tal tentativa de estupro contra o "menino".

Hoje, foi a vez do cineasta Silvio Tendler falar sobre o ocorrido. Vejam o que vai abaixo, publicado na coluna de Mônica Bergamo, da Folha:


COMPLICADO
O cineasta Silvio Tendler diz ser ele o “publicitário brasileiro” de quem o editor César Benjamin afirma não se lembrar no artigo publicado ontem na Folha sobre a campanha de Lula em 1994. Nele, Benjamin relata conversa em que Lula teria revelado como tentou subjugar um preso nos 30 dias em que esteve detido, na época da ditadura militar. “Aquilo foi uma brincadeira, uma piada que ele tenta transformar em drama”, diz Tendler. “Se o cara [Benjamin] não consegue entender piadas, é complicado. Ele deveria ganhar o troféu de loira do ano.”
TREZENTAS
Tendler diz que a conversa era “uma brincadeira como outras 300″ que Lula fazia todos os dias. “Não tinha nada do tom dramático que ele [Benjamin] quer dar. O cara deve estar muito ressentido para sacar isso com 30 anos de atraso.”

Não deixa de ser interessante observar a repetição do "padrão petista": segundo dia, segunda versão diferente para o caso.

"Ah, mas Tandler desmentiu Benjamin!", gritará o petralha assanhado. Sim, desmendiu. Na forma, não no conteúdo... E, mais que isso, Tandler desmentiu Paulo de Tarso, para quem a tal conversa nunca existiu.

E aí? Quem está falando a verdade? Quem está mentindo? Num primeiro momento, sou tentado a acreditar que a versão de Tarso, exposta ontem, é aquela falsa. Afinal, a priori, duas pessoas confirmaram a tal conversa sobre o "menino do MEP": Benjamin e Tandler. Só o publicitário cismou que a coisa foi inventada.

Insisto num ponto: ao contrário do que pensa o Planalto, a história é grave! Diante de tudo o que se viu até agora, uma coisa é certa: UM CRIME FOI COMETIDO! O Brasil precisa saber quem foi o criminoso, e qual foi o delito... Houve mesmo um "menino do MEP"? Ele foi, de fato, molestado pelo atual Presidente? Ou tudo não passou de calúnica barata de Cesar Benjamin? Há que se apurar os fatos.

Por fim, não poderia deixar de tecer uma pequena provocação de cunho moral à petralhada: e se tudo não passou de brincadeira - de piada - de Lula? A coisa seria menos grave? É moralmente aceitável que um sujeito na posição dele se comporte de semelhante maneira? Vamos além: imaginem FHC, o "neoliberal", o "entreguista", fazendo semelhante piada... Ah, o mundo viria abaixo! Os pogreçistas iriam cair matando em cima dele, sem a menor piedade. E - vejam que coisa! - os primeiros da fila seriam aqueles humanistas "responsáveis" que, hoje, se apressam em proteger Lula.

Essa gente é mesmo uma coisa única!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Paulo de Tarso, dono da Matisse, fala sobre o caso do "menino do MEP".

Vejam a nota abaixo, publicada pelo publicitário Paulo de Tarso, dono da Matisse:

São Paulo, 27 de novembro de 2009.
Aos profissionais da imprensa.
A respeito do artigo publicado na Folha de São Paulo, nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, sob o título “Os filhos do Brasil” (pg. A8), de autoria do cientista político César Benjamin, onde sou citado nominalmente como participante de um almoço acontecido durante a campanha de 1994, com a presença do atual Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, e outros interlocutores, gostaria de me manifestar publicamente para que não pairem dúvidas sobre a minha versão do acontecido:
1 - O almoço a que se refere o artigo de fato ocorreu. O publicitário americano mencionado se chamava Erick Ekwall e nos tinha sido recomendado pelo empresário Oded Grajew.
2 - Eu, Paulo de Tarso, então responsável pela campanha publicitária do atual Presidente, não me recordo da presença de César Benjamin nesse almoço - embora ele trabalhasse conosco na campanha.
3 - Confirmo a informalidade do almoço, mas absolutamente não confirmo qualquer menção sobre os temas tratados no artigo.
4 - Não compreendo qual a intenção do articulista em narrar os fatos como narrou (como disse, sequer me lembro de sua presença na mesa).
5 - Não concordo com o conceito do que foi escrito - um ataque particular à figura do Presidente da República que, na minha opinião como cidadão, independente de quem seja, deve receber o respeito da sociedade brasileira como representante maior das instituições democráticas.
Sem mais.
Atenciosamente,
Paulo de Tarso da Cunha Santos

Chamo a atenção dos leitores para alguns trechos interessantes, que grafei em negrito acima.

Em primeiro lugar, cumpre deixar claro que "não confirmar" é bem diferente de negar. Estou jogando com as palavras? Brincando com o texto? Não, senhores. Estou é analisando o que vai acima do ponto de vista jurídico, que é muito importante nesse tipo de questão - ou alguém acha que o subscritor não consultou seus advogados?

Porém, o que me despertou mesmo o interesse foi o quinto ponto da nota. O que diabos é aquilo?! Saramago não conseguiria escrever algo tão sem sentido...

Há uma mensagem oblíqua naquele parágrafo que me assusta um pouco, afinal flerta abertamente com o absolutismo encarnado na figura do mandatário maior. Paulo de Tarso diz que o Presidente, "indepentende de quem seja, deve receber o respeito da sociedade brasileira". Perfeito! Mas digam aí: A história de Cesar Benjamin nos leva a indagar sobre o passado de Lula por que ele é... Lula? Ou porque ele fez aquela coisa hedionda que foi relatada na Folha?

Percebam: ninguém discute que o Presidente merece respeito, independente de quem seja. Mas não venham me dizer que ele merece respeito INDEPENDENTE DO QUE FAÇA, porque aí estar-se-ia abrindo as portas para as invasões bárbaras. Paulo de Tarso está sugerindo, de forma indireta, que há coisas que um Presidente pode fazer sem ser questionado. Isso é brincar com a democracia! Isso é inaceitável!

No mais, é deveroso lembrar que Paulo de Tarso é um dos publicitários mais ligados ao Planalto. Isso desmerece sua versão? Não necessariamente. Mas é justo que todos saibam quem está falando. Paulo de Tarso defendendo Lula é como o diretor do Milan defendendo Berlusconi; é como a Associação das Beatas Fogosas do Paraguai defendendo Lugo... É justo que se saiba, não é?

