Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Sarney, moderno e atrasado...

O texto abaixo transcrito foi assinado por José Sarney, aquele mesmo que escreveu sobre uma prostituta, cujos mamilos excitavam até os cães. Publicado na Folha de São Paulo de hoje, versa sobre um assunto atual e de grande importância, como vocês versão a seguir (íntegra aqui):

EU PASSEI pelo lápis, pelo tinteiro, pela caneta-tinteiro, pela esferográfica, pela máquina de escrever manual e elétrica e desembarquei no computador. Não é que agora estou mergulhado nesse mundo da rede, que não tem um centro gerador e que cresce como uma teia de aranha, sempre que se fia mais. Agora, eis-me acompanhando a guerra de titãs que vejo nos jornais entre Windows e Google e sou envolvido nas disputas pelos chips menores, os aplicativos mais vastos e que eu nunca saberei todos porque são tantos que os anos não aguentam mais. Chrome ou Windows 7? Esta é a nova disputa no mercado, até agora dominado amplamente pela Microsoft, que com versões de Windows equipa 90% dos computadores do mundo. Agora a Google, a segunda gigante dos softwares, anuncia que está preparando sistema operacional aberto, que pode ser manuseado e modificado por todo mundo, sem infringir patentes e desafiar segredos -que será distribuído gratuitamente. A resposta da Microsoft é lançar uma versão mais simples do seu sistema operacional, com o acréscimo de um processador de textos e de uma planilha rudimentares, emuladores dos clássicos do Office, o Word e o Excel. Aqui para mim já melhora. A Microsoft ameaça vender um sistema operacional -com preço de cerca de R$ 400- que terá um concorrente de grande porte gratuito. O Chrome OS vai chegar com toda a força e será um sucesso garantido. A dúvida é se vai ou não ganhar a guerra com o novo sistema Windows. A Google não tem entrado no mercado para perder, e sua aposta em serviços de rede, como o YouTube, o Gmail, o Orkut, e de desktop, como o Google Earth, mostram sua capacidade de inovar e ganhar as apostas. O Google Earth, por exemplo, é para mim um milagre, com sua capacidade de mostrar na tela a casa de todo mundo no mundo, inclusive a minha. Nesta batalha, o mundo da alta tecnologia vai tendo seus sucessos paralelos, como os telefones que fazem tudo, o iPhone da Apple, que se tornou a moda que cada dia avança mais sobre os telefones celulares convencionais, forçando a criação de outros telefones que fazem também uma porção de outras coisas, a começar por dominar o correio eletrônico. Os novos computadores da Apple, anunciados como mais fáceis de operar, estão sendo vendidos por US$ 1.500 nos Estados Unidos. Agora estou com medo dos livros. Querem que eles saiam do papel para a telinha. Estão surgindo para ler livros e jornais aparelhos como o Kindle, da Amazon, a maior livraria do mundo. Mas eu ainda continuarei com os meus velhos amigos, aprendendo sobre tudo isso nos jornais e nos livros de papel. E, aos vencedores, as batatas.

Sim, leitores. É isso mesmo. Que crise do Senado coisa nenhum! Que investigações da Polícia Federal uma ova! Que movimento "Fora Sarney!" o escambau! O maranhense que se elegeu senador pelo Amapá encontrou tempo e inspiração para discorrer acerca das maravilhas da informática. Não é mesmo fascinante?

Um amigo meu, versado em informática, teceu um comentário divertido a respeito: "É como se ele dissesse: 'Que denúncia que nada! Eu tô entrando de férias e quero mais é usar o Google!'" Pois é... Não deixa de ser revelador descobrir que, em meio à maior crise da história do Legislativo brasileiro, o Presidente do Senado encontre tempo para tergiversar a respeito das geringonças computadorizadas de Bill Gates.

O melhor comentário a respeito, aliás, eu encontrei no blog Alguém me disse, do jornalista Dacio Malta: "Como é que é um político tão moderno pode ser tão atrasado?"

Joga pedra na Geni!

Já está no ar a minha coluna desta sexta, lá no Perspectiva Política, do amigo Bruno Kazuhiro. Ali torno a tratar da malhação virtual a que foi submetida a cantora Sandy, ré de ter se manifestado publicamente contra um eventual terceiro mandato de Lula. Tristes tempos estes em que vivemos, não? Quem defende a democracia e suas instituições, como a filha do Xororó, recebe ataques os mais baixos e vis. Não deixem de ler a íntegra para saber mais a respeito.

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Pedalando...

Depois de Lance Armstrong, é a vez de anunciar o meu retorno ao ciclismo. Depois de alguns poucos anos sem subir numa bicicleta, comprei hoje uma nova em folha para retomar o bom e velho hábito de pedalar.

Sim, eu sei que a bike não é lá grande coisa... Mas lembrem-se: eu moro em Macapá! Aqui, caros, Judas morreu - porque as botas ele perdeu muito tempo antes! As opções que o mercado daqui oferece são realmente muito escassas... E, no mais, a cidade também não é lá grande coisa... Por que comprar uma Ferrari para desfilar na Birmânia? Pois é... A "máquina" é humilde e singela, mas quebra o galho.

Aliás, apesar de saber que o Brasil não é lá muito atento ao ciclismo, sugiro aos leitores que acompanhem a última semana do Tour de France, a ser iniciada no próximo fim de semana. As planícies francesas já ficaram para trás e os Alpes surgem imponentes no horizonte dos ciclistas. Abaixo algumas imagens mostrando os desafios que os quase duzentos competidores deverão enfrentar:

A última imagem mostra a etapa decisiva do Tour: a subida ao Mont Ventoux. Quem sabe se eu treinar bem, não consigo um dia percorrê-la?

Mais uma da imprensa golpista contra o "homem incomum".

A imagem acima retrata, como todos sabem, parte da primeira página da Folha de São Paulo, de hoje. De fato, como Lula fez questão de ressaltar há alguns dias, Sarney não é mesmo "uma pessoa comum". Afinal, uma pessoa comum não vira notícia diariamente em todos os jornais do país, vendo o seu nome associado a uma infinidade de escândalos.

Nunca é demais lembrar que o maranhense eleito senador pelo Amapá também tem duas casas não contabilizadas, isto é, não declaradas à Justiça Eleitoral deste rincão pútrido e bolorento de onde escrevo. Além disso, o autor de Brejal dos Guajas e Marimbondos de fogo também dá nome a uma fundação que recebeu dinheiro da Petrobrás e, consta, o repassou a empresas fantasmas.

Agora, não bastasse tudo o que cerca seu próprio nome, Sarney ainda tem que abrir o jornal e ver que a Polícia Federal decidiu cair em cima do filhote... Se eu pudesse dar um conselho ao sujeito, diria: pede pra sair!

O retrato fiel do lulismo.

A foto ao lado ilustra com perfeição o que é o lulismo e como funcionam seus métodos espúrios.

Imaginem que, ladeado por Fernando Collor, o presidente dozoperário e dozoprimido, Lula, conseguiu ter a coragem de criticar as alianças políticas baseadas em negociatas. Logo ele, que tem em sua base de sustentação gente como o próprio Collor, afastado do cargo por corrupção, José Sarney, o imortal senador e Renan Calheiro, aquele que fez contorcionismos ao falar da "gestante".

