quinta-feira, 19 de maio de 2011

That is that: the end.

Pois é, o último bug mundial do Blogger me tirou de vez a paciência com essa baguaça. A bem da verdade, já faz algum tempo que as limitações do Blogspot me aborrecem. Dificuldade pra upar arquivos de mídia, em especial vídeos, têm atrapalhado a implementação de umas idéias novas que surgiram lá atrás, mas que até agora não foram ao ar. A bronca mais recente que provocou até mesmo o desaparecimento de alguns post foi só a gota d'água.

Aí eu vejo uns amigos elogiando o Wordpress pra cá, falando que ele é melhor pra lá... Bateu aquela vontade sadia de fazer uma mudança. Pois lá estava eu tentando registrar meu "Construindo o pensamento" num domínio wordpress.com, quando dou de cara com um autoritário "this blog already exists". MAS COMASSIM?! Quem foi que registrou o meu blog?! Nem percam o tempo de vocês procurando: já fiz isso, e o cara registrou e largou de mão depois (tipo o que eu tô fazendo agora, no Blogspot...). Só mesmo pra atrapalhar meus planos.

Foi nessa hora que pensei: "Taí, é um sinal pra largar de perder tempo com essas coisas, ainda mais agora que o formato dos blogs parece cada vez mais obsoleto." Na boa, com tantos nomes possíveis de blog, neguinho foi achar de registrar justo o meu?! Vai ver foi até algum leitor daqui, que viu o original e se inspirou...

Taqueopariu, cara! Bora largar de frescura (pode falar isso, ou o PL 122 não deixa?)!

É, bora! Por que não tomar tudo isso como uma chance de realizar uma mudança de verdade, não apenas uma migraçãozinha de servidores? Afinal, eu nunca quis que este blog fosse só sobre política... Acabei transformando ele nisso por culpa unicamente minha. Vai ver é a deixa pra fazer algo mais de acordo com o que eu realmente queria desde o início, um espaço para escrever e debater temas (não apenas um tema) e assuntos (não apenas um assunto).

Olhando assim, acaba que deixar de lado o "Construindo o pensamento" e mudar para "CONSTRUINDO PENSAMENTOS" parece não só estimulante, como mais divertido mesmo. O próprio nome "novo", apesar de indiscutivelmente ligado ao anterior, já parece mais... amplo!

Sei lá... Não dá pra saber se a mudança vai dar certo (ou quanto tempo ela vai durar...), mas é justamente isso que torna toda mudança fascinante: a incerteza.

Tão atualizem seus favoritos, seus leitores de rss e afins. Agora, a gente só se encontra lá:  


E, como diria o @gravz, vamoquevamo!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Querem "problematizar" e "interpelar" os heterossexuais. Gostar do sexo oposto virou crime!

Aí eu digo que a maior vítima de preconceito no mundo é o homem, branco, católico, hétero e de classe média, e neguinho pensa que tô zoando. Mas é a mais pura verdade! Vejam abaixo alguns (poucos) trechos de um artigo assinado por Leandro Colling, que encontrei no blog do Reinaldo Azevedo:

Além de afirmar as identidades dos segmentos que representamos, também precisamos problematizar as demais identidades. Por exemplo: LGBTTTs podem, se assim desejarem, problematizar a identidade dos heterossexuais, demonstrando o quanto ela também é uma construção, ou melhor, uma imposição sobre todos.
(...)
Dessa maneira, a “comunidade” LGBTTT passaria a falar não apenas de si e para si, mas interpelaria mais os heterossexuais, que vivem numa zona de conforto (...)

Mas por que diabos eles precisam "problematizar" e "interpelar" os heterossexuais? Por que essas "minorias" em busca de afirmação precisam diminuir os outros a fim de se afirmam? Mas não é exatamente isso que eles fingem combater, com seu parlatório politicamente correto?

Santo, Deus! Imaginem um Jair Bolsonaro dizendo que seria necessário "problematizar a identidade dos os homossexuais": seria o armagedom! A maioria organizada que se forma a partir de todas essas supostas "minorias" cairia sobre o deputado como uma matilha furiosa, destroçando-o; A "homofobia" de Bolsonaro seria, uma vez mais, denunciada aos quatro ventos. Mas e a heterofobia de quem propõe as asneiras que esse tal Leandro Colling propôs? Isso não aborrece ninguém, não é mesmo? Talvez porque os heterossexuais vivem numa - como foi mesmo que ele falou? - "zona de conforto".

Mas que lógica mais abjeta é essa?! Então para que os homossexuais se afirmem e encontre paz é preciso, primeiro, tirar os héteros da sua "zona de conforto"? O que diabos essa gente está propondo?! Uma espécie de reforma agrária do mundo psicológico?

Já escrevi várias vezes que nos aspectos referentes a valores morais e afetivos sou um liberal: não acho que o Estado deva intervir e disciplinar o que quer que seja. Se o sujeito quer ser gay e viver com outro homem, que o faça! É problema apenas dos indivíduos envolvidos, não da sociedade. Por isso sou contra essa besteira de "problematizar" o outro.
O que a "comunidade" LGBTTTTTTT (sei lá, cada vez que vejo essa sigla parece-me que surte um "T" a mais...) faz é problema dela! Não é problema meu, de Bolsonaro, do meu vizinho, ou da presidente Dilma. Nada de "problematizar" e "interpelar" o outro, queridos amigos "oprimidos". Essa coisa de tentar diminuir os demais em busca da própria afirmação é meio fascistóide, e não pega bem para vocês, que vivem denunciando o fascismo alheio.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Os imbecis da "Faculdade Mayara Petruso" e a liberdade deles de dizer suas imbecilidades.

E eis que alguns imbecis, laureados na "Faculdade Mayara Petruso de Obtusidade Sociológica", a FAMAPOS, resolveram externar seu chororô pela eliminação do Flamengo, ontem, escrevendo asneiras naquela rede social de mensagens curtas conhecida como Twitter. Vejam:


A inteligência, nota-se, passou ao largo dessas pobres almas, cuja profundidade intelectual assemelha-se à de uma couve-flor. Talvez por isso o sentimento que eles me despertam seja a mais sincera pena. Sim, verdade. Nem revolta, nem infignação... Nada. Só mesmo pena.

Antes que a patrulha pogreçista e politicamente correta baixe aqui me acusando do que quer que seja, permitam que eu seja claro e direto: acho que aqueles dois celerados escreveram imbecilidades monumentais. Pronto. Ficou claro o que penso sobre o mérito dos tweets publicados pelos "bolsonarinhos", né? Ok, agora vamos à polêmica: eu defendo a liberdade de expressão em sua plenitude, isto é, inclusive o direito que os idiotas têm de escreverem suas idiotices por aí.

Os leitores já ouviram falar da Westboro Baptist Church, sediada no Kansas? Não?! Pois segurem-se nas cadeiras e tentem não vomitar ao ler a breve síntese que vai a seguir, feita pelo Reinaldo Azevedo:

"Há uma igreja no Kansas, nos Estados Unidos, chamada Westboro Baptist Church. É composta por um bando de malucos liderados por um tal Fred Phelps. Ele teria recebido uma mensagem divina informando que Deus está castigando as tropas americanas no Iraque e no Afeganistão por causa da… tolerância com o homossexualismo!!! A missão de sua igreja seria anunciar isso ao país. E o que faz Phelps e seu bando de lunáticos, boa parte gente de sua própria família? Cruza o pais de Norte a Sul, de Costa a Costa e, onde houver o funeral de um soldado, lá estão eles brandindo cartazes como o que se vê acima: “Obrigado, Deus, pelos soldados mortos”, “Obrigado, Deus, pelo 11 de Setebro” e “Você vai para o inferno”. Eles são asquerosos? Não tenho a menor dúvida. A direita americana os despreza. Os liberais (a esquerda de lá) não menos."

