domingo, 21 de fevereiro de 2010

Bento XVI: "Melhora-se o mundo começando por si mesmo."

Certa vez, escrevi um texto comentando uma das loucuras de Frei Betto, aquele sujeito que chama o governo de São Paulo de fascista, mas ainda se rende ao charme da barba hirsuta e fétida de Fidel Castro. Betto disse que a obra de Jesus era o socialismo, cometendo, aos meus olhos, uma heresia imperdoável. Em meu texto, eu critiquei Betto principalmente pelo paradoxo invencível presente em sua tese: não se pode confundir a obra do filho de Deus, com uma ideologia responsável por legar ao mundo uma pilha com 100 milhões de mortos.

Pois saiba que, na época, um fã de Betto escreveu ao blog. Usando aquela linguagem pedestre que se parece - apenas de longe, com o português, o símio me atacou dizendo que Betto tinha razão. Segundo ele, só está ao lado de Jesus aquele que aceita a revolução como forma de mudar o mundo. Mais que isso: seria preciso aceitar o "dever cristão" de "subjugar as instituições" - atenção agora! - "burguesas", permitindo que o "povo oprimido" se torne protagonista. Como vocês notam, trata-se de um desfile de clichês.

Pois eis que hoje, em sua homilia, o Papa Bento XVI forneceu aquela que considero a melhor resposta a essa tara ideologizante construída em cima da palavra de Deus. Disse o Santo Padre: "melhora-se o mundo começando por si mesmo, mudando, com a graça de Deus, aquilo que não está bem na própria vida."

Eis aí. Trata-se da melhor crítica a todas as distopias coletivistas, responsáveis por subjugar o indivíduo e submetê-lo ao jugo de uma manada acéfala e totalitária. A única revolução possível, meus caros, é aquela dentro de nós. A íntegra do texto lido pelo sucessor de Pedro hoje está aqui.

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