quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O caso do menino Sean e a inversão de valores morais.

O menino Sean, segundo decisão do ministro Gilma Mendes, foi entregue ao pai, o americano David Goldman. A história toda, acreditem, é menos importante por seus aspectos jurídicos, do que por aqueles sócio-culturais.

A decisão de Mendes? Ora, cumpriu-se apenas a lei. Qual? Todas! Aquelas brasileiras, as americanas e até os postulados de direito internacional. Tudo foi brilhantemente prestigiado pelo presidente do STF, que está sendo criticado mais em razão do ódio que certo pogreçismo nutre contra ele, do que pelo mérito do ato decisório em si.

Só mesmo um país como este, que vive tempos obscuros e sombrios, poderia se surpreender com o cumprimento da lei. E qual é a argumentação desenrolada pelos entusiastas da manada? O de sempre: "E a voz das ruas? E o clamor popular?" Ora, eu quero mais é que o tal clamor vá pro diabo que o carregue! É esse tal clamor que responde, no mais das vezes, por algumas das piores atrocidades que o mundo já conheceu. Lembram de Ortega y Gasset? Cito-o aqui vez por outra: "Não haveria totalitarismo se não fossem as massas e suas revoluções."

"Ah, mas o menino disse que gostava daqui e que queria ficar!" É mesmo? Quando foi isso? Ah, claro! Foi quando ele estava na casa dos avós, em companhia deles. Ora, convenhamos: estranho seria se ele afirmasse o contrário, não é? Aliás, melhor: caso ele dissesse o contrário estaríamos diante de um caso de polícia! No mais, o garoto estava feliz e satisfeito com os avós, da mesma forma que ficou feliz e satisfeito ao lado do pai. É uma criança, santo Deus! Ele ficaria feliz e satisfeito ao lado de qualquer um que o ame e o trate bem.

O ponto central é que o império da lei e do Estado de direito está sendo visto como algo alarmante nessepaiz. Este, aliás, pode ser o principal - e mais deletério - legado do petismo - em particular - e do pogreçismo - em geral. Para essa turma, a "voz das ruas", o "clamor popular" têm sempre mais força do que o ordenamento jurídico. E por que as coisas são assim? Porque essa gente consegue aparelhar a chamada opinião pública, transformando-a em porta-voz de seus próprios interesses.

Ora, qual o resumo do "caso Sean"? 1) Mãe e pai se separam e aquela, brasileira, decide voltar ao Brasil, para junto de sua família, trazendo consigo o filho; 2) Depois de constituir novo casamento aqui, a mãe do menino morre e o deixa aos cuidados do padrasto e dos avós; 3) O pai, americano, decide fazer valer seus direitos e revindica o filho, o que acabou sendo negado, primeiro pela família e, em seguida, pela justiça. Se alguém conseguir diferenciar o roteiro acima do crime de cárcere privado, ganha o "prêmio anual de contorcionismo retórico".

A verdade é uma só: o garoto precisava ser entregue ao pai. Isso é o triunfo da lei. É o imperativo moral existente no caso. Qualquer outra solução diferente não passaria de mera trapaça jurídica.

E os aspectos sociológicos? Bem, não bastasse o que foi dito acima, ainda merece uma sincera reprovação o carnaval que os avós do garoto promoveram em torno do episódio. Entregá-lo ao pai, por exemplo, vestido no uniforme da seleção de futebol, afirmando que "ele sempre será brasileiro" não serve a nenhum propósito. Apenas inflama a - como direi? - "torcida". E quem falou que ele deixaria de sê-lo? Será possível que qualquer assunto nessepaiz precisa ser transformado numa espécie de luta de classes do país oprimido contra as potências estrangeiras? Quando a síndrome de vira-lata vai ser superada?

Sabem como os Estados Unidos noticiaram a contenda toda? Como uma disputa privada, de um pai em busca do filho. E só! O ministro de relações exteriores de lá, segundo consta, não meteu o dedo na questão - ao contrário do megalonanico (by Reinaldo Azevedo) Celso Amorim. Sabem por que é assim? Sim, eu sei que vocês sabem. Eu vivo repetindo aqui... É que eles são melhores que nós. E melhores em tudo!

Não se torturem, nacionalistas de esquina. O garoto Sean está em boas mãos. E está em um lugar decididamente melhor.

Eleições 2010, as oposições e o óbvio.