Nojento! Abjeto! Nauseante! O líder dessa tal igreja e seus fiéis encarnam um - vá lá... - "pensamento" tão moralmente pútrido, que merecem o desprezo de todo o mundo civilizado. São uma escória; um lixo humano! Quanto a isso, estou certo, qualquer um concorda.

Mas, e daí? Daí que Albert Snyder, pai de um fuzileiro naval morto em combate, incomodado com a manifestação grotesca que a Westboro promoveu durante o enterro de seu filho, processo a igreja por danos morais. O juiz de primeira instância deu ganho de causa ao pai, arbitrando uma indenização quantificada em onze milhões de dólares. Na segunda instância, o valor foi reduzido para cinco milhões. E eis que na Suprema Corte americana, por esmagadores 8 votos a 1, ficou decidido que a Primeira Emenda (que trata da liberdade de expressão) garante aos estúpidos travestidos de religiosos o direito de expressar as asneiras que expressam.

Sei perfeitamente que numa sociedade como a brasileira, onde o "patrulhamento do bem" tem sido cada vez mais intenso, a essência da decisão da Suprema Corte dos EUA pode não ser muito bem compreendida. É do jogo... Ainda estamos engatinhando quando o assunto é respeito à liberdade de expressão, ao passo que a América já estipulou, há séculos, que o Estado não pode sequer legislar sobre o tema, pois qualquer lei destinada a disciplinar a liberdade de expressão significaria, na prática, limitá-la.

Meu objetivo ao trazer o exemplo do caso Snyder Vs. Phelps é apenas mostrar que não existe liberdade de expressão "pela metade". Ou ela é PLENA, ou não é liberdade! É por isso que, apesar de repudiar frontalmente e com veemência as coisas asquerosas ditas por aqueles moleques lá de cima, ontem, no Twitter, defendo que eles têm, sim, o direito de dizê-las. Assim funciona uma sociedade civilizada: alguém é livre para falar suas imundícies, e nós somos livres para discordar delas. Tolher a liberdade ou impor a censura? Isso seria intolerável!

Desde ontem, quando o assunto apareceu na internet, me manifestei contra o mérito do que foi dito a respeito dos nordestinos. Não porque considero racismo. Nada disso! Ao contrário, até: nordestino não é raça, pois só a raça humana existe. Critico porque, ao contrário do que foi dito, os nordestinos não são "a desgraça do Brasil". A verdadeira desgraça do país é a existência de gente obtusa o bastante para acreditar nesse tipo de imbecilidade algo primitiva.

Notem, pois, que debato o mérito das opiniões e, exercendo minha liberdade de expressão, discordo delas. Em momento algum, porém, pretendo que a liberdade de expressão alheia seja limitada. Ora, o sujeito deveria ser proibido de exprimir sua opinião apenas porque está dizendo besteiras?! Mas, Santo Deus, ele tem direito às besteiras dele! Essa é a democracia. Essa é a vida em sociedade.

Apontar o quão pedestre foram as falas daqueles idiotas no Twitter é perfeitamente justo e válido. Eles são - repito! - livres para se expressar, da mesma forma que nós somos livres para discordar. Agora, querer denunciá-los a ONGs, à polícia, ao Ministério Público e a sei lá mais quem, tendo como único objetivo judicializar a controvérsia é fascismo!

Sim, eu disse fascismo mesmo! Os "tolerantes" que se exaltaram para condenar a "intolerância" expressa naqueles tweets, foram rápidos ao sacar da manga os adjetivos-padrão nesse tipo de entrevero: "nazistas"; "fascistas". E, ato-contínuo, começaram a ameaçar com MP, PF e demais braços armados do Estado, mostrando clara disposição de valer-se do aparelho de repressão estatal a fim de investir contra liberdades individuais. Ora, de quem foi o fascismo?!

Defender a liberdade de expressão quando concordamos com o que é dito, perdoem a minha sinceridade, é tarefa das mais fáceis. O teste verdadeiro para as convicções é defender a liberdade de expressão quando o que é dito nos desagrada, nos provoca asco, nos desperta náuseas.

No meu mundo ideal, imbecis como os de ontem, no Twitter, poderiam continuar escrevendo suas obtusidades sobre nordestinos, bugres ou - sei lá... - sobre mim. E quem não estivesse de acordo poderia retrucar, apontando as incoerências e exercendo o direito à crítica. Judicializar o debate e a controvérsia tendo por escopo calar o outro, sinto, não passa de totalitarismo. Um "totalitarismo do bem", poder-se-ia dizer, afinal a "causa" defendida é abraçada pelo pensamento politicamente correto. Mas, ainda assim, um totalitarismo.

Eu temo mais as "ditaduras do bem", que buscam silenciar os "maus", do que as imundícies que estes vomitam sem qualquer vergonha de expor a própria ignorância. A democracia e o sistema de liberdades individuais pode sobreviver muito bem a estes - como a decisão da Suprema Corte americana demonstra -, mas não sei se sobreviveria àqueles.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Os terroristas das FARC e seus cúmplices bolivarianos.

O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), da Inglaterra, um dos órgãos mais respeitados do mundo, apresentou um estudo que comprova, de forma incontroversa, as relações fraternas que Hugo Chávez e Rafael Correa sempre mantiveram com os terroristas das FARC.

De acordo com as informações levantadas, é possível concluir algumas coisas estarrecedoras, que dão a real dimensão do grau de promiscuidade que existe entre os líderes do chamado "socialismo bolivariano", e a gentalha terrorista que promove sequestros, estupros e assassinatos na selva colombiana. Vejam:

"Com base em arquivos eletrônicos de Raul Reyes, então o número 2 na hierarquia das Farc, não só Chávez ofereceu financiamento às operações do grupo paramilitar como autoridades venezuelanas ainda pediram apoio para o treinamento de milícias pró-governo e para matar adversários políticos do presidente."

O texto integral, publicado no jornal O Globo, traz detalhes ainda mais escabrosos e interessantes, que merecem ser lidos com especial atenção - como a promessa que o protoditador fez de repassar 300 milhões aos vagabundos, em 2007. Depois de conhecer os pormenores da relação que o governo venezuelano mantém com o terrorismo das FARC, fica fácil entender por que Chávez se cagou de medo e desistiu até mesmo da viagem que faria ao Brasil...

E há ainda o caso escandaloso de Rafael Correa, presidente do Equador, que pediu dinheiro das FARC para sua campanha eleitoral, mostrando que também sempre foi próximo da canalha terrorista.

Eis os ídolos dos progressismo latinoamericano! Eis os líderes daqueles que falam em "outro mundo possível". Estão de braços dados com a escória do mundo! Financiam e são financiados por animais raivosos, cujo objetivo é aterrorizar pessoas por meio de práticas criminosas as mais hediondas. Cada sequestro, cada assassinato e cada estupro metodicamente praticados pelos vagabundos das FARC tem as digitais de Chávez, Correa e de todos os seus admiradores.

