sexta-feira, 29 de abril de 2011

Desmistificando um herói do progressismo mundial.

Muito interessante esse post que achei no Novo Leite de Pato. Leiam as frases nada sutis que transcrevo abaixo:

“os ciganos constituem habitualmente grupos delinqüenciais onde reinam a preguiça, a cólera e a vaidade. Os homicídios são muito freqüentes entre eles"
“[Os árabes] são imprevisíveis, ociosos e inclinados ao roubo".
“Os hebreus se caracterizam por formas determinadas de delito: estelionato, falsidade, calúnia e, sobretudo, usura (...). Estes dados permitem pensar que há uma influência da raça sobre a delinqüência".
Quem será que afirmou essas atrocidades? Hitler? Bush? Algum político do DEM? Que nada! Foi Salvador Allende um dos esquerdistas mais festejados do mundo.

Cadê seu Deus agora, progressistas?

O desastre da educação brasileira: antro de propaganda esquerdista.

Se puder, espero conseguir educar meus filhos em casa, para evitar que tenham suas mentes estupradas pelos doutrinadores de esquerda. Vejam abaixo algumas passagens do livro Nova história crítica, de Mário Schmidt (cliquem nas imagens para ampliar):


A linguagem rasteira e ligeira do autor só ratifica a qualidade deplorável do material didático em questão. Dizer, por exemplo, que o socialismo conseguiu vestir e alimentar todo o povo chinês é, na melhor das hipóteses, ignorância. Na pior é trapaça mesmo.


Qual o único recurso encontrado pelo autor para desqualificar a era Reagan? Os ataques pessoais baixos e pedestres dirigidos ao ex-presidente americano. Críticas objetivas às políticas de Reagan? Não há nenhuma!
Uma vez mais, porém, as mentiras históricas e a manipulação dos fatos são o que há de mais grave. A sugestão - nada velada - de que Reagan teria alguma simpatia pelo nazismo chega a ser abjeta, de tão mentirosa. Isso sem mencionar que o autor lembrou da visita do ex-presidente à Alemanha, mas não mencionou o discurso no portão de Brandemburgo, possivelmente um dos atos políticos mais importantes de todo o século XX!


Atentem para o retângulo escuro, no alto e à direita. Os estudantes são praticamente obrigados a gostar de Che! Reescrevendo aquelas asneiras de outra forma, poder-se-ia afirmar que se alguém não idolatra um dos maiores assassinos da história da América Latina, é um imbecil... A última passagem diz tudo: "Você não quer ser burro, quer?". É ultrajante! Isso é qualquer coisa, menos educação.


"Amou inúmeras mulhers e por elas foi correspondido." Mas é um Fábio Júnior dos olhos puxados! De novo: cadê a educação nesse lixo?! Eu perguntaria como diabos o autor pode estar tão certo acerca dos sentimentos das tais "inúmeras mulheres", mas não farei isso. Aquela frase encerra um afeto platônico tão escancarado, que o caso não é debater história, mas psicanálise...

Notem que o livro cita vários aspectos da vida de Mao, mas esquece um "pequeno detalhe": foi durante o governo dele que MAIS DE SETENTA MILHÕES DE PESSOAS FORAM ASSASSINADAS! Esse facínora, que o autor tenta, de forma criminosa, transformar em herói, foi um dos maiores homicidas que já andou sobre a face da Terra!


E eis que o 11/9 virou culpa da... extrema direita! A delinquência intelectual do senhor Mário Schmidt só não é maior por falta de espaço.

É urgente que os pais acompanhem de perto o processo educacional de seus filhos, hoje mais do que nunca. As escolas estão tomadas pela inteligentsia (ou seria mais adequado dizer burritsia?) esquerdista, e os facínoaras estão dispostos a tudo a fim de reescrever a história.

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P.S.: Há mais exemplos da desonestidade desse livro didático no site Filosofia Cirúrgica.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Outro nível...

"Agora sabeis que temos consentido e o presente significa a nossa autorização para a contratação do matrimônio entre nosso mais querido neto príncipe William Arthur Philip Louis de Gales, e nossa fiel e bem-amada Catherine Elizabeth Middleton."

O texto acima vem do "termo de permissão" para o casamento real, de amanhã. Digam o que quiserem sobre a monarquia, mas certos - como chamarei? - formalismos deles são de outro nível...

De novo a greve dos juízes federais. Ou: o ridículo deste país não conhece limites.

Do Estadão Online:

A paralisação da Justiça Federal por um dia teve a adesão da quase totalidade dos juízes federais. Por decisão do Conselho da Justiça Federal, o dia parado será descontado dos salários. A Associação da Justiça Federal (Ajufe) adiantou que recorrerá da decisão nos próximos dias.

A principal reivindicação dos quase 2 mil juízes federais é o aumento do 14,79% dos salários e benefícios que são garantidos ao Ministério Público, como licença-prêmio, auxílio alimentação e a possibilidade de vender parte das férias de 60 dias a que têm direito anualmente. Atualmente, os juízes federais recebem entre R$ 21 mil e R$ 24 mil.(...)

Comento: Eu nem vou perder tempo com o absurdo nauseabundo que é ouvir gente que ganha mais de vinte mil por mês falando em fazer greve. Sinceramente, não tenho saco pra isso. Que o inferno lhes seja leve...

Mas há um detalhe que não pode passar desapercebido: o Conselho de Justiça Federal, como não poderia deixar de ser, determinou que o dia parado em razão da greve seria descontado dos ilustres magistrados. Nada mais correto, afinal se não trabalhou, não tem por que receber. É assim com os empregados do Bradesco e com os empregados da Fiat. Não vejo por que deveria ser diferente com os juízes, que não passam de empregados da sociedade.

Aí como reagem os valentes? Anunciando que vão recorrer. Recorrer a quem? Ora, à... justiça! Mas não é mesmo fascinante?! Um bando de juízes que decidiram fazer greve e causar tribulações à sociedade que lhes paga altíssimos salários, vai recorrer ao próprio Poder Judiciário para dirimir as questões relativas à paralização. A coisa toda só não é mais ridícula por falta de espaço...

É o que acontece quando se vive num país ridículo como o nosso, onde o Estado se acha no direito de fazer greve contra o... Estado! Sim, afinal um juiz é o membro de um poder republicano; é o Estado-juiz.

Não sei vocês, mas eu, preso ao meu conservadorismo, acho que membro de um poder da República que faz greve está praticando ato equiparável ao de terrorismo! Que o Executivo chame a polícia e, se preciso, as Forças Armadas. E coloquem esses senhores para trabalhar, pois suponho que processo pendente de julgamento é o que não falta.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Kátia Abreu, pra não variar, fala as coisas certas.