Polícia Federal e STJ apuram esquema de corrupção no governo de Arruda (DEM), do Distrito Federal.

Leiam com atenção o que vai abaixo, publicado no G1, o portal de notícias da Globo.com (íntegra aqui):

A Polícia Federal usou 150 agentes na Operação Caixa de Pandora, que investiga um esquema de repasse de dinheiro a aliados do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e apreendeu R$ 700 mil em dinheiro durante as buscas realizadas nesta sexta-feira (27) em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte. A PF fez buscas na residência oficial do governador, em casas e gabinetes de secretários do governo, de deputados distritais e em empresas.

(...) De acordo com o inquérito a que o G1 teve acesso, o suposto repasse de dinheiro aos aliados de Arruda era feito por meio de pelo menos quatro empresas que prestam serviço ao governo do DF. O documento não identifica todos os beneficiários do esquema –um secretário é citado por ter supostamente recebido R$ 34 mil de uma das empresas, que teve reconhecido um crédito a receber do governo de R$ 34 milhões. 

(...) O secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, ex-delegado da Polícia Civil, concordou em colaborar com a PF, em troca de delação premiada. Ele teria gravado conversas com o próprio Arruda. O teor das gravações não foi divulgado.

A PF rastreia R$ 600 mil. Um dos repasses, de R$ 400 mil, teria sido recebido pelo secretário, que supostamente repassou o valor ao chefe da Casa Civil do DF. “O valor era dissipado em diversos pagamentos menores a pessoas ainda não identificadas”, diz o inquérito, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). (...)

Simples e direto: trata-se de algo gravíssimo! Algo que atenta contra a lei penal estabelecida e - o que é mais grave - contra o sistema democrático em si.

Não é preciso tergiversar muito para perceber que o tal esquema, a serem as coisas como está narrado acima, segue o mesmo modus operandi daquilo que o Brasil conheceu como mensalão, ou seja, a compra de apoio parlamentar por meio de repasses periódicos de dinheiro aos deputados.

Os leitores mais tradicionais do blog devem imaginar como a petralhada se comportou esta tarde. Na ânsia de esquecer o - vá lá... - "entrevero" havido entre Lula e o "menino do MEP", correram para me aborrecer: "E aí?! Vai proteger o DEM?!" Ou então: "Não vai falar nada sobre o mensalão do Arruda?!" Eu, heim...

Proteger o DEM? Por quê? Não sou filiado ao partido. Aliás, nem sei se condivido com os Democratas boa parte das diretrizes deles... Eu, não! Não tenho bandidos de estimação! Desta feita, quando algum político qualquer é apanhado estuprado a democracia, este blog sempre tratou de apontar os fatos, sem proteger quem quer que fosse. No mais, convenhamos, quem tem bandido de estimação são os petralhas, né?

Aliás, vejam que coisa curiosa: Os lulistas sempre negaram a existência do tal mensalão - aquele clássico, denunciado por Roberto Jefferson. Pois bem, para que o "caso Arruda" seja tratado como um mensalão, é necessário que se reconheça que houve, antes, um... mensalão! Não é fascinante?! Temos, assim, o seguinte corolário: se os lulistas quiserem atacar o mensalão de Arruda - ou DEM, como queiram -, devem, antes, reconhecer o mensalão petista.

Essas contradições acontecem porque essa gente costuma colocar em prática sua dualética. O que é isso? Bem, eles têm duas éticas: uma para quando são alvo, e outra para quando dão flecha. Eu, que não tenho cadáveres no armário, quero mais é que tudo seja apurado até o fim! E, em havendo mesmo provas concretas de ilegalidades, quero que Arruda, o DEM e quem quer que seja vá pros diabos! E pra cadeia também, é claro!

Mas, atenção agora! Defendo a apuração minuciosa deste caso, da mesma forma que defendi a apuração minuciosa do mensalão petista. E mais: Defendo punição severa para Arruda e para o DEM, da mesma forma que defendo punição severa para Lula e para o PT!

Sacaram a diferença entre este escriba e os lulo-petralhas? Eu posso defender cadeia para todo tipo de bandido, porque não protejo ideologicamente ninguém! Eles, não podem fazer isso.

O menino do MEP e o "Filho do Brasil".


Estou certo de que todos vocês já leram a respeito, mas é impossível não deixar um registro do fato aqui.

Na Folha de hoje, Cesar Benjamin, uma espécie de lugar-tenente do PSOL, assinou um artigo que promete ter grande repercussão na blogosfera brasileira. A depender dos desdobramentos, não seria surpresa se a história ganhasse a chamada "imprensa tradicional".

No texto, Benjamin discorre sobre o período em que foi preso por ordem da ditadura militar. A certa altura, porém, passa a contar uma curiosa conversa que teve, em 1994, com Lula, então candidato do PT à Presidência. Leiam com atenção e tentem conter os engulhos:

São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.
(...) Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".
Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos. (...)

Sem tergiversar e sem especular, temos o óbvio: em sendo verdadeiro o relato que vai acima, Lula praticou uma TENTATIVA DE ESTUPRO! E, com alguma probabilidade, o delito de pedofilia também. Convenhamos: não é preciso ser um conservador reacionário para entender que a coisa toda, além de criminosa, é moralmente hedionda!

"Ah, mas pode ser tudo mentira!", dirão os petralhas assanhados. Claro que pode! Vou além - e todos aqui sabem que de lulista não tenho nada: espero que seja mentira! Pelo bem de Lula? Não! Pelo bem do Brasil! Não é bom para nenhuma nação que se pretenda civilizada descobrir que o maior mandatário foi um estuprador em potencial...

O ponto é que a história, pela riqueza de detalhes que possui, deixa ao governo Lula apenas dois caminhos: 1) Ou se admite o episódio - coisa que, sabemos, jamais acontecerá; 2) Ou o aparato jurídico da Presidência toma providências contra Cesar Benjamin, intimando-o a comprovar o que disse. Afinal, relatou-se que o Presidente da República tentatou praticar um estupro...

