Acerca do tal "Plano nacional de direitos humanos", criado por Lula e por seu governo, proponho aos leitores uma análise detida e pormenorizada de alguns trechos do documento, aqueles que atentam frontalmente contra a Constituição. Há sete pecados capitais muito evidentes no documento.
1) Os adoradores do terrorismo querem punir os torturadores.
Vejam abaixo um trecho do tal documento subscrito por Lula e por sua turma:
Objetivo Estratégico I:
Suprimir do ordenamento jurídico brasileiro eventuais normas remanescentes de períodos de exceção que afrontem os compromissos internacionais e os preceitos constitucionais sobre Direitos Humanos.
(...) - revogação de leis remanescentes do· período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações;
(...)
Suprimir do ordenamento jurídico brasileiro eventuais normas remanescentes de períodos de exceção que afrontem os compromissos internacionais e os preceitos constitucionais sobre Direitos Humanos.
(...) - revogação de leis remanescentes do· período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações;
(...)
Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever do Estado.
Objetivo Estratégico I:
Promover a apuração e o esclarecimento público das violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo art. 8o do ADCT da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional. (...)
Objetivo Estratégico I:
Promover a apuração e o esclarecimento público das violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo art. 8o do ADCT da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional. (...)
Comento:
Sabem onde está escondida a trapaça jurídica? No trecho "sustentação a graves violações". Explico por quê. Ora, não é segredo que o Brasil estava vivendo um regime autoritário de governo, que editava as leis ao seu bel prazer. Desta feita, é evidente que só havia lei permitindo "graves violações" aos militares. Quem se opunha ao regime de então, não estava amparado por nenhuma lei - nem seus atos.
"Ora, mas por que não revogar? Por que defender o regime militar?" Defender?! Eu quero mais é que o regime militar vá pro diabo! Querem acabar com a anistia para apanhar os torturadores de então? Ótimo! Eu me sentarei na primeira fila para acompanhar os julgamentos. Mas e os crimes dos terroristas de esquerda? Vão ficar esquecidos? O governo leninista de Lula diz que temos direito à verdade. Pois bem, eu quero a verdade toda, não só a "metade" dela, contada pelos terroristas de Lula.
Se um militar deve ser processado porque torturou e matou em nome de uma ditadura "de direita", por que terroristas como Dilma e Vanucchi não devem ser igualmente processados? Organizações paramilitares como a VPR, da "mãe do PAC", sequestraram, assaltaram e matarm em nome de uma ditadura "de esquerda". Isso é menos grava? Por acaso os crimes deles foram "crimes do bem"?
2) E a propriedade privada, como fica?
Acesso à Justiça no campo e na cidade.
Ações programáticas:
- a) Assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade. (...)
Ações programáticas:
- a) Assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade. (...)
Comento:
Vi a entrevista de Guilherme Cassel, sobre o assunto. Ora, claro que mediar conflitos é sempre bom. Mas que história é essa de "criação de marco legal"?! A lei já existe! Está aí, estampada diante dos olhos de todos. Não passa de mais uma chicana jurídica, uma trapaça intelectual que a turma de João Pedro Stédille está tentando implementar no Brasil.
3) Molestamento intelectual de nossas crianças.
- Estabelecer critérios e indicadores de avaliação de publicações na temática de Direitos Humanos para o monitoramento da escolha de livros didáticos no sistema de ensino. (...)
Comento:
Em outras palavras, podemos dizer que a turma da estrelinha vai conta a sua (deles) própria versão da história. Mais alguns anos e os livros de ciência começarão da seguinte forma: "No princípio, era o nada. E Lula, nosso amado guia, mandou que surgisse a luz. E ela surgiu. E ele viu que era bom..."
4) Aparelhamento dos meios de comunicação.
Ações Programáticas:
a)Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas.
(...)
a)Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas.
(...)
b)Promover diálogo com o Ministério Público para proposição de ações objetivando a suspensão de programação e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos. (...)d)Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações. (...)