Ah, claro! Lula também encontrou tempo para criticar seus antecessores. Porém, quem conhece o lulismo sabe: Lula não tem antecessores. Tem antecessor. Só um: FHC. O tucano, sabemos, é o mal encarnado, aquele que só fez coisas ruins para o povo dessepaiz. E os outros que vieram antes dele? Bem, se tornaram aliados, né? E aí se revela a mentalidade sociopata do petismo: a máquina de propaganda do partido é facilmente usada para lavar as reputações de todos os antigos adversários, desde que sirvam à "causa" presente do Partido. Por isso Sarney é protegido e Collor celebrado. Por outro lado, cuida-se de destruir as reputações de todos os que não se alinham ao Partido, seguindo a má e velha tática leninista: acusar os adversários pelos crimes que os próprios petistas cometem.

Nunca é demais lembrar que Lula foi às ruas quando do impeachment de Collor. Naquela época, o petista estava contra o "Caçador de Marajás"... Hoje, Collor é um aliado. Mais um... Um senador que, segundo Lula, pode fazer um trabalho "excepcional" ao longo do mandato. E olhem que Lula, muito provavelmente, sequer sabe como se escreve excepcional... Pensem que é nas mãos de gente estúpida assim que entregamos as rédeas do país.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Mais uma casa não contabilizada de Sarney.

Os leitores lembram, estou certo, de José Sarney... Sim, aquele mesmo que escreveu Brejal dos Guajas, um livro que, segundo Millôr, seria motivo para impeachment. Pois bem, a imprensa já havia noticiado a casa muito engraçada - de 4 milhões de reais! - que o contador de Sarney - ó, ingenuidade! - esqueceu de declarar à Justiça Eleitoral do Amapá.

E daí? Bem, daí que aquela casa não contabilizada, ao que parece, não era a única. Sim, segundo a Folha de São Paulo há mais uma casa esquecida por José Sarney, aquele que escreveu sobre uma prostituta cujos mamilos excitavam até os cães... Leiam abaixo (íntegra aqui):

Embora constasse de sua declaração de Imposto de Renda uma casa em São Luís, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não informou a Justiça Eleitoral sobre a existência do imóvel na sua campanha à reeleição em 2006.
Segundo a assessoria do senador, Sarney foi orientado a declarar o imóvel à Receita Federal, mas havia entendimento de que não era necessário fazer o mesmo à Justiça porque ele já havia assinado, antes das eleições, uma procuração pela qual doava a casa a sua filha, a atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA).
Mas o imóvel, que fica na praia do Calhau, também não consta da declaração de bens da governadora à Justiça Eleitoral em 2006 -quando Roseana disputou e perdeu o governo.
Roseana disse que recebeu a doação em 2006, mas só em 2008 transferiu o imóvel para seu nome e passou a declará-lo à Receita. A assessoria do senador disse que Sarney não se recorda se a procuração de doação ocorreu em 2005 ou 2006. (...)

Mas é casa que não acaba mais! Será que ele esqueceu mais alguma? Será que o TRE do Amapá deixou de saber de mais alguma coisa? Sempre que leio as peripécias publicadas acerca de Sarney lembro de Lúcia Hippolito: o senador é mesmo um "fofo".

God bless Google!

Sim, eu sei que isso é meio Kibe Loco, mas qual é o problema? Seguinte: abram a página inicial do Google, digitem a palavra mentiroso e apertem no "Pesquisar"... Bem, vocês já imaginam qual é o primeiro resultado, não é mesmo?

Esse algorítmo de pesquisa do Google é mesmo sensacional!!!

Evo Morales tentando me agradar.

Quando eu escrevo que o ridículo do pogreçismo bolivariano é ilimitado, ainda vem gente aqui me censurar... Dizem que eu pego muito pesado com o mico mandante Chávez e com seus macaquitos espalhados pela América Latina.

Bobagem! Nunca se é severo demais com essa gentalha. Sabem qual é a mais recente estupidez deles? Não?! Pois vejam abaixo, em matéria do O Globo Online, o que o índio de araque, Evo Morales, falou acerca do tal "golpe" promovido em Honduras (íntegra aqui):

O presidente da Bolívia, Evo Morales, reiterou na segunda-feira acusações contra os Estados Unidos pelo golpe de Estado em Honduras, e disse ter informação sobre a participação da potência mundial na derrubada do presidente Manuel Zelaya.

(...) - Tenho informação de que o império, mediante o Comando Sul dos Estados Unidos, realizou o golpe de Estado em Honduras - disse Morales a jornalistas em Montevidéu, sem dar mais detalhes. (...)

- É uma agressão, uma provocação do império. Com Tabaré Vázquez expressamos nossa solidariedade e apoio ao presidente Zelaya. Os dois países não vão reconhecer nenhum outro presidente - comentou Morales. (...)

Quem dera, Evo! Quem dera... Infelizmente, sabemos, não é assim... Os Estados Unidos, sob o governo do Presidente-de-ébano, Hussein, não parece mais propenso a proteger a democracia ao redor do mundo. Antes, o Cristo de Illinois tem se mostrado muito amigo di ditadores os mais facinorosos, emprestando solidariedade ao botocudo Zelaya e rebaixando a América à agenda bolivariana do chavismo.

Sim, no meu mundo ideal a maior e mais importante democracia da história deveria mesmo ajudar a escorraçar um canalha como Zelaya do poder! E mais: não faria mais do que sua obrigação se assim agisse. Mas a verdade é que Evo Morales, o dublê de Mercedes Sosa, só está exercitando sua má e velha retórica antiamericana - que é a mesma retórica antidemocrática. Aliás, não deixa de ser curioso notar que os aliados bolivarianos de Hussein não exitam em lhe chutar o traseiro na primeira oportunidade. Pouco importa que o Messias negro tenha emprestado apoio à causa chavista, alinhando-se contra o governo constitucional de Honduras. Se acaso o Salvador havaiano esperava ganhar a simpatia da canalha filmarxista que tomou de assalto a América Latina, quebrou a cara. A resposta à mão estendida de Hussein foi uma grande patada!

P.S.: A bela e divertida imagem que ilustra este post foi criada por Raphael R. Barbosa, mais um querido leitor deste blog. Nela, a Formiga Atômica - que sempre esteve do lado do bem - representa a pequena Honduras e sua luta por democracia e liberdade.

Rápidas e rasteiras - 8.

1) Sarney cancela os atos secretos.
Li que o maranhense José Sarney, aquele que se elegeu senado pelo Amapá, mandou cancelar todos os atos secretos editados no Senado Federal. O que querem que eu diga? Antes tarde do que nunca, não é? Mas, ainda assim, uma dúvida me acomete...

2) E como fica o discurso do dia 16 de junho?
Ora, não foi o mesmo Sarney que disse, do alto da tribuna do Senado, não saber o que eram os tais atos secretos? Então - vejamos se entendi direito... - temos a seguinte situação teratológica: Sarney mandou cancelar os atos cuja existência ele desconhecia... Não é mesmo fascinante? Coisas da política nacional...

3) Determinando a própria renúncia...
Aliás, ao ver o ímpeto com que o imortal senador pretende moralizar o Senado, o humorista Tutty Vasques, do Estadão Online, escreveu o seguinte: "Pelo andar da carruagem do combate à bandalheira administrativa no Senado, não demora muito José Sarney vai determinar sua própria renúncia." Na mosca!