A reação do Planalto, é claro, não tardou. E seguiu a filosofia de Leônidas, de Esparta: Não gostou da mensagem? Então mate o mensageiro. Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, tratou de classificar Cesar Benjamin como um "psicopata". É mesmo? Bem, pelo que se sabe, não. Psicopatia, aliás, serviria bem mais para definir aquele Lula de então, que tentara subjugar um "menino"...

E sobre processar o militante do PSOL? Bem, o Planalto disse que não fará isso... Mas como?! "Ah, é tudo uma mentirada suja! Eles não podem se envolver!" Bem isso valeria no caso de uma pessoa comum, como eu e você, leitor. No caso do Presidente, não. É a honra do cargo, a figura institucional que ele representa que está em jogo. Se a história de Benjamin for mentirosa - e a riqueza de detalhes oferecida, creio, aponta para a direção oposto -, cumpre à Presidência adotar, sim, as medidas judiciais cabíveis. Agora, se tudo for verdade... Bem, difícil suportar o gosto amargo da bílis, não é?

Como afirmou Antonio Gramsci certa vez, "a moral deles [a nossa, chamada de "burguesa"] é diferente da nossa [a deles, chamada de "revolucionária]". Claro! De acordo com os meus valores morais, aborrecidamente firmes e imutáveis, tentar subjugar um outro indivíduo a fim de lhe tolher a liberdade sexual é um crime hediondo. E deve ser tratado como tal!

Mas eu, todos sabemos, sou apenas um conservador, reacionário, direitista, chato, feio e bob... Quem dá alguma importância para os meus valores?! Que nada! Bons mesmo são os valores daqueles "humanistas" do "pogreçismo", aqueles que, como Lula, se apresentam como salvadores da humanidades. São os anjos do "outro mundo possível"! Eles, sim, são homens bons! Estão sempre tentando nos brindar com amanhãs gloriosos. Mesmo quando buscam submeter outra pessoa à sua sanha animalesca.

Ligeríssimas.


É o que se lê hoje no blog do Josias de Souza. Segundo o ex-Governador, "quem tem dois candidatos, não tem nenhum". Ah, como a vida das oposições seria mais fácil se todos os políticos tivessem o bom senso de Rigotto, não é? E aí, tucanada? Aprenderam a lição?

E eu, diante disso, pergunto: por que diabos o pai dele - conhecido como Filho do Brasil - não vai sofrer impeachment?! Sejamos lógicos: se a própria Presidência da República admitiu a ilegalidade, como é possível que Lula se sustente no cargo ainda? Ah, claro! Quase esqueci que ele é popular como nuncantesnestepaiz...

Ah, os ares da civilização... Juro que procurei a notícia em português, para transcrevê-la aqui. Não encontrei. Mas você podem lê-la em italiano neste link, do jornal Il Corriere della Sera - além de usarem o tradutor do Google... Sim, eu adorei a decisão! Só uma sociedade civilizada pode concluir que o comunismo é uma chaga terrível, e deve, sim, ser banido! Se a propaganda nazista é proibida, por que a comunista deveria ser tolerada? Pelo visto, o chamado "primeiro mundo" está ediantado em sua faxina ideológica. A ideologia da pocilga marxista subsiste apenas em lugares pútridos e simiescos como a América Latina...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A morte do aquecimento global.

Neste momento tenho um sorrisinho irônico no canto da boca. Irônico, não. Sarcástico mesmo. É sempre assim quando o meu ceticismo se mostra correto, e as "certezas" distopistas desabam como um castelo de cartas.

Os leitores conhecem a turma do aquecimento global, né? Aqui, neste blog, nós a chamamos de Igreja do aquecimento global dos últimos dias, pois estão sempre nos aterrorizando com um Apocalípse de São João. Não podemos comprar carros, não podemos tomar banhos demorados, nem mesmo ligar as luzes para ir ao banheiro nos é permitido. E tudo por quê? Bem, porque o çerumano, esse destruidor implacável, estaria condenando o Planeta à morte.

Pois bem, parece que o inferno do aquecimento global não é assim tão feio como dizem os mais catastrofistas. Aliás, parece que o tal fenômeno nem existe de forma concreta.

Quem começou a escancarar as coisas, aqui no Brasil, foi o Angelo da CIA. Não tenho dúvida que a história lhe fará justiça:


Aquilo que muitos imaginávamos ( ou apenas torcíamos ) parece vir à tona de uma forma vergonhosa para enorme fatia da comunidade científica.
Alertado por um comentário deixado no post anterior, chega-se à incrível história de que o Climate Research Unit, da Universidade de East Anglia, deliberadamente ocultava e manipulava dados para acentuar a neura em relação ao Aquecimento Global. Segundo a Wikipédia, e mesmo tantos outros blogues desta causa, trata-se de uma das instituições de maior credibilidade em relação ao assunto. Tudo isto foi descoberto após servidores da instituição serem hackeados e as informações confidenciais serem disponibilizadas na Internet. Há de tudo, mas o ponto alto do escândalo são trocas de mensagens absurdas que não deixam dúvidas quanto às más intenções dos "cientistas".


Peço desculpas sinceras a quem veio aqui durante o dia para se informar sobre o ClimateGate: Assim que conectei hoje pela manhã tomei conhecimento do caso e corri a publicar o quanto antes, para que a notícia tivesse o efeito viral que teve e chamasse atenção de outros colegas. Durante todo o dia de hoje tentei retornar para evidenciar de forma melhor o que é de fato este escândalo.
Então, vamos a um resumo:
ClimateGate: Nome dado ao escândalo revelado após hackers invadirem os servidores da Climate Research Unit da University of East Anglia;
Climate Research Unit: Como já citado, é um dos principais centros de pesquisa quanto ao Aquecimento Global. Ponto de referência e excelência para os que trabalham o assunto;
Phil Jones: Diretor do CRU da East Anglia;
Michael E.Mann: Dos principais pesquisadores, é o que mais foi exposto pelos e-mails descobertos;
O que foi descoberto: E-mails particulares, códigos-fonte de planilhas e manipulações de formas utilizadas para mascarar ou ressaltar dados conforme a utilidade perante à crença na existência de aumento da temperatura média nos últimos anos...


