sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Fórum Social Mundial 2010: só "perca" de tempo mesmo.



A imagem acima resume bem o que é esse convescote geriátrico e decrépito que as esquerdas chamam de Fórum Social Mundial. Notem os símbolos que destaquei em amarelo: Banco do Brasil, Petrobrás, Caixa e, como se não bastasse, o Governo Federal. Essa é a "listinha" de patrocinadores daquele palanque montado a fim de prestar honras a ditadores os mais sanguinários. É de se supor que as estatais sejam mesmo idolatradas, enquanto as empresas privadas são acusadas de todos os males do mundo...
Já escrevi o que penso a respeito desse tal Fórum aqui, aqui, aqui e aqui. E não mudo uma vírgula. Trata-se apenas de mais uma maneira que a turma do "outro mundo possível" encontrou para colocar a mão no nosso dinheiro. Vocês sabem, né? Eles adoram falar em destruir o capitalismo, mas não conseguiriam organizar sua bandalheira emporcalhada sem ele...

No Fórum deste ano, o décimo da história, a turma de revoluçonaros reafirmou - ó, surpresa! - seu amor pelo socialismo. Qual socialismo? Bem, o único que conhecemos foi responsável por uma pilha de 100 milhões de mortos... É esse regime que o "outro mundo" deles pretende instalar no Brasil. Foi por esse regime sangrento que eles - como é mesmo? - "enfrentaram a ditadura militar". Não queriam democracia - nunca quiseram. Queria apenas outro tipo de totalitarismo.

Entre as várias sandices que aqueles desocupados discutiram ao longo dos últimos dias, merece destaque a ideia estapafúrdia de conceder 5% do lucro das empresas aos trabalhadores. A cantilena é sempre a mesma: ozoprimido merecem receber mais pelo çuór do seu trabalho.

Sim, sim... Nada contra. Desde que aceitem também socializar os prejuízos, não é mesmo? Ora, é tudo muito simples pra mim: a partir do momento que um empregado passa a perceber lucros, ele se torna acionista da empresa. Assim, nada mais justo que experimente também os prejuízos, como fazem sempre os patrões burgueses e malvados.

"Ah, mas o trabalhador já sofre os prejuízos naturalmente, por meio das demissões.", gritará o esquerdista mais afobado. É mesmo? E qual é o contrário de demissão? Bingo! Se quando a empresa sofre prejuízos o empregador demite, nada mais justo que contrate quando as coisas estão boas. Isso é livre iniciativa e economia de mercado, meus caros. Não é preciso uma lei estúpida falando em distribuir um lucro que jamais será o real.

É esse tipo de asneira que sai da cabeça da turma do "outro mundo possível". É isso que o Fórum Social Mundial produz no campo - se me permitem... - "intelectual". O tal encontro também produz muito lixo, como todos sabemos... No mais, o que esperar de um bando de gente mentalmente frustrada, órfã do Muro de Berlim? Como levar a sério um encontro que ficou famoso, no passado, por distribuir camisinhas para os utopistas da mudança?

Já afirmei que mantenho tudo o que foi dito no passado sobre o Fórum. Inclusive a sugestão para que a CIA triangule o sinal dos acamapamentos e... CABUM!

P.S.: Ano passado, quando escrevi sobre o Fórum Social Mundial, uma legião de demônios saiu do submundo das trevas para me atormentar, exigindo compreensão e até mesmo - pasmem! - retratação. Disse naquela vez, repito agora: sumam daqui!

Venezuela: um desfecho anunciado.

O caos que tomou conta da Venezuela não surpreende nem um pouco. A história nos ensina que qualquer um dos chamados "regimes de massas", quando implementados na prática, acabou em morte, miséria e terror. Não há exceção - e desafio qualquer um a provar o contrário.

Hugo Chávez, o mico mandante do socialismo bolivariano - o que quer que isso signifique -, decidiu levar adiante sua agenda totalitária e ordenou o fechamento de seis canais televisivos que não eram simpáticos ao regime. A crise interna se agravou um tanto depois disso, levando à renúncia do vice-Presidente (e ministro da defesa), além de ter desencadeado uma série de manifestações de repúdio ao ditador. O curioso é que Chávez já havia fechado televisões antes, sem que tamanho barulho fosse produzido. O que mudou agora?

A crise de abastacimento que aflige a Venezuela há meses está servindo como agente catalizador para a insatisfação popular. Afinal, sabe-se que não é a falta de liberdade que incomoda primeiro, mas a falta de comida no prato... Se o comunismo da URSS realmente tivesse conseguido espalhar a riqueza, como prometeu, duvido que os vários muros fossem abatidos tão rapidamente.

O martírio social, agravado pela percepção cada vez maior de que o totalitarismo bolivariano não está conduzindo a América Latina a um novo Éden, engrossa cada vez mais a multidão dos descontentes, que vem exercendo com coragem seu direito de criticar. Como em todo regime de molde soviético, como o chavista, as milícias arregimentadas pela burocracia do partido se encarregam de fazer o trabalho sujo, promovendo confrontos abertos que podem facilmente descambar em guerra civil.

Os primeiros cadáveres legados à história pelo bolivarianismo já estão aqui, entre nós. Outro dia, durante um confronto entre manifestantes favoráveis e contrários a Chávez, um garoto foi morto. Eis outra herança comum aos regimes inspirados na pocilga ideológica marxista: uma sociedade destroçada e envolvida em uma guerra fratricida.

Chávez, como tantos outros tiranos que o antecederam, só tem três finais possíveis no horizonte: 1) A renúncia seguida da fuga para o exílio (no Brasil...); 2) A resistência ferrenha até o suicídio final; 3) A deposição pela força do povo - o mesmo povo bolivariano que diz amá-lo hoje -, que terminará por executá-lo em praça pública.

Não há outro desfecho possível. Sempre que o politburo tentou subverter a ordem básica da natureza, vilipendiando os direitos e as liberdades individuais a fim de criar "a massa", "o todo", "a unidade nacional", o final acabou por ser trágico e sangrento. Não será diferente desta vez, na Venezuela.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Leitores.