3) O deproma de dona Dilma, a mãe do PAC.
Que o currículo da ex-terrorista Dilma Rousseff era uma fraude, todos já sabiam. A novidade foi ver a desculpa esfarrapada da sujeita desmoronando diante das evidências: Dilma sabia que as informações acerca de sua formação acadêmica estavam erradas! Pior: Sabia e compactuou com a fraude, mantendo o país em erro. É uma pessoa assim que o petismo quer nos legar no comando da nação? Lembro de Reinaldo Azevedo e de sua brilhante tirada: "O petista que não tem diploma, se orgulha de não tê-lo; o que se orgulha de tê-lo, não tem."

4) Aos leitores do blog - 1:
Sim, eu já notei que há algo errado com o sistema de comentários do blog. Mas não adiante perguntarem a este pobre escrevinhador o que é, pois meus conhecimentos de informática são assaz limitados. O principal problema é o das datas: os comentários estão indo ao ar com a data da publicação feita por mim, após a moderação. Por isso alguns de vocês escreveram no domingo, mas seus textos estão aparecendo com a data de hoje. Já enviei um e-mail ao blogger relatando o problema e pedindo solução. Enquanto isso, só posso pedir paciência...

5) Aos leitores do blog - 2:
Puxa vida! Escrevi sobre o trovador dos olhos verder, Chico Buarque, ontem à noite, mas a manada formada pelos fãs do sujeito já baixou aqui com força. Essa gente não tem mais o que fazer, não? Não trabalha? Não estuda? Santo Deus! Parem de me torrar a paciência! Não! Eu não vou publicar comentários de nenhum fã-clube de Chico, incumbido de defender os dotes musicais do sujeito. Vão procurar outro blog! Da mesma forma, não darei holofote nenhum aos que pretendem defender o "Chico enquanto pensador político". Pela enésima vez: CAIAM FORA DAQUI!

Leiam abaixo:

1) Se o Chico pode, por que a Sandy não pode?;
2) VEJA revela possível conta de Sarney no exterior;
3) Leitores - 2: Os que envergonham a raça humana;
4) Leitores - 1: Os que orgulham o blog;
5) Rápidas e rasteiras - 7;
6) Estadão: "Fundação de Sarney dá verba da Petrobrás a empresas fantasmas.";
7) Mais sangue nas mãos de Barack Hussein;
8) As eleições, a internet e a liberdade de expressão;
9) O HORROR: Taliban compra crianças para usar em ataques suicidas;
10) Honduras e o duplipensar;
11) O Papa e a tal "direita católica";
12) Ronaldo diz que Lula ajuda Corinthians por meio de empreiteiras;
13) A democracia e as obviedades.

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Se o Chico pode, por que a Sandy não pode?

Ai, ai... Muito me diverte o - como direi? - engajamento de certos artistas dessepaiz. No Brasil, aliás, chegou-se ao absurdo de exigir de todo e qualquer artista a defesa de uma "causa", o dever de carregar uma "bandeira de luta". Não basta ser bom ator, ou produzir boa música. Isso foi relegado ao segundo plano. Importante mesmo é vestir a camisa do pogreçismo politicamente correto.

Tomemos o exemplo de Roberto Carlos, o proclamado "Rei" da música brasileira. Não sou lá muito fã do homem, mas me vejo forçado a reconhecer que ele compôs várias peças grandiosas do gênero. Experimentem ler as letras: há ali poesia de primeira categoria, infelizmente interpretada por uma voz que - se me permitem - não enriquece o conjunto da obra. Mas eis que o "Rei", apesar da multidão de fãs que conquistou, sempre teve que conviver com a crítica de certa intelequitualidade brasileira, que acusou a falta de - como é mesmo? - "compromisso político" de suas canções. Chegou-se ao extremo de dizer que Roberto Carlos foi só uma jogada de marketing da ditadura militar - aquela que foi uma "ditabranda", lembram? - para desviar a atenção do povo dos "horrores produzidos nos porões do DOI/CODI."

O exemplo diametralmente oposto é o de Chico Buarque, aquele que produziu música de excelente qualidade, principalmente quando não tentou contorcer seus miolos na esperança de camuflar algum sentido revolucionário nas palavras. Vejam os seguintes versos, por exemplo:

"E também prá me perpetuar Em tua escrava Que você pega, esfrega Nega, mas não lava..."

Trata-se de uma construção muito bela e poeticamente interessante, que, politicamente, não quer dizer absolutamente nada! E vejam que coisa curiosa: não tem que querer dizer nada mesmo! Eu, um tanto conservador em matéria musical, prefiro Tatuagem e Atrás da porta, que se preocupam apenas com boa e velha poesia, do que o engajamento de polichinelo que se encontra em coisas apequenadas como Geni e o Zepelim e Acorda amor. Mesmo porque, com todas as vênias de estilo, devo dizer que certo pogreçismo nacional exagera e enxerga política até mesmo onde política não há. Vejam:

"A minha gente sofrida Despediu-se da dor Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor O homem sério que contava dinheiro parou O faroleiro que contava vantagem parou A namorada que contava as estrelas parou Para ver, ouvir e dar passagem"

O que vai acima é bonito e até divertido. Mas querer encontrar ali no meio qualquer referência à luta de classes é forçoso e estúpido. É música. E só música. Talvez foi o exagero político que se criou em torno de Chico, tratado como uma espécie de baluarte da esquerda nacional, que o levou a percorrer mares nunca d'antes navegados, entregando-se à arte de escrever livros. E aí, caros, a coisa começou a ficar preta, ou melhor, afrodescendente...

Antes de mais nada eu esclareço aos fãs ardorosos do trovador de olhos verdes: sim, eu li alguma coisa da - vá lá... - "obra" literária de Chico. Pouca, é verdade... Mesmo porque a nenhum ser humano deve ser dado folhear mais do que dois livros rascunhados pelo sujeito... O problema do "Chico enquanto escritor" é que ele tentou ser, na prática, aquilo que os pogreçistas queriam que ele sempre tivesse sido: um intelequitual engajado na defesa dozoprimido. Não é sem motivo que a melhor resenha da literatura produzida por ele foi feita por Diogo Mainardi, na última VEJA. Disse o "Oráculo de Ipanema": "Eu já resenhei um romance de Chico Buarque: Benjamim. Nele, um homem à beira da morte relembra o passado, misturando realidade e sonho. Em Leite Derramado, seu último romance, um homem à beira da morte relembra o passado, misturando realidade e sonho. Sim, é exatamente isso. Mesmo porque, convenhamos, não se poderia esperar muito de um sujeito que começa uma frase dizendo: "Fui dar em Budapeste..." Pois é... Não pega bem...

Mas por que este escriba está aqui discorrendo acerca da politização dos nossos artistas? O que me leva a apontar o dedo contra a já badalada "obra" do "Chico enquanto escritor" - que nada mais é do que a materialização do "Chico enquanto ativista político"? Bem, a verdade é que o faço em defesa dozoprimido. Sim, juro! E, neste caso, o meu oprimido - ou a minha oprimida - é a Sandy. Sim, aquela mesma: a filha do Xororó (ou seria do Chitãozinho?) e irmã do Júnior. Do que estou falando? Explico.

A Sandy, por meio de seu Twitter, achou por bem se manifestar contra as pretensões continuístas de Lula e do petismo. Ah, claro que ela tomou bordoadas de todos os lados, afinal o pogreçismo sempre pede por debates de ideias, desde que todas lhes sejam favoráveis ao final... Tudo se deu no último dia sete de julho, quando a moça, ou melhor, a senhora escreveu o seguinte:

"Resolvi ver de novo as notícias e o q encontro?: 'Lula diz que pode concorrer ao terceiro mandato'. Só faltava essa..."