Comento:
Sempre que ouço alguém falando em "democratização dos meios de comunicação", saio correndo! Isso, via de regra, quer dizer que o objetivo final é entregar o controle da informação para "o Partido", atendendo aos sonhos (seriam devaneios?) de Antonio Gramsci.
O que exatamente viria a ser "acompanhamento editorial"? Eu digo: o governo - ou "o Partido", como queiram - implantaria uma espécie de censura prévia no país, decidindo o que poderia ser publicado, e o que deveria ser cortado. Não deixa de ser fascinante que algo assim esteja escrito no mesmo documento que condena com veemência a ditadura militar... Fica claro que os militantes queriam trocar um totalitarismo por outro...
5) Legalização do aborto.
ABORTO NO PNDH III, DE 2009
g) Apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos.
Sempre que ouço alguém falando em "democratização dos meios de comunicação", saio correndo! Isso, via de regra, quer dizer que o objetivo final é entregar o controle da informação para "o Partido", atendendo aos sonhos (seriam devaneios?) de Antonio Gramsci.
O que exatamente viria a ser "acompanhamento editorial"? Eu digo: o governo - ou "o Partido", como queiram - implantaria uma espécie de censura prévia no país, decidindo o que poderia ser publicado, e o que deveria ser cortado. Não deixa de ser fascinante que algo assim esteja escrito no mesmo documento que condena com veemência a ditadura militar... Fica claro que os militantes queriam trocar um totalitarismo por outro...
5) Legalização do aborto.
ABORTO NO PNDH III, DE 2009
g) Apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos.
Comento:
Uma das coisas mais maravilhosas de ser um pogreçista, eu suponho, é defender a morte como algo virtuoso. Notem com que desenvoltura a canalha liga o assassinato de bebês à tal "autonomia das mulheres". Não é coincidência que isso nos remeta ao passado, quando os gurus dessa horda falavam em "autonomia do proletariado"...
A mensagem é algo encantadora: mulheres, lutem por sua autonomia! Como? Bem, vocês sabem... Sacrificando inocentes!
Certa vez lancei aqui um desafio: alguém me explica a diferença entre o aborto e um homicídio, e pronto: escrevo uma retratação no blog. O desafio continua valendo.
6) A inquisição "do bem".
Uma das coisas mais maravilhosas de ser um pogreçista, eu suponho, é defender a morte como algo virtuoso. Notem com que desenvoltura a canalha liga o assassinato de bebês à tal "autonomia das mulheres". Não é coincidência que isso nos remeta ao passado, quando os gurus dessa horda falavam em "autonomia do proletariado"...
A mensagem é algo encantadora: mulheres, lutem por sua autonomia! Como? Bem, vocês sabem... Sacrificando inocentes!
Certa vez lancei aqui um desafio: alguém me explica a diferença entre o aborto e um homicídio, e pronto: escrevo uma retratação no blog. O desafio continua valendo.
6) A inquisição "do bem".
CRENÇA E CULTO NO PNDH III, DE 2009
(...) c)Desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União. (...)
Comento:
Sim, meus caros. Eu sei bem que o Estado é laico, e que não deve jamais professar nenhuma confissão. Mas coloco aqui uma indagação conceitual: o que é imposição religiosa, e o que é "apenas" herança histórica? Ora, o Brasil não possui cerca de 90% de católicos por acaso - ou por milagre... A cruz, vocês sabem, chegaram nestas terras muito antes dos tribunais.
Querem ver como é simples a diferença entre um Estado laico e um Estado totalitário? Aquele não se deixa influenciar por qualquer confissão religiosa, ao passo que este persegue a fé, inclusive caçando e cassando seus... símbolos! Em outras palavras, um Estado laico não pode obrigar ninguém a ostentar uma Cruz dentro de um tribunal. Daí a sequestrar a imagem vai uma enorme diferença...
7) A maioria das minorias.
(...) c)Desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União. (...)
