quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pausa.


Caros, está evidente que o blog parou. Não é a primeira vez que saio de férias desde que começamos a nos encontrar neste espaço, mas é a primeira vez depois da chegada do filhote. Acreditem: isso faz toda a diferença. Primeira lição: com filho pequeno, viagem é diferente de férias.

Tentei, mas simplesmente não consegui manter o ritmo. Nem aqui, nem no Twitter, onde, teoricamente, seria mais simples continuar na ativa. Pena... Há assuntos os mais variados que eu gostaria de comentar. A desistência de Aécio Neves, por exemplo, que deixou às oposições um único caminho: ou se faz a chapa "puro-sangue", com Serra e Aécio, ou veremos o triunfo da terrorista mãe do PAC.

Mas isso ficará para a volta... Agora me ocuparei apenas de coisas "pequeno-burguesas" como o descanso, as compras e o divertimento. Essas coisas que a turma do "outro mundo possível" não conhece, pois está sempre ocupada bolando um novo jeito de tentar dominar o mundo.

Estou ciente dos vossos comentários. Há cerca de 50 presos na área de moderação, mas não me será fácil liberá-los antes da volta. Isso porque a turma das sombras continua vindo por aqui, tentando poluir nosso espaço. No passaran!

Boas festas a todos. E até a volta.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

É a treva! Juízes concedem prêmio ao MST.

Êita brasilzinho estranho, heim? Vejam o que vai abaixo, extraído diretamente do site do MST (link aqui):

Na noite desta quinta-feira (3/12), a diretoria da Associação de Juízes pela Democracia (AJD) entregou ao MST uma homenagem especial. Em São Paulo, os magistrados comprometidos com a transformação social entregaram a militantes do Movimento uma pintura inédita, que representa a luta de Dom Quixote contra os ‘moinhos da opressão’.
O reconhecimento é realizado anualmente pela Associação, e é concedido a personalidades que lutam pela democracia e pelos direitos humanos. Nos seus quase vinte anos de existência, a entidade já homenageou nomes como Evandro Lins e Silva e Fabio Konder Comparato, entre outros. Neste ano, homenageou o MST como um personagem coletivo, pela trajetória de 25 anos de lutas por Reforma Agrária.
Na atividade, representaram o MST os militantes João Paulo Rodrigues e João Pedro Stedile, de São Paulo, e Joba Alves, de Pernambuco. Pela diretoria da Associação, participaram em torno de 15 pessoas.

O ridículo dessa gente não conhece mesmo qualquer limite... De que gente estou falando? Ora, das otoridades que resolveram se render a convescotes junto com os terroristas de João Pedro Stedile. Como é mesmo o nome da estrovenga? "Associação de juízes para a democracia". Que lindo! Hoje em dia, não basta que o sujeito seja juiz. É preciso que seja um juiz dessezengajádu. É preciso, em suma, que acredite no arranca-rabo de classes. Quem essa gente representa? Ora, não passam de uma piada de péssimo gosto! Sem mencionar a enorme falha lógica da coisa toda: se há os "juízes para a democracia", devo supor que há aqueles que são contrários à democracia? Ai, ai...

Essa turma não é nova. São apenas o braço judicial daquilo que o dotô Protógenes representou dentro da polícia. São os que pretendem fazer justissa cás pópria mão. Leis? Direito? Códigos? Ah, isso eles encaram como construções pequeno-burguesas, não é mesmo? Para esse gente perigosa - sim, eles são muito perigosos! -, o legal pode perfeitamente ser substituído pelo "legítimo". Por isso esquecem as leis que juraram representar, e se sentam à mesa junto com quem promove o terrorismo.

"Mas e o latifúndio? E o trabalho escravo?" Ora, é tudo muito ruim. Assim como invasões e depredações. Vejam: eu não tenho uma moral que me permite tolerar alguns crimes que, supostamente, seriam praticados em nome de uma "causa". Aqui, não! Crime é crime. E bandido é bandido. Stédille e sua gangue não são melhores que o fazendeiro que arregimenta trabalhadores em regime de escravidão. Ouso dizer que são é piores mesmo, afinal o fim último deles - como o próprio chefão já falou - é criar uma sociedade socialista. Como? Bem, suponho que da mesma forma que eles sempre fizeram: espelhando a morte, a miséria e o terror. O difícil é aceitar que, hoje, contam com o apoio institucional de parte do Judiciário para fazê-lo.

Polícia entra em choque com manifestantes contrários a Arruda.

Leiam o que vai abaixo, do Estadão Online (íntegra aqui):

Manifestantes que protestavam pelo impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), enfrentaram nesta quarta-feira, 9, a Polícia Militar na praça do Palácio dos Buritis, sede do governo distrital, em Brasília.

Cerca de 1.500 pessoas, entre estudantes, militantes de partidos de oposição e sindicalistas protestavam em frente ao Buriti quando a ação policial começou. O enfrentamento acontece um dia após a retirada dos estudantes que ocupavam a Câmara Legislativa do DF desde a última quarta-feira, 2.

Durante o confronto e os policiais chegaram a atirar bombas de efeito moral e balas de borracha nos manifestantes, que haviam bloqueado as pistas do Eixo Monumental, uma das principais vias da capital. Os policiais expulsaram os manifestantes da via pública, que foi, então, bloqueada por eles.

Segundo o Movimento contra a Corrupção, que participou do protesto, o objetivo era mobilizar a população do Distrito Federal e exigir a cassação do governador José Roberto Arruda, acusado de participar de um esquema de pagamento de propina e desvio de verbas públicas desvendado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. (...)