Ora, mas a relação de cumplicidade entre o socialismo bolivariano e as FARC não era só invenção da direita, do imperialismo ianque, da mídia golpista e do Olavo de Carvalho? Bem, parece que não... O estudo do IISS é rico em pormenores que mostram as coisas cristalinas como as águas de um riacho: o bolivarianismo e as FARC vivem em simbiose; não podem ser entendidos separadamente e, principalmente, não sobrevivem um sem o outro. As coisas não são assim porque eu digo. São assim porque assim são os fatos!

O que seria dos macaquitos bolivarianos sem o terror miliciano das FARC a lhes emprestar força escusa, capaz de amedrontar o mundo democrático e civilizado? E o que seria dos bandoleiros das FARC sem o dinheiro que Chávez obtém ao explorar o petróleo venezuelano? Repito: um precisa do outro; um não vive sem o outro. É por isso que - atenção agora! - ambos precisam ser exterminados!

Se você é petista e já chamou o presidente da Venezuela de "companheiro", saiba que você tem as mãos sujas de sangue! Se você é militante do progressismo e já aplaudiu a retórica bolivariana de Chávez e Correa, saiba que você tem as mãos sujas de sangue! Se você já foi a um Fórum Social Mundial para glorificar os terroristas das FARC, saiba que você tem as mãos sujas de sangue!

Qual é, porém, a principal conclusão que retiro dos fatos revelados pelo IISS? A prova defintiva de que as FARC ajudam e são ajudadas por governos vizinhos autoriza a Colômbia a agir com a rigidez necessária contra Venezuela e Equador! 

"O que você quer dizer com isso?" Quero dizer exatamente o que está escrito! Na guerra contra o terror só há um caminho: caçar o inimigo, encontrar o inimigo e matar o inimigo. E, no caso das FARC, esse inimigo não se resume aos bandoleiros das selvas colombianas, mas se estende até os palácios presidenciais de Equador e Venezuela.

Chávez e Correa devem ser publicamente confrontados com os fatos apresentados pelo IISS e chamados a responder ao que ali foi revelado. O mínimo, agora, é que admitam a entrada de inspetores internacionais em seus países, para acompanhar o andamento dos governos, afinal há indícios concretos de que ambos têm atuado de mãos dadas com o terrorismo. E isso, meus caros, não é pouca coisa...

E caso os macaquitos bolivarianos não aceitem as imposições do mundo democrático e civilizado, que sejam tratados como aquilo que são: braços políticos de um grupo terrorista. Sejam, pois, caçados, encontrados e abatidos!

terça-feira, 10 de maio de 2011

A estupidez de quem cobra um "julgamento justo" para Bin Laden. Ou: Eduardo Suplicy, o advogado do terrorismo.

Em todo canto tenho encontrado antiamericanos rastaqueras criticando os Estados Unidos por terem executado Osama Bin Laden em ação, em vez de terem capturado o terrorista e conduzido ele àquilo que chamam de "julgamento justo". Ontem, o senador Eduardo Suplicy, possivelmente uma das figuras mais caricatas da história do parlamento brasileiro, se uniu ao coro dos - como direi? - "legalistas", indagando, a partir da tribuna do Senado Federal, por que motivo o devido processo legal foi negado ao "cidadão Bin Laden".

Por onde começar? Gostaria muito que os "humanistas" (onde eles estavam em 11/9? Por que não choraram aquelas vítimas inocentes?), tão preocupados com a falta de um julgamento justo para o terrorista vagabundo, tentassem explicar como se daria o procedimento jurídico na prática. Sério, fico muito curioso para saber mesmo!

Como se daria o due process?
O que essa gente imagina que deveria ser feito? Sei lá, tentem considerar um oficial de justiça chegando na frente da fortaleza em que se escondia Bin Laden e batendo palmas para chamar alguém: "Bom dia, o seu Osama, por obséquio." E aí, depois de ouvir que o chefão não estava lá (alguém realmente acha que o homem daria as caras para assinar a intimação?!), o que aconteceria? O oficial tentaria mais duas vezes, em dias e horários alternados, até partir, enfim, para a citação por hora certa? Caberia ao juízo processante determinar citação por edital, publicada em diário oficial? Francamente...

E, percebam: levantei apenas alguns problemas práticos de execução. Sequer comecei a abordar os nós jurídicos que saltam aos olhos, como, por exemplo, qual seria o juízo competente para processar e julgar Bin Laden? Um tribunal americano? E um juiz de lá expediria ordens para serem cumpridas no Paquistão, ou os "humanistas", sempre cuidadosos com a legalidade, cobrariam a expedição de carta rogatória para algum juiz paquistanês? Como se vê, o ridículo de quem discute a sério um "julgamento justo" para Bin Laden é tão embaraçoso, que torna-se até mesmo constrangedor apontá-lo...

Debater as garantias civis do indivíduo Bin Laden e seus eventuais direitos é matéria acadêmica, que deve ficar restrita aos cursos de direito, ciência política, sociologia e similares. Assim, as universidades poderão cumprir seu importante papel de dar voz aos intelectuais que, ocupados com discussões abstratas, deixariam de vir aqui pro mundo real falar asneiras - o que tem de sociólogo e cientista político dando lição de estratégia militar pro exército americano, por estes dias, não tá escrito!

Retorno a Suplicy.
Retorno, agora, ao senador Eduardo Suplicy e à fala delinquente feita ontem no Senado. Ao descrever os atentados de 11/9, o petista afirmou:

"Em 11 de setembro de 2001, aviões atingiram o edifício do World Trade Center. E ali mais de três mil pessoas perderam as suas vidas. Pessoas totalmente inocentes que, por uma razão totalmente não justificada em seus métodos, foram objeto de ações impensadas, não suficientemente refletidas, por parte dos responsáveis da al-Qaeda. E, dentre estes, estavam justamente um dos principais, senão o principal líder da al-Qaeda, Osama Bin Laden, que teve uma perseguição muito forte, realizada por forças de todos os países, principalmente do serviço de inteligência e das forças armadas norte-americanas que, finalmente, encontraram Osama Bin Laden".

Para esse senhor, a ação que deliberadamente matou cerca de três mil inocentes foi uma coisa "impensada, não suficientemente refletida". Suplicy equipara, assim, um dos episódios moralmente mais hediondos da história do mundo ao ato de colocar um sujeito como Supla no mundo...

"Ação impensada e não suficientemente refletida" foi a dos eleitores que votaram em Suplicy! Jogar aviões contra prédios ocupados apenas por civis é ASSASSINATO EM MASSA! "Ação impensada e não suficientemente refletida" foi a de Marta ex-Suplicy, ao dizer "sim" no altar. Planejar e executar o assassinato de três mil civis desarmados, indefesos e inocentes é promover o HORROR!

Meus caros, não se deixem enganar! A fala de Suplicy é tão leviana, que se presta a defender, de forma muito pouco oblíqua, o terrorismo promovido pelo fascismo islâmico. Eis o ponto a que chegou um dos símbolos do progressismo brasileiro... Se Marx soubesse que seria idolatrado por gente que abre a boca para minimizar os atos de canalhas como Bin Laden, choraria de decepção.

