segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Malvinas? Que Malvinas?! O correto é Falklands!

Não vou perder muito tempo escrevendo sobre essa confusão que os terceiro mundistas bolivarianos estão tentando fazer em torno das Falklands. A verdade, é que a Inglaterra tem todo o direito de explorar petróleo na região, afinal as Malvinas não são Argentinas. Em última análise, as tais Malvinas sequer existem! O nome correto é mesmo Falklands, como decidiu o glorioso Império Britânico.

Desta feita, não adianta a dona Cristina Kirchner - "La Penguina" - descer do salto e ficar latindo histericamente toda a sua pequenez. A menos que pretenda tomar outra sonora surra, como aquela que a Argentina levou lá nos idos de 1982 de Margareth Thatcher - minha "ídola"!

Da mesma forma, essas ameaças de Hugo Chávez, o mico mandante venezuelano, só servem mesmo para reforçar os indícios de psicopatia e megalomania do sujeito. Imaginem a reação da rainha Elizabeth II às ameaças do bandoleiro de Caracas: "That's boring..." - com aquele particular acento britânico.

A verdade é que os mequetrefes sulamericanos estão fazendo, em pleno século XXI, a mesma coisa que os gorilas da ditadura militar argentina fizeram nos anos 80: tentando desviar a atenção da população do grave colapso econômico que os assola. Partem, assim, para a velha tática totalitária de unir o povo contra o inimigo externo comum, forçando-o a esquecer que falta até papel higiênico no supermercado...

E nem tentem apelar para meu "patriotismo latinoamericano". Já disse que latinoamericano é uma construção sócio-política. Não existe "o homem latinoamericano". Existe o brasileiro, o venezuelano, o argentino e assim por diante. Rejeito todas essas classificações coletivistas que pretendem, um última análise, subjugar o indivíduo. Isso pra não mencionar que sou fã de Samuel Johnson, segundo quem "o patriotismo é o último refúgio de um canalha".

No ano passado escrevi um texto sobre as Falklands, contando diretinho o que penso a respeito. Vejam alguns pequenos trechos:

Hoje, dois de abril, a Argentina chora copiosamente. (...) Este dia lembra o início da Guerra das Malvinas, ocorrida entre 2 e 14 de abril de 1982. Aliás, o mais correto é falar em Falklands War, afinal as ilhas pertencem ao Reino Unido.

E por que é importante lembrar daquela guerra? Porque, ao menos para mim, os conflito ocorrido nas Falklands traz lembranças interessantes. (...)

Isso ocorreu nos idos de 2002, durante o curso de Direito na universidade federal aqui do estado em que resido. (...)

Naquele não tão longínquo 2 de abril de 2002, estava eu com alguns colegas de universidade na sala do Centro Acadêmico, discutindo algumas coisas que deveriam ser feitas para tentar tirar a diretoria dos seguidores do PSTU. (...)

No meio das conversas, um dos companhêros se inscreveu para falar (Sim! Nos meios bolorentos ainda se faz esse tipo de coisa ridícula!). Disse que qualquer ato político nosso deveria contemplar também uma expressa repúdia à dominação das Ilhas Malvinas por parte do - como era mesmo? - "imperialismo anglo-saxão". Fazia então 20 anos que o conflito terminara.

Eu me surpreendi com a fala do sujeito e retruquei: "Espera aí! Tá dizendo que você preferia a vitória da Argentina no confronto?!". Senti vários olhos revolucionários pousarem sobre mim, com ar de sincera surpresa - e, por que não? - indignação. Começaram então com aquele discurso pedestre de que "toda dominação externa é deletéria e criminosa", sustentando que eu jamais poderia defender o Reino Unido, pois oprimiu e roubou a terra de um povo.

Sabem como se faz para vencer um debate com um radical - seja ele de esquerda, ou de direita? Usa-se a lógica. Armado dela eu perguntei: "Mas a Argentina não era governada pela ditadura na época da guerra? E não era aquela mesma ditadura que oprimia, torturava e assassinava o povo argentino? Como é possível, então, ficar ao lado de uma ditadura e contra uma democracia?! Preferiam que as Malvinas fossem dominadas pelos generais totalitários da Argentina, do que pelo império democrático e civilizado do Reino Unido?" Seguiu-se um breve silêncio. Na verdade, eu tinha jogado na cara dele a verdade crua dos fatos, contra a qual não havia argumentos possíveis.

Restou aos colegas apelar e bradar, com voz alta e olhos marejados - como essa gente sempre faz: "Não interessa o governo! Interessa o povo! As Malvinas são argentinas! E se você não concorda com isso, não tem lugar pra você aqui." O que eu fiz? Gritei: "Viva as Falklands! Viva o exército da Coroa Britânica! God save de Queen!" E saí, consciente de que só poderia mesmo ficar o mais longe possível dessa turma. (...)

Retomo
Num eventual confronto entre o Reino Unido e a "Aliança bolivariana-simiesca" de Venezuela e Argentina, estar-se-ia diante de um embate entre a civilização e a barbárie. Sabemos, pois, o que fazer, não? VIVA A ARMADA DA RAINHA! GOD SAVE THE QUEEN!

1 comentários:

Pois disse...

Porra, para falares assim, tinhas de ser Brasileiro; Aqui em Portugal, já NÃO HÁ TOMATES!
Continua, pá!