Ah, vocês me conhecem, não é? Sabem que este blog não condescende com nenhum tipo de ilegalidade, nem mesmo aquelas praticadas em nome de um suposto "bem comum", ou de uma "boa causa". Bandido, aqui, é sempre bandido. Por isso sou chamado de reacionário pela canalha.

Já escrevi aqui desde o primeiro dia: quero que Arruda se dane! Dependesse de mim, ele e toda aquela gangue vagabunda teria um destino certo traçado: a cadeia! E mais: acho que esse deveria ser o destino de todo e qualquer mensaleito - todo e qualquer bandido, para ser mais preciso. Em outras palavras, defendo que Arruda vá para a prisão de mãos dadas com José Dirceu e Lula.

E os desocupados que se dedicaram a depredar o patrimônio público? Sim, porque foi isso que aqueles vagabundos travestidos de "estudantes" fizeram na Assembleia Legislativa do DF: quebraram e emporcalharam. Aliás, não deixa de ser curiosa a simbiose entre "sujeira" e "luta política" que essa gentalha produz... Por onde eles passam sempre deixam um rastro de imundície gigantesco.

"Ah, Yashá. Mas eles queriam punição para os corruptos." É mesmo? Ora, eu também quero! Mas nem por isso saio por aí destruindo um bem que pertence a todos. Por que diabos o pogreçismo decidiu que se deve repudiar o crime por meio do... crime?! Aqui, não! Eu não empresto apoio moral a um bando de arruaceiros que não tomaram umas boas palmadas no devido tempo. Que as tomem agora, da PM. Viram só? Eu defendo, sim, a ação da PM! Houve abuso? Violência exacerbada? Que os responsáveis sejam punidos. Tudo sempre dentro da mais estrita legalidade. Viram que coisa mais... revolucionária?! Sim, revolucionária! No país do lulismo, defender o império das leis se tornou algo exótico.

No mais, eu não poderia deixar de tecer uma ligeira provocação, certo? Quem é esse tal "Movimento contra a Corrupção"? Onde diabos esses patriótas estavam em 2004 e 2005, quando o Brasil precisava ser "mobilizado" para combater o mensalão do PT? Já sei! É que o nome verdadeiro deve ser "Movimento contra a Corrupção dos outros", não é?

O ridículo dessa gente não conhece qualquer limite... Não são moralistas. Não são honestos. Não são, enfim, melhores que Arruda. Não devem, pois, ser encarados como justiceiros do governador do DF. Estão muito mais para companheiros de cela dele.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Pesquisa Ibope confirma dianteira de Serra.

Sim, eu sei que todos já tomaram conhecimento da mais recente pesquisa realizada pelo Ibope. Mesmo assim, cumpre fazer o devido registro.

Com Serra candidato do PSDB:
Serra - 38%
Dilma - 17%
Ciro Gomes - 13%
Marina Silva - 6%


Com Aécio candidato do PSDB:
Ciro Gomes - 26%
Dilma Rousseff - 20%
Aécio Neves - 14%
Marina Silva - 9%
 

Vamos primeiro ao que salta aos olhos: a candidatura de Aécio Neves simplesmente não decola! Ele cresceu? Bem, um pouco... Mas, vejam: quando o governador mineiro é colocado como candidato, apresenta-se a possibilidade aterradora de um segundo turno entre Ciro e Dilma! É isso que as oposições pretendem fazer com o Brasil?

E Serra? Bem, o governador de São Paulo continua na posição que sempre ocupou: a de franco favorito para suceder Lula. Isso não é mera opinião deste que vos fala, mas matéria de fato. Está lá, cristalino como as águas de um riacho.

Há outro dado, porém, que considero mais relevante: o da rejeição. Dilma, unjida pelo messias do pau-de-arara, é rejeitada por 41% dos eleitores. É muito? Não. É uma enormidade! Os especialistas costumam dizer que com mais de 40% de rejeição ninguém vence. Espero sinceramente que eles estejam certos...

O que me deixa curioso, contudo, é a basbaquice das oposições. Dilma é rechaçada por quatro entre dez eleitores, isso sem que a população conheça o passado imundo da terrorista. Digam aí: contando ao povo que a moçoila era dada ao sequestro, ao roubo e ao assassinato, as chances dela aumentariam? Não creio... Mas a oposição brasileira, vocês sabem, não é disso... Eles são - como é mesmo? - "responsáveis e propositivos"...

E Serra? Ora, o governador paulista é rejeitado por 29% dos eleitores. Parece muito? É, pode ser que seja mesmo. Mas - atenção agora! - trata-se do menor índice de rejeição entre todos os presidenciáveis! Aécio? 36% não votariam no mineiro de jeito nenhum.

Temos, assim, uma candidata do governo que não é bem quista por quase metade dos eleitores, isso sem que estes saibam uma vírgula acerca do passado dela como terrorista. Além disso, temos uma oposição dividida entre dois nomes: o primeiro lidera todos os cenários e conta com a menor rejeição, ao passo que o segundo, por outro lado, perde em todos os cenários e é o terceiro mais rejeitado.

Digam o que disserem, mas desistir de Serra é, neste momento, um atentado cruel contra a lógica política mais elementar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hexa na raça.



Eu queria um jogo fácil. Sabem como é? Uns três a zero, quem sabe já no primeiro tempo... Queria, enfim, um jogo bem ao "estilo São Paulo", onde o sangue frio ficaria acima da emoção.