Sabem por que é gratificante fazer este blog junto com vocês, meu seleto "punhado de leitores" - como eles gostam de dizer, lá no reino das sombras? Porque a inteligências da "Tropa de Elite" supera - e muito! - a imbecilidade dos demônios que insistem em nos atormentar.

Tomemos como exemplo os comentários sempre divertidos de Mike Osoviskh, um leitor assíduo do blog. Em uma de suas recentes participações, Mike resolveu mandar uma paráfrase de um poema satírico, da Arcádia Lusitana. Percebem? Este nosso pequeno e humilde espaço pode contar com gente que conhece a literatura a fundo! Isso, meus caros, é motivo de muito orgulho. Vejam abaixo o texto de Mike:

MENTE, MENTE

Escutae, pobres eleitores,
Um eleitor experiente,
A dilma que diz que faz
Certamente mente, mente.

Se um eleitor carinhoso
Lhe faz ver o voto ardente,
Ela lhe promete o PAC,
Certamente mente, mente.

E' um gosto vêr a candidata
Diante de muita gente,
Protestando ter fé pura
Certamente mente, mente.

Pois se o eleitor a outro escolhe
Bem cortez e bem prudente,
dilma finge não ter ciúme,
Certamente mente, mente.

Se acaso do triste eleitor
Algum tempo esteve ausente,
Ela .jura ter saudades,
Certamente mente, mente.

Sabem o que é mais divertido de tudo? Comparar o nível dos leitores do blog com aquela gentalha esquisita e pedestre que vive lá nas trevas, embriagada com o bolor pútrido de seu cérebro em deterioração. Outro dia, ao comentar o post em que previ uma corrida ao psicanalista decorrente de uma bela decisão do CNJ, um capacho estúpido resolveu vir aqui e pensar com a própria cabeça. O resultado - claro! - foi um odor pútrido, típico do chorume que corre nas veias da canalha.

A certa altura daquele texto, escrevi: "O que vai ter de gente correndo ao psicanalista, indagando-se sobre a quebra do preceito de 'Super-homem', trabalhado por Nietzsche, não está escrito...".

Aí vem o batráquio e manda o seguinte comentário - acompanhado de impropérios obviamente impublicáveis: "Você se acha muito inteligente falando sobre LIVROS desconhecidos, né?"

Entenderam agora por que eu continuo - e continuarei sempre - a chutar essa gente no focinho? Não terão nunca vez aqui! Uma criatura tão limitada intelectualmente, a ponto de acreditar que Nietzsche é o título de um livro não merece estar entre nós! Na verdade, não merece nem estar no mundo dos vivos.

Sinceramente, não sei se tenho mais pena do capacho, ou do sujeito que o contratou como lambe-botas... Ambos são a escória do mundo!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

As delícias da paternidade.

Caros, transcrevo abaixo a coluna que escrevi esta semana para o Perspectiva Política. Nela falo do meu assunto preferio: meu filhote! Acho que será do agrado de todos. Esta postagem ficará no topo do blog até o final desta semana.

