Acordei sentindo um estranho cheiro podre, desagradável mesmo.... Algumas horas depois, lendo o e-mail de um amigo que me encaminhou um texto escrito por Emir Sader, descobri a origem do fétido odor: quando aquele intelequitual tenta colocar o cérebro pra funcionar, é como se uma fossa gigante fosse destampada. Transcrevo abaixo trechos do que ele rabiscou, intercalando as asneiras colossais do sujeito com comentários meus, em negrito:
À falta de outros argumentos e propostas, com um mínimo de consistência, os opositores reiteram a imagem de “terrorista” de Dilma.
Nada disso. Os opositores lembram o passado terrorista de Dilma simplesmente porque ela foi... TERRORISTA! Ou isso deveria ser esquecido? Se Bin Laden decidisse disputar a Secretaria-Geral da ONU, seu passado como terrorista deveria ser deixado de lado?
Quem era terrorista: a ditadura militar ou os que lutávamos contra ela? Dilma estava entre estes, o senador José Agripino (do DEM, ex-PFL, ex-Arena, partido da ditadura militar), entre os outros.
Quem era terrorista: a ditadura militar ou os que lutávamos contra ela? Dilma estava entre estes, o senador José Agripino (do DEM, ex-PFL, ex-Arena, partido da ditadura militar), entre os outros.
Os leitores já aleram algum livro escrito por Sader? Se já, sabem bem que ele é dado a trapaças retóricas... Vejam acima: dizer que o DEM (ex-PFL) de hoje é a Arena é apenas mentir. Nada mais. Um pouco de história? Vamos lá: A Arena, que dava sustentação ao regime militar, foi abandonada pela chamada Frente Liberal, que se juntou a Tancredo em nome da redemocratização. Vou além: não fosse a Frente Liberal, provavelmente o avô de Aécio Neves nem teria conseguido derrotar Paulo Maluf no colégio eleitoral, então candidato dos herdeiros reais do regime. Aliás, não deixa de ser emblemático notar que o DEM, herdeiro da Frente Liberal, rompeu com o regime, ao passo que Lula, Dilma e o PT se aliaram a Maluf, este sim filho da ditadura militar. Isso é matéria de fato, não de gosto. E desafio qualquer um a mostrar que estou errado.
(...) Diante do fechamento de todo espaço possível de luta democrática, grandes contingentes de jovens passaram à clandestinidade, apelando para o direito de resistência contra as tiranias (...)
(...) Diante do fechamento de todo espaço possível de luta democrática, grandes contingentes de jovens passaram à clandestinidade, apelando para o direito de resistência contra as tiranias (...)
Grandes contingentes de velhos também, seu Emir. Dilma e Dirceu, por exemplo, já não eram mais rapazolas na flor da idade... Aliás, o senhor também não era, né? Mas não nos deixemos enganar pelas trapaças: queriam lutar contra a tirania dos militares? Sim. Para quê? Bem, para instaurar no Brasil uma tirania ainda pior... Estou errado? Bem, mostrem-me qual "militante" da esquerda radical brasileira defendeu - ainda que remotamente - a democracia. Não há um!
(...) Enquanto nos alinhávamos do lado da luta de resistência democrática contra a ditadura, (...) os políticos que apoiavam a ditadura – agrupados na Arena, depois PFL, agora DEM (...) se situavam do lado da ditadura, do regime de terror, da tortura, dos seqüestros, dos fuzilamentos, das prisões arbitrárias, da liquidação da democracia.
Mentira de novo, seu Emir. Quem pertenceu aos grupelhos TERRORISTAS da extrema esquerda não participou de nenhuma "resistência democrática". Uma ova, sujeito! Queriam era uma nova China no Brasil, quem sabe substituindo as cerca de 500 vítimas do regime militar por uns 70 milhões de mortos. Em matéria de produzir cadáveres, é sabido, essa gente sempre foi muito mais eficiente... Aliás, eu pergunto: quem dá apoio a Cuba e ao Irã hoje, seu Emir? O PFL? O DEM? O senador Agripino Maia? Ou o PT e as esquerdas em geral? Quem, pois, está ao lado de ditaduras, regimes de terror, tortura, seqüestros, fuzilamentos, prisões arbitrárias e da liquidação da democracia? Quer defender sua utopia? Pois seja homem e carregue junto seus esqueletos!
