domingo, 28 de fevereiro de 2010

Leiam abaixo:

1) A orgia sangrenta do Caribe.
2) Pedro Sette-Câmara e um equívoco nada pequeno.
3) Falklands mandam a Argentina pro diabo!
4) Emir Sader e os "terrorismo".
5) Opositores de Fidel pedem ajuda a Lula, o melhor amigo de... Fidel!
6) Cassação de Kassab: uma sentença ridícula!
7) Esquema eleitoreiro armado contra Kassab!
8) Malvinas? Que Malvinas?! O correto é Falklands.
9) Bento XVI: "Melhora-se o mundo começando por si mesmo."
10) Dilma e o banditismo com pedigree.
11) O caso João Hélio e o "humanismo" que ama os seus bandidos.

A orgia sangrenta do Caribe.

Dois amigos - e leitores do blog - me perguntaram se não escreveria nada sobre a orgia regada a sangue humano organizada no Caribe, na qual Lula se deu ao desfrute com os Castro, os chefes do governo mais assassino da história das Américas. A verdade é que já abordei o tema em minha coluna semanal lá no Perspectiva Política. Transcrevo a íntegra abaixo:


Os leitores sabem o que é a Comunidade de países Latino-Americanos e do Caribe? Não? Bom, não tem muito problema. Mesmo os criadores dela não saberiam explicar com precisão o que ela representa, ou quais os seus objetivos práticos.

Assim, de bate pronto, eu poderia dizer que se trata de mais um fórum “pobrista” e terceiro-mundista, destinado a emprestar apoio político a facínoras como Hugo Chávez, Cristina Kirchner, Evo Morales e Rafael Correa. Uma espécie de lupanar do atraso latino, onde um bando de gente empoeirada pelos escombros do Muro de Berlim se rende a convescotes com os irmãos Castro, os dois maiores assassinos da história das Américas, ao mesmo tempo em que cobram mais democracia da democrática Honduras.

Mas essas seriam apenas elucubrações minhas. Na realidade, a tal comunidade serviu apenas para referendar o regime sanguinário de terror que matou Orlando Zapata Tamayo. Por enquanto, entenda-se… Em pouco tempo, é bem provável que a escória das Américas – com raríssimas exceções – precise se juntar para justificar as mortes provocadas por Chávez e por Morales. Afinal, sabemos que a utopia preferida dessa gente sempre foi construir o “novo homem” por meio do homicídio desenfreado.

Orlando Zapata era aquilo que se convencionou chamar de “preso de consciência”, ou seja, foi encarcerado pelos Castro porque se declarava contrário ao regime comunista que oprime aquela pobre ilha há décadas. Os irmãos assassinos, seguindo o exemplo de todos os regimes comunistas que os antecederam, trataram de pegar Zapata e de atirá-lo na prisão, ao lado de outros tantos “contra-revolucionários burgueses”. Julgamento? Devido processo legal? Ah, isso é invenção da “classe dominante”, não é? Os humanistas da “causa libertadora”, sabemos, preferem coisas mais rápidas, como os expurgos.

Zapata deu início a uma greve de fome, em protesto contra sua prisão e contra os maus tratos que os prisioneiros estavam recebendo. Privado até mesmo da água, Zapata viu seus rins entrarem em colapso e condenarem seu corpo ao apodrecimento ainda em vida. Ele morreu na última terça-feira, exatamente quando Lula partia para a Ilha dos Castro, a fim de bajular um pouquinho a múmia de Fidel Castro.

Por que Zapata protestou contra os “libertadores de Cuba”? Por que se recusou a ver as maravilhas que aquele paraíso da igualdade fornecia a toda a população? Bem, provavelmente porque é um desses “sujeitos burgueses” que gosta de zelar pela própria higiene pessoal…

Em Cuba, costumo dizer, há duas prisões: uma, administrada pelos Estados Unidos, onde os presos recebem papel higiênico regularmente; a outra, que corresponde exatamente ao restante da ilha, onde o único papel fartamente à disposição do povo é aquele usado para imprimir os discursos de Fidel Castro.

O socialismo, assim como o comunismo, é assim: começa prometendo salvar o homem, e termina negando ao homem o direito de cuidar do próprio asseio…

Ao ser questionado sobre o assassinato de Zapata, Raúl Castro saiu-se com o seguinte – se me permitem – “raciocínio” (do Estadão Online):

“‘Lamentamos muitíssimo (a morte). Isso é resultado dessa relação com os Estados Unidos’, disse Castro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita Cuba. Castro disse ainda que muitos outros cubanos também haviam morrido vítimas do que chamou de ‘terrorismo de Estado’, que seria, segundo ele, praticado pelo governo americano”.

Pois é… Um sujeito é preso – e acaba morto! – só por discordar do regime castrista, e a culpa é de quem? Dos americanos, é claro! Sim, vocês entenderam direito. Os americanos, esses demônios do mundo. Segundo o assassino cubano, o país onde os adversários de Bush podiam protestar sem serem presos, onde os “Tea Party” podem protestar sem serem presos, é culpado pela prisão dos oposicionistas de… Cuba!

Não fica difícil entender por que essa canalha é aliada de Hugo Chávez, afinal, o venezuelano acusa os americanos de terem uma “máquina de provocar terremotos”… Sim, é isso! Varram os EUA do mapa, e pronto: o mundo ficará livre de problemas, e seres pacíficos e humanos como Chávez e os Castro poderão ditar as regras. Que tal?

É esse sujeito que Lula foi paparicar quando da criação daquela comunidade vagabunda e filoterrorista! É com essa escória que o governo petista obriga o Brasil a se relacionar, estuprando os princípios da liberdade e vilipendiando os valores democráticos. São o lixo da Humanidade! O que há de pior e de mais rasteiro dentro da cadeia alimentar.

Como é possível que, ainda hoje, grande parte dos políticos brasileiros – e considerável parte da imprensa nacional – ainda consiga tratar com condescendência o regime cubano? Estamos falando de uma ditadura que matou diretamente cerca de 17 mil pessoas!

Isso, meus caros, faz os militares brasileiros parecerem moleques travessos… E nem estou mencionando os 83 mil que morreram tentando fugir daquele “paraíso terrestre”, afinal, deixar a ilha sem autorização d’O Partido é algo punido com a pena de morte! Lembro de Kennedy: “Podemos ser culpados de construir muros para manter nossos inimigos de fora. Mas não precisamos construir muros para manter nossos cidadãos presos aqui dentro.” Brilhante!

Em qualquer democracia séria, a amizade entre Lula, o PT, Dilma Rousseff e Franklin Martins com os irmãos Castro seria motivo suficiente para o desaparecimento político deles. Aqui, ao contrário, o PT tem boas chances de fazer o próximo Presidente, na esteira da popularidade estupenda que o Presidente atual, um esteio moral do castrismo, ostenta.

Somos uma vergonha para as democracias do mundo. Não apenas o governo Lula. Não apenas a esquerda rasteira e terrorista que até hoje vegeta no Brasil. Mas o País todo! Os cidadãos que votaram em Lula duas vezes e que, não satisfeitos, concedem a ele uma aprovação indecente, suja pelo sangue de Zapata – e de outras 100 mil vítimas inocentes. Deus tenha piedade de nossas almas…

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Assim, não, Pedro...

Sou um daqueles "alienados" da internet que aprendeu a ler e gostar das coisas que o Pedro Sette escrevia lá no Indivíduo. Recentemente, porém, ele tem intercalado a inteligência de sempre com algumas opiniões assaz complicadas, do tipo que não resistem a um cronfronto direto com a lógica. Sobre a soltura de Ezequiel, o bandido que matou o menino João Hélio, o "ex-indivíduo" disse o seguinte:

Eu mesmo defendo até a redução da maioridade penal para 16 anos, mas creio que fico mais assustado ao ver que a justiça brasileira cede ao desejo de vingança (também conhecido como "indignação") da população em vez de manter decisões tomadas dentro do processo legal. Isso, como diziam os lordes ingleses d'antanho, não é lei, é mob rule.

Não, Pedro. Assim, não... Assim, eu acabo concordando com o Da CIA, segundo quem o fim de "O Indivídio" teria sido muito mais sentido há uns dois anos atrás, quando coisas como a que vai acima, creio, não teriam sido escritas...

A decisão de soltar Ezequiel, é fato, foi tomada dentro da lei. E ninguém cogita que ele possa continuar preso ao arrepio das normas legais brasileiras. O que indignou a opinião pública - e numa democracia isso pode, sim, acontecer - foi a casa na Suíça, a nova identidade e essa baboseira de "direito de recomeçar a vida", como se o bandido fosse a grande vítima, não o principal algoz. Isso, sim, é escandaloso!

Aposto que o Pedro não sabia, por exemplo, que Ezequiel estava foragido, descumprindo as normas legais concernentes a sua liberdade. Ora, uma vez fora da prisão, Ezequiel deveria integrar um programa de ressocialização, sempre sob acompanhamento do Estado. O busílis todo foi que essa etapa pós-cárcere foi substituída por uma singela morada nos Alpes, ao arrepio da lei e de tudo o que é humano e civilizado. Isso já seria, de per si, motivo suficiente para rever todas as condições da soltura de Ezequiel.

Não bastasse isso, o assassino ainda desapareceu, abstendo-se de aceitar, inclusive, a viagem para o estrangeiro. Em outras palavras, temos que ele queria mesmo era estar soltinho, só Deus sabe para fazer o quê...

Não, Pedro. Não há arbitrariedade contra Ezequiel nesse caso. O Estado, como você pode ver, não está atendendo a um pedido de vingança da sociedade. Em vez disso, está tentando acompanhar da melhor forma possível um meliante convicto que, por força de uma lei vagabunda, está livre entre nós.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Falklands mandam a Argentina pro diabo!