Êpa! Mas ela escreveu só isso? Sim, só isso. E tomou patada dos petralhas mesmo assim? Sim, mesmo assim. Vocês sabem, né? Fale mal da mãe de um petista, mas não toque em Lula e em seus desejos totalitários. E como a cantora (ela ainda canta?) reagiu aos ataques - no mais das vezes, rasteiros - que lhe foram dirigidos pela manada ensandecida? Com muita classe, eu diria. Explicou por que abomina o terceiro mandato, contextualizando a questão na realidade internacional, inclusive mostrando que, via de regra, apenas uma reeleição é permitida no mundo civilizado. E arrematou:

"Mas, só pra deixar claro, se eu tiver uma opinião política que ache pertinente, vou expressar, até porque estou no meu direito como contribuinte e eleitora. Assim como qualquer outro cidadão, seja ele artista, padeiro, psicólogo, lixeiro ou professor. Isso se chama democracia."

Dizer o quê? Sandy acertou na mosca!
Por que ela, "enquanto artista", não pode ter uma opinião política, ao passo que boa parte dos doutores acadêmicos do Brasil dobraria de bom grado as orelhas a fim de escutar as palavras de Chico, o cantor engajado? Está bastante óbvio, não? É porque a "causa" de Chico é a "causa" do pogreçismo lulista, enquanto que a de Sandy, ao que parece é a da democracia. E democracia, vocês sabem, provoca urticárias nessa gente abespinhada, que ouve A Banda com lágrimas nos olhos toda vez, acreditando estar escutando uma espécie de versão brasileira da Marselhesa.

No mais, por que se deveria criticar qualquer opinião política de Sandy, enquanto se aceita como dogma do pogreçismo aquilo que sai da boca de um escritor, que conseguiu dizer que "escrever é uma chatice"? Confesso que, de certa forma, eu até o entendo... Escrever as coisas que Chico escreve deve ser mesmo muito chato... Quase quanto escrever que "quando você pula, pula até suar"... Eu, por exemplo, acho que Chico disse uma rematada tolice! Escrever é algo fascinante, desde que se tenha algo de bom e bonito para colocar no papel. Sentar para "dar em Budapeste", convenhamos, não deve ser mesmo nada animador.

Sábado, 11 de Julho de 2009

TIRA A MÃO!

É claro que todos lembram do mike osoviskh, o querido leitor do blog que escreveu uma singela poesia sobre o senador do duplipensar, Aloízio Mercadante.

Pois parece que a criatividade dele - para nossa sorte - não tem fim. Recebi hoje um e-mail onde mike me apresentou a divertida imagem aí ao lado. O que posso dizer? Apenas que é uma ótima sacada!

É por isso que, com a devida permissão, ela estampa a página deste blog nesta manhã de sábado, em que ficamos sabendo que o maranhense José Sarney pode ter uma conta secreta no exterior.

Só posso sugerir que a divulguem muito! O máximo possível. O Brasil não é deles!

VEJA revela possível conta de Sarney no exterior.


Ontem, ao escrever esse post, mencionei que o final de semana poderia nos trazer uma bomba jornalística de primeira grandeza, ligada às finanças pessoais daquele sujeito que Lúcia Hippolito chamou de "fofo". O meu amigo Bruno Kazuhiro, do excelente Perspectiva Política, foi quem me chamou a atenção para a possível existência de uma conta no exterior em nome de José Sarney, o maranhense que se elegeu senador pelo Amapá. Pois a história era mesmo forte! Tanto que a mais nova VEJA traz uma matéria recheada de informações acerca do episódio. É mais uma denúncia que surge contra o autor de Brejal dos Guajas, aquele livro que, segundo Millôr, seria motivo para impeachment. Vamos aos detalhes:

Em junho de 2001, o presidente do Senado, José Sarney, esteve em Veneza, na Itália, ao lado do banqueiro Edemar Cid Ferreira, amigo de mais de três décadas. Eles foram acompanhar a cultuada Bienal de Artes da cidade. Sarney e Edemar visitaram exposições e foram a festas.

Semanas depois, já em São Paulo e de volta ao trabalho, o então dono do Banco Santos mandou registrar em seu computador detalhes financeiros da temporada da dupla em Veneza. O registro faz parte dos milhares de arquivos digitais que integram o processo sigiloso de liquidação do banco.

O documento tem como título "JS-2". Em sete linhas ele relata a movimentação de uma conta em dólares no exterior. Há um ano, VEJA teve acesso a esse e outros documentos do rumoroso caso de liquidação extrajudicial do Banco Santos.

Na semana passada, finalmente ficou claro que JS-2 era o nome-código de uma conta em dólares de José Sarney e que as anotações feitas em 10 de junho de 2001, exatamente no dia da abertura da Bienal, se referiam a movimentações de fundos.

Edemar registrou a entrega de 10.000 dólares em Veneza a "JS". Edemar Cid Ferreira se referia ao presidente José Sarney em documentos do banco recolhidos pelos interventores e em poder da Justiça pelas iniciais "JS." Caso encerrado?

As evidências são inequívocas, mas à polícia e à Justiça cabe a palavra final.

Procurados por VEJA, tanto Sarney quanto Edemar garantiram desconhecer os fatos apurados pelos interventores e pela Polícia Federal e registrados nos documentos que ilustram estas páginas. Essa é uma questão que cabe à Justiça dirimir.

Como também cabe às autoridades determinar se essa conta e os fundos nela contidos são de origem legal e se foram devidamente declarados à Justiça Federal. Não é crime ter conta no exterior.

Crime é mandar para fora os recursos sem conhecimento das autoridades e sem comprovar a licitude de sua origem. (...)

A simples proximidade com o controlador do Banco Santos é problemática. Edemar foi condenado pela Justiça, em primeira instância, a 21 anos de cadeia (...)

(...) O arquivo "JS-2 – Posição exterior JS" foi encontrado nessa má companhia. Ele identifica a movimentação da conta que, em 30 de outubro de 1999, registrava saldo no exterior de 870 564 dólares, o equivalente, então, a 1,7 milhão de reais. Além da entrega de dinheiro em Veneza, o arquivo "JS-2" expõe outras duas retiradas.

A primeira, em 18 de dezembro de 2000, é de 4 717 dólares, ou 10 000 reais, segundo a conversão anotada na planilha, e não especifica o destino dos recursos. A segunda, em 21 de março de 2001, descreve um saque de 2 273 dólares, também convertidos em reais.

Especifica-se o destinatário: "Valor entregue na Al. Franca". A família Sarney tem um apartamento na Alameda Franca, em São Paulo, onde, recentemente, se hospedou a governadora Roseana Sarney depois de se submeter, na capital paulista, a uma cirurgia para correção de um aneurisma.

A relação íntima e histórica de José Sarney com Edemar Cid Ferreira, os negócios do ex-banqueiro em áreas de influência política do senador e a coincidência entre as iniciais JS são, repita-se, apenas evidências, quase inequívocas, sim, mas apenas evidências, de que ambos se associaram na prática dos delitos financeiros consubstanciados nos documentos em poder da Justiça.

