segunda-feira, 31 de maio de 2010

Heim?!

Deixa ver se entendi: quer dizer que os israelenses, sempre malvados, feios e bobos, decidiram assim, do nada, mandar fogo num comboio de ajuda humanitária? É isso? Como terá se dado o episódio? Vai ver o soldado israelense viu os barquinhos e cutucou o outro: "Ô, companheiro. Olha lá os amiguinhos dos palestinos chegando. Vamos passar fogo neles?" E a resposta: "Senta o dedo nessa p....!"

Não. Por algum motivo obscuro essa versão dos fatos - que é a versão reinante em toda a mídia mundial! - não me convenceu. Fui ler um tantinho mais a respeito, e sabem o que descobri? Que o chefe da tal ONG humanitária, Bülent Yildirim, é simpatizante declarado do Hamas! Mais que isso: o sujeito, tão apegado à paz, já posou diversas vezes ao lado do terrorista que controla a Faixa de Gaza, sempre emprestando apoio à - como é mesmo que eles dizem? - "causa da resistência palestina"...

Então, temos que um comboio liderado por um amigo declarado do Hamas estava tentando chegar à Faixa de Gaza, uma área reconhecidamente controlada pelo terrorismo e alvo de um bloqueio militar. E o Estado de Israel deveria ter deixado a trupe do amigo dos terroristas passar?

Aham, Cláudia. Senta lá!

Alô, Sr. Ricardo Kotscho! Presente!!!

Li há pouco no blog do Tio Rei a seguinte loucura escrita por Ricardo Kotscho, um - como é mesmo que ele gosta de falar? - "esquerdista racional e sério":

O tema do Balaio deste domingo vale uma pesquisa em profundidade, uma tese acadêmica  ou mesmo uma capa de revista: que Brasil é este dos 5%? Entra pesquisa, sai pesquisa, eles estão sempre lá do mesmo tamanho. São os que consideram o governo Lula ruim ou péssimo. A aprovação do presidente e do governo pode variar entre 70 e 80%, conforme o instituto, os restantes ficam na categoria regular e, invariavelmente, temos os 5% de insatisfeitos com os rumos do país, tanto faz o que esteja acontecendo naquele momento de bom ou ruim.
Quem são eles, onde vivem, o que fazem, o que pensam ? Já que ninguém se atreve a investigá-los, disponho-me aqui a encontrar algumas respostas sobre o perfil deste minoritário, mas sólido contingente de brasileiros que não mudam de opinião, mesmo remando contra a maré.

Alô, Kotscho! Presente!!! Este humilde escrevinhador é um orgulhoso membro da "Resistência Democrática dos 5%". E sim. Somos mesmo muito poucos. Poucos e bons.

O Brasileiro é majoritariamente conservador. Mas os políticos querem todos ser "pogreçistas"...

Se clicarem na imagem ao lado, verão em detalhes o resultado de uma pesquisa feita pelo Datafolha para conhecer o orientamento ideológico dos brasileiros. E, acreditem: os pogreçistas das universidades brasileiras devem estar arrancando os cabelos.

Segundo o levantamento, 7% se dizem de extrema esquerda, 5% de esquerda e 8% de centro-esquerda. O centro político foi escolhido por 17% dos entrevistados. 13% disseram se identificar com a centro-direita, 10% com a direita e 14% com a extrema-direita. E haja calmante para sossegar os pogreçistas...

Diferentemente de alguns "especialistas", que cuidaram logo de culpar a mídia, azelite e - claro! - uzamericânu pelos números retratados acima, este escriba prefere analisar a pesquisa com mais ceticismo. Ou, para ser mais direto, poderia dizer simplesmente que a maioria esmagadora dos brasileiros não tem a mais remota ideia do que seja esquerda, direita e centro. Mais que isso: boa parte do povo não dá a menor pelota para esse tipo de divisão ideológica, muito mais cara aos estudiosos de plantão. Prova disso é que 26% dos entrevistados respondeu simplesmente "não sei".

