sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Abaixo a ditadura... das minorias!

Li que um general do Exército está apanhando do consenso politicamente correto. A razão? Os dizeres abaixo, expostos a uma comissão do Senado Federal:
“Não há compatibilidade no cargo que se exerce com o tipo de comportamento, porque tem sido provado que o individuo não consegue comandar. Comando, principalmente em combate, tem uma série de atributos e um deles é que o soldado, a tropa, fatalmente não vai obedecer. Não é que um indivíduo seja um criminoso”.


É, parece que Raymundo Cerqueira cutucou a turma da patrulha pogreçista com vara curtíssima...

Aí venho eu, o - como é mesmo que eles dizem? - "reacionário", e mando ver: onde é que ele errou? Ah, tenham a santa paciência! O politicamente correto agora decidiu que o Exército é um palco propício para que o cidadão expresse suas opções - ou condições - sexuais?

Presentem bastante atenção agora: não deve mesmo ser permitida a presença de homossexuais nas Forças Armadas!

Diante do que vai acima, os diabinhos vão babar: "Preconceituoso! Homofóbico! Conservador!" E os leitores mais assíduos do blog podem ficar preocupados: "Não será isso muito radicalismo?"

Ora, não se apressem. Vamos ler o que eu escrevi - e o que o general Cerqueira falou - do jeito correto. Não se pode admitir homossexuais no Exército da mesma forma que não se pode admitir negros, heterossexuais, anões e loiros. Isso porque as Forças Armadas não devem servir de palco para que nenhuma minoria faça militância de qualquer que seja a sua "causa". No Exército, caros, só devem ser admitidos indivíduos. Nada mais.

Assim, se o indivíduo João é homossexual, não há que se cercear, apenas por esse fato, o direito dele de estar no Exército. Se João, porém, pretende usar sua farda e seu posto para defender os direitos dos gays, a coisa muda muito de figura. Entenderam?

Não se trata, pois, de excluir quem quer que seja em razão de suas preferências sexuais. O que o sujeito faz em sua casa, na privacidade do seu lar, é problema só dele - e de quem o acompanha. Assim, não se pode, a priori, excluir um gay, um sádico, um vouyeur e nem mesmo um hétero. Isso porque a lógica me diz que tais condições não devem interessar ao Estado.

O que se quer além disso? No mundo ideal de certos modernistas deveria ser lícito a um soldado homossexual se beijar com o companheiro sargento, dentro do quartel? Bem, não acho isso conveniente. Mas, que se note: não por se tratar de um casal homossexual. Se fosse um sargento com uma soldado, minha opinião seria a mesma. Há hora e lugar para tudo, não é mesmo?

Assim funciona o mundo, com seus códigos de conduta expressos e velados. Os pogreçistas e os militantes da ditadura das minorias acham isso errado? Azar o deles! Esses limites ao comportamento são próprios da democracia. Na liberdade ideal - utópica mesmo -, talvez qualquer tipo de comportamento fosse permitido - ou aceito. Mas eis que para viver em sociedade, descobriu-se que o jeito melhor - ou menos pior - é na vigência do regime democrático.
O resto, meus caros, é terrorismo de uma minoria escandalosa, nada mais.

1 comentários:

Anônimo disse...

Notaste que o post começou conservador, e depois começou a se contradizer, desdizer, recuar, e terminou xingando os "inimigo" mas não antes de quase dar razão à tese de que o exército não precisa dar bola para a sexualidade de seus integrantes ?
Cosnervador, renovador, progressista, todos se beneficiariam da clareza do pensamento e do texto.