Essa senadora tá se tornando cada vez mais ídola:

O PSD vai integrar a base do governo Dilma?
Não, nisso eu serei resistência. Porque não quero trocar favores, quero lutar por princípios democraticamente. Trocar princípios por ministérios, isso não.
Mas a sra. aceitaria sentar para debater com a presidente?
Eu estou aflita por isso! Sou presidente da CNA, preciso falar muito com ela! [canta Roberto Carlos] Estou aflita para falar da nova política agrícola para o país. Preciso falar com ela.
(…)
Onde vão buscar militância?
Na classe média.
Vai sobrar classe média para todo mundo?
Eu disse isso antes do Fernando Henrique Cardoso e do Lula. São 100 milhões de pessoas. Tem que ter foco em quem está sem defesa, totalmente desprotegida.
E qual é o discurso do partido para atrair essa classe média?
A defesa dela como consumidor e contribuinte. A tributação brasileira não está sobre a renda, está sobre o consumo do sal, do feijão, da manteiga. E quem é que está contribuindo mais? Se a classe média é metade do país…

Comento: Até que enfim, meu Deus! Finalmente alguém sem receio de defender a classe média, e de criticar a sério o sistema tributário brasileiro. Aliás, Kátia Abreu não se limitou a criticar, mas a criticar pelas razões certas: aqui paga-se imposto sobre o consumo, não sobre a renda. Perfeito!

P.S.: Como se não bastasse, ela ainda canta as músicas d'O Rei! Kátia Abreu pra PRESIDENTE DO MUNDO!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

FAQ

* Nova atualização. O post ficará no topo do blog nas próximas 24 horas - as atualizações seguem abaixo.

Alguns leitores do blog sempre fazem (as mesmas) perguntas sobre minhas posições acerca de algumas questões políticas, econômicas, ideológicas e afins. A culpa talvez seja minha, afinal o blog não tem (ainda) uma seção onde sejam expostas, genericamente, as características e preferências deste vosso criado. Bom, aqui estou pra tentar sanar as dúvidas mais frequentes:

1) Qual a sua ideologia?
Eu acredito na supremacia do indivíduo sobre as coletividades, num Estado pequeno, na iniciativa privada, no sistema de liberdades individuais e na democracia representativa. Isso está comumente mais associado à direita liberal, mas esse é um conceito genérico demais. Há, por exemplo, desde liberais clássicos, até libertários modernos. Complicado ficar rotulando...

2) O que você pensa sobre aborto, drogas, pena de morte e eutanásia?
Sou contra: o aborto, a pena de morte, a eutanásia e a descriminação das drogas. Isso porque defendo de forma intransigente o direito à vida. Mais que isso: defendo que nenhum homem - e nenhuma sociedade - pode dispor da vida humana, nem decidir quando ela começa ou termina. Tudo isso acabaria fazendo de mim um sujeito conservador, mas de novo teríamos uma rotulagem excessivamente genérica. Querem ver? Vamos à próxima questão.

3) Você é a favor do casamento homossexual?
Sou a favor da união civil de homossexuais. Casamento? Bom, o que se entende por isso? Sou contra a edição de uma lei que obrigue as igrejas a reconhecer uniões homossexuais, porque bem... defendo que cada um é livre pra acreditar no que bem entende. Os homossexuais querem estar juntos e ter direitos de casal? Acho justo. Mas não se pode obrigar que religiosos concordem com isso, da mesma forma que não se pode obrigar os homossexuais a concordar com os religiosos. Cada um vive como bem entende, respeitando os demais - e respeitar é bem diferente de aceitar ou concordar.

4) Você tem religião? Qual?
Sou católico apostólico romano. E gosto de dizer que sou também "papista": reconheço que minha igreja tem um líder espiritual, e que as palavras dele devem ser conhecidas, respeitadas e ouvidas. Reprovo aquilo que chamo de "neopentecostalismo católico", praticado por movimentos como Renovação Carismática e Shalom, que praticamente transformaram a Santa Missa numa "aeróbica de Jesus". Costumo dizer que se fosse obrigado (e não sou, que fique claro!) a escolher entre a Opus Dei e as "missas dançantes" do Padre Marcelo, ou do Padre Fábio, ficaria com aquela.

5) O que você pensa sobre financiamento público de campanha, voto distrital e demais faces da chamada reforma política?
Concordo com o voto distrital, pois ele aproxima o eleito dos seus eleitores, e torna a atuação parlamentar mais prática. Sou radicalmente contra o financiamento público das campanhas. Primeiro por razão ideológica: não acho que seja função do Estado usar o nosso dinheiro para sustentar campanhas eleitorais. Segundo porque não há a mais singela evidência de que o financiamento público acabaria com o privado. Pelo contrário: uma vez aprovado o financiamento público, todo financiamento privado aconteceria "por baixo dos panos". Um caos!

O principal, porém, ninguém discute quando se fala em reforma política. Defendo o fim do cargo de vice para o Executivo, e dos suplentes para o Senado. Defendo que um parlamentar, para assumir um cargo no Executivo, seja obrigado, antes, a renunciar ao mandato. Acredito ainda que seja necessária uma redução drástica no número de parlamentares, para diminuir o tamanho do Estado, além de se cortar substancialmente as vantagens econômicas hoje existentes.

6) Você é a favor das privatizações?
Sim. Defendo que quase tudo deva ser privatizado. Acredito que o Estado deva se ocupar apenas de defesa externa, segurança pública, saúde básica e de pronto-atendimento, além da educação básica. E só! Mais que isso já acho intervencionismo exagerado e, no mais das vezes, danoso - afinal o Estado não tem vocação para administrar dinheiro.

7) Em que pessoas você se espelha? Quais são os seus ídolos?
Em política posso dizer que admiro Lincoln, Theodore Roosevelt, Churchill, Reagan e Thatcher. Em conomia sou fã da Escola Austríaca em geral - o velhote Mises é sensacional! Mais genericamente, posso dizer que gosto de São Paulo, São Tomás de Aquino e Santo Agostinho.

8) Você é a favor do imperialismo? [Acreditem, recebo muito essa pergunta.]
Essencialmente, não. Para ilustrar o que digo, costumo falar que por mim nem as Grandes Navegações teriam existido: a Europa continuaria sendo "apenas" Europa; as valiosíssimas cultura e medicina do Oriente seriam cultivadas pelos orientais; e os índios americanos estariam até hoje sacrificando virgens e batendo com os pés no chão para invocar os espíritos. Assim, cada um na sua.

Update [Atualizado em 28/03/2011, pra responder ao Paulo.]
9) O que você pensa sobre o direito ao voto? Prefere o obrigatório, ou o facultativo?
Sou a favor do voto facultativo simplesmente porque não existem "direitos obrigatórios". A minha concepção de democracia alimenta a idéia de que ao indivíduo deve ser dado, inclusive, o direito de não jogar o jogo democrático.

Uptade [Atualizado em 14/04/2011 (confesso que essa pergunta até demorou a chegar...)]
10) O que você pensa sobre o direito de ter armas, e um plebiscito sobre desarmamento?
Eu não gosto de armas. Não tenho e não penso em ter uma arma em casa. Confesso que, num mundo ideal, me sentiria mais seguro sabendo que meu vizinho também não tem uma arma, e não corre o risco de sair atirando feito um louco se algum dia o time de futebol dele levar um sapeca-ia-iá. Mas não estamos num mundo ideal, não é mesmo?

A retórica ongueira do "as armas matam" não me pega. Armas não matam ninguém. Quem mata são os indivíduos. Assim, proibir por meio de leis que civis comprem legalmente armas de fogo é tão estúpido quanto inócuo. Basta notar que países como Estados Unidos e Suíça, onde a população pode comprar uma pistola no supermercado da esquina, são infinitamente menos violentos que o Brasil, onde vigora uma das leis mais restritivas do mundo.

Proibir o comércio legal de armas sob a alegação de que isso combateria a violência é como proibir as eleições, a fim de impedir que corruptos sejam eleitos...