A dúvida sobre se as iniciais JS se referem mesmo a José Sarney não existe. A prova disso está em outro documento em posse da Justiça ao qual VEJA teve acesso: a agenda de Edemar. A letra "J" registra nomes conhecidos como José Serra, Jô Soares, Jayme Sirotsky, Jorge Santana e João Santos.

Entre nomes completos está a sigla "JS". Clicando em cima das iniciais abre-se uma página intitulada "Contatos JS". Nesse arquivo estão armazenados todos os endereços de José Sarney em Brasília e em São Paulo e todos os telefones, inclusive de secretárias, ajudantes de ordens e seguranças do presidente em Brasília, São Luís e Macapá.

(...) A suspeita de que mantinha uma arca milionária e secreta no exterior, administrada pelo amigo banqueiro, é terrível para o presidente do Congresso porque suas declarações de imposto de renda não registram dinheiro no exterior no período contemplado pela contabilidade do Banco Santos.

Além disso, os dólares de "JS" equivaliam a 1,7 milhão de reais em 1999 – 74% do patrimônio total declarado por Sarney à Justiça Eleitoral em 1998, quando concorreu ao cargo de senador pelo Amapá.

(...) A agenda deixa evidente que a relação entre o senador e o ex-banqueiro não era apenas de amizade ou interação intelectual. Em um dos itens, logo abaixo do nome de Sarney, aparece o nome da estatal Eletrobrás. A empresa, comandada por gestores indicados pelo senador desde o início do governo Lula, é uma das patrocinadoras do fundo de pensão Real Grandeza.

(...) A relação entre o ex-banqueiro e o senador sempre foi pontuada por episódios estranhos. Há cinco anos, um dia antes da intervenção do BC no Santos, Sarney conseguiu retirar 2,2 milhões de reais que tinha investido no banco do amigo. Entre as centenas de aplicadores no banco de Cid Ferreira, Sarney foi o único que conseguiu salvar suas economias, escapando do bloqueio imposto pelo BC aos outros investidores.

O presidente afirmou, então, que mandara sacar o dinheiro por causa dos rumores no mercado dando conta da péssima saúde financeira do Santos. Sarney negou ter recebido informação privilegiada.

(...) Como os 2,2 milhões de reais não apareciam em sua última declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, Sarney afirmou que o dinheiro fora obtido com a venda do Sítio do Pericumã, uma fazenda de 268 hectares que mantinha nas imediações de Brasília. O presidente, porém, continuou a usar normalmente a propriedade que afirmou ter vendido.

Desde que perdeu o banco, Edemar Cid Ferreira vem amargando um período de purgação. O ex-banqueiro garantiu a VEJA que o Santos nunca foi depositário de recursos de terceiros no exterior. E acrescentou: "Desconheço a existência de um arquivo JS-2 em meu computador. Não sei quem criou, quando e com que propósito".

O arquivo JS-2, segundo os registros digitais que podem ser verificados no próprio computador do ex-banqueiro, foi criado no dia 3 de julho de 2001, às 10h05, por uma funcionária chamada Vera – mais precisamente Vera Lúcia Rodrigues da Silva, secretária de Edemar, a mesma que, de acordo com a polícia, operava as contas e fazia os pagamentos clandestinos do Banco Santos. Com a palavra final, a Justiça.


Eis aí. Ao que parece, a gravidade daquilo que orbita em torno daquele imortal que escreveu sobre uma prostituta, cujos mamilos excitavam até os cães, é cada vez maior. Eu me pergunto apenas: como ele pode resistir? Não me canso de repetir: em qualquer país minimamente sério e civilizado, alguém na posição de Sarney já teria sido levado à renúncia há bastante tempo. Mas o Brasil, como dizia De Gaulle, não é um país sério...

Notem que, segundo VEJA, a primeira reação de Sarney ao ser indagado sobre o caso foi a clássica saída de alguém que integra o governo lulista: 1) não fez nada; 2) não sabia de nada. E sabem o que é pior? Isso é até considerado como uma resposta aceitável! Vivemos tempos realmente muito sombrios...

Sim, é preciso apurar tudo até o final. Não se pode ser leviano ao ponto de prolatar, hoje, uma sentença condenatória contra Sarney. Afinal, como disse Lula, ele "não é uma pessoa comum". Mas que os indícios de irregularidades são gritantes, ah isso ninguém pode negar. O principal indicador de que há algo irregular são as declarações apresentadas pelo maranhense à Justiça Eleitoral do Amapá. Nelas, que já haviam "esquecido" da casa de quatro milhões de reais, não consta nenhuma referência a qualquer conta bancária no exterior. O problema é que os fatos permitem crer que Sarney manteve, sim, dinheiro em outro país. Isso porque o tal "JS", está posto, era mesmo o autor de Marimbondos de fogo...

E agora? Esperemos para ver o que dirão a polícia, o Ministério Público e a Justiça. Como o Brasil não é um país sério, sinto-me confortável o bastante para acreditar que nenhum desdobramento prático será verificado. Mas ainda tenho esperanças de ver a oposição trabalhando como oposição, sem dar descanso a Sarney e ao lulismo.

Finalmente, acompanhar o proliferar de denúncias contra Sarney me dá vontade de tripudiar em cima de certos intelequituais que conheço pessoalmente, e que sempre se mostraram ligeiros e prestativos quando se tratou de defender o maranhense. Gente supostamente estudada, diplomana, mas que nunca leu duas páginas de um clássico - e se leu não entendeu nada! -, que deve estar com a cara no chão! É merecido! O chão é o lugar dessa canalha!

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Leitores - 2: Os que envergonham a raça humana.

Sabem por que o terrorismo promovido pelo fascismo islâmico consegue sobreviver? Porque eles estão vencendo a chamada "guerra da informação". Basta ver que a mídia não chama os vagabundos de terroristas, mas de "militantes". Mas não vou tergiversar. Prefiro dar exemplos concretos da submissão intelectual que os relativistas da moral mantém com relação aos facinorosos.

O comentário abaixo transcrito foi escrito pelo leitor que se identifica como "Fábio". É o nome real dele? Quem sabe... Eu estou sempre propenso a duvidar dessa gentalha, que tenta encontrar justificativas morais para as ações dos terroristas do Taliban. Vejam por vocês mesmos:

Não vou ficar defendendo o Taleban, que só sabe promover morte e terror. Mas é muita hipocrisia usar uma notícia dessas pra enaltecer essa tal "civilização ocidental". Se formos ver a história, a nossa civilização já promoveu bem mais horrores do que todos os terroristas islâmicos juntos! Você se mostra tão indignado porque eles usam as crianças como homens-bomba, mas não fala nada sobre os traficantes do Rio, que usam os meninos como aviões. Lá não pode porque eles são de outra cultura, né? Aqui, no nosso quintal, tudo é lícito.

Dizer o quê? Sinto ânsia de vômito só de ler os rabiscos feitos pela canalha. Percebam a facilidade com que o sujeito relativiza o horror em estado bruto. Pergunto-me: como alguém consegue empregar uma conjunção adversativa a fim de formular uma frase, cujo único escopo é diminuir a gravidade do que é feito pelo terror? Reparem na retórica estúpida a criminosa do símio: "Não vou ficar defendendo o Taleban (...) MAS" Mas acabou defendendo, né?