Exemplos de e-mails:
Michael Mann instrui como destruir/desacreditar jornal que publica papers céticos em relação ao aquecimento global, aqui.
Phil Jones tenta bloquear, parar os estudos de Sonja Boehmer, outra cética em relação ao tema, em conversas com Graham Haughton da Hull University, aqui;
Phil Jones comemora a morte de um cientista cético, John Daly. Aqui.
Michael Mann mostra-se revoltado com a BBC, que deu espaço a um artigo que desmonta algumas teses tão caras ao CRU. Aqui. ( A resposta que ele recebe diz tudo o que ele não queria ler/ouvir:" The fact is that we can't account for the lack of warming at the moment and it is a travesty that we can't. " )
E-mail de Mann para Phil Jones exemplifica como eles trabalham a divulgação dos dados, aqui.
*
*
*
Por fim, um detalhe que está sendo deixado de lado: Por sorte toda esta manipulação se dá com algo verdadeiramente irrelevante e inconsequente como esta religião do Aquecimento Global. Alguém já imaginou se East Anglia primasse por trabalhos e pesquisas ligados a conhecimento verdadeiramente útil e de ponta? E se fosse um centro voltado a pesquisas com embriões humanos? E se focasse em tecnologia bélica? E se estivesse envolvido nas atividades do GENOMA?
Além de desmascarar boa parte dos agitadores do Aquecimento Global, o ClimateGate deixa claro que isto é matéria de pesquisa para amadores. Amadores o bastante para terem todos seus servidores invadidos e os dados expostos. É mais do que auto-explicativo o fato de pesquisas banais terem em sua vanguarda um Centro despreparado e incompetente.

Depois dele, Reinaldo Azevedo também se dedicou ao tema:

A história circula já faz alguns dias, mas batia num muro de gelo (ooops!) na imprensa brasileira. Havia me destinado a falar hoje a respeito e esbocei tratar do assunto no Programa do Jô, mas aí a conversa tomou outro rumo. Bem, finalmente começa a circular entre nós, embora já venha com as tintas da desqualificação.
Mas de que diabos estou falando? Hackers invadiram os computadores da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, e piratearam nada menos de 6 mil e-mails trocados entre cientistas especializados em clima. East Anglia é um dos mais respeitados centros de climatologia do mundo, e seus estudos são um dos pilares que sustentam a tese de que o aquecimento global é provocado pela ação do homem.
Esse negócio de piratear dados de onde quer que seja não é bonito. Que os responsáveis sejam punidos etc etc etc. Mas o fato é que alguns dados que vieram a público parecem indicar que os especialistas em clima que sustentam a tese antropogênica para o aquecimento global são chegaditos a uma mentira e a uma propaganda enganosa. Há mensagens que sugerem manipulação de dados. A história, em detalhes, com vários trechos dos e-mails pirateados, está no blog de James Delingpole, do Telegraph.
Num deles, Phil Jones, chefão de East Anglia, diz a seus pares, nos Estados Unidos, que tinha recorrido aos mesmos “truques” de Michael Mann, da Universidade da Pensilvânia, para “esconder o declínio” de uma série de temperaturas num período de 20 anos, de 1961 a 1981. No original:.
I’ve just completed Mike’s Nature trick of adding in the real temps to each series for the last 20 years (ie from 1981 onwards) amd [sic] from 1961 for Keith’s to hide the decline.
Phil Jones se defende e diz que, quando os cientistas da área empregam a palavra “truque”, eles não querem dizer “truque”. Entendo… E que não falava de temperatura, mas da copa das árvores… Há outros e-mails que sugerem supressão de informação e debate sobre como tornar o aquecimento algo mais convincente, mais “quente”, entendem?, mobilizando mais as pessoas.
Os e-mails pirateados foram hospedados num servidor da Rússia, e não se tem idéia da origem da invasão. A direção de East Anglia já confirmou que são verdadeiros. Mas, é óbvio, nega que revelem manipulação. Atribui-se tudo à gritaria dos “céticos”  — que, aliás, são tratados com bem pouca lhaneza nas mensagens. Da vontade de dar uns sopapos nos adversários à alegria porque um dos inimigos morreu — John Daly —, a ciência do aquecimento global demonstra que quente, mesmo, naquele universo, é o gosto pela fofoca e pela desqualificação de tudo o que não concorra para a tese do grupo.
Já escrevi bastante sobre aquecimento — e meu novo livro traz frases a respeito. Não sou especialista, é óbvio. O que tenho feito é sugerir aos leitores que busquem ouvir o contraditório. Afinal, não se deve partir do princípio de que alguns querem salvar o mundo, e outros, destruí-lo. Os e-mails são provas irrefutáveis de que há manipulação? Não! Mas que cheiram mal, ah, isso é inegável. Esse negócio de que “truque”, lá entre eles, não é “truque”. Bem…  Com efeito, “truque” é a versão benevolente de “trick”, também “embuste”, “fraude” e coisas do paradigma.
Sabem o que é mais interessante? Há um troço chamado Oscilação Decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês). Não tenho como resumir. Está devidamente explicado aqui. Em suma, a temperatura do Pacífico tem grande influência na temperatura do planeta. Justamente entre 1961 e 1981, período a que se refere o tal e-mail, o Pacífico havia esfriado, assim como havia esquentado entre 1920 e 1940, depois esfriou de novo…
E como isso poderia ter sido evitado??? Bem, isso não poderia ter sido evitado ainda que os seres humanos renunciassem à sua cultura e voltassem à fase da coleta — e, suponho, da antropofagia…Ai os bobalhões logo dizem: “Ah, você quer poluir tudo!!!” Não! Quero é que parem com o papo terrorista, escatológico, para que se estabeleçam metas realistas.

Tá, tá. Eu sei que o pogreçismo politicamente correto vai dizer que tudo não passa de conspiração da "direitagolpistapreconceituosareacionáriabrancadeolhosazuis". Vão apontar o dedo na cara dos céticos, como eu, dizendo: "O que vocês sabem sobre isso?! São cientistas?!"

Bom, cientista eu não sou. Mas adoro usar a lógica... E a lógica me diz algo elementar: quem precisa construir mentiras para sustentar um ponto de vista está sempre errado!

Eu, o defensor dos oprimidos.

Os leitores conhecem a atriz Natália Rodrigues? Não?! Bem, eu também não a conheço lá muito bem... Depois que vi uma foto da moça, liguei o nome à pessoa. Se não me engano, foi uma dessas que surgiu para a televisão no seriado Malhação, da Rede Globo.