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That's it! Foram essas que lembrei. Mais alguma coisa? Mandem aí nos comentários, que depois respondo, beleza?

Antes de discutir leis, os "ongueiros da paz" precisam aprender matemática elementar.

Achei um post interessantíssimo no "Novo leite de pato", que traz alguns dados matemáticos que podem ajudar a lançar alguma luz sobre o debate sombrio que vem sendo feito acerca do desarmamento da população civil. Vejam:
  1. Residências no Brasil – 52.183.528 (urbanas + rurais)-  Fonte: IBGE
  2. Percentual de residências com armas: 3,5% - Fonte Revista VEJA – Out.2005
  3. Total de residências com armas: 1.826.423
  4. Isto significa que uma em cada 29 residências tem uma arma. Assim, para os bandidos obterem uma arma precisam assaltar 29 residências.
  5. Para obter 1.000 armas os ladrões precisariam assaltar 29.000 residências
Retomo: 
Há outros dados no post original, que vocês devem ler, mas os acima transcritos já permitem que eu tasque aqui o famoso I rest my case, né mesmo? Os "ongueiros da paz" e os "especialistas do fato consumado" podem zurrar o quanto quiserem, mas a matemática não é uma opinião. A infinidade de armas ilegais espalhadas pelo Brasil, na mão de bandidos, NÃO É RESULTADO DE FURTOS DE ARMAS LEGALMENTE ADQUIRIDAS PELA POPULAÇÃO CIVIL. Isso não é uma verdade indiscutível e absoluta porque eu quero que seja. É assim porque estes são os fatos!

Sugiro que Viva Rio, Sou da paz, Sarney e demais entusiastas do desarmamento civil aprendam matemática elementar, antes de sair por aí falando besteira.

Um forte abraço!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cabeça vazia, oficina do diabo.


O governo chinês quer banir filmes sobre viagem no tempo dos cinemas e da televisão do país, sob o argumento de que eles "desrespeitam a história". A determinação surge no momento em que se comemoram os 90 anos de fundação do Partido Comunista que governa a China desde 1949.

Como dizia minha avó, cabeça vazia é oficina do diabo...

E pensar que ainda tem quem leve o comunismo a sério nos dias de hoje, mesmo depois de uma demonstração cabal de amebismo intelectual como a acima relatada.

O ridículo dessa gente não conhece mesmo qualquer limite...

Já que a moda é consultar o povo, vamos consultar sobre TUDO, não só sobre o que interessa ao progressismo.

Então o negócio é "aproveitar o momento de comoção social" para fazer uma nova consulta popular sobre o comércio legal de armas de fogo? Beleza, que seja feita! Mas já que o Estado vai gastar os nossos impostos organizando um plebiscito, por que não aproveitar logo para consultar o povo sobre todos os temas controvertidos que estão na pauta de discussões há anos? Sugiro alguns:

- Redução da maioridade penal;
- Descriminalização do aborto;
- Legalização das drogas;
- Adoção da pena de morte.

E aí? Vamos chamar o povo a decidir sobre esses temas também? Não precisa ser adivinho pra saber que surgiria um lobby monstruoso contra a realização de tais consultas públicas. Os mesmos que se mostram entusiasmados, hoje, diante da possibilidade de um plebiscito sobre o desarmamento diriam que não é inteligente tomar decisões importantes num momento de... comoção social!

A verdade é que só interessa ao consenso progressista e políticamente correto ouvir o povo a respeito da pauta deles. Os "especialistas do fato consumado" colocaram na cabeça que o comércio legal de armas é a causa de todos os males do país, e estão decididos a acabar com ele. Não querem saber o que o povo pensa a respeito, afinal, se quisessem, respeitariam a vitória avassaladora do "NÃO", em 2005. Que nada! O que eles querem é que o povo pense como eles! E se não pensar? Bom, aí é culpa da "mídia", das "elites", e blá, blá, blá...

Repito: se é pra fazer um blebiscito, que se faça logo um grande, chamando o povo a responder sobre todos os temas controversos que estão em discussão. Consulta pública só a respeito do desarmamento é, data vênia, chororô de perdedores.

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P.S.1: Há outros temas que também poderiam ser objeto de plebiscito, como a forma de governo, a limitação dos mandatos parlamentares, a revogação de mandatos e tantos outros. E aí? Os progressistas querem se mobilizar pelo que interessa, ou vão ficar só na defesa de suas "bandeiras de luta"?

P.S.2: Pessoalmente, acho que o mais urgente seria um plebiscito destinado a abolir essa reforma ortográfica estúpida.

Usando a lógica para desmascarar a vigarice de uma petista.

A petista Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos do governo Dilma, falou ontem sobre um novo referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo. Leaim com atenção:

Em defesa da realização de novo referendo para questionar a população sobre a venda das armas de fogo no país, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) afirmou nesta terça-feira que as armas legalizadas contribuem com o aumento da violência no país. A ministra disse acreditar que, com um novo referendo, a população possa mudar de ideia sobre a comercialização das armas.

“Eu acredito que a população brasileira vai amadurecendo a cada ano. Se tivermos clareza que o objetivo de uma nova jornada de desarmamento são as armas ilegais e sensibilização para que aqueles que tenham um arma, ainda que legalizada, percebam que esta arma é a que cai na mão dos assassinos, podemos reverter e reduzir o número de mortos por armas de fogo no Brasil”, disse. (...)

Xeu vê se entendi: segundo essa senhora, a proibição do comércio legal de armas de fogo poderia contribuir para a redução do número de mortos. Foi isso mesmo que ela disse? Sim, foi isso! Usando a lógica, pode-se concluir que o corolário é o seguinte: segundo ela, o comércio legal de armas de fogo concorre para o aumento do número de mortos no país. Correto? Sim, correto!

Bom, então a minstra Maria do Rosário precisa se explicar, afinal ela recebeu doações da indústria armamentista! Vejam a imagem abaixo (clique para ampliar), tirada daqui:



Isso quer dizer - sempre segundo a lógica da sujeita - que MARIA DO ROSÁRIO CONTRIBUI PARA O AUMENTO DO NÚMERO DE MORTOS NO BRASIL! E aí? Cadê seu Deus agora?!

É evidente que não quero condenar quem recebe doação da Taurus. Quem me lê sabe que acho a maior baboseira esse nagócio de desarmamento da população civil, simplesmente porque se trata de algo completamente sem sentido. Basta lembrar que países como Estados Unidos e Suíça, onde qualquer pessoa pode adquirir uma arma de fogo no supermercado da esquina, são infinitamente mais seguros e menos violentos que o Brasil, onde vigora uma das leis mais restritivas do mundo.

Meu ponto aqui é apontar a desfaçatez, o cinismo sem limites da ministra Maria do Rosário. Se ela está mesmo tão convencida - e parece que está... - de que o comércio legal de armas de fogo concorre diretamente para o aumento do número de mortes no Brasil, torna-se orbigatório admitir que ela mesma contribui ativamente para essas perdas de vidas. As coisas não são assim porque eu quero. São assim porque essa é a lógica do raciocínio dela.