O pronunciamento em questão merece ainda mais atenção de todos por ter sido feito por Suplicy. O senador petista não é essa "neo-esquerda" surgida do nada apenas para se lambuzar nas benesses dos governos Lula e Dilma. Nada disso! Suplicy é, no Brasil, a esquerda-de-raiz, a esquerda-moleque, a esquerda-arte... Para muitos ele representa o verdadeiro PT, aquele que não se resume à máquina eleitoral criada por Dirceu e Delúbio. Não é sem motivo que o paulista sempre foi amado e reverenciado pela intelequitualidade tupiniquim.

Se não respeita a memória dos três mil mortos no 11/9 e a dor dos seus familiares, Suplicy deveria pelo menos respeitar seus próprios cabelos brancos. Já é passada a hora desse senhor se portar com um mínimo de decoro e compostura, privando o país de sua figura ridícula e deprimente.

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P.S.: Aos antiamericanos que tentam igualar o 11/9 à ação que culminou com a morte de Bin Laden, algumas rápidas observações: 1) Mas como vocês são imbecis! 2) Em 11/9 não havia guerra alguma, e as vítimas foram todas civis inocentes; 3) Bin Laden e a Al Qaeda queriam única e exclusivamente matar civis; 4) Bin Laden se tornou, por isso, um alvo militar; 5) No contexto de uma guerra, que - repito - só surgiu por culpa da Al Qaeda, Bin Laden, um alvo militar, foi abatido.

P.S.2: Se, mesmo depois disso tudo, você ainda relativiza o horror promovido pela Al Qaeda e tenta minimizar o 11/9, você faz parte do eixo do mal: mereceria ser caçado pela CIA e abatido por um esquadrão SEAL.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Celebrando a estupidez humana.

Já escrevi abaixo o que penso sobre a decisão de ontem do STF. Afirmei reiteradas vezes, e repito: não se trata de aprovar ou rejeitar a idéia do casamento gay ("união homoafetiva" é só uma expressãozinha inventada pelo politicamente correto). A questão é saber se a Suprema Corte poderia se comportar como Poder Legislativo - coisa que, a meu ver, foi o que aconteceu. Entendo que não poderia, por isso critico a forma como foi dirimida a questão - e pouco importa que, em essência, eu seja favorável ao casamento gay.

Mas não quero falar, novamente, sobre os detalhes técnicos do julgamento, ou sobre o cerne do assunto. Quero apenas chamar a atenção de todos para uma pequena passagem do voto proferido pelo ministro Ricardo Lewandowski, ontem. O preconceito destilado contra os heterossexuais foi nojento! Sim, eu escrevi preconceito contra heterossexuais mesmo! Não se assustem antes de ler o que falou o magistrado:

"Com efeito, a ninguém é dado ignorar - ouso dizer - que estão surgindo, entre nós e em diversos países do mundo, ao lado da tradicional família patriarcal, de base patrimonial e constituída, predominantemente, para os fins de procriação, outras formas de convivência familiar, fundadas no afeto, e nas quais se valoriza, de forma particular, a busca da felicidade, o bem estar, o respeito e o desenvolvimento pessoal de seus integrantes."

Eu não tenho como interpretar o que Lewandowski "quis dizer". Posso apenas interpretar o que está escrito, e o corolário do que vai acima é: a tal "família tradicional", que sempre existiu, é aquela formada por casais heterossexuais. E ele a considera "patriarcal", de "base patrimonial" e constituída "para os fins de procriação". Em oposição a ela teríamos as tais "outras formas de convivência familiar", que só podem se referir aos casais homossexuais. Estas seriam "fundadas no afeto", onde se valoriza "a busca da felicidade", o "bem estar", o "respeito" e o "desenvolvimento pessoal".

Pensando um pouco aqui, concluo que poucas vezes vi um caso de preconceito tão evidente e tão ultrajante! A coisa ganha contornos ainda mais sombrios quando se tem em mente que o autor da patacoada foi um ministro da Suprema Corte, ávido por beijar a cruz do consenso politicamente correto.

De onde esse senhor tirou a besteira segundo a qual a "família tradicional" não pode buscar a felicidade, o bem estar e o respeito? No que essas coisas são incompatíveis com os citados "fins de reprodução"? Aliás, querer filhos é, ainda hoje, a regra, senhor ministro. E eles são inegavelmente um fator capaz de trazer à "família tradicional" muita... felicidade!

O único objetivo de Lewandowski ao dizer o que disse, ma parece, foi parecer simpático às minorias organizadas e ao politicamente correto. E é deveras perigoso quando um magistrado da mais alta corte de justiça tira os olhos da Constituição para flertar com movimentos de pressão popular.

Para encerrar, proponho um rápido exercício de imaginação: e se fosse Bolsonaro, do alto de sua brutalidade algo primitiva, que viesse a público dizer que só a "família tradicional" busca a felicidade, o bem estar, o respeito e o desenvolvimento? Ah, não é difícil concluir que o mundo desabaria sobre a cabeça dele. E com razão! Fica a pergunta: por que esse preconceito nada velado contra a "família tradicional" é permitido? Por que os mesmos humanistas que se pretendem na vanguarda do modernismo ao reconhecer "outras formas de convivência familiar", precisam investir contra as demais para se sentirem satisfeitas? Ou, simplificando, por que essa heterofobia, senhor ministro?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O casamento gay, o Direito e a subserviência ao consenso politicamente correto.

Como já cansei de escrever aqui, não me oponho ao casamento gay. Estou convencido que isso é matéria atinente à liberdade individual, e não vejo nenhum fundamento lógico capaz de sustentar a tese de que caberia ao Estado disciplinar com quem cada indivíduo pode se relacionar - ou que tipo de união deve ser considerada uma entidade familiar.

O sentido das palavras.
Dito isso, é indispensável apontar algumas nuances do julgamento que está acontecendo no Supremo Tribunal Federal, onde desde ontem começou-se a debate a legalidade daquilo que o modernismo chama de "uniões homoafetivas". Primeiro ponto: de onde o politicamente correto sacou essa expressão?! Por que a recusa em tratar as coisas como são, chamando casamento gay de... casamento gay?! Desconfio que a idéia por trás disso seja garantir que o instituto seja melhor visto por uma importante parcela da sociedade brasileira, cuja maioria da população se reconhece nos valores tidos por conservadores. Em outras palavras, ficaria mais difícil para alguém se dizer contra algo "afetivo", não é mesmo?

De minha parte, acho isso uma mera trapaça retórica, e os defensores da causa não deveriam se valer dela. O cerne da questão é outro: não se trata de convencer a sociedade de que o casamento gay é bom, bonito e deve ser aceito. Trata-se de mostrar que viver numa sociedade democrática implica reconhecer as liberdades e os direitos, inclusive, daqueles que eventualmente não nos agradem diretamente. Eu não preciso simpatizar com o chamado "movimento gay" para saber que dois sujeitos maiores, independentes e livres têm o direito de viverem juntos.

O problema é que o lobby politicamente correto que patrocina esse tipo de bandeira não se contenta em ver direitos civis reconhecidos. Querem, na verdade, impor visões de mundo e, nesse particular, se mostram tão autoritários quanto os que se acham no direito de proibir a existência de relacionamentos homossexuais.

