Sim, meus caro. Este blog tem lado! E é o lado das minhas convicções, que não se submetem às preferências da patrulha pogreçista e politicamente correta.
Os fãs dos mensaleiros profissionais, como vocês podem imaginar, já apareceram aqui aos montes. Zurram: "E aí? Não vai falar sobre a cassação do Kassab?" Ah, vou sim. Querem ver? A cassação do Prefeito Gilberto Kassab é um absurdo jurídico! Uma afronta ao Estado democrático de direito! E, o que é mais grave, uma evidência clara e irrefutável de que ESTÃO ARMANDO UM GIGANTESCO ESQUEMA DE TRAPAÇA ELEITORAL a fim de prejudicar os adversários do governo Lula. Viram? Nunca tive receio de defender minhas opiniões. Não começaria a ter agora.
O que essa gente não entende é como funciona a nossa moral (que eles chamam de "burguesa"). Não defendo Kassab porque ele é Kassab. Muito menos por ser do DEM - que muitos alegam ser o "meu partido". Meu uma ova! O ex-PFL, já disse, é muito de esquerda pro meu gosto... Aliás, já disse no caso do mensalão do DF o que penso sobre bandidos, não? Já mandei Arruda pro diabo um milhão de vezes, afinal os fatos mostram que ele é culpado. No caso da cassação de Kassab é o oposto: os fatos mostram que o prefeito, assim como a aliança PSDB-DEM em São Paulo, é alvo de perseguição político eleitoral.
A cobertura mais detalhada do caso - não mais imparcial, é preciso que se diga - foi feita pela Folha. Lá, lê-se os detalhes da decisão que culminou com a cassação do prefeito de São Paulo. Transcrevo abaixo alguns trechos, seguidos por uma breve análise. Verão que isso é suficiente para compreender o funcionamento da fraude.
(...) Na representação contra o prefeito, o promotor indicou três tipos de fontes de doação que seriam ilegais. (...)
Seriam? Como assim, seriam?! Francamente, "seriam" não serve de fundamento para nenhuma decisão judicial séria.
(...) De acordo com o promotor, as empresas “não são diretamente concessionárias de serviços públicos (...)
Ora, mas se as empresas "NÃO SÃO diretamente concessionárias de serviços públicos", qual é o problema? O judiciário está punindo Kassab com base em quê?
(...) O critério adotado pelo juiz Aloísio Silveira (...) que pode levar à cassação do prefeito Gilberto Kassab é subjetivo e não encontra precedentes na jurisprudência do TSE (...)
Bem, acho que o trecho se explica por si só... Estamos falando de uma decisão inteiramente subjetiva e que não encontra respaldo na história jurídica do TSE. Se isso não é perseguição política, digam-me o que mais seria. Uma maneira fácil de traduzir o que vai acima é: o juiz está inventando uma regra apenas para ter o prazer de condenar um político que faz oposição a Lula e ao PT.
(...) Em relação ao tema das construtoras acionistas de concessionárias, o magistrado baseou-se em um voto vencido do ministro Cezar Peluso no TSE (...)
Como se nota, a teratologia jurídica continua. Quer dizer então que a cassação de Kassab teve como principal arrimo um VOTO VENCIDO? Sim, vencido! Aquele que todos os demais juízes REJEITARAM por considerar tecnicamente fraco. Santo Deus! Acho que jamais houve uma perseguição tão explícita na vigência de uma democracia.
Concluo
O que vai acima só foi visto na época da ditadura militar brasileira, quando mandatos eleitorais eram cassados discriocionariamente pelos agentes do terror totalitário. Lembram? Na época, também não havia precedentes para as cassações... Na época, as decisões eram fruto de critérios subjetivos... A democracia sucumbe um tantinho mais depois da cassação de Kassab, que, ao que parece, só está perdendo o mandato por ser integrante do DEM, aquele partido que, segundo alguns pogreçistas, seria "de direita".
2 comentários:
Bom esclarecimento, Yashá, obrigado. Daqui a pouco não me surpreenderei se o PCC atacar de novo...
Caro amigo, o sebendo de Brasília sabia, como sempre, das armações do Arruda, pois é seu amigo. Houve uma grande armação para pegá-lo, depois Kassab. Quem será o próximo. Pobre de nós, mortais, nas mãos desta quadrilha de petistas. Estes são intocáveis, conforme já assistimos.
Grande abraço.
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