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P.S.: Já que os pacifistas estão tão preocupados com a perda de vidas inocentes, sugiro que [ironic mode on] proponham um plebiscido sobre a proibição das piscinas! [ironic mode off] Afinal, morrem muito mais crianças vítimas de afogamento, do que vítimas de acidentes com armas de fogo...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tragédia de Realengo agora é culpa dos games. É pouco psicopata pra muito estudioso politicamente correto.

Esse assunto tá ficando chato... Vejam o que foi publicado na Revista Alfa:

A polícia descobriu que Wellington Menezes de Oliveira, o atirador do Realengo, possuía um blog em que escrevia sobre os jogos GTA e Counter Strike.

Eis aí... Agora o tal Wellington, que já serviu de sparring pros desarmamentistas, vai ser usado como "argumento" também pelos que defendem o fim dos tais jogos violentos. Dá uma preguiça dessa gente...

Até agora temos que Wellington era: 1) vítima de bullying; 2) reprimido sexualmente; 3) pobre; 4) carente de amor familiar; 5) fanático religioso (ainda não está muito claro de qual religião...); e 6) fã de games violentos. Mas esse rapaz era um conjunto ambulante de clichês!

Não! Eu não vou perder tempo discorrendo sobre o quanto é idiota atribuir qualquer culpa pelo ocorrido em Realengo aos jogos eletrônicos. Joguei Super Mario World durante anos, e nem por isso acredito que comer cogumelos me faça alcançar uma vida extra, se é que me entendem...

Quero apenas chamar a atenção de todos para o estado intelectualmente lastimável do debate que vem sendo travado no país desde aqueles malfadados eventos. Os "entendidos" que são chamados a opinar estão todos fazendo abordagens erradas e desonestas dos eventos. Não se vê ninguém interessado em fatos, mas apenas em usar a tragédia para defender suas "bandeiras de luta".

O politicamente correto já encontrou o culpado pela tragédia de Realengo: o referendo de 2005.

"Abraham Lincoln may have freed all men, but Samuel Colt made them equal."

A coleção de bobagens e vigarices que os "especialistas do fato consumado" têm repetido desde a lamentável tragédia ocorrida em Realengo é assustadora. Esses falsos profetas, seduzidos pela psicologização do mundo, espancam a lógica com a mesma desenvoltura com que derramam sua avalanche de argumentos desprovidos de qualquer fundamento concreto. Ninguém se interessa pelos dados objetivos - e o maior de todos, está posto, é a responsabilidade individual do assassino -, mas apenas pelo hobby preferido de todos pensador politicamente correto: levar os clichês para passear.

Eu fico fascinado com a desfaçatez de um acadêmico que vai à TV dizer, com um ar afetado de autoridade, que "é mais provável morrer num assalto quando se está armado". De nada adianta lembrar à audiência que essa "constatação" não passa de um chute, afinal não há nenhum estudo empírico que a confirme. Que nada! O estrago já está feito... O coração condoído e a comoção nacional se encarregam de incutir no subconsciente do telespectador a mensagem nada oculta: "ARMAS MATAM! É PRECISO DESARMAR A POPULAÇÃO!"

Bullshit! Se esse tipo de argumentação tivesse que ser levada a sério verdadeiramente, seria necessário, por honestidade intelectual e respeito ao debate, apontar o quadro geral da coisa. Por exemplo, como quantificar quantos crimes já foram evitados simplesmente porque uma pessoa armada deu um disparo pro alto, afugentando o bandido que pretendia entrar na casa da ao lado? Ou essas estatísticas são apresentadas por inteiro, ou deixa-se de uma vez de lado esse exercício cotidiano de "mãe Dinah" que os intelectuais vêm fazendo nos meios de comunicação.

Pessoalmente, nem preciso de estatísticas para ser contra qualquer campanha estatal a favor do desarmamento. Basta lembrar que Sarney apóia essa estrovenga ridícula e, na minha escala individual de valores, tudo o que é bom para Sarney, é ruim para o Brasil... Estou exagerando? Bem, me digam vocês: alguém aí daria ouvidos a Sarney se ele aparecesse dizendo que comprar o carro "A" é melhor que comprar o carro "B"? Ou que um Big Bob é melhor que um Big Mac? Ou, ainda, que um milk shake de morango é melhor que um de ovomaltine? Ora, então por que diabos eu deveria escutar o que ele acha melhor sobre o porte de armas? Eu, não!

"Ah, mas isso é ser muito maniqueísta. Rejeitar só porque Sarney apóia não é algo muito simplório?" Bom, até posso concordar que seja. Mas o fato é que há uma infinidade de argumento lógicos capazes de mostrar - de forma conclusiva - que o desarmamento civil não tem absolutamente nenhuma relação com tragédias como a do Rio. Mostrar isso é espantosamente simples, basta que o interlocutor esteja disposto a entender.

Antes de qualquer outra coisa, é preciso que se pare de uma vez por todas com essa estupidez de dizer que ou o Brasil restringe (ainda mais!) o comércio legal de armas, ou vamos virar um país como os Estados Unidos. Já disse antes, e repito: queira Deus que nos tornemos como os EUA! Sabem por quê? Porque lá mata-se seis pessoas por grupo de 100 mil habitantes, quatro vezes menos que nestas terras tupiniquins. Isso, meus caros, não é assim porque eu quero que seja. É assim porque assim são os fatos!

Sim, eles têm lá seus massacres em Columbines da vida, mas that's the point: nenhum lugar do mundo está livre da ação de psicopatas. Prever - e evitar - casos como o de Realengo - atenção agora! - NÃO é política de Estado, afinal é simplesmente impossível determinar quando vai ocorrer um surto psicótico em alguém. Política pública é garantir que os cidadãos livres não sejam assaltados e mortos nas ruas, ou dentro de suas casas. Agora digam aí: onde os indivíduos estão mais protegidos no seu cotidiano? Na belicosa América, ou neste país mulato-hospitaleiro-pacífico-e-malemolente? So, I rest my case!

E eu nem vou aqui perder tempo comparando os índices de criminalidade do Brasil com os da Suíça, o país que tem a população civil mais armada do mundo. Tenho certeza que vocês já entenderam o espírito da coisa, e que não será preciso passar mais um carão no suposto pacifismo brasileiro...

"Mas se o psicopata não tem acesso a armas, há menos risco de causar mortes", argumentam os que insistem em ligar o caso Realengo ao desarmamento civil. Meus queridos, vamos entender de uma vez por todas o seguinte: um psicopata não comete suas atrocidades porque tem acesso a armas. Ele as comete porque... é um psicopata! Não se trata de oportunidade, mas de condição, percebem? Se o tal Wellington não tivesse conseguido comprar armas (ilegalmente, diga-se de passagem. A proibição do comércio legal can suck my balls...), ele teria entrado lá com facas, correntes, barbeadores enferrujados ou qualquer outra coisa.

O que temos de fato concreto é que proibir o comércio legal de armas não poderia garantir que fatos como os ocorridos em Realengo deixassem de acontecer. Ou vocês acham que o psicopata, tal qual São Paulo na estrada de Damasco, veria a luz e decidiria, pelo bem dos outros, não comprar armas no mercado negro? Ora, tenham a santa paciência! Afinal, é preciso que se lembre que as pistolas usadas por Wellington não foram adquiridas legalmente, com emissão de nota fiscal e toda a burocracia (que é imensa!) pertinente. Again: como diabos a vitória do "SIM" naquele referendo (ou em algum outro) poderia ter mudado as coisas? Não poderia! Essa linha argumentativa não passa de trapaça retórica pura e simples.