Aécio Neves desistiu de ser candidato à Presidência da República pelo PSDB. A notícia é velha, eu sei. Mas é impossível não fazer aqui um registro do fato, ainda mais que agora estou de volta à base e que as curtas férias terminaram - a rotina, meus caros, é uma coisa libertadora.

Na verdade, eu escrevi algo a respeito no dia de Natal, em minha coluna semanal publicada lá no Perspectiva Política, do meu querido amigo Bruno Kazuhiro. Na ocasião, analisei a desistência de Aécio da única maneira possível: aquela lógica.

O neto de Tancredo caiu fora porque percebeu que simplesmente não consegue arrebatar os corações dos brasileiros que vivem para além das monanhas mineiras. E um projeto presidencial só pode ser encarado com alguma seriedade quando o postulante é nacionalmente conhecido. Em outras palavras, temos que Aécio, pelo PSDB, vinha padecendo do mesmo mal que acomete Dilma, pelo PT: o de não cair no gosto dos eleitores. Com um agravante em desfavor do mineiro: ele não conta com um cabo eleitoral como Lula...

Querem saber quando a candidatura de Aécio morreu? Quando ele apareceu no horário eleitoral de televisão dizendo algo mais ou menos assim: "Você pode não me conhecer, mas..." Ora, "mas" nada! A essa altura dos acontecimentos, ou o eleitor conhece o candidato, ou o candidato simplesmente não é... candidato! Só mesmo no Brasil - e no PSDB - é que intenção de voto acaba sendo tratada como problema. "Ah, fulano lidera em todos os cenário e vence até no primeiro turno? Então não pode ser candidato! Melhor escolher o outro, que tem a metade dos votos e perde em todos os cenários." Sabem qual é o problema mais grave do Brasil atual? É que o ridículo da oposição é exatamente igual àquele do governo: não conhece qualquer limite.

Ao abdicar de ser candidato, Aécio foi sensato. Percebeu que não tinha chances de vitória, e fugiu de um embate que seria sanguinário, afinal a máquina de moer reputações do petismo já está em campo, funcionando a todo vapor. O mineiro, porém, ainda não mostrou toda sua astúcia e inteligência política.

Para tanto, será indispensável que embarque com toda sua forçana campanha presidencial de José Serra, ajudando a oposição a apear o PT do poder. Exercendo um papel determinante na campanha vindoura, Aécio poderia se cacifar em definitivo como o nome do furuto, aquele que poderia dar sequência a uma administração tucana a partir de 2014 - não acho nada improvável que Serra sirva ao país por apenas um mandato.

No mais, diferente da imprensa suvserviência ao lulo-petismo, não vejo qualquer prejuízo a Serra e às oposições como resultado da desistência de Aécio. Antes, vejo vantagens: Serra agora pode jogar o jogo valendo-se das mesas manobras usadas até aqui apenas por Dilma e pelo PT. Afinal, o paulista é o candidato, mesmo não precisando (não podendo) admitir absolutamente nada...

Finalmente, concluo que a candidatura de Aécio não era a minha escolha. Tenho algumas divergências ideológicas interessantes com o mineiro, afinal não gosto nada dessa coisa do "pós-Lula". Sou um eleitor de oposição que deseja - vejam que coisa! - uma... oposição! Aliás, não há notícia de democracia no mundo que tenha sido virtuosa sem o contínuo embate entre situação e oposição. Minar o confronto democrático em nome de um suposto "entendimento nacional", de uma tal "convergência supraartidária" é truque retórico.

Eu quero mais é um candidato que coloque o dedo na cara da terrorista e diga, sem medo de errar, que ela foi cúmplice moral de assaltos e assassinatos. Que mostre ao país a amizade espúria que este governo tem com ditadores os mais sanguinários, como Ahmadinejad e Castro. Aécio, com sua conversa de "não-enfrentamento", jamais faria algo assim.

"Ah, mas Serra também nunca fará isso.", dirão vocês. Sim, é verdade. Aliás, quem disse que Serra é o meu candidato ideal? Não é. Ele é - como direi? - muito "de esquerda" pro meu gosto... Mas Serra é o que há. O paulista - e isso é inegável - é a melhor chance que o país tem de abater o petismo, escorraçando-o do poder. Cumpre não perder tal chance.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pausa.


Caros, está evidente que o blog parou. Não é a primeira vez que saio de férias desde que começamos a nos encontrar neste espaço, mas é a primeira vez depois da chegada do filhote. Acreditem: isso faz toda a diferença. Primeira lição: com filho pequeno, viagem é diferente de férias.