Nenhuma "boa causa" justifica desobedecer a Constituição.
Muitos não sabem, mas a Constituição Federal fala explicitamente sobre o que é uma "entidade familiar". Está no artigo 226, parágrafo terceiro: "Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento".

Diante disso, há apenas um caminho legal e democrático para reconhecer a validade do casamento gay: alterar a Carta. E isso, meus caros, deve ser feito pelo Parlamento, não pela Suprema Corte. Alterar esse ritual com o fim de acelerar ou facilitar o processo é, sinto dizer, uma chicana jurídica; uma trapaça rasteira.

Não importa que a causa defendida seja boa ou justa. Algumas das maiores atrocidades da história do mundo foram praticadas em nome de fins supostamente gloriosos. E, não! Não estou sugerindo que reconhecer o casamento gay seja uma "atrocidade". Estou apenas dizendo que nada pode justificar o vilipêndio da Constituição e da ordem democrática estabelecida.

O Estado democrático brasileiro conta com um Parlamento em pleno funcionamento. É lá que estão os "representantes do povo", que espelham a real face da nossa sociedade. É a eles que cabe alterar, por meio de emenda constitucional, a Carta de 1988, não aos ministros do STF. Aceitar como normal que a Suprema Corte se substitua ao Congresso é condescender com o atropelamento dos princípios mais básicos que norteiam a democracia.

Os movimentos que defendem os direitos dos gays querem que seus direitos civis sejam reconhecidos? Muito justo! Mas que isso seja feito pelas vias legais próprias, não por meio do achincalhamento das regras jurídicas elementares.

Sim, eu sei que no Congresso o caminho seria mais complexo. Afinal, lá existem os Bolsonaros da vida, prisioneiros de sua própria obtusidade. Mas e daí? Repito: é no Congresso que está a face da sociedade brasileira, e se lá há parlamentares frontalmente contrários ao casamento gay é porque há pessoas assim também fora de Brasília. E é justo que haja! Ou todos seriam obrigados a gostar? Bobagem! Todos são, isso sim, obrigados a respeitar, nada mais. Quanto a gostar, simpatizar ou mesmo aprovar, aí já entramos no campo das liberdades individuais e cada um é livre para gostar do que quiser!

A quem interessa?
Lembrar que o processo democrático tem regras e ritos que precisam ser observados serve, também, para garantir que os debates importantes sejam feitos da maneira correta. No parlamento, por exemplo, forças favoráveis e contrárias ao casamento gay já estão naturalmente representadas e poderiam expor suas razões com liberdade. E no STF?

Bom, aí entendo que a coisa muda um tantinho de figura... Não consigo entender, por exemplo, o que diabos fazia um advogado da CNBB ontem, na Suprema Corte. Se alguém puder me explicar, de forma juridicamente fundamentada, qual o interesse processual da igreja católica brasileira naquela questão, be my guest!

Ora, aceitar que uma igreja - qualquer que seja ela - vá ao STF falar contra a união civil de homossexuais é simplesmente ridículo! E juridicamente inaceitável! O cabimento processual de algo assim é simplesmente nenhum. Estou errado? Me mostrem onde!

Se o STF aprovar hoje a união civil entre homossexuais - e deve aprovar, a despeito do atropelamento constitucional que isso representa -, qual a influência disso para a igreja católica? Atenção: repiso o fato de que o Brasil está vendo uma discussão jurídica em torno da aprovação da união civil de homossexuais. Não se está falando nada acerca do casamento religioso, este sim de interesse das igrejas.

"Ah, mas é o próximo passo!" É? Bom, a se confirmar isso, aí, sim, as igrejas terão direito de dizer o que pensam, afinal o debate será levado para dentro delas, não é mesmo? Mas, como estão postas as coisas hoje, não há o menor resquício de interesse processual de qualquer movimento religioso, pois a discussão que está sendo feita no STF não avança sobre as liberdades e as atividades de padres, bispos, pastores e etc.

Em outras palavras, as igrejas - quaisquer que sejam elas - poderão continuar não reconhecendo as uniões entre homossexuais, afinal cada um é livre para gostar do que quiser. Ainda que o STF decida, logo mais, que os gays têm direito de ser considerados "entidade familiar", nenhum padre será obrigado a celebrar um casamento entre homossexuais dentro da sua igreja. Uma coisa é a esfera civil, outra - bem diferente - é a religiosa. Elas não se confundem, e a CNBB está fazendo um papel ridículo ao tentar criar tal confusão.

No Parlamento, por outro lado, a coisa seria bem diferente. Lá, como o próprio nome diz, é o lugar para "parlar"; para debater. Lá, qualquer representante do povo pode e deve externar sua opinião acerca de um tema em discussão, inclusive para lembrar que foi eleito para defender os interesses de quem quer o casamento gay, ou dos que se opõem a ele. No Congresso é perfeitamente justo e aceitável que um deputado da tal "bancada evangélica" tome a palavra apenas para dizer que é contra "porque os eleitores não aceitam isso de forma alguma". Isso é o jogo parlamentar democrático! Assim se faz em todas as democracias civilizadas do mundo.

Chegando ao final.
Caminho para a conclusão deste texto lembrando nenhuma sociedade civilizada se constrói por meio do atropelo da ordem democrática. Os debates, quaisquer que sejam elas, devem ser feitos na casa adequada - o Parlamento -, cabendo ao Poder Judiciário julgar, à luz das normais existentes, as eventuais controvérsias - ouvindo as partes legitimadas a defender seus interesses apenas.

Não é o que se está prestes a fazer no Brasil, onde a Suprema Corte, uma vez mais, parece disposta a se substituir ao Poder Legislativo. Não há cenário capaz de transformar algo assim em positivo. Todo e qualquer esbulho constitucional é e sempre será deletério, não importa em nome de qual suposta "boa causa" ele seja praticado.

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P.S.: Ao ler seu voto ontem, o ministro Ayres Britto disse que "O órgão sexual é um plus, um bônus, um regalo da natureza. Não é um ônus, um peso, em estorvo, menos ainda uma reprimenda dos deuses". Eu pensei em várias maneiras de apontar o ridículo e a estupidez que se encerram naquela construção, mas, confesso, não consegui encontrar palavras em meio ao acesso de risos que me acomete sempre que releio semelhante descalabro escrito por um magistrado da mais alta corte de justiça brasileira. A fala de Britto só mostra que status e poder não são prova de inteligência...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

E os estúpidos saem da toca...

O ex-primeiro-ministro alemão, Helmut Schmidt, resolveu sair do ostracismo para dar seu pitaco acerca da operação que cumlminou na morte de Osama Bin Laden. Disse o valente:

"Foi claramente uma violação do direito internacional."

 Muito bem! Dei uma googladinha rápida para saber o que esse senhor havia dito quando do atentado ao WTC, e descobri que... bem... ele não disse nada! Devo concluir que, para ele, a morte de um terrorista é mais lamentável que a de milhares de civis inocentes... É um belo exemplo daqueles a quem chamo de humanistas de um lado só. Curioso que o sujeito, em vez de agradecer aos Estados Unidos por nos terem livrado de um dos assassinos compulsivos mais hediondos da história do mundo, está aí, desfilando seu antiamericanismo provinciano...