E nem vou perder muito tempo comentando a idiotice segundo a qual toda arma ilegal foi, um dia, legal. Isso implicaria dizer que todas as armas hoje na ilegalidade foram roubadas da casa de alguém, o que é, por motivos óbvios, uma estupidez sem tamanho. Sem considerar casos como o do maluco que abriu fogo num cinema em Campinas (acho que foi lá mesmo, mas giyf), matando várias pessoas. Pra quem não lembra, o rapaz estava portando uma metralhadora Uzi, uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas! Desnecessário dizer que aquela belezinha nunca foi legal, afinal ninguém pode comprar algo assim na loja da Taurus mais perto de você. E aí, desarmamentistas? Cadê seu Deus agora?!

Eu não gosto de armas. Não teria uma arma. Mas não aceito que o Estado me tire o direito de poder vir a ter uma arma, no dia em que eu decidir fazê-lo, ainda mais quando o faz valendo-se de desculpas esfarrapadas de quinta categoria!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Brasil e o capitalismo.


Dois pequenos questionamentos:

1) Como é possível que ainda existam tantos partidos socialistas/comunistas no Brasil, e que haja tanta gente disposta a votar neles?

2) Por que diabos os políticos têm medo de se dizer abertamente defensores do liberalismo econômico?

Se alguém aí souber responder, be my guest.

TRAGÉDIA NO RIO: os vigaristas intelectuais saem da toca.

Em seu blog, Luis Nassif questiona qual a "responsabilidade da mídia" na tragédia ocorrida ontem, em Realengo. Mais que isso: mostrando a capa da edição de Veja em que foram elencadas sete razões para se esolher o "não" no referendo sobre o desarmamento, tenta, de forma oblíqua, imputar alguma espécie de culpa à revista.

Nassif, como de costume, recorre à trapaça retórica e intelectual. Eu gostaria que ele - e todos os que compram seus argumentos rasteiros - me explicassem que diferença a vitória do "sim" naquele referendo teria feito no caso específico de ontem. Vamos lá, não se acanhem!

O problema dessa gente, é que deixam a lógica de lado. Vejam: o referendo pretendia proibir o comércio legal de armas, ou seja, não mudaria absolutamente nada no que concerne ao comércio ilegal - onde delinquentes e psicopatas costumam conseguir seus armamentos. Aliás, as pistolas usadas ontem, no Rio, eram legalmente registradas, ou oriundas da ilegalidade? Pois é, I rest my case...

Além disso, falar em "campanhas pelo desarmamento" como forma de evitar eventos como o de ontem é tão inútil quanto ridículo. Ou alguém aí acha que um sociopata como o tal Wellington iria, de bom grado, entregar às autoridades as armas ilegais que possuía?

Parece tudo tão espantosamente lógico, que só mesmo a vigarice intelectual poderia alimentar teses como a de Nassif. É como se alguém dissesse que é preciso uma campanha de mobilização conclamando os devedores do BNDES a quitar seus débitos. Ora, o que impediria que os de má-fé continuassem em casa, subtraindo-se às suas obrigações?

Não! Esse papo de procurar "responsabilidades abstratas" (da mídia, da sociedade, da família...) é balela! As respostas para tudo estão nas responsabilidades individuais. São os indivíduos - e apenas estes - que decidem perpetrar crimes, seja assassinando crianças, seja fraudando instituições de financiamento público...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

TRAGÉGIA NO RIO: cuidado com os "acadêmicos do fato consumado"

Epa, epa, epa! Eu pensei que ia demorar um pouco mais antes que algum "especialista" aparecesse com todas as respostas necessárias para explicar a tragédia de hoje, no Rio de Janeiro. Que nada! São como os fiéis da Igreja do Aquecimento Global dos Últimos Dias: depois de acontecidos os fatos, apresentam uma infinidade de certezas catastróficas sobre nosso futuro, que só poderão ser evitadas se seguirmos o evangelho professado por eles.

Já há uma fila de "estudiosos" das mais diversas áreas (ciência política, sociologia, pedagogia, direito, psicologia, segurança pública, etc.) repetindo nos meios de comunicação a tese de que "armas matam" e, portanto, "é necessário que haja uma restição ainda maior sobre elas". São os acadêmicos do fato consumado! Aqueles que, depois de ocorridas as tragédias, aparecem para dizer como elas poderiam ter sido evitadas. With all due respect, é uma posição das mais cômodas, afinal eles jamais poderão ser contraditados, não é mesmo? Percebam: bastaria dizer que se o assassino tivesse sido abduzido por ETs ontem, a tragédia de hoje não teria acontecido. E aí? Quem pode negar essa excelente tese apresentada a posteriori? Pois é...

O mais trágico, porém, é que os "intelectuais" fundamentam suas certezas em premissas flagrantemente falsas. Um dos acadêmicos ouvidos (não lembro se pela Record News, ou pela Bandeirantes) disse algo mais ou menos assim: "Ou o Brasil acorda e restringe ainda mais o acesso às armas, ou vai se tornar um país violento como os Estados Unidos". Vixe! Querem saber o que eu acho? TOMARA que o Brasil se torne igual à América!

Aqui, neste país-tropical-abençoado-por-Deus-e-bonito-por-natureza-mas-que-beleza, há 25 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. Nos Estados Unidos são incríveis seis! Perceberam? Se o Brasil se tornar "um país violento como os EUA", isso vai significar QUATRO VEZES MENOS HOMICÍDIOS do que temos hoje! Não sei vocês, mas para mim parece um cenário muito atraente...

Por isso digo desde o post abaixo: cuidado com os acadêmicos do fato consumado! Eles sabem as respostas para tudo, e elas sempre parecem atraentes e simples. É exatamente por isso que costumam estar erradas...

TRAGÉGIA NO RIO: homem invade escola e mata 11 crianças.

A essa altura todos já sabem da tragédia que aconteceu hoje, no Rio de Janeiro. Ainda não há informações suficientes para que se possa saber com precisão o que levou aquele jovem de 23 anos a cometer tamanha monstruosidade. A confusão de informações é tamanha, que há desde os que falam em violência gratuita, até os que ligam o atirador ao extremismo islâmico. Melhor ter cautela e aguardar maiores informações.

Contudo, há coisas que já são bastante claras, como, por exemplo, a ação heróica do Sargento Alves, da PM do Rio, primeiro policial a chegar à escola, que confrontou o atirador e impediu, sem dúvida, uma tragédia ainda maior. Esse homem deve encher de orgulho todos os brasileiros, e sua bravura precisa ser reconhecida pelo governo. A mais alta condecoração da República seria o mínimo!

Espero que essa tragédia não seja mais uma desculpa para que os "especialistas modernos" venham discorrer sobre "as razões sociais da violência", subtraindo os indivíduos às suas responsabilidades. Pouco importa se o atirados sofreu bullying na escola. Não interessa se ele era espancado todo dia naquela escola, pelas professoras. Não foi a sociedade que colocou uma arma na mão dele, e mandou que ele executasse crianças inocentes!

O Brasil precisa com urgência deixar de lado essa "filosofia do coitadismo", que tenta justificar o horror por meio da vitimização social. Não são as desigualdades sociais que criam a violência e os crimes. São os indivíduos!