Tentei, mas simplesmente não consegui manter o ritmo. Nem aqui, nem no Twitter, onde, teoricamente, seria mais simples continuar na ativa. Pena... Há assuntos os mais variados que eu gostaria de comentar. A desistência de Aécio Neves, por exemplo, que deixou às oposições um único caminho: ou se faz a chapa "puro-sangue", com Serra e Aécio, ou veremos o triunfo da terrorista mãe do PAC.

Mas isso ficará para a volta... Agora me ocuparei apenas de coisas "pequeno-burguesas" como o descanso, as compras e o divertimento. Essas coisas que a turma do "outro mundo possível" não conhece, pois está sempre ocupada bolando um novo jeito de tentar dominar o mundo.

Estou ciente dos vossos comentários. Há cerca de 50 presos na área de moderação, mas não me será fácil liberá-los antes da volta. Isso porque a turma das sombras continua vindo por aqui, tentando poluir nosso espaço. No passaran!

Boas festas a todos. E até a volta.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

É a treva! Juízes concedem prêmio ao MST.

Êita brasilzinho estranho, heim? Vejam o que vai abaixo, extraído diretamente do site do MST (link aqui):

Na noite desta quinta-feira (3/12), a diretoria da Associação de Juízes pela Democracia (AJD) entregou ao MST uma homenagem especial. Em São Paulo, os magistrados comprometidos com a transformação social entregaram a militantes do Movimento uma pintura inédita, que representa a luta de Dom Quixote contra os ‘moinhos da opressão’.
O reconhecimento é realizado anualmente pela Associação, e é concedido a personalidades que lutam pela democracia e pelos direitos humanos. Nos seus quase vinte anos de existência, a entidade já homenageou nomes como Evandro Lins e Silva e Fabio Konder Comparato, entre outros. Neste ano, homenageou o MST como um personagem coletivo, pela trajetória de 25 anos de lutas por Reforma Agrária.
Na atividade, representaram o MST os militantes João Paulo Rodrigues e João Pedro Stedile, de São Paulo, e Joba Alves, de Pernambuco. Pela diretoria da Associação, participaram em torno de 15 pessoas.

O ridículo dessa gente não conhece mesmo qualquer limite... De que gente estou falando? Ora, das otoridades que resolveram se render a convescotes junto com os terroristas de João Pedro Stedile. Como é mesmo o nome da estrovenga? "Associação de juízes para a democracia". Que lindo! Hoje em dia, não basta que o sujeito seja juiz. É preciso que seja um juiz dessezengajádu. É preciso, em suma, que acredite no arranca-rabo de classes. Quem essa gente representa? Ora, não passam de uma piada de péssimo gosto! Sem mencionar a enorme falha lógica da coisa toda: se há os "juízes para a democracia", devo supor que há aqueles que são contrários à democracia? Ai, ai...

Essa turma não é nova. São apenas o braço judicial daquilo que o dotô Protógenes representou dentro da polícia. São os que pretendem fazer justissa cás pópria mão. Leis? Direito? Códigos? Ah, isso eles encaram como construções pequeno-burguesas, não é mesmo? Para esse gente perigosa - sim, eles são muito perigosos! -, o legal pode perfeitamente ser substituído pelo "legítimo". Por isso esquecem as leis que juraram representar, e se sentam à mesa junto com quem promove o terrorismo.

"Mas e o latifúndio? E o trabalho escravo?" Ora, é tudo muito ruim. Assim como invasões e depredações. Vejam: eu não tenho uma moral que me permite tolerar alguns crimes que, supostamente, seriam praticados em nome de uma "causa". Aqui, não! Crime é crime. E bandido é bandido. Stédille e sua gangue não são melhores que o fazendeiro que arregimenta trabalhadores em regime de escravidão. Ouso dizer que são é piores mesmo, afinal o fim último deles - como o próprio chefão já falou - é criar uma sociedade socialista. Como? Bem, suponho que da mesma forma que eles sempre fizeram: espelhando a morte, a miséria e o terror. O difícil é aceitar que, hoje, contam com o apoio institucional de parte do Judiciário para fazê-lo.

Polícia entra em choque com manifestantes contrários a Arruda.

Leiam o que vai abaixo, do Estadão Online (íntegra aqui):

Manifestantes que protestavam pelo impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), enfrentaram nesta quarta-feira, 9, a Polícia Militar na praça do Palácio dos Buritis, sede do governo distrital, em Brasília.