Comento:
Sim, meus caros. Eu sei bem que o Estado é laico, e que não deve jamais professar nenhuma confissão. Mas coloco aqui uma indagação conceitual: o que é imposição religiosa, e o que é "apenas" herança histórica? Ora, o Brasil não possui cerca de 90% de católicos por acaso - ou por milagre... A cruz, vocês sabem, chegaram nestas terras muito antes dos tribunais.
Querem ver como é simples a diferença entre um Estado laico e um Estado totalitário? Aquele não se deixa influenciar por qualquer confissão religiosa, ao passo que este persegue a fé, inclusive caçando e cassando seus... símbolos! Em outras palavras, um Estado laico não pode obrigar ninguém a ostentar uma Cruz dentro de um tribunal. Daí a sequestrar a imagem vai uma enorme diferença...
7) A maioria das minorias.
OS GAYS NO PNDH III, DE 2009
(...) d)Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade.
(...) d)Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade.
Comento:
Xii... Lá vou eu comprar briga com o pogreçismo politicamente correto, mas fazer o quê? O que diabos é uma "desconstrução da heteronormatividade"?! Ora, vamos falar sério! Chega de embaixadinhas para a torcida. Há mais heterossexuais no Brasil, ou homossexuais? E no mundo? E no Uzbequistão? E na Polônia? E em São Joaquim do Mato Alto? Ah, façam-me o favor!
Não! Não estou dizendo que as tais "minorias" devem ser marginalizadas. Quem me lê sabe bem a minha noção de democracia: não basta garantir o direito da maioria. É preciso proteger a minoria. Quem gosta de maioria são os chavistas e os lulistas. Adiante.
O que não se pode é esquecer da realidade concreta, subvertendo a lógica a fim de criar uma "maioria de minorias", que passam, assim, a ditar a agenda. Isso é brincar com as liberdades, não fazer justiça. O pior é saber que nem as - vá lá... - "verdadeiras minorias" essa patacoada contemplaria. Não bastaria ser gay; seria preciso ser um gay engajado!
Concluo:
Houve ruptura da ordem institucional brasileira? Alguém deflagrou um golpe de Estado e rasgou a Constituição, obrigando Lula - "o salvador" - a criar um novo ordenamento? Percebam: esse tal "plano" não passa de uma tentativa bisonha do governo de orquestrar uma tomada completa da República.
Os bárbaros não estão chegando. Eles já estão aqui!
Não! Não estou dizendo que as tais "minorias" devem ser marginalizadas. Quem me lê sabe bem a minha noção de democracia: não basta garantir o direito da maioria. É preciso proteger a minoria. Quem gosta de maioria são os chavistas e os lulistas. Adiante.
O que não se pode é esquecer da realidade concreta, subvertendo a lógica a fim de criar uma "maioria de minorias", que passam, assim, a ditar a agenda. Isso é brincar com as liberdades, não fazer justiça. O pior é saber que nem as - vá lá... - "verdadeiras minorias" essa patacoada contemplaria. Não bastaria ser gay; seria preciso ser um gay engajado!
Concluo:
Houve ruptura da ordem institucional brasileira? Alguém deflagrou um golpe de Estado e rasgou a Constituição, obrigando Lula - "o salvador" - a criar um novo ordenamento? Percebam: esse tal "plano" não passa de uma tentativa bisonha do governo de orquestrar uma tomada completa da República.
Os bárbaros não estão chegando. Eles já estão aqui!
4 comentários:
Perfeito! As mentiras e o golpe de Lula foram devidamente desconstruídos.
Porque eu não estou surpreso ao vê-lo defendendo uma ditadura sangrenta, assassina e tirânica?
Eis aí a direita brasileira que você diz não existir: lutar sempre para preservar o status quo. Qualquer mudança, mesmo em busca da verdade, deve ser repelida.
"Ora, o Brasil não possui cerca de 90% de católicos por acaso - ou por milagre..."
Cerca de 90% de católicos? O último censo do IBGE indicou 73,6%.
No resto, grande texto.
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