Vou iniciar a coluna desta semana pedindo algumas desculpas. Preciso, por exemplo, me desculpar com o editor do site, nosso querido Bruno Kazuhiro. Isso porque, simplesmente, não consigo escrever nada sobre política hoje, “desrespeitando”, assim, a delimitação do tema que deveria rotineiramente ser abordado nas colunas.
Devo pedir desculpas a todos vocês, leitores do site. Isso porque todos merecem ler opiniões acerca dos grandes acontecimentos verificados no Brasil e no mundo, e não qualquer outra coisa que pareça, à primeira vista, menos importante.
Mas por que, afinal, tantas desculpas? Porque não consigo me concentrar em nada que não seja a pequena pessoa que caminha – com passos furtivos e incertos – ao redor da mesa onde digito estas linhas, grunhindo sílabas desconexas que soam, aos meus ouvidos enternecidos de pai, como uma declamação poética das mais belas.
Meu filho completou ontem, quinta-feira, seu primeiro ano de vida. Há um ano essa pequena criaturinha transformou minha vida – e a da minha esposa -, ensinando uma outra vertente daquele sentimento chamado de amor. Ele se tornou, como é fácil presumir, o centro de tudo. Nossos planos se dão em função dele, nossos horários são ajustados aos dele e nossos esforços buscam fazê-lo feliz. Há um ano, o menino faceiro que sorri para mim agora tomou as rédeas dos meus dias. Acho justo que neste momento tão especial ele tome a rédea do de vocês – pelo menos por um momento.
Uma coisa um tanto embaraçosa, mas muito verdadeira, é que ser pai me empurrou para um mar interminável de clichês e lugares-comuns. Eu não posso deixar de dizer, por exemplo, que “a paternidade muda as pessoas”. Ou que “o milagre da vida é fantástico”. Todos já ouvimos algo assim em algum momento, mas só passamos a ter noção exata da coisa toda quando o pequeno passa a existir em nossas vidas.
Você revê inevitavelmente os próprios conceitos quando percebe que cólicas atrozes, capazes de durar uma noite inteira, são muito – mas muito mesmo! – mais importantes do que uma guerra no Oriente Médio, ou um mensalão de quem quer que seja. Como sentar para escrever sobre o terrorismo promovido pelo fascismo islâmico, se o próprio filho não consegue dormir em razão da dor que o nascimento dos primeiros dentes causa? Acreditem: ser pai é, antes de mais nada, entender que o resto é apenas o resto.
Muitos dizem que a paternidade deixa o homem mais otimista com o futuro. Eu acabei ficando ainda mais cético – talvez até um tanto mais pessimista. Isso porque você percebe que tudo pode literalmente ir para o inferno, desde que o seu pequeno bebê esteja ternamente protegido. Ao mesmo tempo, a indignação inerente a todos que buscam um mundo melhor passa a aflorar com ainda mais força, pois somos naturalmente compelidos a construir uma realidade melhor para o futuro do pequeno. Afinal, trata-se de alguém que depende de mim, do meu suporte, dos meus atos.
Biocombustível? Redução da poluição? Solução para a emissão de carbono? Questões menores diante de um bebê que começa a engatinhar pela casa, descobrindo seus espaços e o mundo que o cerca. Pré-sal? Enriquecimento do País? Como tais coisas podem ser importantes, se o meu filho descobre a arte de dar os primeiros passos? Obama? Dilma? Serra e Aécio? Perdoem este pobre pai, mas nada pode ser maior do que a fala desengonçada destes últimos meses, nos quais o pequeno aprendeu a dizer “mamã” e “papá”.
Isso soa um tanto alienado? Um tanto egoísta? Sim, é claro! Ser pai é descobrir a certeza de que o indivíduo é mesmo o cerne da civilização, e que nenhuma “coletividade”, nenhuma “maioria” terá jamais a importância que aquele pequeno indivíduo tem para você.
A paternidade, meus caros, tem até mesmo o condão de mexer com nossas mais íntimas convicções. Depois de ser pai, por exemplo, passei a ter algo – como direi? – “pessoal” contra o comunismo. Além de todas as restrições de natureza política e filosófica, me descobri repudiando aquela ideologia simplesmente porque nada de bom poderia jamais sair da mente de um sujeito como Marx, que não exitou em abandonar os próprios filhos à miséria, enquanto tentava juntar dinheiro para “mudar o mundo”. Como respeitar quem não respeita um filho?
Ser pai também nos leva a rever opiniões tidas como imutáveis. Eu era favorável à descriminalização do aborto, por considerar tudo matéria apenas individual. Minhas certezas foram engolidas pelo som do coraçãozinho dele, pulsando ainda dentro do ventre da mãe. Então, de repente, surge a epifania: “Não! Acabar com esse som maravilhoso é assassinato!” Simples assim. É por ser pai que eu insisto, vez por outra, na grandeza da chamada civilização ocidental: nós protegemos e amamos nossos filhos, ao passo que algumas outras culturas – ainda! – sacrificam os seus…
Mas não pensem que pretendo ser profundo. Nada disso! Meu filho me ensinou coisas muito mais simples, como a importância da abóbora e do brócolis. Ao mesmo tempo em que me forçou a elevar a fritura ao posto de inimiga pública número um da Humanidade.
Por falar em inimigos, esqueçam Bin Laden e Ahmadinejad. São apenas dois paspalhos! O maior perigo do mundo se chama virose. Eu “votaria” em Obama, caso ele descobrisse uma cura para tal desgraça…
De resto, não farei como tantos pais que existem por aí, pródigos em ficar falando sobre a beleza e a grandiosidade dos próprios filhos. É desnecessário fazê-lo. Vocês todos, leitores inteligentes deste site, provavelmente acreditam que meu filhote é lindo, inteligente e esperto. E, não! Não estou exagerando. Confiem em meu julgamento “totalmente isento”.
O mais fascinante de tudo, porém, é a percepção libertadora de que nada mais, além do pequeno – e do seu núcleo familiar – pode ganhar mais importância que o devido. O que é uma carreira profissional, quando se assiste aos primeiros passos do filho? Você se torna pai e percebe que nunca poderá encontrar um “emprego dos sonhos”, pois já o tem. Aninhar o filho nos braços e fazer qualquer dor ir embora é a melhor profissão que pode existir, acreditem.
Ao segurar o filho nos braços pela primeira vez, surge aquele sentimento ímpar de que qualquer coisa pode – e deve! – ser feita para que ele tenha sempre a melhor segurança e a maior felicidade. “Por que viemos ao mundo?”, indaga uma das maiores proposições filosóficas de todos os tempos. Simples: para fazer felizes aos nossos.
Sabem por que não acredito em revolução ou, em outras palavras, por que acredito tanto no indivíduo? Porque “a única revolução possível é a de dentro de nós”, como afirmou Ghandi certa vez. E como se faz tal revolução? Construindo uma família e recebendo com amor os filhos confiados por Deus. É só então – e apenas então – que se pode compreender com perfeição a ideia de sacrifício pelo outro. Sem a alegria dele, nada mais importa. Na alegria dele, tudo o mais ganha esplendor. Por isso o ano que passou foi tão maravilhoso. O mais maravilhoso de todos os anos.

Scott Brown, o homem que enterrou a "era Obama".


Na última terça-feira, o mundo presenciou o fim de uma era. A "era Obama".

Exatamente um ano depois de ter se tornado Presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, o Presidente-de-ébano, sofreu seu mais duro revés político com a vitória do Republicano Scott Brown na disputa por uma vaga de Senador por Massachusets.

Apenas uma eleição regional sem importância? Nada disso! As duas cadeiras de Massachusets no Senado eram há décadas uma espécie de patrimônio dos Democratas, que se mantiveram lá mesmo durante os governos Republicanos de Bush pai, Bush filho e do popularíssimo Ronald Reagan.

Mais que isso, uma das cadeiras - exatamente aquela conquistada por Brown na terça passada - era já uma sorte de trono do clã Kennedy. O último a ocupá-la foi exatamente Ted Kennedy, um ferrenho defensor do plano de reforma da saúde capitaneado, agora, por Obama. Ver, agora, um político que passou toda a campanha se declarando contrário ao Health Care deve doer fundo no coração de todo obamófilo do mundo.

Brown engatou a marcha vitoriosa na campanha ao deixar de lado sua adversária imediata, a Democrata Martha Coackley, e mirar de forma certeira no adversário real: Obama. E o Cristo negro mordeu a isca, precipitando-se até Massachusets e colocando-se na linha de frente da campanha. A mensagem que ele pretendia passar aos eleitores era: "Estamos unidos e queremos sua confiança para mudar a América." A que passou efetivamente foi: "Esqueçam a Martha. Sou eu quem pretende meter a mão nos bolsos de vocês para custear um projeto que nem sei se dará certo."