Mas isso não é Flamengo. Tinha que ser como foi: sofrido, brigado. Quem era mesmo que falava em facilitação por parte do Grêmio? Time aguerrido esse "imortal tricolor"... Ótimo! Valorizou ainda mais nossa grandiosa conquista.

O Flamengo venceu. E isso basta. Não há comentário complementar que seja mais enfático. Vi o time ser campeão de novo. Muito tempo depois... Agora, junto com o filhote de apenas 10 meses, que não entendia nada do que estava acontecendo. Mas sorria e comemorava, vendo a festa ao redor.

Não poderia ser de outra forma, principalmente depois que aquele estádio se pintou de vermelho e preto. A maior e mais linda torcida do mundo merecia essa vitória. E ela veio. Obrigado, Nação!

sábado, 5 de dezembro de 2009

A triste sina do Amapá.

Não. Eu não vou discorrer mais uma vez sobre as mazelas deste rincão pútrido e apequenado. Limitar-me-ei a transcrever o que vai abaixo, publicado por Ricardo Noblat:

Notável exemplo de como a Justiça entre nós tarda e... falha.
Decisão tomada hoje pela juíza da 10a Zona Eleitoral Sueli Pini condenou Roberto Góes (PDT), prefeito de Macapá, por abuso de poder político, assim como sua vice Helena Guerra. Os dois tiveram os mandatos cassados e se tornaram inelegíveis por três anos.
Calma: já, já eles conseguirão uma liminar para permanecer nos cargos. Foi assim das quatro vezes anteriores. A saber:
1a. cassação- 03/12/2008 - Antes mesmo de ser diplomado e empossado como prefeito, Góes teve seu registro de candidatura cassado pelo juiz da 10ª Zona Eleitoral de Macapá, Marconi Pimenta. A vice também. Os direitos políticos dos dois foram suspensos por três anos. Motivo: abuso do poder político e econômico e compra de votos.
2a. cassação - 12/12/2008 - O juiz da 10a Zona Eleitoral Marconi Pimenta cassou o registro da candidatura de Góes e suspendeu seus direitos políticos por três anos. Motivo: abuso do poder político e econômico e  captação ilícita de votos.
3a. cassação - 03/03/2009 – Trecho da sentença da juíza Sueli Pini da 10a Zona eleitoral de Macapá. “Os investigados se preparavam para praticar a famigerada distribuição de cestas básicas em troca de votos, o toma lá da cá, a vantagem pessoal de obter votos”.
4a. cassação – 05/08/2009 - Góes e sua vice foram condenados à perda do registro de candidatura, portanto aos mandatos, devido a compra de votos em troca de tickets combustível. A decisão foi proferida pela juiza Sueli Pini da 10a Zona eleitoral.

Agora voltem ao comecinho do texto, quando Noblat falou que eles conseguiriam rapidinho uma liminar para ficar no cargo. Viram? Pois bem, leiam o que vai abaixo - também publicado pelo conhecido blogueiro do O Globo:

Cinco vezes cassado por abuso de poder político e econômico, cinco vezes Roberto Góes, prefeito de Macapá, foi reconduzido ao cargo por meio de liminar. Foi o que aconteceu mais uma vez, segundo decisão do juiz  do Tribunal Eleitoral, Marco Miranda.

Agora, respondam: é realmente preciso dizer mais alguma coisa? Não creio... Ademais, se alguma complementação fosse realmente necessária, eu poderia apenas lembrar que o MM. Juiz Paulo Cesar do Vale Madeira pediu exoneração do cargo de juiz eleitoral "para fins de preservar" a própria imagem pública.

De fato, tudo já foi dito. Não é preciso que este escriba diga mais nada. Qualquer coisa que eu poderia dizer aqui, já foi dita, em passado recente. E pensar que a canalha, a escória do mundo, chegou a questionar minhas palavras. Gente nojenta!a

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lentidão...

Sei que ando em falta com o blog e com os leitores. Há um punhado de comentários aguardando mediação, além de um ou outro texto quentinho, esperando para ser publicado.

Não vou me esconder atrás de desculpinhas fajutas. Vamos aos fatos: final de ano, férias chegando, afazeres se acumulando... Essas coisas. Que, admito, muito se assemelham a... desculpinhas fajutas.

Fiquem por aqui. Até o final da semana os comentários estarão zerados, prometo! E os novos posts, com algum otimismo, sairão do forno.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ainda o "menino do MEP" e a arte de não negar nada.

Transcrevo abaixo duas frases ditas por João Batista dos Santos, o suposto "menino do MEP". Leiam com atenção e, em seguida, retomamos:

"Não tenho nada para comentar sobre o assunto."

"Me converti a uma religião que me proíbe de mentir."

Olhem, eu sei que a lógica mais elementar pode parecer aborrecida para alguns, ainda mais nestes tempos - vá lá... - "modernos", em que imagens óbvias parecem "não falar por si".

Apesar disso, este vosso criado insiste em seguir aborrecidamente previsível, ancorado nos princípios éticos e morais sobre os quais se erigiu a nossa civilização. Nesta ótica, devo dizer que NÃO é NÃO. E apenas NÃO pode significar NÃO.

Digam o que quiserem os lulo-petralhas, mas o tal "menino do MEP" - se é que é ele mesmo... - não negou nada do que fora dito por Cesar Benjamin. Está tudo lá, nas frases acima. Perguntado sobre a veracidade da história, ou seja, se ele fora mesmo vítima de uma tentativa de estupro por parte de Lula, João Batista disse que preferia não comentar. E, convenhamos, não comentar é muito diferente de negar...

