quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"É na esperança que fomos salvos."


Não há muito o que dizer sobre a tragédia que se abateu sobre o Haiti.

Diante de semelhante provação, todo ser humano deve apenas se compadecer, enchendo a própria alma de misericórdia e amor. "Deus caritas est", disse o Santo Padre, Bento XVI, em uma de suas encíclicas. Cumpre aos homens, na Terra, massificar essa mensagem.

Sim, eu sei que há aqueles que simplesmente não acreditam em um Deus. Há ainda, é fato, os que negam peremptoriamente a existência dele. Nestes dias encontrei até aqueles que tentam afetar uma estranha certeza, dizendo: "se existe um Deus, por que ele permite que isso aconteça?"

Ora, não vou dar vez, aqui, a semelhante bobagem. Se nos fosse dado compreender as ações de Deus, ele não mais seria necessário, não é mesmo? Como não as compreendemos, ele se torna ainda mais indispensável, principalmente em um momento de tão dura provação.

A imagem ao lado e a "roubei" do blog do Reinaldo Azevedo. Nela, vê-se a única coisa que restou da igreja Sacre Couer de Tougeau, em Porto Príncipe. Caso não saibam, era lá que Zilda Arns estava quando foi colhida pela "indesejada das gentes", professando sua mensagem de amor e respeito à vida humana.

Tenho fé. Os leitores sabem, pois nunca escondi isso. A foto em questão me remeteu de imediato às palavras de São Paulo, que servem de título para este breve texto. "É na esperança que fomos salvos." O que, senão esperança e fé, pode permitir que o ser humano continue sendo... humano, em uma hora como essa?

Não tomemos a tragédia do Haiti como uma desculpa ligeira e barata para duvidar de nossa crença. Usemos o episódio para renovar e aprofundar ainda mais a esperança, tornando-nos ainda mais humanos.

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