Mas há outro particular que me leva a não considerar muito os números da pesquisa em si - a tendência evidenciada por ela, por outro lado, é importante. Notem que 14% consideram Dilma Rousseff, a ex-terrorista, como sendo de extrema-esquerda. Tudo bem. Até vai. Mas como diabos explicar que 12% a associem à extrema-direita?!

A maneira como os entrevistados veem o candidato tucano não é menos estapafúrdia. Para 19%, José Serra seria de extrema-direita. Entenderam? Extrema! Uma loucura tão evidente que qualquer petista com um mínimo de honestidade intelectual poderia apontar. Nenhuma análise política séria pode colocar um político declaradamente intervencionista no campo da extrema-direita. Estou errado? Bem, sintam-se livres para apontar o erro...

Em síntese, a tal pesquisa do Datafolha não deve ser tomada como regra objetiva - nenhuma pesquisa deve. Mas não se pode descartar que ela aponta, sim, algo interessante: a maioria dos brasileiros não associa a direita ao mal, deixando evidente que a pregação filomarxista imposta pelo pogreçismo nas escolas, nas universidades e no universo cultural como um todo não está tendo o efeito esperado.

Se 37% dos eleitores se diz identificado de alguma forma com a direita política (contra 20% de simpatizantes da esquerda), pode-se até aceitar que eles não saibam o que é ser de direita. Mas uma coisa é inegável: essa conversa de que ser de esquerda é ser do bem, ao passo que ser de direita é ser do mal não pegou! Afinal, ninguém quer se ver associado a algo ruim...

Sabem o que é que machuca de verdade o coração do pogreçismo nacional? Saber que há tão poucos esquerdistas declarados em plena "era Lula". Devem se perguntar: "Como pode? Não aprenderam nada?!" E eu me divirto só de imaginar o rosto avermelhado de ódio deles...

Agora a minha dúvida: como diabos é possível que não haja um partido declaradamente de direita no Brasil? Não está bastante óbvio que a maioria dos brasileiros é majoritariamente conservadora? Basta lembrar que o povo se diz contrário ao aborto, contrário às drogas, favorável à pena de morte e à redução da maioridade penal. Por que os políticos dessepaiz resistem tanto a se dizerem de direita?

Ah, já sei! São todos bons e fraternos. Querem disputar o campo pogreçista, deixando os malvados da direita de fora. Pouco importa que o povo não considere a direita nada malvada...

Meu nome é Ney. Sar Ney...

Vejam o que vai abaixo, publicado na Folha de São Paulo - e surrupiado do blog do Reinaldão:

Documentos liberados à Folha pelo Arquivo Nacional após 25 anos de sigilo demonstram que o governo do atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), espionou os principais focos de críticas na sociedade civil. O governo interceptou cartas, infiltrou agentes e produziu listas de nome e endereços dos principais protagonistas da oposição.
(...) Em 11 de dezembro de 1988, o SNI acompanhou a “primeira reunião da executiva nacional” do Partido dos Trabalhadores. A reunião era fechada, com cerca de 30 pessoas, dentre as quais Luiz Inácio Lula da Silva e José Dirceu. Todos os líderes do PT tinham fichas no SNI. Os arapongas escreveram que os petistas atacaram a inflação e os baixos salários e afirmaram que Lula defendeu a antecipação das eleições. Lula teria dito: “O centro da crise é Sarney”.
(...) A PF se valia de sua estrutura nos Estados para investigar os partidos que incomodavam o governo Sarney. Em 24 de junho de 1985, a superintendência de Minas emitiu “ordem de busca” para investigar “a tática do PCB [Partido Comunista Brasileiro] para o movimento sindical”. O documento orientava os policiais a “verificar se houve alterações táticas que modifiquem a orientação sindical determinada pelo partido em março de 85″. (...)

Depois de ler o que vai acima, lembrei da já célebre frase da jornalista Lúcia Hippólito: "Esse Sarney é mesmo um fofo." Ô, se é.

