segunda-feira, 14 de março de 2011

Lei do Amapá quer OBRIGAR Igreja a reconhecer um padroeiro. O ridículo deste lugar não conhece qualquer limite!

Leiam o texto da imagem abaixo, um print feito da edição de hoje do jornal "A Gazeta", aqui de Macapá (clique na imagem para ampliar):



Ai, ai... Se o Amapá não existisse, não precisaria ser inventado. A surrealidade das coisas que acontecem neste rincão apequenado poderiam espantar o mais fantasioso dos autores literários.

Então o deputado Edinho Duarte (junto com sabe-se lá mais quem) resolve legislar (!!!) sobre um santo padroeiro, e o estranho nesse episódio teratológico seria a alegada relutância da Igreja Católica em aceitar a "ordem legal"? Santo, Deus! E desde quando questões teológicas estão subordinadas à vontade de MEROS PARLAMENTARES?! Sim, eu escrevi "meros" propositalmente, porque diante de assuntos atinentes à Santa Madre, qualquer deputado é apenas, na melhor das hipóteses, mais um fiel. E só!

Os parlamentares do Amapá - que já devem, suponho, ter legislado sobre todas as mazelas socials daqui, e por isso, agora, se dedicam a escolher santos padroeiros... - querem editar uma lei pra estabelecer que São José, Santo Antônio ou Nossa Senhora do Morro Alto serão padroeiros do estado? Que o façam! Cada um desperdiça seu tempo como melhor lhe aprouvém... O absurdo é esperar que a Igreja Católica decida suas questões internas com base no que pensam suas excelências. Aí, com todas as vênias devidas, é se prestar a um papel ridículo.

A Santa Madre, do alto de seus mais de dois mil anos de tradição - tradição maior, inclusive, que a de todas as instituições deste estado... -, tem total liberdade para estabelcer internamente quem ela vê como padroeiro deste ou daquele lugar. E as pessoas que não gostarem? Bem, ninguém é obrigado a ser católico e seguir os ensinamentos e as regras da Igreja de Cristo, não é mesmo?

Como diria o Rogério Borges, este lugar é uma "abstração"...

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