Cerca de 1.500 pessoas, entre estudantes, militantes de partidos de oposição e sindicalistas protestavam em frente ao Buriti quando a ação policial começou. O enfrentamento acontece um dia após a retirada dos estudantes que ocupavam a Câmara Legislativa do DF desde a última quarta-feira, 2.

Durante o confronto e os policiais chegaram a atirar bombas de efeito moral e balas de borracha nos manifestantes, que haviam bloqueado as pistas do Eixo Monumental, uma das principais vias da capital. Os policiais expulsaram os manifestantes da via pública, que foi, então, bloqueada por eles.

Segundo o Movimento contra a Corrupção, que participou do protesto, o objetivo era mobilizar a população do Distrito Federal e exigir a cassação do governador José Roberto Arruda, acusado de participar de um esquema de pagamento de propina e desvio de verbas públicas desvendado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. (...)


Ah, vocês me conhecem, não é? Sabem que este blog não condescende com nenhum tipo de ilegalidade, nem mesmo aquelas praticadas em nome de um suposto "bem comum", ou de uma "boa causa". Bandido, aqui, é sempre bandido. Por isso sou chamado de reacionário pela canalha.

Já escrevi aqui desde o primeiro dia: quero que Arruda se dane! Dependesse de mim, ele e toda aquela gangue vagabunda teria um destino certo traçado: a cadeia! E mais: acho que esse deveria ser o destino de todo e qualquer mensaleito - todo e qualquer bandido, para ser mais preciso. Em outras palavras, defendo que Arruda vá para a prisão de mãos dadas com José Dirceu e Lula.

E os desocupados que se dedicaram a depredar o patrimônio público? Sim, porque foi isso que aqueles vagabundos travestidos de "estudantes" fizeram na Assembleia Legislativa do DF: quebraram e emporcalharam. Aliás, não deixa de ser curiosa a simbiose entre "sujeira" e "luta política" que essa gentalha produz... Por onde eles passam sempre deixam um rastro de imundície gigantesco.

"Ah, Yashá. Mas eles queriam punição para os corruptos." É mesmo? Ora, eu também quero! Mas nem por isso saio por aí destruindo um bem que pertence a todos. Por que diabos o pogreçismo decidiu que se deve repudiar o crime por meio do... crime?! Aqui, não! Eu não empresto apoio moral a um bando de arruaceiros que não tomaram umas boas palmadas no devido tempo. Que as tomem agora, da PM. Viram só? Eu defendo, sim, a ação da PM! Houve abuso? Violência exacerbada? Que os responsáveis sejam punidos. Tudo sempre dentro da mais estrita legalidade. Viram que coisa mais... revolucionária?! Sim, revolucionária! No país do lulismo, defender o império das leis se tornou algo exótico.

No mais, eu não poderia deixar de tecer uma ligeira provocação, certo? Quem é esse tal "Movimento contra a Corrupção"? Onde diabos esses patriótas estavam em 2004 e 2005, quando o Brasil precisava ser "mobilizado" para combater o mensalão do PT? Já sei! É que o nome verdadeiro deve ser "Movimento contra a Corrupção dos outros", não é?

O ridículo dessa gente não conhece qualquer limite... Não são moralistas. Não são honestos. Não são, enfim, melhores que Arruda. Não devem, pois, ser encarados como justiceiros do governador do DF. Estão muito mais para companheiros de cela dele.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Pesquisa Ibope confirma dianteira de Serra.

Sim, eu sei que todos já tomaram conhecimento da mais recente pesquisa realizada pelo Ibope. Mesmo assim, cumpre fazer o devido registro.

Com Serra candidato do PSDB:
Serra - 38%
Dilma - 17%
Ciro Gomes - 13%
Marina Silva - 6%


Com Aécio candidato do PSDB:
Ciro Gomes - 26%
Dilma Rousseff - 20%
Aécio Neves - 14%
Marina Silva - 9%
 

Vamos primeiro ao que salta aos olhos: a candidatura de Aécio Neves simplesmente não decola! Ele cresceu? Bem, um pouco... Mas, vejam: quando o governador mineiro é colocado como candidato, apresenta-se a possibilidade aterradora de um segundo turno entre Ciro e Dilma! É isso que as oposições pretendem fazer com o Brasil?