Há mais reações interessantes, como a do ministro do interior da cidade-Estado de Berlim:

"Como advogado, eu preferia ver (Bin Laden) sendo levado a julgamento no Tribunal Penal Internacional."

Meu amigo, como católico eu preferia ver Bin Laden trabalhando como sacristão e arrumando os bancos das igrejas para a missa vespertina! Que porcaria de argumento é esse?! Santo Deus!

Não deixa de ser interessante notar que essa reprovação nada velada à ação americana tenha partido de dois alemães, filhos do povo que, não fosse a ação firme dos aliados durante a Segunda Guerra - em especial dos Estados Unidos -, estaria até hoje debaixo das botas de Hitler. Se tivessem alguma vergonha na cara, apresentariam seus agradecimentos eternos àquele país, e não ficariam com essa retórica torta, emprestando argumentos aos inimigos do ocidente.

Aliás, devo supor que eles fossem contra uma ação militar que levasse à morte de Hitler. Imagino que não suportariam semelhante "violação do direito internacional", e que prefeririam vê-lo sendo "levado a julgamento no Tribunal Penal Internacional"...

Na boa, que cinismo mais vagabundo! Que oportunismo mais abjeto! Sequer conseguem disfarçar o antiamericanismo pedestre que permeia suas declarações. Ou alguém aí duvida que as reações seriam bem diferentes caso o terrorista tivesse sido abatido por algum outro país do mundo? Francamente... Se esses senhores não conseguem respeitar a memória dos inocentes mortos em 11/9, que respeitem, pelo menos, seus próprios cabelos brancos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

E a nova trapaça retórica do progressismo mundial é denunciar o "assassinato seletivo" de Bin Laden.

Com Osama Bin Laden devidamente morto, o que fazem os antiamericanos pelo mundo? Sempre ávidos por um terrorista para chamar de seu, começam a "denunciar" aquilo que vem sendo chamado de assassinato seletivo.

Esses humanistas são mesmo pessoas curiosas... Um dos maiores facínoras da história do mundo é abatido numa ação militar cinematográfica e eles, em vez de comemorar o fato de poderem viver num mundo sem aquele terrorista vagabundo, estão por aí, nas escolas, nas ruas, campos, construções, choramingando porque o Presidente-de-ébano mandou o zero-um sentar o dedo nessa porra.

Mas o que diabos essa gente tem na cabeça? Vai ver queriam que Obama, uma vez descoberto o esconderijo de Bin Laden, fosse até o Paquistão e convencesse o terrorista a se render, e que ambos aparecessem diante das câmeras caminhano e cantano e seguino a canção, somos todos iguais, braços dados ou não... Francamente...

Agora tiraram da manga essa patacoada do assassinato seletivo. "É aceitável que forças de um país entrem em outro e escolham matar uma determinada pessoa?", perguntam. Ora, é evidente que SIM! Sinceramente, custo a entender os fundamentos usados para criticar uma operação militar que resultou na morte de um punhado de terroristas, dentre os quais ninguém menos que o bandido mais procurado do planeta. As Forças Especiais americanas botaram os meliantes na conta do Papa sem que nenhum civil inocente fosse sequer ferido! Na boa, se isso não for considerado uma operação militar perfeita, o que mais seria?!

Criticar o assassinato seletivo de Bin Laden significa o quê? O que esses humanistas de passeata estão sugerindo? Que é moralmente errado sentar numa mesa e decidir que um determinado vagabundo será morto na calada da noite, a fim de tornar o mundo um lugar mais respirável? Bom, a alternativa seria passar com uns aviões em cima do vilarejo e tacar bombas, provocando - vejam que coisa! - baixas civis. Sei lá, mas o assassinato seletivo me parece bem mais adequado...

Volta e meia eu escrevo aqui sobre a superioridade moral do chamado mundo ocidental, e recebo várias críticas de gente que só é livre para odiar o ocidente porque - vejam que beleza! - vive no... ocidente! Odiar os Estados Unidos morando na américa é fácil. Complicado é odiar o Irã vivendo naquela ilha de felicidade comandada por Ahmadinejad...

O ocidente é moralmente superior, sim! Nossos valores são melhores, sim! E dane-se o que o consenso politicamente correto pensa a respeito! Os humanistas de um lado só, que agora cobram ética e denunciam o assassinato seletivo ordenado por Obama, são os mesmos que viram o 11/9 como uma espécie de castigo aplicado à arrogância e ao imperialismo americanos. Desnecessário lembrar que nos atentados contra o WTC, Bin Laden e sua corja planejaram matar milhares de inocentes! No último dia 1º de maio, os Estados Unidos planejaram matar apenas alguns terroristas miseráveis. Querer igualar as duas coisas é não apenas estupidez, mas uma tentativa covarde de manipular os fatos.

Não! De maneira nenhuma podemos aceitar que se igualem os dois lados que se opõem na chamada guerra contra o terror. Trata-se da luta da civilização contra a barbárie; ou, se me permitem ser um pouco maniqueísta, do bem contra o mal.
É a luta entre os valores que nos ensinam a proteger e amar nossas crianças, e os valores de quem recruta suas crianças para usá-las como bombas humanas. É a luta entre a sociedade que trata as mulheres como seres humanos normais, e aquela onde mutilações genitais e estupros coletivos são traços culturais.

Não se trata de glorificar as guerras, sempre tragédias que abrem uma chaga no coração de toda a humanidade. Se trata de encarar fatos: quem tem por princípio moral atacar inocentes é o lado de lá! É a Al Qaeda, o Hamas, o Hezbollah e companhia que fazem do "extermínio de todos os infiéis" sua razão de ser. Para o terrorismo não há alvos civis e alvos militares, mas apenas "cães infiéis" que precisam ser varridos do mapa. Ora, o que o ocidente deveria fazer? Sentar e esperar pelo seu extermínio?! Pros diabos com isso!

Se respondemos lançando bombardeios e ataques difusos, somos criticados. Se fazemos uma operação perfeita e pegamos só os terroristas (repito: sem nenhuma vítima civil!), também somos criticados. Começo a desconfiar que aos olhos desse estranho humanismo o ocidente - em geral - e os EUA - em particular - só serão aplaudidos quando aceitarem passivamente os ataques de seus inimigos...

Assassinato seletivo organizado pelas Forças Especiais americanas e destinado a abotoar o paletó de facínoras? EU APÓIO! Folgo em saber que meu filho vai crescer num mundo sem Bin Laden. God bless America! E vou além: será que não rola uma passadinha aqui pela América do Sul? Um teco nos cornos dos Castro, de Chavez, de Morales, de Correa, de Battisti e de mais uns tantinhos aí até que viria a calhar...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

OSAMA NÃO MORREU (e o homem não foi à lua, Senna foi maior que Schumacher e o Brasil vendeu a Copa de 98)!

Os adeptos de teorias conspiratórias já estão assanhadinhos na internet exigindo que o governo americano (essa gente se acha no direito de exigir alguma coisa do país mais poderoso do mundo!!!) "prove" que Bin Laden está mesmo morto. É sem dúvida a mesma turminha que até hoje se recusa a acreditar que o homem foi à lua, que Schumacher chutou a bunda de Senna em 1994 e que o Brasil perdeu a Copa de 1998 porque levou uma TROLHA SARRACENA de um tal Zinedine Zidane, não porque "entregou" o jogo final a pedido da Nike... Querem acreditar em qualquer coisa, menos no óbvio...

