sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Os populares.

Encontrei uma matéria muito interessante no jornal italiano Il Corriere della Sera (link aqui). Não vou perder tempo - o meu e o de vocês - transcrevendo e traduzindo o texto todo. O palavreado italiano, acreditem, é bastante acessível a qualquer um. E, para aqueles mais exigentes, há sempre a possibilidade de apelar para o Google translator.

Mas o que a coisa toda tem de tão especial? Bem, faz referência aos homens e mulheres mais populares dos Estados Unidos.

Primeiro as damas: Hillary Clinton, ex-primeira dama e ex-Senadora, hoje nas vestes de Secretária de Estado do governo Obama, foi apontada como a mais popular."Ah, mas isso era previsível.", dirão. Sim, até era. Mas que tem no ar um cheirinho de arrependimento, ah, isso tem!

O melhor, porém, ainda está por vir. Sabem quem está na segunda posição, seguindo a Clinton? Segurem-se em suas cadeiras, meus caros, pois o nome é Sarah Palin! Sim, isso mesmo! Aquele furacão Republicano que varreu as eleições presidenciais de 2008 ficou à frente de Michelle Obama, esposa do messias de ébano.

Dizer mais o quê? Os pogreçistas devem estar chorando sangue só de pensar que a maioria dos americanos prefere a hockey mom à Sra. Obama...

E quanto aos homens? Bem, o mais popular é ele, Obama. Convenhamos: nem poderia ser de outra forma. O sujeito, que cai mês a mês na preferência dos americanos, ainda detém a prerrogativa de ser um símbolo da - como era mesmo? - "mudança".

Surpresa mesmo ficou por conta do segundo colocado: George W. Bush. Sim, o demônio aposentado, o ex-hasmodeu do mundo, já está na cola do Cristo negro. Retiro o que afirmei antes: os pogreçistas vão chorar sangue é diante desta notícia, não daquela.

O curioso é perceber, dia após dia, que Bush não teve passado, afinal ele representou para muitos o maior mal do mundo. Chegaram a compará-lo a Hitler, lembram? Sendo, pois, um homem sem passado, é o futuro que se encarrega de mostrar que Bush fez, sim, coisas válidas. O ex-Presidente, por exemplo, garantiu, depois do 11 de setembro, que não haveria mais atentados em solo americano. E não houve nenhum. Por falar nisso, outro dia, já sob a "era Obama", quase um vagabundo da Al Qaeda conseguiu mandar um avião pelos ares. Valendo-se de quê? Bem, de algumas flexibilizações feitas por Obama nas leis anti-terrorismo criadas no governo passado. Ponto para Bush!

4 comentários:

Arthur disse...

A mentira tem perna curta e os deuses midiáticos também. Acho que isto reflete uma ponta de arrependimento do eleitorado americano.
Abraço

Arthurius Maximus disse...

O problema nos EUA é, mais ou menos, o que rola por aqui. Opinião pública manipulável. Obama passou de Deus a quase demônio apenas por ter oferecido um plano de saúde que fará muitas empresas (e políticos) perderem dinheiro. Quanto ao terrorismo, não se pode pestanejar com esse pessoal. E os serviços de segurança dos EUA "deram mole" ao conceder o visto a alguém que estava "na lista negra". O que aconteceu também na Inglaterra que não usava scanners de corpo inteiro para "não constranger" as pessoas. Como se aparecer peladão para um pessoa fosse mais constrangedor do que ser despedaçado numa explosão aérea.

Segurança total não existe. Mas, sem constrangimentos toleráveis, não existe segurança alguma.

A prova foi essa.

Mauro disse...

Como sempre se disse aqui no blog, Obama está morto e enterrado.

Aliás, isso é algo que deve lhe ser reconhecido: você sacou bem cedo a impostura do cara.

Catarina disse...

Olha, nem eu, que gostava do Obama, consigo mais defender ele. Tá, eu sei: você tinha razão! Pronto, dei a mão à palmatória.

Mas não consigo comemorar o fato de que os EUA gostem tanto de alguém como Sarah Palin. Não tem nada a ver com conservadorismo, mas com QI mesmo. Entendi que Obama não é preparado a Presidência, mas já sei que ela também não é.

Só não entendo como ele consegue enganar a tantos. Obama tinha a retórica para atrair as massas. Ela, nem isso.