Agora, pergunto: por que não comentar?! "Ah, ele pode querer se resguardar.", diria o petralha - subitamente tomado por um humanismo que não lhe é naturalmente peculiar. Sim, claro que pode. Mas, então, surgiria outra pergunta: por que se resguardar de algo que supostamente não teria acontecido? Afinal, vocês lembram, Silvio Tendler disse que tudo não passava de "brincadeira" de Lula... Ou será que a tal "brincadeira" não era tão "brincadeira" assim?

A segunda frase, porém, é ainda mais emblemática. Ora, se João Batista precisa guardar silêncio porque está impedido de mentir - por força da fé -, só posso deduzir que ele, ao falar a verdade... Bem... Está tudo bastante claro, não?

Encerro fazendo um último questionamento: por que as acusações contra Arruda devem ser apuradas - E DEVEM MESMO! -, mas aquelas contra Lula, não? "Ora, mas no caso de Lula é só boato." Verdade... Então, petralhas moralistas, respondam essa: por que era permitido questionar a sexualidade de Kassab, mas não se pode apurar se Lula tentou praticar um estupro? Respondam isso, e poderão ter vez aqui. Caso contrário, sumam!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ainda Silvio Tendler e a "moral" deles.

Ao longo do fim de semana, pensei seriamente em deixar de lado essa história do "menino do MEP". Não em respeito ao PT, a Lula ou a quem quer que fosse. Em respeito a mim mesmo. Afinal, discorrer sobre os "instintos mais primitivos" dessa gente pogreçista é um tanto aborrecedor.

Mas não posso deixar de falar sobre a mais nova loucura dita por Silvio Tandler, aquele cineasta que resolveu defender Lula, dizendo que a história do "menino do MEP" não passara de uma piada ingênua. Vocês sabem, né? Essa gente humanista, ávida por nos salvar da besta-fera capitalista e por criar o tal "outro mundo possível", adora fazer brincadeiras sobre ataques sexuais...

Abaixo transcrevo dois trechos de uma entrevista que Tandler concedeu nos últimos dias. O texto em questão eu o encontrei publicado no blog do Reinaldo Azevedo (link aqui):


“Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara… (...)

Começo com um comentário óbvio, só para irritar a petralhada: Quer dizer que "todos os dias o Lula sacaneava alguém"? Quer dizer que o sujeito era dado a piadinhas de cunho - se me permitem a construção - "estupratório"? Bom, ainda bem que ele não foi eleito, não é?! Naquele momento, o Brasil precisava muito de uma pessoa que dedicasse o tempo a analisar os problemas e apresentar soluções. Um vagabundo desocupado, dado a "sacanear" os outros, seria desastroso para o país.


Agora, uso o trecho grafado em vermelho acima para fazer uma pequena digressão. Os leitores tradicionais do blog sabem que costumo dizer que os americanos são melhores que nós. E melhores em tudo! Alguns - os mais bairristas - se aborrecem. Pura perda de tempo, afinal é a mais pura verdade. A prova? Bem, vejam lá o relato de Tandler, um intelequitual do pogreçismo nacional: "A vítima (...) era um marqueteiro americano" e "Lula inventou aquela história (...) para chocar o cara".

Que tal um rápido passeio, braços dados com a lógica? Vamos lá: Lula e seus macaquitos escolheram uma "brincadeira" acerca de um suposto crime sexual "apenas" para - como era mesmo? - "chocar" o americano, certo? Qual é a lição que tiramos disso? Simples: segundo a moral daquele visitante "gringo", semelhante conduta delituosa não seria aceitável. E os petralhas da vez estavam certos! Lá, onde eles são conservadores, moralistas e caretas, um candidato à Presidência não consegue se sustentar depois de sair por aí contando semelhante "piadinha". Já aqui... Perceberam? São melhores que nós! E em tudo!

Retornemos a Tandler, o defensor-mor de Lula. Vejam o que vai abaixo:

“E você acha que, se isso fosse, soasse, verdadeiro, todos nós não ficaríamos chocados? Todos ali da esquerda, com amigos presos, ex-presos e tudo mais, você acha que nós ouviríamos aquilo com tom de verdade, se assim fosse ou parecesse, e não reagiríamos, não ficaríamos chocados?”

Conseguiram captar todas as nuances do que vai acima? Sugiro que o trecho em questão seja salvo e guardado para a posteridade. Trata-se da prova cabal e conclusiva de que Antonio Gramsci, o terrorista italiano, tinha razão: a moral da canalha radical e revolucionária é mesmo diferente da nossa - que eles chamam de burguesa.

Quer dizer então que Tandler - este humanista! - ficariam chocado com a história, caso fosse verdadeira, porque ele é "da esquerda"? Mas não é fascinante?! Na moral de um direitista, suponho, o estupro de um companheiro de cela deve, provavelmente, ser admitido. É isso?! Que gente sórdida!

Há mais. A declaração do valente nos faz supor que, em sendo real a história da tentativa de abuso sexual, ele - e os demais integrantes "da esquerda" - ficariam revoltados porque tinham "amigos presos". Amigos estes, eu suponho, também "da esquerda". Hum... Se os presos - vítimas de tentativas de abuso - fossem "da direita", a coisa seria, pois, menos grave?

O que me enoja é notar que essa mentira estúpida da superioridade moral das esquerdas se assenta numa ideologia responsável por criar a maior e mais eficiente máquina de matar que a humanidade já conheceu. Sabem qual é o legado que a utopia de Tandler deixou para o mundo? Uma pilha com mais de 100 milhões de cadáveres! Convenhamos: quem é condescendente com o assassinato em massa, bem que poderia sê-lo, também, com o estupro...

