Algumas rápidas considerações sobre os números que o Ibope apurou para alguns estados do Brasil.
São Paulo
Nenhuma surpresa: Alckmin lidera com sobras (50%) e pode resolver a fatura já no primeiro turno. Mercadante, aquele sujeito que revoga o irrevogável, tem menos da metade das intenções de voto do tucano (14%). Será uma vitória se o petista conseguir chegar ao segundo turno.
Ainda acho cedo para cravar uma vitória em primeiro turno de Alckmin, afinal o horário eleitoral nem começou. Se Celso Russomano (9%), o Maluf da vez, resolver centrar suas baterias no tucano, pode ajudar Mercadante a forçar um segundo turno. Porém, é preciso lembrar que Russomano e Mercadante estão bastante próximos, o que pode animar aquele a tentar uma ultrapassagem sobre este - algo que, se acontecesse, seria o golpe de miseriórdia sobre o PT no estado de São Paulo.
Pessoalmente, acredito em vitória de Alckmin logo no primeiro turno. E é bom que o PT não se anime muito a buscar um segundo. Temo que em tal caso a lavada sobre Mercadante ganharia ares genocídio eleitoral...
Se a paulistada vota bem pra governador, o mesmo não se pode dizer das preferências indicadas até aqui para o Senado. Marta Suplicy liderando com folga (31%)?! Não dá... Sem falar no restante da lista, que vê Quércia com 20%, Tuma com 19%, Ciro - who - Moura com 18%, empatado com Netinho - espancador-de-mulheres - de Paula. Tá feia a coisa! O melhor candidato à disposição do eleitor, Aolysio Nunes, aparece ainda com míseros 4%.
Óbvio que ainda é cedo e que muita coisa pode mudar. Mas não dá pra ficar animado com o Senado paulista que vai se desenhando...
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Minas Gerais
O Ibope aponta Hélio Costa na liderança, com 39% das preferências. Em segundo está Aécio N... ops! Antonio Anastasia, com 21%. É evidente que a liderança de Costa ainda é confortável, mas não se pode deixar de notar que Anastasia, carregado pelo político mais popular da história de Minas, vem crescendo rápido. Se levarmos em conta que o horário eleitoral ainda nem começou - e que, pois, Aécio não está aparecendo, toda noite, ao lado de Anastasia na televisão -, há motivo de sobra pra acreditar que o candidato do PSDB é o grande favorito.
No que tange à disputa pelas duas cadeiras de senador, nem há o que comentar. Aécio Neves, com 70% das preferências, está eleito. Esperava-se uma disputa acirrada pela segunda vaga entre Itamar e Pimentel, mas isso desvaneceu quando o ex-Presidente e Aécio resolveram se aliar. O resultado: Itamar aparece com sobras na segunda colocação, com 39% das preferências.
A menos que haja uma reviravolta cinematográfica, a eleição mineira já está resolvida.
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Rio de Janeiro
Tá feia a coisa, heim? Sérgio Cabral lidera com folga a disputa pelo governo (58%) e acho muito provável que ele resolva tudo já no primeiro turno. E pensar que a outra opção eleitoralmente viável é Fernando Gabeira (hoje com 14% das preferências). Sinceramente, não sei o que se passa na cabeça dos cariocas...
Na corrida pelas duas vagas do RJ no Senado há um empate entre Cesar Maia e Marcelo Crivella, ambos com 37%. Logo me seguida aparece Lindemberg Farias, com 21%. Em tal caso nem culpo muito os eleitores de lá, afinal as opções são mesmo bem ruinzinhas... Na busca pelo tal "menos pior", talvez eu até engolisse Cesar Maia. Crivella e Lindember não tem como...
No fundo acredito que haverá segundo turno, afinal duvido que, com o começo do horáio eleitoral, Gabeira não consiga subir um pouco mais nas pesquisas. Nunca é demais lembrar que o deputado do PV quase levou a eleição de 2008, pra prefeito do Rio de Janeiro, lembram? Sem falar que Cabral... bem... francamente. Sem palavras.