Quem era terrorista? Os que lutavam contra a ditadura ou os que a apoiavam? Os que davam a vida pela democracia ou os que se enriqueciam à sombra da ditadura e da repressão? (...)
Quem era terrorista? Os que lutavam contra a ditadura ou os que a apoiavam? Os que davam a vida pela democracia ou os que se enriqueciam à sombra da ditadura e da repressão? (...)
A Dilma era terrorista! José Dirceu era terrorista! Franklin Martins era terrorista! Paulo Vanucchi era terrorista! E todo intelequitual que serviu de idiota útil a distopia filomarxista dessa gentalha também era terrorista! Ora, sejamos honestos: a extrema esquerda não queria a ditadura militar, isso é fato. Mas queria a democracia? Mentira barata. Uma vez mais desafio qualquer um a me mostrar um mísero documento da época, em que os ideólogos daquela turba defendessem um regime democrático. Não há! Queriam era trocar uma ditadura pela outra. E a deles, diga-se, seria muito mais sanguinária...
Quem era terrorista? José Agripino ou Dilma? (...)
Quem era terrorista? José Agripino ou Dilma? (...)
Corrijam-me se eu estiver errado, mas não ouvi ninguém chamar o senador Agripino de "camarada de armas"... Logo, terrorista mesmo era só a Dilma.
Os militares que destruíram a democracia ou os que a defendiam?
Quem defendeu a democracia no Brasil foi gente como Tancredo e Ulysses. A turma de Emir Sader, sabemos, sempre considero a democracia uma "invenção burguesa". Queriam tirar os militares do poder, mas não queriam acabar com o terror. Antes: pretendiam alçá-lo a um patamar ainda mais elevado.
Quem usava a picanha elétrica, o pau-de-arara, contra pessoas amarradas, ou quem lutava, na clandestinidade, contra as forças repressivas?
E sobre quem "luta na clandestinidade contra as forças repressoras" do Irã, da Venezuela e de Cuba? Nem uma mísera palavra, seu Emir? Ah, já sei! São as "duas morais" em ação... Os crimes "deles" (burgueses) são piores que os "nossos" (revolucionários), né?
Quem era terrorista: Iara Iavelberg ou Sergio Fleury? Quem estava do lado da Iara ou quem estava do lado do Fleury? (...)
Ah, que bom que perguntou, "fessô". Eu respondo: OS DOIS! Dois bandidos! Dois facínoras! Dois criminosos vagabundos que mereceriam estar no lixo da história. Pena que não é assim... Fleury, um aliado dos militares, já foi devidamente tratado como aquilo que sempre foi: um bandido. Mas isso é fácil, afinal ele era - como é mesmo? - "reacionário, conservador e de direita", não?
Já a tal Iara... Bem, ela cometeu crimes. Ela pegou em armas e matou. Mas ela fez isso em nome da "causa", gente. E quando alguém da extrema esquerda sai por aí dando tiros na burguesia, devemos receber a pessoa como um novo messias. Os crimes deles são "crimes do bem"...
Pro diabo com isso! Não tenho cadáveres para explicar, nem assassinos para justificar! Isso é coisa de Emir Sader e de quem, como ele, alimenta essa distopia vagabunda, que pretende subjugar as liberdades e aniquilar o indivíduo. Eu não tenho duas morais. Posso mandar todo tipo de canalha pro inferno, seja ele Fleury, seja Iara. Seja Dilma, seja Arruda. Não importa o nome nem a "causa", mas apenas os princípios.
Quem vive de alimentar os sonhos soterrados sob o Muro de Berlim que embale seus homicidas de estimação. Eu, assim como todos aqueles que acreditam na liberdade e na democracia, não preciso fazer isso. Por isso podemos chutar as fuças de Saddan, com a mesma desenvoltura com que rejeitamos Fidel Castro. NÃO TEMOS BANDIDOS DE ESTIMAÇÃO! ELES, AO CONTRÁRIO, OS TÊM AOS MONTES.
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