E daí? Bem, daí que Natália - tadinha dela... - veio apresentar uma peça teatral aqui, no Amapá. Por quê? Não tenho a menor ideia... Vai ver a produção da peça não gosta muito da moça, e decidiu castigá-la... Mas vou ao ponto: Natália, como toda pessoa de fora, se mostrou assustada com a perspectiva de desembarcar no Amapá - também conhecido como "Ilha de Lost". Vejam o que a moça - e alguns amigos famosos - discutiram a respeito no Facebook:




Naty Rodrigues = Alguem ja fez peça em belem e amapa??
Dicas....rs









Mauricio Saade = ....rezar pro tempo passar logo,,, MazaLevar o Lucianno junto! hahahahahaha





;





Bruno Mazzeo = O Amapá existe?



















Flavia Rubim = rsrs* Ahh Mazzeo .. rs*







Giancarlo Barone = Querida, filmei semana passada toda la em Belem....Fica no Hilton... Bjss







Naty Rodrigues = amapá existe....mas nem imagino como seja....... to com medo do que vou encontrar...rsss valeu roger e gian......
.












Naty Rodrigues = MAUUUUUUUUUUUUUU TO REZANDO TMB...........QUERO VOLTAR PRA CASA LOGO.....E TER MEUS AMIGOS PERTO.... SAUDADESSSSSSSSSSSSS




Raul Guterres = Putz, boa a pergunta do Bruno! Tb não sabia se existia mesmo, até cometer o desatino de ír lá! É QUENTE PRA CACETE, super feio, na beira do Amazonas, bem amarelado, cheio de mosquitos.

Ah, vocês podem imaginar a gritaria que isso rendeu por aqui, né? Algumas das manifestações sobre o episódio podem ser lidas aqui, aqui e aqui. Entre tantos defeitos desta terra deplorável, o bairrismo é, sem dúvida, o pior.

O que eu acho? Bem, acho que a Natália, assim como seus amigos, está coberta de razão! Ora, basta com a hipocrisia! Toda pessoa de fora tem o direito de se sentir assustada diante da ideia de cair no Amapá, afinal tata-se de um lugar ermo, longínquo, esquecido por Deus e estupidamente antidemocrático e provinciano. Não adianta cantar glórias tangenciais, como uma linha imaginária e a pororoca. Isso não tem importância! O que importa é esgoto, água tratada e hospitais de qualidade. É a falta disso - parte inerente da civilização - que assusta aqueles que vêm de fora.

Aos bairristas, digo mais: desafio qualquer a um me apontar uma mísera mentira, uma única falsidade dita nos diálogos travados entre a atriz e seus amigos. Não há! São apenas indagações legítimas e afirmações respaldadas pelos fatos. A fala final, aliás, de Raul Guterres, é a síntese perfeita deste lugar. Ou alguém vai negar que é quente? Ou vão dizer que não há mosquitos? Ou então que o rio é azul e cristalino? Santa paciência... "Ah, mas não é feio." Bom, isso é matéria de gosto pessoal. Se alguém pode dizer que Paris é feia, por que o Amapá estaria livre da crítica?

Qual está sendo a linha principal dos que criticam Natália? Acusar a suposta ignorância dela, que não conheceria o Amapá nem suas características. "Onde estudou?!"; "De onde ela vem?"; "Só podia ter vindo de Malhação mesmo!". Dentre outras coisa parecidas. Puro obscurantismo provinciano... Desafio qualquer um desses a me descrever em detalhes o estado americano da Virgínia, por exemplo. Ou Washington. Entenderam a lógica? Quem é bairrista - e não me refiro apenas ao Amapá - exige que sua "tribo" seja o centro do mundo. O lugar deve ser amado, conhecido e respeitado por todos... por pior que seja!!! "Ame-o, ou deixe-o!", dizia-se na época da ditadura militar...

Sabem por que o Amapá é tão pouco conhecido - e respeitado? Porque não é importante. Simples assim. Ou alguém consegue demonstrar, com fatos, a importância nacional desta terra apequenada? Qual o percentual do PIB? Qual o número de habitantes? Qual sua relação na composição estratégia do continente? Ora, cantar as supostas glórias do Amapá é fazer piada. E de péssimo gosto!

Os entusiastas da terra dizem que o Amapá é "difamado" por ser pouco conhecido. Eu digo que é o contrário: o Amapá só não é mais criticado, porque é muito pouco conhecido! Quanto mais esta terra for conhecida, mais motivos para criticá-la surgirão.

Lembro, agora, daqueles que me atacam porque falo coisas como o que vai acima da "minha terra". Pro diabo com essa gente! Não devo nada - ninguém deve - a um lugar! Chamo, aliás, Samuel Johnson em meu socorro: "O patriotismo é o último refúgio de um canalha!" O que dizer, então, do bairrismo?

Minha pátria é o indivíduo. Minha bandeira é o sistema de liberdades democráticas. Minhas armas são os direitos e garantias individuais. É isso que molda minha escala de valores éticos e morais, e me faz correr em defesa do direito que Natália tem de questionar, criticar e - atenção agora! - odiar este lugar. E mais: ela pode exercer tais direitos sem ser molestada por quem quer que seja.

Proteger os direitos do indivíduo contra qualquer coletivismo - seja ele político, ideológico ou simplesmente bairrista - é obrigação moral de qualquer um que acredite nas liberdades individuais. Lembram? "O ataque contra a liberdade de um, é o ataque contra a liberdade de todos." Isso não pode valer só quando o tema reúne um consenso em seu entorno. Deve valer sempre. Aqui, neste blog, vale!

Lula, Ahmadinejad, Catanhêde e as palavras...

Há um artigo - como direi? - "curioso" publicado na Folha de hoje. Nele, Eliane Catanhêde mostra por que "a pena é mais forte que a espada", ao fazer um uso um tanto heterodoxo das palavras. Do que estou falando? Vejam abaixo um pequeno trecho:

A intenção não é assumir um lado da questão, nem apoiar o regime iraniano, muito menos compactuar com as barbaridades de Ahmadinejad, que nega o Holocausto e já pregou "varrer Israel do mapa".
É, ao contrário, fazer como o Brasil faz inclusive com a Venezuela de Chávez: perto o suficiente para ter penetração e diálogo, longe o necessário para não se comprometer com regimes, governos ou decisões pontuais.