Tá, eu sei que é chato. Mas os leitores me permitem algumas "risadas enlatadas"? Lá vai: HAHAHAHA! KKKKKKK! RSRSRSRSRSRS! Pronto... Por que isso? Bem, vejam o que vai abaixo (íntegra aqui):

Assembleia Legislativa das Ilhas Malvinas defendeu na quarta-feira, 24, os direitos da presença britânica e dos kelpers (denominação dos ilhéus) sobre o arquipélago do Atlântico Sul. (...)

Segundo Jan Cheek, parlamentar das Malvinas, é "irônico" o pedido argentino de devolução das ilhas e a insistência em recorrer à ONU com o argumento de que é preciso "descolonizá-las": "O que a Argentina quer é que nos transformemos em colônia sua."

"A impressão que dá é que o governo argentino tenta nos utilizar. Quando um governo argentino está com problemas, tende a desviar a atenção da população para a questão das Malvinas, com a esperança de que isso possa unir as pessoas", declarou. (...)

Pois é... Agora quero ver como alguém consegue defender a ideia de que as tais Malvinas seriam argentinas... Aliás, Malvinas é o escambau! O nome correto é FALKLANDS, afinal - atenção agora! - AS ILHAS SÃO INGLESAS!!!

No mais, o parlamentar Jan Cheek foi ao ponto quando esclareceu que a intenção da Argentina é apenas desviar a atenção dos graves problemas locais em que estpa mergulhada. E isso nem é novidade: foi feito na década de 80, quando a Argentina tentou tomar as Falklands pela primeira vez. Naquela ocasião, a "guerra" durou alguns míseros dias, tempo que a gloriosa armada da coroa precisou para se livrar dos "hermanos".

Isso sem mencionar o óbvio: se é para estar sob influência de alguém, que seja dos britânicos. Ou alguém em sã consciência preferiria a Argentina e seu bolivarianismo peronista? Que nada! Os moradores das Falklands já deixaram claro o que querem. Quem gosta de estar sob controle bolivariano é progressista brasileiro e intelequitual da USP. Só!

Emir Sader e "os terrorismos".

Acordei sentindo um estranho cheiro podre, desagradável mesmo.... Algumas horas depois, lendo o e-mail de um amigo que me encaminhou um texto escrito por Emir Sader, descobri a origem do fétido odor: quando aquele intelequitual tenta colocar o cérebro pra funcionar, é como se uma fossa gigante fosse destampada. Transcrevo abaixo trechos do que ele rabiscou, intercalando as asneiras colossais do sujeito com comentários meus, em negrito:

À falta de outros argumentos e propostas, com um mínimo de consistência, os opositores reiteram a imagem de “terrorista” de Dilma.
Nada disso. Os opositores lembram o passado terrorista de Dilma simplesmente porque ela foi... TERRORISTA! Ou isso deveria ser esquecido? Se Bin Laden decidisse disputar a Secretaria-Geral da ONU, seu passado como terrorista deveria ser deixado de lado?

Quem era terrorista: a ditadura militar ou os que lutávamos contra ela? Dilma estava entre estes, o senador José Agripino (do DEM, ex-PFL, ex-Arena, partido da ditadura militar), entre os outros.
Os leitores já aleram algum livro escrito por Sader? Se já, sabem bem que ele é dado a trapaças retóricas... Vejam acima: dizer que o DEM (ex-PFL) de hoje é a Arena é apenas mentir. Nada mais. Um pouco de história? Vamos lá: A Arena, que dava sustentação ao regime militar, foi abandonada pela chamada Frente Liberal, que se juntou a Tancredo em nome da redemocratização. Vou além: não fosse a Frente Liberal, provavelmente o avô de Aécio Neves nem teria conseguido derrotar Paulo Maluf no colégio eleitoral, então candidato dos herdeiros reais do regime. Aliás, não deixa de ser emblemático notar que o DEM, herdeiro da Frente Liberal, rompeu com o regime, ao passo que Lula, Dilma e o PT se aliaram a Maluf, este sim filho da ditadura militar. Isso é matéria de fato, não de gosto. E desafio qualquer um a mostrar que estou errado.

(...) Diante do fechamento de todo espaço possível de luta democrática, grandes contingentes de jovens passaram à clandestinidade, apelando para o direito de resistência contra as tiranias (...)
Grandes contingentes de velhos também, seu Emir. Dilma e Dirceu, por exemplo, já não eram mais rapazolas na flor da idade... Aliás, o senhor também não era, né? Mas não nos deixemos enganar pelas trapaças: queriam lutar contra a tirania dos militares? Sim. Para quê? Bem, para instaurar no Brasil uma tirania ainda pior... Estou errado? Bem, mostrem-me qual "militante" da esquerda radical brasileira defendeu - ainda que remotamente - a democracia. Não há um!

(...) Enquanto nos alinhávamos do lado da luta de resistência democrática contra a ditadura, (...) os políticos que apoiavam a ditadura – agrupados na Arena, depois PFL, agora DEM (...) se situavam do lado da ditadura, do regime de terror, da tortura, dos seqüestros, dos fuzilamentos, das prisões arbitrárias, da liquidação da democracia.
Mentira de novo, seu Emir. Quem pertenceu aos grupelhos TERRORISTAS da extrema esquerda não participou de nenhuma "resistência democrática". Uma ova, sujeito! Queriam era uma nova China no Brasil, quem sabe substituindo as cerca de 500 vítimas do regime militar por uns 70 milhões de mortos. Em matéria de produzir cadáveres, é sabido, essa gente sempre foi muito mais eficiente... Aliás, eu pergunto: quem dá apoio a Cuba e ao Irã hoje, seu Emir? O PFL? O DEM? O senador Agripino Maia? Ou o PT e as esquerdas em geral? Quem, pois, está ao lado de ditaduras, regimes de terror, tortura, seqüestros, fuzilamentos, prisões arbitrárias e da liquidação da democracia? Quer defender sua utopia? Pois seja homem e carregue junto seus esqueletos!

Quem era terrorista? Os que lutavam contra a ditadura ou os que a apoiavam? Os que davam a vida pela democracia ou os que se enriqueciam à sombra da ditadura e da repressão? (...)
A Dilma era terrorista! José Dirceu era terrorista! Franklin Martins era terrorista! Paulo Vanucchi era terrorista! E todo intelequitual que serviu de idiota útil a distopia filomarxista dessa gentalha também era terrorista! Ora, sejamos honestos: a extrema esquerda não queria a ditadura militar, isso é fato. Mas queria a democracia? Mentira barata. Uma vez mais desafio qualquer um a me mostrar um mísero documento da época, em que os ideólogos daquela turba defendessem um regime democrático. Não há! Queriam era trocar uma ditadura pela outra. E a deles, diga-se, seria muito mais sanguinária...

Quem era terrorista? José Agripino ou Dilma? (...)
Corrijam-me se eu estiver errado, mas não ouvi ninguém chamar o senador Agripino de "camarada de armas"... Logo, terrorista mesmo era só a Dilma.

Os militares que destruíram a democracia ou os que a defendiam?
Quem defendeu a democracia no Brasil foi gente como Tancredo e Ulysses. A turma de Emir Sader, sabemos, sempre considero a democracia uma "invenção burguesa". Queriam tirar os militares do poder, mas não queriam acabar com o terror. Antes: pretendiam alçá-lo a um patamar ainda mais elevado.

Quem usava a picanha elétrica, o pau-de-arara, contra pessoas amarradas, ou quem lutava, na clandestinidade, contra as forças repressivas?
E sobre quem "luta na clandestinidade contra as forças repressoras" do Irã, da Venezuela e de Cuba? Nem uma mísera palavra, seu Emir? Ah, já sei! São as "duas morais" em ação... Os crimes "deles" (burgueses) são piores que os "nossos" (revolucionários), né?

Quem era terrorista: Iara Iavelberg ou Sergio Fleury? Quem estava do lado da Iara ou quem estava do lado do Fleury? (...)
Ah, que bom que perguntou, "fessô". Eu respondo: OS DOIS! Dois bandidos! Dois facínoras! Dois criminosos vagabundos que mereceriam estar no lixo da história. Pena que não é assim... Fleury, um aliado dos militares, já foi devidamente tratado como aquilo que sempre foi: um bandido. Mas isso é fácil, afinal ele era - como é mesmo? - "reacionário, conservador e de direita", não?

Já a tal Iara... Bem, ela cometeu crimes. Ela pegou em armas e matou. Mas ela fez isso em nome da "causa", gente. E quando alguém da extrema esquerda sai por aí dando tiros na burguesia, devemos receber a pessoa como um novo messias. Os crimes deles são "crimes do bem"...

Pro diabo com isso! Não tenho cadáveres para explicar, nem assassinos para justificar! Isso é coisa de Emir Sader e de quem, como ele, alimenta essa distopia vagabunda, que pretende subjugar as liberdades e aniquilar o indivíduo. Eu não tenho duas morais. Posso mandar todo tipo de canalha pro inferno, seja ele Fleury, seja Iara. Seja Dilma, seja Arruda. Não importa o nome nem a "causa", mas apenas os princípios.

Quem vive de alimentar os sonhos soterrados sob o Muro de Berlim que embale seus homicidas de estimação. Eu, assim como todos aqueles que acreditam na liberdade e na democracia, não preciso fazer isso. Por isso podemos chutar as fuças de Saddan, com a mesma desenvoltura com que rejeitamos Fidel Castro. NÃO TEMOS BANDIDOS DE ESTIMAÇÃO! ELES, AO CONTRÁRIO, OS TÊM AOS MONTES.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Opositores de Fidel pedem ajuda a Lula, o melhor amigo de... Fidel!