"Muito conveniente falar que ele foi morto. Por que não o capturaram para que fosse julgado?"
Fico curioso querendo saber como se daria o processo do ponto de vista da ação em si. Os homens das Forças Especiais carcariam a casa e, de megafone na mão, diriam: "ATENÇÃO, SENHOR BIN LADEN! O SENHOR ESTÁ CERCADO! QUEIRA SAIR COM AS MÃOS NA CABEÇA!" É isso que sugerem os tolos? E o facínora? Alguém aí acha sinceramente que ele se entregaria?

Teria também a opção de chegar "no sapatinho" e, do nada, meter o pé na porta tascando um "TEJE PRESO!" na cara do Bin Laden. Os celerados devem achar que, diante de algo assim, o terrorista se borraria de medo e cairia rendido. Nem troca de tiro haveria, suponho... 

"Mas se ele foi morto, onde está o corpo? Por que o jogaram no mar?"
Queriam o quê? Que Obama pendurasse o defunto num pau-de-arara fincado nos jardins da Casa Branca? Que o esquartejasse e espalhasse seus membros pelos quatro cantos do mundo? Santo Deus! O que essas capivaras têm na cabeça?!

Os Estados Unidos fizeram o que de melhor havia para fazer: caçaram o inimigo, encontraram o inimigo e mataram o inimigo. E, depois disso, ainda deram ao inimigo um funeral segundo a religião dele, pra não aporrinhar ainda mais a galera do Islã.

E aí desovaram o presunto no mar. PERFEITO! Era isso ou enterrar ele em algum lugar, e aí seriam dois problemaços pra resolver: 1) que país ia querer sepultar o vagabundo? 2) valia a pena dar um túmulo padrão pra ele, e criar um santuário para todos os terroristas e malucos do mundo? Não, não valia. Jogar na água parece mesmo a melhor solução...

"Tá, mas nem uma foto dele morto pra confirmar a história?"
Eu sinceramente não entendo como ainda tem gente que faça semelhante pergunta. Acessem aquele sitezim bacana de pesquisas (sim, o Google!) e busquem por imagens de Bin Laden. O resultado será uma avalanche de fotos do vagabundo armado, acompanhadas de algumas imagens do WTC em chamas. É por essas imagens que o desgraçado será lembrado, não pela de um velhinho crivado de balas. Expor o cadáver serviria apenas para alimentar ainda mais a sede de sangue dos extremistas, e dar suporte ao discurso de ódio dos que precisam... ops! Precisam, não! Dos que buscam desesperadamente um mártir para chamar de seu.

É tudo tão óbvio, tão lógico e tão linear, que você, amiguinho conspirador e antiamericano, tá com uma cara de bobo monstruosa neste momento, né mesmo? Fica triste, não... A culpa não é sua. Anos de doutrinação progressista nas escolas, e de propaganda antiamericana nos meios de comunicação acabam turvando mesmo a razão. Isso passa com o tempo - e muita leitura...

P.S.: E eu nem falei o mais evidente: se tudo não passou de uma farsa conspiratória duzamericânu, por que diabos o Bin Laden ainda não fez um videozim à la Felipe Neto pra desmentir tudo?! Fala sério! Os entusiastas das teorias conspiratórias andam tão ocupados em seu antiamericanismo tosco, que nem atentaram pra esse ponto tão óbvio...

"JUSTICE HAS BEEN DONE."

OSAMA BIN LADEN FOI MORTO PELO EXÉRCITO AMERICANO.

 
Barack Obama confirmou há pouco em um pronunciamento oficial: forças especiais americanas MATARAM OSAMA BIN LADEN, no Paquistão. A notícia em si tem um significado tão grande, que dispensa comentários ulteriores.

A morte de qualquer ser humano nos diminui a todos. A de um terrorista vagabundo como Bin Laden nos eleva! Sim, estou mesmo sugerindo que todos devemos comemorar a notícia. O ocidente democrático e seu conjunto de valores morais respira mais aliviado a partir de hoje, apesar de sabermos que a Guerra ao Terror não chegou ao fim. É inegável, porém, que um grande passo foi dado.

Parabéns a todos os envolvidos!

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P.S.1: Os EUA mataram (1) Hitler, (2) o comunismo, (3) Saddan e (4) Osama. Tá na hora do progressismo mundial parar de birrinha tola e agradecer os caras, né?

P.S.2: Em condições normais de temperatura e pressão, Obama acabou de ser reeleito presidente dos EUA.

P.S.3: É inegável a importância do General Patreaus - e de tantos outros "falcões" Republicanos herdados da era Bush - para os acontecimentos de hoje. Parabéns a Obama que os manteve em seus postos e deu continuidade à política de enfrentamento ao terror, iniciada por seu antecessor.

domingo, 1 de maio de 2011

Beato João Paulo II.

O dia de hoje é de profunda alegria para dodos os que se reconhem na fé à Santa Madre igreja. A beatificação do Papa João Paulo II, um dos personagens mais importantes do século XX, traz alegria e renovação espiritual. Abaixo transcrevo a íntegra da homilia proferida por sua santidade, o Papa Bento XVI, que, como sempre, muito tem a nos ensinar:

Amados irmãos e irmãs,
Passaram já seis anos desde o dia em que nos encontrávamos nesta Praça para celebrar o funeral do Papa João Paulo II. Então, se a tristeza pela sua perda era profunda, maior ainda se revelava a sensação de que uma graça imensa envolvia Roma e o mundo inteiro: graça esta, que era como que o fruto da vida inteira do meu amado Predecessor, especialmente do seu testemunho no sofrimento. Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato!
Desejo dirigir a minha cordial saudação a todos vós que, nesta circunstância feliz, vos reunistes, tão numerosos, aqui em Roma vindos de todos os cantos do mundo: cardeais, patriarcas das Igrejas Católicas Orientais, irmãos no episcopado e no sacerdócio, delegações oficiais, embaixadores e autoridades, pessoas consagradas e fiéis leigos; esta minha saudação estende-se também a quantos estão unidos connosco através do rádio e da televisão.
Estamos no segundo domingo de Páscoa, que o Beato João Paulo II quis intitular Domingo da Divina Misericórdia. Por isso, se escolheu esta data para a presente celebração, porque o meu Predecessor, por um desígnio providencial, entregou o seu espírito a Deus justamente ao anoitecer da vigília de tal ocorrência. Além disso, hoje tem início o mês de Maio, o mês de Maria; e neste dia celebra-se também a memória de São José operário. Todos estes elementos concorrem para enriquecer a nossa oração; servem-nos de ajuda, a nós que ainda peregrinamos no tempo e no espaço; no Céu, a festa entre os Anjos e os Santos é muito diferente! E todavia Deus é um só, e um só é Cristo Senhor que, como uma ponte, une a terra e o Céu, e neste momento sentimo-lo muito perto, sentimo-nos quase participantes da liturgia celeste.
«Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29). No Evangelho de hoje, Jesus pronuncia esta bem-aventurança: a bem-aventurança da fé. Ela chama de modo particular a nossa atenção, porque estamos reunidos justamente para celebrar uma Beatificação e, mais ainda, porque o Beato hoje proclamado é um Papa, um Sucessor de Pedro, chamado a confirmar os irmãos na fé. João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica. E isto traz imediatamente à memória outra bem-aventurança: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus» (Mt 16, 17). O que é que o Pai celeste revelou a Simão? Que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus vivo. Por esta fé, Simão se torna «Pedro», rocha sobre a qual Jesus pode edificar a sua Igreja. A bem-aventurança eterna de João Paulo II, que a Igreja tem a alegria de proclamar hoje, está inteiramente contida nestas palavras de Cristo: «Feliz de ti, Simão» e «felizes os que acreditam sem terem visto». É a bem-aventurança da fé, cujo dom também João Paulo II recebeu de Deus Pai para a edificação da Igreja de Cristo.
Entretanto perpassa pelo nosso pensamento mais uma bem-aventurança que, no Evangelho, precede todas as outras. É a bem-aventurança da Virgem Maria, a Mãe do Redentor. A Ela, que acabava de conceber Jesus no seu ventre, diz Santa Isabel: «Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor» (Lc 1, 45). A bem-aventurança da fé tem o seu modelo em Maria, pelo que a todos nos enche de alegria o facto de a beatificação de João Paulo II ter lugar no primeiro dia deste mês mariano, sob o olhar materno d’Aquela que, com a sua fé, sustentou a fé dos Apóstolos e não cessa de sustentar a fé dos seus sucessores, especialmente de quantos são chamados a sentar-se na cátedra de Pedro. Nas narrações da ressurreição de Cristo, Maria não aparece, mas a sua presença pressente-se em toda a parte: é a Mãe, a quem Jesus confiou cada um dos discípulos e toda a comunidade. De forma particular, notamos que a presença real e materna de Maria aparece assinalada por São João e São Lucas nos contextos que precedem tanto o Evangelho como a primeira Leitura de hoje: na narração da morte de Jesus, onde Maria aparece aos pés da Cruz (Jo 19, 25); e, no começo dos Actos dos Apóstolos, que a apresentam no meio dos discípulos reunidos em oração no Cenáculo (Act 1, 14).
Também a segunda Leitura de hoje nos fala da fé, e é justamente São Pedro que escreve, cheio de entusiasmo espiritual, indicando aos recém-baptizados as razões da sua esperança e da sua alegria. Apraz-me observar que nesta passagem, situada na parte inicial da sua Primeira Carta, Pedro exprime-se não no modo exortativo, mas indicativo. De facto, escreve: «Isto vos enche de alegria»; e acrescenta: «Vós amais Jesus Cristo sem O terdes conhecido, e, como n’Ele acreditais sem O verdes ainda, estaischeios de alegria indescritível e plena de glória, por irdes alcançar o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas» (1 Ped 1, 6.8-9). Está tudo no indicativo, porque existe uma nova realidade, gerada pela ressurreição de Cristo, uma realidade que nos é acessível pela fé. «Esta é uma obra admirável – diz o Salmo (118, 23) – que o Senhor realizou aos nossos olhos», os olhos da fé.
Queridos irmãos e irmãs, hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade, como afirma a Constituição conciliar Lumem gentiumsobre a Igreja. Os membros do Povo de Deus – bispos, sacerdotes, diáconos, fiéis leigos, religiosos e religiosas – todos nós estamos a caminho da Pátria celeste, tendo-nos precedido a Virgem Maria, associada de modo singular e perfeito ao mistério de Cristo e da Igreja. Karol Wojtyła, primeiro como Bispo Auxiliar e depois como Arcebispo de Cracóvia, participou no Concílio Vaticano II e bem sabia que dedicar a Maria o último capítulo da Constituição sobre a Igreja significava colocar a Mãe do Redentor como imagem e modelo de santidade para todo o cristão e para a Igreja inteira. Foi esta visão teológica que o Beato João Paulo II descobriu na sua juventude, tendo-a depois conservado e aprofundado durante toda a vida; uma visão, que se resume no ícone bíblico de Cristo crucificado com Maria ao pé da Cruz. Um ícone que se encontra no Evangelho de João (19, 25-27) e está sintetizado nas armas episcopais e, depois, papais de Karol Wojtyła: uma cruz de ouro, um «M» na parte inferior direita e o lema «Totus tuus», que corresponde à conhecida frase de São Luís Maria Grignion de Monfort, na qual Karol Wojtyła encontrou um princípio fundamental para a sua vida: «Totus tuus ego sum et omnia mea tua sunt. Accipio Te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria – Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso. Tomo-vos como toda a minha riqueza. Dai-me o vosso coração, ó Maria» (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 266).
No seu Testamento, o novo Beato deixou escrito: «Quando, no dia 16 de Outubro de 1978, o conclave dos cardeais escolheu João Paulo II, o Card. Stefan Wyszyński, Primaz da Polónia, disse-me: "A missão do novo Papa será a de introduzir a Igreja no Terceiro Milénio"». E acrescenta: «Desejo mais uma vez agradecer ao Espírito Santo pelo grande dom do Concílio Vaticano II, do qual me sinto devedor, juntamente com toda a Igreja e sobretudo o episcopado. Estou convencido de que será concedido ainda por muito tempo, às sucessivas gerações, haurir das riquezas que este Concílio do século XX nos prodigalizou. Como Bispo que participou no evento conciliar, desde o primeiro ao último dia, desejo confiar este grande património a todos aqueles que são, e serão, chamados a realizá-lo. Pela minha parte, agradeço ao Pastor eterno que me permitiu servir esta grandíssima causa ao longo de todos os anos do meu pontificado». E qual é esta causa? É a mesma que João Paulo II enunciou na sua primeira Missa solene, na Praça de São Pedro, com estas palavras memoráveis: «Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!». Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e económicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem – Redemptor hominis: foi este o tema da sua primeira Encíclica e o fio condutor de todas as outras.
Karol Wojtyła subiu ao sólio de Pedro trazendo consigo a sua reflexão profunda sobre a confrontação entre o marxismo e o cristianismo, centrada no homem. A sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja, e Cristo é o caminho do homem. Com esta mensagem, que é a grande herança do Concílio Vaticano II e do seu «timoneiro» – o Servo de Deus Papa Paulo VI –, João Paulo II foi o guia do Povo de Deus ao cruzar o limiar do Terceiro Milénio, que ele pôde, justamente graças a Cristo, chamar «limiar da esperança». Na verdade, através do longo caminho de preparação para o Grande Jubileu, ele conferiu ao cristianismo uma renovada orientação para o futuro, o futuro de Deus, que é transcendente relativamente à história, mas incide na história. Aquela carga de esperança que de certo modo fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo II legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança, que se deve viver na história com um espírito de «advento», numa existência pessoal e comunitária orientada para Cristo, plenitude do homem e realização das suas expectativas de justiça e de paz.
Por fim, quero agradecer a Deus também a experiência de colaboração pessoal que me concedeu ter longamente com o Beato Papa João Paulo II. Se antes já tinha tido possibilidades de o conhecer e estimar, desde 1982, quando me chamou a Roma como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pude durante 23 anos permanecer junto dele crescendo sempre mais a minha veneração pela sua pessoa. O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração: entranhava-se no encontro com Deus, inclusive no meio das mais variadas incumbências do seu ministério. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento: pouco a pouco o Senhor foi-o despojando de tudo, mas permaneceu sempre uma «rocha», como Cristo o quis. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Eucaristia.
Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Amen.