E por quê? O que leva alguém supostamente humano a advogar em defesa dos islamofascistas do Afeganistão? Ora, segundo ele é porque a nossa civilização, a ocidental, teria promovido "mais horrores do que todos os terroristas islâmicos juntos" Onde está a evidência empírica disso? Ora, nem ele sabe. E não sabe porque não existe! Em suma, tudo não passa de uma mentira absurda. Uma trapaça intelectual das mais pedestres, bem típica dessa corja que serve de idiota útil para o terrorismo.

Notem que ele cobra de mim uma espécie de imparcialidade suja, que significaria tão-somente igualar o ocidente aos fascistas do terror islâmico. Ah, aqui não! Para quem ainda tem dúvida, esclareço: este blog tem um lado! E este lado é bem definido: a favor da democracia e do sistema de liberdades individuais sobre o qual se erigiu o ocidente. E mais: defendo de forma clara é inequívoca que os INIMIGOS DO OCIDENTE DEVEM SER VENCIDOS! Assim, não esperem de mim uma postura fria e imparcial quando o assunto é falar do horror abjeto promovido pelo Taliban. Não é possível ser isento quando se lê que crianças são compradas para serem usadas em atentados suicidas! E isso se torna moralmente ainda mais grave quando se sabe que os tais atentados são praticados em nome de uma suposta "causa", de uma alegada "resistência ao opressor". Mentira, mentira e mais mentira! Os vagabundos explodem suas crianças porque são animais sem nenhum tipo de imperativo moral! O fazem porque não são humanos, não porque lutam em nome de um suposto humanismo.

Assim, é evidente que as crianças aliciadas pelo tráfico carioca são vítimas. É evidente que os bandidos brasileiros são também meliantes da pior espécie, que devem ser combatidos e vencidos. Mas não me peçam para igualar as coisas, porque não terão isso! Os traficantes brasileiros agem à margem da lei, enveredando apenas pela seara criminosa, desafiando e humilhando as leis e o Estado democrático de direito. Quando presos e processados, os facinorosos não tentam justificar seus atos espúrios por meio de uma "causa libertadora". Já o Hamas, o Hezbollah e o Taliban usam os cadáveres de suas crianças como instrumento de propaganda internacional. Os terroristas se alimentam da carne mutilada de seus filhos, invertendo a lógica mais primária e basilar da humanidade: o dever de proteger o descendente.

Não, definitivamente ninguém vai encontrar neste blog qualquer paralelo entre o ocidente e seus algozes. Isso porque não há paralelo possível! Nossa mazelas - que são muitas e graves! - não nos servem de orgulho ou de justificativa. Antes, nos envergonham. Já lá, sob o jugo do fascismo islâmico, a carnificina infantil é cantada como ato de resistência de um "povo oprimido". Eles vendem ao mundo que precisam explodir seus filhos porque o ocidente - que malvado! - não lhes deixaria escolha. Mentira! Tudo é escolha, sempre. E aqui a coisa se simplifica e se torna cristalina: eles escolheram assassinar seus infantes, ao passo que nós, conservadores e reacionários que somos, escolhemos proteger os nossos. E eu ainda não me dou por satisfeito. Vou além: acredito que devemos escolher de forma clara e definitiva proteger e salvar também as crianças deles, que não querem ser explodidas como míseros pedaços de carne barata. Se a escória do mundo não vê importância em salvar seus filhos, caberá a nós, moralmente superiores, fazê-lo. Esses são nossos valores. Essa é nossa história.

Leitores - 1: Os que orgulham o blog.

Um querido leitor deste humilde blog, mike osoviskh, escreveu algo que não pode ficar relegado à caixinha de comentários. Por isso decidi transcrever aqui, na página principal, a homenagem que ele fez ao augusto senador Aloízio Mercadante, aquele que encarna como ninguém o duplipensar, capaz que é de pedir o afastamento de Sarney de manhã, a permanência o maranhense de tarde e o afastamento - de novo! - à noite. Deleitem-se:

O Senador mercadante
Jamais pensou em ver esse dia.
de uma hora para outra
mercadante virou mercadoria.

Cumpriu assim a sina
De todos que enganam o povo;
Mente, engana e acha graça.
Pois na próxima se elege de novo

Mas pelo menos agora
Finda toda fantasia
Puro e santo por fora
Por dentro só velhacaria

Andando junto a sarney
Mudou o dito do bigode
Pois senador com ele na cara
Nem o diabo pode.

E não se enganem com os outros
Tentando passar por santo no mundo
se no pt falta o bigode horroroso,
Sobra mensaleiro, safado e vagabundo

Rápidas e rasteiras - 7.

1) Sarney e a conta no exterior.
Meu amigo Bruno Kazuhiro, editor do já famoso blog Perspectiva Política, lançou uma bomba interessante na blogosfera brasileira. Segundo ele, corre a informação de que o maranhense que se elegeu senador pelo Amapá, José Sarney, aquele mesmo que escreveu sobre uma prostituta cujos mamilos excitavam até os cães, teria uma conta bancária no exterior. Agora é experar pra ver se a informação será confirmada pela imprensa. A julgar pelas notícias publicadas nos últimos dias sobre o imortal, não duvido mais de nada...

2) Ainda Sarney... Agora sobre a mídia...
Li no blog de Lauro Jardim, na Veja Online, que José Sarney, o autor de Brejal dos Guajas - aquele livro que, segundo Millôr Fernandes, depois que "você larga não consegue mais pegar" -, escreveu em sua coluna que o encontro entre Barack Obama, o Hussein, e o protoditador russo Dimitri Medvedev "passou batido pela mídia". Segundo Jardim isso se deve ao fato de que a "mídia nacional" anda muito ocupada dando espaço nas manchestes para assuntos que todos sabemos quais são...

3) Serra e a falta de vontade.
Deixemos o autor de Marimbondos de fogo de lado. Falemos de pessoas um tanto mais importantes: Soube há pouco que o governador de São Paulo, José Serra, não estaria demonstrando "espírito de candidato". Hum... Querem saber? Eu concordo! Basta ver que o lulo-petismo se mantém em campanha aberta e declarada, tentando vender ao país que a ex-terrorista e dona de um currículo falso, Dilma Rousseff, deve ser escolhida para suceder Lula. Enquanto isso, a oposição - leia-se PSDB - continua batendo cabeça, sem conseguir sequer indicar o seu candidato. Eu já vi esse filme em 2006 e o final não foi nada feliz...

4) Lula, de novo, não sabia de nada.
E o apedeuta, heim? Direto da minha bella Italia, onde participa do encontro do G8, o presidente dozoperário e dozoprimido desmentiu a informação dada por Ronaldo trave... Ops! Desculpem... Ronaldo fenômeno durante o programa "Bem, amigos!", do canal de TV por assinatura SporTV. Segundo Lula, ele jamais indicou nenhuma empreiteira para ajudar ao Corinthians. Hum... Dizer o quê? Ele viu que aquela lorota do "eu não sabia de nada", "eu não fiz nada" deu certo na época do mensalão, né? Só a está reeditando...

5) E Ronaldo, coitado...
Por falar no obeso centroavante daquele time egresso da segundona, nem adianta que procurem ele para pedir ulteriores informações sobre Lula, as empreiteiras e o Corinthians... Hoje, presumo que Ronaldo esteja muito triste e abatido em razão dessa notícia. Solidarizemo-nos com ele...

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Estadão: "Fundação de Sarney dá verba da Petrobás a empresas fantasmas."