Finalizo mostrando mais um particular encontrado no discurso do sujeito. Segundo Tandler, ele e os demais eram "da esquerda". Perceberam? Não é DE esquerda, mas DA esquerda. "Ah, Yashá. E daí?" Daí que essa gente revela a natureza sórdida do seu pensamento vagabundo: não existe indivíduo, ser humano, pessoa. O que existe é "O Partido". E todo o resto, por conseguinte, existe para "O Partido" e dentro "d'O Partido". Por isso Tandler era DA esquerda. Não foi um engano retórico, um mero tropeço nas palavras. Foi a confissão de um método.

Quem aceita fazer parte de um mundo onde a individualidade do ser deve ser destruída, a fim de permitir que todos sejam "d'O Partido" - assim como Tandler era DA esquerda -, está condescendendo com o fim das liberdades individuais e, portanto, ajudando a implodir a viga-mestra da civilização. Aquele que faz algo assim, acreditem, pode condescender também com o assassinato em massa e com o estupro. Desde, é claro, que seja em nome da "causa".

Honduras dá lição de democracia ao mundo. E o Brasil bolivariano sai derrotado.

Vejam o que vai abaixo, publicado na Folha Online (íntegra aqui):

O candidato do opositor Partido Nacional, Porfirio Lobo, se declarou o vencedor das eleições deste domingo em Honduras e prometeu um governo de unidade nacional. O presidente deposto, Manuel Zelaya, que havia convocado um boicote, chamou a votação de "mentira" --apoiado pela maioria da América Latina, que disse não reconhecer o pleito.

Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral, com 61,89% dos votos contados, Lobo tinha 55,9% dos votos, contra 38,6% do rival Elvin Santos, do Partido Liberal --que reconheceu a derrota.
Contrariando a alegação dos zelayistas de que houve um grande boicote de 70% dos eleitores, o TSE afirmou que a participação chega a 61,3% (quase 10% a mais que em 2005).

Ah, eu quero ver como os lulo-petralhas bolivarianos vão conseguir negar o óbvio. Querem fatos? Vamos a eles:

1) Mais de 60% dos eleitores de Honduras foram às urnas, defender a democracia do país. Se isso não é reconhecer a legitimidade da eleição - e de quem a convocou -, o que mais seria? A abstenção foi alta? Depende... Para um país onde o voto NÃO é obrigatório, diria que alta mesmo foi a afluência dos eleitores.

2) Roberto Micheletti cumpriu tudo aquilo que prometera ao longo do seu mandato-tampão. Convocou eleições, afastou-se do cargo e abdicou de disputar o pleito. Depois de algo assim, ainda haverá algum idiota capaz de dizer que o sujeito era um ditador?

3) Notaram que o candidato derrotado, Elvin Santos, reconheceu a derrota? Se isso não for a prova cabal de uma demcoracia, não sei mais o que dizer!

"Ah, mas a América Latina não reconhece!", bradam os cães bolivarianos. É mesmo? E daí? O que diabos é a América Latina?! Hoje, em sua maioria, não passa de um convescote de vagabundos protoditadores e filoterroristas, interessados em solapar a democracia! Os Estados Unidos reconhecerão o pleito? Obama diz que sim. Então, dane-se o resto!

E o Brasil? Bem, Celso Amorim, Lula e toda a canalha amiga das FARC e do Foro de São Paulo deram com os burros n'água! Essa gente asnal só poderia se declarar vitoriosa se o vagabundo chamado Manuel Zelaya fosse restituído ao poder e, uma vez lá, pudesse convocar seu referendo golpista. Como não conseguiram, foram derrotados!

Agora, consolidada a democracia hondurenha, espero sinceramente que o governo democrático, constitucional e legítimo de Pepe Lobo Coloque o pé na porta da embaixada brasileira e prenda o vagabundo chamado Zelaya! E se o Brasil se colocar no meio? Que coloquem os macaquitos bolivarianos de Lula no chão, também! Simples assim.

sábado, 28 de novembro de 2009

VEJA e aquele que pode ser o "menino do MEP".

A VEJA desta semana, mostrando por que é a melhor revista do país - e uma das melhores do mundo -, cuidou de averiguar a história do "menino do MEP", divulgada ontem, em artigo na Folha, por Cesar Benjamin. Leiam o que vai abaixo (link aqui):

A um mês da estréia de Lula, o Filho do Brasil, surge um depoimento que contrasta fortemente com o filme de contornos hagiográficos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sexta-feira passada, o jornal Folha de S.Paulo publicou um artigo que deixou de olhos arregalados todos os que o leram. Intitulado “Os filhos do Brasil”, o texto é assinado por César Benjamin, um dos mais célebres militantes da esquerda brasileira.
(…)
[Lula] passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos trinta dias em que ficara detido. Chamava-o de ‘menino do MEP’
(…)
Por liderar greves no ABC paulista, Lula passou 31 dias preso no Dops, em São Paulo, em 1980, com outros sindicalistas. VEJA ouviu cinco de seus ex-companheiros de cela. Nenhum deles forneceu qualquer elemento que confirme a história de Benjamin. Eles se recordam, porém, de que havia na mesma cela um militante do Movimento de Emancipação do Proletariado (MEP). “Tinha um rapaz com a gente que se dizia do MEP. Tinha uns 30 anos, era magro, moreno claro. Eu não o conhecia do movimento sindical”, diz José Cicote, ex-deputado federal. “Quem estava lá e não era muito do nosso grupo era um tal João”, lembra Djalma Bom, ex-vice-prefeito de São Bernardo do Campo. “Eu me lembro do João: além de sindicalista, ele era do MEP mesmo”, conta Expedito Soares, ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O João em questão é João Batista dos Santos, ex-metalúrgico que morou e militou em São Bernardo. Há cerca de três anos, ganhou uma indenização da Comissão de Anistia e foi viver em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Por meio do amigo Manoel Anísio Gomes, João declarou a VEJA: “Isso tudo é um mar de lama. Não vou falar com a imprensa. Quem fez a acusação que a comprove”.