Os eleitores de lá, como não canso de repetir, são melhores que os de cá. Lá, quando o governo se assanha e cresce o olho - e as mãos - pra cima do dinheiro das pessoas, o resultado costuma ser revolta popular e problemas pro governante de turno. Não é sem motivo que Obama perdeu todas as disputas eleitorais que enfrentou desde que assumiu a Presidência.

Quem acompanha um pouco mais de perto a política americana sabe que não exagero quando digo que o sujeito está perdido. Outro dia, em um desses programas televisivos, Obama brandiu uma vassourinha, prometendo limpar a sujeira Republicana da América. Para quem pretendia ser um estadista capaz de ombrear com Kennedy e Lincoln, o rapaz se mostra bem mais próximo de um simples faxineiro...

Frei Betto deu à luz o filho do demônio!


Caros, sabem quem é o monstrengo da imagem ao lado? Trata-se de uma personagem do filme Hellboy, inspirado na famosa série de quadrinhos homônima. Na história de ficção, o feioso aí à esquerda era Sammael, uma espécie de soldado do demônio - ou algo assim... Na vida real, eu decidi batizar a criatura como Bettinho... Por quê? Bem, leiam primeiro o que vai abaixo, escrito por Frei Betto um dos maiores pensadores (muito sic!!!) da esquerda brasileira:

“Ano de nova qualidade de vida. De menos ansiedade e mais profundidade. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Mergulho em si, abrir espaço à presença do Inefável. Braços e corações abertos também ao semelhante. Recriar-se e apropriar-se da realidade circundante, livre da pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos, como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos, noite após noite, a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela.
Feliz homem novo. Feliz mulher nova. Como filhos das núpcias de Teresa de Ávila com Ernesto Che Guevara.”


A blasfêmia, a heresia que vai acima foi escrita por Betto no jornal Comércio de Jahu, e mencionada por Reinaldo Azevedo em seu blog. Betto, caso não se lembrem, é o mesmo herege que, no passado, chamou o Padre nosso de "amorosa orgia trinitária". Nada estranho para um "religioso" que afirmou perceber "o verdadeiro amor no socialismo", não na Cruz... Fica fácil perceber o que se deu com Frei Betto: depois de atingir o fundo do poço, o sujeito começou a cavar desesperadamente em direção ao mais profundo dos infernos. E chegou lá!

É desnecessário dizer que esse senhor mereceria ser excomungado. Eu, como católico, já o considero apenas um herege. Basfemar contra os Santos não é só sinal de perversão moral e religiosa, mas, no caso específico de Betto, de entrega total a uma perversão que não é apenas incompatível com a Igreja de Cristo: é inimiga mortal dela!

Não vou aqui me alongar, discorrendo sobre a história - ou "as histórias" - que cerca Santa Teresa de Ávila. O Tio Rei já fez isso muito bem. O crucial é dizer que a mera carnalização da Santa, apartada de toda a filosofia teológica que faz, sim, parte daquilo que conhecemos é, de per si, uma blasfêmia nojenta! Betto fez apenas o que qualquer ateu rasteiro e estúpido faz: agarrou-se ao "achismo" de um punhado de psicanalistas pedestres, e tratou de despir a Santa de toda a sua... santidade! Não satisfeito, ainda a atirou, tal qual a uma prostituta, na cama de Che Guevara, este sim, aos olhos de Betto, um santo.

A coisa toda é de tal sorte revoltante, que não agride apenas aos católicos, mas a qualquer pessoa minimamente inteligente e honesta. Se não é dado saber o exato sentido das metáforas presentes nas cartas escritas por Santa Teresa de Ávila, é possível afirmar com toda certeza que ela nunca pretendeu se vender a um homicida barato, como o argentido. Isso é coisa que só pode sair da cabeça sociopata de alguém como Betto, que, suspeito, nunca conseguiu esquecer aquela história de "endurecer sem perder a ternura"...

Guevara, como é sabido, foi aquele "libertador dozoprimido", que derrubou uma tirania sanguinária a fim de criar uma outra tirania sanguinária. Revolucionário fervoroso que era, acreditava que o tal "outro mundo possível" tinha de ser implementado a qualquer custo. Nem que fosse preciso mandar bala na cabeça dos adversários.

Depois da grandiosa "obra libertadora" de Guevara, Cuba se tornou aquilo que é até hoje: uma grande tirania responsável pela morte de, no mínimo, 100 mil pessoas. Além disso, o paraíso do socialismo latinoamericano também continua proibindo seus moradores de deixar a grande prisão na qual El Che e os Castro transformaram a ilha caribenha.

É com semelhante depravado moral que Betto pretende, em seus sonhos impuros e heréticos, deitar uma Santa da Madre Igreja. E o "pensador", tal qual um vouyeur de seus próprios pensamentos imundos, estaria lá, vendo tudo. Presenciando o nascimento do filho daquele assassino baixo, que só poderia ser mesmo uma criatura dos infernos, tal qual o pai.

Eu já cansei de pedir aqui a excomunhão formal desse senhor. Nunca fui atendido. Agora entendo por quê... Meu pedido estava, em essência, errado. Betto não precisa da excomunhão. Precisa, antes, da extrema unção, afinal seus delírios heréticos estão destroçando sua mente, atirando-o no abismo escuro da loucura infernal. Que ele possa descansar em paz e que Deus tenha piedade de sua alma doente. Mas apenas um pouco! E que, depois, o atire no inferno, onde Betto poderá encontrar a estranha criatura que ele criou em seu devaneio alucinado. Assim como o pai legítimo da besta...

O PSDB se veste de homem.

Os leitores já leram, eu suponho, a "carta-bomba" escrita por Sérgio Guerra, Presidente do PSDB. Ainda assim, faço este texto como uma espécie de "registro histórico", afinal este blog sempre foi muito crítico com a oposição e seu comportamento excessivamente manso. Ao texto! Retorno ao final.


Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.
Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas.
Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal. Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.
Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.
Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra. Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas - a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC - 7.715 projetos- ainda não saíram do papel.
Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades. A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.
Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado. Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.
Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas as barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.
Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.
Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 20 janeiro de 2010


Nossa! Que verve, heim?

Sim, os tucanos ganharam um pouco mais da minha simpatia depois do texto acima. Não toda ela, é verdade... Afinal, faltou jogar na cara da "mentirosa dissimulada" que ela integrou organizações terroristas no passado.

Sérgio Guerra acertou. Depois de cometer um deslize político em sua entrevista à VEJA, quando falou em "acabar com o PAC", o Presidente do PSDB resolveu apanhar a deixa lançada pelos esbirros do petismo: dizem que a oposição vai acabar com os programas sociais? Mentira! E é mentira mesmo! Ou alguém aí acredita que José Serra, uma vez eleito, teria coragem de dinamitar a armadilha social chamada Bolsa Família? Antes tivesse...

É evidente que o PT vai responder. E o fará de forma dura e, muito provavelmente, mais profissional que os tucanos, pois conta com uma máquina de destruir reputações experiente e azeitada. Contudo, não deixa de ser sintomático o silêncio petista... Passadas quase 24h da divulgação da nota acima, nenhum revide frontal foi desferido ainda. O PT, meus caros, está acostumado a ditar as regras do jogo político; a desferir sempre os primeiros ataques. Ficar na defensiva não é com eles - como deixou claro o Lula acuado do final do primeiro turno de 2006.

Resta a este escriba apenas uma dúvida: o revide do PT será verdadeiro? Ou a turma da estrelinha vai se contentar em sair por aí atacando de forma vazia os adversários? Em outras palavras, alguém da cúpula petista (Berzoini?) vai cobrar Serra por diplomas falsos? Acho que não, né? Isso serve de alerta à oposição: vem guerra por aí. Espero que estejam prontos para escolhê-la, deixando de lado a desonra...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"É na esperança que fomos salvos."


Não há muito o que dizer sobre a tragédia que se abateu sobre o Haiti.

Diante de semelhante provação, todo ser humano deve apenas se compadecer, enchendo a própria alma de misericórdia e amor. "Deus caritas est", disse o Santo Padre, Bento XVI, em uma de suas encíclicas. Cumpre aos homens, na Terra, massificar essa mensagem.

Sim, eu sei que há aqueles que simplesmente não acreditam em um Deus. Há ainda, é fato, os que negam peremptoriamente a existência dele. Nestes dias encontrei até aqueles que tentam afetar uma estranha certeza, dizendo: "se existe um Deus, por que ele permite que isso aconteça?"

Ora, não vou dar vez, aqui, a semelhante bobagem. Se nos fosse dado compreender as ações de Deus, ele não mais seria necessário, não é mesmo? Como não as compreendemos, ele se torna ainda mais indispensável, principalmente em um momento de tão dura provação.

A imagem ao lado e a "roubei" do blog do Reinaldo Azevedo. Nela, vê-se a única coisa que restou da igreja Sacre Couer de Tougeau, em Porto Príncipe. Caso não saibam, era lá que Zilda Arns estava quando foi colhida pela "indesejada das gentes", professando sua mensagem de amor e respeito à vida humana.

Tenho fé. Os leitores sabem, pois nunca escondi isso. A foto em questão me remeteu de imediato às palavras de São Paulo, que servem de título para este breve texto. "É na esperança que fomos salvos." O que, senão esperança e fé, pode permitir que o ser humano continue sendo... humano, em uma hora como essa?

Não tomemos a tragédia do Haiti como uma desculpa ligeira e barata para duvidar de nossa crença. Usemos o episódio para renovar e aprofundar ainda mais a esperança, tornando-nos ainda mais humanos.

Lição de democracia vinda do Chile.

Depois de uma eleição bastante disputada, o conservador Sebastián Piñera se tornou o novo Presidente do Chile. Piñera teve pouco mais de 51% dos votos, contra cerca de 48% de Eduardo Frei, candidato do governo liderado por Michele Bachelet.

A vitória de Piñera coloca fim a 20 anos de domínio da aliança entre socialistas e democratas-cristãos no Chile, denominada Concertação. O grupo, formado depois de encerrada a ditadura de Augusto Pinochet, não conseguiu, a despeito da enorme popularidade da atual Presidente, se manter no poder. A mensagem dos chilenos foi clara: a aprovação de um governo não impede o desejo de mudança do eleitorado.

A América Latina pode aprender muito com o exemplo chileno, não sem motivo o "mais europeu de todos os países sulamericanos". A Concertação de Bachelet não partiu para o terrorismo eleitoral em nenhum momento, nem tentou subverter as regras do jogo democrático a fim de se favorecer. Em que pese duas décadas de trabalhos reconhecidamente frutíferos, a situação optou por preservar as instituições e o sistema de liberdades democráticas, deixando de lado qualquer tentação continuísta.

Piñera herdará um país nos trilhos virtuosos da democracia e da economia de mercado. Cumprirá ao novo Presidente a tarefa nada fácil de conduzir uma desejada mudança política, ao mesmo tempo em que será vital garantir - e aprofundar - as conquistas obtidas ao longo dos vinte anos de governo da Concertação.

A linha mais conservadora de Piñera não me preocupa em nada. Antes, penso que possa fazer realmente muito bem à América Latina, cujo único contraponto ao discurso macaqueiro do bolivarianismo era, até então, Álvaro Uribe. Piñera, uma vez eleito, cuidou de deixar claro que guarda divergências inconciliáveis com o governo de Hugo Chávez. Ainda bem! Divergir de Chávez é concordar com a democracia.

Piñera também disse que o Brasil pode seguir o caminho do Chile neste ano, elegendo um candidato da oposição a despeito da altíssima popularidade do Presidente atual. Neste particular, creio que o novo mandatário chileno está equivocado. Ele erra porque ignora uma premissa óbvia: não se pode nunca ser otimista demais com essepaiz...

