(...) O receio de assumir uma posição ideológica próxima de sua história política de centro-direita repete o mesmo erro do PFL e de seu sucessor, o Democratas, e retira do novo partido justamente a capacidade de representar um nicho eleitoral que, à falta de opções, votou em Serra e em Marina na eleição de 2010. (...)
Perfeito! Já escrevi aqui várias vezes: no Brasil não existe nenhum partido político eleitoralmente viável que represente a visão liberal (ou "de direita", como queiram). Estamos falando de algo em torno de 25% a 35%, número que pode ser ainda maior, a depender de como uma eventual campanha seja conduzida.
(...) A senadora Kátia Abreu tem uma explicação simples para esse impasse: todos querem dizer que têm preocupação social e parecem convencidos de que esse sentimento é um monopólio da esquerda. (...)
Bingo! A política no Brasil encontra-se num estágio tão atrasado, que ainda se alimenta a falsa verdade de que só as esquerdas têm "preocupação social". Aliás, o problema é ainda mais grave: confunde-se "preocupação social" com "fazer programa social". É urgente superar isso!
(...) Kátia Abreu está convencida de que existe um nicho eleitoral que o novo partido pode ocupar, representado pela nova classe média ascendente e por todos os anseios e necessidades que virão com ela. Além do fato de que existe um eleitorado que não vota no PT, que atingiu 44% na última eleição presidencial. (...)
ALELUIA! É a primeira vez que vejo um político brasileiro dizendo isso. Só posso dizer que, independentemente do partido, a senadora Kátia Abreu consiga levar adiante a idéia de representar a enorme parcela dos eleitores que sempre esteve órfã de alternativas aos projetos de poder das esquerdas.
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A íntegra da coluna do Merval Pereira pode ser lida no blog do Coronel.
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