Não! O tal João Batista, que seria o "menino do MEP", NÃO NEGOU A HISTÓRIA contada por Cesar Benjamin e confirmada por Silvio Tandler! Só os lulo-petralhas, mentirosos como sempre, podem enveredar por tal seara.

Vejam lá: a única declaração que João Batista teria fornecido - "teria" porque feita de forma oblíqua, por meio de terceira pessoa - foi: "Isso tudo é um mar de lama (...) Quem fez a acusação que a comprove." Ora, onde está a negativa?! O que é um mar de lama? A história do Benjamin? A tentativa de estupro? A repercussão que a coisa ganhou na internet?

Quanto à exigência de provas, nada a dizer. Concordo inteiramente com isso. Acho que Benjamin precisa ser chamado a esclarecer os fatos, afinal seu relato envolve o atual Presidente da República. Quem está querendo deixar o assunto morrer não sou eu, mas o Palácio do Planalto. De minha parte as coisas estão muito claras: alguém cometeu um crime! Resta saber quem foi.

Cineasta ligado a Lula dá nova versão para o caso do "menino do MEP".

No post abaixo, há a nota à impresa publicada por Paulo de Tarso, dono da Matisse, acerca da história sobre Lula e o "menino do MEP". Segundo o publicitário, Cesar Benjamin teria inventado a história toda e Lula, por conseguinte, nunca teria mencionado a tal tentativa de estupro contra o "menino".

Hoje, foi a vez do cineasta Silvio Tendler falar sobre o ocorrido. Vejam o que vai abaixo, publicado na coluna de Mônica Bergamo, da Folha:


COMPLICADO
O cineasta Silvio Tendler diz ser ele o “publicitário brasileiro” de quem o editor César Benjamin afirma não se lembrar no artigo publicado ontem na Folha sobre a campanha de Lula em 1994. Nele, Benjamin relata conversa em que Lula teria revelado como tentou subjugar um preso nos 30 dias em que esteve detido, na época da ditadura militar. “Aquilo foi uma brincadeira, uma piada que ele tenta transformar em drama”, diz Tendler. “Se o cara [Benjamin] não consegue entender piadas, é complicado. Ele deveria ganhar o troféu de loira do ano.”
TREZENTAS
Tendler diz que a conversa era “uma brincadeira como outras 300″ que Lula fazia todos os dias. “Não tinha nada do tom dramático que ele [Benjamin] quer dar. O cara deve estar muito ressentido para sacar isso com 30 anos de atraso.”

Não deixa de ser interessante observar a repetição do "padrão petista": segundo dia, segunda versão diferente para o caso.

"Ah, mas Tandler desmentiu Benjamin!", gritará o petralha assanhado. Sim, desmendiu. Na forma, não no conteúdo... E, mais que isso, Tandler desmentiu Paulo de Tarso, para quem a tal conversa nunca existiu.

E aí? Quem está falando a verdade? Quem está mentindo? Num primeiro momento, sou tentado a acreditar que a versão de Tarso, exposta ontem, é aquela falsa. Afinal, a priori, duas pessoas confirmaram a tal conversa sobre o "menino do MEP": Benjamin e Tandler. Só o publicitário cismou que a coisa foi inventada.

Insisto num ponto: ao contrário do que pensa o Planalto, a história é grave! Diante de tudo o que se viu até agora, uma coisa é certa: UM CRIME FOI COMETIDO! O Brasil precisa saber quem foi o criminoso, e qual foi o delito... Houve mesmo um "menino do MEP"? Ele foi, de fato, molestado pelo atual Presidente? Ou tudo não passou de calúnica barata de Cesar Benjamin? Há que se apurar os fatos.

Por fim, não poderia deixar de tecer uma pequena provocação de cunho moral à petralhada: e se tudo não passou de brincadeira - de piada - de Lula? A coisa seria menos grave? É moralmente aceitável que um sujeito na posição dele se comporte de semelhante maneira? Vamos além: imaginem FHC, o "neoliberal", o "entreguista", fazendo semelhante piada... Ah, o mundo viria abaixo! Os pogreçistas iriam cair matando em cima dele, sem a menor piedade. E - vejam que coisa! - os primeiros da fila seriam aqueles humanistas "responsáveis" que, hoje, se apressam em proteger Lula.

Essa gente é mesmo uma coisa única!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Paulo de Tarso, dono da Matisse, fala sobre o caso do "menino do MEP".