Não sei se acho engraçado, ou fico espantado. Me refiro ao pedido de ajuda apresentado por vários presos políticos cubanos a Lula. No documento, os opositores da ditadura castrista - mais sanguinária da história das Américas! - pedem que Lula fale com o coma andante Castro, a fim de que este reveja os atos que decretaram as prisões ilegais.

Bem, a coisa é mesmo surreal... Ver opositores de Castro pedindo ajuda a Lula - e ao PT - é como ver um inimigo de Stalin pedindo ajuda à KGB. Tenho até pena dos pobres coitados: a chance de que suas vidas prisionais se tornem um inferno ainda maior só aumentam depois da tal carta. Isso se não reunirem todos os signatários diante de um paredon e passarem fogo neles. Afinal, em matéria de produzir cadáveres, poucos são tão habilidosos como o velho Fidel...

Nunca é demais lembrar que o governo de Lula é o mesmo que negou asilo aos boxeadores cubanos, prendendo-os e mandando-os de volta àquele inferno que é a prisão gerenciada pelos Castro. Aliás, costumo dizer que em Cuba há duas prisões: uma com três refeições ao dia, chamada Guantánamo, e a outra, controlada pelo Partido...

Pelo visto, não é só comida e papel higiênico que falta aos presidiários cubanos. Eles também não têm acesso à televisão, afinal só uma desinformação cavalar pode justificar a ideia de que Lula seria capaz de reprovar Fidel pelo que quer que fosse. São, como diria aquele sujeito do PSTU, "farinha do mesmo saco".

Cassação de Kassab: Uma sentença ridícula!

Ontem escrevi sobre a cassação do Prefeito Gilberto Kassab, dizendo, sem meias palavras, que tudo não passou de perseguição política. Pois bem, agora é possível demonstrar ainda mais isso, usando trechos do próprio julgado. Vejam, por exemplo, o que vai abaixo:

"Mesmo a despeito da maioria de votos que redundou na Resolução TSE 22.499 que ter ia adotado entendimento contrário à tese ora esposada (...)"

Viram, petralhas?! Não sou eu quem diz que o tal juiz está criando normas e leis, contrariando a jurisprudência do TSE. Ele própria admite fazê-lo!

Por que o magistrado deliberadamente teria escolhido prejudicar Kassab - e, por conseguinte, beneficiar o PT? Bom, o trecho a seguir dá uma boa ideia do motivo:

"É inescondível que tais doadores, em verdade, nada mais fazem do que "adiantar" ou "apostar", a título de investimento, vultosas quantias no maior número de candidatos com viabilidade para se elegerem, parte das quais oriundas de atividade que deveria ser exercida pelo Poder Público (...)"

Nem vou comentar o "inescondível"... O sujeito agride a gramática com a mesma desenvoltura com que tortura o direito eleitoral... Fiquemos com o que é mais grave: trata-se de uma sentença IDEOLÓGICA! Mais que isso: Foi algo pensado especialmente para prejudicar Kassab, um aliado de Serra, beneficiando, em contrapartida, Dilma, a ex-terrorista. Demonstro:

Atentem para esse trecho: "atividade que DEVERIA ser exercida pelo PODER PÚBLICO". Ora, não é preciso desenho para entender... O juiz é mais um daqueles que classificam a aliança PSDB-DEM como "neoliberal, entreguista, privatista e de direita". Uma aliança que entrega "atividades que deveriam ser exercidas pelo Estado" para entes privados... Aposto meu fígado que ele adorou o discurso de Dilma, falando em "Estado empresário"...

Não estamos diante de uma peça jurídica, mas diante de um manifesto político. E isso, meus caros, é grave. O Poder Judiciário não existe para fazer justissa çoçial. Existe para fazer justiça e só! Qualquer terminologia que tente ser colada naquele substantivo é apenas trapaça retórica, nada mais. O Estado democrático de direito sucumbe um pouco mais quando o aparelho judiciário, em vez de cuidar da segurança jurídica, se perde em contorcionismos mentais a fim de "mudar o sistema".

Eis acima a prova do "crime". Desafio qualquer um a me mostrar como a tal sentença pode ser juridicamente sustentada - com base na Constituição e nas leis. Vou além: mostrem-me que o juiz não fez panfletagem ideológica, e publico uma retratação!

Em Berlim havia juízes. Já no Brasil...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Blogs pela democracia.


É com imensa satisfação que este blog se une a muitos outros "reacionários e golpistas" em favor da democracia e do Estado de direito.

Objetivo primordial: apear o PT do poder, consolidando, assim, o processo democrático - que os mensaleiros insistem em sabotar.

Como diria o senador Mão Santa: Tremei, petralhas! Somos muitos e bons!

Esquema eleitoreiro armado contra Kassab!

Sim, meus caro. Este blog tem lado! E é o lado das minhas convicções, que não se submetem às preferências da patrulha pogreçista e politicamente correta.

Os fãs dos mensaleiros profissionais, como vocês podem imaginar, já apareceram aqui aos montes. Zurram: "E aí? Não vai falar sobre a cassação do Kassab?" Ah, vou sim. Querem ver? A cassação do Prefeito Gilberto Kassab é um absurdo jurídico! Uma afronta ao Estado democrático de direito! E, o que é mais grave, uma evidência clara e irrefutável de que ESTÃO ARMANDO UM GIGANTESCO ESQUEMA DE TRAPAÇA ELEITORAL a fim de prejudicar os adversários do governo Lula. Viram? Nunca tive receio de defender minhas opiniões. Não começaria a ter agora.

O que essa gente não entende é como funciona a nossa moral (que eles chamam de "burguesa"). Não defendo Kassab porque ele é Kassab. Muito menos por ser do DEM - que muitos alegam ser o "meu partido". Meu uma ova! O ex-PFL, já disse, é muito de esquerda pro meu gosto... Aliás, já disse no caso do mensalão do DF o que penso sobre bandidos, não? Já mandei Arruda pro diabo um milhão de vezes, afinal os fatos mostram que ele é culpado. No caso da cassação de Kassab é o oposto: os fatos mostram que o prefeito, assim como a aliança PSDB-DEM em São Paulo, é alvo de perseguição político eleitoral.

A cobertura mais detalhada do caso - não mais imparcial, é preciso que se diga - foi feita pela Folha. Lá, lê-se os detalhes da decisão que culminou com a cassação do prefeito de São Paulo. Transcrevo abaixo alguns trechos, seguidos por uma breve análise. Verão que isso é suficiente para compreender o funcionamento da fraude.

(...) Na representação contra o prefeito, o promotor indicou três tipos de fontes de doação que seriam ilegais. (...)
Seriam? Como assim, seriam?! Francamente, "seriam" não serve de fundamento para nenhuma decisão judicial séria.

(...) De acordo com o promotor, as empresas “não são diretamente concessionárias de serviços públicos (...)
Ora, mas se as empresas "NÃO SÃO diretamente concessionárias de serviços públicos", qual é o problema? O judiciário está punindo Kassab com base em quê?
(...) O critério adotado pelo juiz Aloísio Silveira (...) que pode levar à cassação do prefeito Gilberto Kassab é subjetivo e não encontra precedentes na jurisprudência do TSE (...)
Bem, acho que o trecho se explica por si só... Estamos falando de uma decisão inteiramente subjetiva e que não encontra respaldo na história jurídica do TSE. Se isso não é perseguição política, digam-me o que mais seria. Uma maneira fácil de traduzir o que vai acima é: o juiz está inventando uma regra apenas para ter o prazer de condenar um político que faz oposição a Lula e ao PT.

(...) Em relação ao tema das construtoras acionistas de concessionárias, o magistrado baseou-se em um voto vencido do ministro Cezar Peluso no TSE (...)
Como se nota, a teratologia jurídica continua. Quer dizer então que a cassação de Kassab teve como principal arrimo um VOTO VENCIDO? Sim, vencido! Aquele que todos os demais juízes REJEITARAM por considerar tecnicamente fraco. Santo Deus! Acho que jamais houve uma perseguição tão explícita na vigência de uma democracia.

Concluo
O que vai acima só foi visto na época da ditadura militar brasileira, quando mandatos eleitorais eram cassados discriocionariamente pelos agentes do terror totalitário. Lembram? Na época, também não havia precedentes para as cassações... Na época, as decisões eram fruto de critérios subjetivos... A democracia sucumbe um tantinho mais depois da cassação de Kassab, que, ao que parece, só está perdendo o mandato por ser integrante do DEM, aquele partido que, segundo alguns pogreçistas, seria "de direita".

Malvinas? Que Malvinas?! O correto é Falklands!

Não vou perder muito tempo escrevendo sobre essa confusão que os terceiro mundistas bolivarianos estão tentando fazer em torno das Falklands. A verdade, é que a Inglaterra tem todo o direito de explorar petróleo na região, afinal as Malvinas não são Argentinas. Em última análise, as tais Malvinas sequer existem! O nome correto é mesmo Falklands, como decidiu o glorioso Império Britânico.

Desta feita, não adianta a dona Cristina Kirchner - "La Penguina" - descer do salto e ficar latindo histericamente toda a sua pequenez. A menos que pretenda tomar outra sonora surra, como aquela que a Argentina levou lá nos idos de 1982 de Margareth Thatcher - minha "ídola"!

Da mesma forma, essas ameaças de Hugo Chávez, o mico mandante venezuelano, só servem mesmo para reforçar os indícios de psicopatia e megalomania do sujeito. Imaginem a reação da rainha Elizabeth II às ameaças do bandoleiro de Caracas: "That's boring..." - com aquele particular acento britânico.

A verdade é que os mequetrefes sulamericanos estão fazendo, em pleno século XXI, a mesma coisa que os gorilas da ditadura militar argentina fizeram nos anos 80: tentando desviar a atenção da população do grave colapso econômico que os assola. Partem, assim, para a velha tática totalitária de unir o povo contra o inimigo externo comum, forçando-o a esquecer que falta até papel higiênico no supermercado...