Deixa eu ver se entendi: então quer dizer que a política exterior do governo Lula busca ter - como é mesmo? - penetração e diálogo? Ai, ai... E é nessa ordem mesmo? Primeiro a penetração, depois o diálogo? Quem dialogará com quem? Mais importante que isso: quem penetrará quem? Santo Deus!

Não sei quanto a você, mas o artigo de Catanhêde só serviu para me fazer sentir ainda mais asco do encontro (amoroso?) de Lula e Ahmadinejad.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

José Serra diz aquilo que Ahmadineja merece ouvir.

Em um país onde impera a barbárie, como o Brasil, é sempre produtivo ler as palavras sensatas que saem da pena de um Estadista de verdade. Abaixo transcrevo um artigo assinado por José Serra e publicado na Folha de hoje.

Visita indesejável

É DESCONFORTÁVEL recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes.
O presidente Ahmadinejad, do Irã, acaba de ser reconduzido ao poder por eleições notoriamente fraudulentas. A fraude foi tão ostensiva que dura até hoje no país a onda de revolta desencadeada. Passados vários meses, os participantes de protestos pacíficos são brutalizados por bandos fascistas que não hesitam em assassinar manifestantes indefesos, como a jovem estudante que se tornou símbolo mundial da resistência iraniana. Presos, torturados, sexualmente violentados nas prisões, os opositores são condenados, alguns à morte, em julgamentos monstros que lembram os processos estalinistas de Moscou.
Como reagiríamos se apenas um décimo disso estivesse ocorrendo no Paraguai ou, digamos, em Honduras, onde nos mostramos tão indignados ao condenar a destituição de um presidente? Enquanto em Tegucigalpa nos negamos a aceitar o mínimo contacto com o governo de fato, tem sentido receber de braços abertos o homem cujo ministro da Defesa é procurado pela Interpol devido ao atentado ao centro comunitário judaico em Buenos Aires, que causou em 1994 a morte de 85 pessoas?
A acusação nesse caso não provém dos americanos ou israelenses. Foi por iniciativa do governo argentino que o nome foi incluído na lista dos terroristas buscados pela Justiça. Se Brasília tem dúvidas, por que não pergunta à nossa amiga, a presidente Cristina Kirchner?
Democracia e direitos humanos são indivisíveis e devem ser defendidos em qualquer parte do mundo. É incoerente proceder como se esses valores perdessem importância na razão direta do afastamento geográfico. Tampouco é admissível honrar os que deram a vida para combater a ditadura no Brasil, na Argentina, no Chile e confratenizar-se com os que torturam e condenam à morte os opositores no Irã. Com que autoridade festejaremos em março de 2010 os 25 anos do fim da ditadura e do início da Nova República?
O extremismo e o gosto de provocação em Ahmadinejad o converteram no mais tristemente célebre negador do Holocausto, o diabólico extermínio de milhões de seres humanos, crianças, mulheres, velhos, apenas por serem judeus. Outros milhares foram massacrados por serem ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência. O Brasil se orgulha de ter recebido muitos dos sobreviventes desse crime abominável, que não pode ser esquecido nem perdoado, quanto menos negado. O mesmo país que tentou oferecer um pouco de segurança e consolo a vítimas como Stefan Zweig e Anatol Rosenfeld agora estende honras a alguém que usa seu cargo para banalizar o mal absoluto?
As contradições não param por aí. O Brasil aceitou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e, juntamente com a Argentina, firmou com a Agência Internacional de Energia Atômica um acordo de salvaguardas que abre nossas instalações nucleares ao escrutínio da ONU. Consolidou com isso suas credenciais de aspirante responsável ao Conselho de Segurança e expoente no mundo de uma cultura de paz ininterrupta há quase 140 anos com todos os vizinhos. Por que depreciar esse patrimônio para abraçar o chefe de um governo contra o qual o Conselho de Segurança cansou de aprovar resoluções não acatadas, exortando-o a deter suas atividades de proliferação?
Enfim, trata-se da indesejável visita de um símbolo da negação de tudo o que explica a projeção do Brasil no mundo. Essa projeção provém não das ameaças de bombas ou da coação econômica, que não praticamos, mas do exemplo de pacifismo e moderação, dos valores de democracia, direitos humanos e tolerância encarnados em nossa Constituição como a mais autêntica expressão da maneira de ser do povo brasileiro.

Ainda há vida inteligente nas universidades brasileiras.

Vejam o que vai abaixo, publicado no portal do Instituto Millenium (íntegra aqui):

Saiu o resultado das eleições para o Diretório Central dos Estudantes - DCE e para os Conselhos da UFRGS (CONSUN, CEPE, CAMGRAD, CAMEX, CAMPESQ, CONCUR, CPPD e COORLICEN).
As eleições ocorreram nos dias 17, 18 e 19/11, e a contagem dos votos terminou em 21/11, próximo da meia-noite
A Chapa 3 – DCE LIVRE, Mudança Urgente! venceu as eleições, elegendo a nova diretoria do DCE e a maioria dos representantes discentes nos Conselhos.
Com o lema “Um DCE para os Estudantes, não para os militantes”, A Chapa 3 foi organizada por integrantes do Movimento Estudantil Liberdade – MEL, grupo de direita composto por estudantes, na maioria apartidários, bem como outros ligados ao DEM, PP, PMDB, PSDB e PDT. Era a única chapa contrária ao movimento “Fora Yeda”.
O MEL foi criado em 2006, como forma de fazer contraposição à hegemonia da esquerda na Universidade, e concorre pela 4ª vez ao DCE da UFRGS. O MEL ficou conhecido por liderar o Movimento Contra as Cotas na UFRGS, em 2007. (...)

Atentem para os trechos grafados em negrito. A chapa vencedora era contrária ao golpismo petista e também contrária às cotas. E estamos falando de um movimento de estudantes!!!

Ah, ainda há esperança! Não preciso mais ser tão cético e pessimista...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Tarso Genro ataca a democracia italiana. Esse sujeito é caso de polícia!