Vejam a nota abaixo, publicada pelo publicitário Paulo de Tarso, dono da Matisse:

São Paulo, 27 de novembro de 2009.
Aos profissionais da imprensa.
A respeito do artigo publicado na Folha de São Paulo, nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, sob o título “Os filhos do Brasil” (pg. A8), de autoria do cientista político César Benjamin, onde sou citado nominalmente como participante de um almoço acontecido durante a campanha de 1994, com a presença do atual Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, e outros interlocutores, gostaria de me manifestar publicamente para que não pairem dúvidas sobre a minha versão do acontecido:
1 - O almoço a que se refere o artigo de fato ocorreu. O publicitário americano mencionado se chamava Erick Ekwall e nos tinha sido recomendado pelo empresário Oded Grajew.
2 - Eu, Paulo de Tarso, então responsável pela campanha publicitária do atual Presidente, não me recordo da presença de César Benjamin nesse almoço - embora ele trabalhasse conosco na campanha.
3 - Confirmo a informalidade do almoço, mas absolutamente não confirmo qualquer menção sobre os temas tratados no artigo.
4 - Não compreendo qual a intenção do articulista em narrar os fatos como narrou (como disse, sequer me lembro de sua presença na mesa).
5 - Não concordo com o conceito do que foi escrito - um ataque particular à figura do Presidente da República que, na minha opinião como cidadão, independente de quem seja, deve receber o respeito da sociedade brasileira como representante maior das instituições democráticas.
Sem mais.
Atenciosamente,
Paulo de Tarso da Cunha Santos

Chamo a atenção dos leitores para alguns trechos interessantes, que grafei em negrito acima.

Em primeiro lugar, cumpre deixar claro que "não confirmar" é bem diferente de negar. Estou jogando com as palavras? Brincando com o texto? Não, senhores. Estou é analisando o que vai acima do ponto de vista jurídico, que é muito importante nesse tipo de questão - ou alguém acha que o subscritor não consultou seus advogados?

Porém, o que me despertou mesmo o interesse foi o quinto ponto da nota. O que diabos é aquilo?! Saramago não conseguiria escrever algo tão sem sentido...

Há uma mensagem oblíqua naquele parágrafo que me assusta um pouco, afinal flerta abertamente com o absolutismo encarnado na figura do mandatário maior. Paulo de Tarso diz que o Presidente, "indepentende de quem seja, deve receber o respeito da sociedade brasileira". Perfeito! Mas digam aí: A história de Cesar Benjamin nos leva a indagar sobre o passado de Lula por que ele é... Lula? Ou porque ele fez aquela coisa hedionda que foi relatada na Folha?

Percebam: ninguém discute que o Presidente merece respeito, independente de quem seja. Mas não venham me dizer que ele merece respeito INDEPENDENTE DO QUE FAÇA, porque aí estar-se-ia abrindo as portas para as invasões bárbaras. Paulo de Tarso está sugerindo, de forma indireta, que há coisas que um Presidente pode fazer sem ser questionado. Isso é brincar com a democracia! Isso é inaceitável!

No mais, é deveroso lembrar que Paulo de Tarso é um dos publicitários mais ligados ao Planalto. Isso desmerece sua versão? Não necessariamente. Mas é justo que todos saibam quem está falando. Paulo de Tarso defendendo Lula é como o diretor do Milan defendendo Berlusconi; é como a Associação das Beatas Fogosas do Paraguai defendendo Lugo... É justo que se saiba, não é?

Polícia Federal e STJ apuram esquema de corrupção no governo de Arruda (DEM), do Distrito Federal.

Leiam com atenção o que vai abaixo, publicado no G1, o portal de notícias da Globo.com (íntegra aqui):

A Polícia Federal usou 150 agentes na Operação Caixa de Pandora, que investiga um esquema de repasse de dinheiro a aliados do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e apreendeu R$ 700 mil em dinheiro durante as buscas realizadas nesta sexta-feira (27) em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte. A PF fez buscas na residência oficial do governador, em casas e gabinetes de secretários do governo, de deputados distritais e em empresas.

(...) De acordo com o inquérito a que o G1 teve acesso, o suposto repasse de dinheiro aos aliados de Arruda era feito por meio de pelo menos quatro empresas que prestam serviço ao governo do DF. O documento não identifica todos os beneficiários do esquema –um secretário é citado por ter supostamente recebido R$ 34 mil de uma das empresas, que teve reconhecido um crédito a receber do governo de R$ 34 milhões. 

(...) O secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, ex-delegado da Polícia Civil, concordou em colaborar com a PF, em troca de delação premiada. Ele teria gravado conversas com o próprio Arruda. O teor das gravações não foi divulgado.

A PF rastreia R$ 600 mil. Um dos repasses, de R$ 400 mil, teria sido recebido pelo secretário, que supostamente repassou o valor ao chefe da Casa Civil do DF. “O valor era dissipado em diversos pagamentos menores a pessoas ainda não identificadas”, diz o inquérito, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). (...)

Simples e direto: trata-se de algo gravíssimo! Algo que atenta contra a lei penal estabelecida e - o que é mais grave - contra o sistema democrático em si.

Não é preciso tergiversar muito para perceber que o tal esquema, a serem as coisas como está narrado acima, segue o mesmo modus operandi daquilo que o Brasil conheceu como mensalão, ou seja, a compra de apoio parlamentar por meio de repasses periódicos de dinheiro aos deputados.

Os leitores mais tradicionais do blog devem imaginar como a petralhada se comportou esta tarde. Na ânsia de esquecer o - vá lá... - "entrevero" havido entre Lula e o "menino do MEP", correram para me aborrecer: "E aí?! Vai proteger o DEM?!" Ou então: "Não vai falar nada sobre o mensalão do Arruda?!" Eu, heim...