E nem tentem apelar para meu "patriotismo latinoamericano". Já disse que latinoamericano é uma construção sócio-política. Não existe "o homem latinoamericano". Existe o brasileiro, o venezuelano, o argentino e assim por diante. Rejeito todas essas classificações coletivistas que pretendem, um última análise, subjugar o indivíduo. Isso pra não mencionar que sou fã de Samuel Johnson, segundo quem "o patriotismo é o último refúgio de um canalha".

No ano passado escrevi um texto sobre as Falklands, contando diretinho o que penso a respeito. Vejam alguns pequenos trechos:

Hoje, dois de abril, a Argentina chora copiosamente. (...) Este dia lembra o início da Guerra das Malvinas, ocorrida entre 2 e 14 de abril de 1982. Aliás, o mais correto é falar em Falklands War, afinal as ilhas pertencem ao Reino Unido.

E por que é importante lembrar daquela guerra? Porque, ao menos para mim, os conflito ocorrido nas Falklands traz lembranças interessantes. (...)

Isso ocorreu nos idos de 2002, durante o curso de Direito na universidade federal aqui do estado em que resido. (...)

Naquele não tão longínquo 2 de abril de 2002, estava eu com alguns colegas de universidade na sala do Centro Acadêmico, discutindo algumas coisas que deveriam ser feitas para tentar tirar a diretoria dos seguidores do PSTU. (...)

No meio das conversas, um dos companhêros se inscreveu para falar (Sim! Nos meios bolorentos ainda se faz esse tipo de coisa ridícula!). Disse que qualquer ato político nosso deveria contemplar também uma expressa repúdia à dominação das Ilhas Malvinas por parte do - como era mesmo? - "imperialismo anglo-saxão". Fazia então 20 anos que o conflito terminara.

Eu me surpreendi com a fala do sujeito e retruquei: "Espera aí! Tá dizendo que você preferia a vitória da Argentina no confronto?!". Senti vários olhos revolucionários pousarem sobre mim, com ar de sincera surpresa - e, por que não? - indignação. Começaram então com aquele discurso pedestre de que "toda dominação externa é deletéria e criminosa", sustentando que eu jamais poderia defender o Reino Unido, pois oprimiu e roubou a terra de um povo.

Sabem como se faz para vencer um debate com um radical - seja ele de esquerda, ou de direita? Usa-se a lógica. Armado dela eu perguntei: "Mas a Argentina não era governada pela ditadura na época da guerra? E não era aquela mesma ditadura que oprimia, torturava e assassinava o povo argentino? Como é possível, então, ficar ao lado de uma ditadura e contra uma democracia?! Preferiam que as Malvinas fossem dominadas pelos generais totalitários da Argentina, do que pelo império democrático e civilizado do Reino Unido?" Seguiu-se um breve silêncio. Na verdade, eu tinha jogado na cara dele a verdade crua dos fatos, contra a qual não havia argumentos possíveis.

Restou aos colegas apelar e bradar, com voz alta e olhos marejados - como essa gente sempre faz: "Não interessa o governo! Interessa o povo! As Malvinas são argentinas! E se você não concorda com isso, não tem lugar pra você aqui." O que eu fiz? Gritei: "Viva as Falklands! Viva o exército da Coroa Britânica! God save de Queen!" E saí, consciente de que só poderia mesmo ficar o mais longe possível dessa turma. (...)

Retomo
Num eventual confronto entre o Reino Unido e a "Aliança bolivariana-simiesca" de Venezuela e Argentina, estar-se-ia diante de um embate entre a civilização e a barbárie. Sabemos, pois, o que fazer, não? VIVA A ARMADA DA RAINHA! GOD SAVE THE QUEEN!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Bento XVI: "Melhora-se o mundo começando por si mesmo."

Certa vez, escrevi um texto comentando uma das loucuras de Frei Betto, aquele sujeito que chama o governo de São Paulo de fascista, mas ainda se rende ao charme da barba hirsuta e fétida de Fidel Castro. Betto disse que a obra de Jesus era o socialismo, cometendo, aos meus olhos, uma heresia imperdoável. Em meu texto, eu critiquei Betto principalmente pelo paradoxo invencível presente em sua tese: não se pode confundir a obra do filho de Deus, com uma ideologia responsável por legar ao mundo uma pilha com 100 milhões de mortos.

Pois saiba que, na época, um fã de Betto escreveu ao blog. Usando aquela linguagem pedestre que se parece - apenas de longe, com o português, o símio me atacou dizendo que Betto tinha razão. Segundo ele, só está ao lado de Jesus aquele que aceita a revolução como forma de mudar o mundo. Mais que isso: seria preciso aceitar o "dever cristão" de "subjugar as instituições" - atenção agora! - "burguesas", permitindo que o "povo oprimido" se torne protagonista. Como vocês notam, trata-se de um desfile de clichês.

Pois eis que hoje, em sua homilia, o Papa Bento XVI forneceu aquela que considero a melhor resposta a essa tara ideologizante construída em cima da palavra de Deus. Disse o Santo Padre: "melhora-se o mundo começando por si mesmo, mudando, com a graça de Deus, aquilo que não está bem na própria vida."

Eis aí. Trata-se da melhor crítica a todas as distopias coletivistas, responsáveis por subjugar o indivíduo e submetê-lo ao jugo de uma manada acéfala e totalitária. A única revolução possível, meus caros, é aquela dentro de nós. A íntegra do texto lido pelo sucessor de Pedro hoje está aqui.

Dilma e o banditismo com pedigree.

O PT, aquele partido que arquitetou o maior esquema de corrupção da história do Brasil, oficializou ontem aquilo que todos já sabem - exceto o TSE, que finge não ver: Dilma Rousseff será a candidata do governo à sucessão de Lula.

Nem vou me deter falando das ideias estatizantes e filosocialistas da ex-terrorista e ex-sequestradora. Isso, acreditem, se tornou coisa pouca. O mais importante, creio, é tentar mostrar a todos quais são os heróis de Dilma. Quem são as figuras que a inspiram e que ajudaram a moldar o caráter daquela que pode se tornar a primeira mulher a presidir o Brasil.

Em seu longo discurso, Dilma disse, por exemplo, o seguinte:

Permitam-me recordar três companheiros que se foram na flor da idade.
Carlos Alberto Soares de Freitas.
Beto, você ia adorar estar aqui conosco.
Maria Auxiliadora Lara Barcelos.
Dodora, você está aqui no meu coração. Mas também aqui entre nós todos.
Iara Iavelberg.
Iara, que falta fazem guerreiras como você.
O exemplo deles me dá força para assumir esse imenso compromisso.

Os leitores talvez não saibam que são as distintas pessoas arroladas acima. Eu os ajudo a descobrir:

Carlos Alberto, conhecido como Beto, foi um terrorista como Dilma. Fez parte, assim como a atual candidata do PT, de grupos bandoleiros como Colina, Vanguarda Popular Revolucionária e VAR-Palmares. Dilma, que de bandido entende bem mais do que este vosso criado, afirmou que o - como é mesmo? - "companheiro de armas" adoraria estar lá, prestigiando o nascimento (oficial) da candidatura petista. Bem, eu duvido... O tal Beto, como todo terrorista vagabundo, não leva lá muito a sério esse negócio de eleição democrática. Pra ele, a democracia é só mais uma "invenção burguesa", que precisaria ser suprimida pela revolução.

O mesmo discurso vale para Maria Auxiliadora, a Dodora. Este, aliás, era um dos apelidos que a meliante costumava usar dentro das organizações terroristas de extrema esquerda da época. Para ser mais específico, a sujeita atuou abertamente dentro da VAR-Palmares, junto com Dilma e com o tal Beto. Era mais uma dessas "humanistas do assassinato", sempre disposta a sacrificar milhões de pessoas em nome de um amanhã glorioso.
Iara Iavelberg foi namorada de Carlos Lamarca. E isso, de per si, já bastaria para dar uma noção do caráter dela... E, sim! Eu realmente acredito que quem aceita se render a convescotes com um terrorista não possui muito crédito moral. A moça também atuou ativamente na VPR e no MR-8, dois dos mais sanguinários antros terroristas que a extrema esquerda já criou. Desnecessário dizer que ela também não dava a menor pelota para as urnas. O negócio dessa gente sempre foi a morte, a miséria e o terror.

Não deixa de ser sintomático ver quais nomes surgem na mente de Dilma no dia em que ela se torna a candidata oficial do governo Lula. Confesso que faria uma análise com a ministra, a fim de descobrir que tipo de sociopatia permite a um indivíduo correlacionar uma eleição democrática - como a deste ano - com um passado sanguinário de sabotagem da ordem democrática. Mas talvez Dilma nem veja nada de estranho nisso... Vocês sabem: essa coisa de rejeitar o terror é própria da "nossa moral burguesa"... A deles, é sabido, é muito mais nobre. São "bandidos com pedigree", pois cometem atrocidades para o nosso bem. Para salvar o mundo da opressão capitalista...

Eu ainda acredito que o povo brasileiro, uma vez confrontado com tais escolhas morais, rejeitaria Dilma imediatamente. Sei perfeitamente que o discurso ideológico está fora de moda no Brasil, mas considero isso um erro. A nossa sociedade é majoritariamente "conservadora" e, vocês sabem, ser conservador se tornou sinônimo de condenar o terror... Vai ver que isso aconteceu porque os pogreçistas decidiram abraçá-lo...

No mais, caso o que vai acima não sirva para tirar uns votos de Dilma, sempre é possível lembrar que ela e sua turma pretendem acabar com Jack Bauer e com o Dr. House. E isso nós não podemos permitir!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O humanismo que ama seus bandidos.