Do Estadão Online (íntegra aqui):

Em meio ao clamor de autoridades e setores da sociedade italiana para que o Brasil cumpra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quinta-feira, 19, que há uma tendência no governo brasileiro de manter o ativista Cesare Battisti no País por razões "humanitárias e políticas". E resolveu aumentar a crise. Depois de conceder refúgio a Battisti, ato que desencadeou a crise, disse que identifica influências "fascistas" nas ameaças de setores do governo italiano.

"A Itália não é um país nazista nem fascista, mas vem sendo constatado um crescimento preocupante do fascismo em parte da população italiana", disse Tarso. "O fascismo vem ganhando força inclusive em setores do governo."

DELINQUENTE! CRIMINOSO! CÚMPLICE MORAL DO TERRORISMO!


É isso que esse senhor, um néscio alçado ao cargo de Ministro da Justiça, representa. Tarso Genro, o autoproclamado jurista, não passa de um sujeitinho imoral, cuja ideologia legou ao mundo uma pilha com mais de 100 milhões de mortos! Ele merece o lixo da história, nada mais.

Fico aqui me perguntando: até quando esse senhor vai continuar ofendendo gratuitamente um país democrático e livre? A Itália, afinal, sempre foi um país amigo do Brasil e merece, portanto, respeito institucional. Isso não é política, mas direito internacional! Mais que isso: trata-se de demonstrar civilidade, bom senso.

Até quando a Itália, um país democrático que soube enfrentar e vencer o terrorismo, vai continuar aceitando os ataques rasteiros e ceudilhescos desse vagabundo? Acho que a paciência dos italianos está chegando ao fim... Hoje, em reação às palavras hodiendas de Tarso, políticos de esquerda e de direita se repudiaram as declarações criminosas do Beccaria dos Pampas. Tarso Genro é mesmo um pacificador: conseguiu unir, pela primeira vez na história, todas as correntes políticas italianas - que são muitas!

No mais, o cinismo desse sujeito é exatamente igual a sua delinquência: não conhece qualquer limite. Há fascismo na Itália? Onde? Em setores do governo? Pois que Tarso Genro tenha a coragem de dar nome aos bois! Quero ver o valente apontar o dedo para os políticos italianos e dizer: "Você é fascista!". Vamos, vagabundo! Se vista de homem! E pensar que ele é o Ministro da Justiça... A que nível o petismo rebaixou as instituições brasileiras...

A Itália enfrentou, sim, a chaga do fascismo. E se livrou dela. Os italianos, à diferença dos brasileiros, souberam aniquilar seus terroristas. O fascismo foi combatido e vencido pela República democrática italiana, que se assentou na lei e na ordem. Tarso sabe disso. O que ele não aceita é que a Itália também derrotou outro terrorismo: o comunista! Não é sem motivo que aquele país se tornou uma grande nação: foi preciso abater o terrorismo - de direita e de esquerda - para que a democracia pudesse triunfar. A Itália fez isso. Já o Brasil, de Lula, do PT e de Tarso Genro, não!

Aqui, nessepaiz, o terrorismo vive. Ele está no governo, ocupando os cargos do primeiro escalão. Está materializado em pessoas apequenadas e escusas, como Dilma Rousseff, Paulo Vanucchi e... Tarso Genro! Sim, Tarso Genro também é um terrorista! O sujeito, caso não saibam, escreveu um livro chamado Lênin, coração e mente. Entenderam?! Ele conseguiu aquilo que nem a mãe do assassino soviético conseguira: encontrar um coração em Lênin! Tarso Genro é cúmplice moral do terrorismo!

Mas não é assim apenas porque ele idolatra Lênin. Não! Tarso Genro é um terrorista vagabundo porque empresta abrigo e apoio moral a Cesare Battisti, um assassino de inocentes! Essa é a canalha que se aboletou no poder, em Brasília. Essa é agentalha simiesca que pretende construir o tal "outro mundo possível". São a escória do mundo! Eles mentem com a mesma facilidade com que matam! E, no mais das vezes, fazem as duas coisas juntas, com igual desenvoltura.

PF apurou ligação de Battisti com terroristas.

Abaixo transcrevo trechos de uma matéria publicada na Folha de São Paulo. A íntegra, para assinantes, está aqui.

Em documentos encaminhados à Justiça Federal, a Polícia Federal e a Procuradoria da República afirmaram suspeitar que o italiano Cesare Battisti manteve no Brasil relação com terroristas. (...) Os papéis, aos quais a Folha teve acesso, fazem parte da ação penal que Battisti responde desde 2007 na 2ª Vara Federal Criminal do Rio por uso de passaportes falsos.
(...) "Investigações realizadas apontam para o possível envolvimento do italiano Cesare Battisti na prática de crimes ligados à internação irregular de estrangeiros [no Brasil] e ainda com atividades terroristas", afirmou o delegado Cléberson Alminhana, do setor de inteligência da PF, em correspondência à Justiça Federal do Rio no dia 9 de abril de 2007.
(...) Há no processo, porém, cópia da consulta que a Justiça fez à Procuradoria da República sobre o pedido do delegado. "É notório que Cesare Battisti [...] ostenta forte ligação com grupos armados terroristas estrangeiros", escreveu o procurador Orlando Cunha. (...)

Comentário rápido:
Uma vez terrorista, sempre terrorista... Ou, como disse uma das personagens de Cidade de Deus, "bandido não pára. Bandido dá um tempo." Vai ver Battisti continuava inconformado com azinjustissa desse cruel mundo capitalista, e andava pensando em retomar suas atividades - como é mesmo que eles dizem? - "militantes".


É esse vagabundo que Tarso Genro, o Beccaria dos Pampas, quer manter entre nós. No post acima vou discorrer com algum detimento acerca do caráter desse senhor, que humilha a República brasileira cada vez que abre sua boca imunda!

A profundidade literária de Sarney.

Os leitores, estou certo, lembram de José Sarney. Não?! Bem, é aquele maranhense que se elegeu senador pelo Amapá. Nada ainda?! Outra dica: ele esteve associado a casos de nepotismo no Senado Federal, bem como ao escândalo dos atos secretos. E aí? Nada?! Última chance: Sarney foi quem escreveu Brejal dos Guajas, um livro que, segundo o grande Millôr Fernandes, seria motivo para impeachment. Sim! Esse mesmo! Adiante.