Lá vou eu me alongar mais que o aconselhável em um texto, mas fazer o quê? Quando se trata de comentar a avalanche de denúncias que surge na imprensa acerca de José Sarney, o maranhense que se elegeu senador pelo Amapá, as palavras (em especial os adjetivos) parecem sempre escassas.

O escândalo do dia diz respeito à notícia de que a Fundação de Sarney teria repassado verbas da Petrobás a empresas fantasmas. A se confirmar a enésima denúncia surgida contra o imortal senador - aquele que escreveu sobre uma prostituta cujos mamilos escitavam até os cães -, ficará evidente que em matéria de infração às leis o autor de Brejal dos Guajas não brinca em serviço. Para facilitar, transcrevo abaixo alguns trechos da excelente matéria redigida pelo Estadão (íntegra aqui):

Fundação José Sarney - entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República - desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel.

Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício. (...)

Há muitos outros detalhes na página do Estadão, razão por que recomendo aos leitores a leitura completa da matéria. Aqui no blog, por razões práticas, não vou além do que foi acima transcrito simplesmente porque não é sequer necessário. Só o que vai relatado ali é motivo suficiente para o AFASTAMENTO IMEDIATO de Sarney da Presidência do Senado. Pensando melhor: é mais que suficiente para obrigá-lo a renunciar ao mandato. E convenhamos: as autoridades jurídicas (Polícia Federal e Ministério Público) já teriam material bastante para dar início a uma investigação criminal.

Percebam que não se está falando em mero denuncismo rasteiro e infundado. Há a informação de que pelo menos MEIO MILHÃO de reais teria sido desviado para empresas de fachada e para empresas pertencentes à família Sarney. Simplificando, pode-se dizer o seguinte: em sendo verdade tudo o que vai acima, a fundação de Sarney teria se LOCUPLETADO INDEVIDAMENTE com dinheiro público recebido de uma estatal! Sei que posso me tornar aborrecidamente repetitivo, mas não consigo evitar: em uma democracia séria, uma denúncia assim implicaria na imediata renúncia do envolvido. Mas volto a lembra do General De Gaulle: "Le Brésil n'est pas um pays sérieux."

Querem ter uma ideia acerca da gravidade dos fatos denunciados pelo Estadão? Pois basta ver que, depois de pipocada mais esta irregularidade, a base lulista já fala abertamente em concordar com a instalação da CPI da Petrobrás, até ontem rechaçada por qualquer governista que fosse encontrado no Congresso Nacional. Tal informação foi confirmada pelo próprio maranhense - o autor de Marimbondos de fogo -, segundo quem o início da CPI da Petrobrás será na próxima terça-feira. E por que essa rápida mudança de rumo? Ora, porque as novas denúncias surgidas contra Sarney são de uma gravidade monstruosa! Assim, urge encontrar uma nova pauta, capaz de tirar de cima dele os holofotes de toda a mídia nacional. Vão conseguir? Não creio...

Ao que parece, o destino de Sarney chegou ao marco definitivo. Ou, simplificando, à beira do abismo. Não há mais condições políticas para que os governistas impeçam a CPI da Petrobrás, principalmente depois das denúncias de hoje, afinal toda a opinião pública iria pensar o óbvio: o governo não quer a CPI para proteger Sarney - coisa que Lula já afirmou ser uma prioridade do Planalto. Mas se o governo quer proteger Sarney é sinal de que alguma coisa realmente poderia ser encontrada, não é mesmo? Basta raciocinar: se Sarney é inocente, a CPI não encontrará nada de ilegal que leve ao maranhense. "Então que se faça a CPI!", passaram a gritar os lulistas. Só que surge outro problema... Dada a situação atual, uma comissão destinada a investigar a estatal do petróleo, longe de dar um descanso a Sarney, poderia acabar por tragá-lo, em definitivo, para o centro do furacão. É pura lógica aplicada: como instalar uma CPI da Petrobrás e não investigar os repasses feitos à fundação de Sarney? Não dá... Por isso a tal beira do abismo, antes referida.

A oposição, aliás, já parece estar farejando o cheiro de podre, razão por que o tucano Arthur Virgílio se apressou em dizer o óbvio: a CPI vai ter que investigar a fundação de Sarney. E vai mesmo! Não há possibilidade de os governistas escolherem o caminho da minimização dos fatos, principalmente em razão daquela espécie de "orgulho nacional" que os brasileiros sentem em relação a nossa petroleira. Por isso Mercadante - o senador do duplipensar - disse que Sarney vai ter que se explicar. Trocando em miúdos: não há mais São Lula capaz de salvar a pele do sujeito!

Desnecessário dizer que a nota emitida por Sarney não tem o condão de me convencer... Ao tentar explicar o assunto, o maranhense - aquele eleito pelo Amapá - disse que é presidente de honra da tal fundação, e que não tem nenhuma responsabilidade sobre ela. Hum... Vá lá... Se quisermos ser muito benevolentes com o imortal, comprando sua tese de defesa, ainda seria preciso dizer o óbvio: retire seu nome daquela sujeira, então! Mas eu não quero ser benevolente. Quero é ser lúcido e sério, por isso devo insistir no que já afirmei: não consigo me sentir convencido...

Sem falar que uma tese bem parecida com essa já foi usada alhures, em um escândalo também muito relevante, lembram? Qual é... Puxem pela memória... "Presidente de honra"... "Nenhuma responsabilidade"... Lembraram? Sim, isso mesmo! Estou falando das escorregadas de Lula durante o mensalão. Naquela época, o apedeuta insistiu muito na tese de que foi fundador e é presidente de honra do PT, mas não era - nem é - responsável pelo partido. Assim, se eles compravam deputados para sustentar o governo petista, Lula deveria continuar sendo tido como inocente. Será possível que em tão pouco tempo vão tentar nos fazer engolir a mesma patacoada? Francamente!

Deve ser por isso que Alberto Dines chamou de "platitudes" aquilo que Sarney escreve na Folha de São Paulo, afinal "se usar a coluna para defender suas posições como congressista ou chefe do Legislativo arrisca-se a ser demitido por justa causa." O que eu acho? Acho exatamente o mesmo que achava antes: chegou-se ao fundo do poço e, em vez de parar, começou-se a cavar a fim de descer até o mais profundo dos infernos. Aliás, a ideia que recebi via Twitter, do #FORASARNEY! é muito interessante. Eles nos conclamam a ligar de graça para o "Alô Senado" (0800-612211) apenas para perguntar quando Sarney vai sair. Sim, eu sei que não tem qualquer resultado prático. Mas falemos francamente: ligar de graça para aporrinhar o homem é deveras divertido, não?

Mais sangue nas mãos de Hussein.

Do O Globo Online:

Na primeira grande onda de violência desde que mais de 100 mil soldados americanos deixaram os grandes centros urbanos do Iraque, uma série de ataques a bomba em Bagdá e em uma cidade no norte do país matou nesta quinta-feira ao menos 47 pessoas e feriu mais de 80, informou a polícia.

Um duplo ataque suicida no norte do país matou pelo menos 41 pessoas. Outras 60 teriam ficado feridas nas explosões na cidade de Tal Afar. Há relatos de que as explosões aconteceram em um intervalo de poucos minutos. O segundo ataque teria acontecido logo após algumas pessoas terem deixado o local do primeiro, que teria sido detonado por um homem vestindo uniforme da polícia. (...)