Eu sei que a esta altura todos já estão sabendo disso. Mesmo assim, fica o registro:

Três anos depois de participar do assalto que resultou na morte brutal do menino João Hélio Fernandes, de 6 anos — arrastado por sete quilômetros em ruas de bairros da Zona Norte —, Ezequiel Toledo de Lima, que na época era menor de idade e hoje tem 18 anos, ganhou a liberdade. Após cumprir a pena socioeducativa, o rapaz voltou para as ruas dia 10.

Mas, temendo represálias e ameaças sofridas, inclusive no do Instituto João Luiz Alves, na Ilha do Governador, onde estava, ele foi morar no exterior com a família. A mãe do rapaz também teria sido ameaçada.

Ezequiel conseguiu, por meio da organização não-governamental Projeto Legal, embarcar para um dos países mais desenvolvidos do mundo com garantia de casa e identidade novas para recomeçar sua vida.

(...) Na audiência do dia 10, na Vara da Infância e da Juventude, o juiz determinou que ele ingressasse no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente, destinado aos que estão ameaçados de morte.
A Justiça também determinou que os pais do rapaz entrassem no programa por meio do Conselho de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente, presidido pelo advogado Carlos Nicodemos, diretor da ONG Projeto Legal. Procurado, Nicodemos não foi encontrado. (...)
Há coisa de alguns meses, recebi um comentário - impublicável, é claro - de um pogreçista que queria saber, em resumo, quando me tornei um "porco direitista". Bem, difícil dizer... Mas é muito provável que tenha acontecido quando entendi que respeitar as leis e o Estado democrático de direito eram imperativos inegociáveis. Preso aos meus valores - muitas vezes chamados de reacionários -, não consigo entender que tipo de civilização colocaria um bandido como Ezequiel Toledo em liberdade. No meu mundo ideal, ele deveria ficar preso até o fim da vida. Nestes tristes tempos em que vivemos, isso me torna um - como é mesmo? - "porco direitista"...

Rápida digressão.
Antes, porém, de falar um pouco mais detidamente sobre mais essa vergonha brasileira, convido-os a conhecer melhor as nuances daquilo que costumo chamar aqui de "humanismo assassino".

Alguns dos endemoninhados que insistem em aparecer por aqui gostam de tentar este escriba. Vez por outra, quando encontram um texto que eles não consideram lá tão "reacionário", se apressam a mandar comentários pretenciosamente simpáticos, no afã de me arrastar para as suas hostes. Afinal, eles não admitem a divergência. Não toleram a existência do outro, do que é contrário.
Depois que escrevi sobre o vergonhoso episódio de tortura praticado pela CIA e pelo MI-5 contra  o britânico Binyam Mohamed, apareceu um diabinho saudando aquilo que poderia ser a minha rendição ao discurso pogreçista: "Depois de tantos horrores praticados pelo imperialismo fascista dos EUA, nem você poderia ficar indiferente. Parabéns!" Ora, vá pro diabo, sujeito! Eu não repudio a tortura porque praticada pela CIA. Eu a repudio porque desumana e inimiga do sistema de liberdades individuais que reconheço como base da civilização. Rejeito a tortura da CIA da mesma forma como rejeito aquela praticada por Fidel Castro, em Cuba. E é aqui que a nossa moral (que eles chamam de "burguesa") se difere da deles (que eles chamam de "revolucionária"): não tenho bandidos de estimação! Tenho nortes morais. E só!

Agora, depois de ler o que vou escrever sobre o absurdo que é colocar em liberdade um dos algozes do menino João Hélio, a canalha vai ficar novamente ouriçada. Porque eles concordam com o assassinato de crianças? Não necessariamente... O problema é que vou atacar a "filosofia pobrista", que resolveu considerar todas as transgressões humanas como sendo fruto dos pobrema çoçial. E essa mentalidade - que acaba por gerar o tal "humanismo assassino" - não encontra forma de prosperar.

Retomo para falar da "filosofia pobrista".
Ah, que maravilha se essepaiz soubesse proteger crianças inocentes com a mesma qualidade com que protege crianças bandidas. Viram a lição que o bandido chamado Ezequiel Toledo aprendeu? Depois de trucidar um menino indefeso, o assassino passou três aninhos preso e, ao atingir a maioridade, foi premiado com a liberdade. Não só! Ganhou ainda uma nova casa e uma nova identidade. Mas ainda havia mais prêmios: o assassino de João Hélio foi morar na Suíça!

Eu não consigo sequer imaginar que tipo de sociologia barata seria capaz de justificar algo assim. Mas me atrevo a sintetizar seu corolário mais elementar: "Jovem brasileiro! Quer ganhar uma casa nova, uma vida nova e, de quebra, morar na Suíça? Fácil! Basta prender um menino do lado de fora de um carro e arrastá-lo por vários quilômetros." Este, meus caros, é o "pobrismo" em estado puro. É a manifestação daquele pensamento (sic) moderno, progressista e humano segundo o qual toda ação violenta tem como causa principal azinjustissa çoçial. Assim, Ezequiel Toledo não seria um bandido, mas uma "vítima do sistema opressor, que lhe negou oportunidades de vida melhor". Como corrigir isso? Bem, tira-se a "vítima" da cadeia e entrega-se a ela, numa bandeja de prata, a tal "vida melhor".

Já escrevi no passado (aqui, aqui e aqui) que o Brasil precisar deixar de amar os seus bandidos. E isso vale para todos eles: desde Ezequiel Toledo, o assassino de crianças, até Lula, o maior beneficiário do mensalão. Toda democracia decente se faz reconhecer pelo combate ao crime e pela prisão dos criminosos. Aliás, vou além: é isso que marca uma sociedade civilizada. No Brasil - como de resto em boa parte do dito terceiro mundo -, é diferente. Aqui, procuramos culpar a sociedade, o capitalismo, o mercado, os ricos e azelite pelas atrocidades que bandidos como Ezequiel cometem. Não satisfeitos, nós os premiamos com moradias nos alpes. Quem sabe assim ele não vira um bom moço, não é?

No Brasil, quem defende a punição para os bandidos é conservador e direitista!
Neste ponto, remeto-os àquela pequena digressão feita acima. Por que alguns dos progressistas (eu insisto em chamá-los de pogreçistas) brasileiros divergem tanto de mim? Porque o moderno progressismo - que é o consenso politicamente correto, nada mais - vem se notabilizando por construir e difundir essa retórica criminosa que atribui a criminalidade à desigualdade social e econômica. Temos, pois, que o indivíduo não precisaria mais ser cobrado por suas atrocidades, já que ele, com suas ações deiltuosas, estaria apenas respondendo à opressão de uma sociedade imperfeita.

No caso de Ezequiel Toledo, a coisa não é diferente. Desde 2007, quando o crime foi praticado - e a dita opinião pública ainda estava furiosa com o assassino -, a imprensa tratou de ouvir vários "especialistas". E eles apareceram aos montes, revezando-se na tarefa de investigar a vida pregressa do menor homicida, em busca de "explicações" para aquele ato bárbaro. Aceitar que o sujeito era um bandido contumaz voltado para o crime? Que nada! Isso, meus caros, é pensamento "de direita"...

Lembro de ver um punhado de psicólogos, sociólogos e afins - principalmente na Globo News e na Record - levantando questões sobre a infância de Ezequiel, sobre as condições econômicas da família dele e até mesmo sobre a influência negativa da mídia sobre os jovens. Volteios retóricos os mais diversos eram feitos, sempre concluindo da mesma forma: era preciso descobrir que tipo de sociedade faz surgir um Ezequiel. Eu chuto as fuças dessa gente! Em vez de ouvir as asneiras que eles propagam, prefiro perguntar que tipo de sociedade abdica de punir um Ezequiel?

São os tempos sombrios em que vivemos... Hoje, defender com unhas e dentes um diploma legal ultrapassado (o ECA), que beneficia criminosos, se tornou obrigação de todo moderno progressista, preocupado em entender as tais "causas sociais da violência". Por outro lado, exigir punição severa para assassinos frios, exortando o Estado a mantê-los na cadeia, em vez de vê-los indo para a Suíça, é coisa de reacionário, conservador e direitista...

Ser progressista é estar com Ezequiel? Ora, então é fácil ser conservador...
Não pensem que exagero ao fazer a análise deste triste episódio a partir do ponto de vista ideológico. A impressão digital desse moderno progressismo está bem clara. Basta ver que rapidamente apareceu uma ONG para tomar o "menino Ezequiel" nos braços e cuidar de lhe dar um futuro promissor, com casa na Suíça e tudo. Pouco importa que ele tenha acabado de cometer um delito hediondo, pois ele é apenas mais uma "vítima do sistema", não?

E quem se ocupou de João Hélio? Quem se ocupa dos vários meninos que, ainda hoje, estão ao alcance de bandidos como Ezequiel? Por que eles não têm uma ONG para chamar de sua? Ora, é fácil descobrir: João Hélio era um menino da classe média, que vivia com conforto. Em última instância, ele representa o próprio sistema que, aos olhos desse "humanismo assassino", expropriou as chances de Ezequiel ter uma boa vida, condenando-o à criminalidade.

Quando me perguntam se é difícil pensar e escrever o que escrevo, respondo: "Que nada! É fácil. Não tenho problema em ser chamado de conservador, afinal quem me chama assim são os pogreçistas." Eis aí... Qual o problema em ser chamado de conservador (ou reacionário, ou direitista, ou feio, ou bobo...) só porque estamos do lado de João Hélio, e defendemos punição severa para seu assassino? Nenhum! Quem precisa fazer malabarismos mentais para se justificar é a canalha que resolveu adotar Ezequiel, vilipendiando a memória daquele pobre menino morto por ele.