Quando algum psicólogo/pedagogo aparecer na GloboNews falando que "a sociedade precisa analisar suas responsabilidades na tragédia", mande-o pro quinto dos infernos! Ele estará apenas tentando justificar o horror, minimizando a ação do principal responsável: aquele que puxou o gatilho. Quando Arnaldo Jabor aparecer no Jornal da Globo convidando você a "refletir sobre sua parcela de culpa na tragédia", não tenha medo de mandá-lo pastar. É o que merecem esses relativistas modernos, que contribuem para a total inversão de valores morais da sociedade.

Update: Foi divulgado um trecho da carta que o assassino teria escrito antes de morrer. Uma simples leitura da pela aponta para um fanático religioso, mas, a meu aviso, descarta qualquer ligação com o islamismo. O possível envolvimento do sujeito com a religião de Maomé, aliás, nasceu a partir de informações dadas pela irmã dele, é importante que se lembre. Não foi nada fruto de preconceito ou coisa do gênero.

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P.S.1: Fica cada vez mais claro que já passou - e muito! - da hora de criar leis penais mais severas. Vivemos num país onde o máximo de tempo que alguém passa na prisão é 30 anos - e isso sem falar que, na prática, ninguém fica tanto assim, pois há benefícios os mais diversos. Nenhuma sociedade civilizada pode existir se os bandidos são mais protegidos que a população pacífica.

P.S.2: Como dito, uma das teorias liga o atirados ao terrorismo islâmico. Não sei se isso é verdade Já ficou claro que isso não é verdade (vide o update acima e a carta que ele escreveu), mas a mera hipótese poderia servir de estopim para desencadear um debate há muito deixado de lado pelo poder público: o Brasil é um dos únicos países civilizados do mundo que não tem uma lei antiterrorismo!

O ótimo discurso da senadora Kátia Abreu. Ou: sem medo de defender as liberdades individuais.

Há algum tempo venho dizendo que os senadores Demóstenes Torres e Kátia Abreu são as duas vozes mais lúcidas da oposição brasileira. Ontem mesmo, na tribuna do Senado, a ex-senadora do Democratas, que já anunciou sua intenção de migrar para o PSD, fez um dos melhores discursos políticos dos últimos anos. Vejam alguns dos principais trechos:

"(...) Cumpre, pois, que se inicie desde já um novo ciclo na vida política brasileira, em que se dê conteúdo doutrinário à democracia, em que cada agente político expresse convicções e seja cobrado pela fidelidade que tem a elas - e não a cargos e interesses menores. Isso não se resolve apenas com reformas nas leis que regem o sistema político. Mais que a reforma política, é preciso reformar a mentalidade dos agentes políticos. A nossa mentalidade."

"(...) Não é admissível que a quinta economia do planeta, com o amplo horizonte que neste momento a ela se descortina no cenário mundial, não exerça interlocução com sua própria sociedade. Há um amplo segmento de cerca de 110 milhões de brasileiros da classe média órfãos dessa interlocução."

"(...) Nosso ideário consagra a defesa da economia de mercado, como único regime capaz de gerar riqueza e sustentabilidade, sem as quais não se erradica a pobreza. Não cremos no Estado-empresário, que consideramos um falso brilhante. A experiência do socialismo real, nos diversos países que o adotaram, o evidencia. Ficaram mais pobres que antes."

"(...) O que vemos como urgência - e isso faz parte da reforma das mentalidades na política - é a defesa da liberdade individual, da liberdade de pensamento, liberdade para fazer suas escolhas (Liberalismo = Liberdade). Vemos cada vez mais o país sendo submetido à ação das patrulhas do pensamento, que impõem os dogmas do politicamente correto, criminalizando os que deles divergem. Liberdade de pensamento é o convívio civilizado com as idéias com que não concordamos, mesmo com as que eventualmente abominamos, nos limites da lei. Ser tolerante é tolerar o intolerável.

"(...) Socialismo e fascismo, sim, têm algo em comum: o culto ao Estado, que, em ambos os casos, deixa de servidor do cidadão para tornar-se seu dono, intrometendo-se crescentemente em questões inerentes à vida privada e ao arbítrio das famílias. É contra esse estigma ideológico, falso como uma nota de três reais, que combateremos. O termo “social” que adicionamos ao nome do partido indica que essa preocupação com as famílias de baixa renda ou sem renda nenhuma não é monopólio de ninguém e está longe de ter dono.

"(...) A hegemonia do pensamento esquerdista, que a estratégia gramsciana de revolução cultural inoculou na academia, estabeleceu a ditadura do pensamento. Quem hoje se sente à vontade, nas universidades e meios culturais, de se apresentar como sendo de direita ou liberal? Será renegado e excluído do debate, como um pária. E isso é trágico. Torna a democracia um engodo, um debate entre iguais, que deriva para uma luta por cargos. Nada mais. É para romper com esse paradigma e permitir que a sociedade brasileira - sobretudo sua classe média -, que se tem mostrado avessa à agenda comportamental do politicamente correto, que o PSD entra em cena.

Comento: ALELUIA! Pensei que não viveria para ver um político brasileiro com coragem de defender abertamente a economia de mercado e as liberdades individuais, ao mesmo tempo em que critica sem medo o legado socialista.

Não pensem que me empolgo com o tal PSD. Já vi vários partidos nascerem repletos de boas intenções, para depois cair na vala comum da política nacional. Mas é inegável que, pela primeira vez desde a redemocratização, surge uma força política disposta a defender bandeiras tipicamente liberais, acenando para a classe média e fazendo questão de se posicionar contra a tradição socialista. Impossível negar que acho isso muito bom.
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P.S.: Enquanto a senadora Kátia Abreu fazia esse brilhante discurso, o senador Aécio Neves, aquele do "Projeto Minas", ganhava elogios do governista Jorge Viana. Segundo o petista, Aécio representa "a oposição que todo governo gostaria de ter". Tem que ver direito isso aí...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pela (re)privatização da Vale!

Já contei aqui o episódio em que um leitor veio me perguntar quando exatamente eu havia me tornado um "porco direitista". Bom, foi há bastante tempo, quando percebi que Adam Smith tinha razão; ou, para ser mais específico, quando descobri que os economistas da Escola Austríaca chutaram a bunda do marxismo sem dó nem piedade. Mas, caso isso tudo não tivesse sido suficiente para me transformar num "porco direitista", o recente caso do assalto promovido pelo PT à Vale do Rio Doce teria, sem sombra de dúvidas, despertado o liberal que há em mim.

O PT, não satisfeito em usar o Estado para pedir a cabeça do presidente de uma empresa privada, foi além: Dilma agora acha por bem "vetar" alguns dos possíveis substitutos de Roger Agnelli. Acho impossível que alguém com um pouco - um "tiquinho" só! - de bom senso não note a coleção de absurdos perpetrados pelo governo. Não é preciso ter lido economia política. Não é preciso nem mesmo ser simpático à Vale - ou a Agnelli. Basta estar disposto a pensar um pouco: alguém aí acharia correto que Dilma tirasse o dono da padaria da esquina do controle de sua empresa? Pois é...