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P.S.1: Onde estão as pesquisas Ibope no sul do país? Tô louco pra saber sobre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
P.S.2: Alguns leitores - do Amapá, principalmente - me cobram que fale sobre os números do Ibope para esta capital apequenada. Não farei isso. Ontem, no Twitter, falei um tantinho a respeito. Acho que basta. Não quero dar ao Amapá uma importância maior do que este lugar efetivamente tem. Não comento pesquisas feitas na Botswana ou na Birmânia. Logo, não tenho motivo pra falar daqui.
5 comentários:
Ahhhhhhhh..Comenta a pesquisa daqui, ora.
Uma estratégia para Mercadante
(publicado no “Amálgama”)
As próximas movimentações da campanha de Aloizio Mercadante esclarecerão se ele está de fato empenhado em vencer a disputa para governador de São Paulo, ou se busca apenas fortalecer pretensões futuras (por exemplo, à prefeitura da capital). Caso planeje satisfazer as expectativas da militância, o senador dispõe de um repertório muito restrito de manobras.
Seu desafio imediato, chegar ao segundo turno, é mais difícil do que parece. Como se sabe, Geraldo Alckmin (PSDB) possui vantagens quase insuperáveis: maior tempo de propaganda no rádio e na TV, apoio dos grandes veículos de comunicação e das maiores empresas do país, imensa estrutura administrativa, ocupada há quase duas décadas por quadros peessedebistas.
Dadas as circunstâncias, a única maneira de minimizar esses trunfos nos poucos meses disponíveis seria unir esforços com a campanha de Dilma Rousseff, para benefício de ambos. Em outras palavras, trata-se de regionalizar o embate presidencial e identificar a candidatura de José Serra com a sucessão paulista.
As pesquisas apontam ampla vantagem do tucano em São Paulo, cuja densidade populacional é suficiente para influir no contexto nacional. O adiamento da definição paulista ajudaria a encerrar as disputas presidenciais já no primeiro turno. Centrando esforços no front estadual, as campanhas petistas atingiriam a máscara de bom administrador que Serra exibe no resto do país. Expondo as fraquezas da hegemonia do PSDB paulista, minariam a vantagem de Alckmin, constrangendo-o a defender (ou, mais provavelmente, atacar) os desafetos de partido.
Desunidos em São Paulo, como já estão em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, os tucanos caminhariam juntos para a derrota presidencial imediata. No segundo pleito, desgastado, Serra teria participação apenas protocolar na campanha de Alckmin. Ao mesmo tempo, Mercadante seria beneficiado pelo prestígio de Lula e Dilma.
Mas, para tanto, petistas e aliados precisam tomar a iniciativa e atacar, impondo a pauta dos debates sucessórios. Tudo que Alckmin quer agora é uma campanha propositiva e enfadonha, que anestesie o eleitor até outubro.
Temas não faltam para constrangê-lo: as atrocidades impunes da PM, a vergonha do sistema carcerário, as violências praticadas contra os menores da Fundação Casa (antiga Febem), as suspeitas no Rodoanel e no Metrô, o sucateamento do ensino público, as enchentes nas marginais paulistanas e, principalmente, os escorchantes pedágios que cercam as principais cidades do Estado. Aliás, é assombroso que alguém precise forçar a inclusão de escândalos dessas proporções na agenda eleitoral.
Impera certa mistificação no meio político em torno da chamada campanha negativa. Basta que os ataques demonstrem respeito às demandas populares para conquistar a empatia do eleitorado. Denunciar adversários e esclarecer o público não exigem necessariamente uma comunicação pesada ou repulsiva. As peças audiovisuais criadas com esse fim podem assumir inúmeros formatos, da comédia à reportagem, passando pelo drama e até pela animação.
Recursos técnicos e humanos não faltam. Mas haverá verdadeiro interesse dos personagens envolvidos?
http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com/
Já que você não tem palavras para descrever Cabral, ai vai uma ajudinha. São inúmeros os benefícios criados através das Upps para as comunidades que antes sofriam represálias, não tinham o direito de ir e vir dentro das favelas, eram submissos ao poder dos traficantes prisioneiros dentro de suas próprias casas. O PAC das comunidades está mudando a "cara" das favelas...o Rio cada vez melhor com Cabral!!!!!
Vc se acha muito engraçado com esse teu PS2, mas nao é seu ignorante.
Na verdade, eu só acho engraçado o PS2 porque ainda não tenho um PS3...
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