O caos que tomou conta da Venezuela não surpreende nem um pouco. A história nos ensina que qualquer um dos chamados "regimes de massas", quando implementados na prática, acabou em morte, miséria e terror. Não há exceção - e desafio qualquer um a provar o contrário.
Hugo Chávez, o mico mandante do socialismo bolivariano - o que quer que isso signifique -, decidiu levar adiante sua agenda totalitária e ordenou o fechamento de seis canais televisivos que não eram simpáticos ao regime. A crise interna se agravou um tanto depois disso, levando à renúncia do vice-Presidente (e ministro da defesa), além de ter desencadeado uma série de manifestações de repúdio ao ditador. O curioso é que Chávez já havia fechado televisões antes, sem que tamanho barulho fosse produzido. O que mudou agora?
A crise de abastacimento que aflige a Venezuela há meses está servindo como agente catalizador para a insatisfação popular. Afinal, sabe-se que não é a falta de liberdade que incomoda primeiro, mas a falta de comida no prato... Se o comunismo da URSS realmente tivesse conseguido espalhar a riqueza, como prometeu, duvido que os vários muros fossem abatidos tão rapidamente.
O martírio social, agravado pela percepção cada vez maior de que o totalitarismo bolivariano não está conduzindo a América Latina a um novo Éden, engrossa cada vez mais a multidão dos descontentes, que vem exercendo com coragem seu direito de criticar. Como em todo regime de molde soviético, como o chavista, as milícias arregimentadas pela burocracia do partido se encarregam de fazer o trabalho sujo, promovendo confrontos abertos que podem facilmente descambar em guerra civil.
Os primeiros cadáveres legados à história pelo bolivarianismo já estão aqui, entre nós. Outro dia, durante um confronto entre manifestantes favoráveis e contrários a Chávez, um garoto foi morto. Eis outra herança comum aos regimes inspirados na pocilga ideológica marxista: uma sociedade destroçada e envolvida em uma guerra fratricida.
Chávez, como tantos outros tiranos que o antecederam, só tem três finais possíveis no horizonte: 1) A renúncia seguida da fuga para o exílio (no Brasil...); 2) A resistência ferrenha até o suicídio final; 3) A deposição pela força do povo - o mesmo povo bolivariano que diz amá-lo hoje -, que terminará por executá-lo em praça pública.
Não há outro desfecho possível. Sempre que o politburo tentou subverter a ordem básica da natureza, vilipendiando os direitos e as liberdades individuais a fim de criar "a massa", "o todo", "a unidade nacional", o final acabou por ser trágico e sangrento. Não será diferente desta vez, na Venezuela.

1 comentários:
Não dava pra terminar de outra forma mesmo.
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