Para começo de conversa, aqui não há um candidato como Piñera, isto é, um conservador. Aqui há uma infinidade de políticos disputando a tapas o título de mais pogreçista. Lembram de Sérgio Guerra, Presidente do PSDB? Segundo ele, os tucanos são a verdadeira esquerda brasileira... Em todo o mundo democrático, a direita tem candidatos e disputa o poder. No Brasil, não. Isso não é nada bom, afinal a história virtuosa da democracia é a história do confronto de ideias, do debate e da argumentação. Aqui, ganha mais pontos o discurso ufanista da "unidade nacional", da "convergência de interesses", ou, para ser mais específico, do "pós-Lula".

Quem renuncia ao confronto democrático, renuncia à democracia em essência. O Brasil não é o Chile. Do ponto de vista do assento institucional, estamos muito mais para uma nova Venezuela.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Plano Nacional de Direitos Humanos: o AI-5 de Lula.

Acerca do tal "Plano nacional de direitos humanos", criado por Lula e por seu governo, proponho aos leitores uma análise detida e pormenorizada de alguns trechos do documento, aqueles que atentam frontalmente contra a Constituição. Há sete pecados capitais muito evidentes no documento.



1) Os adoradores do terrorismo querem punir os torturadores.

Vejam abaixo um trecho do tal documento subscrito por Lula e por sua turma:

Objetivo Estratégico I:
Suprimir do ordenamento jurídico brasileiro eventuais normas remanescentes de períodos de exceção que afrontem os compromissos internacionais e os preceitos constitucionais sobre Direitos Humanos.
(...) - revogação de leis remanescentes do· período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações;
(...)

Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever do Estado.
Objetivo Estratégico I:
Promover a apuração e o esclarecimento público das violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo art. 8o do ADCT da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional. (...)

Comento:
Sabem onde está escondida a trapaça jurídica? No trecho "sustentação a graves violações". Explico por quê. Ora, não é segredo que o Brasil estava vivendo um regime autoritário de governo, que editava as leis ao seu bel prazer. Desta feita, é evidente que só havia lei permitindo "graves violações" aos militares. Quem se opunha ao regime de então, não estava amparado por nenhuma lei - nem seus atos.
"Ora, mas por que não revogar? Por que defender o regime militar?" Defender?! Eu quero mais é que o regime militar vá pro diabo! Querem acabar com a anistia para apanhar os torturadores de então? Ótimo! Eu me sentarei na primeira fila para acompanhar os julgamentos. Mas e os crimes dos terroristas de esquerda? Vão ficar esquecidos? O governo leninista de Lula diz que temos direito à verdade. Pois bem, eu quero a verdade toda, não só a "metade" dela, contada pelos terroristas de Lula.
Se um militar deve ser processado porque torturou e matou em nome de uma ditadura "de direita", por que terroristas como Dilma e Vanucchi não devem ser igualmente processados? Organizações paramilitares como a VPR, da "mãe do PAC", sequestraram, assaltaram e matarm em nome de uma ditadura "de esquerda". Isso é menos grava? Por acaso os crimes deles foram "crimes do bem"?


2) E a propriedade privada, como fica?

Acesso à Justiça no campo e na cidade.
Ações programáticas:
- a) Assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade. (...)

Comento:

Vi a entrevista de Guilherme Cassel, sobre o assunto. Ora, claro que mediar conflitos é sempre bom. Mas que história é essa de "criação de marco legal"?! A lei já existe! Está aí, estampada diante dos olhos de todos. Não passa de mais uma chicana jurídica, uma trapaça intelectual que a turma de João Pedro Stédille está tentando implementar no Brasil.


3) Molestamento intelectual de nossas crianças.

- Estabelecer critérios e indicadores de avaliação de publicações na temática de Direitos Humanos para o monitoramento da escolha de livros didáticos no sistema de ensino. (...)
Comento:

Em outras palavras, podemos dizer que a turma da estrelinha vai conta a sua (deles) própria versão da história. Mais alguns anos e os livros de ciência começarão da seguinte forma: "No princípio, era o nada. E Lula, nosso amado guia, mandou que surgisse a luz. E ela surgiu. E ele viu que era bom..."


4) Aparelhamento dos meios de comunicação.

Ações Programáticas:
a)Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas.
(...)

b)Promover diálogo com o Ministério Público para proposição de ações objetivando a suspensão de programação e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos. (...)d)Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações. (...)
Comento:

Sempre que ouço alguém falando em "democratização dos meios de comunicação", saio correndo! Isso, via de regra, quer dizer que o objetivo final é entregar o controle da informação para "o Partido", atendendo aos sonhos (seriam devaneios?) de Antonio Gramsci.
O que exatamente viria a ser "acompanhamento editorial"? Eu digo: o governo - ou "o Partido", como queiram - implantaria uma espécie de censura prévia no país, decidindo o que poderia ser publicado, e o que deveria ser cortado. Não deixa de ser fascinante que algo assim esteja escrito no mesmo documento que condena com veemência a ditadura militar... Fica claro que os militantes queriam trocar um totalitarismo por outro...


5) Legalização do aborto.
ABORTO NO PNDH III, DE 2009
g) Apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos.

Comento:

Uma das coisas mais maravilhosas de ser um pogreçista, eu suponho, é defender a morte como algo virtuoso. Notem com que desenvoltura a canalha liga o assassinato de bebês à tal "autonomia das mulheres". Não é coincidência que isso nos remeta ao passado, quando os gurus dessa horda falavam em "autonomia do proletariado"...
A mensagem é algo encantadora: mulheres, lutem por sua autonomia! Como? Bem, vocês sabem... Sacrificando inocentes!
Certa vez lancei aqui um desafio: alguém me explica a diferença entre o aborto e um homicídio, e pronto: escrevo uma retratação no blog. O desafio continua valendo.


6) A inquisição "do bem".