Vejam que belo apreço pela democracia e pelo sistema de liberdades individuais o governo do sujeito demonstrava. Interceptar cartas e infiltrar agentes é, sem dúvida, coisa própria de um regime democrático. Quem sou eu para dizer o contrário? Ainda mais vivendo onde vivo...

P.S.: Minha mãe conta que há alguns (na verdade muitos...) anos, quando estava no início de minha vida escolar, soltei alguns impropérios contra o então Presidente da República diante da professora, que, preocupada com a segurança nacional, condenou-me ao castigo. Dúvida: terei eu, em razão daquele episódio, uma ficha no SNI? Se tiver, exijo saber! E mais: exijo uma cópia, que será emoldurada e devidamente exposta na parede da minha casa. Seria um motivo de grande orgulho.

P.S.2.: E a cara dos petistas, heim? Como se sentem tendo que posar de aliados do sujeito cujo governo os espionava no passado? E tome coerência! Ô, gentalha...

domingo, 30 de maio de 2010

O retorno do REI.

Annuntio vobis gaudium magnum;
Habemus ZICO!
Só quem é Flamengo sabe o que significa ser Zico. Só essa imensa nação entende por que numa segunda-feira chuvosa e tediosa, antes mesmo das onze da manhã, já recebi o telefonema de seis amigos rubro-negros interessados apenas em dizer que "Ele voltou".
Sim, porque é preciso repetir isso muitas vezes. Indefinidamente. Só assim é possível ter uma noção, ainda que muito pequena, do que significa a volta d'Ele. Mas é impossível, não importa quantas vezes aquela frase seja repetida, deixar de se emocionar com o fato. Ele voltou, e isso causa arrepio e lágrimas.
Um conhecido, um tanto cético, indagou: "Mas ele vai fazer o quê exatamente? Vai ganhar quanto?" E eu, devoto fiel, tratei apenas de dizer: "Não importa! Ele é o Zico! E vai nos guiar por qualquer vale das sombras."
Zico é o Flamengo de tal forma, que não há maneira da união de ambos das errado. Zico é Zico. E isso basta.
Ninguém pode saber como será o futuro, mas com Zico é impossível ser infeliz. É impossível ter medo. Não importa o que aconteça, a paz e a serenidade de saber que Ele está de volta nos acalenta o coração rubro-negro. Porque Zico não é só um ídolo. Zico é um exemplo. Um ícone. A lembrança de uma época em que não bastava jogar bem futebol. Era preciso agir como homem de verdade.
Zico traz de volta o sentimento do respeito não apenas à bola, mas principalmente à camisa, às cores e à instituição. Ele sabia que um ídolo deveria agir sempre como tal, dentro e fora de campo. É a antítese do boleiro moderno, cheio de firulas, de marketing, de festas e de namoradas. Zico preferiu desde sempre encarnar o papel do pai de família responsável.
Este é um dia de grande glória. O futebol do Flamengo foi devolvido àquele que sempre o comandou. Sendo assim, por que deveríamos temer? Afinal de contas, in God we trust!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

#Voltou.

Pois é, estou de volta. Infelizmente, é claro... Como qualquer outra pessoa civilizada, eu preferia ter ficado na europa, respirando as brisas do mundo desenvolvido.

Não deu. E, assim, me vi obrigado a dar adeus às curtas férias (férias são sempre curtas...) e retomar as atividades rotineiras aqui nessepaiz.

O blog, como é óbvio, está obscenamente atrasado e em dívida. Deixei de falar, por exemplo, sobre o esperado crescimento de Dilma Rousseff, a ex-terrorista, nas pesquisas eleitorais. É que preferi me dedica a coisas frívolas como um passeio nos Jardins de Luxemburgo... Quando se está na europa, respirando o ar da sociedade civilizada, até as coisas mais importantes do Brasil ganham contornos de inutilidade...

Mas, como dito, é hora de retomar a rotina. E este espaço faz parte dela. De forma lenta e gradual - como disse outrora aquele ditador tão admirado por Sarney e Lula... -, espero conseguir voltar ao trabalho aqui.