terça-feira, 17 de maio de 2011

Querem "problematizar" e "interpelar" os heterossexuais. Gostar do sexo oposto virou crime!

Aí eu digo que a maior vítima de preconceito no mundo é o homem, branco, católico, hétero e de classe média, e neguinho pensa que tô zoando. Mas é a mais pura verdade! Vejam abaixo alguns (poucos) trechos de um artigo assinado por Leandro Colling, que encontrei no blog do Reinaldo Azevedo:

Além de afirmar as identidades dos segmentos que representamos, também precisamos problematizar as demais identidades. Por exemplo: LGBTTTs podem, se assim desejarem, problematizar a identidade dos heterossexuais, demonstrando o quanto ela também é uma construção, ou melhor, uma imposição sobre todos.
(...)
Dessa maneira, a “comunidade” LGBTTT passaria a falar não apenas de si e para si, mas interpelaria mais os heterossexuais, que vivem numa zona de conforto (...)

Mas por que diabos eles precisam "problematizar" e "interpelar" os heterossexuais? Por que essas "minorias" em busca de afirmação precisam diminuir os outros a fim de se afirmam? Mas não é exatamente isso que eles fingem combater, com seu parlatório politicamente correto?

Santo, Deus! Imaginem um Jair Bolsonaro dizendo que seria necessário "problematizar a identidade dos os homossexuais": seria o armagedom! A maioria organizada que se forma a partir de todas essas supostas "minorias" cairia sobre o deputado como uma matilha furiosa, destroçando-o; A "homofobia" de Bolsonaro seria, uma vez mais, denunciada aos quatro ventos. Mas e a heterofobia de quem propõe as asneiras que esse tal Leandro Colling propôs? Isso não aborrece ninguém, não é mesmo? Talvez porque os heterossexuais vivem numa - como foi mesmo que ele falou? - "zona de conforto".

Mas que lógica mais abjeta é essa?! Então para que os homossexuais se afirmem e encontre paz é preciso, primeiro, tirar os héteros da sua "zona de conforto"? O que diabos essa gente está propondo?! Uma espécie de reforma agrária do mundo psicológico?

Já escrevi várias vezes que nos aspectos referentes a valores morais e afetivos sou um liberal: não acho que o Estado deva intervir e disciplinar o que quer que seja. Se o sujeito quer ser gay e viver com outro homem, que o faça! É problema apenas dos indivíduos envolvidos, não da sociedade. Por isso sou contra essa besteira de "problematizar" o outro.
O que a "comunidade" LGBTTTTTTT (sei lá, cada vez que vejo essa sigla parece-me que surte um "T" a mais...) faz é problema dela! Não é problema meu, de Bolsonaro, do meu vizinho, ou da presidente Dilma. Nada de "problematizar" e "interpelar" o outro, queridos amigos "oprimidos". Essa coisa de tentar diminuir os demais em busca da própria afirmação é meio fascistóide, e não pega bem para vocês, que vivem denunciando o fascismo alheio.

2 comentários:

Daniel F. Silva disse...

Bons tempos em que a tal "comunidade" era conhecida apenas pela sigla GLS... Da forma que andam escrevendo ultimamente, parece um tiro de metralhadora.

Carlos disse...

sobre o novo nome de um blog, porque você não usa "endireitando o pensamento" ? ...

ou equivalente...