CRENÇA E CULTO NO PNDH III, DE 2009
(...) c)Desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União. (...)
Comento:

Sim, meus caros. Eu sei bem que o Estado é laico, e que não deve jamais professar nenhuma confissão. Mas coloco aqui uma indagação conceitual: o que é imposição religiosa, e o que é "apenas" herança histórica? Ora, o Brasil não possui cerca de 90% de católicos por acaso - ou por milagre... A cruz, vocês sabem, chegaram nestas terras muito antes dos tribunais.
Querem ver como é simples a diferença entre um Estado laico e um Estado totalitário? Aquele não se deixa influenciar por qualquer confissão religiosa, ao passo que este persegue a fé, inclusive caçando e cassando seus... símbolos! Em outras palavras, um Estado laico não pode obrigar ninguém a ostentar uma Cruz dentro de um tribunal. Daí a sequestrar a imagem vai uma enorme diferença...


7) A maioria das minorias.

OS GAYS NO PNDH III, DE 2009
(...) d)Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade.
Comento:

Xii... Lá vou eu comprar briga com o pogreçismo politicamente correto, mas fazer o quê? O que diabos é uma "desconstrução da heteronormatividade"?! Ora, vamos falar sério! Chega de embaixadinhas para a torcida. Há mais heterossexuais no Brasil, ou homossexuais? E no mundo? E no Uzbequistão? E na Polônia? E em São Joaquim do Mato Alto? Ah, façam-me o favor!
Não! Não estou dizendo que as tais "minorias" devem ser marginalizadas. Quem me lê sabe bem a minha noção de democracia: não basta garantir o direito da maioria. É preciso proteger a minoria. Quem gosta de maioria são os chavistas e os lulistas. Adiante.
O que não se pode é esquecer da realidade concreta, subvertendo a lógica a fim de criar uma "maioria de minorias", que passam, assim, a ditar a agenda. Isso é brincar com as liberdades, não fazer justiça. O pior é saber que nem as - vá lá... - "verdadeiras minorias" essa patacoada contemplaria. Não bastaria ser gay; seria preciso ser um gay engajado!


Concluo:
Houve ruptura da ordem institucional brasileira? Alguém deflagrou um golpe de Estado e rasgou a Constituição, obrigando Lula - "o salvador" - a criar um novo ordenamento? Percebam: esse tal "plano" não passa de uma tentativa bisonha do governo de orquestrar uma tomada completa da República.
Os bárbaros não estão chegando. Eles já estão aqui!

Corrida ao psicanalista.


Primeiro vamos a matéria abaixo, publicada no Correio Braziliense:

A tão falada caixa-preta do Judiciário brasileiro — criticada até pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do primeiro mandato — terá que se render aos apelos de transparência da opinião pública. Resolução do Conselho Nacional de Justiça determinou que os tribunais de todo o país terão de divulgar em seus sites o detalhamento da administração e execução orçamentária. A publicação da estrutura e das despesas com recursos humanos e remuneração começa em fevereiro. (...)

As regras podem contribuir para melhorar a imagem do Judiciário brasileiro. Em novembro do ano passado, a pesquisa Índice Latino-Americano de Transparência Orçamentária, feita em 12 países, considerou o Judiciário o poder menos transparente da República. (...)

(...) Na parte do custeio, serão publicados dados como valores de diárias com viagens, combustíveis e lubrificantes, serviços e material de informática e publicidade. Os tribunais terão que informar os valores de repasses, despesas com investimentos, como construção e reforma de imóveis, receitas diretamente arrecadadas com custas e taxas judiciais e por serviços extrajudiciários. (...)

(...) Para o conselheiro, a resolução vai ajudar no controle dos gastos do Judiciário. De acordo com ele, inspeções da Corregedoria Nacional de Justiça constataram distorções nos gastos em alguns estados e que havia pouca transparência. Segundo Neves, houve caso de tribunal com excesso de gasto no gabinete da Presidência e falta em varas de grande relevância social. “Muitas vezes, encontramos problemas pela não formação dos magistrados para gestão pública, mas outros chegavam ao limite do abuso, da arbitrariedade, da corrupção”, avalia. (...)

Viram só? O Judiciário - aquele poder que é muito importante; importante demais; importantíssimo! - vai ter que contar para nós, mortais, os detalhes do que é gasto com coisas mundanas como viagens e reformas de imóveis. E isso por quê? Porque o CNJ encontrou inúmeras "distorções" em alguns estados... E tais distorções seriam fruto de quê? Bom, primeiro da "não formação dos magistrados para a gestão", coisa que é até evidente - afinal eles estudaram direito, não administração. Porém, houve também casos de "abuso", "arbitrariedade" e - ATENÇÃO AGORA! - "corrupção"!

Pois é... Parece que homens vão ter que se comportar como... homens! O que vai ter de gente correndo ao psicanalista, indagando-se sobre a quebra do preceito de "Super-homem", trabalhado por Nietzsche, não está escrito... E não me digam que será preciso explicar a tão augustos profissionais a filosofia de Nietzsche, não é? E tudo porque terá de ser observado algo absolutamente normal: os magistrados precisam prestar contas a mim e a você, leitor, do que fazem com o nosso dinheiro. Convenhamos, isso não deveria sequer ser exigido, não é? Deveria ser obrigação moral. Sinal de decência mesmo. Só mesmo num país sorumbático como este que algo assim precisa ser imposto por força de norma. Será cumprido? Ora, claro que sim! Ou alguém aqui vai duvidar da transparência, da honestidade e do compromisso público de suas excelências, os magistrados?

As notícias comuns sobre o "homem incomum".


Lembram de José Sarney, aquele que escreveu sobre uma prostituta cujos mamilos excitavam até os cães? Pois, parece que o "homem incomum" não cansa de nos fartar com notícias cada vez mais comuns...