Proteger o DEM? Por quê? Não sou filiado ao partido. Aliás, nem sei se condivido com os Democratas boa parte das diretrizes deles... Eu, não! Não tenho bandidos de estimação! Desta feita, quando algum político qualquer é apanhado estuprado a democracia, este blog sempre tratou de apontar os fatos, sem proteger quem quer que fosse. No mais, convenhamos, quem tem bandido de estimação são os petralhas, né?

Aliás, vejam que coisa curiosa: Os lulistas sempre negaram a existência do tal mensalão - aquele clássico, denunciado por Roberto Jefferson. Pois bem, para que o "caso Arruda" seja tratado como um mensalão, é necessário que se reconheça que houve, antes, um... mensalão! Não é fascinante?! Temos, assim, o seguinte corolário: se os lulistas quiserem atacar o mensalão de Arruda - ou DEM, como queiram -, devem, antes, reconhecer o mensalão petista.

Essas contradições acontecem porque essa gente costuma colocar em prática sua dualética. O que é isso? Bem, eles têm duas éticas: uma para quando são alvo, e outra para quando dão flecha. Eu, que não tenho cadáveres no armário, quero mais é que tudo seja apurado até o fim! E, em havendo mesmo provas concretas de ilegalidades, quero que Arruda, o DEM e quem quer que seja vá pros diabos! E pra cadeia também, é claro!

Mas, atenção agora! Defendo a apuração minuciosa deste caso, da mesma forma que defendi a apuração minuciosa do mensalão petista. E mais: Defendo punição severa para Arruda e para o DEM, da mesma forma que defendo punição severa para Lula e para o PT!

Sacaram a diferença entre este escriba e os lulo-petralhas? Eu posso defender cadeia para todo tipo de bandido, porque não protejo ideologicamente ninguém! Eles, não podem fazer isso.

O menino do MEP e o "Filho do Brasil".


Estou certo de que todos vocês já leram a respeito, mas é impossível não deixar um registro do fato aqui.

Na Folha de hoje, Cesar Benjamin, uma espécie de lugar-tenente do PSOL, assinou um artigo que promete ter grande repercussão na blogosfera brasileira. A depender dos desdobramentos, não seria surpresa se a história ganhasse a chamada "imprensa tradicional".

No texto, Benjamin discorre sobre o período em que foi preso por ordem da ditadura militar. A certa altura, porém, passa a contar uma curiosa conversa que teve, em 1994, com Lula, então candidato do PT à Presidência. Leiam com atenção e tentem conter os engulhos:

São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.
(...) Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".
Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos. (...)

Sem tergiversar e sem especular, temos o óbvio: em sendo verdadeiro o relato que vai acima, Lula praticou uma TENTATIVA DE ESTUPRO! E, com alguma probabilidade, o delito de pedofilia também. Convenhamos: não é preciso ser um conservador reacionário para entender que a coisa toda, além de criminosa, é moralmente hedionda!

"Ah, mas pode ser tudo mentira!", dirão os petralhas assanhados. Claro que pode! Vou além - e todos aqui sabem que de lulista não tenho nada: espero que seja mentira! Pelo bem de Lula? Não! Pelo bem do Brasil! Não é bom para nenhuma nação que se pretenda civilizada descobrir que o maior mandatário foi um estuprador em potencial...

O ponto é que a história, pela riqueza de detalhes que possui, deixa ao governo Lula apenas dois caminhos: 1) Ou se admite o episódio - coisa que, sabemos, jamais acontecerá; 2) Ou o aparato jurídico da Presidência toma providências contra Cesar Benjamin, intimando-o a comprovar o que disse. Afinal, relatou-se que o Presidente da República tentatou praticar um estupro...

A reação do Planalto, é claro, não tardou. E seguiu a filosofia de Leônidas, de Esparta: Não gostou da mensagem? Então mate o mensageiro. Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, tratou de classificar Cesar Benjamin como um "psicopata". É mesmo? Bem, pelo que se sabe, não. Psicopatia, aliás, serviria bem mais para definir aquele Lula de então, que tentara subjugar um "menino"...

E sobre processar o militante do PSOL? Bem, o Planalto disse que não fará isso... Mas como?! "Ah, é tudo uma mentirada suja! Eles não podem se envolver!" Bem isso valeria no caso de uma pessoa comum, como eu e você, leitor. No caso do Presidente, não. É a honra do cargo, a figura institucional que ele representa que está em jogo. Se a história de Benjamin for mentirosa - e a riqueza de detalhes oferecida, creio, aponta para a direção oposto -, cumpre à Presidência adotar, sim, as medidas judiciais cabíveis. Agora, se tudo for verdade... Bem, difícil suportar o gosto amargo da bílis, não é?

Como afirmou Antonio Gramsci certa vez, "a moral deles [a nossa, chamada de "burguesa"] é diferente da nossa [a deles, chamada de "revolucionária]". Claro! De acordo com os meus valores morais, aborrecidamente firmes e imutáveis, tentar subjugar um outro indivíduo a fim de lhe tolher a liberdade sexual é um crime hediondo. E deve ser tratado como tal!

Mas eu, todos sabemos, sou apenas um conservador, reacionário, direitista, chato, feio e bob... Quem dá alguma importância para os meus valores?! Que nada! Bons mesmo são os valores daqueles "humanistas" do "pogreçismo", aqueles que, como Lula, se apresentam como salvadores da humanidades. São os anjos do "outro mundo possível"! Eles, sim, são homens bons! Estão sempre tentando nos brindar com amanhãs gloriosos. Mesmo quando buscam submeter outra pessoa à sua sanha animalesca.