E olhem que nem os funcionários da Vale - teoricamente, a "classe trabalhadora explorada" - apoiaram a saída de Agnelli. Pelo contrário! Ué, então por que essa sede de sangue por parte do Estado? Percebam: nem a desculpa de "libertar ozoprimido do jugo capitalista" ele tinha. Dependesse de quem trabalha na Vale, Agnelli continuaria muito bem, obrigado, onde estava. Vai ver porque ele, em dez anos, elevou o faturamento da companhia de 4 para 46 bilhões de dólares; ou, ainda, porque levou as ações a uma valorização de mais de 1.500%.

Fica bastante claro que não havia nenhuma razão de natureza econômica capaz de justificar a saída de Agnelli. E que se note: ainda que houvesse, isso continuaria não sendo assunto do Estado, mas dos acionistas. Ou alguém acha certo que um governo se torne fiscal do desempenho das empresas, mandando pra rua os presidentes das que faturarem pouco? Santo, Deus!

Parece-me que só mesmo o ciúme é capaz de explicar o ódio que o PT tem por Agnelli... Qual o corolário disso tudo? O Estado pediu - e conseguiu! - a cabeça do presidente de uma das maiores e mais lucrativas corporações empresariais do mundo com um único objetivo: "tirar a empresa da mídia". Hum... Vai ver Dilma e sua turma de socialistas não suportavam ver a Vale cantando em verso e prosa na TV o sucesso da economia de mercado.

Eu defendo a privatização da Vale! Ou melho: a reprivatização, afinal hoje ela está sob controle do Estado petista.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Um dia que viverá na infâmia".

Na última sexta-feira, dia 1º de abril, relembrou-se o advento do golpe militar de 1964. Tomo emprestada uma famosa frase de Franklin D. Roosevelt, ex-presidente americano, para definir o que aquele dia representa: "A date wich will live in infamy".

Escrevi em 2009 aquele que reputo um dos melhores textos já publicados neste blog. Nele disse tudo o que penso sobre o golpe de 64, não deixando margem para qualquer dúvida: o que os militares fizeram foi um estupro democrático. Um evento assim não pode nunca ser festejado, mas deve, antes, ser lamentado. Vejam alguns trechos daquele texto, que sintetiza aquilo que tenho para dizer sobre o assunto:

(...) Em 1964 não houve revolução democrática coisa nenhuma! O que houve foi um GOLPE DE ESTADO puro e simples, que terminou acarretando ao país todos os efeitos deletérios típicos de uma ditadura.

Chamar o estupro institucional promovido pelas Forças Armadas de democrático é, na melhor das hipóteses, uma piada. A democracia brasileira não foi resgatada pela ação dos militares. Ao contrário: sucumbiu, em parte, graças ao golpe que foi promovido. Não se enganem: o totalitarismo tomou o país porque não havia ninguém disposto a defender a democracia. E que se note: isso vale tanto para a direita, quanto para a esquerda, que queria, sim, uma ditadura de molde soviético.

Assim, promover uma solenidade para enaltecer o dia em que a democracia recebeu o tiro de misericórdia é, convenhamos, um grande absurdo (...)

Retomo:
A "solenidade" mencionada no último parágrafo transcrito consistiu numa reunião para "saudar a 'revolução popular de 1964'". Lixo! Por qualquer ótica que se veja aqueles eventos, a conclusão obrigatória é sempre a mesma: as Forças Armadas rasgaram a Constituição e deixaram de lado seu papel de garantidoras da ordem, para, de forma abjeta, destroçar as liberdades individuais.

Pouco importa o motivo que seja apresentado para justificar a ação dos militares naquele 1º de abril, porque não se pode justificar o horror: nenhuma razão é boa o bastante para que o Estado, munido de seu braço repressor, decida cassar liberdades e caçar cidadãos.

Já cansei de repetir: não tenho ditadores, terroristas e assassinos de estimação. A meu ver, condescender com uma tirania em nome de "bons propósitos" é abrir a porta do inferno, e isso eu não faço. Seja essa tirania de direita, de esquerda, ou do diabo que a carregue.

Minhas únicas bandeiras sempre serão a supremacia do indivíduo, as liberdades individuais e a democracia representativa. Tudo que atente contra isso, venha de onde vier, será inevitavelmente rechaçado aqui, porque concorre para barbarizar a civilização e corromper os valores morais sobre os quais se erigiu o Ocidente.

O dia 1º de abril de 1964 não é uma data para ser comemorada. É apenas um dia tenebroso, que "viverá na infâmia" para todo o sempre.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ainda sobre o "kit gay", respondo a um leitor.

Sobre a postagem abaixo, recebi um comentário bastante incisivo do amigo Gabriel Tatagiba. Transcrevo-o abaixo, tecendo algumas considerações ao longo do post, em resposta.

Eu não vi nada demais na reportagem.
Beleza! É um mundo livre, não é mesmo. Vida que segue...

Quando estava na 5º série, tive que apresentar um trabalho sobre os orgão sexuais masculino e feminino.
"Apresentar um trabalho sobre os órgãos sexuais" é próprio de um ambiente escolar, afinal é parte da ciência, não é mesmo? Saber, na quinta série, que o homem tem pênis e a mulher tem vagina é absolutamente normal. O que foge à normalidade é discutir conceitos e percepções abstratas ligadas a relacionamentos afetivo-sexuais. Aí, a meu ver, a coisa se torna inseperável dos aspectos morais, e isso, entendo, cabe à família.

Ninguém protestou, como ninguém protesta quando não se trata de gays. Mas havendoo homossexualismo no meio, logo aparecem críticas.
Ninguém protesta quando não se trata de gays? Bem, fiz questão de deixar claro várias vezes ao longo do texto que meu problema não é com o tipo da discussão, mas com a discussão em si. Discutir a profundidade da língua em beijos héteros seria igualmente repulsivo, e também uma flagrande corrupção das crianças. Repito: afirmei isso reiteradamente, para que não restassem dúvidas. Você pode - claro! - não acreditar em mim. É do jogo...

Minhas críticas não surgiram porque apareceu "homossexualismo no meio". A notícia comentada é que decorreu disso, suponho. Mostre-me um órgão ministerial que pretenda distribuir "kits héteros", ensinando pormenores da vida amorosa dos heterossexuais, e farei um texto repudiando o absurdo... Oh, wait! Eu já escrevi sobre isso! Foi num texto de dezembro de 2008, em que comentei uma matéria levada ao ar pelo Fantástico.

Repito: minha bronca não é com o mérito do que se discute, mas com a idéia de que o Estado faça tais discussões, substituindo-se à família.

No fundo, parece que você acha que isso "influencia a criança a ser gay". Mas isso não se influencia.
Eu não acho que isso influencia ninguém a ser gay, e, data vênia, não há nada no texto que permita chegar a essa conclusão. Estou errado? Mostre-me a passagem exata onde sugeri algo assim... Eu não acho que ser gay seja algo influenciável. Minha bronca - repito de novo! - é com o molestamento infantil; com expor crianças inocentes (sim, acredito na inocência das crianças. Sou um careta mesmo...) a discussões que estão permeadas de escolhas morais e de valores. E isso - já estou me tornando repetitivo... - é função da família.

O que - me parece - está se ensinando é a não ser homofóbico, mostrando a realidade de alguém que pode ser o colega sentado ao lado.
Você leu o texto que escrevi mostrando que a idéia mesma de "homofobia" é uma rematada besteira? Se você concorda que existe essa tal "homofobia", então é obrigado a concordar que ninguém pode ser ensinado a não ser homofóbico, afinal toda fobia é uma condição clínica; psíquica. Tem que ver direito isso aí...

