sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eleições 2010 - Datafolha: Alckmin, Cabral, Costa e Genro mantém dianteira. Anastasia cresce.

Pincelada rápida nos resultados do Datafolha para alguns dos principais estados do país (sim, meu povo. Sem bairrismo. SP, RJ, MG e RS são, sim, mais importantes que os outros):

São Paulo:
Geraldo Alckmin, com 54% das intenções de voto, mantém sólida dianteira sobre Aloízio Mercadante, com 20%. Celso Russomano, que parecia capaz de poder incomodar o petista, ficou mais pra trás, com apenas 7%. De se notar o crescimento tímido de 4% registrado por Mercadante, que tinha 16% no dia 13 de agosto.

Não há muito o que comentar, afinal a eleição de Alckmin parece bem encaminhada. Mesmo esse pequeno crescimento registrado por Mercadatente não parece capaz de colocar em discussão a vitória tucana. Aliás, aposto que o petista deverá crescer até um pouco mais, afinal eles sempre beliscaram a casa dos 30%.

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Rio de Janeiro:
A liderança sólida do governador Sérgio Cabral se mantém. Com 56% das intenções de voto, Cabral venceria em primeiro turno. Fernando Gabeira aparece com 17%. Na pesquisa anterior do Datafolha, realizada em 13 de agosto, Gabeira tinha 14%.

Ai, ai, cariocas... Tão perto do Cristo, tão longe de Deus... Sério que vocês vão reeleger um governo como o de Sérgio Cabral no primeiro turno?! Não posso crer... Taí, não creio! O RJ sempre se destacou por surpresas eleitorais e por "ondas de última hora". Em 2008, a tal "onda Gabeira", que levou a eleição pro segundo turno e quase deu a vitória ao candidato do PV, só começou na primeira semana de setembro - quando Gabeira tinha apenas 8%! Como estão as coisas hoje, é indiscutível o favoritismo de Cabral. Porém, se Gabeira conseguir crescer a ponto de levar a disputa pro segundo turno, a coisa pode ficar interessante...

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Minas Gerais:
O candidato do PMDB, de Lula e de Dilma, Hélio Costa, tem 43% das intenções de votos. O candidato do PSDB e de Aécio Neves, Antônio Anastasia, tem 29%. Vale registrar que no dia 13 de agosto Costa ostentava os mesmos 43%, ao passo que Anastasia tinha 17%, o que revela um crescimento consistente do candidato à reeleição.

Como diria o Gabriel Azevedo, da "Turma do chapéu", "tchau, cotonete!" É isso, né? Já deu pra Hélio Costa. A tendência é claramente de crescimento da candidatura tucana, que caminha a passos largos para ultrapassar o candidato lulista ainda no primeiro turno. Aliás, essa é uma aposta que o blog faz desde já.

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Rio Grande do Sul:
Tarso Genro lidera a disputa com 42% das preferências, seguido por José Fogaça, com 27%, e por Yeda Crusius, com 14%.

Não vou negar que a duração da liderança de Genro me surpreende. A essa altura da disputa, pensei que ele já estaria, ao menos, tecnicamente empatado com algum dos adversários. Mas continuo apostando na inteligência dos gaúchos. Duvido que entreguem, de novo, o governo nas mãos do PT. Acho certo que haverá segundo turno e, em tal caso, acho certo que Genro não leva.

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P.S.1: Alguns leitores me perguntaram se não vou escrever sobre os novos números do Datafolha pra disputa presidencial. Não, não vou. E por uma razão bem simples: não há nada de novo. Dilma e Serra apenas se movimentaram dentro da margem de erro. "Ah, mas a vantagem dela agora é de 20 pontos!". Sim, e daí? Escrevi um texto sobre a disputa quando a vantagem era de 17 em favor da petista. Afirmei, então, que o jogo ainda não estava jogado. E continua não estando.

P.S.2: Viram o horário eleitoral ontem? Foi a primeira vez que o PSDB partiu pro confronto, mostrando ao país as práticas criminosas do PT. Essa bisbilhotagem no sigilo fiscal de meio mundo, incluindo a Ana Maria Braga, pode estar para esta eleição como o caso dos "aloprados" esteve para a eleição passada. Espero mesmo que tenham decidido, finalmente, partir para a desconstrução de Dilma. E que não parem mais!

P.S.3: Tô apostando que o Datafolha vai quebrar a cara legal em várias previsões... Não! Nada a ver com teorias conspiratórias. Não acho que o Datafolha tenha se vendido ao PT. Longe disso. Só acho que esse clima de "já ganhou" está contaminando um pouco o trabalho dos caras. Alguns exemplos: a) A vantagem de Dilma pode ser grande (deve ser), mas não é isso tudo. Ela não leva SP nem o sul, podem escrever; b) A vantagem de Cabral, no RJ, e de Costa, em MG, não é nem de longe desse tamanho todo; e c) Du-vi-de-ó-dó que Tarso Genro leve o governo do RS em primeiro turno. É esperar pra ver agora...

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