Na Folha de hoje há um artigo assinado por Sarney. Escrito por ele? Prefiro crer que não... Afinal, não posso aceitar que uma coisa daquele nível tenha saído da pena de um legítimo "imortal", condecorado pela Academia Brasileira de Letras. Se bem... Ora, considerando que a - se me permitem - "obra prima" de Sarney começa dizendo que "o caminho do Brejal era longe" (muito SIC!!!), não se pode achar mais nada estranho, não é?

Pois hoje, no tal artigo, o sujeito resolveu dar o seu pitaco acerca da Igreja do aquecimento global dos últimos dias. Sarney, pelo que entendi, está preocupado com a poluição atmosférica, que poderia levar à destruição do mundo. Qual a solução do homem? Pelo que entendi, basicamente duas: 1) Controle de natalidade; e 2) Controle da emissão de puns pelos bois.

Sim, é isso mesmo! O célebre escritor resolveu nos brindar, usando sua retórica - vá lá... - única para discorrer sobre pum de boi! Convenhamos: não é de todo surpreendente, considerando o gosto literário dele... Afinal, Sarney já conseguiu escrever sobre uma prostituta cujos mamilos excitavam até os cães (vide o livro Saraminda. Ou melhor... "Não vide" nada, não!).

E pensar que ouvi algumas pessoas reclamando de um texto onde questionei os dotes literários de Sarney... Na época, lembro, comentei que o sujeito só ganhava tanto reconhecimento em razão da pequenez literária dessepaiz. Ah, eu estava certo! No passado, havia Machado de Assis - que discorria sobre Capitu e seus "olhos de ressaca". Hoje, temos Sarney - aquele que fala sobre pum de boi.

Campanha antecipada? Ah, isso é intriga da oposição...

Leiam o que vai abaixo, publicado no portal de notícias do UOL (íntegra aqui):

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na manhã desta sexta-feira (20) que "quer fechar a boca" depois de eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e aproveitou para dar uma cutucada no governador paulista, José Serra (PSDB), que lidera as pesquisas de intenção de voto para a sucessão presidencial no ano que vem. "Dizem que a Dilma não é simpática, mas o adversário dela é muito menos simpático", afirmou o presidente, em entrevista a dois radialistas baianos na suíte do hotel onde está hospedado, no centro de Salvador.

Não! Eu não vou aqui discutir a simpatia de quem quer que seja. Isso é - como direi? - "democraticamente baixo". Acho que o debate eleitoral deve se dar em um nível mais elevado. Mas estou resignado: sei que com o PT no jogo isso se torna impossível. Adiante.

Então, qual é a razão deste post? Bem, Lula, Dilma e todo o PT sempre se apressaram em dizer que não havia campanha eleitoral alguma, não é? Basta lembrar: segundo as palavras do apedeuta, Dilma não viaja porque é candidata, mas porque é uma "ministra importante"; a "mãe do PAC"!

A fala cima, de Lula, destrói inteiramente essa mentira, pois deixa claro que Dilma é, sim, uma candidata! Afinal, só quem é candidato por ter... adversário! Perceberam? Ela não só é candidata do PT, como tem um adversário - supostamente muito antipático.

Alô, oposição! Alô, TSE! E aí? Vão fazer alguma coisa? Lula confessou que Dilma é candidata e está em campanha eleitoral! O que mais vocês precisam para decidir dar um basta nas ilegalidades dessa gentalha?!

Leiam abaixo:

1) A perfeita nota do DEM sobre a presença de Mahmoud Ahmadinejad no Brasil.
2) Cada povo tem o herói que merece.
3) Caso Battisti: STF decide pela extradição, mas entrega o terrorista a Lula.
4) Aprovação de Obama abaixo dos 50%. O mito não resiste à realidade.
5) O filho de FHC.
6) Serra, um estadista.
7) Demétrio Magnoli fala sobre o muro, as liberdades e a ideologia.
8) A treva: apagão ocorre depois de Dilma prometer que não haveria mais risco.
9) O Brasil aos olhos da realeza.
10) Muro de Berlim, 20 anos depois da queda.
11) Comunistas, tenham cuidado! Meu filho está furioso!
12) O caso Uniban e a inversão dos valores morais: quando o estupro compensa.
13) Yoani Sánchez é presa e agredida pelo regime cubano.
14) FHC, o único lider da oposição brasileira.
15) Election day - 2: NY 23 e a derrota de Obama, Democratas e Republicanos.
16) Election day - 1: Republicanos vencem eleições regionais americanas.
17) Singularidades do Amapá: quando a pessoa vale menos que um boi.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A perfeita nota do DEM sobre a visita de Ahmadinejad.

Não sou filiado ao DEM, nem me considero simpatizante do partido. Aliás, devo dizer que, no mais das vezes, o ex-PFL me parece liberal demais, se é que vocês me entendem...

Apesar disso, há que se reconhecer a retidão do partido no que tange à visita do filoterrorista Mahmoud Ahmadinejad, agendada para a próxima semana. O DEM, na nota oficial abaixo transcrita, foi ao ponto. Nada a acrescentar. Eu a subcrevo integralmente:

O Democratas vem a público solicitar ao presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney que não permita a vinda do Sr. Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, ao parlamento brasileiro.
    
O partido entende que a presença de Mahmoud Ahmadinejad no Congresso Nacional seria incompatível com os princípios filosóficos e constitucionais da democracia brasileira.
    
Os convites do Congresso brasileiro a chefes de Estado, de Governo ou de Parlamento, não são apenas formalidades. Tratam-se de simbolismos que afirmam a amizade entre os Povos e o respeito à representação política de cada país. Devem, portanto, ter como limites elementos constituintes que vão além dos parâmetros políticos, entre eles o respeito à diversidade étnica e religiosa.
    
Declarações infelizes de certos dirigentes políticos, não expressam a sua prática nem a maneira de pensar. Mas quando estas declarações são sistemáticas e se confundem com a própria ação política, não há como não considerá-las como marca de um regime ou mesmo de um governo.
    
Desse modo, o Democratas reitera o seu apelo para que o Congresso Nacional evite, assim, constrangimentos que em nada contribuiriam para a amizade entre os Povos do Irã e do Brasil.
    
Rodrigo Maia
Presidente Nacional do Democratas