Em todas as democracias decentes do mundo, Ezequiel estaria preso. Na maioria delas, condenado a ficar no cárcere pelo resto da vida. Por quê? Bem, porque nenhuma sociedade pode se dizer civilizada se não escolher o combate frontal aos criminosos. Não deixa de ser curioso que os mesmos modernos humanistas que fundam ONG's para mimar assassinos, também são aqueles que consideram aquelas democracias muito... conservadoras!

Ora, é isso mesmo! Já passou da hora de conservarmos o respeito pela vida humana, punindo com severidade quem atenta contra ela. Isso é ser reacionário? É ser obscurantista? Nada disso! Isso é ser humano e civilizado.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Campanha da Fraternidade.

Ontem, durante a missa da quarta-feira de cinzas, marco inicial da Quaresma, fui oficialmente apresentado à Campanha da Fraternidade 2010. A tal iniciativa, que desde sempre encarnou as bandeiras mais conhecidas do consenso progressista e politicamente correto, vai "brindar" os católicos com um dos temas mais propícios à demagogia rasteira.

Nem vou comentar a miopia econômica e histórica de todos aqueles que escolheram falar sobre os males do capitalismo e da crise econômica mundial dentro da casa de Deus. Como todos sabemos, o tema da Campanha da Fraternidade é sempre decidido com muita antecedência, razão por que acaba, algumas vezes, tropeçando no desenrolar dos próprios acontecimentos. Quando decidiram que era hora de fazer apologia do estatismo nas igrejas, o mundo ainda estava assustado com a última grande crise. Hoje, com o ambiente em franca recuperação - o capitalismo sobreviveu, para tristeza de muitos... -, o tema escolhido para a Campanha da Fraternidade deste ano já está obsoleto.

Em outras palavras, poderia dizer que "o capitalismo traz dentro de si o germe de sua própria... salvação", como não falou Karl Marx, o humanista que pretendia revolucionar o mundo, mas não achava importante cuidar dos próprios filhos...

"Mas discutir as falhas de um modelo econômico é sempre importante.", poderá argumentar alguém. Ora, claro que é. Mas há que se indagar: a discussão será séria, acadêmica e intelectualmente honesta? Ou apenas pretexto para fazer proselitismo pseudomarxista durante as homilias? Estou exagerando? Ah, que nada! Não subestimem a capacidade que a tal "ala progressista da Igreja Católica" tem de ficar remoendo as teses soterradas sob os escombros do muro de Berlim...

Achei no site da CNBB a fala de um tal pastor Carlos Möller, presidente de um negócio esquisito batizado de "Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil". Disse o sujeito:
"Precisamos ter a coragem de afirmar que o sistema econômico atual é imoral e insuficiente" (...) "A Campanha da Fraternidade deve nos fazer ousados para rever os conceitos econômicos que imperam no mundo e no nosso país" (...)

Nem vou perder tempo perguntando o que diabos o sujeito fazia em um evento próprio da Igreja Católica. Isso seria - como é mesmo? - "conservadorismo", não é? Prefiro me deter sobre as teses econômicas dele: o que define a "moralidade" de um sistema econômico?

Ora, não pensem que sou estúpido a ponto de negar as mazelas do capitalismo. Pelo contrário: acho que o sistema atual deve melhorar e muito, pois ainda não se conseguiu equalizar à perfeição a liberdade própria da democracia, e os benefícios econômicos próprios do capitalismo. Isso ainda pode ser melhorado, é claro. O problema surge quando se flerta com teses ultrapassadas e - o que é mais grave - sanguinárias.

Qual é a alternativa que eles sugerem para "moralizar" o sistema? Basicamente, melhorar a tal distribuição de renda. Como? Fortalecendo o controle do Estado sobre a economia. Pois é... Dá uma preguiça, né? Desnecessário dizer que os exemplos concretos desse ideário não são nada animadores... Aliás, não! É preciso dizer, sim! E repetir infinitas vezes, afinal tem gente que parece não entender aquilo que é evidente. Ao longo da história, sempre que o Estado subjugou a população produtiva por meio de impostos supostamente destinados à redistribuição de renda, o resultado final foi o colapso econômica da população. Começando sempre pela mais pobre. Isso não é matéria de opinião ou de ideologia, mas de fato. E desafio qualquer um que divirja disso e me provar, com fatos, o contrário.

E que se note: nem estou entrando no mérito da grotesca imoralidade que as tais "alternativas ao capitalismo" produziram no campo humano e político... Não é sem motivo que o gigantismo do Estado sempre desaguou em totalitarismo e em violência social... Mas, como disse, nem vou tocar nesse assunto. Estou bonzinho hoje...

Não, meus caros! Em matéria de reflexão para a Quaresma eu dispenso, com todas as vênias de estilo, o que o pastor Carlos Möller - e sua turma - tem a me dizer. Em vez dele, prefiro ouvir as palavras do Santo Padre, o Papa Bento XVI. Afinal, vocês sabem: sou um conservadorcaretaereacionário, não é mesmo? Disse o sucessor de Pedro:

(...) Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado á sua imagem e semelhança. (...) a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido.
(...) O anuncio cristão responde positivamente à sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes. De facto não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vitima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25)
Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. (...)

Notaram a diferença? Um fez panfletagem partidária - da pior categoria. O outro fez teologia e, ao mesmo tempo, sociologia política. Agora é questão de escolher sobre qual argumento meditar durante a Quaresma. Eu já escolhi.

Ibope: Serra vence no primeiro turno.

Sinceramente, continuo não entendendo por que os petralhas estão tão animadinhos com os números do Ibope. Sim, a ex-terrorista e ex-sequestradora conhecida como Dilma Rousseff - que também atende pela alcunha de "mãe do PAC" -, realmente se consolidou na segunda posição, beliscando a faixa dos 30%. E só! Qualquer leitura que vá além disso é meramente trapaceira, nada mais.

José Serra, por sua vez, continua firme na liderança isolada, transitando entre os 35% e os 40% dos votos. No cenário mais plausível, sem Ciro Gomes na disputa, o governador de São Paulo chega a ostentar 41% dos votos, contra apenas 28% de Dilma, aquela que faz campanha antecipada como nuncantesnestepaiz. Isso significaria vitória em primeiro turno, um dado que ganha ainda mais peso quando se considera que a mídia aparelhada pelo lulo-petralhismo está, dia sim, dia também, culpando Serra pelas "enchentes neoliberais"...

E no caso de um eventual segundo turno? Segundo o Ibope, Serra teria 47% e Dilma 33%. Acreditem: os petistas só podem gostar de tais números se estiverem brincando de fazer o "jogo do contente", criado pela Polyanna... Com os pés no chão fica impossível não ver o favoritismo absurdo de Serra.

Outro dado importante - pouco explorado pelos intelequituais da política nacional - é aquele concernente à rejeição. O marido da Flora segue sendo o mais rejeitado (41%), deixando evidente que não conseguirá se eleger para nada. Depois dele, aparece a Rainha Elfa dos Povos da Floresta, Marina Silva (39%). Cumpre indagar: por que alguém que só quer a salvação da mata desperta tanta desconfiança?

A rejeição de Dilma chega aos 35%, número este que deve alarmar os marqueteiros petistas. Afinal, trocando em miúdos, há mais gente disposta a NÃO votar em Dilma, do que aqueles que pretendem vê-la como Presidente. Gostaria que algum teórico da esquerda me explicasse como diabos uma situação dessas pode ser encarada com algum otimismo... Já Serra, por sua vez, é rejeitado por 29% dos entrevistados, ou seja, menos de um terço. Acreditem: é um índice bom demais, principalmente para alguém que se vê acusado de provocar chuva!

Os leitores do blog sabem que sou partidário da candidatura de José Serra. E isso não se deve a uma concordância plena com a agenda do tucano, muito menos com aquela do PSDB. Já disse aqui: Serra e o partido dele são muito de esquerda pro meu gosto... Apesar disso, sou pela melhor opção para apear o PT do poder. E essa opção, hoje, é Serra.

Apesar disso, não me empolgo vendo o "meu candidato" com tão folgada dianteira. Isso porque, meus caros, não se pode menosprezar a capacidade que o PSDB tem de perder uma eleição... Basta ver que, mesmo diante de números tão positivos, ainda aparece gente (inclusive dentro do tucanato!) colocando a liderança de Serra em dúvida! No PSDB, aliás, liderar pesquisas parece demérito, não façanha...

Tomemos o exemplo petista (nem acredito que disse isso. Mea culpa, mea maxima culpa.): Alguém ouve Dilma ser contestada? Há algum portador da estrelinha com coragem para dizer o óbvio: a ex-terrorista é rejeitada pelo país e não consegue decolar? Claro que não! E isso porque ela é a candidata e ponto final. Serra, por sua vez, mesmo estando em situação confortável, precisa se ver com a desconfiança da oposição - e com a artilharia pesada do governo. Difícil... Impossível, talvez...

Repito algo que já falei no passado: o povo brasileiro está deixando claro que NÃO quer votar em Dilma. Mais que isso: demonstra claramente que quer votar em Serra! Os tucanos vão ajudar o Brasil a escorraçar a petralhada? Ou vão continuar se esforçando para perder uma eleição atrás da outra?

Clóvis Rossi fala da subintelectualidade de Dilma.