Não sei se a história é mesmo cíclica, como querem os marxistas. Mas não tenho dúvida de que o senso de humor daquilo que se convencionou chamar de destino é deveras apurado. Leram a notícia acima? Pois bem, ela diz, sem delongas, que um sujeito chamado Hussein é responsável por dezenas de mortes no Iraque. Parece até notícia velha, não? Daquele tempo - já longínquo - em que o facinoroso ditador oprimia o povo iraquiano com mão de ferro. Mas a verdade é que se trata de algo bastante recente...

O Hussein assassino da vez é o Barack, o Presidente-de-ébano. Não deixa de ser trágico notar que o Messias negro, aquele que veio ao mundo para acabar com todos os males e nos conduzir à paz perpétua kantiana, seja responsável por mais algumas mortes. Lembro a todos que não é a primeira vez que o Cristo havaiano tem as mãos sujas de sangue. Há apenas alguns dias, Hussein também foi responsável pela morte de um jovem hondurenho, ao se alinhar com o bolivarianismo mequetrefe e vagabundo de Chávez, ficando ao lado dos golpistas arregimentados pelo mico mandante da Venezuela. Agora, o homem do "Yes, we can!" mostra que consegue matar também do outro lado do mundo, no Oriente Médio.

E, como não poderia deixar de ser, lanço uma pequena provocação aos obamófilos do mundo: Hussein provou mesmo que consegue ser radicalmente diferente do demônio de pijamas, jórji dábliu búxi. Durante a gestão do Republicano - o sanguinário, o imperialista, o feio e o bobo - a violência terrorista praticada no Iraque estava regredindo a patamares desprezíveis! Chegou-se ao ponto de constatar que viver na Bagdad ocupada era mais seguro do que caminhar pelas ruas do Rio de Janeiro... Mas então veio o advento e a política pogreçista e politicamente correta deu à luz o obamismo e sua fome voraz de mudança. Mudança de quê? Para quê? Ah, isso é secundário! Perguntas típicas da - como é mesmo? - "direita preconceituosa". Pois é... Querem ver algumas brotoejas nos fãs do Presidente-de-ébano? Então lá vai: vai ver Bush e seus falcões Republicanos estavam certos! Vai ver era mesmo preciso manter as tropas no Iraque, garantindo a segurança daquele povo.

Mas quê! Bush, certo?! Mais fácil que essa turma negue o aquecimento global. E sabem o que é mais fascinante? Ninguém vai apontar um só dedo para o Cristo negro. Ao contrário: tudo será debitado na conta do hasmodeu... Eis mais um legado do governo Obama: criar nos Estados Unidos a tradição de culpar o antecessor pela tal "herança maldita". Em vez de influenciar o Brasil e seus políticos bananeiros, Obama copia o caudilhismo mais arrivista. São os tempos modernos, do humanismo relativo e do pacifismo de um lado só. Vocês sabem como funciona a mente sociopata desses moralistas, não é? Se o exército americano fica no Iraque, pacificando o país e dando segurança ao povo, eles chamam de intervencionismo e imperialismo. Todavia, se os militares saem de lá e se permite que a matança desenfreada comandada pelos terroristas recomece, ninguém deve se meter, afinal são SÓ IRAQUIANOS MATANDO IRAQUIANOS. É a - como é mesmo que eles dizem? - "autodeterminação" dos povos...

O governo de Hussein, o salvador do mundo, ainda nem completou seis meses e ele já tem as mãos mais sujas de sangue do que o antecessor. Não duvidem: Obama ainda tem tempo de sobra para desapontar muita gente...

As eleições, a internet e a liberdade de expressão.

Li no Estadão Online que o Congresso Nacional aprovou uma lei que permite o uso da internet durante as campanhas eleitorais. Dizer o quê? Isso só mostra o quando essepaiz é simiesco! Desde quando uma nação civilizada precisa que os parlamentares digam que o povo tem o direito de pensar e se expressar?

Não, eu não gostei da lei parida por suas excelências. Há, sem dúvida, um ponto de muito valor: aquele que permite que um blog manifeste preferência por determinado candidato. Nada mais justo, afinal só faltava que o Estado brasileiro me orbigasse a ficar neutro numa disputa entre Dilma e Serra. Ou entre Dilmia e Aécio. Ou entre Dilma e qualquer outro. Ou entre um petista qualquer e outro candidato. Nunca escondi que este blog tem um lado: o lado contrário ao petralhismo. Mas por que o aparato legal nacional, já tão inchado, deveria ser atrofiado ainda mais a fim de me garantir algo que é um direito pessoa inalienável e natural? Já escrevi várias vezes acerca da liberdade de expressão, verdadeira pedra angular da democracia e do sistema de liberdades individuais sobre o qual se erigiu o ocidente: ela é própria do ser humano. Nasce com ele e o acompanha para sempre, ao longo de toda a vida. O que o Congresso fez foi apenas dizer: "Vocês têm esse direito que vocês sempre tiveram." Tudo bem então. Menos mal. Pior seria se tentassem legislar para cerceá-lo, não é?

Mas os demais pontos da estrovenga são todos idiotas! O fundo do poço é atingido quando se obriga os sites a oferecer o tal "espaço proporcional" a todos os candidatos a um cargo majoritário. Isso, caros, é autoritarismo puro e simples! E pior: disfarçado de regra democrática. Pensem bem: se eu, indivíduo, tenho um site e quero entrevistar SÓ José Serra, por que diabos tenho que me aborrecer também com a mulher dos currículos falsos? Ora, eu entrevisto quem eu quero, não é mesmo? Aliás, a liberdade de expressão só seria plena se tal direito me fosse mesmo garantido na prática. Em vez disso, o Estado brasileiro está cuidando de controlar a liberdade de expressão na internet, cerceando-a de forma implacável.

Como isso vai acabar na prática? Não tenho ideia. Falta regulamentar muita coisa ainda... Por exemplo: quais sites são obrigados a cumprir a regra do "espaço proporcional"? Só os noticiosos, como Folha e Estadão? Ou qualquer veículo da web? Se a correta for a primeira alternativa, me limito a dizer que a lei é autoritária. Se, porém, eles pensaram na segunda, me cumpre dizer que é estúpida. Quem vai policiar todo os espaço virtual? Francamente, é coisa de gente bocó, que ainda não aprendeu como funciona a comunicação no novo século. Aliás, há muita coisa do novo século que o Brasil evidentemente não compreendeu...

O fim está próximo!

Li no O Globo Online que a dengue diminuiu em praticamente todo o país, exceto em alguns estados mais atrasados. E qual é um dos que viu a doença aumentar? Ora, o Amapá, é claro. É sempre assim: se alguma coisa de ruim acontece nessepaiz, provavelmente no Amapá é tudo muito pior. Como se não bastasse, foi confirmado o primeiro caso de gripe suína aqui no Amapá, o estado que elegeu José Sarney para o Senado.

Fico com a impressão de que o fim está próximo... Parece que o apocalipse local é mesmo iminente, coisa que não deve preocupar ninguém que viva em outros lugares. Nada que acontece no Amapá interessa aos outros lugares, aliás.

Primeiro os mosquitos da dengue... Agora a peste da gripe suína... Será que estamos diante das primeiras pragas? Os primeiros castigos de Deus? Não duvidaria nada... A misericórdia Dele é infinita, mas a capacidade de aniquilar os impuros também é notável.

Medo! Muito medo!