Eu, de minha parte, acho que "homofobia" não existe. O que há é o preconceito puro e simples, rasteiro, que deve ser combatido como em qualquer outro caso (não apenas quando se trata de gays). E já há leis no Brasil para isso.

No mais, se "o colega sentado ao lado" é homossexual, repito: é problema do colega e da família do colega. É justo que meu filho conheca a realidade do colega, e aprenda a conviver com ele da melhor forma? Até é. Mas cabe a MIM tratar disso com ele, não aos burocratas do Estado.

Um "kit gay" distribuído para crianças, nas escolas? Isso é MOLESTAMENTO INFANTIL! Vou além: É CORRUPÇÃO DE MENORES!

Pois é, a patrulha politicamente correta pode me xingar do que quiser. Até de homofóbico podem me chamar (apesar de eu já ter demonstrado o quanto tal termo é ilógico e impróprio), se acharem devido. Mas não vou deixar de dizer o que penso sempre que sentir a necessidade de fazê-lo, e o tal "kit gay" exige uma manifestação forte de todos os que prezam a sociedade civilizada e o sistema de liberdades individuais. Vejam abaixo uma notícia de novembro de 2010, que, confesso, passou desapercebida. Encontrei-a hoje, publicada aqui.

Ele ainda nem foi lançado oficialmente. Mas um conjunto de material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polêmica. Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação.

Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida ontem em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.

O jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, afirma que o ministério teve dificuldades para decidir sobre manter ou tirar o beijo gay do filme. “Nós ficamos três meses discutindo um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Acabamos cortando o beijo”, afirmou o secretário durante a audiência. (...)

Comento:
É a primeira trombeta do apocalipse! No texto acima, encontramos a maior coleção de absurdos e ultrajes já produzidos por um órgão de Estado. Toda pessoa civilizada, independentemente do que pense sobre o mérito dos temas em discussão, precisa se levantar contra esse "kit gay", que nada mais é do que uma das investidas mais deletérias já feitas contra o Estado de direito e o sistema de liberdades individuais.

Desde logo, quero deixar claro algo muito importante: o problema da nefasta iniciativa não é o fato de tratar do "universo gay". Isso é até mesmo óbvio, mas vivemos tempos sombrios, onde a inteligência vem sendo ofuscada pelo pensamento de manada. A coisa continuaria sendo um absurdo sem tamanho, ainda que tratasse de relacionamentos entre heterossexuais. A teratologia da coisa toda não é resultado da exposição de crianças ao debate acerca do homossexualismo, mas ao fato de se realizar discussões afetivo-sexuais (acompanhadas de "material de apoio"!!!) com gente que sequer entrou na puberdade. Isso, meus caros, se chama corrupção de menores! E promovida pelo Estado!

Há ainda outro ponto, a meu aviso até mais importante: discutir esse tipo de assunto é tarefa das famílias, NÃO DO ESTADO! Quem decide o que meu filho precisa aprender sobre o universo afetivo e sexual dos seres humanos - e quando deverá aprender - sou eu, não um bando de burocratas sensíveis à pressão de grupos sociais os mais diversos. Permitir que o Estado se substitua dessa forma às famílias é aceitar a capitulação definitiva dos indivíduos e, com eles, da própria idéia de liberdade individual.

E se eu achar que meus filhos de sete anos são muito novos para ouvir as histórias de um adolescente travesti? E seu eu não achar adequado que minhas crianças assistam discussões sobre "até onde entra a língua" num beijo lésbico? Santo, Deus! O poder público, que existe apenas para proteger a integridade física e psicológica dos indivíduos, garantindo-lhes as liberdades basilares, está concorrendo para corromper nossos filhos e filhas!

Pro diabo o que dizem os "estudiosos" e "especialistas"! Educar meus filhos é problema meu, não de algum ongueiro que tem uma idéia na cabeça e muita grana pública nas mãos. São as famílias, cada uma de acordo com seus valores, suas crenças e suas liberdades, que devem decidir o que é melhor para suas crianças. Foi assim que se erigiu a nossa civilização, e que caminhamos para longe da barbárie e do primitivismo. Por que diabos eu confiaria aspectos importantes da educação moral dos meus filhos a gente cuja principal preocupação é defender "minorias"? Eu, nao! A única minoria que me importa é o indivíduo, em especial meu núcleo familiar. Nenhum porta-estandarte do "modernismo" sabe mais do que eu o que é melhor para as minhas crianças!

Notem que falei em "educação moral", afinal é disso mesmo que se trata. Ou falar sobre travestis e homossexualismo seria algo científico? Qualquer discussão afetivo-sexual que se apresente é - e sempre será - uma discussão centrada em valores e escolhas. E cabe às famílias passar valores às crianças, não ao Estado!

"Nossa, como você é careta e conservador!" Pois é, devo ser... Mas é esse justamente o ponto: eu tenho o direito de ser "careta e conservador"! E mais: tenho o direito de querer passar os meus valores aos meus filhos, sem que nenhum governo vagabundo se intrometa! Da mesma forma que famílias mais - como é que se diz mesmo? - "modernas e descoladas" têm todo direito de educar suas crianças como bem entendem. Essa é a vida normal em sociedade. A aberração é ver o Estado querendo ditar parâmetros de comportamento moral!

Isso tudo para não dizer que rejeitar vídeos sobre beijo lésbico para crianças de menos de dez anos não me parece algo "conservador". É, antes, questão de bom senso básico! O que pretendem os "especialistas e estudiosos" arregimentados pelas ONGs e pelo governo? Despertar em crianças inocentes certas curiosidades que, sem o "material de apoio" estatal, elas nunca teriam? Cristo!

Repito: a questão não é que tipo de relacionamento afetivo-sexual seja apresentado a crianças. A questão é que o Estado decida fazer qualquer tipo de discussão dessa natureza! É aí que reside o problema. Pouco importa se deve ser considerado normal que um rapaz de 15 anos queira se vestir de mulher. Isso é problema dele com a família dele, não das demais famílias brasileiras. Eu sei é que quando - e se - eu achar que é momento de discutir essa e outras questões com meus filhos, eu o farei.

No mais, mantenho o que já afirmei antes: expor crianças a esse tipo de debate é CORRUPÇÃO DE MENORES e MOLESTAMENTO INFANTIL! É preciso que todas as pessoas civilizadas se oponham a semelhante monstruosidade, e obriguem os burocratas estatais e os ongueiros do pensamento politicamente correto a tirar suas mãos sujas de cima de nossas crianças, antes que a ditadura das minorias estupre mentes indefesas.

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P.S.1: Nem percam seu tempo tentando "abrir meus olhos" para o fato de que há animais como o deputado Jair Bolsonaro que também se opõem ao "kit gay". Pro diabo! Não decido meus lados, meus argumentos e meus valores com base no que os outros pensam. E não tentem jogar um imbecil como Bolsonaro na minha cara, porque já escrevi dizendo o quanto esse senhor é estúpido aqui mesmo, neste blog.

P.S.2: Notem que as escolas brasileiras se preocupam em ensinar "até onde deve ir a língua num beijo lésbico", mas cadê a preocupação com a literatura, com a gramática e com a álgebra? Não é sem motivo que a educação aqui seja esse lixo, que todos conhecemos...