Sim, o gracejo do título foi proposital mesmo... Vejam abaixo o texto assinado por Clóvis Rossi para a Folha de hoje:

Comentários que a candidata Dilma Rousseff compartilhou com Marco Aurélio Garcia, coordenador de seu programa de governo, bem que poderiam servir de epígrafe para o congresso com que o PT comemora 30 anos.
Primeiro comentário: o suposto ou real "retraimento do pensamento crítico". Se há alguma instituição no Brasil que abandonou o pensamento crítico esta é, sem lugar a dúvidas, o PT desde que chegou ao governo.
Antes, criticava tudo e todos, até o que estava correto (vide Plano Real). Agora, o PT é apenas a Tribo dos Adoradores de Lula, em que qualquer mínima dose de crítica, mesmo as mais de acordo com os fatos, são sufocadas.
Segundo comentário: a suposta ou real ascensão de uma "subintelectualidade de direita". Subintelectualidades, de direita ou de esquerda, existiram sempre, no mundo todo. No Brasil, até desconfio que os subintelectuais sejam mais numerosos e estridentes do que os verdadeiramente intelectuais.
Mas, se há de fato uma subintelectualidade em ascensão, ela é hoje a da esquerda, incapaz de sair com uma ideia, uma só que seja, dos escombros do Muro de Berlim. Que já caiu faz 20 anos, é sempre bom lembrar. Ou, posto de outra forma, o PT teve dois terços do seu tempo de vida, desde a queda do Muro, para produzir alguma ideia. Produziu?
Não, segundo um de seus supostos ou reais ideólogos, Tarso Genro, para quem o partido caiu no "vazio" com a crise do mensalão.
Tão vazio que seu até agora presidente, Ricardo Berzoini, e seu sucessor, José Eduardo Dutra, tiveram a bárbara coragem de, em artigo para esta Folha, "celebrar" um "partido democrático, popular e socialista". Democrático e popular ainda dá para passar, com qualificações que o espaço impede de explicitar. Mas socialista só pode ser exercício de "subintelectualidade".
Ou fraude conceitual.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Leiam abaixo:

Caros, enquanto tento me esquivar do ziriguindum, aproveito para compartilhar com você alguns escritos que, quero crer, valem a pena ser lidos. O primeiro da lista abaixo, em especial, traz uma mensagem importante que não pode ser esquecida: só derrotaremos nossos inimigos se nos apegarmos aos nossos valores. Não haverá vitória se nos rebaixarmos ao nível deles.
Além disso, estou aproveitando estes dias sabáticos para testar algumas mudanças no layout do blog. Vamos ver se dá certo... Não se assustem se a "cara" dele estiver diferente.

Vitória da civilização sobre a barbárie: Londres será obrigada a admitir conivência em ato de tortura.

Transcrevo abaixo os principais trechos de uma matéria publicada no portal de notícias do UOL. Leiam com atenção. Retorno ao final com algumas considerações. A íntegra, caso interesse, está aqui.

Londres sabia as torturas as quais foi submetido o britânico Binyam Mohamed quando foi interrogado no Paquistão em abril de 2002 pelos americanos, que suspeitavam que ele fosse um terrorista. É o que revela um documento publicado em 10 de fevereiro pelo ministério das Relações Exteriores por ordem da justiça. Um ano depois de ser libertado de Guantánamo - sem acusação - para onde foi transferido em 2004, esse residente britânico de origem etíope multiplica os processos dos dois lados do Atlântico para estabelecer a ilegalidade de sua detenção e dos tratamentos que lhe foram infligidos, como ele afirma, com a cumplicidade dos britânicos. E é uma vitória considerável que a corte de apelações acaba de lhe dar.

Os juízes britânicos obrigaram o ministério das Relações Exteriores a publicar em seu site na Internet uma nota que resume as informações dadas pela CIA ao MI5, o serviço de contra-espionagem britânico, sobre a detenção de Mohamed no Paquistão. E isso antes que um agente do MI5 fosse interrogar o suspeito.

(...) Para justificar sua decisão, os juízes tiveram palavras muito duras em relação aos serviços de informação britânicos. Tão severas que o advogado do ministério das Relações Exteriores, Jonathan Sumption, lhes escreveu na segunda-feira - quando recebeu, assim como as outras partes do processo, um projeto de decisão - para que as moderassem. (...)
 
Os leitores mais assíduos deste blog sabem que não costumo me nortear por meias palavras e inúteis tergiversações. Afirmei desde sempre, por exemplo, que sou favorável à guerra contra o terror, afinal não deve ser lícito ao Ocidente, em nome de suas convicções de liberdade, flertar com os inimigos desta - que estão sempre prontos a nos destruir.

Minha concordância com a guerra em si se assenta na necessidade imediata de resguardar aqueles valores éticos e morais que garantem a nossa liberdade. Em outras palavras, os valores sobre os quais se erigiu a nossa civilização. E por que é importante proteger tais valores? Porque eles deram a luz aquilo que de melhor o mundo conheceu. E aqui reside o porquê de eu repudiar com veemência qualquer ato de tortura como aqueles perpetrados contra Binyam. A partir do momento em que nos despimos de nossa humanidade, de nossos valores referenciais, não guardamos mais diferença com relação aos nossos inimigos. Nossa civilização não pode ceder à tentação de se rebaixar ao horror deles.

A tortura é ineficaz na prática.
A tortura, qualquer que seja ela, é sempre abominável do ponto de vista humanístico. Quando praticada pelo Estado, se torna ainda mais grave. O aparelho público, em nome de uma suposta proteção aos nossos valores primordiais, aceita esquecer aqueles mesmos valores. Trata-se de um paradoxo insuperável, que só contribui para nos diminuir cada vez mais. Não há justificativa possível para a tortura, porquanto ela se mostra precária sob qualquer ponto de vista.

Se analisarmos apenas o efeito prático da tortura, ela se torna absurda. Isso porque, convenhamos, qualquer confissão obtida por meio de violência física nasce condenada à morte. Um homem, levado ao limiar da exaustão psicológica e física, pode dizer qualquer coisa. Inclusive a verdade, reconheço. Mas, pergunto: ela a dirá sempre? Estamos certos de que toda a palavra saída da boca de um suspeito será sempre verdadeira? É óbvio que não. Sendo assim, por que condescender com uma prática que, no mais das vezes, se revela infrutífera?

E se a tortura servisse para revelar a verdade?
Ainda assim seria imperativo repudiá-la. Vou além: o principal motivo que nos deve levar a condenar a tortura é aquele que justifica a resistência ao nosso inimigo: o respeito aos nossos valores. A nossa civilização.
A partir do momento em que aceitamos nos diminuir como seres humanos, ainda que sob a alegação de buscar um bem maior, perdemos objetivamente a noção daquilo que é a humanidade. Em outras palavras, é preciso se ter apenas uma moral sempre: os fins nunca justificam os meios! Vilipendiar o sistema de liberdades individuais por meio da ação metódica do Estado é renunciar à essência daquilo que nos faz pessoas livres. E isso é ruim não apenas para quem sofre a tortura, mas para nós. Cada vez que aceitamos nos diminuir como seres humanos, perdemos a razão que nos leva a querer defender nossos valores. Ou estes existem e merecem proteção; ou não existem, pois nos permitimos ofender a integridade do outro.

O mundo que vale a pena salvar.
Não, meus caros. O mundo que deve ser protegido do terror não é aquele que tortura um ser humano, roubando-lhe aquilo que de mais humano possui e diminuindo-se em razão disso. O mundo que precisamos salvar é aquele que consagrou a liberdade individual e os direitos do ser humano. É aquele que criou o conceito da "ética da guerra", segundo o qual até mesmo os conflitos devem ser regidos por imperativos morais inexpugnáveis. Se renunciamos àquilo que nos fez grandes, não temos mais o que defender, porquanto nos tornamos iguais aos inimigos. Nossa vitória deve extrapolar o campo de batalha, e chegar à vida civil. Só obteremos o verdadeiro triunfo quando os inimigos da liberdade perceberem que até mesmo eles, entre nós, possuem direitos. Isso não se dá por meio do terror replicado.

A notícia acima chegou ao meu conhecimento por meio de uma mensagem enviada ao blog por um leitor. Ele, que mais discorda do que concorda comigo, disse algo mais ou menos assim: "É essa a superioridade moral do Ocidente?". Eu respondo: depende.

A tortura imposta a Binyam não mostra a superioridade de nada. Nem do Ocidente, nem do ser humano. Mostra, antes, a decadência dele. Sempre elogiei nossa civilização, que reputo a melhor coisa que já aconteceu a este pobre mundo. Mas, ainda assim, nunca neguei os arros absurdos que ela cometeu. Nem os atos sangrentos que dela decorreram. Todas as mazelas do Ocidente devem me levar a condená-lo? Ou as grandiosidades dele podem me levar a defendê-lo, apenas procurando perseguir aquilo que é perfeito e que suplanta o mal? Fico com a segunda opção.

Sabem por que o Ocidente é a maior civilização humana e deve, sim, ser protegido dos inimigos? Porque conferimos supremacia ao ser humano. Este é um dos nossos pilares principais. No caso em tela, Binyam está recorrendo à justiça Ocidental contra os atos do... Ocidente! Não é fantástico? Mais que isso: os juízes vislumbraram o horror perpetrado contra um inocente e decidiram punir o Estado, levando-o a reconhecer publicamente seus atos injuriosos. Essa é a grandiosidade da nossa civilização. Ela se revela não porque somos perfeitos e nunca cometemos erros. Ela se revela porque buscamos a perfeição e corrigimos nossas injustiças, fornecendo mecanismos institucionais para que o indivíduo seja protegido.

Digam aí: em qual outra sociedade alternativa a nossa Binyam teria a chance de processar seus algozes e sair vitorioso? Aliás, reformulo: em qual outra sociedade ele poderia contestar a tortura que sofreu e sair ileso? Em nenhuma!

Por que é lícito insistir em nossos valores? Porque punimos o terror. O estrangeiro, e o nosso! Não amamos nossos terroristas. Antes: procuramos nos livrar deles. Isso, eu sei, é um norte moral, muitas vezes desrespeitado na prática. E essa chaga continuará a machucar nosso coração, já que o homem não é perfeito - muito pelo contrário. Por isso devemos insistir: nós mesmos devemos tomar nossos valores como bandeira sempre, rejeitando a tentação de sucumbir ao sentimento maligno que nos empurra em direção à solução mais fácil - e bárbara. Não há outra alternativa. É isso ou a barbárie.

