sábado, 14 de agosto de 2010

Datafolha - 3: Dilma abre oito pontos de vantagem sobre Serra.

O Datafolha saiu na noite de ontem, e os petralhas vindos do reino das sombras vieram ao blog durante a madrugada "cobrar" um texto deste vosso criado. "E aí? Não vai falar da derrocada do Serra?" Não! Não vou! Não derrocada alguma, como os próprios números da pesquisa demostram: Dilma Rousseff tem 41%, contra 33% de José Serra.

A tendência de alta da candidata de Lula e do PT é evidente: Dilma tinha 36% em julho, e cresceu cinco ponto. Já Serra, por sua vez, parece em queda: tinha 37% e agora perdeu quatro pontos. É evidente que a conjuntura favoresce Dilma, coisa que este blog nunca negou. Além de ser a candidata de Lula, presidente mais popular da história do universo tal qual o conhecemos, Dilma está em campanha há uns dois anos, apenas ocupando-se de promover sua figura. Não é de estranhar que toda essa estratégia tenha rendido frutos. A diferença entre o meu pensamento e aquele os petralhas é simples: não me surpreendo com a dianteira de Dilma, mas, em vez disso, pergunto-me como diabos ela pode ter "só" 41% ainda! Com todo o apoio que tem, Dilma consegue estar apenas oito pontos acima de Serra, que está concorrendo sozinho - verdade seja dita, Aécio Neves ainda não entrou na campanha (entrará um dia?)...
O PT conseguiu algo muito importante: chegar ao horário eleitoral televisivo com Dilma à frente. Em tal condição, a ex-ministra poderá se valer bem do maior tempo de TV que possui (10 minutos contra 7 de Serra), ocupando-se apenas da tal "agenda positiva". Ou, o que é ainda melhor para os petistas, poderá deixar a TV todinha para Lula, a fim de se aproveitar ainda mais da imagem do atual presidente. Mas isso não é o fim dos tempos para a oposição.

Se tem algo que tucanos e democratas precisam entender, é que o jogo eleitoral precisa ser jogado até o fim. Em 2006, era dada como certa a derrota de Alckmin já no primeiro turno, mas não foi isso que as urnas mostraram. E o ex-governador de São Paulo, nunca é demais lembrar, concorreu contra o "mito do operário" lulista, algo, a meu ver, imbatível nessepaiz. Agora Serra enfrenta uma pessoa comum. Apoiada por Lula, isso é fato. Mas, ainda assim, bastante comum.

Creio que o horário eleitoral só tende a beneficiar o PT, mas os debates - em especial o da Globo - devem ser benéficos para o tucano. Oito pontos de diferença representam muito pouco - ou quase nada - em matéria de eleição. Jogar a toalha agora é um erro, afinal há muito tempo de campanha ainda pela frente. Na minha humilde opinião, urge que a oposição faça duas coisas: 1) parta para o confronto contra Dilma, revelando ao Brasil o passado e a inexperiência administrativa dela. É preciso lembrar oa país que Dilma não é Lula!; e 2) vença em Minas Gerais. Considero indispensável uma vitória no segundo maior colégio do país, o que "daria" o sudeste para Serra e adiantaria bem as coisas. É isso, ou se preparar para mais uma derrota e, ao cabo dela, mais disputas internas que prometem paralizar novamente os oposicionistas.

1 comentários:

Wilson Hebert disse...

Inexperiência administrativa (e não política), ainda vá lá. Aceito.

Mas o que você quis dizer com passado? O fato dela ter agido contra a Ditatura Militar (assim como o presidente da UNE e, também candidato a presidencia, José Serra)?

Ou você está falando de "fatos infundados" que nunca, jamais, em momento algum, foram comprovados?

Se a Dilma foi terrorista, por que ela nunca foi investigada, julgada, indiciada por isso? Se ela assassinou, por que nunca foi investigada, julgada ou indiciada por isso?

No frigir dos ovos, lá em 1964, Serra e Dilma estavam do mesmo lado de um batalha contra uma força feroz. Porque ninguem fala isso? É desinteressante? Se for falar de passado, acho que tucano e petista terão um empate técnico.