E Serra? Bem, o governador de São Paulo continua na posição que sempre ocupou: a de franco favorito para suceder Lula. Isso não é mera opinião deste que vos fala, mas matéria de fato. Está lá, cristalino como as águas de um riacho.

Há outro dado, porém, que considero mais relevante: o da rejeição. Dilma, unjida pelo messias do pau-de-arara, é rejeitada por 41% dos eleitores. É muito? Não. É uma enormidade! Os especialistas costumam dizer que com mais de 40% de rejeição ninguém vence. Espero sinceramente que eles estejam certos...

O que me deixa curioso, contudo, é a basbaquice das oposições. Dilma é rechaçada por quatro entre dez eleitores, isso sem que a população conheça o passado imundo da terrorista. Digam aí: contando ao povo que a moçoila era dada ao sequestro, ao roubo e ao assassinato, as chances dela aumentariam? Não creio... Mas a oposição brasileira, vocês sabem, não é disso... Eles são - como é mesmo? - "responsáveis e propositivos"...

E Serra? Ora, o governador paulista é rejeitado por 29% dos eleitores. Parece muito? É, pode ser que seja mesmo. Mas - atenção agora! - trata-se do menor índice de rejeição entre todos os presidenciáveis! Aécio? 36% não votariam no mineiro de jeito nenhum.

Temos, assim, uma candidata do governo que não é bem quista por quase metade dos eleitores, isso sem que estes saibam uma vírgula acerca do passado dela como terrorista. Além disso, temos uma oposição dividida entre dois nomes: o primeiro lidera todos os cenários e conta com a menor rejeição, ao passo que o segundo, por outro lado, perde em todos os cenários e é o terceiro mais rejeitado.

Digam o que disserem, mas desistir de Serra é, neste momento, um atentado cruel contra a lógica política mais elementar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hexa na raça.



Eu queria um jogo fácil. Sabem como é? Uns três a zero, quem sabe já no primeiro tempo... Queria, enfim, um jogo bem ao "estilo São Paulo", onde o sangue frio ficaria acima da emoção.

Mas isso não é Flamengo. Tinha que ser como foi: sofrido, brigado. Quem era mesmo que falava em facilitação por parte do Grêmio? Time aguerrido esse "imortal tricolor"... Ótimo! Valorizou ainda mais nossa grandiosa conquista.

O Flamengo venceu. E isso basta. Não há comentário complementar que seja mais enfático. Vi o time ser campeão de novo. Muito tempo depois... Agora, junto com o filhote de apenas 10 meses, que não entendia nada do que estava acontecendo. Mas sorria e comemorava, vendo a festa ao redor.

Não poderia ser de outra forma, principalmente depois que aquele estádio se pintou de vermelho e preto. A maior e mais linda torcida do mundo merecia essa vitória. E ela veio. Obrigado, Nação!

sábado, 5 de dezembro de 2009

A triste sina do Amapá.

Não. Eu não vou discorrer mais uma vez sobre as mazelas deste rincão pútrido e apequenado. Limitar-me-ei a transcrever o que vai abaixo, publicado por Ricardo Noblat:

Notável exemplo de como a Justiça entre nós tarda e... falha.
Decisão tomada hoje pela juíza da 10a Zona Eleitoral Sueli Pini condenou Roberto Góes (PDT), prefeito de Macapá, por abuso de poder político, assim como sua vice Helena Guerra. Os dois tiveram os mandatos cassados e se tornaram inelegíveis por três anos.
Calma: já, já eles conseguirão uma liminar para permanecer nos cargos. Foi assim das quatro vezes anteriores. A saber:
1a. cassação- 03/12/2008 - Antes mesmo de ser diplomado e empossado como prefeito, Góes teve seu registro de candidatura cassado pelo juiz da 10ª Zona Eleitoral de Macapá, Marconi Pimenta. A vice também. Os direitos políticos dos dois foram suspensos por três anos. Motivo: abuso do poder político e econômico e compra de votos.
2a. cassação - 12/12/2008 - O juiz da 10a Zona Eleitoral Marconi Pimenta cassou o registro da candidatura de Góes e suspendeu seus direitos políticos por três anos. Motivo: abuso do poder político e econômico e  captação ilícita de votos.
3a. cassação - 03/03/2009 – Trecho da sentença da juíza Sueli Pini da 10a Zona eleitoral de Macapá. “Os investigados se preparavam para praticar a famigerada distribuição de cestas básicas em troca de votos, o toma lá da cá, a vantagem pessoal de obter votos”.
4a. cassação – 05/08/2009 - Góes e sua vice foram condenados à perda do registro de candidatura, portanto aos mandatos, devido a compra de votos em troca de tickets combustível. A decisão foi proferida pela juiza Sueli Pini da 10a Zona eleitoral.