Acabei de ler que a tal Fundação Sarney, criada por... bem, vocês sabem..., foi acusada pela CGU de ter desviado R$ 129 mil da Petrobrás. Notem, uma vez mais, que a denúncia foi feita pela CGU, ligada ao Poder Executivo e, por conseguinte, a Lula. Se um órgão de controle vinculado ao governo petista que dá apoio reiterado a Sarney não pôde deixar de acusá-lo, é porque o assunto deve ser mesmo sério...

Mas não é só! Parece que a já mencionada fundação também realizou uma festinha sexy. Sarney, o imortal senador, afirmou - é claro! - que não sabia de nada... Querem saber? Eu acredito nele! Um sujeito que liga os mamilos de uma mulher ao excitamento dos cães não parece saber lá muita coisa a respeito do que é sexy - ou não...

Não bastasse isso, ainda aparece agora que o Ministério Público denunciou a Fundação Sarney pelo uso irregular de R$ 960 mil. Cabe dizer que quem usou indevidamente o dinheiro foi a Fundação Sarney, não... Sarney! Entenderam? Ele, devo supor, também não sabia de nada. Vai ver nem conhece a fundo os assuntos da fundação... Vai ver só emprestou seu augusto nome àquela, sem nunca imaginar - tadinho! - que a veria envolvida em coisas tão abjetas.

A grandiosidade de Sarney fica evidente quando se lê que ele cobrou punição para os responsáveis. Bravo! Eu também quero que todos os envolvidos sejam punidos com severidade. Os comuns e os incomuns também!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Leiam abaixo:

Caros, relacioinei abaixo os últimos textos postados aqui no blog. Os comentários de vocês - a maioria, pelo menos - já foram devidamente liberados. Os comentário deixados aqui pelos demônios, saídos dos abismos da intelectualidade, já foram arremessados no lixo. Ano novo, regra velha: não queremos essa gente aqui!

Sim, o ritmo segue um tanto mais lento que de costume. O motivo? Bem, no próximo sábado vamos comemorar o primeiro aniversário do filhote e os preparativos, vocês devem saber, nos tomam bastante tempo. Espero conseguir uma brecha na agenda de afazeres a fim de escrever um pouco sobre o golpe de Estado que Lula e o PT estão tentando deflagrar no Brasil.

domingo, 3 de janeiro de 2010

E aí? Algum magistrado vai protestar agora?

Sabem o que Joaquim Barbosa, o ministro que ouve vozes, disse ao jornal O Globo? Vejam (link aqui):

"(...) A Polícia e o Ministério Público, não obstante as suas manifestas deficiências e os seus erros e defeitos pontuais, cumprem razoavelmente o seu papel. Porém, o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões. (...)"

E agora? O ilustre ministro será interpelado por algum descontente, que o intimará a indicar nomes? Algum tribunal vai mobilizar a AGU contra as palavras de Joaquim Barbosa? Ou esse tipo de coisa só acontece mesmo em certos rincões pútridos e bolorentos do Brasil, onde o senso de democracia simplesmente não existe?

Não! Eu não defendo a judicialização do debate. Todos sabem que não guardo quase nenhuma concordância com Barbosa, mas o direito que ele tem de opinar encontrará sempre escudo nete blog. O que pretendo é apenas mostrar que para alguns a coerência é exatamente igual à noção de liberdade individual: inexistente!

Ah, e claro! Nunca é demais lembrar a certos "infalíveis" da sociedade que as pessoas podem, sim, criticá-los. Não há toga - ou manto corporativo - que impeça isso. Aprendam isso de uma vez por todas!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Os populares.

Encontrei uma matéria muito interessante no jornal italiano Il Corriere della Sera (link aqui). Não vou perder tempo - o meu e o de vocês - transcrevendo e traduzindo o texto todo. O palavreado italiano, acreditem, é bastante acessível a qualquer um. E, para aqueles mais exigentes, há sempre a possibilidade de apelar para o Google translator.

Mas o que a coisa toda tem de tão especial? Bem, faz referência aos homens e mulheres mais populares dos Estados Unidos.

Primeiro as damas: Hillary Clinton, ex-primeira dama e ex-Senadora, hoje nas vestes de Secretária de Estado do governo Obama, foi apontada como a mais popular."Ah, mas isso era previsível.", dirão. Sim, até era. Mas que tem no ar um cheirinho de arrependimento, ah, isso tem!

O melhor, porém, ainda está por vir. Sabem quem está na segunda posição, seguindo a Clinton? Segurem-se em suas cadeiras, meus caros, pois o nome é Sarah Palin! Sim, isso mesmo! Aquele furacão Republicano que varreu as eleições presidenciais de 2008 ficou à frente de Michelle Obama, esposa do messias de ébano.

Dizer mais o quê? Os pogreçistas devem estar chorando sangue só de pensar que a maioria dos americanos prefere a hockey mom à Sra. Obama...

E quanto aos homens? Bem, o mais popular é ele, Obama. Convenhamos: nem poderia ser de outra forma. O sujeito, que cai mês a mês na preferência dos americanos, ainda detém a prerrogativa de ser um símbolo da - como era mesmo? - "mudança".

Surpresa mesmo ficou por conta do segundo colocado: George W. Bush. Sim, o demônio aposentado, o ex-hasmodeu do mundo, já está na cola do Cristo negro. Retiro o que afirmei antes: os pogreçistas vão chorar sangue é diante desta notícia, não daquela.

O curioso é perceber, dia após dia, que Bush não teve passado, afinal ele representou para muitos o maior mal do mundo. Chegaram a compará-lo a Hitler, lembram? Sendo, pois, um homem sem passado, é o futuro que se encarrega de mostrar que Bush fez, sim, coisas válidas. O ex-Presidente, por exemplo, garantiu, depois do 11 de setembro, que não haveria mais atentados em solo americano. E não houve nenhum. Por falar nisso, outro dia, já sob a "era Obama", quase um vagabundo da Al Qaeda conseguiu mandar um avião pelos ares. Valendo-se de quê? Bem, de algumas flexibilizações feitas por Obama nas leis anti-terrorismo criadas no governo passado. Ponto para Bush!