Breve nota sobre a mediocridade de Dilma - e do Brasil.

Leiam o que vai abaixo, publicado no Folha de hoje (íntegra aqui).

Em entrevista editada em livro que será lançado no congresso petista, de quinta a sábado, a pré-candidata ao Planalto Dilma Rousseff defendeu a presença mais forte do Estado na economia, não só para induzir investimentos mas também para tocar obras. "O Estado terá, inexoravelmente, de reforçar seu segmento executor", disse a ministra ao apresentar proposta que chamou de "bem-estar social à moda brasileira".
(...) Lula e a ministra já tinham defendido, em eventos públicos, um Estado mais forte. No início do mês, durante inauguração da primeira fábrica de chips da América Latina, o presidente disse que "o fracasso do sistema financeiro internacional fez ressurgir o Estado como único capaz de salvar a economia da crise". Dilma seguiu o raciocínio: "Achamos que o Estado tem de ter uma presença clara na economia".

Dois rápidos comentário - mesmo porque as teorias econômicas de uma ex-terrorista não merecem lá muita consideração:

1) "Bem-estar social à moda brasileira"?! Que diabos seria isso?! Existe peru à brasileira, futebol à brasileira e até - admito com pesar - pizza à brasileira. Mas welfare? Isso, não! É por apostar em solução à brasileira que o Brasil... bem, que o Brasil é o que é: um país à brasileira.

2) Qualquer candidato que defenda um Estado empresário deveria ser sumariamente abatido por qualquer eleitorado civilizado. Aqui nessepaiz, infelizmente, a pessoa consegue figurar entre os favoritos. Tristes tempos...

Minha candidata.

Vejam o que vai abaixo, publicado no Correio Braziliense (íntegra aqui):

Um projeto de lei de autoria da prefeita Maria José de Oliveira Gurgel Costa (DEM), mais conhecida como Mazé, está dando o que falar em Martins, 362 quilômetros distante de Nata (RN)l. Sob o argumento de que a cidade, situada na região serrana do Rio Grande do Norte e com uma população de 8.500 habitantes, tem vocação eminentemente para a realização de retiros religiosos durante o período do carnaval, a prefeita resolveu proibir a realização de manifestações e eventos com uso de trios elétricos, bandas de música, orquestras, carros de som, caixas de som amplificadas ou similares pelas ruas de Martins de sábado próximo até a quarta-feira de cinzas. Quem infringir a norma poderá amargar um prejuízo de R$ 20 mil. A lei, segundo a prefeita, será publicada no Diário Oficial desta quarta (10/2). (...)

Sem dúvida a prefeita "Mazé" acaba de se tornar a candidata dos meus sonhos. A qual cargo? Qualquer um! Lula diz que chegou a hora de eleger uma mulher à Presidência, não é? Pois bem, que seja "Mazé", a mulher que teve coragem de colocar um freio ao ziriguidum, ao balacobaco e ao telecoteco.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ainda a "festa do povo".

Caros, a barulheira momesca não faz mesmo o meu estilo. Não faz o nosso, aliás. Vocês sabem: aqui neste espaço "reacionário, conservador, feio e bobo", o ritual suarento e cheio de tambores causa urticárias... Não vou me alongar. Ano passado, neste mesmo período, escrevi um texto que reputo suficientemente explicativo. O reproduzo abaixo:


O ziriguidum, o balacobaco e o telecoteco.

Caros, é chegado o carnaval e, com ele, um feriadão. Mais um, na verdade. O brasileiro acostumou-se a trabalhar pouco, afinal aqui somos um país de festas, não é? E olhem que, via de regra, o feriado vai só até o meio-dia da quarta-feira de cinzas. O que dizer então do nordeste, onde o carnaval já começou há semanas e vai se estender por outras tantas? Ih... Já senti que vão tentar me colar a pecha de preconceituoso, afinal falei do nordeste (o pobre nordeste)...

Aqui no blog, não é segredo, já me chamaram de reacionário. Eu me debrucei sobre a questão e verifiquei que, de fato, sob uma certa ótica, posso ser mesmo. E acho que meu - se me permitem - reacionarismo atinge até mesmo a tal "festa do povo". Sim, como vocês já devem ter percebido, não sou lá muito fã do ziriguidum, do balacobaco e do telecoteco. Aliás, muito barulho normalmente me aborrece muito, razão por que passo sempre ao largo de qualquer festa onde o limite máximo de decibéis é desrespeitado.

"Mas o carnaval não é só uma festa. É uma manifestação cultural.", dirão alguns. Sério? Puxa... Meus valores estão mesmo ficando defasados neste mundo de tantas modernices. Percebam: reacionário que sou, prefiro muito mais me agarrar à cultura que emana de um bom livro, ou de uma grande peça teatral. Bateção desenfreada de tambores, aliada à exibição de corpos desnudos e suarentos, admito, não me seduz nem um pouco. Aliás, já se passaram mais de 500 anos desde que os portugueses desembarcaram aqui pela primeira vez, mas ainda não aprendemos a cobrir nossas vergonhas. Pelo contrário: nós as exibimos! E ainda achamos isso um "traço cultural".

Estou exagerando? Não creio. Experimentem navegar pelos sites de notícias do exterior nos próximos dias. Não há outra época do ano em que se fale tanto do brasil. As mulheres daqui, isso é certo, estarão expostas em fotos as mais reveladoras, ilustrando para o mundo "o que o Brasil tem de melhor". E ainda nos queixamos quando os gringos fazem turismo sexual... Mas se somos nós mesmos que propagandeamos a mercadoria!

Não há como escapar da pecha terceiro-mundista e rastaquera, afinal nossos principais produtos de exportação são: 1) O futebol; 2) A nudez; e 3) A miséria. Em que crescemos como nação ao glamurizar a exibição desnuda das mulheres daqui? Em que nos tornamos mais desenvolvidos lutando para que uma festa onde se prega o amor (?) sem compromisso e o cosumo de álcool seja vista mundo a fora como símbolo de nossa cultura? Penso que seria mais produtivo tentar vender no exterior as obras de Machado ou Graciliano...

Não. Eu não estou tentando posar de intelectual certinho. Estou apenas admitindo que a festança barulhenta que se inicia (oficialmente) hoje não me engrandece em nada - assim como não engrandece estepaiz. Isso para não mencionar a situação pobre e ridícula do estado de onde escrevo (o rincão inominável), onde o povo se vangloria de ter "o maior bloco de sujos do norte do país". Pois é... Como sou um careta que gosta de ficar limpinho, eu passo longe deles.

Mas não adianta mesmo tentar fugir do ziriguidum, do balacobaco e do telecoteco. Eles estão por toda parte - exatamente como o futebol, a nudez e a miséria. Assim, me sinto satisfeito com a perspectiva de degustar um bom livro e de continuar escrevendo no blog.

Sei que é real a hipótese de eu me encontrar só, afinal a maioria dos brasileiros, é fato, gosta da tal "festa do povo". Não há problema. Qualquer alternativa é melhor que cair na folia.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A prisão de Arruda e a "monoética".

Todos lemos com alegria e alguma esperança a notícia sobre a prisão de José Roberto Arruda, Governador do DF. Há muito pouco a acrescentar ao que já foi dito, principalmente porque os argumentos utilizados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal são ricos em detalhe. É impossível não perceber que Arruda simplesmente não poderia mais continuar em liberdade. E, atenção! A prisão era fundamental não tanto em razão do tal "mensação do DEM", mas em razão das tentativas reiteradas de intimidar testemunhas para obstruir a ação da justiça.

Há pouco, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, decidiu manter a prisão de Arruda. Só posso louvar o fato. E, uma vez mais, volto à carga: não me regozijo apenas porque um bandido foi preso. Me regozijo porque um bandido foi preso segundo os ditames do Estado democrático de direito. No mais, o que poderia ser dito sobre o caso já foi dito em outro texto, publicado em novembro de 2009. O essencial, meus caros, vocês já estão cansados de saber: não temos bandidos de estimação!

Diferentemente dos petistas e seus aliados, que cultivam aquilo que chamo de dualética - uma ética para cada ocasião -, nós, os "reacionários, conservadores e elitistas", preferimos a monoética. Aqui, não precisamos defender Arruda, Lula, Dirceu, Azeredo nem qualquer outro tipo de bandido. Foi o que escrevi no passado. Torno a afirmar isso agora:

Não tenho bandidos de estimação! Desta feita, quando algum político qualquer é apanhado estuprado a democracia, este blog sempre tratou de apontar os fatos, sem proteger quem quer que fosse. No mais, convenhamos, quem tem bandido de estimação são os petralhas, né?

(...) Essas contradições acontecem porque essa gente costuma colocar em prática sua dualética. O que é isso? Bem, eles têm duas éticas: uma para quando são alvo, e outra para quando dão flecha. Eu, que não tenho cadáveres no armário, quero mais é que tudo seja apurado até o fim! E, em havendo mesmo provas concretas de ilegalidades, quero que Arruda, o DEM e quem quer que seja vá pros diabos! E pra cadeia também, é claro!

Mas, atenção agora! Defendo a apuração minuciosa deste caso, da mesma forma que defendi a apuração minuciosa do mensalão petista. E mais: Defendo punição severa para Arruda e para o DEM, da mesma forma que defendo punição severa para Lula e para o PT!

Sacaram a diferença entre este escriba e os lulo-petralhas? Eu posso defender cadeia para todo tipo de bandido, porque não protejo ideologicamente ninguém! Eles, não podem fazer isso.