Agora voltem ao comecinho do texto, quando Noblat falou que eles conseguiriam rapidinho uma liminar para ficar no cargo. Viram? Pois bem, leiam o que vai abaixo - também publicado pelo conhecido blogueiro do O Globo:

Cinco vezes cassado por abuso de poder político e econômico, cinco vezes Roberto Góes, prefeito de Macapá, foi reconduzido ao cargo por meio de liminar. Foi o que aconteceu mais uma vez, segundo decisão do juiz  do Tribunal Eleitoral, Marco Miranda.

Agora, respondam: é realmente preciso dizer mais alguma coisa? Não creio... Ademais, se alguma complementação fosse realmente necessária, eu poderia apenas lembrar que o MM. Juiz Paulo Cesar do Vale Madeira pediu exoneração do cargo de juiz eleitoral "para fins de preservar" a própria imagem pública.

De fato, tudo já foi dito. Não é preciso que este escriba diga mais nada. Qualquer coisa que eu poderia dizer aqui, já foi dita, em passado recente. E pensar que a canalha, a escória do mundo, chegou a questionar minhas palavras. Gente nojenta!a

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lentidão...

Sei que ando em falta com o blog e com os leitores. Há um punhado de comentários aguardando mediação, além de um ou outro texto quentinho, esperando para ser publicado.

Não vou me esconder atrás de desculpinhas fajutas. Vamos aos fatos: final de ano, férias chegando, afazeres se acumulando... Essas coisas. Que, admito, muito se assemelham a... desculpinhas fajutas.

Fiquem por aqui. Até o final da semana os comentários estarão zerados, prometo! E os novos posts, com algum otimismo, sairão do forno.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ainda o "menino do MEP" e a arte de não negar nada.

Transcrevo abaixo duas frases ditas por João Batista dos Santos, o suposto "menino do MEP". Leiam com atenção e, em seguida, retomamos:

"Não tenho nada para comentar sobre o assunto."

"Me converti a uma religião que me proíbe de mentir."

Olhem, eu sei que a lógica mais elementar pode parecer aborrecida para alguns, ainda mais nestes tempos - vá lá... - "modernos", em que imagens óbvias parecem "não falar por si".

Apesar disso, este vosso criado insiste em seguir aborrecidamente previsível, ancorado nos princípios éticos e morais sobre os quais se erigiu a nossa civilização. Nesta ótica, devo dizer que NÃO é NÃO. E apenas NÃO pode significar NÃO.

Digam o que quiserem os lulo-petralhas, mas o tal "menino do MEP" - se é que é ele mesmo... - não negou nada do que fora dito por Cesar Benjamin. Está tudo lá, nas frases acima. Perguntado sobre a veracidade da história, ou seja, se ele fora mesmo vítima de uma tentativa de estupro por parte de Lula, João Batista disse que preferia não comentar. E, convenhamos, não comentar é muito diferente de negar...

Agora, pergunto: por que não comentar?! "Ah, ele pode querer se resguardar.", diria o petralha - subitamente tomado por um humanismo que não lhe é naturalmente peculiar. Sim, claro que pode. Mas, então, surgiria outra pergunta: por que se resguardar de algo que supostamente não teria acontecido? Afinal, vocês lembram, Silvio Tendler disse que tudo não passava de "brincadeira" de Lula... Ou será que a tal "brincadeira" não era tão "brincadeira" assim?

A segunda frase, porém, é ainda mais emblemática. Ora, se João Batista precisa guardar silêncio porque está impedido de mentir - por força da fé -, só posso deduzir que ele, ao falar a verdade... Bem... Está tudo bastante claro, não?

Encerro fazendo um último questionamento: por que as acusações contra Arruda devem ser apuradas - E DEVEM MESMO! -, mas aquelas contra Lula, não? "Ora, mas no caso de Lula é só boato." Verdade... Então, petralhas moralistas, respondam essa: por que era permitido questionar a sexualidade de Kassab, mas não se pode apurar se Lula tentou praticar um estupro? Respondam isso, e poderão ter vez aqui. Caso contrário, sumam!